E por falar em Joaquim Barbosa, como valorizar a Política e combater a corrupção? O Itamarati e o Papa no Brasil

Ccaucharg

 

Desde os tempos do Barão do Rio Branco, que cultuava a travestilidade, o Itamarati sempre preferiu homens brancos, altos e bonitos.

Sou pela tradição de escolher nomes notáveis. Das letras e das artes, para os cargos de adidos culturais. E de nomear políticos honrados como embaixadores.

Chegou a hora do Brasil dignificar a Política.

Considero o vídeo acima o mais importante contato do Papa. Por ser um encontro com crianças. Francisco mostra a importância dos políticos. Que, no Brasil, são responsabilizados por tudo que acontece de ruim.

A corrupção, mãe de todos os crimes, persiste como um câncer na base dos sindicatos, associações de bairro, ONGs, fundações, sociedades beneficentes, clubes esportivos, quando ervas daninhas, regadas com dinheiro público.

A corrupção se espalha, empurrada pela impunidade que tudo facilita.

Importante sempre lembrar que só a justiça prende por mais de trinta dias. Só a justiça condena. E a justiça, no Brasil, tarda e falha. Ninguém vai preso.

Joaquim Barbosa continua festejado por condenar o Mensalão. Acontece que ninguém foi preso. Ninguém. Nem quem praticou o Mensalão petista. Nem quem fez o Mensalinho no terreiro dos tucanos.

Considero o ministro Joaquim Barbosa despreparado para o cargo de Presidente do Brasil. A última dele, quando apresentado pela presidente do Brasil ao Chefe do Estado da Cidade do Vaticano bem comprova.

 

JOAQUIM BARBOSA AFIRMA QUE NÃO TEM INTERESSE DE DISPUTAR A PRESIDÊNCIA

por Filipe Barros

Desde a condenação de 25 dos 38 réus do mensalão, o nome do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, vem sendo lembrado em pesquisas de intenção de voto para as eleições de 2014. Mas ele afirma que não disputará a Presidência da República no ano que vem. Segundo o ministro, o Brasil ainda não está preparado para ser governado por um negro. As declarações foram dadas ao jornal O Globo neste fim de semana.

O presidente do STF não foi filiado a partidos políticos no passado e, reservadamente, mantém críticas a legendas que considera de direita, como o DEM, que contestou a política de cotas raciais. “Não tenho laços com qualquer partido político”, disse Barbosa na entrevista. Ele se  declarou “social-democrata à europeia”. “Sou muito realista. Nunca pensei em me envolver em política”, declarou o ministro.

Como ministro do Supremo, ele teria de deixar o tribunal no ano que vem caso decidisse concorrer às eleições e renunciar à presidência da Corte quase sete meses antes de terminar seu mandato. Barbosa acredita que o Brasil não está pronto para ter um presidente negro. “Acho que ainda há bolsões de intolerância muito fortes e não declarados no Brasil”, disse.

Joquim Barbosa também fez críticas à imprensa, disparou contra o Palácio do Itamaraty, dizendo que é “uma das instituições mais discriminatórias do Brasil”. O Ministério das Relações Exteriores disse que não comentaria as declarações. Em nota, o órgão classificou as acusações de discriminação “a título pessoal”.

Em relação a imprensa, sobre o episódio em que Barbosa sugere a um jornalista de O Estado de S.Paulo que chafurdasse no lixo, o jornal, em nota, informou que “a manifestação atual do presidente do STF parece mostrar que seu pedido de desculpas, à época do episódio, foi no mínimo insincero.” Barbosa também acusou o jornal Folha de S.Paulo de violar sua privacidade e sugeriu motivação racial. O jornal respondeu que o ministro ainda não está acostumado à exposição que o atual cargo de presidente do STF lhe confere. Internamente, as declarações do ministro foram vistas como uma estratégia de comunicação. Assessores defendiam a versão de que matérias críticas a ele eram publicadas depois que pesquisas de opinião eram divulgadas com o nome de Barbosa.

Itamaraty

Barbosa afirmou ter sido vítima de preconceito ao ser reprovado no concurso para diplomata. Foi eliminado na fase de entrevistas. “O Itamaraty é uma das instituições mais discriminatórias do Brasil”, disse. E afirmou que “todos os diplomatas” do País queriam estar hoje na sua posição, na presidência da mais alta corte brasileira. O Itamaraty não comentou as declarações, mas disse que a instituição mantém um programa de ação afirmativa.

