Diário de um Posto de Saúde ou o acorda povo e médicos

Médica Luiza Portugal
Médica Luiza Portugal

 

A médica Luiza Portugal informa na abertura do seu Diário de um Posto de Saúde:

“Iniciei essa página, inspirada na nossa querida e incentivadora Isadora Faber (que criou o Diário de Classe: uma página do Facebook que ela usa para relatar a realidade vivida no seu colégio, que é público e que enfrenta inúmeras adversidades).

Sou uma médica recém-formada (sim, porque tenho CRM há um ano e poucos meses apenas), que como muitos médicos entrou em um Posto de Saúde e hoje enfrenta

 a dura realidade de entender melhor como funciona (ou como não funciona) o SUS.

Entrei empolgada e muito motivada para ‘A REVOLUÇÃO’, querendo ser ‘A MÉDICA’, ‘O EXEMPLO’. Me deparei com uma realidade diferente daquela que imaginei. O sistema sempre te DERRUBA. Apesar de amar o que eu faço, de continuar tentando alguma mudança; me sinto hoje DESMOTIVADA!

É isso que eu quero compartilhar com o Brasil, não só como desabafo (com certeza isso vai me fazer um bem danado), mas para tentar, como um último recurso…. ser ouvida!”.

A moca é bonita! E dou o meu testemunho de quem foi professor de jornalismo e diretor de jornais e revistas: escreve bem. Sinal de que lê. De que estuda. De que ama o povo brasileiro. Sua coragem me impressiona. Jovem, ela não sabe os perigos que corre.
Perigosas máfias atuam na Educação e na Saúde. Vários secretários estaduais e municipais foram assassinados. A menina Isadora Faber vem sofrendo bullying, assédio moral e stalking. E teve a casa apedrejada.
REPERCUSSÃO
Publica UOL: As deficiências de um posto de saúde da região oeste de Goiânia extrapolaram os limites do bairro e estão sendo discutidas por pessoas de todo o país. Desde o dia 1º de de outubro, o cotidiano da Unidade de Atenção Básica Saúde da Família Vera Cruz tem sido relatado no Facebook, na página “Diário de um Posto de Saúde” criada pela médica Luisa Portugal, de 25 anos.
Por mês, a equipe de Luisa atende cerca de 300 pacientes de todas as idades. Na unidade, a média de atendimentos mensal chega a 4.000 famílias. Uma realidade que, de acordo com ela, demandaria estrutura e higiene impecáveis. “Mas não é isso que acontece. Há falta de materiais, eu e outros médicos chegamos a levar sabonetes de casa para o trabalho, de profissionais e segurança”. Leia mais 
Folha de São Paulo: As reclamações feitas nas redes sociais ganharam um marco: antes e depois de Isadora Faber. A corajosa iniciativa da garota catarinense de 13 anos, que criou um perfil no Facebook chamado “Diário de Classe” para denunciar os problemas de sua escola, inspirou uma série de outros “Diários” espalhados pela rede. Um deles é o “Diário de um Posto de Saúde”, que narra a dura vida de um pequeno Posto de Saúde da Família (PSF) em Goiânia. Confira 
G!: Para a médica, o mais gratificante, até o momento, tem sido o envolvimento da sociedade. “Os meus pacientes estão achando o máximo. Eles acessam e comentam, apesar de ser uma população carente”, comemora.Ela conta que um jardineiro da comunidade, sensibilizado com um de seus desabafos na web, foi até o posto se oferecer para um trabalho voluntário na área externa do local. “A direção do posto ficou de ver a parte burocrática para receber esse tipo de ajuda”, informou. Leia mais 

Luiza Portugal escrevendo o Diário de um Posto de Saúde
Luiza Portugal escrevendo o Diário de um Posto de Saúde

Merenda escolar das escolas de Florianópolis é um nojo!

Fotos do Diário de Classe da blogueira Isadora Faber. Fotos que os vendidos jornais de Florianópolis jamais publicarão.

O governador, o prefeito, os secretários estadual e municipal da Educação classificam de merenda escolar. Prefiro a verdade. Chamo de lavagem de porcos. Isso é caso de polícia. Da Polícia Federal.Tem dinheiro do Ministério da Educação na jogada. Cadê a Justiça Federal?
É só investigar que aparece… você, leitor, sabe o quê. Veja vídeo 

Essa menina me emociona. Com a idade dela dirigi um jornal estudantil. Foi assim que comecei a minha profissão. É o meu lema:
Jornalismo se faz com coragem e sonho.

O de Isadora:

“Estou fazendo essa página sozinha, para mostrar a verdade sobre as escolas públicas. Quero melhor não só pra mim, mas pra todos”.

Que bom!

Que Deus te livre dos apedrejadores! E teu caminho seja sempre iluminado!

Florianópolis nas páginas internacionais. Tentaram apedrejar blogueira de 13 anos

Apedrejada a casa da estudante Isadora Faber, de 13 anos, criadora do “Diário de Classe”, página através da qual denuncia a infraestrutura precária de sua escola, em Florianópolis, no sul do Brasil.

A grande exposição que a garota de 13 anos passou a ter – atualmente a página conta com mais de 377 mil “curtições” – fez com que ganhasse admiradores e inimigos.

A avó da estudante, de 65 anos, foi atingida por uma pedra na testa, enquanto estava no quintal da casa junto com a filha, Mel Faber, e a neta. O ataque ocorreu na noite de segunda-feira.

Avó de Isadora foi atingida na cabeça
Avó de Isadora foi atingida na cabeça

Mel Faber disse que elas não viram quem atirou as pedras, mas acredita que tenha sido um senhor que foi citado diversas vezes na página “Diário de Classe“. De acordo com a mãe da estudante, o mesmo senhor ameaçou o pai de Isadora com uma arma na tarde de terça-feira.

