POR QUE O IPHAN DE BRASÍLIA DOOU A MARINA DO ATERRO A EIKE BATISTA, SEM CONSULTAR O IPHAN DO RIO?

por Helio Fernandes

Victor Andrade

É mais um dos grandes escândalos. Vem se arrastando há tempos, já haviam decidido DOAR a propriedade pública ao empresário que já estava entre os 100 mais ricos do mundo, mas mesmo para ele, era bandalheira da grossa. Agora, com a AUTORIZAÇÃO do IPHAN de Brasília, surgiram provas (não mais indícios ou sussurros) da escandalosa DOAÇÃO.

Por que não consultaram o IPHAN do Rio? Nem é caso de consulta, até mesmo de comunicação. Se não lessem jornais, arquitetos e engenheiros do Rio não saberiam de nada. Tudo é vago, mas rigorosamente conclusivo e lesivo para a maravilha que é o Aterro.

Construção de 15 andares de altura, que ninguém sabe como calcular. 633 vagas de estacionamento em pleno Aterro. Sem contar que Eike Batista vai construir muito mais do que a autorização que irá receber. Só não receberá se houver um movimento nas redes sociais para impedir esse roubo ou usurpação do patrimônio público.

Clique na foto para aumentar

Petroleiras assassinam pescadores que defendem o Rio de Janeiro Patrimônio da Humanidade

Paisagem Cultural

A escolha do Rio de Janeiro como Patrimônio Cultural da Humanidade aconteceu neste domingo, durante a 36ª reunião do Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco, em São Petersburgo. A candidatura da cidade brasileira estava inscrita na categoria Paisagem Cultural e havia sido entregue à Unesco em setembro de 2009.

O dossiê da candidatura do Rio procurou destacar a geografia diversa da cidade, justificando sua importância e seu valor universal, principalmente, pela soma da beleza natural com a intervenção humana.

O discurso de apresentação da candidatura do Rio foi feito em português pela ministra da Cultura, Ana de Hollanda, que estava acompanhada do presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Luiz Fernando de Almeida. Ao defender a escolha, o Iphan lembrou que o Rio encontra na relação entre homem e natureza a âncora para a sua candidatura.

Os pescadores fazem parte desta relação, e são mais defensores da preservação da paisagem do que a classe média alta do alto dos seus arranha-céus na beira do mar.

Com a inclusão na lista de Patrimônio Mundial da Humanidade, o Rio de Janeiro se tornou a primeira cidade do mundo a deter o título na categoria Paisagem Cultural. Entre os locais incluídos no dossiê apresentado à Unesco estão o morro do Corcovado com a estátua do Cristo Redentor, o Pão de Açúcar, a floresta da Tijuca, o aterro do Flamengo, o Jardim Botânico e a praia de Copacabana.

Segundo a Unesco, o Rio de Janeiro recebeu a distinção devido à forma única como a “esplendorosa paisagem” se integra à estrutura urbana. Além disso, o efeito inspirador do Rio de Janeiro sobre músicos e paisagistas justifica a escolha, afirmou a Unesco.

Este efeito inspirador fez do Rio Capital do Samba. Mas existe uma campanha, que o Iphan não combate: a do Rio Capital do Rock, um ritmo estrangeiro, que vem matando o samba.

As petroleiras são multinacionais, a começar pela Petrobras, fatiada por Fernando Henrique, e entregue aos piratas que exportam petróleo e importam gasolina. Que desde 1982 o Brasil não constrói uma destilaria em território nacional, e investe em destilarias em várias partes do mundo, inclusive nos Estados Unidos e no Japão. Estas destilarias ainda são da Petrobras? Tudo na Petrobras é misterioso. O destino do seu lucro, os nomes dos seus maiores acionistas, entre eles, o especulador Soros, que pressiona para aumentar o preço da gasolina.

Em quê é aplicado o dinheiro da Petrobras? No patrocínio de filmes nacionais, para calar a boca dos cineastas roqueiros?

Estão matando pescadores na Guanabara e outras praias, inclusive no porto de Açu. No Litoral Fluminense. Porque as petroleiras dão prejuízo.