[Que faz Barbosa para combater o “racismo” no Itamarati?

Um presidente do STJ e do Conselho Nacional de Justiça possui poderes absolutistas. Inclusive de realizar julgamentos secretos, o do Foro Especial. Idem de gozar imunidade eterna. Privilégio que Joaquim Barbosa não condena. Que pode acontecer com um togado, chamado por Eliana Calmon, bandido?

E por falar em Eliana, por que ela foi esquecida pela imprensa? Notadamente a PIG, que trama uma sucessão presidencial à banho turco]

 

A propósito de vandalismos

por Vittorio Medioli 

É realmente deplorável assistir a atos de vândalos que queimam carros, quebram vidraças, saqueiam lojas e, mais ainda, ver jovens arriscando-se sob chuva de bombas lacrimogêneas, mesmo aqueles pacíficos em seu direito de se manifestar que, atingidos na cabeça, podem ser mortos ou ter um olho esmagado por uma bala de borracha. Balas que se usam apenas em países incivilizados ou ditaduras. O vandalismo coloca em risco policiais, também insatisfeitos e inocentes, ao soldo de governantes que não elegeram.

O vandalismo mostrado nas telas, e comentado com desgosto e semblante fechado, revolta muita gente em suas casas. Deplorável a quebra de vidraças do Palácio do Itamaraty, em Brasília. Ninguém concorda com isso. Agredir uma obra de arte projetada por Oscar Niemayer, admirada internacionalmente e que conserva obras de artistas famosos, despertou ao vivo as preocupações de milhões de pessoas. Um prédio tão genial, inspirador de milhares de outros em todo o planeta, palácio que hospeda a câmara dos botões do sistema diplomático do Brasil.

Depois ouvi dizer que vandalismo com o patrimônio e o dinheiro público é ter aberto, nos últimos dez anos, cerca de 50 novas embaixadas que se reportam a esse Itamaraty, a maioria em países exóticos e paradisíacos, dotadas com um mínimo de 25 funcionários. Nelas o embaixador mais simples ganha R$ 50 mil, o mais estrelado, R$ 70 mil, o funcionário de nível inferior, cerca de R$ 25 mil, entre o salário propriamente dito e as “verbas”. O custo de uma embaixada, segundo os dados que se podem encontrar fora da caixa-preta do Itamaraty, aponta um mínimo de R$ 10 milhões a cada ano por uma embaixada de menor porte. Nessa categoria se enquadra uma dúzia em paraísos caribenhos cercados de mar azul e fora da rota turística. Hoje o Brasil possui 92 embaixadas megalomaníacas cobiçadas por aliados e partidários que procuram o “dolce” e bem-remunerado “far niente”.

São Vicente e Granadinas (população de 121 mil), Santa Lúcia (162 mil), São Cristóvão e Nevis (51 mil), Barbados (279 mil), Antígua e Barbuda (88 mil) por um total geral de 701 mil habitantes, na mesma região, provavelmente custam mais de R$ 50 milhões por ano.

Transcrito O Tempo/ Tribuna da Imprensa/ Continua

 Notas marginais do retador do Blogue:
SÃO VICENTE E GRANADINAS
É um país das Caraíbas localizado nas Pequenas Antilhas. Sua cidade mais populosa é  Kingstown, com 24 mil e 518 habitantes.
sao vicente
Localização de São Vicente e Granadinas
Localização de São Vicente e Granadinas
SANTA LÚCIA
É um país insular das Pequenas Antilhas, no Caribe, próximo à MartinicaSão Vicente e Granadinas e Barbados. Seu nome foi dado por Cristóvão Colombo, que ali esteve, em 1502.
Castries sua cidade mais populosa: 12 mil 980 habitantes.
Santa Lúcia, considerada o quinto melhor lugar do mundo para passar a lua de mel
Santa Lúcia, considerada o quinto melhor lugar do mundo para passar a lua de mel
Santa Lucia, considerada o quinto melhor lugar do mundo para passar a lua de mel
Santa Lucia, localização
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SÃO CRISTÓVÃO E NEVIS

Federação de São Cristóvão e NevesNevis ou Névis é um Estado soberano do Caribe ou das Caraíbas, mais propriamente parte das ilhas de Barlavento, e constituído pelas ilhas de São Cristóvão e Nevis. É também o menor país das Américas em extensão territorial e em número de habitantes.

