Teoria da conspiração. Voto dos justiceiros beneficia Marina

Uma hipótese literalmente explosiva está a rondar o ambiente eleitoral, embora não se esteja dando atenção a ela, atropelada pela reta final da disputa: a de que Eduardo Campos tenha sido assassinado.
Arnaldo Bloch, colunista do jornal O Globo

 

Um acidente que criou um clima emocional, que motiva o voto de vingança, que atende aos gritos de “justiça, justiça” no enterro de Eduardo Campos.

Se é para acreditar em uma teoria da conspiração, prefiro a levantada por jornalistas, nos Estados Unidos, que culpa a George Soros, o maior acionista internacional da Petrobras e bancos como o Itaú, e patrocinador de ONGs que apóiam Marina. Idem a CIA. Vide links.

 

Conspiração 

O ACIDENTE DE MORTE DE EDUARDO CAMPOS

por José Ori Dolvin Dantas, coronel do Exército

Usei os seguintes argumentos para justificar que o acidente foi um atentado.

1. Um jato executivo bimotor de porte médio fabricado em 2010 com 300 horas de voo é um avião novo!

2. A aeronave estava com as inspeções gerais e periódicas previstas no programa de manutenção em dia.

3. Equipado com sofisticados instrumentos de navegação que permitem pousos e decolagens em qualquer condição de tempo.

4. Gravador de voz em pane? Difícil de engolir. Ou o CENIPA recebeu ordem para não divulgar o conteúdo do áudio ou o gravador foi danificado durante o pernoite no pátio do aeroporto Santos Dumont.

5. A voz do piloto no diálogo com a torre de controle e divulgada por uma emissora de TV logo após o acidente mostrava muita tranquilidade da tripulação, apesar da chuva e da pouca visibilidade durante os procedimentos de aproximação.

6. Há fortes indícios de duas explosões: uma na cabine ou nas turbinas, o que fez o avião despencar; a outra, onde estavam os passageiros (motivo de os corpos terem sido totalmente esmigalhados). É tão evidente que houve esta explosão que não se achou, sequer, um pedaço de crânio, para se comparar fichas odontológicas a qualquer arcada dentária. Somente com o exame de DNA foi possível identificar o que sobrou de cada corpo.

7. Algumas considerações:
· Se os pedaços da aeronave e partes significativas de corpos são encontrados em uma área extensa, pode-se afirmar que a explosão aconteceu ainda em voo. Foi o caso do atentado em 1988 ao Boeing 747 da PAN AM sobre a cidade escocesa de Lockerbie.
· Se os pedaços da aeronave e partes significativas de corpos são encontrados concentrados em uma área, significa que a explosão aconteceu após a queda e foi ocasionada basicamente pelo combustível no momento do impacto com o chão.

8. Neste acidente com o Cessna 560 XL, o que chama a atenção é a evidente desintegração de toda a fuselagem e o despedaçamento completo de todos os corpos. A única forma de justificar um cenário como esse é um impacto frontal da aeronave com uma parede em pleno voo (o que não aconteceu) ou uma explosão ocasionada por um artefato explosivo durante o impacto com o chão. Vejam que o noticiário mostrou que, antes da aeronave bater no solo, ela tocou na quina da cobertura de um prédio.

9. Possivelmente foi nesse momento que a turbina foi arrancada e arremessada como um míssil para dentro de um apartamento próximo. Com certeza essa colisão diminuiu ainda mais sua velocidade. Então, de forma nenhuma podemos justificar o fator velocidade como causa do esmigalhamento dos corpos e estilhaçamento de toda a fuselagem. No acidente da TAM em Congonhas foram encontrados centenas de corpos queimados ou carbonizados mas praticamente inteiros.

10. Há indícios fortes de que as explosões aconteceram de dentro para fora da aeronave. Uma evidência comprovada é a porta desse ter sido encontrada longe do centro de gravidade do acidente.

