Sem indicar o nome do sucessor de Dilma, tucanos e camisas pretas realizam amanhã marcha golpista

Cartazes proibidos na passeata de amanhã 13 de março: As contas no exterior de Eduardo Cunha, de FHC, a lista da Furnas, o leilão de ações da Petrobras na bolsa de Nova Iporque, o Proer dos bancos, os governadores tucanos, o tráfico de diamantes, de nióbio, de dinheiro para as ilhas fiscais desde os tempos do BanEstado do juiz Moro, que tem fixação em Lula, e o nome do substituto de Dilma, no caso de um impeachment ou de uma intervenção militar estrangeira.

A corrupção no Brasil começa na justiça. Uma justiça cara. Receber um salário acima do teto constitucional é corrupção. Pode ser legal em todos os sentidos, mas não é justo. Não há justiça quando se perpetua a desigualdade.

A separação dos brasileiros em classes, em castas, é odienta, racista, preconceituosa, e inimiga da liberdade da maioria, e da fraternidade. Temos que combater o apartheid social, econômico, que a pobreza tem cor. A cor da camisa de Moro.

A Operação Lava Jato tem mais delator premiado do que preso preso. Pra lá de premiado. Tem doleiro que vai sair mais rico. Assim como aconteceu no julgamento dos ladrões e sonegadores do BanEstado. É a justiça misturada com a politicagem. Ninguém vai perder suas fortunas. Podem até devolver alguns trocados, como farsa, cortina de fumaça. Todos continuarão podres, podres de rico. As empreiteiras com suas concessões de ilhas, e palácios em praias particulares, e moradias de luxo no exterior. E os políticos com a ficha limpa, tão lavada quanto o dinheiro das propinas em fundações e ONGs e gastos super faturados nas campanhas eleitorais. O dinheiro que está nos paraísos fiscais não volta.

O Brasil perde todas.

Perderá mais ainda com a corrupção de um golpe. Toda ditadura tem banho de sangue. Lista de presos políticos, tortura e morte. Os ricos que patrocinaram o golpe de 64 ficaram mais ricos. Inclusive políticos e empreiteiras que estão na Lava Jato são crias de 64, e serão todos novamente beneficiados.

Os puros que lutaram contra a ditadura foram assassinados. E com a ajuda do Tio. Para isso Moro já pediu a ajuda do FBI. FHC deu permissão para CIA abrir escritórios no Brasil, entregou as estatais e desnacionalizou as empresas, inclusive os meios de comunicação de massa. Transformou nossas bases de foguetes em bases do Tio. Está tudo entregue. É o “ame-o ou deixe-o” dos militares e torturadores. Idem da oposição consentida.

Quem não gosta da cunha do Tio, vá pra Cuba. Para a Prisão de Guantánamo (Guantánamo Bay Detention Camp).

O brasileiro, na sua maioria, é um empregado terceirizado, mão de obra barata de uma ex-estatal, de uma montadora ou oficina estrangeira. Um sem teto, um sem terra, um sem nada. A Cidade Maravilhosa do Rio de Janeiro tem mais de mil favelas, e São Paulo, a capital mais rica, mais de duas mil favelas. No Rio, foram criados muros para separar as favelas. Isso é apartheid. Dizem que o tráfico está nas favelas. O tráfico de dinheiro, de moedas, de minérios, principalmente do nióbio, das drogas transportadas em helicópteros. Conversa para boi dormir. Piada. Humor negro.

Têm santos e santas que pedem o impeachment de Dilma, ou a morte matada, ou o suicidio. Que seja enterrada sem choro nem velas.

Safada, covarde, malandra, demagogicamente não citam o nome de quem vai suceder a presidente eleita democraticamente. Os mistificadores pretendem enganar o povo, porque não possuem nenhum nome aceitável. As eleições da sucessão de Dilma têm data marcada para o final de 2018, e posse, do candidato eleito nas urnas, no dia 1 de janeiro de 2019.