A capital e sede do governo do Estado federado é Basseterre, com 12 mil e 920 habitantes, na ilha de São Cristóvão. A ilha menor, Neves, situa-se a três quilómetros de São Cristóvão, ficando esta separada por um estreito pouco profundo a que localmente se chama The Narrows.

 Basseterre
Vista de Nevis, a partir de São Cristovão
Vista de Nevis, a partir de São Cristovão
Localização de São Cristóvão e Nevis (em verde) no Caribe
Localização de São Cristóvão e Nevis (em verde) no Caribe

BARBADOS

 É o país mais oriental das Caraíbas (Caribe), situado no Oceano Atlântico, a leste de Santa Lúcia e de São Vicente e Granadinas, na área conhecida como Índias Ocidentais. Sua capital é Bridgetown, com 98 mil e 511 habitantes.

Conquistada pelos espanhóis em 1492, foi visitada pelos portugueses de 1536 até 1625. Nesta data foi reclamada pelos britânicos em nome de Jaime I de Inglaterra.

Manteve-se como colónia britânica até 1966.

Bridgetown

Localização de Barbados
Localização de Barbados

ANTÍGUA E BARBUDA

É constituído por 37 ilhas situadas entre o mar do Caribe (mar das Caraíbas e o Oceano Atlântico. É constituída por duas grandes ilhas, Antiga e Barbuda, e outras seis ilhotas: Great Bird, Green, Guinea, Long, Maiden e York; além de outras 29 ilhotas desabitadas. Separada por poucas milhas marítimas, o arquipélago faz parte das ilhas de Barlavento das Pequenas Antilhas, na América Central.

Os primeiros habitantes das ilhas surgiram há cerca de 4 400 anos. Em 1493, elas foram conquistadas por Cristóvão Colombo que as batizou, e colonizou em nome do reino da Espanha. Tal estatuto durou até 1667, quando foram vendidas à Grã-Bretanha, tendo estado sob soberania britânica até à sua independência em 1981.

St Johns, Antiga
St Johns, Antiga
Localização de Antígua e Barbuda
Localização de Antígua e Barbuda

PARIS, DOCE TURISMO

O Itamaraty chegou a pensar em criar uma embaixada na Martinica. Cobiça pirata desvanecida, quando um assessor de imprensa avisou que a Martinica continua colônia francesa.

Quando começaram as ondas de protesto, estavam em Paris Dilma, Geraldo Alckmin, Sérgio Cabral, os prefeitos de São Paulo, de Santa Maria do beijo da morte na boate Kiss, e mais três G-8 e respectivas cortes.

Sérgio Cabral só vive lá, lá em Paris, desejoso de ficar lá de vez, como embaixador, depois de deixar o governo do Estado do Rio de Janeiro em 1 de janeiro de 2015. Ele sonha colocar o pezão lá, para continuar um vida “merecida” de luxo e repentina riqueza.

Misterioso mesmo é que não existe nenhum mapa com as ilhas do Brasil, classificadas em oceânicas, marítimas e fluviais. O Brasil não tem mar, isso é verdadeiro. Falso, enganador é informar que o Brasil possui poucas ilhas, que são dadas como concessões pelo governador geral das ilhas, de identidade desconhecida.

Os donatários das ilhas doadas possuem luxuosas moradias. Coisa de faraó. Ou vendem as outorgas por vários bilhões de dólares a piratas de várias bandeiras.

As ilhas são paraísos aqui na terra. Esse vandalismo constitui um perigo para a soberania nacional. Ninguém sabe o que existe e o que acontece nas ilhas.

Fonte: Wikipédia/ Google

Nos governos de Itamar, Fernando Henrique, Lula da Silva e Dilma: Quem matou jornalista ficou numa boa

Quem investiga os assassinatos de jornalistas? As polícias dos governadores estaduais e a Polícia Federal do governo do Brasil.

Quem prende os assassinos de jornalistas? Este poder é da justiça. Dos juízes, dos desembargadores, dos ministros dos supremos tribunais.

