VAGÕES CHEIOS DE PROPINAS INTERNACIONAIS NO METRÔ DE SÃO PAULO

ESTADÃO ESQUECE, NA MANCHETE, O NOME DO PARTIDO DOS POLÍTICOS. SÃO DO PSDB NOS GOVERNOS TUCANOS DE COVAS, JOSÉ SERRA E ALCKMIN

br_estado_spaulo. Siemens tucano metrô

Cúpula do Governo Alckmin cai no propinoduto tucano. Edson Aparecido, hoje secretário da Casa Civil, acusado de receber propinas das multinacionais entre 1998 e 2008; Everton Rheinheimer, ex-diretor da Siemens apontou ainda corrupção nos governos de José Serra e Mario Covas; outros citados são os secretários José Aníbal, de Energia, Jurandir Fernandes, de Transportes, Rodrigo Garcia, de Desenvolvimento Econômico, e até o senador Aloysio Nunes e o deputado Arnaldo Jardim. Confira as revelações dos repórteres Fernando Gallo, Ricardo Chapola e Fausto Macedo no jornal O Estado de S.Paulo

Por Enock Cavalcanti em Direito e Torto

tucanos do metrô

Ex-diretor da Siemens Everton Rheinheimer denuncia formalmente ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica um forte esquema de corrupção nos governos do PSDB em São Paulo; segundo ele, Edson Aparecido, braço direito do governador Geraldo Alckmin e hoje secretário da Casa Civil recebeu propinas das multinacionais entre 1998 e 2008; propinoduto na área de transportes, segundo Rheinheimer, visava abastecer o caixa dois do PSDB e do DEM; ele apontou ainda corrupção nos governos de José Serra e Mario Covas; outros nomes citados são dos secretários José Aníbal, de Energia, Jurandir Fernandes, de Transportes, Rodrigo Garcia, de Desenvolvimento Econômico, e até do senador Aloysio Nunes e do deputado Arnaldo Jardim; strike completo?

 

SP 247 – É quase um strike. Um relatório entregue no dia 17 de abril deste ano ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica cita praticamente toda a cúpula do governo de Geraldo Alckmin no chamado “propinoduto tucano”. A denúncia, formal, foi feita por Everton Rheinheimer, ex-diretor da Siemens, que afirmou dispor de “documentos que provam a existência de um forte esquema de corrupção no Estado de São Paulo durante os governos (Mário) Covas, (Geraldo) Alckmin e (José) Serra, e que tinha como objetivo principal o abastecimento do caixa 2 do PSDB e do DEM”.
O furo de reportagem, dos jornalistas Fernando Gallo, Ricardo Chapola e Fausto Macedo, do Estado de S. Paulo, aponta que o lobista Arthur Teixeira, denunciado por lavagem de dinheiro na Suíça, teria pago propinas ao deputado licenciado Edson Aparecido, atual secretário da Casa Civil e braço direito de Geraldo Alckmin. O documento também cita outros nomes graúdos do tucanato paulista, como os secretários José Aníbal, de Energia, Jurandir Fernandes, dos Transportes, e Rodrigo Garcia, de Desenvolvimento Econômico. Outros nomes mencionados pelo ex-diretor da Siemens são o do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) e do deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP) – este, também como beneficiário das propinas.
A denúncia do ex-diretor da Siemens tem peso importante porque é o primeiro documento oficial que vem a público com referência a propinas pagas a políticos ligados a governos tucanos. Até então, apenas ex-diretores de estatais como a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) vinham sendo citados. Rheinheimer foi diretor da divisão de transportes da Siemens, onde atuou durante 22 anos. Ele disse ainda que o cartel “é um esquema de corrupção de grandes proporções, porque envolve as maiores empresas multinacionais do ramo ferroviário como Alstom, Bombardier, Siemens e Caterpillar e os governos do Estado de São Paulo e do Distrito Federal”.
No Distrito Federal, os desvios teriam ocorrido nos governos de Joaquim Roriz e José Roberto Arruda. Em São Paulo, ele cita os governos de Geraldo Alckmin, José Serra e Mario Covas. O fluxo das propinas ocorria por meio da empresa Procint, do lobista Arthur Teixeira, finalmente denunciado na Suíça, após dois anos de engavetamento do caso pela procuradoria-geral da República em São Paulo, por decisão do procurador Rodrigo de Grandis (leia mais aqui).Rheinheimer está colaborando com a Justiça, no regime de delação premiada. Sobre Edson Aparecido e Reynaldo Jardim, ele sustenta que “seus nomes foram mencionados pelo diretor-presidente da Procint, Arthur Teixeira, como sendo os destinatários de parte da comissão paga pelas empresas de sistemas (Alstom, Bombardier, Siemens, CAF, MGE, T’Trans, Temoinsa e Tejofran) à Procint”.
Sobre o senador Aloysio Nunes e os secretários Jurandir Fernandes e Rodrigo Garcia, o ex-diretor da Siemens diz ter tido “a oportunidade de presenciar o estreito relacionamento do diretor-presidente da Procint, Arthur Teixeira, com estes políticos”. Sobre José Aníbal, mencionou um assessor: “Tratava diretamente com seu assessor, vice-prefeito de Mairiporã, Silvio Ranciaro”.