11. Dizer que acima de 8 “G” os corpos se desintegram é verdade, mas o avião estava subindo e manobrando. Caiu com velocidade muito aquém da velocidade cruzeiro.

12. Neste voo estaria também a candidata Marina Silva. Acabaria qualquer possibilidade de haver o 2º turno e de o PT não vencer as próximas eleições. O tiro saiu pela culatra!

13. Esta aeronave não foi guarnecida durante o seu pernoite nas instalações do Aeroporto Santos Dumont no Rio de Janeiro. O sabotador teve tempo mais que necessário para o seu intento.

Aécio e Marina Silva que se cuidem! Celso Daniel e Toninho do PT que o digam…

Atenciosamente,
José Ori Dolvin Dantas – Coronel do Exército (Cel.Dolvim – especialista em terrorismo e atentados terrorista)

Curriculum Vitae

Nome: Jose Ori Dolvim Dantas – Coronel do Exército especialista em terrorismo e atentados terrorista.
Fone: (61) 8111-9064

 

Resumo dos principais cursos realizados:
· Police Special Operations – SWAT- EUA;
· Dignitary Protection – SWAT – EUA;
· Chemical Agents Impact Munitions and Distraction Devices – SWAT – EUA;
· Technical Intelligence – National Intelligence Academy – EUA;
· Tolerância Zero – Universidade Metropolitana da Flórida – EUA;
· Defense Planning and Resourse Management – National Defense University – EUA;
· Avançado de Terrorismo e Contrainsurgência – National Defense University – EUA;
· Understanding Terrorism and Terrorism Threat – University of Maryland – EUA;
· International Human Rights Law: Prospects and Challenges – University of Duke – EUA;
· Introduction to Human Behavioral Genetics – University of Minnesota – EUA:
· Special Operations & Anti-terror Tactics – Israel;
· Operaciones Tacticas Avanzadas (contraterrorismo) – Espanha;
· Cours International de Criminologie – França;
· Criminologia sob a ótica psicanalítica – Brasil;
· Psicopedagogia (Especialização) – Como motivar a aprendizagem em instituições repressivas – Brasil;
· Psicologia Comportamental (Mestrado) – Interpretação do suspeito pela linguagem do corpo – Brasil;
· Logística de Transporte (Especialização) – Armazenamento, manuseio, transporte e distribuição de produtos perigosos – Brasil.
· Principais experiências profissionais:
§ Planejamento, Coordenação e Segurança de Grandes Eventos.
§ Palestrante em seminários (nível nacional e internacional).
§ Assessor especial do Governador do Estado de Minas Gerais.
§ Consultor de Segurança aos Estados de Alagoas, Paraíba, Bahia e Minas Gerais.
§ Professor de graduação e pós-graduação da Unicesp/Promove.

Fonte: PT Saudações

 

manifesto

“Um número crescente de nações vem procurando adquirir armas de destruição em massa. É uma questão de lógica: ninguém vai mexer com quem tem a bomba em seu arsenal”

Um apelo vindo da Rússia: o que Putin tem a dizer aos EUA sobre a Síria

 

Kike Estrada
Kike Estrada


 
Por Vladimir V. Putin

Fatos recentes envolvendo a Síria me levam a falar diretamente com o povo dos Estados Unidos e com seus líderes políticos. É importante fazer isso numa época de comunicação insuficiente entre nossas sociedades.

As relações entre nós têm passado por diferentes estágios. Estivemos uns contra os outros durante a guerra fria. Mas já fomos aliados, e juntos vencemos os nazistas. Naquela época foi criada uma organização internacional universal – as Nações Unidas – para impedir que outra devastação como aquela voltasse a ocorrer.

Os fundadores das Nações Unidas entenderam que as decisões concernentes à guerra e à paz devem ser tomadas apenas por consenso, e foi com o consentimento dos Estados Unidos que o veto dos membros permanentes do Conselho de Segurança foi incluído na Carta das Nações Unidas. A profunda sabedoria dessa decisão deu sustentação à estabilidade das relações internacionais durante décadas.

