O verdadeiro governo de São Paulo e o poder de um celular

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O fraco Geraldo Alckimin não é o governador de São Paulo, apesar do terrorismo policial.

A polícia dele bem que funciona na hora H dos despejos, de desalojar os sem teto, os sem terra, de  bater nos grevistas, de invadir a USP, de arrebentar com os movimentos dos direitos humanos.

Para a justiça, que busca um bode expiatório, quem governa é o PCC. Cujo chefe, um desconhecido mandatário, para comandar o Estado mais rico do Brasil precisa apenas de um simplório celular.  E o direito do sigilo telefônico. É isso aí: o poder vai até onde chega a ordem de mando.

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Qual a diferença entre detido e preso?

Ensina o professor João Olympio Mendonça:

– Veja bem, essa é uma questão puramente semântica. O código de processo penal não usa a expressão “detido” ou “detida”. Ela é apenas um eufemismo. É muito mais pesado dizer que “fulado foi preso”. “Fulano foi detido” é um alívio da outra expressão.

 Leia entrevista concedida à jornalista Bárbara Lemos
PRESOS
preso camburão

preso pobre

Estudante da USP
Estudante da USP
Ex-morador do extinto Pinheirinho em São José dos Campos
Ex-morador do extinto Pinheirinho em São José dos Campos

DETIDOS

Governador Arruda do DF
Governador Arruda do DF
Maluf
Maluf
Daniel Dantas
Daniel Dantas

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São Paulo: Coronel da PM dá aula na USP amanhã

USP demonstra quem dá as cartas no campus. Exatamente um ano após a Tropa de Choque invadir a universidade, oferecerá a um coronel da PM o espaço privilegiado de uma sala de aula para que ele possa ensinar aos estudantes os motivos pelos quais eles devem se submeter a uma vida vigiada. Imperdível!
Os magníficos
Os magníficos

Sob o pretexto de discutir o tema “Segurança e Privacidade”, a Comissão de Ética da USP e o Instituto de Estudos Avançados (IEA) realizarão amanhã, às 15 horas, na sala de eventos do IEA, a primeira mesa-redonda do ciclo Ética e Universidade, que contará com a exposição do coronel Glauco Carvalho, da Polícia Militar.

Credenciais do Coronel

Glauco dirige desde junho o Comando de Policiamento de Área Metropolitana-7, responsável pela “polícia ostensiva e pela preservação da ordem pública” nos municípios de Guarulhos, Arujá, Santa Isabel, Franco da Rocha, Francisco Morato, Caieiras, Cajamar e Mairiporã [região que entre junho e setembro registrou mais de 75 homicídios].

Mas as credenciais da figura são mais graúdas. O coronel atuou por cinco anos no comando geral da PM e Casa Militar, responsável pela segurança direta do palácio do governo do estado, nas gestões Claudio Lembo e Geraldo Alckmin.

Cabe lembrar que foi durante o governo de Claudio Lembo, em 2006, que ocorreram os extensos conflitos e assassinatos em série entre o PCC e a polícia, conflitos que agora voltam à tona. Ao final de 2006, o dedicado ajudante de ordens do governador teceu elogios ao chefe pelo apoio dado à corporação: “queremos agradecer em nome da sociedade paulista a forma com que o senhor conduziu o Estado e pelas virtudes demonstradas neste tempo todo”.

Glauco Carvalho foi também assessor do núcleo de estudos políticos da Fecomercio, presidido pelo ex-governador.Além dele, a mesa terá como debatedores o recém-eleito diretor da FFLCH, Sérgio Adorno, que apoia a divisão da faculdade e a presença da PM no campus, e Leandro Carneiro, do Instituto de Relações Internacionais da USP, defensor da política de segurança do governo do estado de São Paulo e adepto da política do punir mais é punir melhor.

Essa é a ética que nos quer ensinar João Grandino Rodas!

É a mesma ética das câmeras escondidas no bandejão, a mesma do código de ética que serviu para dar verniz democrático às expulsões de estudantes não apenas baseadas no regimento ditatorial de 1972, e que agora a burocracia nos quer empurrar garganta abaixo.Precisamos dizer não a essas regras de conduta que nada mais querem do que naturalizar a presença da PM no campus, não apenas reprimindo e vigiando, mas ditando os rumos da universidade.