fonte BRASIL 247

Morte ao MTST! Isso em Brasília na cara de Dilma

Existe democracia em um país que prende jornalista, mata líderes de movimentos sociais e metade da população tem um rendimento mesal de 130 dólares?

O mito do Brasil cordial constitui uma grande farsa.

Escreve Gabriela Moncau:

Eram quase 2h da madrugada de 3 de outubro quando, em Ceilândia (DF), a casa que abrigava Edson da Silva, integrante da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), foi alvejada por tiros. “A gente apagou a luz, se jogou no chão, se escondeu no banheiro. Não conseguimos ver nada, só um carro saindo em alta velocidade”, conta Edson. Ninguém que estava dentro da casa, inclusive as crianças, se machucou.

“Ligamos para a polícia, demorou um pouco mas chegaram duas viaturas. ‘Ah, foi tiro, foi?’, eles perguntaram, vendo as balas no chão, as marcas na porta, no portão, na janela. ‘A gente não pode fazer nada porque a Civil está em greve. O que vocês têm que fazer é se proteger do jeito que der. Entrem, apaguem a luz e fiquem tranquilos’, foi o que eles disseram!”, relata a vítima do atentado, dizendo que a insistência foi inútil, os policiais se negaram a levar o caso para a delegacia para registrar o boletim de ocorrência (BO).

Procurada pela Caros Amigos, a 15ª Delegacia de Polícia de Ceilândia não soube dar nenhuma informação. “Ninguém está sabendo de nenhum atentado que ocorreu nessa madrugada”, afirmou a atendente, que não quis divulgar seu nome e pedia orientações antes de responder as perguntas. “Nem o delegado?” “O delegado não está. Não tem como falar não. Ninguém que está aqui estava no plantão da madrugada então não sabem”. Questionada sobre quando seria possível falar com o delegado ou algum policial presente no plantão, ela afirmou que, caso seja possível, só no domingo. “E em que situação é possível registrar uma ocorrência?” “A polícia está em greve, então só fazemos BO em caso de flagrante ou crime grave”. “E tentativa de homicídio é crime grave?” “É crime grave, sim senhora”.

Pouco depois que as viaturas se retiraram do local, sem nada fazer, Edson da Silva saiu da casa e permanece escondido em outro lugar. Um carro ainda passou lá uma vez mais e disparou dois tiros.

Constância de atentados

Essa já é a terceira vez que tentam tirar a vida desse militante do MTST.

A primeira foi em Brasilândia, na própria casa de Edson, há dois anos atrás. “Cortaram o cadeado da garagem com tesoura, eu estava sozinho, me encontraram no corredor fugindo, deram 18 tiros na minha direção, um pegou no meu peito de raspão, outro de raspão no pé. Machuquei o rosto também tentando fugir, consegui pular para o vizinho e eles saíram de moto”, afirma. Dessa vez o BO não foi feito por receio de recorrer à polícia.

O outro episódio foi no ano passado, na estrada Incra 9, por volta das 2h. “Um carro começou a me seguir, eu estava de moto e acelerei. Quando estava chegando numa rotatória, jogaram o carro para cima de mim. Eu caí no canteiro e eles não conseguiram passar por cima. Foram embora”, diz. Nesse caso o BO foi feito, mas a polícia registrou como “acidente de trânsito”.

