Papa Francisco: humanidade repudie para sempre a guerra

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Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco recordou, no Angelus deste domingo, que 70 anos atrás, nos dias 6 e 9 de agosto de 1945, se verificaram os “terríveis bombardeios atômicos” sobre Hiroshima e Nagasaki. Repropomos as palavras do Santo Padre:

“À distância de tanto tempo, esse trágico evento ainda suscita horror e repulsão. Ele tornou-se o símbolo do desmedido poder destrutivo do homem quando faz uso destorcido dos progressos da ciência e da técnica, e constitui uma advertência perene para a humanidade, a fim de que repudie para sempre a guerra e proíba as armas nucleares e toda arma de destruição em massa. Essa triste data nos chama, sobretudo, a rezar e a empenhar-nos pela paz, para difundir no mundo uma ética de fraternidade e um clima de serena convivência entre os povos. De toda a terra se eleve uma única voz: não à guerra, não à violência, sim ao diálogo, sim à paz! Com a guerra sempre se perde! O único modo de vencer uma guerra é não fazê-la!”

paz guerra pomba Tomas
Entrevistado pela Rádio Vaticano, o presidente do Instituto de Pesquisas Internacionais de Arquivo Desarmamento, Fabrizio Battistelli, traça um quadro sobre a situação da não-proliferação e sobre o objetivo do desarmamento:

Fabrizio Battistelli:- “Em alguns aspectos, a situação neste momento é positiva. O acordo entre os 5+1 (EUA, China, Rússia, França, Inglaterra e Alemanha) e o Irã representou um passo importante no tema do controle dos armamentos nucleares e, sobretudo, na prevenção de uma possível proliferação, ou seja, daquele processo mediante o qual países que não são autorizados a desenvolver tecnologias militares em campo nuclear, ao invés, violando as normas internacionais, fazem-no. Tivemos a Coreia do Norte; Índia e Paquistão já são potências nucleares e tudo leva a crer que também Israel disponha de uma cota de ogivas nucleares.”

RV: Dias atrás, por ocasião do aniversário do lançamento da primeira bomba – a que foi jogada sobre Hiroshima –, John Kerry reiterou a importância do acordo recentemente alcançado com o Irã sobre sua produção de energia nuclear, a fim de que certos fatos não se repitam…

Fabrizio Battistelli:- “Não se pode deixar de concordar com o secretário de Estado norte-americano. Todos concordam em considerar o acordo com o Irã um grande passo avante. Surpreendem algumas críticas que foram feitas: parece-me, sobretudo, um importantíssimo passo avante na direção de uma prevenção da proliferação nuclear.”

RV: As armas atômicas ainda são uma ameaça para o mundo?

Fabrizio Battistelli:- “São absolutamente uma ameaça para o mundo. O Tratado de não-proliferação prevê um dúplice processo: de um lado, a contenção da proliferação; ao mesmo tempo, o Tratado oferece a esses países a possibilidade e o compromisso que os países nucleares adotem medidas de desarmamento nuclear, no sentido de uma redução das ogivas nucleares disponíveis. Portanto, a renúncia a ampliar seus arsenais. Potencialmente, o mundo é sempre vulnerável.”

RV: Recentemente, causou perplexidade a discussão de uma proposta de lei sobre a diminuição das restrições às forças armadas no Japão, onde a paz é um valor defendido na Constituição…

Fabrizio Battistelli:- “É um precedente inquietante. É uma triste notícia o ato de o próprio Japão, que tinha uma linha muito rigorosa de desarmamento e de rejeição em relação à corrida armamentista, inclusive por muitos motivos de política internacional a nível regional – leia-se a competição com a China, país cada vez mais emergente –, renuncie essa sua posição pacifista que seguiu tradicionalmente durante 70 anos.”

RV: Segundo algumas interpretações, as bombas sobre Hiroshima e Nagasaki serviram para decretar o fim da II Guerra Mundial, mas a um preço altíssimo de vidas humanas…

Fabrizio Battistelli:- “O lançamento das duas bombas sobre Hiroshima e Nagasaki foi o último ato da II Guerra Mundial, mas foi também o início da III Guerra Mundial: a Guerra Fria. Essa é uma interpretação trágica, mas não totalmente infundada.”

RV: Passaram-se 70 anos desde então. Qual advertência resta, hoje, da tragédia de Hiroshima e Nagasaki?

Fabrizio Battistelli:- “A advertência sobre os limites da ação humana. Toda vez que o homem esquece seus deveres em relação aos outros homens e em relação à natureza, pode esquecer todo o mais; pode esquecer a sua natureza humana, os limites à própria ação que nós homens, diferentemente de outras espécies, podemos encontrar somente em nós mesmos.” (RL)

(from Vatican Radio)

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O poder global sai do ocidente, para os países BRICS

Futura Nova Ordem Mundial? Não. Ela já está aqui

 

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por Bryan MacDonald, Russia Today
Time for a “new world order?” No, it’s already here
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

 

Putin falou da necessidade de uma “nova ordem mundial”, com o objetivo de estabilizar o planeta. Para ele, os EUA já abusaram demais, no papel de líder global. O que pouco se noticia, contudo, é que os pilares que sustentavam aquela velha ordem vêm ruindo há anos.

Antes, era tudo tão simples! O mundo estava dividido em dois campos: o ocidente e o resto. E o Oeste, o ocidente, era de fato o melhor. Há 20 anos, seis das maiores economias do planeta estavam integradas ao mundo pró-Washington.

O líder, os próprios EUA, estavam tão à frente, que o PIB, ali, era mais de quatro vezes maior que o da China e nove vezes maior que o da Rússia.