Hojemente, pela linha sucessória, assume o vice-presidente Michel Temer, eleito e reeleito com os votos de Dilma. Tão solidário com os atos e fatos do governo, que foi indicado por Dilma para ser candidato à reeleição. Se Michel, por força destes vínculos eleitoral e governista, também for cassado, assume o presidente da Câmara dos Deputados, o corrupto Eduardo Cunha, réu em vários processos de propina, tráfico de dinheiro e enriquecimento ilícito.

Tem que peça uma ditadura de Bolsonaro, mas nenhum general, ou almirante ou brigadeiro, por vários motivos, aceitaria o comando de um capitão. Ninguém sabe, realmente, os motivos de Bolsonaro ter abandonado o posto de capitão, nazista que é. É deputado federal com cadeira cativa, e elegeu o filho deputado estadual, e a mulher vereadora. Trocou de mulher, e no lugar da primeira esposa elegeu o segundo filho vereador. É um nepotista eleitoral que defende a Tradição, a Família e a Propriedade (TFP), e combate os negros, os gays, as lésbicas, o sexo anal praticado pelas mulheres, os esquerdistas.

Aécio, Alckmin, Marina, Serra, Maluf, Moro, Joaquim Barbosa, FHC só podem disputar eleições presidenciais em 2018. Falta a resposta: essa gente é democrática ou golpista? Pede eleições livres e diretas ou o retorno da ditadura?  Ou faz campanha para Michel Temer ou Cunha?

O que é melhor para o Brasil? Quem, realmente, deseja a felicidade do povo em geral? Um Brasil colônia ou um Brasil independente?

 

Brasil possui 35 partidos políticos registrados que significam nenhum

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Até partido fêmea existe: o Partido da Mulher Brasileira. Logo aparecerá o partido macho. Que existem partidos para todos os preconceitos, fanatismos, carolices, o que você imaginar para receber ajuda de empresas nacionais e estrangeiras nas campanhas eleitorais, e verbas partidárias incluídas no Orçamento do Povo, e administradas pela iníqua e parasitária justiça eleitoral, que apenas trabalha nos anos pares.

São 35 partidos políticos e, no máximo, apenas cinco conhecidos do eleitorado, pelos atos de putrefação de suas lideranças sem nenhum idealismo. Que todos defendem as mesmas promessas: mais educação, mais saúde, emprego para todos, o fim da violência e da corrupção. Nenhum partido defende idéias.

Nenhum partido representa os sem terra, os sem teto, os sem nada, neste Brasil governado pelas elites e separado em castas, que se dividem em governistas e pretensos oposicionistas que defendem o partido único, uma luta pelo poder que vale tudo, golpe, intervenção militar, ditadura. Nenhum partido defende, realmente, a Democracia. A igualdade. A fraternidade. A liberdade mesmo que tarde.

Enrico Bertuccioli
Enrico Bertuccioli

Não existe nenhum pessimismo em dizer o que acontece no Brasil, marcado pelo colonialismo, e dominado pelo imperialismo, acontece nos quatro cantos deste vasto velho mundo. Existiu algum dia de paz na Europa, desde Roma dos césares? No Século XX, quase todos os países foram governados por ditaduras, e travaram duas guerras mundiais, que motivaram os principais inventos imaginados pelos romances e filmes de ficção científica.

As guerras religiosas, e pela independência, persistem em todos os continentes. Nos Estados Unidos cada cidadão tem que jurar o combate eterno contra os inimigos internos e externos. Aqui no Brasil existe o slogan vai para Cuba, que diagnostica um medo sem justificativa. Cuba é um país pobre, sem bomba nuclear, e com apenas onze milhões de habitantes. O Brasil, 205 milhões. Para construir um porto, Cuba precisou do dinheiro brasileiro.

Um verdadeiro partido político, que represente o povo em geral, deve defender que ideais?

ESPANHA
ESPANHA

Desfile da Independência do Brasil. Da Democracia e do Povo Livre

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Com a apresentação da Esquadrilha da Fumaça, foi encerrado no fim da manhã de hoje (7) o desfile do 7 de Setembro em Brasília. Os aviões escreveram a frase “Somos todos Brasil” no céu da Esplanada dos Ministérios.

