El 29-M no hubo huelga

Quizás de lo que se trata es de negar una realidad demasiado incómoda, demasiado incompatible con la “normalidad” como para poder aceptarla, una realidad demasiado viva y demasiado alegre como para ser resaltada por una normalidad construida sobre la tristeza, la impotencia, y la muerte. La normalidad, la norma, no puede aceptar ni siquiera la existencia de acontecimientos que indiquen la posibilidad de otras vidas más allá de sus normas miserables, más allá de la tristeza, de la sumisión, de la ley del obligado producir y reproducir el capital, hasta el infinito.

En efecto, una huelga es, en primera instancia y de manera inmediata, esto, detener la rueda. Los que giran esa gran rueda que no se comprende, y que mucho menos se posee, deciden parar, deciden detenerse. La gran maquinaria del capital se detiene, y entonces, aparece la policía. Primera señal, primer síntoma, allí donde los trabajadores desarticulan sus relaciones cotidianas con sus jefes, con sus medios de trabajo, incluso con sus compañeros, pero también con sus calles, con sus ciudades- aparecen los coches, los furgones, los helicópteros, los agentes de la normalidad, rodeando, vigilando, infiltrándose.

De repente, nuestros regímenes democráticos aparecen como lo que son, dictaduras del capital

Infiltrados nas passeatas estudantis de Barcelona

Terrorismo policial
Terrorismo policial

Virou costume colocar infiltrados (policiais disfarçados, mercenários pagos por partidos políticos, inclusive agentes de segurança e espionagem de empresas nacionais ou estrangeiras) para sabotagem dos movimentos grevistas de trabalhadores e passeatas estudantis.

Os infiltrados são profissionais treinados para jogar bombas incendiárias, encenar conflitos com a polícia e criar diferentes ações de desordem que justifiquem a repressão policial e proporcionem cenas para fotos e filmagens alarmistas, escandalosas, para confundir a opinião pública.

El Sindicato de Estudiantes (SE) ha acusado a las autoridades catalanas de aprovechar el comportamiento de elementos “ajenos” al movimiento estudiantil como excusa para que la Policía acabara con la movilización estudiantil de ayer en Barcelona de la peor manera posible: con cargas “salvajes”.

Delgado ha reconocido que es muy difícil que los organizadores de las manifestaciones puedan combatir a los infiltrados violentos. Sin embargo y según ha apuntado, hay “miembros de la Policía de paisano integrando estos grupos para dar esta imagen (de violencia)” y considera que dicha institución “tiene la capacidad suficiente para aislar a unas pocas decenas y permitir que una manifestación de más de 60.000 jóvenes pueda continuar de manera pacífica”.

Galeria de fotos 

Vídeo

O terrorista Prisco é filiado ao PSDB

por Gilmar Crestani
Está aí mais uma prova das virtudes democráticas do PSDB. Ao tentar implantar na Bahia os métodos do PCC, o PSDB, flagrado nas gravações autorizadas pela Justiça, dá mostras de que ainda não se desvencilhou do estrume em que esteve envolvido. Quantos dedos do Marcelo Itajiba há neste motim da bandidagem? A logística tem o DNA dos métodos usados pelo ator da bolinha de papel. Ao se envolverem com terroristas, os tucanos provam que bico grande e cérebro pequeno é uma combinação explosiva.

Os policiais honestos deveriam ser os primeiros a se afastarem de marginais fardados.

Greve baiana: Terrorismo pregado por líder desmoralizou movimento

por Wálter Fanganiello Maierovitch

Marco Prisco, líder da greve dos policiais militares da Bahia, ficou desmoralizado quando apanhado– por gravações telefônicas interceptadas por meio de autorização judicial– transmitindo ordens voltadas à pratica de atos de matriz terrorista e atuação em causa própria ao buscar, em eventual acordo, a anistia e o recolhimento dos mandados de prisão expedidos pela Justiça.

Sua rendição e prisão negociada, por evidente, enfraqueceu o movimento grevista, que afronta a Constituição da República. A Constituição garante a greve, mas o princípio não é absoluto. Os integrantes das Forças Armadas e das policias militares, pela norma constitucional, não podem fazer greve. Prevaleceu aí o direito do cidadão à tranquilidade social.

A tendência –com a prisão de Prisco e a desocupação do quartel-general que armou ilegalmente no prédio da Assembleia Legislativa da Bahia– é de aceitação da proposta remuneratória feita pelo governo da Bahia, deixada a anistia para um segundo momento. A propósito de anistia, ela foi conseguida por participantes da recente parede dos bombeiros, no Rio de Janeiro.