Asesinan a pescadores que se oponen a proyecto petroquímico
AFP / Telesur
Pescadores de Río de Janeiro denunciaron ante las autoridades brasileñas las amenazas y persecución por parte de parapolicías contra dirigentes pesqueros que se oponen al proyecto petroquímico en la Bahía de Guanabara. La semana pasada dos líderes del sector fueron asesinados.Alexandre Anderson, pescador de 41 años de edad y presidente de la Asociación Hombres y Mujeres del Mar (Ahomar) señaló que desde hace cinco años cuando comenzaron las denuncias por el impacto de las obras del Complejo Petroquímico de Río (Comperj) “empezamos a recibir amenazas y (constatamos) la presencia de hombres armados, grupos ligados a esos emprendimientos”.Anderson sostuvo que grupos parapoliciales vinculados a las empresas que operan en la Bahía para Petrobras “son los responsables de los crímenes” cometidos la semana pasada y de “los dos asesinatos previos de 2009 y 2010, cuando dirigentes de Ahomar fueron torturados y asesinados frente a sus familias”.

“Petrobras no quiere esta lucha, de eso tengo total certeza (…) Ahomar es el último foco de resistencia que queda en la Bahía de Guanabara”, indicó, tras exigir al Gobierno brasileño investigar quién está detrás de los crímenes.

En febrero de este año el Destacamento de Policía Ostensible (DPO) de la Playa de Mauá, donde queda la sede de Ahomar y la residencia de Anderson, fue desactivado, exponiendo a los pescadores a nuevas amenazas. En ese período por lo menos otros tres dirigentes pesqueros fueron amenazados de muerte.

En esta desarticulación de la seguridad pública en la región e intensificación de las amenazas. Los pescadores Almir Nogueira de Amorim y Joao Luiz Telles Penetra (Pituca) fueron asesinados el pasado 22 de junio tras salir a pescar.

Sus cuerpos fueron hallados un par de días después con señales de haber sido ejecutados: manos y pies atados e indicios de ahogamiento. Uno de ellos estaba amarrado a su bote, informó la prensa local.

La muerte de cercaAnte estos asesinatos, Anderson expresó que siente que su muerte está cerca, pero después de seis atentados contra su vida dice ya no tener miedo. Con escolta policial las 24 horas del día, este líder dice que continuará su lucha contra proyectos petroquímicos en la Bahía de Río de Janeiro.

La escolta, formada por dos hombres armados con metralleta y escopeta, le fue otorgada hace dos años en un programa de protección de defensores de derechos humanos del Gobierno Federal después del asesinato de otros líderes pesqueros y de las múltiples amenazas e intentos de acabar con su vida.

“Después de los atentados, de las amenazas, del olor de pólvora que llegué a sentir, miedo no tenemos. De esta lucha esperamos algo para esta comunidad, para los pescadores, pero sabemos que entre las consecuencias de esta lucha puede estar mi muerte”, dijo Anderson.

La última vez que Anderson salió a pescar fue en agosto de 2010, cuando comenzó a estar escoltado. “Me quitaron el corazón, me quitaron el derecho a pescar, me quitaron mi libertad”, señaló cabizbajo, criticando que las autoridades no le autorizaron una “escolta para salir al mar”.

Sin trabajo para sustentar a su familia y forzado a dejar el oficio, Anderson vive de donaciones de amigos, familiares, algunas ONG, un bufete de abogados y comerciantes de la zona.

Pese a que este martes, el Gobierno le ofreció al presidente de Ahomar un traslado junto con su familia a una ciudad fuera del estado, el dirigente rechazó la propuesta porque “no es el momento, no puedo dejar a mis compañeros”, indicó.

Petrobras desconoce muertes de pescadores

Petrobras ha desconocido “las muertes relatadas y repudia toda amenaza a los pescadores”. Asimismo, garantizó que todos sus desarrollos petroquímicos son precedidos por “un riguroso estudio de impactos” al medio ambiente y a las comunidades.

En 2009, los pescadores de Ahomar bloquearon con sus redes el paso de grandes navíos por la Bahía durante más de un mes, para protestar por la reducción de 80 por ciento del volumen de pesca tras el derrame de 1,3 millones de litros de aceite de una refinería de Petrobras en el año 2000.