A idosa de 65 anos, que sofre de doença degenerativa, foi encaminhada para fazer exames médicos no Instituto Geral de Perícias e passa bem. A mãe da estudante revelou que já registou os dois casos na polícia.

Segundo Mel Faber, nas ameaças, o senhor citava o fato da família ser gaúcha, apesar de Isadora ter nascido em Florianópolis, capital de Santa Catarina, noticiou o portal Globo.com. Mel Faber disse ainda que o senhor terá mandado a família ir embora do local por não serem “nativos”.

As ameaças contra a exemplar estudante, cujo blogue já era conhecido e imitado em vários países, começaram pelos professores da escola que ela mostrou o abandono, o sucateamento. A menina vinha e vem sofrendo bulismo e assédio moral na escola. Coisa de uma cidade onde o nazismo persiste.

Ao denunciar, nas últimas semanas, por meio do “Diário de Classe”, a falta de conservação da quadra da escola e o fato do pintor contratado para fazer o serviço ter recebido o dinheiro adiantado pelo trabalho sem que tivesse cumprido a obra, a menina passou a viver um inferno particular.

Leia mais:  Família autora do “Diário de Classe” processa PSD de SC

Primeiro, conforme relatou no Diário de Classe, começou a receber ameaças da filha do pintor, Francisco da Costa Silva, de 47 anos. Depois, nesta segunda-feira, 5, teve a casa apedrejada, e sua avó, de 65 anos, que sofre de doença degenerativa, foi atingida, segundo Isadora.

Nesta terça, 6, quando estava junto com o pai no carro em frente ao colégio, o pintor e sua filha, a ameaçaram. Os incidentes levaram a família da adolescente a registrar, neste mesmo dia, dois boletins de ocorrência – um relativo às ameaças sofridas e outro por conta das pedradas –, e procurar o Ministério Público.

“Ela não vai parar”

Segundo a mãe da garota, Mel Faber, “a situação ficou séria e foi além da conta”. Ela afirmou que irá procurar a Promotoria da Infância e Juventude e preparar um dossiê para “buscar punição” tanto para o pintor Francisco da Costa Silva, quanto para a escola. Para ela “não dá pra argumentar com quem vem e atira pedra na gente”.

Sobre a instituição de ensino, ela afirma que a aluna segue estudando lá, apesar de dizer que “a escola tem responsabilidade” na atual situação de ameaças vivida por sua filha. Para a mãe, Isadora é vítima de bullying. “Os alunos ficam chamando-a de idiota, falando que ela está prejudicando a escola”, relata.

Mobilização: Críticas a escolas unem blogueiras mirins de Brasil e Escócia

Isadora não foi à aula nesta quarta-feira, 7. O motivo foi a presença em um seminário, onde recebeu apoio de estudantes e professores para seguir em frente com o “Diário de Classe”.

“Ela vai seguir atualizando a página, não quer parar”, diz Mel Faber. “Eu fico preocupada, mas incentivo, pois ela está certa e tem que seguir em frente. Se pararmos, será uma vitória para quem quer impedi-la de fazer justiça, então o ‘Diário de Classe’ vai continuar”, garante.

“Eu Isadora Faber que tenho 13 anos, estou fazendo essa página sozinha, para mostrar a verdade sobre as escolas públicas. Quero melhor não só pra mim, mas pra todos”

Porta sem maçaneta, fios desencapados, carteiras quebradas e ventiladores que dão choque. Isadora Faber, de 13 anos, não imaginava que a ideia de postar as fotos de sua escola na internet causaria tamanha repercussão.

“Eu sempre reclamei, mas nunca adiantou. Pensei que publicar poderia fazer com que a prefeitura se sensibilizasse. Mas não tinha noção do que estava por vir”, diz a aluna da 7.ª série, de voz tímida e dedos muito afiados.

Em pouco mais de um mês, a página Diário de Classe, que Isadora criou no Facebook, recebeu até ontem quase 30 mil “curtir” e cada uma das publicações tem dezenas de comentários elogiosos à guria que não teve medo de mostrar a situação da Escola Básica Municipal Maria Tomázia Coelho, em Florianópolis.

Mas o apoio é de desconhecidos. Dentro da escola onde ela estuda há mais de sete anos, desde o início do ensino fundamental, a iniciativa tem sido duramente criticada. Muitos amigos se afastaram e os professores consideram um absurdo. Talvez por eles também serem vítimas.

Ao lado da foto do vidro quebrado da fachada do prédio, está o vídeo que mostra a desordem na aula de matemática. Também há comentários sobre o fraco desempenho dos professores auxiliares. “Quando temos aulas com auxiliares, elas dão um texto e uma pergunta e é sempre isso, acho que o tempo poderia ser melhor aproveitado”, publicou.

Com mensagens tão diretas, não dava para esperar que os professores apenas ignorassem a página. A reação já começou. Num comentário, uma das professoras perguntou onde estava a menina meiga que visitava muito a biblioteca e pediu que aluna deixasse de trilhar caminhos obscuros ou teria um futuro triste.

Isadora Faber
Isadora Faber, 13 anos, blogueira

Uma estudante, que visita “muito a biblioteca”, aprende a não ser cúmplice do sucateamento das escolas públicas. Quer estudar. Não colabora com professores da turma do prefeito. Professores que não ensinam. Que recebem um salário humilhante, e não protestam.

A jovem Isadora Faber tem o apoio da mãe e de milhões de brasileiros que combatem a corrupção.

Isadora terá um futuro brilhante. Que assim seja. Hoje e sempre uma aluna modelo.

(in)certos professores esquecem. Somos eternamente estudantes. 

Agora, agorinha Isadora tem 98 mil e 763 curtições. T.A.