Ninguém deseja que a ONU tenha o mesmo destino da Liga das Nações, que desmoronou porque lhe faltou poder real. Isso é possível se países influentes, desviando-se das [regras das] Nações Unidas, realizarem ações militares sem autorização do Conselho de Segurança.
O ataque potencial dos Estados Unidos contra a Síria, a despeito da oposição de muitos países e dos maiores líderes políticos e religiosos, incluindo o papa, resultará em mais vítimas inocentes e numa escalada que espalhará potencialmente o conflito muito além das fronteiras da Síria. Um ataque intensificará a violência e desencadeará uma nova onda de terrorismo. Isso pode minar os esforços multilaterais para resolver a questão nuclear iraniana e o conflito israelo-palestino, além de desestabilizar o Oriente Médio e o Norte da África. Pode desequilibrar todo o sistema da lei e da ordem internacional.
A Síria não está testemunhando uma batalha por democracia, mas um conflito armado entre o governo e a oposição dentro de uma nação multirreligiosa. Há poucos campeões da democracia na Síria. Mas há combatentes da Al-Qaeda e extremistas de todas as cores mais do que suficientes lutando contra o governo. O Departamento de Estado dos Estados Unidos designou a Frente Al-Nusra, o Estado Islâmico do Iraque e o Levante, que lutam ao lado da oposição [da Síria], como organizações terroristas. Esse conflito interno, sustentado por armas estrangeiras fornecidas à oposição, é um dos mais sangrentos do mundo.
Os mercenários dos países árabes, as centenas de militantes de países ocidentais e até mesmo da Rússia que lá combatem são objeto de preocupação profunda. Eles não devem retornar a nossos países com a experiência adquirida na Síria? Afinal, depois de lutar na Líbia, os extremistas foram para o Mali. Isso nos ameaça a todos.
Desde o princípio a Rússia tem advogado um diálogo pacífico que permita aos sírios desenvolver um plano de compromisso com seu próprio futuro. Não estamos protegendo o governo sírio, mas o direito internacional. Precisamos utilizar o Conselho de Segurança da ONU e acreditar que a preservação da lei e da ordem no mundo complexo e turbulento de hoje é um dos poucos meios de impedir que as relações internacionais escorreguem para o caos. A lei ainda é a lei, e devemos segui-la, quer gostemos, quer não. De acordo com o direito internacional, a força somente é permitida em caso de defesa própria ou por decisão do Conselho de Segurança. Tudo o mais é inaceitável, segundo a Carta das Nações Unidas, e constitui ato de agressão.
Ninguém duvida de que o gás venenoso foi usado na Síria. Mas existem todas as razões para acreditar que não foram utilizados pelo Exército sírio e sim pelas forças de oposição, para provocar uma intervenção de seus poderosos patrões estrangeiros, que se mantêm ao lado dos fundamentalistas. Relatos de que os militantes preparam outro ataque – dessa vez contra Israel – não podem ser ignorados.
É alarmante que intervenções militares em conflitos internos de países estrangeiros tenham se tornado um lugar-comum nos Estados Unidos. Elas interessam, a longo prazo, aos Estados Unidos? Duvido. Milhões de pessoas no mundo inteiro cada vez mais veem os Estados Unidos não como modelo de democracia, mas como um país que confia apenas na força bruta, pavimentando coalizões sob o slogan “ou vocês estão conosco ou estão contra nós”.
Mas a força tem se provado ineficaz e inútil. O Afeganistão está descarrilhando, e ninguém é capaz de dizer o que acontecerá depois que as forças internacionais se retirarem do país. A Líbia está dividida em tribos e clãs. A guerra civil continua no Iraque, com montes de mortos a cada dia. Nos Estados Unidos, muitos fazem a analogia entre Iraque e Síria, e perguntam por que seu governo quer repetir erros recentes.
Não importa quão dirigidos sejam os ataques ou quão sofisticadas sejam as armas — as baixas de civis são inevitáveis, incluindo idosos e crianças, aos quais os ataques supostamente deveriam proteger.
O mundo reage perguntando: se você não pode contar com o direito internacional, então deve encontrar outros meios de garantir sua segurança. Por isso um número crescente de nações vem procurando adquirir armas de destruição em massa. É uma questão de lógica: ninguém vai mexer com quem tem a bomba em seu arsenal. Somos iludidos com a conversa da necessidade de fortalecer a não proliferação quando, na verdade, a não proliferação vem sendo corroída.
Precisamos parar de usar a linguagem da força e voltar à via dos acordos civilizados, diplomáticos e políticos.
Uma nova oportunidade de evitar a ação surgiu há poucos dias. Os Estados Unidos, a Rússia e todos os membros da comunidade internacional devem aproveitar a boa vontade do governo da Síria de colocar seu arsenal químico sob controle internacional, para subsequente destruição. A julgar pelas declarações do presidente Obama, os Estados Unidos veem essa possibilidade como uma alternativa à ação militar.
Saúdo o interesse do presidente no sentido de dialogar com a Rússia e a Síria. Devemos trabalhar juntos para manter essa esperança acesa, como concordamos na reunião do G8 em Lough Erne, na Irlanda do Norte, em junho, e levar a discussão de volta à mesa de negociações.
Evitar o uso da força contra a Síria vai melhorar a atmosfera para os negócios internacionais e reforçar a confiança mútua. Será nosso sucesso compartilhado e abrirá as portas para a cooperação e outros assuntos decisivos.
Meu trabalho e meu relacionamento pessoal com o presidente Obama são marcados por uma confiança crescente. Analisei atentamente seu pronunciamento à nação na terça-feira. E gostaria de discordar do que ele disse sobre o excepcionalismo dos Estados Unidos, ao declarar que a política do país é “o que torna os EUA diferentes. É o que nos torna excepcionais”. É extremamente perigoso encorajar as pessoas a considerar a si mesmas excepcionais, seja qual for a intenção. Existem países grandes e pequenos, ricos e pobres, com tradições democráticas antigas e aqueles que ainda procuram seu caminho rumo à democracia. Suas políticas também diferem. Somos todos diferentes, mas, quando pedimos as bênçãos de Deus, devemos nos lembrar de que Ele criou a todos nós como iguais. (Tradução sem valor oficial de Baby Siqueira Abrão)