Extinción de la pescaHacia finales de la década de 1990 habían en la Bahía unas 23 mil familias de pescadores, hoy hay unas seis mil, explicó Anderson.

“Los pescadores están vendiendo sus lanchas, dejando la pesca y dedicándose a otras actividades como el comercio”, denunció Anderson.

“Nuestros hijos no quieren ser pescadores y nosotros no queremos que lo sean. La pesca está en extinción en Guanabara”, enfatizó el dirigente que representa a unos tres mil pescadores.

En los próximos días, Ahomar realizará una asamblea para decidir nuevas acciones contra los proyectos petroquímicos de la zona.

“Todos los días, mi esposa me dice al despertarme que está feliz por estar a mi lado, de que esté aún vivo. Pero cuando salgo por la puerta, queda triste porque sabe que es muy posible que no regrese”, el líder de Ahomar.

La Ahomar representa pescadores artesanales de siete municipios de la Bahía de Guanabara y tiene 1870 asociados.

3 – Rock in Rio. Começa amanhã, em Lisboa, para acabar com o en-fado do samba (vídeos)

Cartaz de publicidade paga. Com dinheiro do governo brasileiro?
Cartaz de publicidade paga. Com dinheiro do governo brasileiro?

A quarta edição do Rock in Rio Lisboa começa amanhã. A versão deste ano inclui artistas como Bruce Springsteen, Metallica, Smashing Pumpkins, Linkin Park, Lenny Kravitz, Maroon 5, Xutos & Pontapés e James.

O in Lisboa contará com três palcos principais de concertos – Palco Mundo, Palco Sunset – parcerias inéditas entre vários artistas, o espaço da música eletrônica e, pela primeira vez, os espaços Street Dance e a Rock Street, uma zona do recinto onde se recriará uma rua da cidade norte-americana de Nova Orleães.

O festival termina no dia 2 com Stevie Wonder, o cabeça-de-cartaz, e o canadiano Bryan Adams, a cantora britânica Joss Stone e os portugueses The Gift.

Rock Lisboa contra o en-fado 

do samba brasileiro

Eike Batista, um dos donos do festival, declarou que o Rock in Rio é “benéfico” para o Brasil. Benéfico em quê?
O deputado federal Anthony Garotinho denunciou que os governos do Estado e Capital do Rio de Janeiro estão investindo no evento.
Que a denúncia seja devidamente investigada. Isso é roubo. E crime maior contra o patrimônio cultural brasileiro. Faz parte da campanha de venda do “Rio capital do rock”, quando a cidade era conhecida como “Rio Capital do Samba”.  Conheça a

Simbologia e significação no samba. 

Leia ensaio de Luiz Fernando Nascimento de Lima (Universidade de Helsinque, Finlândia). Clique aqui 

Terá palco dedicado à street dance
Street dance, um espaço inspirado na cidade de Nova Iorque, terá uma “dance crew” residente, que não só dará espetáculos diários como ensinará alguns passos de dança ao público do festival. Aprenda 
Vai recriar Rua do Rock de Nova Orleães
Rua do Rock ou a ‘Rock Street’
Rua do Rock ou a ‘Rock Street’

A rua compreende 20 casas típicas de Nova Orleães que foram recriadas e que vão fazer parte do festival.

Música, cenário, tudo que lembre a “cultura” do Rio de Janeiro, afirmam Medina, Eike e a tv Globo.

Veja o vídeo promocional pago, divulgado nos últimos cem dias, na tv portuguesa. Isso chamam de promover o Brasil.

Idem vídeo apresentado hoje, em Lisboa, com a participação dos principais artistas. Eles cantam a música do “Rio capital do rock” na língua oficial do evento.

(Continua)

2 – Rock in Rio. Dinheiro dos brasileiros para promover música estrangeira. E a Cultura brasileira no lixo, desprotegida

Samba, por Portinari
Samba, por Portinari

O Rock in Rio foi uma armação da ditadura militar para acabar com a Cultura brasileira.

Qualquer investimento dos governos da União, estadual e municipal do Rio de Janeiro é roubo, uma bandidagem que deve ser investigada, inclusive, como maquiavélico boicote contra a Cultura nacional.

