Jornal de João Carlos Paes Mendonça ridiculariza Dilma Rousseff

Na campanha golpista para derrubar Dilma Rousseff, o Jornal do Comércio (Recife) divulga, nas versões impressa e on line, uma série de memes criados pelos movimentos de retorno da ditadura, e como propaganda de uma marcha programada para hoje de apoio a Eduardo Cunha, o ladrão que preside a Câmara dos Deputados, com o apoio dos “taradinhos do impeachment”.

coxinhas milhões cunha

Dos memes publicados, selecionei apenas dois relacionados com o texto sórdido e desonroso.

Eis a reportagem sacana, escruto deboche de um jornalismo marrom, vergonhoso, sectário, fanático e de lesa-majestade:

Memes de Dilma viralizam na internet com pérolas da presidente

De uma saudação à mandioca até a necessidade de uma tecnologia para o estoque de vento são os destaques

meme contra dilma

De uma “saudação à mandioca” até a necessidade de uma tecnologia para o “estoque de vento”.

Algumas frases da presidente Dilma Rousseff, incompreensíveis para qualquer homo sapiens sapiens – ou “mulheres sapiens”–, têm encontrado um terreno fértil na mente dos internautas que não perdoam e transformam em galhofa os deslizes da mandatária.

Os analistas apontam que tais representações, que lembram as tradicionais charges políticas, são mais comuns em anos eleitorais, mas estão aparecendo muito agora por conta da crise brasileira. Desde que não insultem, as representações precisam ser vistas com bom humor e não como uma agressão pessoal.

Até agora, a pérola mais célebre e replicada nas redes sociais foi dita na apresentação dos Planos e Metas do Programa Pronatec Jovem Aprendiz, em julho, quando Dilma solenemente proferiu: “Não vamos colocar meta. Vamos deixar a meta aberta, mas, quando atingirmos a meta, vamos dobrar a meta”. Pronto, é só colocar hoje no Google a palavra “meta” para que o buscador dê, entre outras, a opção “meta Dilma”, que leva o internauta ao conjunto de piadas feitas a partir da fala confusa da petista.

O cientista político e especialista em comunicação política Flávio Falcão lembra que não só a presidente é alvo dos memes, e que esse tipo de manifestação é usada, principalmente com teor crítico, em todas as áreas da sociedade. “Mas a atual conjuntura no Brasil leva a presidente para o centro das atenções. O ex-presidente Lula tinha frases tão célebres quanto Dilma, mas o petista não era tão retratado quanto ela pela popularidade que tinha”, explica. “É um resquício ainda da campanha eleitoral em que, nos debates, se faltaram propostas concretas para o País, foram férteis em momentos que permitiram os memes.”

O que o especialista pontua é a diferença entre meme e agressão, não se enquadrando na categoria do primeiro os insultos que também são vistos circulando na rede.

Outro que bombou na web foi a exaltação feita pela presidente à mandioca. Em discurso no lançamento dos Primeiros Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, em junho, ela saudou algo que, pelo menos em discursos oficiais, nenhuma outra autoridade tinha tido a sensibilidade de lembrar. “Então, aqui, hoje, eu tô saudando a mandioca, uma das maiores conquistas do Brasil”, disse ela. A plateia sorriu e aplaudiu, bem diferente do que aconteceu nas redes sociais, com uma enxurrada de memes e críticas.

O especialista em marketing político digital Flávio Mendes recomenda que o melhor a fazer pela equipe da presidente, como de outro político que for alvo dos memes, é ter bom humor e tornar a brincadeira um trunfo em que a imagem do político seja associada a algo leve. “É um fenômeno mais ligado ao envolvimento maior da população com a internet do que com as falas, muitas vezes, sem sentido”, afirma. No mais, é só um aperitivo da criatividade do brasileiro que vai ser ainda mais explorada nas eleições do ano que vem.

meme contra dilma 2

Sistema Jornal do Comércio Comunicação de João Carlos Paes Mendonça continua na campanha golpista para derrubar Dilma

Entre os barões da mídia, João Carlos Paes Mendonça ainda resiste na trincheira da conspiração para derrubar Dilma Rousseff, apesar das benesses recebidas dos prefeitos petistas do Recife e da construção do Via Mangue.

Nos terrenos doados pelo governo para construir a fábrica de rum Bacardi e manguezais
Nos terrenos doados pelo governo para construir a fábrica de rum Bacardi e manguezais

BRA^PE_JDC joao paes mendonça

Hoje, o Jornal do Comércio publica a foto de Dilma de cabeça para baixo, com o seguinte texto  em defesa do mandato de Eduardo Cunha, para ele presidir o impeachment de Dilma.

