Hoje mais um incêndio em favela. A justiça contra os pobres realiza despejo em São Paulo

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O Tribunal de Justiça de São Paulo mais uma vez realiza um despejo. Contra os moradores pobres de uma das duas mil favelas de São Paulo.

Quando não é a frieza da justiça – São Paulo possui o maior tribunal do Mundo, com 360 desembargadores – é o calor infernal dos incêndios criminosos promovidos pela ganância imobiliária, pelos grileiros, os coronéis do asfalto.

Para realizar despejo não falta polícia. A polícia do governador Geraldo Alckmin não falha, sempre está de prontidão contra o povo. Nem tarda a justiça dos ricos.

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Despejo, a imprensa chama de reintegração de posse de terreno invadido. A justiça e a imprensa escondem a mão que assinou o despejo, e o nome do milionário beneficiado com a evacuação na marra, no prende e arrebenta da polícia militar que continua a mesma da ditadura.

Uma polícia nada social. Uma polícia repressiva e assassina.

Despejo judicial, a imprensa chama de desocupação involuntária, e justiça nada social, não quer saber quantas famílias vão ser separadas, desagregadas.

Despejo separa os filhos dos pais, e condenam jovens a uma vida ainda mais miserável. São os filhos da rua que terminam no crime desorganizado e na prostituição.

Ninguém investiga quantos suicídios provocam um despejo de centenas, de milhares de pessoas.

Elena
Elena

O incêndio nos barracos que passaram por reintegração de posse no Bairro do Limão, na zona norte da capital paulista, foi extinto por volta das 9h de hoje (11). O espaço próximo à Marginal Tietê tem 10 mil metros quadrados e era ocupado por famílias em 114 barracos.

A desocupação da área, na Rua Coronel Euclídes Machado, começou por volta das 7h30, quando houve um incêndio. A Polícia Militar (PM) informou que um adolescente de 17 anos, morador da ocupação, foi apreendido por atear fogo no local.

De acordo com o tenente-coronel da PM Carlos Henrique Martins Navarro, no momento da prisão desse adolescente um grupo de moradores se revoltou e tentou bloquear a Marginal Tietê, mas foram impedidos pelos policiais.Moradores reclamaram da apreensão do jovem.

“Prenderam o rapaz sem nem saber o porquê. Colocaram ele na viatura e não quiseram nem falar o que tinha acontecido para a mãe dele. A mãe dele está passando mal. Isso não acho justo porque nós estamos aqui querendo moradia. Não foi ele quem colocou fogo lá”, disse Milena Américo da Silva, estudante.

Toda ditadura é corrupta e sangrenta e começa com a morte lenta da Democracia

polícia despejo povo indignados

 

Temos que combater as chacinas policiais. Quantos coronéis da Polícia Militar do Rio de Janeiro foram presos como chefes de quadrilhas?

Temos que combater o envolvimento de policiais federais com políticos corruptos. Foi assim que desapareceu um helicóptero com meia tonelada de cocaína.

Temos que combater os incêndios criminosos em tribunais. Principalmente o engavetamento de processos, que é um julgamento parcial que beneficia criminosos.

Incêndios que se alastram pelas favelas, inclusive os despejos judiciais que enriquecem os especuladores imobiliários. Como é o caso da chacina do Pelourinho, para enriquecer o doleiro Naji Nahas, que já dividiu uma carceragem com o capo Daniel Dantas.

O México está em chamas pelo luto de 43 estudantes assassinados pela guarda dos governadores e prefeitos. Hoje é do conhecimento internacional: o narcotráfico cuida de outros negócios como o tráfico de minérios e de moedas. Esse governo paralelo se faz com a contaminação dos poderes considerados mais do que legais: o executivo, o judiciário, o legislativo e a imprensa, que se transformaram em poderes divinos, absolutistas e intocáveis.

O Brasil precisa ouvir o povo, através de plebiscitos e referendos, tendo como modelos as nações democráticas que aperfeiçoam os direitos humanos, para a felicidade do povo em geral.

Incêndio no TRT de Manaus
Incêndio no TRT de Manaus
Incêndio no TRT de Goiás
Incêndio no TRT de Goiás

 

El silencio no es opción

 

México

 

por Alfonso López Collada

La opinión generalizada sobre el gobierno, en todos sus niveles, va cayendo a nivel banqueta. A un reclamo se suman otros; algunos son los pendientes del pasado, los más van brotando como hongos en bosque llovido. “Esto ya nadie lo para”, sentenció un hombre de larga experiencia en una manifestación provinciana.

