O verdadeiro simbolismo do ovo de Páscoa

ovo páscoa Madalena Jesus comércio SS
A febre consumista deturpa o simbolismo cristão do ovo de Páscoa.

Não vou teorizar. Vejamos primeiramente os símbolos:

In Dicionário de Hans Biedermann:
“De modo geral, o ovo é visto como símbolo de um embrião primordial, do qual mais tarde surgiu o mundo. (…) No âmbito cristão há a comparação entre Cristo, que ressurge da tumba, e o pintainho, que sai da casca; a cor branca da casca simboliza a pureza, a perfeição (…). Muitos costumes de fundo simbólico possuem o ovo, como por exemplo o simbolismo primaveril do ovo de Páscoa como signo do despertar da fertilidade natural, mas também associado com a já mencionada comparação com a ressurreição”.

Ainda Biedermann:
A lebre (ou coelho) “sua prolificidade e disponibilidade para a cópula fazem dela símbolo da lascívia, enquanto uma lebre branca, representada aos pés da Virgem Maria, expressaria a vitória sobre a `carnicidade`. O `coelho da Páscoa´, associado ao símbolo da fecundidade do ovo, desempenha um papel significativo no antigo hábito das festas primaveris da Europa Central”.

Poderia citar outros dicionários famosos: de Jean Chevalier e Alain Gheerbrant, de Juan-Eduardo Cirlot, mas a explicação vem dos Evangelhos Apócrifos, que são narrativas simples da vida de Cristo, possivelmente mais próximos do gosto e da crença do povo.

O ovo da Páscoa origina-se de um encontro casual de Maria Madalena com Pilatos. Por uma motivação diferente, de provar “a face eterna do feminino”, esse encontro é interpretado por Nancy Qualls-Corbett in A Prostituta Sagrada.

Que fique bem esclarecido que nos Evangelhos aparecem três Marias de Madalena (Magdala, local de origem). Assim como Jesus é chamado de Nazaré.

Maria Madalena discípula amada por Jesus não era prostituta, isso foi invencionice do papado.

Escreve Nancy: “Há mitos que representam a capacidade de Maria Madalena de operar milagres. Diz-se de quando ela viu e falou a Cristo ressuscitado, pois crê-se que ela foi a primeira a vê-lo. Ela saiu correndo para contar aos outros discípulos. No caminho, encontrou Pôncio Pilatos, e falou-lhe sobre a maravilhosa novidade. `Prove-o´, disse Pilatos. Naquele momento, passava uma mulher carregando uma cesta com ovos, e Maria Madalena tomou um nas mãos. Quando o ergueu diante de Pilatos, o ovo adquiriu cor vermelho vivo. Como testemunho desse feito lendário, na catedral em Jerusalém que porta seu nome há uma estátua de Maria Madalena segurando o ovo colorido”. 

Retrato de Maria Madalena, em catedral com seu nome, em Jerusalém
Maria Madalena, em catedral com seu nome, em Jerusalém

Ainda Nancy (daí a razão do título do livro A Prostitua Sagrada: “O ovo é muito apropriado nesse contexto, uma vez que é símbolo da nova vida e da capacidade de dar a luz. O ovo colorido é também associado a Astarte, deusa da primavera, de cujo nome nosso termo `Páscoa´ é derivado”.

Disse que não iria aprofundar este relato, que tanto enaltece Madalena. Os apóstolos perguntaram a Cristo: “Por que você a ama mais do que a nós todos?” O Salvador respondeu: “Por que não amo a vocês como amo a ela”.

Para terminar, lembro que o chocolate era considerado a bebida dos deuses indígenas.

Publiquei in meu blogue Jornalismo de Cordel, comunique-se.com, em 9 de abril de 2007

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Joinville, a cidade da tortura

por Roelton Maciel 

As mãos são levadas à cabeça em sinal de submissão. Um por um, homens nus se agacham e formam filas de frente para um paredão. Ficam obrigados a manter os olhos baixos e o queixo entre as pernas. Ninguém enxerga o que está atrás.

São detentos retirados das celas e levados a um pátio coberto por grades no Presídio Regional de Joinville. Do outro lado do paredão há pelo menos dez homens vestidos de preto, em formação tática, equipados com armamentos e capacetes.

Tratam-se de agentes prisionais enviados de Florianópolis para uma operação pente-fino de surpresa. Seria uma ação padrão se os carceireiros do Departamento Estadual de Administração Prisional (Deap) não virassem protagonistas em cenas de tortura e abuso de autoridade.

Sem qualquer manifestação de resistência dos detentos, eles estouram bombas de efeito moral e disparam balas de borracha na direção dos presos, alguns tiros à queima-roupa. Gás de pimenta é lançado direto nos olhos. Também puxam detentos à força pelo pescoço.

Tudo isso aconteceu no último dia 18 de janeiro, durante mais de quatro horas, na área onde os presos do pavilhão 4 costumam tomar banho de sol. As cenas, registradas por uma câmera do circuito interno de segurança, lembram imagens do filme “Carandiru”.

Mas, ao contrário do episódio que ganhou as telas do cinema, os presos de Joinville não faziam motim nem rebelião quando se tornaram alvos no último dia 18. Nas imagens às quais “A Notícia” teve acesso nesta sexta-feira, não há qualquer presidiário que ofereça reação.

Um deles chega a ser carregado por agentes prisionais, após ser atingido por um tiro de borracha, porque não tem sequer condições de andar. É algemado e levado para um lugar onde não havia câmeras.

O que os agentes veem e fazem parece ser encarado com naturalidade pelo grupo do Deap. Alguns tomam água em garrafinhas enquanto outros cuidam da formação dos presos. Não se sabe o que ouviam e falavam porque as câmeras de segurança filmam sem áudio.

E o que aconteceu dentro das celas, longe do monitoramento, é uma sequência existente apenas no relato dos presos. O testemunho deles, os exames de corpo de delito e as imagens da câmera chegaram às mãos do juiz corregedor do presídio, João Marcos Buch, e serão peças de uma investigação criminal. O juiz cobra a identificação dos agentes envolvidos na operação para a apuração dos crimes cometidos e a aplicação das punições na Justiça.

 

 

 

ONU convoca sociedade a agir contra a Corrupção. Joinville promoveu marcha

Nesta sexta=feira, os prefeitos desapareceram. Parece que apenas uma cidade do Brasil atendeu ao apelo da ONU.

“Faça sua parte contra a Corrupção”. Este o mote da campanha global das Nações Unidas contra a corrupção.

9 de dezembro, Dia Internacional contra a Corrupção, foi esquecido pela imprensa, pelos três poderes, pela OAB, ABI, Une e as pra lá de 400 mil ONGs brasileiras.

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