Publica o JC:

Os grupos que lideram as manifestações de rua pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff desistiram de atuar em conjunto e mudaram suas estratégias de ação. Com o objetivo de pressionar o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a deferir a petição assinada pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr e Janaina Paschoal, eles desistiram de convocar mais uma grande manifestação nacional, como as que ocorreram em agosto e março, e optaram por promover ações diárias de rua nos moldes dos atos promovidos em 2013 em São Paulo pelo Movimento Passe Livre (MPL), que defendia a redução das tarifas de transporte público. “Faremos manifestações todos os dias até o dia que o Cunha apresentar o impeachment” , diz Carla Zambelli, porta-voz da Aliança dos Movimentos Democráticos. [Desistiram porque não conta com o apoio do povo. Quem vai marchar por Cunha e os “taradinhos do impeachment?. Aécio convocou várias marchas, e todas resultaram em ruas vazias dos sem teto, dos sem terra, dos sem nada]

O primeiro ato, que está marcado para este domingo, na Avenida Paulista, será bem mais modesto que os anteriores. “Não teremos carros de som nem os bonecos infláveis, que estão em outras cidades”, diz a ativista. [Carla Zambelli?]

Mary Marigliano junto á Carla Zambelli do Nas Ruas,Marcos Maher e Marcello Reis fundador do Revoltados Online.
Mary Marigliano junto á Carla Zambelli do Nas Ruas,Marcos Maher e Marcello Reis fundador do Revoltados Online.

Já Vem Pra Rua marcou sua manifestação para segunda-feira, no Largo da Batata, em Pinheiros. “Será um modelo mais dinâmico. Não vai ter carro de som. E dessa vez não vamos ficar parados. Faremos uma marcha pelo impeachment”, diz o porta-voz do VPR, Rogério Chequer.

Ele diz que o grupo deve promover um novo ato nos mesmos moldes na quinta-feira se Eduardo Cunha não der andamento ao pedido.

José Serra (PSDB) e Rogério Chequer
José Serra (PSDB) e Rogério Chequer

Apesar de atuarem separadamente, os grupos anti-Dilma adotaram a mesma tática: pressionar o presidente da Câmara, mas sem pedir seu afastamento do comando da Casa ou a cassação de mandato.

Na semana passada, o PSOL e a Rede entraram com uma representação no Conselho de Ética da Câmara contra o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por quebra de decoro parlamentar.

O pedido está fundamentado no documento enviado na semana passada ao PSOL pela Procuradoria-Geral da República (PGR), após um pedido formal do partido, confirmando que Cunha mantém contas bancárias secretas na Suíça.

“Eduardo Cunha não é nosso aliado é nosso aliado estratégico, mas também não estamos pedindo a cassação de outros acusados (na Operação Lava Jato). Não temos recurso para isso”, diz Rogério Chequer. [“Aliado estratégico”, que diabo é isso?]

golpe cunha dilma pastores paulinho bolsonaro

[JC mente, deturpa e exagera:}Em abril, os grupos reuniram 701 mil pessoas, segundo a polícia, ou 1,5 milhão, segundo os organizadores. Os números foram menores do que nos atos de 15 de março, que reuniram 2,4 milhões de pessoas, segundo a polícia, ou 3 milhões, segundo os organizadores. Em agosto foram 375 mil pessoas, segundo a Polícia Militar. [Comentários entres colchetes do editor deste blogue]

.

.

Os caciques do Jornal do Comércio do Recife

Estagiário na redação do Jornal do Comércio. Ou o sonho de uma imprensa livre. Ilustração de Giacomo Cardelli
Estagiário na redação do Jornal do Comércio. Ou o sonho de uma imprensa livre. Ilustração de Giacomo Cardelli

Você pega o Jornal do Comércio e, em todas as páginas, a “democrática” designação dos cargos da máxima confiança do patrão.

Na página de opinião

Diretor de redação

Diretor adjunto de redação

Editora executiva

Na página internacional

Três editores

Na página de política 

Três editores e um interino. Que diabo é diretor interino?  Existem 9 sinônimos da palavra interino: Incerto: 1. contingente2. contingenteefêmeropassageiroprecárioprovisóriotemporário, transitivo, transitório. Qualquer Salomé pede a cabeça desse interino. Aconteceu com o colunista político Inaldo Sampaio

No Caderno C 

Três editores

Na página de Esportes

Três editores

No Caderno Cidades

Três editores

Fotografia, Artes e Infografia

Seis editores

Página Brasil

Três editores

Página de Economia

Três editores

 Já denunciei que o Jornal do Comércio tem muitos caciques e poucos índios. A cabeça de um índio era a logomarca da empresa. O índio seria Felipe Camarão, herói pernambucano. Outros diziam que era o caboclo, entidade presente na Ubanda.
250px-Caboclo_Pena_Marrom
 
 O índio sumiu e apagaram o nome do senador F. Pessoa de Queiroz (efe de Francisco) que fundou, em Pernambuco, um império com dois jornais diários, televisão e rádios. Todo o monopólio passou a ser chamado Grupo JCPM, iniciais de João Carlos Paes Mendonça.
 
Nesta campanha não vi mais nenhuma placa com o índio, nem com o nome do senador, que odiava ser chamado de Francisco ou de Chico. É tudo (Vaidade das vaidades. Eclesiastes, 1,2) de João Carlos Paes Mendonça. Mas o prédio da TV está lá do jeito que F. Pessoa de Queiroz construiu. 
 