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El diario The Economist publicó que “la democracia no llevó justicia a México”. Comencemos por recordar que no hay democracia en México; lo que hay son votaciones, ilegales en su mayoría porque se rebasan los topes de campaña, se compran votos, se regalan pollos o tarjetas con saldo a cambio de cruzar una boleta, etc. A esto se le agregan la abstención, el voto “tibio” que se monta en la inercia de las campañas y el voto emitido para los partidos que no tienen posibilidad alguna de triunfo (otra forma de evadir la responsabilidad ciudadana).

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Si tomamos una carretera que lleva a la ciudad de Pachuca, por ejemplo, llegaremos a esa ciudad. Es ilógico sorprendernos por este resultado. De la misma manera es obvio que, por el camino del abuso de poder, de la impunidad y de la delincuencia institucional, lleguemos a donde estamos hoy. La mala noticia es que la carretera sigue y sigue a destinos peores. Cuando Fox ganó la elección presidencial, ¿estuvimos mejor? Sólo en los noticieros. Cuando Calderón y Peña Nieto llegaron ilegalmente a la presidencia, ¿mejoró o empeoró la vida de los mexicanos? A las pruebas me remito. Tomamos el camino equivocado, por eso estamos en la situación equivocada. Todas las decisiones tienen consecuencias. Todas: buenas y malas.

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Los estudiantes no hicieron su aparición antes de la tragedia de Ayotzinapa. Esta vez les tocó a ellos como antes a otros sectores de la sociedad. ¿Hace falta que nos toque a nosotros, a usted y a mí, para que nos indignemos y alcemos la voz? Tomemos conciencia de que ya no queda zona neutra, porque callar robustece la impunidad. La inacción del gobierno -y sobre todo sus informes contradictorios- es, en sí, una acción. Inadmisible, por cierto. Quien decide no tomar una decisión, ya la tomó. No actuar también es una acción.

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Todos somos Ayotzinapa porque las 43 desapariciones forzadas fueron cometidas contra todos los mexicanos. Ese evento fue sólo la gota que derramó un vaso colmado de todo lo que los gobiernos y sus cómplices nos han hecho y nos siguen haciendo. Estamos regidos por gobernantes sin freno, sin ley, sin castigo… es decir por gobernantes que van contra los fundamentos de la nación. Ellos, y no los manifestantes, son los anarquistas. No hay gobierno en sus actos, no hay legalidad, sólo su interés por seguir enriqueciéndose.

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El jueves se aprobó el presupuesto de egresos del país en 2015. Viene con un déficit de 641 mil millones de pesos. Con el precio del petróleo de exportación a la baja, ¿a quién piensa usted que se le endosará ese faltante? De una manera o de otra, al ciudadano de a pie… ¡otra vez! Por supuesto no a los funcionarios públicos ni a sus compinches. Estos abusos constantes son la leña que aviva la indignación encendida en Ayotzinapa. Recurrencia que no ofrece esperanza de salida si no hay presión por parte de la sociedad civil. El que calla, otorga. Así que no esperemos que el pueblo siga aguantando. Hacerse presente es la única salida pacífica a la crisis de hoy.

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El profesor Rafael Reygadas, de la UAM Xochimilco, con la boca tapada, 43 mesas, sillas y fotografías de los normalistas desaparecidos, se declaró en huelga. A sus espaldas, un cartelón decía: “No puedo dar clase, me faltan 43. No quiero que mañana me faltes tú.”

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Creo que el mínimo acto de humanidad y nacionalismo que podemos hacer, cada mexicana y mexicano, es tomar conciencia de lo que sucede y levantar nuestra voz individual, única y libre. En nuestra situación, el silencio no es opción.

 

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Via Crucis de um jornalista que ousou denunciar a corrupção do “coronel” Aécio Neves

Escrevei várias vezes que o jornalista Marco Aurélio Carone só seria solto depois das eleições. Desde janeiro que a ditadura policial/judicial mantinha o jornalista preso, amordaçado e acorrentado em um cárcere de segurança máxima, porque assim desejavam os manos Aécio e Andréa Neves, denunciados por Carone como corruptos, ladrões, e pela prática de todos os crimes de enriquecimento rápido e ilícito.