11 de setembro de 2013

 

 Jean-François Rochez
Jean-François Rochez

Nota do redator do blogue: Sou jornalista por vocação e bacharel em História. O que escrevo, sei, não tem nenhum peso. A fala de Putin indica que penso o certo. Essa história de Brasil de tradição pacifista engana os tolos. Precisamos, sim, de energia nuclear. E do conhecimento para desenvolver uma bomba que, conforme previsão do papa João XXIII, é uma arma inútil para a guerra. Mas que protege e espanta qualquer ameaça de invasão. O exemplo da Coréia do Norte é bem recente.  Veja nos links os países que jamais serão invadidos.

 

Las reservas de agua son estratégicas para el Cono Sur en términos de defensa, pero la coordinación entre los países es escasa

Que fluya

Represa de India Muerta, en el departamento de Rocha. Foto: Sandro Pereyra
Represa de India Muerta, en el departamento de Rocha. Foto: Sandro Pereyra

por Natalia Uval/ La Diaria/ Uruguay

Las guerras del futuro serán por los recursos naturales. De esta frase, ya casi un lugar común, podrían rastrearse antecedentes hasta llegar quizás a la tercera trompeta del Apocalipsis. Pero la preocupación está muy vigente, sobre todo en la región. Argentina y Brasil han definido las luchas por los recursos naturales entre sus hipótesis de conflicto. Las Fuerzas Armadas de Uruguay también – el gobierno aún no, ya que el Consejo de Defensa Nacional (Codena) no ha concluido el documento al respecto que comenzó a redactar el año pasado -. Estos tres países junto a Paraguay suscribieron un acuerdo en 2010 para la conservación del acuífero Guaraní que todavía no entró en vigencia.

La alineación de las Fuerzas Armadas del Cono Sur con Estados Unidos desde comienzos de la Guerra Fría se ha ido debilitando en los últimos años. En los documentos recientes elaborados por los militares de Argentina, Brasil y Uruguay, la principal hipótesis de conflicto que aparece es la disputa por los recursos naturales, en particular el agua y el petróleo. Con el descubrimiento en 2007 de los denominados “yacimientos del presal” en Brasil, América del Sur supera las reservas energéticas de Medio Oriente. Es también la principal reserva de agua potable después de la Antártida. En este contexto, la integración regional se menciona como un mecanismo estratégico de defensa. “Una región integrada desde los planos político, cultural, social, económico, científico-tecnológico y de defensa constituye un factor que puede lograr ventajas de carácter estratégico en un mundo cada vez más interdependiente”, señala el denominado Proyecto Ejército Argentino 2025, elaborado por el mando militar de ese país. El Ejército uruguayo, en un documento presentado en 2006 al debate nacional sobre Defensa, apuntaba que “la formación de sistemas de seguridad regionales, o llegado el caso, continentales, permitiría a los países de América del Sur una participación en el sistema global en otras condiciones”.

El manejo del acuífero Guaraní

* El proyecto internacional (2009). El PEA para el acuífero Guaraní (ver nota) se propuso avanzar en el conocimiento de la dinámica y calidad de los flujos de las aguas subterráneas y se definieron las acciones más convenientes a ser ejecutadas por cada país para el manejo y la conservación del acuífero. En ese sentido, se recomendó desarrollar capacidades institucionales para la gestión del acuífero, generar capacitación técnica y conocimiento, desarrollar la gestión local e implementar criterios de uso sostenible de aguas subterráneas.

* El acuerdo multilateral (2010). Suscripto por los cuatro países del Mercosur, este acuerdo establece que cada uno de los países ejercerá el “dominio territorial soberano sobre sus respectivas porciones” del acuífero. Señala, no obstante, que los recursos deben utilizarse “sobre la base de criterios de uso racional y sustentable, respetando la obligación de no causar perjuicio sensible a las demás partes ni al medio ambiente”. Establece asimismo que los países deberán intercambiar información sobre los estudios u obras que realicen vinculadas al acuífero y que puedan causar efectos transfronterizos. Finalmente, dispone la conformación de una comisión integrada por los cuatro países para facilitar la coordinación. El convenio aún no ha entrado en vigencia porque algunos países del Mercosur no lo han ratificado – Uruguay lo hizo en junio de este año.

* Estudios y coordinación (2012). La ANA de Brasil coordina desde mayo de 2012 un estudio sobre vulnerabilidad a la contaminación y estrategias de conservación del acuífero Guaraní que involucra a los estados del acuífero: Matogrosso, Matogrosso do sul, Goiás, Minas Gerais, San Pablo, Paraná, Santa Catarina y Río Grande do Sul. González, de Dinagua de Uruguay, explicó que la coordinación efectiva entre los países en torno al acuífero se lleva a cabo actualmente por intermedio del comité intergubernamental coordinador de la cuenca del Plata, donde además de los cuatro países participa Bolivia. Dentro de este comité hay un grupo temático sobre aguas subterráneas. El trabajo está enfocado fundamentalmente desde el punto de vista ambiental, apuntando al cuidado de la calidad de las aguas.

Estados Unidos, en tanto, parece pasar de aliado a potencial agresor, si bien nunca se lo nombra directamente. “Más que trabajar con la idea de que existen enemigos, trabajamos para ser capaces de disuadir a posibles agresores”, explicó a la diaria un asesor del Ministerio de Defensa de Uruguay. Reconoció, no obstante, que por una cuestión de “cercanía” y de “antecedentes”, Estados Unidos podría convertirse eventualmente en agresor.