Estes dois poderes são os principais responsáveis pelos espancamentos, pelas mortes anunciadas e encomendadas de jornalistas.

Do governo federal, a informação safada do Itamaraty:  que os jornalistas não morreram no exercício da profissão.

Que governo ficou marcado pela matança impune de jornalistas?

Cobramos dos governos militares os assassinatos de jornalistas. Devemos ter o mesmo sentido de justiça para cobrar dos governos civis a punição dos culpados.

Quando o Brasil vai ter uma verdadeira democracia?

Transcrevo do portal Terra:

Em 20 anos, 70% das mortes de

jornalistas ficaram impunes no País

 

 

Aproximadamente 70% dos assassinatos de jornalistas registrados no Brasil nos últimos 20 anos ficaram impunes, segundo levantamento da organização americana Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ). O caso mais recente é o do repórter de política e blogueiro Décio Sá, baleado em um restaurante no último dia 23 em São Luís (MA). Sá trabalhava no jornal O Estado do Maranhão, da família do presidente do Senado, José Sarney.

O CPJ contabilizou 20 assassinatos entre 1992 (posse de Itamar Franco) e 2012  no Brasil, sendo que 14 não foram punidos. Outros seis foram parcial ou totalmente esclarecidos e seus culpados punidos. O Brasil foi classificado pelo comitê em 11º lugar entre os países onde há mais impunidade contra profissionais da imprensa. “Os crimes contra jornalistas continuam sendo um dos principais problemas que a imprensa enfrenta nas Américas”, afirmou em nota Gustavo Mohme, da Sociedade Interamericana de Imprensa, após a morte de Sá.

Contudo, o levantamento da CPJ está desatualizado. A organização contabilizou em 2012 apenas o assassinato do jornalista Mário Randolfo Marques Lopes, em Vassouras (RJ), em fevereiro. Não foram incluídos no estudo a recente morte de Sá e os assassinatos do radialista Laécio de Souza, da rádio Sucesso FM, de Camaçari (BA), ocorrida em janeiro, e do repórter do Jornal da Praça e do site Mercosulnews Paulo Roberto Cardoso Rodrigues, em Ponta Porã (MS), em fevereiro.

Esclarecido


Apenas um dos quatro assassinatos de jornalistas de 2012 foi esclarecido pela polícia, o de Laércio Souza. Segundo a Polícia Civil da Bahia, ele foi morto por criminosos em janeiro, na cidade de Simões Filho (região metropolitana de Salvador) após descobrir e denunciar um esquema de narcotráfico que operava em uma comunidade onde ele planejava realizar trabalhos sociais.

Um suspeito foi preso e aguarda julgamento. Um adolescente foi apreendido e submetido a 45 dias de medida socioeducativa. Um segundo adolescente que participou do crime foi achado morto. A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão afirmou que um suspeito chegou a ser detido, mas não foi formalmente indiciado. Já as mortes de Rodrigues e Lopes permanecem sem solução.

Intimidação


Segundo a pesquisa do CPJ, a maior parte das vítimas são jornalistas que denunciaram casos de corrupção. No segundo lugar do ranking vêm os repórteres policiais e em terceiro aqueles que escrevem sobre temas políticos. Porém, mais comuns que os assassinatos são os casos de intimidação e ameaças.

Após escrever reportagens sobre assassinatos extrajudiciais cometidos por maus policiais em 2003, o repórter especial paulistano J., de 54 anos, que não terá o nome revelado, começou a receber ameaças e teve que “desaparecer” por 40 dias. Depois trabalhou por mais de quatro meses protegido por uma escolta armada. “Muda tudo na sua vida. Você se dá conta que é extremamente vulnerável”, afirmou J. “A minha família ficou desesperada, se eu atrasasse cinco minutos era motivo para muita preocupação. Quase entrei em depressão”, disse.

A lista é maior
Na lista de assassinatos de jornalistas raramente são incluídos blogueiros e radialistas. Existe um preconceito. Nos meus tempos de foca contra os radialistas.
Hojemente com os blogueiros.
Uma contagem mais realista, esta lista talvez duplicasse.
Quem sabe quantos blogueiros foram assassinados? E blogue não existia nos tempos dos militares.