Em seguida, as aeronaves fizeram várias manobras ao fim da parada. Pouco antes, desfilaram vários grupamentos de cavalaria da Polícia Militar do Distrito Federal e dos Dragões da Independência.

Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Caminhando e cantando e seguindo a canção

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer

Pelos campos há fome em grandes plantações
Pelas ruas marchando indecisos cordões
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão
E acreditam nas flores vencendo o canhão

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Há soldados armados, amados ou não
Quase todos perdidos de armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição
De morrer pela pátria e viver sem razão

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Somos todos soldados, armados ou não
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Os amores na mente, as flores no chão
A certeza na frente, a história na mão
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Aprendendo e ensinando uma nova lição

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

 


Para não dizer que não falei de flores, por Geraldo Vandré

 

Evo Morales reeleito presidente. Esmagadora vitória do nacionalismo

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O presidente Evo Morales conquistou, ontem, uma vitória eleitoral esmagadora para governar a Bolívia por um terceiro mandato consecutivo.

O importante aval conseguido por Morales nas urnas, com uma vitória acima de 60% dos votos, segundo os resultados provisórios, foi, em grande medida, uma reação à bonança econômica vivida pelo país, apontaram analistas à AFP.

Enquanto são aguardados os números oficiais, o governo espera alcançar a maioria absoluta no Congresso, o que permitiria avançar em reformas – como a da justiça – sem precisar da oposição.

“Garantir a continuidade do crescimento econômico é agora um dos maiores objetivos do governo, pois assim assegura-se a estabilidade social e política”, disse o analista Marcelo Silva, professor de ciência política da Universidad Mayor San Andrés.

A Bolívia, até pouco tempo referência em pobreza na América do Sul, tem um crescimento estimado para este ano que pode chegar a 6,5%, o maior na região, segundo o Ministério da Economia.

“O país precisa mudar sua base econômica para gerar um bem-estar sustentável”, considerou Gustavo Pedraza, consultor em política e economia.

“A Bolívia deve deixar de ser completamente dependente da extração de recursos naturais para buscar um sistema de produção com valor agregado que gere empregos de qualidade”, afirmou o analista.

Com 62% de sua população indígena e rural, na Bolívia 80% dos trabalhadores bolivianos são informais, comerciantes, agricultores e mineiros que não pagam impostos.

Há muitas demandas

“Há muitas demandas, e fazemos o possível para atendê-las… Nestes nove anos aprendemos que não pode faltar dinheiro, alimentos, água e energia para o povo”, disse Morales nesta segunda-feira em uma coletiva de imprensa.

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Morales, de 54 anos, conquistou uma ampla vantagem de quase 40 pontos sobre seu rival, o empresário Samuel Doria Medina, segundo pesquisas dos institutos Equipos Mori e Ipsos divulgadas pela tv local. Estima-se que Doria Medina teve pouco mais de 20% dos votos.

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, foi um dos primeiros a felicitar o presidente boliviano, e disse que a reeleição de Morales foi uma “grande vitória para os povos da América do Sul”.

Os governos de Cuba, França, Argentina e El Salvador também saudaram o presidente boliviano pela vitória.

Vitória dedicada a Fidel e Chávez

O presidente, crítico incansável dos Estados Unidos, dedicou sua vitória “aos que lutam contra o imperialismo”. “É dedicada a Fidel Castro e a Hugo Chávez, que descanse em paz”, disse o governante.

No poder desde 2006, o primeiro presidente indígena da Bolívia conseguiu ampliar a base de apoio no país com uma vitória que se estendeu a oito dos nove departamentos, só perdendo em Beni.

O governo surpreendeu ao ganhar pela primeira vez em Santa Cruz (leste), motor econômico da Bolívia e onde inicialmente se concentrava a oposição mais dura a sua política indigenista, anti-americana e estatista.

Morales conseguiu um surpreendente apoio empresarial, setor favorecido pelo crescimento econômico e pelo bom desempenho dos negócios.

Com a vitória, Morales pode se transformar no presidente que ficou mais tempo no poder na Bolívia, país cujo povo sofria com o apartheid indígena e constantes golpes militares.

