Revista Forbes denuncia preço abusivo dos carros no Brasil das montadoras e oficinas

O comentarista Luiz de Moraes Rego Filho, sempre presente, nos envia matéria da revista Forbes denunciando que os brasileiros pagam preços ‘ridículos’ por carros. Na versão on-line, um articulista  da revista, especializada em finanças e muito conhecida por compilar listas das maiores fortunas do mundo, criticou os preços abusivos pagos por brasileiros por carros considerados de luxo no país.

Como exemplo, a publicação cita o valor de Jeep Grand Cherokee, que custa R$ 179 mil (US$ 89,5 mil) no país. Nos Estados Unidos, o mesmo carro sai por cerca de US$ 28 mil.

“Alguém pode pensar que pagar US$ 80 mil em um Jeep Grand Cherokee significa que ele vem com asas e grades folheadas a ouro. Mas no Brasil é a versão básica”, afirma Kenneth Rapoza, autor do artigo e responsável por cobrir os Brics (Brasil, Rússia, Índia e China) para a Forbes.

Ele ressalta que o preço nos EUA é quase metade do salário médio anual de um americano, mas o preço praticado no Brasil está muito aquém dos ganhos de um brasileiro médio.

O jornalista aponta os culpados de sempre pelos preços inflados: impostos sobre importados e outras taxas aplicáveis a produtos industriais. “Com os R$ 179 mil que paga por um único Grand Cherokee, um brasileiro poderia comprar três, se vivesse em Miami”, escreve Rapoza.

O artigo ainda cita o novo Dodge Durango, que deve ser apresentado pela Chrysler no salão do automóvel de São Paulo em outubro, e que custará ainda mais que o Grand Cherokee: cerca de R$ 190 mil (US$ 95 mil), segundo a publicação. Nos EUA, o mesmo carro custa US$ 28,5 mil e até um “professor de escola pública do Bronx” pode comprar um com dois anos de uso.

“Desculpem, ‘brazukas’ (sic)… não há status em um Toyota Corolla, Honda Civic, Jeep Grand Cherokee ou Dodge Durango. Não sejam enganados pelo preço. Vocês estão definitivamente sendo roubados”, avisa Rapoza.

 (Transcrito da Tribuna da Imprensa)

Manchete nacionalista: “Greve na Bridgestone, em Camaçari, já é a maior da indústria brasileira”. Brasileira? Existe indústria brasileira?

Informa Brasil 247, jornal digital:

“A mais longa greve do setor industrial completa 44 dias nesta segunda-feira.

Funcionários da fabricante de pneus Bridgestone, em Camaçari (BA), estão sem trabalhar desde 1º de julho.

A maior paralisação anterior, de 41 dias, havia sido registrada entre os metalúrgicos do ABC paulista, em 1979, também por reajuste salarial, liderada pelo então líder metalúrgico Luiz Inácio Lula da Silva.

A paralisação dos borracheiros da Bahia começou por reajuste salarial e melhores condições de trabalho, mas o impasse atual se estende para o desconto dos dias parados. A empresa suspendeu o pagamento dos salários e quer descontar o período não trabalhado.

A diretora de Recursos Humanos da Bridgestone, Simone Hosaka, diz que aguarda proposta do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Borracha de Camaçari (Sindborracha) para o parcelamento do desconto ou formas de compensação dos dias parados.

O grupo americano está há mais de sete décadas no Brasil, onde inaugurou sua primeira fábrica em Santo André (SP) nos anos 40. A filial baiana, aberta em 2007, emprega 600 trabalhadores”.

Publicidade da indústria brasileira nos Estados Unidos 

Os trabalhadores brasileiros poderiam pedir equiparação de salários. Na matriz e filiais não deveria existir discriminações. Preconceito. Racismo. Distinção.

 

 

Chantagem das montadoras e oficinas estrangeiras

O Brasil não tem indústria automobilística. Existem, sim, montadoras e oficinas estrangeiras.