Carone fez todas as denúncias, apresentando provas, que o Brasil espera não estejam destruídas pela polícia, pela justiça, inclusive via incêndios, com queima de processos.

Carone passou quase um ano preso, sempre correndo risco de morte, notadamente por falta de socorro médico.

Leia a notícia a seguir, e conclua quanto a justiça é cúmplice da violência:

 

Finalmente soltos em Belo Horizonte delator do mensalão tucano e jornalista

 

Jornalista Marco Aurélio Carone, o preso de Aécio Neves
Jornalista Marco Aurélio Carone, o preso de Aécio Neves

 

por Conceição Lemes

 

Por volta das 11h desta terça-feira 4, foram postos em liberdade, em Belo Horizonte (MG), Nilton Monteiro e o jornalista Marco Aurélio Carone.

Segundo a versão oficial, os dois foram acusados de formar quadrilha para disseminar documentos falsos, inclusive por meio de um endereço na internet, com o objetivo de extorquir acusados.

Mas há outra explicação, que remete a um fato político: Nílton Monteiro e Marco Aurélio Carone se tornaram uma pedra no sapato dos tucanos em geral e do senador Aécio Neves em particular, que, à época da prisão dos dois, pretendia ser candidato à Presidência da República.

Carone mantinha o site Novo Jornal, onde publicava denúncias contra os tucanos mineiros, especialmente Aécio Neves, que governou Minas de 2003 a 2010.

A sua prisão ocorreu em 20 de janeiro deste ano. Na época, o bloco parlamentar Minas Sem Censura (MSC) denunciou: a prisão preventiva do jornalista era uma armação e tinha a ver com o chamado “mensalão tucano” e a Lista de Furnas no contexto das eleições de 2014.

Os advogados de Carone tinham impetrado vários habeas corpus em favor do seu cliente no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Só que nenhum foi julgado ainda.

A decisão de libertá-lo partiu do juiz Dr. Haroldo Andre Toscano de Oliveira, titular da 2ª Vara Criminal de Belo Horizonte.

Devido a problemas de saúde, Carone estava preso na enfermaria do complexo penitenciário de segurança máxima Nelson Hungria, em Contagem, região metropolitana de BH.

Porém, de acordo com a sua irmã, quando iniciou o segundo turno da eleição presidencial, Carone foi transferido da enfermaria para isolamento, para que não tivesse contato com ninguém.

Passado o segundo turno, voltou para a enfermaria.

Nílton Monteiro é principal testemunha contra a cúpula do PSDB em Minas Gerais. Em 2005, revelou a trama urdida pelos tucanos para desviar dinheiro público para o financiamento das campanhas de Eduardo Azeredo à reeleição ao governo do Estado e de parlamentares de vários partidos, em 1998. O caso ficou conhecido como o mensalão tucano, ou mineiro.

Nílton também foi testemunha do caso da Lista de Furnas, que envolvia esquema de financiamento de campanha de tucanos mineiros e aliados na eleição de 2002.

Ele estava preso, desde maio de 2013, também no complexo penitenciário Nelson Hungria, em Contagem.

Em dezembro de 2013, concedeu entrevista exclusiva à jornalista Rodrigues, em reportagem especial para o Viomundo.

Nilton se declarou inocente e jurou ser vítima de uma armação de políticos denunciados no esquema do mensalão tucano, que queriam mantê-lo na cadeia afastado dos holofotes.

“Por detrás da minha prisão está o Aécio Neves… Eu fui operador do esquema junto com o Marcos Valério”, frisou na entrevista ao Viomundo.

Coincidência ou não, Nilton Monteiro e Marco Aurélio Carone só foram libertados após o término das eleições de 2014.

Será que se Aécio Neves tivesse vencido, eles já estariam em casa hoje?