Já o risco de a greve “pipocar” para outras unidades federativas é bem menor, pois a solidariedade seria vista pela população como apoio ao terrorismo incitado por Prisco, que deveria ser expulso imediatamente do PSDB, partido do qual é militante.

Greve dos soldados ou dos coronéis?

Com ou sem greve, Brasília continua violenta. Sete sequestros nas portas dos 1001 Palácios do executivo, do judiciário, do legislativo.

Parece que a excelência da polícia está em reprimir greves, movimentos de direitos humanos e estudantis e invasões dos sem seto e dos sem terra.

Alerta a BBC: “A possibilidade de que a greve de policiais militares da Bahia, que já dura dez dias, se alastre por outros Estados revela falhas graves na política nacional de segurança pública, segundo analistas.

Para o jurista Wálter Maierovitch, os policiais militares violaram a lei ao entrar em greve. “A Constituição é clara e proíbe greves para policiais militares e membros das Forças Armadas. Mas esses PMs não são educados para a legalidade democrática”, diz.

Maierovitch também considera ilegal o papel desempenhado nos movimentos grevistas pelas associações de policiais militares. Segundo ele, ainda que policiais sejam proibidos de se sindicalizar, esses grupos têm atuado como sindicatos.

“Ninguém toma providências (quanto à atuação dessas associações) porque evidentemente todos sabem que o salário dos policiais é ridículo, e no mundo inteiro a segurança pública é uma das maiores preocupações dos eleitores”, diz.

Para Maierovitch, “falta vontade política” para solucionar os problemas de segurança pública no Brasil. Ele cita como exemplo da postura a longa tramitação da emenda constitucional que estabeleceria um piso salarial nacional para bombeiros e PMs, conhecida PEC 300. Apresentada ao Congresso em 2008, a proposta passou por uma primeira votação na Câmara, mas não tem prazo para ser votada em segundo turno na mesma Casa nem para ser enviada ao Senado.

A aprovação da medida, diz Maierovitch, poria fim a uma das principais queixas da classe, que ele considera justa – a disparidade entre os salários recebidos por policiais militares de diferentes Estados.

“Seu” Cabral quer evitar uma greve no Rio de Janeiro. Certo ele, que o Carnaval rende votos. Mas o aumento que propôs não contenta os soldados, nem os coronéis.

Um soldado de segunda classe tem um soldo de R$ 786,69; um de primeira classe R$ 1.137,49; um coronel R$ 7.314,47.

Um coronel de Santa Catarina R$ 17.234,33.

Em Brasília, um soldado de segunda classe 3.453,70; um soldado de primeira classe 4.269,56.

por Samuel Celestino

A Bahia do inverso e da violência que se destaca dentre as unidades federativas do País como uma das mais inseguras, está a transformar o líder do movimento dos amotinados da Polícia Militar, o ex-soldado Marcos Prisco, em celebridade. Expulso da corporação na greve de 2001, anistiado por Lula em 2010, comanda a atual revolta que sacode Salvador e cidades interioranas. Uma onda inusitada de homicídios, assaltos, saques, e depredações, causando prejuízos econômicos de monta em diversos setores da economia. Os amotinados reivindicam o que lhes foi prometido.

A lei básica do País veda militares e policiais, que utilizam armamentos de propriedade do Estado  realizarem greves e constituir associações. Perguntarão os leitores por que há diversas organizações associativas na Polícia Militar. A resposta é simples. Porque os governos estaduais fecharam os olhos; descumprem também a lei; aceitam e digerem as greves; fazem concessões; não prende os amotinados; e os expulsos das corporações acabam anistiados. Como o fez Lula em 2010, o que permitiu ao ex-soldado Prisco voltar para presidir uma associação e comandar este levante que sacode a Bahia espalhando o terror, na capital e no interior, pela ausência de policiamento. Se não se põe ordem, admite-se a desordem. É isso o que está a acontecer. O governo faz de tudo para negociar, mas as propostas não atendem as reivindicações dos amotinados. É preciso bom senso nas negociações para se por um ponto final na situação caótica e se retornar à normalidade.

(Transcrevi trechos)

Não acredito em greve de soldados. A hierarquia nos quartéis é bastante rígida. Toda greve de soldado se faz com o apoio dos oficiais.

Marcos Prisco é um bode expiatório ou um infiltrado antigrevista? Para sabotar as passeatas pacíficas dos indignados na Europa, mercenários, policiais ou fanáticos são infiltrados para provocar desordens.