El gerente de Aguas Subterráneas de la Agencia Nacional de Aguas de Brasil (ANA), Fernando Roberto de Oliveira, dijo a la diaria que se trabaja para “anticipar y evitar conflictos futuros” y prefirió no hablar de enemigos.

Las Fuerzas Armadas de los países, aunque evitan mencionar al “enemigo”, sí señalan hipótesis de conflicto en sus documentos. El Proyecto Ejército Argentino 2025 considera una “amenaza para el Estado Nación” ciertas “tendencias que propician la internacionalización de espacios considerados como patrimonio de la humanidad, pasibles de control y ocupación por parte de organismos supranacionales, aduciendo la irresponsabilidad de algunos Estados para preservar el medio ambiente”. Mencionan la falta de agua potable como uno de los argumentos que se plantean para la internalización de estos espacios.

En Uruguay, el Estado Mayor de la Defensa – órgano militar asesor del gobierno – mencionó las disputas por los recursos naturales como la principal hipótesis de conflicto en un documento elaborado el año pasado. Algo similar había planteado el Ejército en el escrito presentado al debate nacional sobre Defensa, señalando que las reservas de recursos naturales, sumado a un esquema de integración que fortalece a la región en términos políticos y de defensa, hacían a ésta pasible de “amenazas externas”.

En 2011 comenzó a reunirse el Consejo de Defensa Nacional (Codena), integrado por los ministerios de Defensa, Interior, Relaciones Exteriores y Economía, y por los comandantes de las Fuerzas Armadas en calidad de invitados. Uno de sus primeros objetivos fue la elaboración de hipótesis de conflicto. Sin embargo, hasta el momento no ha podido redactarse un documento único. Las reuniones de los ministros se han discontinuado, aunque subsiste un ámbito de encuentro quincenal de asesores que siguen trabajando en el documento, aseguraron a la diaria desde cancillería.

En los informes preliminares que se han presentado en ese ámbito, aparece la cuestión de los recursos naturales como un aspecto central, dijo a este medio el subsecretario de Defensa, Jorge Menéndez. “El acuífero Guaraní lo valoramos como un interés del Estado, objetivo de las políticas de defensa en cuanto a resguardar ese activo crítico tan importante para Sudamérica. No es contra nadie en especial”, aclaró. “Son recursos críticos porque por distintas causas se pueden contaminar y pueden ser también de interés en algún momento histórico para algunas regiones del mundo”, acotó.

En Brasil, los recientes hallazgos de yacimientos petroleros y la reactivación de la IV Flota de Estados Unidos motivaron conversaciones del gobierno con su par estadounidense. En 2008, el entonces presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitió su preocupación por la reactivación de la IV Flota y remarcó la necesidad de custodiar las reservas de petróleo ubicadas en aguas profundas. “Ellos dicen que no es nada, es sólo investigación. De todas formas, estamos preocupados, porque es muy cerca de la frontera marítima brasileña y nosotros creemos que no necesitamos la IV Flota. Lo que necesitamos es que la Armada brasileña cuide nuestras plataformas y nuestro presal, porque somos un país tranquilo, no hablamos en guerra, sino en paz”, manifestó Lula entonces.

Reservas Uruguay

En el manejo de las aguas subterráneas – y dentro de ellas, la reserva compartida más importante del Cono Sur, que es el acuífero Guaraní -, hay otras lógicas que a veces se distancian de las visiones centradas en la defensa. En 2009 se presentó el denominado Programa Estratégico de Acción (PEA) para el acuífero Guaraní (ver recuadro), luego de un trabajo de cinco años realizado mayoritariamente con fondos del Banco Mundial, las Naciones Unidas y la Organización de los Estados Americanos.