John McCain: “EEUU debe enviar tropas de inmediato a Venezuela. Debemos garantizar el flujo petrolero”

Leal
Leal

 

El senador republicano por Arizona, John McCain, declaró que EEUU debe enviar tropas de inmediato a Venezuela movilizando una flota de buques a la región, y cree que debe convencerse a un grupo de países aliados en Latinoamérica como Colombia, Perú y Chile para que una fuerza militar esté preparada en términos operativos para impedir que Maduro destruya los derechos e intereses de EEUU en juego en la región hemisférica.

“Hay que estar preparados con una fuerza militar para entrar y otorgar la paz en Venezuela y sobre todo garantizar y proteger el flujo petrolero hacia EEUU, cuidando esos recursos estratégicos , y velando por nuestros intereses globales” , señaló McCain en una entrevista con la cadena NBC.

Por su parte, el secretario de Estado John Kerry declaró que Estados Unidos está “profundamente preocupado” por las “crecientes tensiones en Venezuela , y afirmó que está “particularmente alarmado por los reportes de que el gobierno de Maduro ha arrestado a varios manifestantes rebeldes pacíficos .

 

Joseba Morales
Joseba Morales
O slogan entreguista da imprensa brasileira
O slogan entreguista da imprensa brasileira

“Sin conflicto no hay libertad”

ENTREVISTA AL FILOSOFO ITALIANO Y EURODIPUTADO DE LA IZQUIERDA GIANNI VATTIMO

La diferencia que puede haber entre una empresa como Fiat y un grupo como Clarín aquí, u O Globo en Brasil o El Universal en Venezuela?

Imagen: Bernardino Avila
Imagen: Bernardino Avila

Por Fernando Cibeira
El filósofo italiano y eurodiputado de la izquierda Gianni Vattimo estuvo de nuevo en la Argentina para participar de un ciclo de charlas invitado por la Asociación de Docentes de la UBA. A días de estadía ya había podido ser testigo de varias cosas: desde el triunfo de Sergio Massa en las elecciones en la provincia de Buenos Aires hasta el fallo de la Corte Suprema declarando constitucional la ley de medios, cuestiones sobre las que puede ofrecer su mirada. “Sin conflicto no hay libertad”, opina sobre el panorama de “consenso” general que plantean todos los aspirantes a 2015. Uno de sus temas de análisis es la Iglesia Católica y, en especial, el papado de Francisco, al que evalúa muy positivamente. En medio de una agenda apretada, la entrevista se realizó en el spa del piso 23 del Hotel Panamericano con amplias panorámicas de la ciudad de Buenos Aires. “Lástima que ya me voy, está lindo acá para venir a leer”, dice, risueño.

–El escenario que quedó delineado a partir de las elecciones legislativas dejó a varios posibles aspirantes presidenciales que dicen cosas parecidas. Daniel Scioli, Sergio Massa, Mauricio Macri o Julio Cobos, por ejemplo, plantean que hay que buscar los consensos, dejar atrás los conflictos, mejorar algunas cosas pero mantener otras. ¿Cómo ve usted ese panorama, tal vez más parecido al europeo que a lo que ha sido lo habitual de Latinoamérica durante estos últimos años?

–A mí me interesó el proceso latinoamericano sobre todo como un proceso de emancipación del imperialismo y el colonialismo y las consecuencias de ellos. Cuando todos parecen decir más o menos lo mismo, inmediatamente es bueno para la paz social, pero es muy peligroso para la democracia. En Europa pasa eso, no hay diferencias. En Italia, tenemos un gobierno que está formado por ex comunistas y por la gente de (Silvio) Berlusconi.

–Que, sin embargo, pueden ponerse de acuerdo porque las políticas no difieren demasiado. ¿Es así?

–La política no permite muchas diferencias. Al gobierno anterior al actual en Italia lo llamaban “técnico”. Es decir, que estaba más o menos dictado por los bancos y las financieras. Efectivamente, esto me parece peligroso para la democracia. Yo no soy un cultor del conflicto, pero sin conflicto no hay libertad. Un buen liberal tiene que esperar que haya conflictos en la sociedad.

–¿Considera que sin conflictos no hay libertad?