O país mais populoso do mundo, a Índia, tinha quase a mesma renda bruta que os comparativamente minúsculos Itália e Reino Unido. Qualquer noção de que a ordem mundial mudaria tão dramaticamente em apenas duas décadas soava como piada.

A percepção ocidental era que China e Índia eram atrasadas e se passaria um século antes que se tornassem concorrentes. A Rússia era vista como uma espécie de lata de lixo, de cócoras e governada pelo caos. Nos anos 1990s, boa parte disso tudo, sim, fazia algum sentido.

Aqui, um resumo da economia mundial, nos anos 1990s e hoje:

Maiores Economias, pelo PIB, ajustado por paridade do poder de compra (PPC) Fonte: Banco Mundial

 

1995 (PIB em bilhões de USD) 

EUA 7,664
Japão 2,880
China 1,838
Alemanha 1,804
França 1,236
Itália 1,178
Reino Unido 1,161
Indonésia 2,744
Brasil 1,031
Rússia 955

2015 (PIB estimado pelo FMI)

China 19,230
EUA 18,287
Índia 7,883
Japão 4,917
Alemanha 3,742
Rússia 3,643
Brasil 3,173
Indonésia 2,744
França 2,659
Reino Unidos 2,547

 

Crepúsculo dos EUA

Hoje, a piada é o ocidente. O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que, em 2015, quatro das principais economias do mundo estarão incluídas no grupo hoje conhecido como BRIC: Brasil, Rússia, Índia e China. A China substituirá os EUA como lobo guia da matilha. Pode até já ter acontecido: os números da economia sempre aparecem depois dos fatos da economia.

A Itália, a doente da Europa, já saiu dos “10 mais”; e o Reino Unido mal se mantém pendurado, por mais que Londres continue a ser promovida como poderoso centro financeiro. Só criancinhas, na Inglaterra, ainda creem nisso. O Reino Unido está convertido numa Julie Andrews da geopolítica – estrela que se vai apagando, depois de ter luzido com tanto brilho. A França é impotente, saltando de crise em crise, sempre com novas trapalhadas, até voltar a mergulhar em nova crise.

Ainda é cedo para descartar completamente os EUA. O império não se acabará assim, do dia para a noite, mas o sol já está bem baixo no horizonte. É menos culpa dos EUA e, mais, resultado da perda de importância relativa de seus tradicionais aliados.

De fato, os únicos aliados dos EUA que ainda se seguram são Alemanha e Japão – nenhum dos quais é ator militar importante. Grã-Bretanha e França foram, por muito tempo, fornecedoras da carga pesada para aventuras marciais. Verdade é que a Alemanha não é parceira lá muito entusiasmada, porque grande parte da classe política em Berlim tem sérias dúvidas quanto ao poderio dos EUA. Muitos, na intelligentsia alemã, sentem que seu aliado natural é Moscou, não Washington.

O crescimento na importância dos BRICs e de outros países emergentes têm implicações imensas sobre o consumo, os negócios e os investimentos globais. Em 2020, pelas estimativas do FMI, a economia russa já terá ultrapassado a alemã, e a Índia terá deslocado, do quadro, o Japão. O mesmo FMI também prevê redução na fatia global dos EUA, de 23,7% em 2000, para 16% em 2020. Em 1960, os EUA representavam 38,7% da economia mundial. A China, por sua vez, mal chegava a 1,6%; no final dessa década, a China já terá chegado a 20%. O mundo não conhece mudança tão forte, em prazo tão relativamente curto.

 

A importância da estabilidade

O discurso de Putin no Valdai Club [em ing., no blog do Saker; (NTs)] não foi estocada no escuro. Vê-se ali compreensão nuançada sobre onde está o equilíbrio global hoje e em que direção andará nos próximos anos. A hegemonia dos EUA sempre se baseou no fato de que, com os seus aliados, os EUA controlavam o cerne do comércio global, além de sempre empunharem um gordo porrete militar. Isso, hoje, é história.

Mas a imprensa-empresa ocidental, em vez de aprofundar a discussão proposta por Putin, pôs-se a chutar as canelas do artista, em vez de chutar a bola. Muitas colunas apresentaram o discurso como “diatribe” e assumiram que Putin só teria focado a política exterior dos EUA, que, na opinião dele, seria anti-Rússia [1]. Nada mais longe do que realmente importa.

A preocupação de Putin é reencontrar e manter a estabilidade e a previsibilidade, exatamente a antítese do neoliberalismo ocidental moderno. Na verdade, a posição de Putin aproxima-se mais de outras visões para promover a ordem mundial, que brotaram da União Democrática Cristã [al. CDU] de Konrad Adenauer na Alemanha e dos Tories britânicos de Harold Macmillan – do conservadorismo europeu clássico.

Putin é quase sempre mal compreendido no ocidente. Suas declarações públicas, orientadas sempre mais para a audiência doméstica que para a grande vitrine internacional, não raro soam agressivas, quase chauvinistas. Mas os observadores bem fariam se não esquecessem que Putin é grande-mestre de judô, cujos movimentos são calculados para confundir e desequilibrar o adversário. Se se leem as entrelinhas, o presidente russo está interessado em engajamento, não em isolamento.

O presidente da Rússia vê seu país como parte de uma nova alternativa internacional, unido a outros países BRICs, para conter, onde seja possível, a agressão pelos EUA. Para Putin, conter a agressão norte-americana é necessário, para chegarmos à estabilidade mundial. Adenauer e MacMillan teriam compreendido exatamente isso, imediatamente. Mas líderes europeus e norte-americanos contemporâneos já não entendem nada. Embriagados pela dominação que exerceram durante os últimos 20 anos, ainda não lhes caiu a ficha, de que a ordem global já está em mudança e mudando rapidamente.

O modo como os EUA reajam à nova realidade é elemento vital do processo. Em dinâmica própria das histórias em quadrinho, o discurso de Washington só sabe focar a Agência de Segurança Nacional, correria de espiões para lá e para cá, governos “sombra”, um patético, desentendido 4º estado, aquela gigantesca força militar jamais usada produtivamente para nada e ninguém, e um crescente, aterrorizante nacionalismo.

Tanta imbecilidade juvenil-adolescente não vive sem um bandidão para chamar de seu. Em dez anos, o bandidão oficial dos EUA já passou de Bin Laden para Saddam; das batatas fritas na cafeteria do Congresso, para a russofobia. Se a elite norte-americana mantiver esse mesmo comportamento, a transição para um mundo multipolar pode não ser pacífica. Isso, sim, se deve temer, medo real.

 

Nota dos tradutores

[1] No Brasil, a imprensa-empresa apagou do universo essa fala de Putin. Foi como se não tivesse acontecido. O jornal o Estado de S.Paulo, que muito provavelmente é o PIOR jornal do mundo, publicou, sobre esse discurso, o que se pode ler (mas não vale a pena) em “Putin culpa ocidente por crise na Ucrânia e nega formação de império pela Rússia”, o que seria cômico, não fosse tão ridículo.

 

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VEJA QUANTO É IMPORTANTE PARA O BRASIL E O MUNDO A REELEIÇÃO DE DILMA

Nas eleições presidenciais do Brasil está em jogo a mudança do Mundo. É o salto do Brasil para ser uma nação independente, sem o mando do FMI, dos Estados Unidos e países da Europa, que desde séculos colonizam a África, parte da Ásia, as Américas do Sul, Central e México.

Notadamente os Estados Unidos, Inglaterra e Israel estão jogando pesado nestas eleições, pelo poder dos bancos, empresas multinacionais, ex-estatais privatizadas e os meios de comunicação de massa.

Inviabilizada a candidatura de Aécio Neves (?), desde a morte de Eduardo Campos, transformaram Marina na carta de aposta para desestabilizar o governo e impedir a reeleição de Dilma Rousseff.

É nesta guerra econômica, pela criação do BRICS, que se deu credibilidade a teorias de conspiração de que Eduardo Campos foi vítima de um atentado político, planejado e executado por George Soros, banqueiros e CIA.

De que o Brasil vive uma crise de crescimento econômico, com desemprego, moeda fraca, o velho complexo vira-lata, que casa com uma Marina que chora, vestida de preto, que passou fome, e doente, ressuscitou várias vezes pela graça de Deus, para salvar o Brasil das garras… do PT, quando o Brasil deve ser salvo das garras dos piratas de várias bandeiras.

Para se entender a razão da imprensa ocidental considerar Dilma Rousseff uma das mulheres mais poderosas do mundo, e a importância do Brasil como nação, leia esta reportagem de capa, publicada hoje no conceituado jornal econômico da Europa, o direitista e conservador L’Economic, editado na Espanha.

economic. Espanha Brics

Occident perd el control del món

El banc d’inversions i el fons d’estabilitat dels Brics que impulsa la Xina posen fi al monopoli que els Estats Units i Europa han tingut durant setanta anys en les institucions econòmiques i financeres internacionals

Indian PM Modi walks past Chinese President Xi Jinping and Brazilian  President Rousseff during the 6th BRICS Summit in Fortaleza
El primer ministre indi, Narendra Modi, caminant entre la presidenta brasilera, Dilma Rousseff, i el president xinès, Xi Jinping, a la cimera dels BRICS de juliol. Foto: REUTERS

por JOAN POYANO

 

Jim O’Neill, un executiu del banc d’inversions Goldman Sachs, es va empescar l’any 2001 la sigla BRIC per fer referència a les economies emergents que marcaran les pautes econòmiques i polítiques mundials del segle XXI: el Brasil, Rússia, l’Índia i la Xina. Aquests quatre estats es van reunir per primera vegada el 2006 i al cap de quatre anys s’hi va afegir Sud-àfrica, que aporta la s de Brics. Un grup que amb un 43% de la població, el 21% del PIB i el 20% de la inversió mundial reclama més protagonisme, que li neguen les institucions -el Fons Monetari Internacional i el Banc Mundial- creades el juliol del 1944 per servir al capitalisme industrialitzat dels Estats Units i Europa.
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Sense sortir de l’FMI i el BM, els Brics van acordar aquest juliol -coincidint amb el setantè aniversari de la fundació d’aquests dos organismes a la població nord-americana de Bretton Woods- posar en marxa el New Development Bank (NDB), un banc de desenvolupament per finançar inversions recíproques, amb seu a Xangai (Xina), i un capital inicial de 100.000 milions de dòlars que hi posaran a parts iguals aquests cinc estats i que està obert a l’entrada d’altres països emergents. A la reunió de Fortaleza (Brasil) també van acordar dotar amb 100.000 milions de dòlars l’Acord de Reserves de Contingència (ARC), un fons de reserves per evitar pressions de liquiditat en el curt termini i enfortir la xarxa de seguretat financera mundial.
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Bretton Woods va representar un abans i un després en l’ordre econòmic internacional. Per donar estabilitat al comerç es va organitzar un sistema monetari lligat al dòlar, i per eliminar el dèficit en les balances de pagaments dels estats se’ls dóna préstecs de l’FMI si compleixen unes condicions -reducció de despeses, privatitzacions, pujades de tipus d’interès…- que el mateix fons ha reconegut a posteriori que han agreujat les darreres crisis.
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Representarà també un abans i un després l’acord de Fortaleza? Jordi Bacaria, director general del Centre d’Estudis i Documentació Internacionals a Barcelona (Cidob) assegura que és la constatació que “el món de la postguerra mundial i del monopoli institucional i internacional de les potències industrials ha finalitzat”: “El comerç sud-sud està passant al davant del comerç nord-sud, i aquest nou espai l’omplen amb altres institucions, com aquest acord de contingència amb el qual es munten un FMI paral·lel”, remarca Bacaria. A tall d’exemple, si el comerç entre els Brics era l’any 2002 de 21.000 milions d’euros, l’any 2012 ja sumava 219.400 milions d’euros, una evolució que en el cas del Brasil la presidenta, Dilma Rousseff, explica perquè “abans dirigia la seva mirada cap als països desenvolupats i avui mira cap a tota l’Amèrica Llatina i tot Àfrica i té una relació amb els Brics”.
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Alejandro Alcaraz, professor de finances internacionals de l’escola de negocis EADA, també destaca que la creació del banc de desenvolupament és un senyal que hi volen dir la seva els països emergents, que “s’han adonat que comencen a ser més poderosos que algunes economies desenvolupades”, i considera que els candidats a afegir-se a la iniciativa dels Brics són Mèxic i Corea del Sud. Alcaraz subratlla que “s’obre una porta a la desdolarització de l’economia mundial”. La moneda nord-americana ja va perdre part de la seva hegemonia com a divisa en el comerç internacional, i en pot perdre més si els Brics comencen a pagar els seus intercanvis amb iuans, la divisa de la Xina, que aporta el 41% del fons de reserva ARC.
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Si els Estats Units porten la veu cantant en les institucions de Bretton Woods, en les de Fortaleza la porta la Xina, la impulsora del NDB i l’ARC perquè està interessada en l’estabilitat de les economies dels països on es produeixen les matèries primeres que necessita importar per continuar sent la fàbrica del món. Amadeu Jensana, director d’economia i empresa de Casa Àsia, assenyala que la Xina “té un paper preponderant en el Brics, però haurà d’anar amb compte a l’hora d’exercir el lideratge perquè no la seguirien”. A les relacions complicades amb l’Índia, pels conflictes territorials a l’Himàlaia, s’hi afegeix l’historial a Àfrica, on “ha arrambat amb tot”.
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Àsia i Àfrica seran les superpotències del futur, segons explica Josep Piqué, exministre d’Afers Estrangers en el govern d’Aznar i anterior president del Cercle d’Economia, en l’assaig el Cambio de Era: un mundo en movimiento de Norte a Sur y de Oeste a Este, en què manté que l’economia mundial s’està desoccidentalitzant i que el canvi vindrà marcat per l’explosió demogràfica i l’evolució tecnològica. A Àsia, la Xina competeix amb els Estats Units i el Japó firmant acords comercials, i aquest dijous el primer ministre indi, Narendra Modi, i el president xinès, Xi Jinping, van anunciar una sèrie d’acords pels quals la Xina es compromet a invertir 15.400 milions d’euros en cinc anys en l’establiment de parcs industrials i projectes d’infraestructura, especialment en el sector ferroviari, a l’Índia. A principis de mes, Modi va arrencar del Japó en la seva visita a Tòquio promeses d’inversions que pugen a 27.000 milions d’euros.
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Àsia-Pacífic. L’eix al voltant del qual gira l’economia mundial es desplaça de l’Atlàntic (Estats Units i Europa) al Pacífic (Àsia i Amèrica), i l’Amèrica Llatina succeeix Àfrica com a objectiu de l’expansió xinesa a la recerca de recursos energètics i matèries primeres. Si l’any passat Xi va firmar acords amb Mèxic, Costa Rica i Trinitat i Tobago, aquest juliol ha fet una altra gira per l’àrea firmant inversions per a infraestructures com els 4.700 milions de dòlars amb què la Xina finançarà la construcció de dues preses hidroelèctriques a l’Argentina, l’aportació de 2.100 milions de dòlars per a la renovació d’una línia ferroviària de càrrega, i l’interès per la Zona Especial de Desenvolupament del port de Mariel (Cuba). A més, Xi proposa construir una xarxa ferroviària que connecti la costa pacífica del Perú amb l’atlàntica del Brasil. El comerç entre la Xina i l’Amèrica Llatina ha passat de 12.000 milions de dòlars l’any 2000 a 261.000 milions el 2013, que l’han situat com a segon major soci comercial de la regió (després dels Estats Units) i primer en alguns països, com és ara el Brasil.
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No estranya que O’Neill digués l’any passat que si hagués de tornar a definir les economies emergents que marcaran el futur no faria una sigla sinó que només hi posaria la C de la Xina.

El veto dels Estats Units

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Els Brics sumen el 21% del PIB mundial (destaca la Xina, amb el 12,3%), quasi el mateix que el 23% que sumen els 28 membres de la UE o el 22,5% dels Estats Units. Però en drets de vot a l’FMI tenen l’11% i la Xina –que ocupa el segon lloc en el rànquing mundial per PIB i el primer en exportacions- té el 3,8%, quatre vegades menys que els Estats Units i per sota del Japó, Alemanya, França i el Regne Unit.

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El 2010 el fons va plantejar una reforma per donar més pes als països emergents: la Xina guanyaria 2,4 punts percentuals i es convertiria en el tercer major membre de l’FMI, després del Japó; el Brasil, l’Índia i Rússia s’incorporarien als deu primers, i els que perdrien més pes serien Aràbia, Bèlgica i Alemanya. Cent quaranta estats membres estaven d’acord amb el canvi, però en la reunió de la primavera no va prosperar perquè calia el 85% dels vots i hi van votar en contra els EUA, que amb un 16,7% tenen un dret a veto que mantindrien amb el canvi, ja que el seu percentatge només quedava modificat de tres dècimes a la baixa. Obama no va aconseguir el suport del Senat a una modificació que, si s’hagués aprovat, potser hauria evitat els fons paral·lels dels Brics.

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Els drets de vot i les quotes –aportació al capital del fons- es calculen pel pes econòmic, corregit amb factors com el grau d’obertura de l’economia i el nivell de reserves. Un país membre pot obtenir anualment un préstec de fins al 200% de la seva quota, i els préstecs acumulats no poden superar el 600%.

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Potència agrària, minera i petroliera

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Primer productor mundial de cafè, canya de sucre, taronges i bestiar. Segon exportador mundial de ferro i un dels principals productors d’alumini i hulla. Com a país productor de petroli, el Brasil es proposa autoabastir-se a curt termini (les seves reserves podrien convertir-lo en un dels cinc principals productors).

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Rica en minerals preciosos i reserves de carbó

El seu PIB representa gairebé el 40% del total d’Àfrica. És el major productor i exportador d’or, platí i crom, i el quart productor de diamants del món. Té el 60% de les reserves mundials de carbó. Líder mundial en sectors industrials especialitzats, com ara materials rodants ferroviaris i maquinària minera.

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Economia agrària i informàtica

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Quarta potència agrícola del món i segon major productor de bestiar boví. El sector serveis és la part més dinàmica de l’economia índia: contribueix a més del 55% del PIB i dóna feina a una quarta part de la població activa. El ràpid creixement del sector del programari estimula les exportacions de serveis i modernitza l’economia índia.

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Fàbrica del món amb capital estranger

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És la segona potència econòmica mundial, la primera exportadora i té les reserves de divises més altes del món. El 2013 va créixer un 7,6%, el nivell més baix des dels anys noranta. La indústria i la construcció aporten quasi la meitat del PIB, i més del 50% de les exportacions són realitzades per empreses amb capital estranger.

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Dependent de les exportacions d’hidrocarburs

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L’economia russa està estancada per la fugida de capitals, la inestabilitat en el mercat de divises i els baixos preus del petroli. Rússia té una gran riquesa de recursos naturals: és el primer productor de gas natural i de petroli del món i un dels principals productors i exportadors de diamants, níquel i platí.

Sexo & poder: uma ‘mistura explosiva’

por Renato Dias

Loira, olhos verdes, curvas estonteantes, bumbum arrebitado, 33 anos de idade. O bastante para o deputado estadual e presidente do PMDB de Goiás, Samuel Belchior, uma estrela em ascensão no cenário político estadual, ser seduzido. O encanto terminou na Operação Miqueias, executada pela Polícia Federal (PF), em setembro último. Mais um exemplo que revela que sexo e poder constituem, na História, uma ‘mistura explosiva’.

Casado com Darcy Vargas, Getúlio Vargas, o homem da revolução de outubro de 1930 que mandou e desmandou no Brasil de 1930 a 1945 e, depois, de 1950 a 1954, e que entrou para a história ao montar o Estado Nacional e suicidar-se no mês de agosto, vivia enrolado em casos extraconjugais. Integrariam a relação de supostas amantes do gaúcho de São Borja, Aimeé Soto Mayor Sá, Virgínia Lane e há quem aponte ainda Adalgisa Nery.

Henry Kissinger afirma que o poder seria afrodisíaco

Arquiteto do Plano de Metas, 50 anos em 5, o pé-de-valsa Juscelino Kubistcheck subiu ao altar com dona Sarah Kubistcheck, mas trocava de amantes como quem muda de roupa.

O então presidente da  República, construtor de Brasília (DF), no Planalto Cetral, viveu um ‘tórrido  romance’ com a socialite Lúcia Pedroso. Bruxo da reabertura, Golbery de Couto e Silva teria usado um diário para chantagear Sarah Kubistcheck.

O “documento”, com detalhes picantes de suas aventuras amorosas, estava no carro onde morrera o ex-presidente da república. A estratégia da ditadura civil e militar era suspender as investigações sobre a morte de JK, ocorrida no ano de 1976. Ex-ministro do Trabalho, João Pinheiro Neto contou em Bons e Maus Mineiros & outros brasileiros (1995), Editora Mauad, que certa vez JK fingiu uma crise de apendicite para esconder o tiro que supostamente levara de um marido traído.

Quase um santo para a mídia tupiniquin, Tancredo Neves, morto em 1985 e sucedido pelo bigode José Sarney, deixou rastros de traição espalhados na poeira do tempo. Da história. Ele receberia o seu affair à Rua Rodolfo Dantas, Rio de Janeiro (RJ). Ela atendia pelo nome de Maria Cecília Serran. João Pinheiro Neto informa que a suposta amante era loura, bonita e possuía dons mediúnicos. “Gostava de se vestir de branco, adepta à proteção de Iemanjá e de exibir jóias caras”, relata o autor.

Myrian Abicair: esse era o nome da amante de João Baptista Figueiredo. Trata-se do último general-presidente a ocupar o Palácio do Planalto. Aquele mesmo que dizia preferir o cheiro de cavalo ao do “povo” e que, ao deixar o poder, pediu que lhe esquecessem. Ela era uma empresária de sucesso, que relata ter frequentado o circuito Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, a capital da República. “Saí do casamento de mãos abanando, por pura opção”. Tereza Collor, morena de pernas torneadas,  boca carnuda, olhos enigmáticos e cabelos lisos e negros,  teria sido um dos motivos que levaram Pedro Collor a denunciar à revista Veja, semanal de maior tiragem no Brasil, o irmão de sangue que virara presidente da República, Fernando Collor de Mello, com a bandeira de “caçador de marajás”. Direto de Alagoas para Brasília. É que ele teria se ‘insinuado’ para a cunhada.

Um sessentão divorciado dono de um topete único,  Itamar Franco, o político de Juiz de Fora (MG) que subiu a rampa do Palácio do Planalto com o impeachment e a renúncia de Fernando Collor de Mello, após escândalo de corrupção  e uma barulhenta Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Congresso Nacional, foi flagrado com uma modelo e sambista, sem calcinha, no carnaval do Rio de Janeiro. Era Lilian Ramos. A imagem virou um escândalo mundial. Itamar Franco, porém, nem ligou.

– Rameira, ponha-se daqui para fora! Assim o então senador da República, em 1991, ícone do PSDB, o sociólogo Fernando Henrique Cardoso (SP) se dirigiu à jornalista da TV Globo, Mirian Dutra, uma catarinense com poder de sedução. FHC, que se tornaria presidente da República e que aprovaria a reeleição, seria o suposto pai do filho da repórter. O abacaxi é que ele era casado. Aliás, muito bem casado com a respeitada, no circuito acadêmico, antropóloga Ruth Cardoso. Desde o ano de 1952 . A mídia abafou o caso por anos e anos.

Ditadores pulavam a cerca

Benito Mussolini, o fascista que dirigiu a Itália, adorava sexo. A sua amante mais famosa foi Ida Dalser. Nascida em 20 de agosto de 1880, ela vendeu as suas propriedades para financiar o jornal Il Popolo dell’Italia . O veículo deu sólida reputação ao Duce. Ao final da segunda guerra mundial, Mussolini foi executado ao lado de sua nova amante, Clara Petacci.

Apesar de não pensar apenas em sexo, John Fitzgerald Kennedy, celebrado presidente dos Estados Unidos morto em Dallas, no turbulento ano de 1963, com um tiro na cabeça, casado com a bela e elegante  Jacqueline Kennedy, entrou para a história por seu voraz apetite sexual. Até Marilyn Monroe, atriz, cantora e modelo norte americana, passou por sua cama.

Tempos depois, o democrata Bill Clinton, amigo do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, quase foi apeado do poder da Casa Branca (sede do poder executivo dos Estados Unidos) por ter mantido “relações impróprias” com uma estagiária: Monica Lewinski. Um escândalo entre charutos e esperma. Nitroglicerina pura. Os republicanos deliravam.

México

Nascido em Yanovka, Ucrânia, sob o nome de Liev Davidovich Bronstein, ele, já como Leon Trotsky, dirigiu a revolução de outubro de 1917, na Rússia, denunciou a destruição da democracia e do socialismo na extinta União Soviética, acabou no exílio do México. Mesmo casado com Natasha Bronstein, arrumou tempo para traí-la, aos 60 anos, com Frida Khalo, mulher de Diego Rivera .

Número 1 do socialismo soviético, o advogado Vladimir Yilich Ulianov, Lênin, era casado com a comunista Krupskaia, mas adorava também casos extraconjugais. O grande amor da vida do moralista Lênin não foi, porém, Elizabeth K e sim a francesa Elisabeth d’Her-benville Armand, mais conhecida como Inessa, informa o editor-chefe do jornal Opção, Euler de França Belém (Leia sem inter.

Revolução

Que Fidel Castro e Che Guevara adoravam mulheres, o Brasil sabe. Agora, que o guerrilheiro comunista, filho de pai italiano e mãe negra de descendência Haussá, Carlos Marighella, já casado com Clara Scharff, também vermelha, manteve relacionamento estável com Zilda Xavier Pereira, da Ação Libertadora Nacional (ALN), foi revelado apenas no ano passado pelo jornalista Mário Magalhães, em Marighella – O Guerrilheiro que Incendiou o Mundo (2012), Companhia das Letras

Nota do redator do blogue: O sexo tem importância na política. Jawaharlal Nehru conseguiu libertar seu país, e ser o primeiro ministro, pelo seu amor correspondido por Edwina, née Ashley, casada com o lorde Louis (Dickie) Mountbtten, o último vice-rei britânico na Índia.

e neruh

Nehru e Edwina
Nehru e Edwina

A história do tiro em JK é contada com outros políticos, inclusive Jango. Um tenente, aviador particular de Jango, teria lhe dado um tiro que pegou na perna.  A versão oficial: Goulart mancava de uma perna, resultado de uma queda de cavalo.

A lista das mulheres de Getúlio se parece muito com a de Hitler.

Adalgisa Nery, viúva do pintor Ismael Nery, casou com Lourival Fontes, diretor do Departamento de Imprensa e Propaganda de Getúlio. Para abafar os boatos de homossexualidade, Lourival espalhava casos de Getúlio com as cantoras de rádio.

Goebbels. ministro de Propaganda do Reich, gostava de fotografar Hitler ladeado por artistas de cinema. Goebbels dizia que sua esposa Marian foi noiva de Hitler.

Outro que tinha fama de homossexual era Itamar. A foto da vedete sem calcinha faz parte do mito do sedutor topete.

Adolescente, convidei dom Antônio de Almeida Moraes Júnior, arcebispo de Olinda e Recife, para fazer uma conferência na Academia dos Novos, em Limoeiro. Na viagem de carro, dom Antônio me revelou que Jango, garoto, foi amante de Getúlio. Naqueles tempos, o parceiro ativo não era considerado homossexual.

Medicamento contra Leucemia Mielóide Crónica perde guerra de patentes na Índia

De acordo com a decisão do Supremo Tribunal, a partir de 2014 poderão ser postos à venda genéricos a valores 15 vezes inferiores. Isto é, o Supremo da Índia. Da Índia. A Índia é a Índia. O Brasil tem índios. E foram expulsos por Sérgio Cabral.

Transcrito do jornal Público PT (PT de Portugal, que o PT brasileiro não briga com empresas multinacionais):

Uma das maiores farmacêuticas do mundo, a Novartis, viu rejeitado um pedido de patente na Índia para uma nova versão do medicamento Glivec, usado para tratar a Leucemia Mielóide Crónica.

O fim da patente estava previsto para 2014, mas a farmacêutica suíça apresentou em 2007 uma nova versão do Glivec, que o Supremo indiano considerou agora ser apenas “ligeiramente diferente da anterior”, pelo que rejeitou o pedido da Novartis.

A Índia é um dos maiores produtores e exportadores para os países mais pobres de medicamentos genéricos para o tratamento de vários cancros, do HIV/sida, da tuberculose ou da malária, entre outras doenças.

A indústria de genéricos indiana começou a florescer em 1972, ano em que as autoridades do país decidiram não reconhecer patentes de medicamentos. Em 2005, uma nova Lei da Patentes passou a impedir as empresas indianas de produzirem genéricos de medicamentos patenteados, mas deixou de fora todos os medicamentos criados antes de 1995.

E, mais do que isso, proibiu o processo conhecido como “perenização”, através do qual as farmacêuticas introduzem pequenas alterações nos seus medicamentos para tentarem renovar os direitos de exclusividade – é por causa dessa disposição legal que já é vendido na Índia um genérico do Glivec original. O custo mensal do tratamento com o Glivec ultrapassa os 2000 euros por mês, mas o genérico vendido na Índia custa cerca de 135 euros, segundo a BBC. Em 2011, a venda do Glivec rendeu à Novartis mais de três mil milhões de euros.

O processo andou de tribunal em tribunal desde 2007, até que o Supremo anunciou, esta segunda-feira, a sua decisão final: na prática, a partir de 2014 qualquer empresa indiana poderá começar a comercializar genéricos a partir do Glivec.

Talvez por já esperar esta decisão, a Novartis deu início a uma campanha, no final do ano passado, para convencer médicos e pacientes de que um novo medicamento, o Tasigna, é mais eficaz no tratamento da Leucemia Mielóide Crónica (LMC) do que o Glivec.

“A estratégia da Novartis”, lê-se numa notícia publicada no site Bloomberg News, em Outubro do ano passado, “é promover o Tasigna como o melhor tratamento disponível no mercado. Tão bom que será falado como se representasse uma cura”, disse Andrew Weis, analista da empresa suíça Bank Vontobel AG.

O Glivec revolucionou o tratamento da LMC há mais de uma década, transformando-a de uma doença incurável numa doença crónica, com potencial de cura em determinados pacientes.

Citado pelo jornal Ciência Hoje, o director de hematologia do IPO de Lisboa, Manuel Abecasis, explicou – por ocasião do Dia Internacional de Sensibilização para a Leucemia Mielóide Crónica, celebrado a 22 de Setembro – que, “há 15 anos, a LMC era uma doença mortal para a grande maioria dos doentes e hoje é vista como uma doença crónica e não como uma sentença de morte”.

Manifestantes protestam contra a empresa Novartis, junto à representação da farmacêutica em Bombaim. Tinha que ser na Índia. Que o brasileiro só vai pra rua atrás do trio elétrico
Manifestantes protestam contra a empresa Novartis, junto à representação da farmacêutica em Bombaim. Tinha que ser na Índia. Que o brasileiro só vai pra rua atrás do trio elétrico

Índia no fechado clube nuclear com míssil que pode atingir a China, grande parte da Ásia e Europa Oriental

A Índia anunciou esta quinta-feira o sucesso do lançamento de um míssil de longo alcance com capacidade nuclear, capaz de percorrer 5 mil quilómetros e atingir, pela primeira vez, as principais cidades chinesas, Pequim e Xangai. O gesto assume-se como mais um passo da Índia no caminho para se tornar uma das maiores potências à escala local e mundial.

«Hoje a nação está no alto», glorificou o ministro da Defesa, A.K. Antony, deixando clara a mensagem de que o lançamento de um míssil deste alcance é uma prova de que a Índia está a conquistar o seu lugar no seio das mais poderosas e cientificamente desenvolvidas nações mundiais. É o caso dos EUA, da Rússia e do Reino Unido.Comenta o jornal Sol de Portugal:

O sucesso da noite de ontem surge apenas alguns dias depois de a Coreia do Norte ter falhado o lançamento de um foguetão, reacendendo os medos da comunidade internacional perante as suspeitas de uso para fins nucleares. O bem sucedido míssil indiano não levantou os mesmos receios, mas ainda assim, não deixou de ser olhado com atenção.

É isso aí. Países como o Brasil está proibido de realizar tal intento. A imprensa brasileira festeja.

A Índia tem bomba atômica. O Brasil está proibido.

Nosso programa de energia nuclear, para fins pacíficos, é mais fiscalizado que a remessa de dinheiro das empresas estrangeiras para o exterior.

O Brasil ficou com as usinas nucleares construídas pelos militares. Parou aí. 95 por cento da energia francesa é nuclear.

Tem mais: a Índia continua comprando petróleo do Irão.