“O que furta uma galinha e aquele que mata um ser humano são julgados da mesma maneira. Isso é um absurdo e precisa ser revisto”

Para o presidente do Sindicato dos Jornalistas do Maranhão, Leonardo Monteiro, esse fato deve ser somado aos casos de impunidade que ocorrem em todo o país. “O Brasil possui uma legislação penal muito fraca. Aqui, desde o cidadão que furta uma galinha até aquele que mata um ser humano são julgados da mesma maneira. Isso é um absurdo e precisa ser revisto”, disse. O sindicato informou que pretende acompanhar a apuração policial.

Além de repórter de O Estado do Maranhão, Décio Sá mantinha um blog autoral. Segundo Monteiro, o blogueiro abordava questões que incomodam poderosos. Nas últimas matérias do “Blog do Décio” encontram-se posts sobre partidos políticos, julgamentos, ação de pistoleiros e prisões de assessores do Tribunal da Justiça, inclusive com fotos.

O presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Maurício Azêdo, disse que é inadmissível que a profissão continue exposta a tantos riscos, principalmente os que levam à morte. Para ele, em crimes dessa natureza há necessidade de acompanhamento da Polícia Federal, em respeito à autonomia dos estados. “A impunidade e a falta de esclarecimento de casos como este tem permitido a sua repetição em diferentes pontos do país.”

Para o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Celso Schröder, o aumento desses crimes, qualquer que sejam eles, indica certa liberalidade para que continuem ocorrendo. “A não averiguação, o não julgamento e processos policiais incompletos ou mal feitos acabam conduzindo para a impunidade. Temos de reagir.”

Em nota, a governadora maranhense Roseana Sarney (PMDB) se disse chocada com a ação “bárbara e cruel”. Ela afirmou que seu governo está tomando todas as atitudes para garantir a prisão dos assassinos.

“A morte de um jornalista constitui um ataque ao conjunto da sociedade”

O presidente do Sindicato dos Jornalistas do Maranhão, Leonardo Monteiro, disse nesta terça-feira (24) que a morte do jornalista Décio Sá foi um atentado contra a liberdade de imprensa. “Eu estou muito abalado com esse trágico acontecimento que é uma covardia e um atentado contra a liberdade de expressão.”
 O presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Maurício Azêdo, também enfatizou a necessidade de rigor na investigação do caso, em entrevista por telefone à ‘Globo News’. “É lamentável que ainda ocorram fatos dessa natureza porque o jornalista não trabalha para si mesmo, ele trabalha para a sociedade e uma agressão, a morte de um jornalista, na verdade, constitui um ataque ao conjunto da sociedade”, disse.
Em entrevista ao G1, o diretor executivo da Associação Nacional dos Jornais (ANJ), Ricardo Pedreira, pediu a imediata apuração do crime por parte das autoridades. “Parece muito claro que o assassinato ocorreu devido à cobertura que ele fazia dos crimes de pistolagem no Maranhão.
A ANJ lamenta e pede a imediata apuração do crime por parte das autoridades, assim como a prisão, julgamento e condenação dos envolvidos. Infelizmente, o Brasil tem se destacado na estatística de assassinatos de jornalistas em decorrência de sua atividade profissional. Só neste ano esse é o quarto caso no país, e essa impunidade é preocupante. O trabalho desses jornalistas é feito sempre em favor da comunidade”, afirmou.
Outros casos
Neste ano outros três jornalistas morreram assassinados: Paulo Roberto Cardoso Rodrigues, editor-chefe do “Jornal da Praça”, em Ponta Porã (MS); Mário Randolfo Marques Lopes, chefe de reportagem do site “Vassouras na Net”, em Barra do Piarí (RJ); e Laércio  de Souza, jornalista da rádio Sucesso, assassinado em Camaçari (BA), destaca o CIRS.

Uma reunião sindical, por melhores salários, jamais juntou cem jornalistas

O repórter do programa ‘CQC’, Mauricio Meirelles, foi ameaçado por jornalistas (Que valentões! Jamais fizeram greve. E todos recebem o salário do medo de acordar desempregado e da fome!). Uma ameaça que aconteceu durante o encontro da secretária de Estado norte-americano, Hillary Clinton, com o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, em Brasília. As ofensas, que aconteceram na segunda-feira, 16, entre o integrante do humorístico da Band e os profissionais da imprensa começaram por causa de uma brincadeira.

