DEMISSÕES NO JORNAL

 

 

De Celso Marconi Lins

 

 

É por isso que eu não gosto de capitalista. Nesse regime onde existe gente que somente pensa em multiplicar seu dinheiro sem nenhuma consideração com o humano não pode haver alegria. Demitem como se fosse para o bem da empresa e vão simplesmente tomar um vinho. Uma pessoa como Marcos Toledo totalmente competente é demitido. E tantos outros. Alguns, confesso, que nem mais conhecia.

Me lembrei da minha demissão do JC em 1988 logo que João Carlos Paes Mendonça assumiu o jornal. Fui demitido como se fosse incompetente dito por Ivanildo Sampaio embora que ele um tempo desses me encontrasse no Rio Mar e falasse comigo como se nada tivesse acontecido.

Eu vivi até agora e já fazem quase 30 anos da minha demissão. Como esses 15 do JC que foram demitidos também viverão. Mas claro que tive muito prejuízo. Inclusive para minha aposentadoria. Meu advogado foi, me desculpe, incompetente. E era ligado ao Sindicato.

O JC assinou minha carteira profissional mas não me pagou. Me deve até hoje. E por isso o cálculo da minha aposentadoria foi apenas pelo que eu ganhava na Universidade Católica.

Só sobrevivo porque tinha um trabalho como funcionário público. Sempre trabalhei em três ou quatro cantos para poder sobreviver com os meus filhos. Que hoje graças aos seus esforços vivem bem. São todos doutores. Enfim temos que acabar com essa raça de capitalista pois quem age assim não merece perdão. Não sou violento. Sou tranqüilo. Mas não perdôo capitalista.

 

Nota do editor deste blogue:

Uma vida exemplar. Um nome memorável. Um nome que faz um jornal ser acreditado. Celso Marconi Lins formou várias gerações e continua com suas imprescindíveis lições além do jornalismo e do cinema… (T.A.)

 

 

 

 

 

 

Sistema Jornal do Comércio Comunicação de João Carlos Paes Mendonça continua na campanha golpista para derrubar Dilma

Entre os barões da mídia, João Carlos Paes Mendonça ainda resiste na trincheira da conspiração para derrubar Dilma Rousseff, apesar das benesses recebidas dos prefeitos petistas do Recife e da construção do Via Mangue.

Nos terrenos doados pelo governo para construir a fábrica de rum Bacardi e manguezais
Nos terrenos doados pelo governo para construir a fábrica de rum Bacardi e manguezais

BRA^PE_JDC joao paes mendonça

Hoje, o Jornal do Comércio publica a foto de Dilma de cabeça para baixo, com o seguinte texto  em defesa do mandato de Eduardo Cunha, para ele presidir o impeachment de Dilma.

Publica o JC:

Os grupos que lideram as manifestações de rua pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff desistiram de atuar em conjunto e mudaram suas estratégias de ação. Com o objetivo de pressionar o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a deferir a petição assinada pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr e Janaina Paschoal, eles desistiram de convocar mais uma grande manifestação nacional, como as que ocorreram em agosto e março, e optaram por promover ações diárias de rua nos moldes dos atos promovidos em 2013 em São Paulo pelo Movimento Passe Livre (MPL), que defendia a redução das tarifas de transporte público. “Faremos manifestações todos os dias até o dia que o Cunha apresentar o impeachment” , diz Carla Zambelli, porta-voz da Aliança dos Movimentos Democráticos. [Desistiram porque não conta com o apoio do povo. Quem vai marchar por Cunha e os “taradinhos do impeachment?. Aécio convocou várias marchas, e todas resultaram em ruas vazias dos sem teto, dos sem terra, dos sem nada]

O primeiro ato, que está marcado para este domingo, na Avenida Paulista, será bem mais modesto que os anteriores. “Não teremos carros de som nem os bonecos infláveis, que estão em outras cidades”, diz a ativista. [Carla Zambelli?]

Mary Marigliano junto á Carla Zambelli do Nas Ruas,Marcos Maher e Marcello Reis fundador do Revoltados Online.
Mary Marigliano junto á Carla Zambelli do Nas Ruas,Marcos Maher e Marcello Reis fundador do Revoltados Online.

Já Vem Pra Rua marcou sua manifestação para segunda-feira, no Largo da Batata, em Pinheiros. “Será um modelo mais dinâmico. Não vai ter carro de som. E dessa vez não vamos ficar parados. Faremos uma marcha pelo impeachment”, diz o porta-voz do VPR, Rogério Chequer.

Ele diz que o grupo deve promover um novo ato nos mesmos moldes na quinta-feira se Eduardo Cunha não der andamento ao pedido.

José Serra (PSDB) e Rogério Chequer
José Serra (PSDB) e Rogério Chequer

Apesar de atuarem separadamente, os grupos anti-Dilma adotaram a mesma tática: pressionar o presidente da Câmara, mas sem pedir seu afastamento do comando da Casa ou a cassação de mandato.

Na semana passada, o PSOL e a Rede entraram com uma representação no Conselho de Ética da Câmara contra o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por quebra de decoro parlamentar.

O pedido está fundamentado no documento enviado na semana passada ao PSOL pela Procuradoria-Geral da República (PGR), após um pedido formal do partido, confirmando que Cunha mantém contas bancárias secretas na Suíça.

“Eduardo Cunha não é nosso aliado é nosso aliado estratégico, mas também não estamos pedindo a cassação de outros acusados (na Operação Lava Jato). Não temos recurso para isso”, diz Rogério Chequer. [“Aliado estratégico”, que diabo é isso?]

golpe cunha dilma pastores paulinho bolsonaro

[JC mente, deturpa e exagera:}Em abril, os grupos reuniram 701 mil pessoas, segundo a polícia, ou 1,5 milhão, segundo os organizadores. Os números foram menores do que nos atos de 15 de março, que reuniram 2,4 milhões de pessoas, segundo a polícia, ou 3 milhões, segundo os organizadores. Em agosto foram 375 mil pessoas, segundo a Polícia Militar. [Comentários entres colchetes do editor deste blogue]

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Jornal golpista de João Carlos Paes Mendonça continua campanha terrorista contra Dilma

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“A expressão “tempestade perfeita” veio da economia, mas também serve à política. A presidente enfraqueceu seu capital político quando perdeu apoio da sociedade, do Congresso e do próprio PT. Chama atenção a rapidez com que os índices de popularidade despencaram.

Especialistas apontam quatro prognósticos para o País sair da “tempestade perfeita”: uma nova eleição (a partir da cassação dos mandatos da presidente do do vice), o impeachment, a renúncia ou o fim da disputa política. “O cenário mais provável é esse último”, acredita Ricardo Ismael, defendendo que a tempestade não deteriore a economia. É bom lembrar que quanto mais frágil a economia, pior fica a vida das pessoas.

Transcrevi trechos. Leia mais aqui. O JC é parte integrante do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação, um conglomerado de veículos de comunicação, de propriedade de João Carlos Paes Mendonça, que conta ainda com a TV Jornal (afiliada do SBT), Rádio Jornal AM 780 e FM 90,3, e o Portal NE10 (todos situados no Recife),além dos veículos localizados no interior do Estado como a TV Jornal Caruaru e a rede Rádio Jornal (presente em Caruaru, Garanhuns, Limoeiro, Pesqueira, Petrolina).

renuncia morte dilma