Judeus e muçulmanos condenam qualquer manipulação do drama de Toulouse

JUNTOS OS DIRIGENTES DO ISLAMISMO E DO JUDAÍSMO NA FRANÇA. O reitor da Mesquita de Paris Boubakeur (g 2e), o presidente do CRIF Richard Prasquier (3 g), o rabino-chefe Gilles Bernheim (centro), presidente da Central judaica Joel Mergui (segunda d) e o presidente da CFCM Mohamed Moussaoui (d) após uma reunião no Palácio do Eliseu com o presidente Nicolas Sarkozy. (Foto: Benoit Tessier. Reuters)
JUNTOS OS DIRIGENTES DO ISLAMISMO E DO JUDAÍSMO NA FRANÇA. O reitor da Mesquita de Paris Boubakeur (g 2e), o presidente do CRIF Richard Prasquier (3 g), o rabino-chefe Gilles Bernheim (centro), presidente da Central judaica Joel Mergui (segunda d) e o presidente da CFCM Mohamed Moussaoui (d) após uma reunião no Palácio do Eliseu com o presidente Nicolas Sarkozy. (Foto: Benoit Tessier. Reuters)

O presidente do Conselho Representativo das Instituições Judaicas na França (CRIF), Richard Prasquier, lembrou: “ele já matou três soldados”.

O presidente do Conselho Muçulmano francês (CFCM), Mohammed Moussaoui, disse para os repórteres: “Imprima uma frente unida contra esse ódio e vamos agir em conjunto para tranquilizar todos os nossos cidadãos”, acrescentou.

“Somos essencialmente francês, judeu ou muçulmano”, afirmou o Grão-Rabino da França, Gilles Bernheim.

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Descoberta a mais antiga bíblia na Turquia. Desconhecido conteúdo do livro preocupa cristãos e maometanos

Uma bíblia de 1500 anos foi descoberta na Turquia, após a prisão de uma quadrilha que comercializava antiguidades de forma ilegal. O livro, feito em couro tratado e escrito em um dialeto do aramaico, língua falada por Jesus, tem as páginas negras, por causa da ação do tempo.

Há informações de que o Vaticano demonstrou preocupação com a descoberta do livro, e pediu às autoridades turcas que permitissem que especialistas da Igreja Católica pudessem avaliar o livro e seu conteúdo, que se suspeita, contenha o “Evangelho de Barnabé”, escrito no século XIV e considerado controverso, por descrever Jesus de maneira semelhante à pregada pela religião islâmica (vide vídeo)

São Barnabé era natural da ilha de Chipre. Como o Apóstolo São Paulo, foi discípulo de Gamaliel: «José, a quem os apóstolos haviam dado o cognome de Barnabé, que quer dizer ‘filho da consolação’, era um levita originário de Chipre. Sendo proprietário de um campo, vendeu-o e trouxe o dinheiro, depositando-o aos pés dos apóstolos» (At  4,36-37). Foi São Barnabé quem convenceu a comunidade de Jerusalém a receber o temível perseguidor dos cristãos, Paulo de Tarso.

“Então Barnabé o tomou consigo, levou-o aos apóstolos e contou-lhes como Saulo tinha visto no caminho, o Senhor, que falara com ele, e como, na cidade de Damasco, ele havia pregado, corajosamente, no nome de Jesus. Daí em diante, Saulo permanecia com eles em Jerusalém e pregava, corajosamente, no nome do Senhor” (Atos 9,27-28).

Barnabé e Paulo foram escolhidos pelos profetas e doutores de Antioquia para anunciar o Evangelho aos gentios ainda não convertidos à fé cristã. Paulo, Barnabé e João Marcos, seu primo, partiram, então, para Chipre, Perge, Antioquia da Pisídia e cidades da Licaônia. Barnabé participou do Concílio de Jerusalém. Desentendeu-se com Paulo e dele se separou, tomando rumo diferente.

Quando Barnabé foi à Síria e a Salamina pregando o evangelho, alguns judeus, tendo-se irritado com o seu extraordinário sucesso, caíram sobre ele quando estava pregando na sinagoga, arrastaram-no para fora e apedrejaram-o até a morte. Seu primo, João Marcos enterrou seu corpo em uma caverna, onde permaneceu até a época do imperador Zenão I, em 485 d.C. Seus restos mortais foram descobertos em 488. Seu túmulo se encontra no mosteiro construído em seu nome, em Salamina, Chipre.

Barnabé é venerado como o santo padroeiro de Chipre.

Barnabé, o apóstolo
Barnabé, o apóstolo

Considerado santo...
Considerado santo...
... pelas igrejas Católica e Ortodoxas
... pelas igrejas Católica e Ortodoxas

O Evangelho de Barnabé é considerado um epígrafe da Era Medieval que apresenta a história dos Evangelhos de um modo diferente.

Esta obra tem se popularizado grandemente entre os muçulmanos nos últimos anos devido à grande similaridade do conteúdo da obra com as narrativas que o Alcorão apresenta dos feitos de Jesus e seus discípulos.

O escritor muçulmano Muhammad ‘Ata ur-Rahim, em seu livro ‘Jesus, a Prophet of Islam’ argumenta que a obra do Evangelho de Barnabé se trata de uma obra autêntica e apresenta argumentos que estabelecem uma relação entre o Evangelho de Barnabé e o Alcorão. Ele argumenta que o autor teria sido mesmo Barnabé, companheiro de viagens do apóstolo Paulo.

Alguns estudos mais independentes estabelecem que a obra conhecida como Evangelho de Barnabé pode ser uma falsificação do século XIV. O aparecimento de uma bíblia de 1500 anos, na Turquia, com o escrito de Barnabé, até onde contribuiria para um ponto final neste discussão teológica? Há que considerar um Jesus real, um histórico, e Jesus Deus (a divinização de Jesus é apenas aceita pelo cristianismo).

Jesus no islamismo é considerado o VI profeta.

No Evangelho de Barnabé estaria descrito que Cristo não foi crucificado, em seu lugar teria sido Judas, que foi por Deus transformado na aparência de Jesus.

Maomé repete esta versão.