Precisamente, y desde una visión de defensa nacional, se cuestionó desde diversos ámbitos que estos organismos internacionales tuvieran acceso a información y conocimiento detallado de todo el acuífero, que posee reservas de aproximadamente 45.000 km³ (Uruguay). Daniel González, titular de la Dirección Nacional de Aguas (Dinagua) del Ministerio de Vivienda, Ordenamiento Territorial y Medio Ambiente de Uruguay, puntualizó que el trabajo de coordinación se realiza “más con un criterio ambiental y de cooperación que otra cosa”. Aseguró que se manejan en forma “muy abierta” con la información, con la idea de “compartirla con los demás países con la mayor transparencia, en una lógica de cooperación y de integración”. Opinó: “Tenemos que dejarnos de jorobar” y de poner “rayitas donde no las hay”, en referencia a las fronteras. “Uruguay en aguas superficiales depende de todo lo que pase río arriba. Si nos desentendemos de esa integralidad, tenemos todo para perder y nada para ganar”, advirtió.

A próxima crise do petróleo, o Iraque, a Líbia e o nosso pré-sal

Sergio Caldieri

 

 

Fernando Siqueira, presidente da Aepet (Associação dos Engenheiros da Petrobras), esteve no PDT do Rio e deu importantes declarações, que interessam a todos e vamos transcrever alguns trechos, conforme tiramos do gravador.

O petróleo é o mais eficiente de todos os fornecedores de energia. Tem relação de 100 para um. Com o petróleo, com 1 unidade de energia gasta, tem 100 unidades de energia. No mar, isso cai: para uma unidade de energia, obtém 23. O segundo colocado é o carvão, de nove para um. Uma unidade de energia, nove.

O petróleo é o mais fácil de transportar, manusear; outra função é petroquímica. Ou seja, 85 por cento dos produtos que consumidos hoje, na vida moderna (dvs, plástico, automóveis etc.) derivam de produtos do petróleo. É difícil substituir todos esses produtos. Para substituí-los serão necessários 25 anos. O mais perto é a biomassa, derivada do etanol e a indústria derivada da glicerina – a indústria química.

Hoje os países desenvolvidos calcaram seu desenvolvimento nesse produto, que eles não têm. Como não têm, e o seu desenvolvimento é calcado no petróleo, querem tomá-lo de quem tem. Saddam Hussein foi morto por isso, com a desculpa de que possuía armas de destruição em massa.
Dois anos antes da invasão americana, estive lá, alertei os iraquianos por isso. Infelizmente aconteceu. Agora Kadafi foi assassinado também por conta do petróleo líbio.

Por quê? A Líbia tem 60 bilhões de barris. Arábia Saudita e Kuwait já estão sob controle americano. A Arábia Saudita tem 265 bilhões de barris, o Irã 160 bilhões, o Iraque 120 bilhões de barris de petróleo. A Venezuela, oficialmente, tem 80 bilhões de barris.

O petróleo é o produto mais cobiçado do mundo. Por quê? Os EUA têm 20 bilhões de barris e consumem 10 bilhões por ano. Por isso eles estão na absoluta insegurança. A Europa está pior ainda, porque não tem nada. A China tem 12 bilhões e consome cinco bilhões por ano. A Europa não tem nada e consome 8 bilhões por ano. Todos eles precisam do petróleo para manter o seu desenvolvimento. Por isso não acatam a autodeterminação dos povos.

A indústria do petróleo é a mais violenta de todos. Quase todos conflitos depois da Segunda Guerra Mundial tiveram o petróleo como fundo. Agora a coisa está ficando mais séria porque especialistas independentes prevêem que estamos entrando no pico mundial de produção. Entre agora e 2014, vamos atingir 86 milhões de barris por dia de produção, vamos consumir esses 86 milhões. E a partir, vai cair a produção do mundo, por não se ter capacidade de produção a curto prazo. Aí o que se faz, já que a demanda não vai cair na mesma proporção? Vai se intensificar a crise e o petróleo vai subir ainda mais. Um barril de petróleo a 200 dólares representa uma brutal sangria na economia dos EUA.

Por isso, quando descobrimos o pré-sal em 2007, a primeira providencia dos EUA, no governo Bush, foi criar a IV Frota da Marinha dos EUA. Quem está no Atlântico Sul? Brasil e Argentina. E o pré-sal.