Não aos coronéis nas salas de aula!

Fora com os milicos da USP!

O túnel das muitas rodas do tráfico

Eles descobriram por acaso o túnel de venda de drogas na USP.

O lugar foi descoberto ontem, sem querer, por policiais que cumpriam sete mandados de prisão contra suspeitos de matarem um policial militar da Rota em setembro.

Uma das extremidades do túnel fica a cerca de 50 metros de um muro que divide a favela da Cidade Universitária. Nesse muro, havia um buraco por onde era possível vender drogas para estudantes e frequentadores da USP.

“A pessoa não precisava nem entrar na favela. Só chegava no muro, dava o dinheiro para o ‘aviãozinho’ e ele voltava com a droga que ela quisesse”, afirmou o coronel César Augusto Morelli, comandante do Policiamento de Choque de São Paulo.

Além de servir para transportar a droga até o usuário, o túnel era utilizado como rota de fuga pelos criminosos.

Buraco de entrada na favela São Remo via muro da USP

A favela da USP
A favela da USP: convivência pacífica

Brasil continua com a mesma justiça da didatura militar

A democracia no Brasil é para inglês ver. Na “Patria amada, idolatrada, salve, salve”, a justiça jamais permitiria o movimento dos indignados que acontece nos Estados Unidos e países da Europa. Nem a Primavera Árabe. Nem a greve estudandil do Chile.

A justiça no Brasil é tão conservadora e ditatorial quanto os marechais presidentes. Tanto que os ministros dos tribunais, nomeados pelos militares, continuaram nos seus cargos com a redemocratização.

Existem diferenças entre os ministros nomeados por Castelo Branco, Costa e Silva, Médici, Geisel, Figueiredo, Sarney, Collor, Itamar, Fernando Henrique, Lula da Silva e Dilma Rousseff?

Castelo Branco reduziu de 16 para 11 o número de ministros do Supremo Tribunal Federal. Três ministros foram afastados pela força do Ato Institucional 5: Hermes Lima, Victor Nunes Leal e Evandro Lins e Silva, considerados de esquerda, pelos cargos que ocuparam nos governos de JK e Jango. O AI 5 também aposentou, compulsoriamente, os ministros Antônio Gonçalves de Oliveira e Carlos Lafaiete de Andrade.

Importante recordar que as listas de cassações misturavam bandidos, governantes, políticos, magistrados, intelectuais, estudantes e sindicalistas. Corruptos e subversivos eram semelhantes.

O STF deve uma reparação histórica, em uma sessão solene e simbólica, aos ministros cassados. Mas como fazer sem lembrar outras ações castrenses que ferem os direitos humanos, ou esquecer que a justiça comandou chacinas recentes como a de Pinheirinho e outros despejos na Eikelândia e nas universidades?

Valência. Quando o inimigo se faz povo

Inimigos para a justiça, a grande imprensa e os governos do Estado e prefeituras de São Paulo e São José dos Campos são os moradores do bairro da Luz, do Pinheirinho e os estudantes da USP.

Por todo o Brasil, os sem terra, quando invadem latifúndios improdutivos; e os sem teto, quando ocupam prédios vazios e terrenos baldios da especulação imobiliária. Idem os movimentos sociais e os sindicatos em greve.

El 20 de febrero, en una rueda de prensa urgente junto con la Delegada del Gobierno en Valencia, el Jefe Superior de la policía del País Valenciano, Antonio Moreno, designado por Rubalcaba en la anterior legislatura, mentía sobre supuestas agresiones a la policía para justificar la brutalidad que ésta empleó contra los estudiantes del Instituto de Enseñanza Secundaria Lluís Vives, que se manifestaban contra los profundos recortes en educación.

La Delegada del Gobierno, Paula Sánchez de León, se limitó a cumplir un protocolo habitual y siniestro en nuestro sistema político, por el cual la primera reacción de políticos y periodistas es descalificar cualquier crítica a la policía y cubrir cualquier actuación de ésta, a veces sin siquiera conocerlas. El jefe de la policía, en cambio, aportó un titular que desde entonces ha dado el salto a las redes sociales y las pancartas, a las redacciones de periódicos, radios, y televisiones, y hasta el Congreso de los Diputados.