Que fiquem atentos os Tribunais de Contas, e demais  autoridades que reprimem os crimes de colarinho branco, eufemismo para abafo, furto, rapina, desvio do dinheiro público.

Que fiquem avisados os Ministérios da Cultura e Turismo, e os governos corruptos do Rio de Janeiro.

Samba, por Di Cavalcanti
Samba, por Di Cavalcanti

Escreve o deputado Anthony Garotinho:

“O empresário Eike Batista é um homem de visão, não é à toa que é o oitavo mais rico do mundo e o nº 1 do Brasil. Até eu se atuasse nessa área de shows musicais e tivesse dinheiro iria querer comprar uma fatia do Rock in Rio. Que o evento é de alto nível ninguém discute”.

O deputado Garotinho embarcou na propaganda da Globo: O rock não é um “evento  de alto nível”. Desde o seu começo, no governo de Figueiredo, foi marcado por todo tipo de rapinagem, inclusive pela grilagem de terra. É uma história suja que vou relembrar.

Nem o governo dos Estados Unidos patrocinaria uma baixaria tipo Rock in Nova Iorque, ou em qualquer outra cidade nas terras do Tio Sam. Em terra alheia, sim.

Lá, nos Estados Unidos, que o mercado da música cuide dos seus próprios negócios. Idem os bilionários artistas do rock e riquíssimas gravadoras.

Dinheiro dos Estados Unidos é para promover a cultura estadunidense. Nada mais natural e óbvio. Inclusive em países  já dependentes ou para ser conquistados.

Roda de Samba, por Carybé
Roda de Samba, por Carybé

Importante assinalar que o deputado Garotinho fez oportuna denúncia que nossa grande imprensa vai esconder:

 “Mas as benesses que recebe dos governos Cabral e Paes transformaram o Rock in Rio no evento musical com maior lucratividade do mundo, muito acima de qualquer outro.

Senão vejamos, são grandes patrocinadores, ingressos caros, uma gama imensa de produtos vendidos com a marca Rock in Rio, direitos de imagem e por aí vai. Bem, mas isso grandes eventos na Europa e nos Estados Unidos também conseguem. O diferencial que não acontece lá fora é que aqui o Rock in Rio recebe milhões de isenções fiscais, além de patrocínios milionários pagos em dinheiro pelo governo do Estado e pela prefeitura do Rio. E como se não bastasse, o prefeito Eduardo Paes cede o espaço gratuitamente, o Parque dos Atletas, além da Guarda Municipal e a COMLURB para trabalharem no espaço interno, também de graça, enquanto Cabral libera a PM para fazer a segurança interna sem cobrar um tostão.

E é bom não esquecer que a pretexto de divulgar o Rio no exterior, Cabral e Paes também pagam patrocínios milionários para as edições do Rock in Rio em outros países, como aconteceu em Lisboa e Madri

Com tantas vantagens bancadas pelo dinheiro público tem negócio melhor?”

Realmente é mais do que um grande negócio. É uma negociata safada. De bandidos.

A denúncia do deputado Garotinho escancara uma danação de crimes, e o mais danoso deles é contra o  patrimônio cultural. Existe isso?

Ensina a Wikipédia:

Património  cultural é o conjunto de todos os bens, materiais ou imateriais, que, pelo seu valor próprio, devem ser considerados de interesse relevante para a permanência e a identidade da cultura de um povo.

O patrimônio é a nossa herança do passado, com que vivemos hoje, e que passamos às gerações vindouras.

Do património cultural fazem parte bens imóveis tais como igrejas, casas, praças, conjuntos urbanos, e ainda locais dotados de expressivo valor para a história, a arqueologia, a paleontologia e a ciência em geral. Nos bens móveis incluem-se, por exemplo, pinturas, esculturas e artesanato. Nos bens imateriais considera-se a literatura, a música, o folclore, a linguagem e os costumes.

Tudo que se faz contra o samba é danoso para a nossa História, música, folclore, linguagem e costumes. Isso vou demonstrar.

PRIMEIRA SACANAGEM

Com o Rock in Rio criaram a bastarda e antinacionalista denominação “Rio Capital do Rock”, para substituir  o brasileiríssimo e carioca “Rio Capital do Samba”.

(Continua)