Atualmente estão presentes no país as seguintes multinacionais: Chevrolet, Citroen (veículos de passeio no Rio de Janeiro e utilitários em parceria com a Fiat/Iveco em Sete Lagoas-MG), Fiat (veículos de passeio e utilitários em parceria com a Citroen, Peugeot e Iveco em Sete Lagoas-MG), Ford (veículos de passeio e caminhões), Hyundai (produção sob licença pelo grupo CAOA), Honda, Iveco, Mahindra (produção sob licença pelo grupo Bramont), Mercedes Benz (caminhões), Mitsubishi (produção sob licença pela empresa MMC), Nissan, Peugeot (veículos de passeio no Rio de Janeiro e utilitários em parceria com a Fiat/Iveco em Sete Lagoas-MG), Renault, Toyota, Volkswagen, Volvo (caminhões).

Na crise mundial de 2008, essas empresas receberam generosas a-judas de Lula. Receberam grana do BNDES, dinheiro do FAT – Fundo de Amparo ao Trabalhador, que apenas beneficia os empresários, inclusive bancos.

Para facilitar a venda de veículos, o Brasil – que já teve, no Império de Dom Pedro II, a quarta frota mundial de navios – reduziu a pedaços nossa indústria naval.

Aconteceu o mesmo com nossa rede ferroviária. Coisa de Fernando Henrique. Depois das privatizações, cada ferrovia liga uma mineradora a um porto.

O sistema rodoviário constitui o principal meio de transportes. E de integração nacional.  Com uma rede de 1.355.000 quilômetros de estradas por onde passam 56% de todas as cargas movimentadas no país.

O transporte de cargas para diferentes partes, notadamente na imensa região amazônica, se faz de uma maneira perdulária: via aviões. Isso encarece os preços e isola centenas de cidades.

A manchete safada do Estado de S. Paulo (“Estoque dispara e produtoras param”) esconde um pedido de mais ajuda. De mais grana para os corsários e piratas.

Eta Brasil dependente e sob ameaças.

Dilma ajuda indústria automobilística (montadoras e oficinas) “do Brasil”

Ao discursar durante o lançamento das medidas de estímulo à indústria, hoje (3), no Palácio do Planalto, o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, disse à presidenta Dilma Rousseff que o governo deve exigir dos setores beneficiados a garantia do emprego e o compromisso das empresas com o trabalho decente.

Foram divulgadas ainda melhores condições de crédito, por meio do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico Social (BNDES), e condições mais favoráveis para a “indústria automobilística nacional”.

Ele lembrou que essa mesma discussão ocorreu durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na ocasião em que o Planalto anunciou desonerações para o setor automobilístico e produtores da chamada linha branca, que inclui geladeiras, máquinas de lavar, fogões e outros eletrodomésticos.

“Nós, do movimento social, insistimos com o ex-presidente Lula para que se colocasse também a exigência da manutenção do emprego e foi feito daquela forma. Da mesma maneira, senhora presidenta, achamos importantíssimo que os direitos dos trabalhadores, a manutenção do emprego sejam valorizados. Nós, do movimento sindical, precisamos, juntos com o BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social], verificar se naquelas empresas que terão acesso a esses recursos, se o trabalho decente é mantido”, ressaltou durante o discurso.

Taí, não sabia que o Brasil tem “indústria automobilística nacional”. Esta mentira jamais foi sustentada pelo governo de Lula. O plano dele usava o nome certo: montadoras e oficinas estrangeiras. Que receberam dinheiro malandro, via Henrique Meirelles.

Cortar verbas da Saúde e da Educação, para beneficiar empresas estrangeiras, considero falta de patriotismo, principalmente quando o dinheiro é desviado do FAT, Fundo de Amparo ao Trabalhador, e da Previdência dos Pobres, via BNDES, o banco dos corsários e piratas de todas as bandeiras.

O pato Patah peleguista esquece que é uma das funções dos sindicatos, federações e centrais dos trabalhadores fiscalizar as condições de trabalho, principalmente no Brasil, país em que persiste a escravidão.

Os chamados países emergentes possuem indústria automobílistica. A China, inclusive, exporta para o Brasil. A Índia lançou o carro mais barato do mundo.

O Nano é um modelo de porte micro da Tata Motors. A fábrica fica em Singur, no estado de Bengali Ocidental. Foi anunciado seu lançamento no Brasil. Mas a imprensa critica. A venda de carro popular aumentaria o caos do trânsito. E tem o lóbi das empresas estrangeiras, digo das empresas brasileiras que Dilma apadrinha.

As empresas bolsa-família de Dilma: