Sem indicar o nome do sucessor de Dilma, tucanos e camisas pretas realizam amanhã marcha golpista

Cartazes proibidos na passeata de amanhã 13 de março: As contas no exterior de Eduardo Cunha, de FHC, a lista da Furnas, o leilão de ações da Petrobras na bolsa de Nova Iporque, o Proer dos bancos, os governadores tucanos, o tráfico de diamantes, de nióbio, de dinheiro para as ilhas fiscais desde os tempos do BanEstado do juiz Moro, que tem fixação em Lula, e o nome do substituto de Dilma, no caso de um impeachment ou de uma intervenção militar estrangeira.

A corrupção no Brasil começa na justiça. Uma justiça cara. Receber um salário acima do teto constitucional é corrupção. Pode ser legal em todos os sentidos, mas não é justo. Não há justiça quando se perpetua a desigualdade.

A separação dos brasileiros em classes, em castas, é odienta, racista, preconceituosa, e inimiga da liberdade da maioria, e da fraternidade. Temos que combater o apartheid social, econômico, que a pobreza tem cor. A cor da camisa de Moro.

A Operação Lava Jato tem mais delator premiado do que preso preso. Pra lá de premiado. Tem doleiro que vai sair mais rico. Assim como aconteceu no julgamento dos ladrões e sonegadores do BanEstado. É a justiça misturada com a politicagem. Ninguém vai perder suas fortunas. Podem até devolver alguns trocados, como farsa, cortina de fumaça. Todos continuarão podres, podres de rico. As empreiteiras com suas concessões de ilhas, e palácios em praias particulares, e moradias de luxo no exterior. E os políticos com a ficha limpa, tão lavada quanto o dinheiro das propinas em fundações e ONGs e gastos super faturados nas campanhas eleitorais. O dinheiro que está nos paraísos fiscais não volta.

O Brasil perde todas.

Perderá mais ainda com a corrupção de um golpe. Toda ditadura tem banho de sangue. Lista de presos políticos, tortura e morte. Os ricos que patrocinaram o golpe de 64 ficaram mais ricos. Inclusive políticos e empreiteiras que estão na Lava Jato são crias de 64, e serão todos novamente beneficiados.

Os puros que lutaram contra a ditadura foram assassinados. E com a ajuda do Tio. Para isso Moro já pediu a ajuda do FBI. FHC deu permissão para CIA abrir escritórios no Brasil, entregou as estatais e desnacionalizou as empresas, inclusive os meios de comunicação de massa. Transformou nossas bases de foguetes em bases do Tio. Está tudo entregue. É o “ame-o ou deixe-o” dos militares e torturadores. Idem da oposição consentida.

Quem não gosta da cunha do Tio, vá pra Cuba. Para a Prisão de Guantánamo (Guantánamo Bay Detention Camp).

O brasileiro, na sua maioria, é um empregado terceirizado, mão de obra barata de uma ex-estatal, de uma montadora ou oficina estrangeira. Um sem teto, um sem terra, um sem nada. A Cidade Maravilhosa do Rio de Janeiro tem mais de mil favelas, e São Paulo, a capital mais rica, mais de duas mil favelas. No Rio, foram criados muros para separar as favelas. Isso é apartheid. Dizem que o tráfico está nas favelas. O tráfico de dinheiro, de moedas, de minérios, principalmente do nióbio, das drogas transportadas em helicópteros. Conversa para boi dormir. Piada. Humor negro.

Têm santos e santas que pedem o impeachment de Dilma, ou a morte matada, ou o suicidio. Que seja enterrada sem choro nem velas.

Safada, covarde, malandra, demagogicamente não citam o nome de quem vai suceder a presidente eleita democraticamente. Os mistificadores pretendem enganar o povo, porque não possuem nenhum nome aceitável. As eleições da sucessão de Dilma têm data marcada para o final de 2018, e posse, do candidato eleito nas urnas, no dia 1 de janeiro de 2019.

Hojemente, pela linha sucessória, assume o vice-presidente Michel Temer, eleito e reeleito com os votos de Dilma. Tão solidário com os atos e fatos do governo, que foi indicado por Dilma para ser candidato à reeleição. Se Michel, por força destes vínculos eleitoral e governista, também for cassado, assume o presidente da Câmara dos Deputados, o corrupto Eduardo Cunha, réu em vários processos de propina, tráfico de dinheiro e enriquecimento ilícito.

Tem que peça uma ditadura de Bolsonaro, mas nenhum general, ou almirante ou brigadeiro, por vários motivos, aceitaria o comando de um capitão. Ninguém sabe, realmente, os motivos de Bolsonaro ter abandonado o posto de capitão, nazista que é. É deputado federal com cadeira cativa, e elegeu o filho deputado estadual, e a mulher vereadora. Trocou de mulher, e no lugar da primeira esposa elegeu o segundo filho vereador. É um nepotista eleitoral que defende a Tradição, a Família e a Propriedade (TFP), e combate os negros, os gays, as lésbicas, o sexo anal praticado pelas mulheres, os esquerdistas.

Aécio, Alckmin, Marina, Serra, Maluf, Moro, Joaquim Barbosa, FHC só podem disputar eleições presidenciais em 2018. Falta a resposta: essa gente é democrática ou golpista? Pede eleições livres e diretas ou o retorno da ditadura?  Ou faz campanha para Michel Temer ou Cunha?

O que é melhor para o Brasil? Quem, realmente, deseja a felicidade do povo em geral? Um Brasil colônia ou um Brasil independente?

 

Brasil possui 35 partidos políticos registrados que significam nenhum

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Até partido fêmea existe: o Partido da Mulher Brasileira. Logo aparecerá o partido macho. Que existem partidos para todos os preconceitos, fanatismos, carolices, o que você imaginar para receber ajuda de empresas nacionais e estrangeiras nas campanhas eleitorais, e verbas partidárias incluídas no Orçamento do Povo, e administradas pela iníqua e parasitária justiça eleitoral, que apenas trabalha nos anos pares.

São 35 partidos políticos e, no máximo, apenas cinco conhecidos do eleitorado, pelos atos de putrefação de suas lideranças sem nenhum idealismo. Que todos defendem as mesmas promessas: mais educação, mais saúde, emprego para todos, o fim da violência e da corrupção. Nenhum partido defende idéias.

Nenhum partido representa os sem terra, os sem teto, os sem nada, neste Brasil governado pelas elites e separado em castas, que se dividem em governistas e pretensos oposicionistas que defendem o partido único, uma luta pelo poder que vale tudo, golpe, intervenção militar, ditadura. Nenhum partido defende, realmente, a Democracia. A igualdade. A fraternidade. A liberdade mesmo que tarde.

Enrico Bertuccioli
Enrico Bertuccioli

Não existe nenhum pessimismo em dizer o que acontece no Brasil, marcado pelo colonialismo, e dominado pelo imperialismo, acontece nos quatro cantos deste vasto velho mundo. Existiu algum dia de paz na Europa, desde Roma dos césares? No Século XX, quase todos os países foram governados por ditaduras, e travaram duas guerras mundiais, que motivaram os principais inventos imaginados pelos romances e filmes de ficção científica.

As guerras religiosas, e pela independência, persistem em todos os continentes. Nos Estados Unidos cada cidadão tem que jurar o combate eterno contra os inimigos internos e externos. Aqui no Brasil existe o slogan vai para Cuba, que diagnostica um medo sem justificativa. Cuba é um país pobre, sem bomba nuclear, e com apenas onze milhões de habitantes. O Brasil, 205 milhões. Para construir um porto, Cuba precisou do dinheiro brasileiro.

Um verdadeiro partido político, que represente o povo em geral, deve defender que ideais?

ESPANHA
ESPANHA

Desfile da Independência do Brasil. Da Democracia e do Povo Livre

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Com a apresentação da Esquadrilha da Fumaça, foi encerrado no fim da manhã de hoje (7) o desfile do 7 de Setembro em Brasília. Os aviões escreveram a frase “Somos todos Brasil” no céu da Esplanada dos Ministérios.

Em seguida, as aeronaves fizeram várias manobras ao fim da parada. Pouco antes, desfilaram vários grupamentos de cavalaria da Polícia Militar do Distrito Federal e dos Dragões da Independência.

Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Caminhando e cantando e seguindo a canção

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer

Pelos campos há fome em grandes plantações
Pelas ruas marchando indecisos cordões
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão
E acreditam nas flores vencendo o canhão

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Há soldados armados, amados ou não
Quase todos perdidos de armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição
De morrer pela pátria e viver sem razão

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Somos todos soldados, armados ou não
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Os amores na mente, as flores no chão
A certeza na frente, a história na mão
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Aprendendo e ensinando uma nova lição

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

 


Para não dizer que não falei de flores, por Geraldo Vandré

 

Evo Morales reeleito presidente. Esmagadora vitória do nacionalismo

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O presidente Evo Morales conquistou, ontem, uma vitória eleitoral esmagadora para governar a Bolívia por um terceiro mandato consecutivo.

O importante aval conseguido por Morales nas urnas, com uma vitória acima de 60% dos votos, segundo os resultados provisórios, foi, em grande medida, uma reação à bonança econômica vivida pelo país, apontaram analistas à AFP.

Enquanto são aguardados os números oficiais, o governo espera alcançar a maioria absoluta no Congresso, o que permitiria avançar em reformas – como a da justiça – sem precisar da oposição.

“Garantir a continuidade do crescimento econômico é agora um dos maiores objetivos do governo, pois assim assegura-se a estabilidade social e política”, disse o analista Marcelo Silva, professor de ciência política da Universidad Mayor San Andrés.

A Bolívia, até pouco tempo referência em pobreza na América do Sul, tem um crescimento estimado para este ano que pode chegar a 6,5%, o maior na região, segundo o Ministério da Economia.

“O país precisa mudar sua base econômica para gerar um bem-estar sustentável”, considerou Gustavo Pedraza, consultor em política e economia.

“A Bolívia deve deixar de ser completamente dependente da extração de recursos naturais para buscar um sistema de produção com valor agregado que gere empregos de qualidade”, afirmou o analista.

Com 62% de sua população indígena e rural, na Bolívia 80% dos trabalhadores bolivianos são informais, comerciantes, agricultores e mineiros que não pagam impostos.

Há muitas demandas

“Há muitas demandas, e fazemos o possível para atendê-las… Nestes nove anos aprendemos que não pode faltar dinheiro, alimentos, água e energia para o povo”, disse Morales nesta segunda-feira em uma coletiva de imprensa.

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Morales, de 54 anos, conquistou uma ampla vantagem de quase 40 pontos sobre seu rival, o empresário Samuel Doria Medina, segundo pesquisas dos institutos Equipos Mori e Ipsos divulgadas pela tv local. Estima-se que Doria Medina teve pouco mais de 20% dos votos.

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, foi um dos primeiros a felicitar o presidente boliviano, e disse que a reeleição de Morales foi uma “grande vitória para os povos da América do Sul”.

Os governos de Cuba, França, Argentina e El Salvador também saudaram o presidente boliviano pela vitória.

Vitória dedicada a Fidel e Chávez

O presidente, crítico incansável dos Estados Unidos, dedicou sua vitória “aos que lutam contra o imperialismo”. “É dedicada a Fidel Castro e a Hugo Chávez, que descanse em paz”, disse o governante.

No poder desde 2006, o primeiro presidente indígena da Bolívia conseguiu ampliar a base de apoio no país com uma vitória que se estendeu a oito dos nove departamentos, só perdendo em Beni.

O governo surpreendeu ao ganhar pela primeira vez em Santa Cruz (leste), motor econômico da Bolívia e onde inicialmente se concentrava a oposição mais dura a sua política indigenista, anti-americana e estatista.

Morales conseguiu um surpreendente apoio empresarial, setor favorecido pelo crescimento econômico e pelo bom desempenho dos negócios.

Com a vitória, Morales pode se transformar no presidente que ficou mais tempo no poder na Bolívia, país cujo povo sofria com o apartheid indígena e constantes golpes militares.

John McCain: “EEUU debe enviar tropas de inmediato a Venezuela. Debemos garantizar el flujo petrolero”

Leal
Leal

 

El senador republicano por Arizona, John McCain, declaró que EEUU debe enviar tropas de inmediato a Venezuela movilizando una flota de buques a la región, y cree que debe convencerse a un grupo de países aliados en Latinoamérica como Colombia, Perú y Chile para que una fuerza militar esté preparada en términos operativos para impedir que Maduro destruya los derechos e intereses de EEUU en juego en la región hemisférica.

“Hay que estar preparados con una fuerza militar para entrar y otorgar la paz en Venezuela y sobre todo garantizar y proteger el flujo petrolero hacia EEUU, cuidando esos recursos estratégicos , y velando por nuestros intereses globales” , señaló McCain en una entrevista con la cadena NBC.

Por su parte, el secretario de Estado John Kerry declaró que Estados Unidos está “profundamente preocupado” por las “crecientes tensiones en Venezuela , y afirmó que está “particularmente alarmado por los reportes de que el gobierno de Maduro ha arrestado a varios manifestantes rebeldes pacíficos .

 

Joseba Morales
Joseba Morales
O slogan entreguista da imprensa brasileira
O slogan entreguista da imprensa brasileira

“Sin conflicto no hay libertad”

ENTREVISTA AL FILOSOFO ITALIANO Y EURODIPUTADO DE LA IZQUIERDA GIANNI VATTIMO

La diferencia que puede haber entre una empresa como Fiat y un grupo como Clarín aquí, u O Globo en Brasil o El Universal en Venezuela?

Imagen: Bernardino Avila
Imagen: Bernardino Avila

Por Fernando Cibeira
El filósofo italiano y eurodiputado de la izquierda Gianni Vattimo estuvo de nuevo en la Argentina para participar de un ciclo de charlas invitado por la Asociación de Docentes de la UBA. A días de estadía ya había podido ser testigo de varias cosas: desde el triunfo de Sergio Massa en las elecciones en la provincia de Buenos Aires hasta el fallo de la Corte Suprema declarando constitucional la ley de medios, cuestiones sobre las que puede ofrecer su mirada. “Sin conflicto no hay libertad”, opina sobre el panorama de “consenso” general que plantean todos los aspirantes a 2015. Uno de sus temas de análisis es la Iglesia Católica y, en especial, el papado de Francisco, al que evalúa muy positivamente. En medio de una agenda apretada, la entrevista se realizó en el spa del piso 23 del Hotel Panamericano con amplias panorámicas de la ciudad de Buenos Aires. “Lástima que ya me voy, está lindo acá para venir a leer”, dice, risueño.

–El escenario que quedó delineado a partir de las elecciones legislativas dejó a varios posibles aspirantes presidenciales que dicen cosas parecidas. Daniel Scioli, Sergio Massa, Mauricio Macri o Julio Cobos, por ejemplo, plantean que hay que buscar los consensos, dejar atrás los conflictos, mejorar algunas cosas pero mantener otras. ¿Cómo ve usted ese panorama, tal vez más parecido al europeo que a lo que ha sido lo habitual de Latinoamérica durante estos últimos años?

–A mí me interesó el proceso latinoamericano sobre todo como un proceso de emancipación del imperialismo y el colonialismo y las consecuencias de ellos. Cuando todos parecen decir más o menos lo mismo, inmediatamente es bueno para la paz social, pero es muy peligroso para la democracia. En Europa pasa eso, no hay diferencias. En Italia, tenemos un gobierno que está formado por ex comunistas y por la gente de (Silvio) Berlusconi.

–Que, sin embargo, pueden ponerse de acuerdo porque las políticas no difieren demasiado. ¿Es así?

–La política no permite muchas diferencias. Al gobierno anterior al actual en Italia lo llamaban “técnico”. Es decir, que estaba más o menos dictado por los bancos y las financieras. Efectivamente, esto me parece peligroso para la democracia. Yo no soy un cultor del conflicto, pero sin conflicto no hay libertad. Un buen liberal tiene que esperar que haya conflictos en la sociedad.

–¿Considera que sin conflictos no hay libertad?

–Cuando no hay diferencias hay alguien que gobierna. Los que tienen el poder ganan cuando no hay conflictos y hay estabilidad. Lo descubrimos ahora en Europa porque hay como una caída de la tensión política en todos los sentidos. De votantes, de militantes, de dirigentes políticos. Todo esto puede modificarse sólo si la situación es incluso peor, si el conflicto social es muy profundo y la gente sufre. Me gustaría una sociedad más liberal, aunque soy de izquierda.

–En dirección a lo que usted dice, poner tan de relieve los conflictos le significó al kirchnerismo la adhesión de mucha militancia juvenil, algo que hacía tiempo no se veía en el país.

–Efectivamente, yo considero la situación argentina –aunque en el interior se pueden ver todavía muchísimos problemas– políticamente más estimulante y más viva que la situación europea en este momento. Europa es un cementerio desde el punto de vista de las ideas. No pasa nada y no parece que pueda pasar nada. Siempre pienso si, por ejemplo, las elecciones pasadas las hubiera ganado un movimiento de extrema izquierda o de extrema derecha probablemente habría hecho la misma política económica.

–A propósito de los conflictos que el kirchnerismo puso sobre la mesa durante estos años, la Corte Suprema declaró constitucional la ley de medios, lo que disparó toda una serie de repercusiones. ¿Cómo ve usted esa relación conflictiva, que se reproduce en otros países de la región, entre los grupos de medios más poderosos y los gobiernos de signo progresista y de izquierda?

–Puedo hablar desde el punto de vista europeo, pero creo que es bastante compartido. Se ve una tensión conflictual con el poder económico de los grandes grupos. Hemos tenido problemas análogos con Fiat en Italia, por ejemplo. Son grandes empresas a las que los gobiernos no pueden imponerle las leyes. Independientemente de la situación específica de la Argentina, el problema de la política es el mismo. Si se impone una política inspirada por los economistas, que no son dioses.

–La diferencia que puede haber entre una empresa como Fiat y un grupo como Clarín aquí, u O Globo en Brasil o El Universal en Venezuela, es que cualquier límite a su expansión se plantea como un riesgo para la libertad de expresión. ¿Usted nota que existe un riesgo a coartar la libertad de expresión en la Argentina y en la región?

–Yo soy más un estatista que un privatista. Obviamente, trato de considerar las situaciones específicas. En Italia el problema de este tipo no era con Fiat, sino con Berlusconi. Si hubiéramos tenido hace 20 años una ley de medios como la de Argentina, probablemente no habríamos tenido Berlusconi, lo que a mí como antiberlusconiano me parece importante. Puede ser que en un país donde no existe un monopolio tan importante como el de Clarín nadie se imagine una ley de medios, pero la ley corresponde a un problema actual por una situación existente desde hace años.

–Ya pasaron más de seis meses del papado de Francisco y hay algunos especialistas que opinan que su gestión marca un gran cambio mientras que otros creen que es más que nada gestual y no de fondo. ¿Qué posición tiene usted?

–Pienso que está cambiando bastante. Pero un papa es un papa, no se puede pensar que va a ser otra cosa. Pero mejor Bergoglio que Ratzinger. Incluso ligado a la imagen que da, porque no es sólo una cuestión de imagen. Cómo el papa se presenta, representa cómo lo sienten y lo viven los fieles, así que no es solamente una apariencia exterior. Es efectivamente algo, porque los otros papas también tenían una apariencia exterior pero muy diferente. Yo soy un hincha de Latinoamérica y me gusta tener un papa latinoamericano.

–¿Aunque en algunos casos sea más que nada gestual, le parece que es mucho para un papa?

–Creo que lo está haciendo bien y que está haciendo todo lo que puede.

–Es otro interrogante, ¿hasta dónde puede llegar un papa? ¿Puede hacer todo lo que quiere o todo lo que puede dadas las circunstancias?

–Por ejemplo, un consenso en la Iglesia para un sacerdocio femenino podría permitírselo Bergoglio. No puede ser demasiada cuestión. Las mujeres incluso son una parte importante de la Iglesia formal. Las monjas, las hermanas americanas, siempre lamentaron que todas las decisiones fueran tomadas por los cardenales. Ellas son las que dirigen las escuelas, hacen las asistencias, son la fuerza de la Iglesia. Esto lo podría hacer. Si yo fuera papa, lo haría (ríe).

–Uno de los gestos fuertes del papado de Bergoglio fue cuando dio una misa frente a la isla de Lampedusa. Después allí sucedieron nuevas tragedias con las embarcaciones con inmigrantes que intentan llegar a Europa. ¿La situación no cambió nada?

–Esto puede suscitar la sospecha de que la visita del Papa a Lampedusa no ha tenido consecuencias políticas. Esto es verdad. Era un gesto que significaba algo pero no lo suficiente, los gobiernos no lo tuvieron en cuenta para nada. Se precipitaron a visitar Lampedusa algunos gobernantes pero sin cambiar nada hasta ahora. El problema de los inmigrantes no es problema sólo de Italia, que está muy cerca de la frontera y tiene una economía bastante débil frente, por ejemplo, a la alemana. Nosotros tenemos menos inmigrantes en Italia que en Alemania, pero los sufrimos más porque no hay estructuras de recepción, no hay formas de incorporarlos. Esto debe arreglarse inventando alguna forma de inmigración legal o temporaria, porque en Italia tenemos problemas en temporadas cuando, por ejemplo, es la temporada del tomate, que dura algunos meses. Hemos vivido bajo el chantaje de la Liga del Norte, que era aliada de Berlusconi, quien sigue en el gobierno italiano. Hay toda una cultura xenófoba que cree que la culpa de todo es de los inmigrantes. Lo que no es verdad, los inmigrantes pagan impuestos sociales, incluso, muchas veces sin utilizarlos. Porque pagan impuestos de seguridad social y después se van.

–Incluso la fuerza de Beppe Grillo, que se muestra como antisistema, habla contra la inmigración.

–El típico argumento. Grillo tiene una cultura política muy elemental, actúa como la Liga del Norte al comienzo. Me parece la parte débil, en el sentido de malo, de la política de Grillo. El punto es que para Europa, y el mundo occidental industrializado, la relación con el mundo de “afuera” es constitutiva de este momento. Es como la lucha de clases de otro tiempo. ¿Cuándo se dará cuenta el 85 por ciento de la población mundial que el otro 15 por ciento es el que consume la mayoría de los recursos? Ahí va a pasar algo. El problema del capitalismo occidental es que ahora se disfraza en estas cuestiones locales, pero fundamentalmente es saber qué va a pasar entre este mundo de la abundancia y el mundo de la pobreza.

–Volviendo al papa Francisco, el ranking de Forbes lo ubicó como la cuarta persona más poderosa del mundo. Sin embargo, fue allí a Lampedusa y no consiguió que nadie se ocupara del problema. ¿Será confiable ese ranking?

–Es como esa frase de Stalin, ¿cuántas divisiones tiene? Pobre, hace lo que puede. Es cierto que desde el interior mismo de la Iglesia sería posible ayudar más a los pobres, hay muchos edificios religiosos en Italia que están vacíos. Obviamente, yo lo comprendo, ha asumido toda la responsabilidad sobre una Iglesia milenaria. Incluso, si pusiera los recursos financieros para distribuirlos también tendría un problema, porque cuando se acaben esos recursos y no haya más dinero, qué hace. Pero, en ese sentido, se podría hacer algo más.

–Incluso a veces aparecen noticias sobre el Papa repartiendo cheques de 200 euros a personas que le plantearon casos de extrema necesidad, pero eso no parece una solución a la pobreza, ¿no?

–No, esas son cuestiones de políticas públicas, de políticas de los Estados, incluso de políticas europeas. Obviamente, si tuviera la solución yo ya la hubiera propuesto. Pero, por ejemplo, debe organizarse un poco mejor la recepción de los inmigrantes, evitando que sean obligados a inmigrar clandestinamente. Porque nosotros, en Italia, tenemos una ley antiinmigrantes clandestinos que penaliza y castiga también a quienes los ayudan. Es una de las invenciones más perversas de la Liga del Norte. Eso tendría que hacerse inmediatamente.

Jornal entreguista chama Dilma de “furiosa”

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Uma pessoa é espionada e deve agradecer. A presidente do Brasil é espionada por um serviço de polícia estrangeiro e todos os brasileiros devem ficar contentes para apoiar uma imprensa vendida, que faz propaganda das guerras do Império. Eta jornal safado e submisso.

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Pablo Pino
Pablo Pino

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Malagón
Malagón

Por qué Washington odiaba a Hugo Chávez. Una entrevista con la investigadora y revolucionaria Eva Golinger

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Transformó Venezuela de una nación dependiente y cobarde, sin identidad nacional, con pobreza generalizada y una acentuada apatía,en un país soberano, independiente y digno, lleno de orgullo nacional y satisfecho de su rica diversidad cultural

Traducido para Rebelión por S. Seguí

Entrevista con la ensayista y revolucionaria Eva Golinger, ganadora del Premio Internacional de Periodismo de México (2009) y llamada “La Novia de Venezuela” por el presidente Hugo Chávez. Eva es abogada y escritora neoyorquina que vive en Caracas desde 2005, y es autora del bestseller “El Código Chávez: Descifrando la intervención de EE.UU. en Venezuela” (2006, Olive Branch Press; traducido a ocho idiomas) y de “Bush vs Chávez: La guerra de Washington contra Venezuela” (2007, Monthly Review Press), entre otros.

Desde 2003, Eva ha venido investigando, analizando y escribiendo acerca de la intervención de EE.UU. en Venezuela, utilizando el Acta de Libertad de Información (FOIA) para obtener información sobre los esfuerzos del Gobierno estadounidense para socavar los movimientos progresistas en América Latina.

– Mike Whitney: La cobertura de la muerte de Hugo Chávez en Estados Unidos fue muy limitada. ¿Puede describir brevemente la reacción del pueblo venezolano?

– Eva Golinger: El fallecimiento de Chávez fue devastador para los venezolanos. A pesar de saber de su enfermedad, la mayoría de los venezolanos creía que iba a ganar la batalla contra el cáncer como antes ganó otras tantas batallas. La reacción fue un grito colectivo de profunda desesperación y tristeza, pero también de amor, profundo amor por esa persona, este hombre que dio hasta el último aliento para hacer de su país un lugar mejor para todos. Oficialmente, se declararon diez días de duelo en todo el país, y se autorizó el acceso al féretro de Chávez a fin de que millones de personas pudieran presentarle sus respetos antes de ser finalmente enterrado. Hubo personas que hicieron cola hasta 36 horas para despedirse de Chávez en la Academia Militar, lugar donde surgió su conciencia política y donde su ataúd fue colocado provisionalmente después de su trágica muerte. A continuación, a los diez días, un cortejo masivo de personas acompañó el féretro hasta la cima de la colina donde se halla el Cuartel de la Montaña, frente por frente del palacio presidencial de Miraflores en Caracas, donde fue enterrado en una sorprendente y hermosa tumba llamada “Los cuatro elementos”. El Cuartel de la Montaña es donde Chávez inició su carrera política en febrero de 1992, con un intento de rebelión militar contra un presidente neoliberal corrupto y asesino. Fracasó en ese intento, y fue a la cárcel, pero su mensaje y su carisma llegó a millones de personas, que se unieron al movimiento que más tarde daría lugar a su elección como presidente en 1998. El lugar de la tumba de Chávez, “Los cuatro elementos”, consta del ataúd, que descansa sobre un nenúfar bellamente esculpido sobre agua dulce y tierra limpia. Se encuentra al aire libre con una llama eterna. Aún hoy día cientos de venezolanos visitan el sitio, para tener la oportunidad de acercarse a su amado presidente.

– M. W.: Chávez fue un líder inspirador y carismático, capaz de sacar adelante políticas progresistas que beneficiaron a la mayoría de la gente. ¿La Revolución Bolivariana continúa bajo la actual presidencia de Nicolás Maduro o se ha producido un cambio en la dirección?

– E.G.: La Revolución Bolivariana continúa con el presidente Maduro, no ha habido ningún cambio de dirección. A pesar de ganar las elecciones presidenciales en abril con un margen estrecho, Maduro no ha modificado las políticas de Chávez de manera significativa; si acaso, ha tratado de consolidarlas aún más. Ha cambiado a bastantes miembros de su gabinete, pero esto ha sido considerado como un paso positivo, sobre todo porque ha traído a muchos jóvenes, personas poco ortodoxas, en vez de seguir con los que formaron parte de la administración de Chávez durante años. No obstante, ha mantenido también a muchas personas cercanas a Chávez porque, por supuesto Maduro es uno de ellos; pero ha traído sangre nueva para demostrar que estaba dispuesto a hacer algunos cambios necesarios. Por ejemplo, ha nombrado a un crítico frecuente de las políticas comunitarias de Chávez, Reinaldo Iturriza, como Ministro del Poder Popular para las Comunas, que es un ministerio dedicado a ayudar a las comunidades organizadas mediante la gestión de recursos y el desarrollo de proyectos. El propio Iturriza es un organizador de base que ha sustituido a un burócrata. Maduro ha mantenido hasta ahora las políticas económicas del gobierno de Chávez, sin embargo, cambió los miembros del gabinete a cargo de aquéllas. Ha tomado medidas más drásticas en materia de corrupción gubernamental y delincuencia. Decenas de funcionarios públicos han sido detenidos por corrupción, y ha militarizado las zonas de alta criminalidad, a fin de poner bajo control la violencia y la inseguridad. Así que, yo diría que recogió el legado de Chávez y lo aceleró.

– M.W.: ¿Podría resumir algunos de los logros más importantes de Chávez como presidente?

– E.G.: Los logros de Chávez como presidente son amplios y numerosos. Transformó Venezuela de una nación dependiente y cobarde, sin identidad nacional, con pobreza generalizada y una acentuada apatía,en un país soberano, independiente y digno, lleno de orgullo nacional y satisfecho de su rica diversidad cultural. También redujo la pobreza en más del 50% e instituyó con éxito la asistencia sanitaria universal, gratuita y de calidad, y programas de educación y diversificación de la economía con la creación de nuevas industrias nacionales y miles de nuevos propietarios de pequeñas empresas y cooperativas. Uno de sus mayores logros ha sido el despertar colectivo de la conciencia del país. Venezuela era tan apática antes de que Chávez asumiera la presidencia, peor que los Estados Unidos. Hoy en día es un lugar donde las elecciones cuentan con más del 80% de participación voluntaria. Todo el mundo habla de política y de los asuntos de importancia para la nación. Los jóvenes quieren participar en la construcción de su país, su futuro. En los últimos años han salido elegidos los miembros del Congreso (Asamblea Nacional) más jóvenes de la historia, con legisladores de tan sólo 25 años de edad. La mitad de los miembros del nuevo gabinete ejecutivo de Maduro son menores de 45 años. Hay nuevos movimientos juveniles, movimientos estudiantiles ­–tanto de oposición como chavistas– que son activos y participan en la vida política. Y no cabe duda de que las políticas sociales de Chávez y la inversión en programas sociales, de más del 60% del presupuesto nacional, hacen una enorme diferencia en las vidas cotidianas de los venezolanos. Hoy día hay más capacidad de consumo, los venezolanos disfrutan de una mejor nutrición y viviendas más dignas. Chávez también impulsó leyes favorables a los trabajadores que garantizan un salario digno (el salario mínimo más alto de América Latina) e importantes beneficios para los trabajadores. Hay muchas cosas que no pudo terminar, pero lo que logró es extraordinario en solo poco más de una década en el poder, teniendo en cuenta que también hubo que transformar unas instituciones estatales corruptas, ineficientesy arruinadas, y al tiempo hacer frente a una oposición respaldada por Estados Unidos con un inmenso poder económico.

– M.W.: Ha escrito usted mucho sobre las actividades secretas de los organismos de inteligencia de Estados Unidos y las organizaciones no gubernamentales en Venezuela. ¿Ve usted alguna señal de que la intromisión haya disminuido desde que Chávez murió?

– E.G.: No. La intervención de EE.UU. en Venezuela ha aumentado progresivamente cada año desde que Chávez fue elegido por primera vez en 1998. Durante el golpe de Estado en su contra de abril de 2002, que fue derrotado por el pueblo y las fuerzas armadas leales, EE.UU. estaba ya apoyando a la oposición, pero con una ayuda moderada en comparación a lo que están haciendo en la actualidad. Cada año, la financiación de los grupos anti-Chávez ha aumentado en millones de dólares, provenientes de USAID, la National Endowment for Democracy (Fundación Nacional para la Democracia – NED), el Departamento de Estado y otros organismos financiados por Estados Unidos, como Freedom House, el Instituto Republicano Internacional (IRI) y Instituto Nacional Demócrata para Asuntos Internacionales (NDI). De hecho, Obama no sólo aumentó el financiamiento a los grupos antichavistas, sino que lo hizo aún más oficial al incluir abiertamente dicha financiación en el presupuesto anual de operaciones extranjeras (Foreign Operations Budget). Hay un apartado especial dedicado a la financiación de los grupos de la oposición venezolana, o como ellos lo llaman, la “promoción de la democracia”. He demostrado con amplio detalle en mis estudios que esta financiación ha ido destinada a fomentar la desestabilización y determinadas organizaciones y actividades venezolanas muy poco democráticas. Sabemos por los documentos publicados por WikiLeaks, y más recientemente por Edward Snowden, que el espionaje de EE.UU. en Venezuela aumentó de manera exponencial este año, con el empeoramiento de la salud de Chávez.

EE.UU. utilizó una enorme cantidad de medios económicos y políticos a favor del candidato presidencial perdedor Henrique Capriles, y ha sido el único país que aún se niega a reconocer oficialmente la victoria electoral del presidente Nicolás Maduro en abril. Washington seguirá apoyando a la oposición con la esperanza de que el mandato de Maduro pueda ser objeto de un referéndum revocatorio en tres años, cuando haya alcanzado el ecuador de su mandato de seis años y constitucionalmente pueda ser objeto de un referéndum de este tipo.

EE.UU. confía en lograr su destitución en ese momento, si no antes a través de otros medios no democráticos. Varios miembros de la oposición han sido descubiertos recientemente conspirando para intentar un golpe de Estado contra Maduro, así como haciendo planes para su asesinato. Todos ellos viajan con frecuencia a Washington para celebrar “reuniones”. Asimismo, el gobierno venezolano puso fin recientemente al diálogo entablado con Washington a partir de enero, a raíz de algunas expresiones ofensivas de la nueva embajadora estadounidense ante las Naciones Unidas, Samantha Power. El gobierno de Maduro, al igual que el de Chávez, espera tener una relación respetuosa con el gobierno de los EE.UU. Pero no van a soportar agresiones, injerencias o conductas de uno u otro modo intervencionistas. EE.UU. parece incapaz de comprometerse en una relación respetuosa y madura con Venezuela.

– M.W.: He aquí algo que Barack Obama dijo en una entrevista con Univisión cuando Chávez estaba en su lecho de muerte. Afirmó: “Lo más importante es recordar que el futuro de Venezuela debe estar en manos del pueblo venezolano. En el pasado, hemos visto a Chávez desarrollar políticas autoritarias y suprimir la disidencia.” ¿Hubo alguna reacción a los comentarios de Obama en Venezuela?

– E.G.: Definitivamente, hubo una reacción muy fuerte. En primer lugar, los comentarios fueron considerados como totalmente irrespetuosos hacia este país y su gobierno, en un momento en que la salud de Chávez se estaba deteriorando. Indicaban claramente que el gobierno de Obama era ignorante sobre Venezuela y no tenía en cuenta los sentimientos colectivos de millones de personas en el país debidos al delicado estado de salud de Chávez. El objetivo número uno del presidente Chávez –que logró en gran medida– fue la transferencia de poder al pueblo. La hipocresía de Obama con su declaración eclipsa su propio fracaso para comprender la realidad de Venezuela. El número de personas que en Venezuela participan en la vida política es mucho mayor que nunca antes, y mucho mayor que en EE.UU., porcentualmente. En una época de espionaje masivo, asesinatos selectivos, drones, cárceles secretas, violaciones graves de los derechos humanos y otras políticas represivas dirigidas por EE.UU., Obama debería pensárselo dos veces antes de expresar estas opiniones contra el gobierno de otra nación que sólo conoce por las opiniones preparadas que sus desinformados analistas le proporcionan. En resumen, los venezolanos se indignaron con los comentarios insensibles e irrespetuosos de Obama, pero no se sorprendieron. Esos comentarios son típicos de la posición hostil de Washington hacia Venezuela durante el gobierno de Chávez.

– M.W.: ¿Por qué Washington odiaba a Chávez?

– E.G.: Supongo que Washington odiaba a Chávez por muchas razones. Por supuesto, el petróleo es una fuente primaria de la actitud agresiva de Washington hacia Chávez. Venezuela tiene las mayores reservas de petróleo del planeta, y antes de que Hugo Chávez fuera elegido, los gobiernos estaban subordinados a los intereses estadounidenses. De hecho, Venezuela estaba al borde de la privatización de la industria petrolera, junto con todo lo demás en el país, justo cuando Chávez fue electo. Así que el hecho de que un jefe de Estado que se sienta sobre las mayores reservas de petróleo del mundo –que EE.UU. necesita para mantener su exagerado modelo de consumo en el largo plazo– no esté subordinado a las consignas de EE.UU. resultaba exasperante para Washington.

Chávez no sólo se recuperó y transformó la industria petrolera para redistribuir la riqueza y asegurarse que las corporaciones extranjeras acataran las leyes (el pago de impuestos y regalías, por ejemplo), sino que también nacionalizó otros recursos estratégicos del país que EE.UU. tenía sus manos, como el oro, la electricidad y las telecomunicaciones. Es evidente que Chávez era una espina de gran tamaño en los intereses económicos de Washington en la región. Una vez que Chávez encabezó la creación de la integración y cooperación de América Latina, que condujo a organizaciones como la Unión de Naciones Suramericanas (UNASUR), la Alianza Bolivariana para los Pueblos de Nuestra América (ALBA), la Comunidad de Estados Latinoamericanos y Caribeños (CELAC), así como Petrocaribe, Telesur (primera cadena de televisión de la región), y muchas iniciativas más, Washington rápidamente comenzó a perder influencia en la región. Esto también atrajo una hostilidad hacia Chávez aún mayor, ya que él era el principal líder e impulsor de la independencia y la soberanía de América Latina en el siglo XXI. Washington y la élite venezolana tampoco podían soportar las maneras de Chávez y su forma directa de contar las cosas como son. No tenía miedo de nada ni de nadie, y nunca dio un paso atrás, siempre se mantuvo firme y dijo lo que creía, aunque no fuera lo diplomáticamente correcto. Y Washington lo odiaba por traer de vuelta el “mal” concepto del socialismo al mundo de hoy. Washington había intentado por todos los medios librar al planeta de cualquier cosa remotamente relacionada con el comunismo del siglo XX, por lo que “el socialismo del siglo XXI” de Chávez era una bofetada en la cara de la vieja guardia estadounidense, que todavía mantiene las riendas del poder en EE.UU.

– M.W.: ¿Le gustaría añadir alguna reflexión personal sobre la muerte de Chávez?

– E.G.: La muerte de Chávez es imposible de aceptar. Era una fuerza vibrante, motivadora, llena de amor y afecto genuino hacia la gente y la vida. Tenía una extraordinaria capacidad de comunicación, y podía conectar con cualquier persona en un abrazo sincero lleno de humanidad. Fue un visionario brillante y un hacedor de sueños. Ayudó a la gente a ver el potencial dentro de sí misma, y a darse cuenta de nuestras capacidades. Adoraba a su país, su rica cultura, música, diversidad, y realmente dio todo de sí mismo para la construcción de una Venezuela digna, fuerte y hermosa. Yo fui una de las afortunadas de ser su amiga y compartir muchos momentos excepcionales con él. Tenía debilidades e imperfecciones, como todo el mundo, pero su capacidad de amar y preocuparse por toda la gente le llevó a superar muchos obstáculos difíciles, por no decir casi imposibles. Realmente creía que iba a derrotar el cáncer, y por supuesto todos esperábamos que lo consiguiera. Su muerte deja un profundo vacío y una profunda tristeza en millones de personas. Su energía era tan infinita, que es difícil no sentirla todavía por todas partes a nuestro alrededor, dirigiendo y orientando la revolución que él ayudó a construir. Es por eso que es tan difícil aceptar su partida, porque todavía está tan presente en nuestras vidas, y por supuesto, en cada rincón de Venezuela. Chávez se convirtió en Venezuela, la patria querida, y su legado seguirá creciendo y prosperando a medida queen Venezuela llega a florecer todo su potencial.

Mike Whitney vive en el estado de Washington. Es colaborador de Hopeless: Barack Obama and the Politics of Illusion (AK Press). Hopeless también está disponible para Kindle. El estudio de Whitney sobre la disminución de los salarios de la clase obrera estadounidense aparece en la edición de junio de la revista CounterPunch. Se puede contactar en fergiewhitney@msn.com .

El fallecimiento de Chávez fue devastador para los venezolanos
El fallecimiento de Chávez fue devastador para los venezolanos

Evo está dispuesto a recibir a Snowden como protesta

ANUNCIO QUE ASI RESPONDERIA AL TRATO RECIBIDO POR EL ACOSO AL AVION EN EUROPA

Bolivia se sumó a Nicaragua y Venezuela en su oferta de recibir al denunciante refugiado todavía en el aeropuerto de Moscú. La nueva alternativa de un caso que hizo cimbrar a la región y le impuso nuevos desafíos en medio de las diferencias con la Alianza del Pacífico.

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 Por Martín Granovsky

Tras una respuesta original que había quedado en el terreno de las hipótesis, el presidente de Bolivia Evo Morales anunció ayer que ahora está dispuesto a dar asilo político al ex empleado de la contratista de inteligencia Booz Allen, Edward Snowden, buscado por los Estados Unidos como el fugitivo número uno.

En un acto al sur de La Paz, en el Departamento de Oruro, Morales anunció: “Desde este pueblo originario de Chipaya, quiero decirles a los europeos y a los norteamericanos que anoche estuve reflexionando, y como justa protesta ahora más bien vamos a dar asilo si nos lo pide ese norteamericano perseguido por sus compatriotas”. Agregó: “No tenemos ningún miedo, porque me acusaron de que yo traía a ese ex agente de la CIA”.

“Yo solamente por la prensa sabía que había un ex agente de la CIA llamado Edward Snowden, y ahora les digo que como justa protesta, si nos lo pide legamente, vamos a darle asilo para saber las informaciones que nos controlaba el gobierno de Estados Unidos”, dijo Morales. “Lo digo sin ningún problema, compañeros y compañeras, para que lo sepa todo el mundo.” Alegó “razones humanitarias”.

Evo habló dos días después de la cumbre de Unasur que lo respaldó con su solidaridad y antes de que se produzca, el martes, una reunión especial del Consejo Permanente de la Organización de los Estados Americanos para tratar el tema del acoso a su avión mientras sobrevolaba territorio europeo de regreso de una cumbre de exportadores de gas en Rusia. Hasta ahora sólo habló el secretario general de la OEA, el chileno José Miguel Insulza, pero no hubo un pronunciamiento de todo el cuerpo.

De todos modos el camino hacia un eventual asilo es complejo. Snowden, de 30 años, sigue en la zona de tránsito del aeropuerto de Moscú, donde llegó desde Hong Kong, y carece de documento porque fue privado de su pasaporte por decisión del gobierno de los Estados Unidos. Tal como informó Página/12, el presidente ruso Vladimir Putin dijo que el analista de inteligencia podría residir en Rusia sólo si antes se compromete a no decir nada contra “nuestros socios”, en referencia al gobierno norteamericano.

Con Bolivia ya suman tres los países que se mostraron dispuestos a dar asilo a Snowden. Los otros dos son Nicaragua y Venezuela.

Justamente la Embajada de los Estados Unidos en Caracas entregó un pedido de arresto preventivo como paso previo a una extradición. La carta, revelada por el diario inglés The Guardian, indica que Snowden está siendo buscado por la Justicia norteamericana con cargos debidos a supuesta filtración de información reservada de defensa y de inteligencia. Se trata, dice el texto, del juez John Anderson. Ninguna pena superaría los diez años.

El documento informa que Snowden “está en el aeropuerto de Moscú”. Está fechado el 3 de julio, el mismo día en que Morales sufrió trabas en su vuelo desde Moscú por las aparentes sospechas, nunca comprobadas ni informadas oficialmente por Washington ni por otras capitales europeas, de que llevaba al denunciante a bordo.

Booz Allen es una empresa contratista de los servicios de inteligencia de los Estados Unidos. El texto norteamericano dice que como empleado de la firma, Snowden firmó una cláusula de reserva.

Como se sabe, el analista de inteligencia dijo haber descubierto una masiva captura de correos electrónicos y llamadas por parte de las agencias del gobierno norteamericano.

El episodio de Snowden encontró a Sudamérica en uno de los momentos más complejos de los últimos años, sin que a la vez los dos países más importantes, Brasil y la Argentina, hayan cambiado de política externa en el trazo grueso.

En el libro compilado por Emir Sader, Diez años de gobiernos posneoliberales, el académico brasileño José Luis Fiori escribió un trabajo en el que informa sobre un Plan Nacional de Defensa y una Estrategia Nacional de Defensa aprobados en 2005, 2008 y, cuando escribió, en proceso de aprobación en 2012. La novedad sería la teoría de generar un “entorno estratégico” para Brasil, que incluye América del Sur, el Africa subsahariana, la Antártida y el Atlántico Sur. Escribe Fiori: “En América del Sur, el objetivo brasileño sigue siendo la plena ocupación económica de la Cuenca Amazónica, la integración de la Cuenca del Plata y la construcción de un acceso múltiple y permanente a la Cuenca del Pacífico, con la construcción de un sistema integrado de transporte, comunicación y defensa del territorio sudamericano, además de la profundización de la integración política y económica del Mercosur”. En un plano de análisis que no suele estar presente, Fiori recuerda que Brasil firmó con Francia un acuerdo estratégico militar que le permitirá “adquirir, entre 2012 y 2045, la capacidad simultánea de construir submarinos convencionales y atómicos y de producir sus propios cazabombarderos”. Fiori aclara que no se trata de una carrera armamentista con los vecinos “y muchos menos con los Estados Unidos”, pero que marca “un cambio de la posición internacional brasileña y una voluntad clara de aumentar su capacidad político-militar de veto dentro de América del Sur y con relación a las posiciones norteamericanas”. En cuanto a los Estados Unidos, para Fiori las claves son las siguientes: la promoción de acuerdos bilaterales con algunos países de la región, el estímulo de la división interna del continente con la formación de un “bloque liberal” de los países del Pacífico y, en especial, el cambio del nudo militar. Se destaca “la decisión de reactivar la flota naval, en 2008, responsable del control marítimo de las aguas que rodean a América, las negociaciones de un nuevo acuerdo militar con Colombia”. Esa ofensiva iría en un sentido inverso a la creación de un Consejo de Defensa Sudamericano. El CDS tiene fuerte presencia de Brasil y la Argentina, incluso en materia de creación de una doctrina de defensa defensiva que considera como blanco potencial los recursos naturales de la región.

Si Brasil y la Argentina no cambiaron de política, y tampoco Venezuela, Ecuador, Uruguay y Bolivia, los Estados Unidos sí están en un período de ofensiva diplomática y militar. La tesis de Fiori es que esa ofensiva aprovecha las debilidades de la integración sudamericana, entre ellas la re-primarización de las exportaciones y la falta de un avance fuerte en la integración física entre los distintos países. Con la Alianza del Pacífico, los Estados Unidos buscan unir México a tres países sudamericanos: Colombia, Perú y Chile. Dice Fiori que esos tres países “son pequeñas economías de exportación con escaso relacionamiento entre sí y, tal vez por eso mismo, siempre se mostraron favorables a las políticas de apertura de sus mercados externos”. La suma de sus productos brutos internos alcanza los 800 mil millones de dólares, “menos de un tercio del PBI brasileño y un cuarto del PBI del Mercosur”. Conclusión de Fiori: “El cisma del Pacífico tiene más importancia ideológica que económica, porque su fuerza política deviene enteramente de su alianza con los Estados Unidos”. Washington, a su vez, está comprometido en la Trans-Pacific Economic Partnership, la alianza transpacífica con la cual se propone competir globalmente con China.

Juan Manuel Santos, el presidente de Colombia, ni siquiera envió a Cochabamba a su ministra de Relaciones Exteriores ni a otra autoridad superior al embajador colombiano en Bolivia. El conservador Sebastián Piñera, cuya coalición de derecha enfrentará a fin de año al centroizquierda de Michelle Bachelet, tampoco fue de la partida. Y, lo más sorprendente, no estuvo el presidente peruano Ollanta Humala pese a que Perú ocupa la presidencia pro tempore de Unasur. Perú integra la Alianza del Pacífico por una decisión original del presidente anterior, Alan García. Humala se corre poco a poco y viró hacia una relación más estrecha con el tronco de Unasur. ¿Dónde terminará? Y Colombia, ¿seguirá oscilando? Los próximos años parecen tener final abierto. O ningún final, y quizás las idas y vueltas sean la marca de fábrica de lo que viene.

 (El País, Argentina)