Preguntado por los efectivos policiales empleados para la represión de los estudiantes que exigían calefacción, papel y luz en los maltrechos institutos del País Valenciano, el jefe de la policía respondía como sigue:

Comprenderá que no lo voy a decir, no es prudente desde el punto de vista de la táctica y la técnica policial que yo le diga al enemigo cuales sonmis fuerzas mis debilidades .

Todo ello acompañado de golpes de autoridad con la mano en la mesa.

Más allá de la concepción patrimonialista de la que este señor hace gala sobre la agencia pública que dirige, más allá de su evidente torpeza en las declaraciones, y más allá de sus vínculos con la extrema derecha local, las declaraciones revisten importancia por cuanto pueden ser significativas sobre la coyuntura política en el Estado español, y sus posibles evoluciones. Lo haremos de la mano del pensador político que más ha trabajado sobre el concepto de enemigo : Carl Schmitt.

Leia mais. Íñigo Errejon define Política y enemigo

La distinción clásica, en el pensamiento político liberal, entre el ejército y la policía, pivota precisamente sobre el concepto de enemigo 

por Roberto Garcia
por Roberto Garcia

(Trancrevi trechos)

 

Por que o povo não apoia greve da polícia?

A polícia costuma bater nos trabalhadores. Reprime os grevistas e os movimentos sociais.

A polícia bate no povo. O “episódio do Pinheirinho”, em São José dos Campos, e outras chacinas como Carajás, Candelária e Carandiru são bem representativas.

A polícia chega nos morros do Rio, nas favelas das cidades brasileiras, sempre atirando, derrubando portas, espancando, estuprando, no prende e arrebenta da ditadura que continua. A ditadura dos banqueiros e dos piratas das empresas e indústrias estrangeiras.

A polícia trata os sem terra e os sem teto como animais.

Soldado tem que se lembrar sempre que é povo. Que será sempre da camada mais baixa da hierarquia policial. Ganha mais que um salário mínimo. Dois ou três salários mínimos, isto é, o salário piso de várias categorias profissionais formadas por nossas universidades públicas e privadas. E tem o direito de estabilidade, quando todos os empregos das empresas privadas passaram a ser temporários e precários. Não existe mais emprego fixo.

Como conseguir o apoio do povo? Metade da população pena com um rendimento mensal de 370 reais.

Ou da maioria dos trabalhadores?

O soldado não bate nos grevistas do Fisco nem do Judiciário.

Esta falta de apoio às greves justas dos praças, em vários Estados brasileiros, constitui uma lição que soldados, cabos e sargentos precisam aprender.

Os oficiais da Polícia Militar apoiam às escondidas os grevistas: por causa do gatilho salarial. Eles serão os principais beneficiados.

O povo continuará na mesma. A baixo da linha de pobreza, e perseguido pela polícia e pela justiça PPV.

OS POLÍTICOS

A esquerda extra-governamental brasileira, PSOL e PSTU, apoia a greve da polícia militar baiana, que continua a ocupar a Assembleia Legislativa, enquanto o número de mortos causado pela onda de violência já ultrapassou os cem.

PSTU considera que “os policiais lutam pela melhoria nas suas condições de trabalho” e acusa o governador do estado (Jacques Wagner, do PT) de procurar criminalizar os grevistas tratando-os como delinquentes. Para o PSTU, a solução passa pela retirada da Força Nacional deslocada para o estado da Bahía, considerando que a sua chamada visa “não a segurança do povo pobre, mas garantir a segurança para os milionários negócios da burguesia comercial e da grande indústria do turismo e do entretenimento no verão”, o que vai significar “um aumento da repressão e violência, um banho de sangue pode acontecer”. O PSTU defende “todo apoio e solidariedade a greve dos policiais” e “uma greve geral unificada de todas as associações de policiais”.

EXEMPLO DE PORTUGAL

Recentemente, as Forças Armadas de Portugal mandaram um aviso para o Governo: não iriam para as ruas reprimir o povo nas passeatas dos indignados, nem nas greves sindicais.

Polícia de Alckmin agride estudantes dentro da USP (vídeo)

A invasão da USP pela polícia militar visa intimidar o movimento estudantil que denuncia a ditadura de um reitor que abusa do poder de ser magnífico.