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Mauricio Meirelles ameaçado por jornalistas.
(Imagem: Reprodução/Band)

A confusão começou quando o repórter se levantou no fim da entrevista para oferecer uma máscara de carnaval à Hillary. O encontro estava sendo transmitido ao vivo pela Globonews, e a brincadeira irritou alguns jornalistas que acompanhavam o evento. Antes, de tentar entregar o adereço carnavalesco à americano, Meirelles tinha gritado “I love you, Hillary”, atrapalhando a transmissão das emissoras. Por que atrapalhando?

“Isto não é palhaçada! O que a imprensa do resto do mundo vai dizer do Brasil?”, reclamou um jornalista.

Que a imprensa do resto do mundo vai dizer da matança de jornalistas no Brasil?

O evento contou com a presença de 100 jornalistas, e alguns cordeirinhos foram denunciar, na assessoria do Itamaraty, o comportamento do repórter do ‘CQC’. Reclamar para o Itamaraty. Parece coisa de estudante de escola primária. Reclamar para o Itamaraty que acaba de informar que os jornalistas mortos no Brasil não estavam no exercïcio da profissão. Reclamar para o Itamaraty. Que babacas!

Ainda, em seu perfil no Twitter, Meirelles relatou o ocorrido. “Um dos jornalistas me chamou pra porrada e ameaçou meu produtor. Foi onde tudo começou”. Quem estava perto garante que ouviu Meirelles responder: “vamos lá fora então”.

De acordo com o jornalista Sergio Leo, do Valor Econômico, a confusão começou com o produtor do ‘CQC’, Gustavo Noblat. “Quem queria briga era o produtor deles, aos palavrões”, disse Leo ao UOL.

Hillary não se incomodou com a brincadeira e pegou a máscara para ela. O que fez muito bem. Bando de colonizados! (Fonte: Comunique-se)

Brasil tem 27 crimes contra jornalistas

por Priscila Fonseca

A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) divulgou nessa segunda-feira, 22, em sua reunião de semestral, que no Brasil houve 27 crimes contra jornalistas no decorrer dos últimos seis meses. Agressões, ameaças, vandalismo e até assassinatos estão na lista do País. O documento da entidade foi apresentado no encontro realizado em Cádiz, na Espanha.

 

rocaro

Jornalista Paulo Rocaro foi assassinado em 2012.

No Brasil, dos cinco assassinatos de jornalistas ocorridos nos últimos seis meses, três estão relacionados ao exercício da profissão. E de acordo com a SIP, esses dados não batem com a informação divulgada pelo Itamaraty, do qual alega que a maioria dos casos de crimes contra  jornalistas não tem ligação com a atividade. A entidade demonstrou preocupação com a reação do governo contra esse tipo de crime.

O documento da instituição citou diversos crimes conta os veículos de comunicação e profissionais da mídia que ocorreram no País, entre eles as censuras judiciais, que foi divulgada pelo representante do Brasil na SIP, Paulo de Tarso Nogueira, consultor do jornal O Estado de São Paulo. O jornalista ressaltou pontos da justiça do país com relação à impunidade e a censura.

“É crescente a ampliação do poder discricionário dos magistrados, especialmente os de primeiro grau, no julgamento de ações de antecipação de tutela, reparação de dano moral e do exercício do direito de resposta”, disse Nogueira, de acordo com as informações publicadas pela Agência Estado nessa segunda-feira.

A reação do presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, Ivan Sartori, a uma série reportagens sobre os altos salários de magistrado, ocasião em que ameaçou jornalistas, foi mencionada pela entidade internacional. A Sociedade Interamericana também lembrou da declaração do presidente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região em favor do que é considerado, pela instituição, censura contra a imprensa.

(Fonte: Comunique-se)

 

Nota do editor: É lamentável a reação do governo de Dilma Rousseff. O Itamaraty pó de arroz mente. Fazer diplomacia com cadáveres de jornalistas fica para os regimes ditatoriais. Puro humor negro. Uma maneira de contribuir com a impunidade e incentivar novos atentados à liberdade de expressão. Um jornalista morto comprova o império da censura. E a morte da democracia. O Itamaraty continua o mesmo. O mesmo Itamaraty dos tempos do golpe de 64, quando seus diplomatas atuaram no Cone Sul de Pinochet, Videla e outros tiranos.