Mandantes

A respeito dos principais incomodados com as ações do MTST no Distrito Federal, Edson da Silva responde sem hesitar que são os interessados na especulação imobiliária. “Tem muita cooperativa de moradia que é base de deputado, as construtoras e empreiteiras também. Tem a questão do Roriz [Joaquim Domingos Roriz, ex-governador de Brasília, acusado de corrupção, atualmente do PSC] que se apropria de terras e as troca para se beneficiar política e economicamente. O governo do estado também se incomoda bastante com a gente, porque o enfrentamos diretamente. Eles já quebraram muitos acordos com o MTST, inclusive cortaram recentemente bolsa-aluguel que havíamos conquistado para as famílias”, critica.

“Não dá para saber quem são os mandantes desses atentados, porque o enfrentamento do MTST é com muitos setores”, constata, e afirma que ao menos outros quatro militantes vêm sofrendo ameaças de morte.

Enquanto vigorava a ocupação do MTST na Ceilândia, o “Novo Pinheirinho”, que começou em 21 de maio, os militantes já perceberam a presença de alguns carros que ficavam do lado de fora da ocupação. “Quando acabou o acampamento sempre que a gente fazia assembleia esses carros apareciam. Chegamos a tirar fotos e até divulgar. Tinha um carro prisma, por exemplo”, narra. Chegaram a se aproximar dos carros, perguntar quem eram as pessoas lá dentro. “Policiais civis”, responderam, “Estamos dando proteção”. “Mas a gente não pediu proteção policial, quem deu a ordem?”, questionaram os integrantes da ocupação, os quais foram respondidos que polícia não tem que justificar ordens para ninguém.

Carta: sócio acusa Gilmar de desvio e sonegação

por Paulo Henrique Amorim

Na edição da Carta que chega essa semana às bancas, Leandro Fortes publica estarrecedora reportagem:

Cobras e lagartos – disputa empresarial – em um processo judicial conturbado, Inocêncio Coelho, ex-sócio de Gilmar Dantas no IDP – Instituto Brasiliense de Direito Público – acusa o ex-Supremo Presidente Supremo de “desvio de dinheiro e sonegação” de impostos.

O título da capa é sugestivo: “Fraude na escolinha do professor Gilmar”.

Fraude.

Sonegação.

Desvio.

Desvio de conduta, também, porque um Ministro da Suprema Corte não pode ser empresário – só pode ser professor.

Tudo pronto para um impeachment!

Está tudo lá na estarrecedora reportagem de Leandro Fortes, que já tinha identificado as impressões digitais da Globo nas operações do Carlinhos Cachoeira.

A história que Leandro conta essa semana mostra que Inocêncio Mártires Colho, último Procurador da República do regime militar, entrou na Justiça contra Gilmar, porque:

– Gilmar atacava o cofre da empresa sob a alegação de que precisava custear festas familiares e fazia retiradas significativas;

– atacava o cofre na esperança de cobrir depois, com “acertos futuros”- o que jamais acontecia e, portanto, praticava o que se chama de “evasão fiscal”;

– Gilmar queria uma “vantagem diferenciada” na empresa, porque se cansou de ser o “garoto propaganda” do IDP;

– será que isso explica a obsessão pelos holofotes da Globo, essa “vantagem diferenciada”?;

– apavorado com o processo judicial do ex-sócio, Gilmar contratou o segundo advogado mais poderoso do Brasil – Sergio Bermudes, aquele que aparece no processo de impeachment que o Dr Piovesan movia e move contra Gilmar (o primeiro é Marcio Thomaz Bastos, cujo escritório move, em nome de Daniel Dantas, uma ação contra Mino Carta);

– da Alemanha, na edificante companhia do amigão Demóstenes Torres, Gilmar conseguiu “trancar” o litigio com Inocêncio e submete-lo a um providencial “segredo de Justiça”. Viva o Brasil!

– segundo auditoria contratada no litígio, as “remunerações extras” – eufemismo usado pelos auditores para se referir a “retiradas ilegais” – do ex-Supremo chegavam a 14% (!) da receita bruta – não há negocio capitalista que resista a tal voracidade;

– eram pagamentos “feitos por fora”, ou seja, sem recolhimento de impostos

Os sócios fizeram um acordo para encerrar o litigio judicial.