La Unión Europea al borde de un abismo económico por el embargo al crudo iraní

“La Unión Europea va a quedar gravemente dañada con la política de seguimiento de las directrices de Washington”, opina el analista internacional Txente Rekondo, quien comentó a RT la decisión de los estados europeos de introducir un embargo a las importaciones del crudo iraní.

En cambio, EE. UU., que según el experto, es el impulsor de estas medidas contra Irán, “no va a perder nada”, debido a que no depende del petróleo de la República Islámica y no lo importa desde hace unos 30 años.

Irán ‘contrataca’

No obstante, este jueves Teherán hizo un movimiento imprevisto declarando que podría cortar el suministro de crudo a los países europeos ya a partir de la próxima semana. El analista señala que esta declaración señala que la República Islámica “está dispuesta a responder diplomáticamente a medidas contra el interés de la soberanía nacional iraní”.

Si Irán cumple su promesa, estados europeos como Grecia, España e Italia, cuyas importaciones de petróleo dependen en cerca del 14% del crudo iraní, según Rekondo, se verán en una situación muy difícil ya que no les dará tiempo a encontrar una alternativa al petróleo persa.

Rekondo no duda de que la situación actual conllevará un aumento inminente de los precios del petróleo, lo que, a su vez, “va a generar una mayor incertidumbre en las economías de la UE más dañadas a día de hoy”.

Irán seguirá a flote

El cese del suministro de crudo a los países europeos supondrá a corto plazo una merma para la economía iraní, opina el analista. No obstante, apunta que hay que tener en cuenta que la mayor parte de las exportaciones de petróleo de Irán son hacia otros estados, como China, la India, Corea del Sur y Japón. Y los Gobiernos de China y la India ya le solicitaron a Irán mayores volúmenes de petróleo para sus respectivos países, por lo que parece poco probable que el bloqueo pueda suponer un gran daño para las finanzas de la República Islámica.

Por que os cristãos não adotam ou casam com uma Nakushi?

 

por Tania Nienkotter Rocha:

Mundo cruel: na Índia meninas indesejadas finalmente recebem nome em cerimonia

 

Autoridades indianas organizaram uma cerimônia para dar nesta semana novos nomes a 222 meninas batizadas de “Nakushi” (“Indesejada”), informa nesta terça-feira o diário The Indian Express. A cerimônia acontecerá no distrito de Satara, com a intenção de “fomentar” o prestígio das meninas na região ocidental de Maharashtra, onde na atualidade nascem apenas 881 meninas por cada mil meninos devido aos abortos seletivos e feticídios.
Na Índia, é notória a preferência por meninos: o filho varão perpetua a linhagem, herda a propriedade e cuida de seus pais na velhice, enquanto, no caso das meninas, os progenitores devem pagar um vultoso dote à família do noivo. No distrito de Satara, as autoridades produziram neste ano uma pesquisa para saber quantas meninas se chamavam “Nakushi”, com o que o oficial de saúde do distrito, Bhagwan Pawar, descobriu se tratar de 222. “Fazem isso para deixar claro que não queriam que seu bebê fosse menina. Esta região tem terras muito férteis e uma indústria poderosa, pelo que os pais acreditam que os meninos poderiam trabalhar a terra e ganhar mais dinheiro”, afirmou Pawar à Agência Efe desde o distrito de Satara. Segundo disse ao The Indian Express o assessor de comunicação do distrito de Satara, U. B. Sawant, as meninas poderão escolher o nome que terão a partir de agora no transcurso da cerimônia pública que acontecerá no próximo dia 21. O censo de 2011 revelou que há na Índia 7,1 milhões de meninas a menos que o número de meninos com idades compreendidas entre 0 e 6 anos. Além disso, no total da população indiana (1,2 bilhão de pessoas) há 940 mulheres por cada mil homens. Fonte:Terra
por Luis M. Faria:

São centenas de raparigas. Os pais não as querem. Dão-lhes o nome de ‘Indesejada’. O estado vai rebaptizá-las

Em certas partes do mundo, ter um filho homem não é uma mera questão sentimental ou de orgulho; é uma variável económica da maior importância. Muitos dos trabalhos disponíveis exigem a força de um homem. Além disso, uma rapariga pode implicar despesas extra.
Na Índia, por exemplo, é normal as filhas levarem dote para o casamento, e pagá-lo pode ser insustentável para a família. Assim, compreende-se que muitos pais sintam frustração, e que a exprimam de alguma forma, mesmo sem chegar ao extremo — infelizmente comum, nesse país e não só — de abortarem ou matarem os bébés do sexo errado.
Uma prática que se tornou habitual em certos estados indianos é dar às filhas o nome de Nakushi, que significa ‘indesejado’. Forma horrível de agressão a quem não tem culpa, esse estigma acompanha-las-á pela vida fora, e será quase de certeza transmitido à geração seguinte.
Nos últimos tempos, porém, os responsáveis públicos começaram a reagir.
No estado de Maharashtra, foi decretado que as centenas de raparigas chamadas Nakushi serão rebaptizadas. Algumas escolhem elas próprias o novo nome, outras deixam que o estado decida. O objectivo é combater a ideia de que as pessoas em causa têm menos valor do que as outras. O que parece ser comum, a avaliar por uma dessas cerimónias, é a felicidade das raparigas ao adquirirem um novo nome, o qual tipicamente alude a qualidades desejáveis (Vaishali, i.e próspera, bonita), deusas hindus ou estrelas de Bollywood. A reação das adolescentes faz pensar em quem recebe um bonito vestido quando jamais pensou que um dia teria direito a mais do que andrajos.