–Cuando no hay diferencias hay alguien que gobierna. Los que tienen el poder ganan cuando no hay conflictos y hay estabilidad. Lo descubrimos ahora en Europa porque hay como una caída de la tensión política en todos los sentidos. De votantes, de militantes, de dirigentes políticos. Todo esto puede modificarse sólo si la situación es incluso peor, si el conflicto social es muy profundo y la gente sufre. Me gustaría una sociedad más liberal, aunque soy de izquierda.

–En dirección a lo que usted dice, poner tan de relieve los conflictos le significó al kirchnerismo la adhesión de mucha militancia juvenil, algo que hacía tiempo no se veía en el país.

–Efectivamente, yo considero la situación argentina –aunque en el interior se pueden ver todavía muchísimos problemas– políticamente más estimulante y más viva que la situación europea en este momento. Europa es un cementerio desde el punto de vista de las ideas. No pasa nada y no parece que pueda pasar nada. Siempre pienso si, por ejemplo, las elecciones pasadas las hubiera ganado un movimiento de extrema izquierda o de extrema derecha probablemente habría hecho la misma política económica.

–A propósito de los conflictos que el kirchnerismo puso sobre la mesa durante estos años, la Corte Suprema declaró constitucional la ley de medios, lo que disparó toda una serie de repercusiones. ¿Cómo ve usted esa relación conflictiva, que se reproduce en otros países de la región, entre los grupos de medios más poderosos y los gobiernos de signo progresista y de izquierda?

–Puedo hablar desde el punto de vista europeo, pero creo que es bastante compartido. Se ve una tensión conflictual con el poder económico de los grandes grupos. Hemos tenido problemas análogos con Fiat en Italia, por ejemplo. Son grandes empresas a las que los gobiernos no pueden imponerle las leyes. Independientemente de la situación específica de la Argentina, el problema de la política es el mismo. Si se impone una política inspirada por los economistas, que no son dioses.

–La diferencia que puede haber entre una empresa como Fiat y un grupo como Clarín aquí, u O Globo en Brasil o El Universal en Venezuela, es que cualquier límite a su expansión se plantea como un riesgo para la libertad de expresión. ¿Usted nota que existe un riesgo a coartar la libertad de expresión en la Argentina y en la región?

–Yo soy más un estatista que un privatista. Obviamente, trato de considerar las situaciones específicas. En Italia el problema de este tipo no era con Fiat, sino con Berlusconi. Si hubiéramos tenido hace 20 años una ley de medios como la de Argentina, probablemente no habríamos tenido Berlusconi, lo que a mí como antiberlusconiano me parece importante. Puede ser que en un país donde no existe un monopolio tan importante como el de Clarín nadie se imagine una ley de medios, pero la ley corresponde a un problema actual por una situación existente desde hace años.

–Ya pasaron más de seis meses del papado de Francisco y hay algunos especialistas que opinan que su gestión marca un gran cambio mientras que otros creen que es más que nada gestual y no de fondo. ¿Qué posición tiene usted?

–Pienso que está cambiando bastante. Pero un papa es un papa, no se puede pensar que va a ser otra cosa. Pero mejor Bergoglio que Ratzinger. Incluso ligado a la imagen que da, porque no es sólo una cuestión de imagen. Cómo el papa se presenta, representa cómo lo sienten y lo viven los fieles, así que no es solamente una apariencia exterior. Es efectivamente algo, porque los otros papas también tenían una apariencia exterior pero muy diferente. Yo soy un hincha de Latinoamérica y me gusta tener un papa latinoamericano.

–¿Aunque en algunos casos sea más que nada gestual, le parece que es mucho para un papa?

–Creo que lo está haciendo bien y que está haciendo todo lo que puede.

–Es otro interrogante, ¿hasta dónde puede llegar un papa? ¿Puede hacer todo lo que quiere o todo lo que puede dadas las circunstancias?

–Por ejemplo, un consenso en la Iglesia para un sacerdocio femenino podría permitírselo Bergoglio. No puede ser demasiada cuestión. Las mujeres incluso son una parte importante de la Iglesia formal. Las monjas, las hermanas americanas, siempre lamentaron que todas las decisiones fueran tomadas por los cardenales. Ellas son las que dirigen las escuelas, hacen las asistencias, son la fuerza de la Iglesia. Esto lo podría hacer. Si yo fuera papa, lo haría (ríe).