Os infiltrados jogam coquetel molotov, incendeiam carros, quebram vitrinas de lojas, bancos, espancam transeuntes, espectadores, criam o cenário de guerra, de terrorismo, de baderna, para ser fotografado e filmado para exploração da imprensa.

A Polícia Federal possui sindicatos. Idem o judiciário. Um juiz em início de carreira recebe R$ 21.000,00.

Confira aqui os salários das polícias estaduais em novembro último.

As ruas de 2012

Por Naomi Wolf

Cada vez mais sistemas de armas sofisticados e equipamentos de protecção estão a ser disseminados pelos agentes policiais. Nos EUA, o governo federal gastou cerca de $ 34.000 milhões de dólares desde os ataques terroristas do 11 de Setembro de 2001 para munir as forças policiais estatais e locais com equipamentos de calibre de guerra. O jornalismo de investigação revelou igualmente a existência do cruzamento colaborativo de formação anti-protestos: agentes da polícia local de cidades como Austin, no Texas, foram enviados para Israel para receberem formação em matéria de controlo de multidões e outras táticas.A globalização de mercenários para reprimir a dissidência também está a avançar com grande rapidez. Os mercenários são importantes nos momentos de protesto popular global, porque é mais fácil que sejam estrangeiros a usarem armas ou cassetetes contra estranhos, do que serem os militares ou agentes da polícia a usarem-nos contra os seus concidadãos. Erik Prince, o chefe da infame empresa de mercenários, Academi (anteriormente denominada Xe e antes desta, Blackwater), deslocalizou-se para os Emirados Árabes Unidos, enquanto mercenários paquistaneses foram recrutados em grande número para o Bahrain, onde manifestantes foram alvo de uma repressão cada vez mais violenta.
Mas esta resistência aparentemente coordenada contra os movimentos de protesto global ainda não triunfou – nem mesmo na China, como o demonstrou a população de Wukan.

Urariano Mota: Os perdoados da ditadura

Urariano Mota
Urariano Mota

A revista Época nº 706  traz uma boa reportagem sob o nome de “Os infiltrados da ditadura”. Antes de continuar, é bom esclarecer que a reportagem é boa pelo assunto e por alguma verdade que deixa escapar, apesar da pauta e direção da revista. O fato é que, num surto de bom tema,  a reportagem traz a público os perfis breves de cinco agentes do Centro de Informações da Marinha, que se infiltraram na resistência à ditadura.

Assim, ficamos sabendo dos infiltrados Manoel Antonio Rodrigues, Gilberto de Oliveira Melo, Álvaro Bandarra, este na cúpula do PCB, de Maria Thereza Ribeiro da Silva, no PCBR, e mais Vanderli Pinheiro dos Santos, executor da sua farsa de tal maneira, que recebeu da Comissão da Anistia 234 mil reais e pensão acima de 3 mil por mês. Mas claro, recebeu e recebe porque alegou haver sofrido perseguição e torturas, ao requerer o benefício a pessoas de boa-fé na Anistia. Se uma pesquisa rigorosa se fizer, deve haver outros em igual situação, pois a decência é terra estranha a bandidos e assemelhados.

No sentido acima, a reportagem marca um tento. Os agentes duplos, as infiltrações nos partidos e movimentos clandestinos,  cujo maior exemplo é o senhor cabo Anselmo,  começam a aparecer. Leia mais

En la editorial de la revista, son bien conocidas las manipulaciones mentales, las tácticas del discurso: se relativiza para nivelar a los ejecutores con los ejecutados, torturados y torturadores. Como paso siguiente se instaura el reino de los lobos que lamen cariñosos a las ovejas, de leones a los que las cebras tiran de los bigotes, porque todo lo sanguinario y feroz es pasado. Porque el pasado, como diría el Marqués de Maricá, el pasado pasó. Mientras que la realidad resiste a tan piadosos propósitos. Pregunten a todo el mundo civilizado sobre los crímenes de guerra nazis y diga a las “víctimas” vengativas que el pasado pasó. Y ni se precisa preguntar a los humillados y atropellados de oriente. Pregunten acá cerca en Argentina. Si la humanidad concordase en que el pasado pasó, podemos llamar a los compañeros de Fleury para una cena de confraternización, al son de “hoy es un nuevo día, un nuevo tiempo ha comenzado.”

Pero mientras ese futuro superficial no llegue, que venga y se profundice la acción de la Comisión de la Verdad. Urgente, ya.

Transcrevi trechos nas versões em português e espanhol. Importante ler o texto completo, principlamente quando começam a reaparecer os infiltrados nos movimentos estudantis (vide greves da USP e Chile) e nas marchas dos indignados (notadamente na Itália e Portugal).