Estudante foi agredido na USP porque é negro, diz testemunha

Covarde capanga do reitor, soldado de Alckin
Covarde capanga do reitor, soldado de Alckmin
esmurra várias o estudante negro
esmurra o estudante negro
por MAURICIO TONETTO

Uma estudante de pós-graduação da Universidade de São Paulo (USP), ouvida pelo Terra, não tem dúvidas de que a agressão ocorrida na manhã desta segunda-feira na sede do Diretório Central dos Estudantes (DCE) foi por motivos raciais. A jovem, que não quis se identificar por medo de represálias, estava presente na sala, que fica ao lado da moradia estudantil, quando um PM deu tapas e apontou uma arma para um estudante negro. Ao tentar ler o nome do policial na farda, ela escutou: ‘que história é essa? você não vai ler nada!’.

“Ele atravessou no meio de todos nós, brancos, e foi no único negro do grupo, que estava de braços cruzados, atrás de um balcão. O PM agiu de forma maluca, pesada, e julgou que o nosso colega não era aluno por ser negro. A gente conversava e questionava porque eles queriam nos tirar do espaço sem nenhuma ordem por escrito ou identificação, o clima era absolutamente tranquilo”, relatou a estudante.

A PM foi até a sede do DCE sob pretexto de desocupar o espaço para uma reforma, que já se arrasta desde 2005 e é anterior à gestão do atual reitor, João Grandino Rodas. Segundo ela, havia um grupo de 10 alunos. Com o início da confusão, outros jovens da moradia estudantil e trabalhadores da universidade foram até o local ver o que acontecia. “Mesmo que não houvesse alunos da USP, ele não teria motivo algum para agredir. Mesmo assim, quando o PM viu a carteirinha do nosso amigo, recuou e saiu de perto. A guarda universitária, em vez de tentar acalmar os ânimos, ficou apenas observando”, criticou ela.


A pós-graduanda relatou também que outra

jovem quase teve um braço quebrado

depois de tentar fotografar a confusão. “Uma garota foi bater fotos do PM agressor e quase teve o braço quebrado. Ele ficou torcendo e foi tão forte que quando soltou, ela caiu no chão e começou a chorar”, conta ela.

A jovem disse ainda que a PM ficou no local por cerca de uma hora. “O DCE é um espaço estudantil, onde as pessoas param para trocar ideias, fazer política, estudar. É sempre assim quando os estudantes tentam rever o espaço de alguma forma. A resposta é truculenta. Dessa vez, com a PM, foi isso que aconteceu. Estamos com medo de represálias”, lamentou ela.

‘Ainda não caiu a ficha’, diz estudante agredido

 Por CLARA ROMAN
Estudante de Ciências da Natureza na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP, Menezes foi abordado com tapas por um policial militar que participava de operação para fechar a antiga sede do Diretório Central dos Estudantes (DCE). Um vídeo (clique aqui para ver) que circula na internet registrou a cena, inclusive o momento em que o PM aponta a arma para o estudante.

Horas depois da agressão, ele ainda tentava entender o que aconteceu. Segundo ele, a cena foi apenas mais um episódio de um histórico de “opressão” promovido pela Polícia Militar na Universidade. “Eu sou o bode expiatório dessa vez, mas tem um histórico de agressões da USP nos últimos anos”, disse ele.

Tenso, Menezes contou que ainda não sabia se faria algum exame para comprovar o espancamento, o que poderia resultar num processo judicial.“Ainda nem tomei banho. Estou vendo como vou fazer perícia, porque o vídeo já traz todas as provas”, diz. O estudante relatou que tem arranhões e cortes na mão.

Para ele, a tensão entre estudantes e policiais está ligada às atuais reivindicações do Movimento Estudantil da USP. Os alunos pedem a saída do atual reitor João Grandino Rodas, a suspensão de convênio com a Polícia Militar, uma comissão estatuinte para rediscutir o código que rege a instituição, além da não punição dos 73 alunos presos em 2011 e retirada de processos administrativos contra estudantes. Em outras entrevista, Menezes afirma que, no momento da agressão, ele dizia aos policiais que os estudantes estavam ocupando o espaço, cuidado por eles.

Veja o vídeo da gestapo tucana em ação