A babada de ovo chega ao absurdo do Jornal, da TV e das rádios do Jornal do Comércio partirem para a mentira e a farsa. Negam a história, e escondem o nome do fundador.
 
???????????????????????????????
 
TALIS ANDRADE DIRETOR RESPONSÁVEL E
DIRETOR DE REDAÇÃO DO JORNAL DO COMÉRCIO
 
Tive cinco passagens no Jornal do Comércio:
 
A primeira, convidado pelo secretário de redação Abdias Moura, para ser repórter especial e repórter setorista de zona (que eu chamava da zona). Compreendia todos os prédios localizados no Recife Antigo (Porto, Receita Federal, diversos órgãos dos usineiros, Marinha, Delegacia de Polícia, Câmara de Vereadores). O repórter do Diário de Pernambuco que cobria a mesma área era Selênio Siqueira. Era uma longa caminhada. Não dava tempo. Fiz um trato com Selênio para dividir notícias. Para cada jornal a gente reservava um furo jornalístico.
 
A segunda, convidado por Eugênio Coimbra, para editar o caderno de polícia do Diário da Noite, um jornal três esses: Sangue, Sport e Sexo.
 
A terceira vez , para ser repórter especial e copidesque no secretariado de Ronildo Maia Leite no Diário da Noite.
 
A quarta vez, para dividir o secretariado com Fernando Calheiros.
 
E a quinta vez, para acumular os cargos máximos de diretor responsável e chefe de redação do Jornal do Comércio. Fui com carta branca dos donos. Que nunca gostei de ser pau mandado. Esta última passagem depois conto.
 
Fui comandado por grandes jornalistas, que eram meus amigos pessoais. Que me respeitavam. Deles fui companheiro de boemia (o único que não bebia era Abdias Moura). Posso dizer, trabalhei com os melhores e principais jornalistas de Pernambuco, do final dos anos 50 aos anos 90.
 
F. Pessoa de Queiroz fundador do Jornal do Comércio
F. Pessoa de Queiroz fundador do Jornal do Comércio
 
 
Eu não entendo por que tanto editores, hojemente, no Jornal do Comércio, que fecharam o Diário da Noite. E nesta brecha, o Diário de Pernambuco lançou o jornal Agora. Mas o Diário da Noite dava de chinelo, escrito por grandes jornalistas, poetas e  escritores.
 
O Jornal do Comércio ostenta vários editores por vários motivos (que o patrão não é besta): para não pagar hora extra, pela condição de exercer um cargo da máxima confiança ou máxima fidelidade, de ser um sargento de fitas de melão, um praça pronto para furar uma greve de teatro.
 
Não é que aconteceu: na antevéspera das eleições sindicais, fui barrado na portaria do Jornal do Comércio (na mesma tarde fui recebido, fraternalmente, nas redações do Diário de Pernambuco e Folha da Manhã).
 
Quanta burrice! Não esperavam os feitores, os seguranças, os ditadores de m., que eu voltaria depois, por força da lei, para tentar fiscalizar, tentar o impossível, para evitar que fosse engravidada a urna volante que aterrizou no prédio construído por F. Pessoa de Queiroz.
 
(Continua)
 
 
Editor ruminando uma ficiticia pauta sobre grilagem de terras no Recife
Editor ruminando uma ficticia pauta sobre grilagem de terras no Recife. Ilustração de Kianoush Ramezani
 
 
 
Veja nos links os temas proibidos pela autocensura do monopólio JCPM: despejo policial, despejo judicial, sem teto, grilagem de terra, manguezal, direitos dos favelados.  
 
 

A sesmaria da fábrica Bacardi vira shopping no Recife

Torres de luxo cercarão o shopping
Pertinho do mar, para o deleite dos ricos
Vista panorâmica dos moradores das torres

Escrevi hoje no faceboox:

Todo o dinheiro da prefeitura visa criar uma estrutura para o Coliseu da Copa do Mundo e para mais um shopping de João Paes Mendonça na Bacia do Pina.

Um shopping com várias torres de apartamentos de luxo, do mais alto luxo. Próximas já existem duas. Com histórias bem suspeitas.

Um shopping em um terreno doado pelo governo para a Bacardi. A doação foi justificada na época: Uma destilaria de rum salvaria a lavoura da cana de açúcar. Como a Bacardi correu de Cuba, com a vitória da luta armada de Fidel Castro, fez parte de uma propaganda que preparava o golpe de 64.

A Bacardi fechou. De quem é esse terreno, que passou a valer bilhões com as obras de infraestrutura construídas e que estão sendo realizadas também pelos governos do Estado de Pernambuco e da União?

Qual o interesse público nesse shopping, ou futuro condomínio fechado, com cais, heliporto, jardins e mais jardins e parque?

Que seja uma agressão aos cofres públicos tudo bem. Faz parte dos costumes brasileiros. E o que dizer do meio, ou melhor de todo ambiente?