–Uno de los gestos fuertes del papado de Bergoglio fue cuando dio una misa frente a la isla de Lampedusa. Después allí sucedieron nuevas tragedias con las embarcaciones con inmigrantes que intentan llegar a Europa. ¿La situación no cambió nada?

–Esto puede suscitar la sospecha de que la visita del Papa a Lampedusa no ha tenido consecuencias políticas. Esto es verdad. Era un gesto que significaba algo pero no lo suficiente, los gobiernos no lo tuvieron en cuenta para nada. Se precipitaron a visitar Lampedusa algunos gobernantes pero sin cambiar nada hasta ahora. El problema de los inmigrantes no es problema sólo de Italia, que está muy cerca de la frontera y tiene una economía bastante débil frente, por ejemplo, a la alemana. Nosotros tenemos menos inmigrantes en Italia que en Alemania, pero los sufrimos más porque no hay estructuras de recepción, no hay formas de incorporarlos. Esto debe arreglarse inventando alguna forma de inmigración legal o temporaria, porque en Italia tenemos problemas en temporadas cuando, por ejemplo, es la temporada del tomate, que dura algunos meses. Hemos vivido bajo el chantaje de la Liga del Norte, que era aliada de Berlusconi, quien sigue en el gobierno italiano. Hay toda una cultura xenófoba que cree que la culpa de todo es de los inmigrantes. Lo que no es verdad, los inmigrantes pagan impuestos sociales, incluso, muchas veces sin utilizarlos. Porque pagan impuestos de seguridad social y después se van.

–Incluso la fuerza de Beppe Grillo, que se muestra como antisistema, habla contra la inmigración.

–El típico argumento. Grillo tiene una cultura política muy elemental, actúa como la Liga del Norte al comienzo. Me parece la parte débil, en el sentido de malo, de la política de Grillo. El punto es que para Europa, y el mundo occidental industrializado, la relación con el mundo de “afuera” es constitutiva de este momento. Es como la lucha de clases de otro tiempo. ¿Cuándo se dará cuenta el 85 por ciento de la población mundial que el otro 15 por ciento es el que consume la mayoría de los recursos? Ahí va a pasar algo. El problema del capitalismo occidental es que ahora se disfraza en estas cuestiones locales, pero fundamentalmente es saber qué va a pasar entre este mundo de la abundancia y el mundo de la pobreza.

–Volviendo al papa Francisco, el ranking de Forbes lo ubicó como la cuarta persona más poderosa del mundo. Sin embargo, fue allí a Lampedusa y no consiguió que nadie se ocupara del problema. ¿Será confiable ese ranking?

–Es como esa frase de Stalin, ¿cuántas divisiones tiene? Pobre, hace lo que puede. Es cierto que desde el interior mismo de la Iglesia sería posible ayudar más a los pobres, hay muchos edificios religiosos en Italia que están vacíos. Obviamente, yo lo comprendo, ha asumido toda la responsabilidad sobre una Iglesia milenaria. Incluso, si pusiera los recursos financieros para distribuirlos también tendría un problema, porque cuando se acaben esos recursos y no haya más dinero, qué hace. Pero, en ese sentido, se podría hacer algo más.

–Incluso a veces aparecen noticias sobre el Papa repartiendo cheques de 200 euros a personas que le plantearon casos de extrema necesidad, pero eso no parece una solución a la pobreza, ¿no?

–No, esas son cuestiones de políticas públicas, de políticas de los Estados, incluso de políticas europeas. Obviamente, si tuviera la solución yo ya la hubiera propuesto. Pero, por ejemplo, debe organizarse un poco mejor la recepción de los inmigrantes, evitando que sean obligados a inmigrar clandestinamente. Porque nosotros, en Italia, tenemos una ley antiinmigrantes clandestinos que penaliza y castiga también a quienes los ayudan. Es una de las invenciones más perversas de la Liga del Norte. Eso tendría que hacerse inmediatamente.