E ministro (ou ex-Ministro) do Supremo “indenizou” Inocêncio em 8 milhões e um Real – onde um ministro do Supremo consegue esse dinheiro, Ministro Celso de Mello, decano da Casa?

Onde?

Onde um Ministro do Supremo levanta R$ 8 milhões ?

Leandro Fortes já demonstrou de forma irrefutável – e por isso mereceu ações judiciais movidas pelo ex-Ministro Supremo do Supremo – que o IDP só existe porque:

– recebeu um terreno do notável governador de Brasília, Joaquim Roriz, outra Catão do Cerrado, com um desconto camarada de 80%;

– e obteve um empréstimo no Banco do Brasil do fundo de “para estimular a produção em zonas rurais”.

Quanto tempo dura Gilmar no Supremo?

Ministro Ayres Britto, o senhor permitirá que este
“empresário” se sente ao seu lado e vote o mensalão?

É este o Catão de Mato Grosso que denunciou a chantagem do Nunca Dantes – chantagista que ele não processou?
Ele pode continuar a “desonrar a Magistratura”, como previram dois brasileiros íntegros, Joaquim Barbosa e Dalmo Dallari?

A reportagem de Leandro Fortes deveria ser dedicada a Fernando Henrique Cardoso.

Acabou a desculpa. Brasiliense agora é maioria. Elegerá governador ladrão se quiser. Por gosto e vício

Joaquim Roriz foi govermador de Brasília por quatro mandatos. Teria levado o quinto na última eleição, mesmo depois do renunciado mandato de senador por ladroagem. Como compensação elegeram a filha deputado.

Quem não aposta na impunidade?

Nos 1001 palácios de Brasília

O caso Salvatore Cacciola é exemplar. Preso por engano na Europa, pelo príncipe de Mônaco, voltou sem os bilhões que levou para a Itália. A quadrilha dele, a diretoria do Banco Central no governo Fernando Henrique, permanece no Brasil, bilionária e impune.

Continuar deputada para Jaqueline não significa nada. Que o pai renunciou o mandato de senador. O que vale para essa gente são as facilidades para o enriquecimento rápido.

Quatro vezes governador ladrão de Brasília, Joaquim Roriz morrerá podre, podre de rico. Viva Jaqueline Roriz! herdeira da fortuna & do curral político da capital da corrupção & de todos os crimes & vícios.

Capital do mal feito


Uma manchete completa a outra.

Sobram criminosos pelas ruas e palácios de Brasília.

Quase 90 por cento da população anda com medo.
Um medo danado.
Um medo medonho.
Um medo medoinho.

Brasília teve os governadores nomeados pela ditadura e os eleitos.
Roriz ter sido governador quatro, ou cinco vezes, não sei se é causa ou efeito.

Pandora, símbolo de Brasília

Pandora foi a primeira mulher que existiu. De cada Deus recebeu uma qualidade. De um a graça, de outro a beleza, de outros a persuasão, a inteligência, a paciência, a meiguice, a habilidade na dança e nos trabalhos manuais. Hermes, porém, pôs no seu coração a traição e a mentira.

Casou com Epimeteu, que possuía uma caixa dada pelos deuses, que continha todos os males.

Epimeteu avisou a mulher que não a abrisse. Pandora não resistiu à curiosidade. Abriu-a e os males escaparam. Por mais depressa que providenciasse fechá-la, somente conservou um único bem, a esperança. E dali em diante, foram os homens afligidos por todos os males.

Pandora, por Jules Joseph Lefebvre, 1882

Pandora representa bem Brasília

A caixa foi aberta, e dela saiu o fedor da podridão de diferentes governos. De Joaquim Roriz a José Roberto Arruda.

Uma putrefação que começa na ditadura militar, e que continua. E que explica a miséria das cidades satélites, e a majestade, a pompa de Brasília possuir o nosso segundo maior PIB.

De ser a capital dos novos ricos, dos enriquecimentos rápidos e ilícitos, dos 1001 palácios, com suas dispendiosas cortes.
Pandora provou que o suborno, a simonia e o lóbi fazem parte da rotina dos poderes da República.
Na caixa de Pandora, o conluiado de almas sebosas.