 

Leia mais para conhecer a bandidagem que domina os podres poderes de Minas Gerais:

Conceição Lemes: O balanço das denúncias contra Aécio que a mídia ignorou

Deputados pedem inclusão de Cemig e Lista de Furnas no mensalão tucano

Geraldo Elísio: “Forjando provas mediante intimidação”

Rogério Correia: “Inquérito contra jornalista é fantasioso, peça de ficção”

Preso diz que oferta de delação em MG buscava comprometer petista

Ordens superiores’ impedem visita a preso: ‘Segurança do Estado’

Advogado diz que morte de modelo tem ligação com mensalão tucano

Modelo Cristiana Aparecida Ferreira, assassinada pela Mensalão Tucano
Modelo Cristiana Aparecida Ferreira, assassinada pela Mensalão Tucano

Com medo de morrer, delator do mensalão tucano se diz perseguido

 

 

 

Mais outra ativista misteriosamente assassinada: poetisa Gleise Nana

A ativista, poetisa e diretora de teatro Gleise Nana, 33 anos, que havia denunciado o sargento Emerson Veiga, do 15 BPM de Duque de Caxias, faleceu na madrugada dessa segunda-feira, 20 de novembro, após um incêndio suspeito no apartamento da ativista.

A poetisa e diretora teatral havia denunciado o sargento após ele ter postado insultos no inbox da ativista. Em um deles, o PM a chamava de “maconheira, vagabunda e anarquista de merda, responsável pela desordem no Rio de Janeiro.” Com medo, Nana repassou as mensagens para os amigos. Passou, desde então, a receber telefonemas estranhos.

Com a ativista também havia muitas filmagens dos conflitos desde o começo, em junho. Nana tinha um vasto material com denuncia sobre abuso de PMs. Em um deles, o tenente-coronel Mauro Andrade admite que a PMERJ se excedeu.

Em um incêndio suspeito, no dia 18 de outubro, a ativista teve 35% do seu corpo queimado. O misterioso incêndio em seu apartamento também afetou os órgãos internos de Nana. Após quase 40 dias de coma, a ativista não resistiu e faleceu.

Cabe frisar que, num primeiro instante, a Polícia Civil trabalhou apenas com a hipótese de incêndio acidental. Mas após insistência de amigos e o trabalho dos advogados da Comissão dos Direitos Humanos da OAB, a própria Polícia Civil admitiu que o incêndio pode ter sido criminoso.

Resta agora um empenho de todos para que a apuração ocorra da maneira mais transparente possível, pois sabemos que existem jogos de interesse escondidos por trás desse misterioso acidente.

Nossos sinceros sentimentos…

Pedimos aos nossos leitores que compartilhem essa nota de falecimento para que mais pessoas saibam a verdade.

Texto: Israel Montezano

Gleise Nana Wilson postou no dia 21 de junho esta foto: "Aí estava fisicamente bem. Cansada, após vários dias marchando e correndo de bombas, rs. Mas botei como foto de perfil por um motivo óbvio: é a conjuntura do país neste momento. Acho que é o que deve ser mostrado. Não consigo entender algumas pessoas fugindo da realidade e postando fotos cuti-cutis neste momento político que vivemos".
Gleise Nana Wilson postou no dia 21 de junho esta foto: “Aí estava fisicamente bem. Cansada, após vários dias marchando e correndo de bombas, rs. Mas botei como foto de perfil por um motivo óbvio: é a conjuntura do país neste momento. Acho que é o que deve ser mostrado. Não consigo entender algumas pessoas fugindo da realidade e postando fotos cuti-cutis neste momento político que vivemos”.

O valorizado terreno da favela dos Coelhos não resistiu ao quinto incêndio

Coelhos h 1
Eu Reclamo Recife: Comunidade dos Coelhos está nesse momento com dezenas de casas incendiadas!

Os bombeiros tentam conter o fogo!

Rossana Coelho: Completamente esperado. Tempo chuvoso, solo úmido, paredes molhadas… tudo para incendiar…
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Folha Coelhos
Alessandra Nilo: Coelhos. Hoje conheci muitas pessoas que vão começar do menos zero, somente com a roupa do corpo e nenhum documento. A situação é de cortar o coração pelo desespero das pessoas, e de cortar os pulsos por conta do aparelho público…

Segundo os moradores, os bombeiros demoraram demais para chegar (relatos mencionam mais de duas horas), quando chegaram o fogo estava na metade, com parte de comunidade já dentro do rio, tentando controlá-lo com baldes, enquanto o vento, forte, o alimentava – luta desigual.

Para completar os encaixes das mangueiras não funcionavam e as próprias mangueiras estavam furadas !!!

A fala de que, se tivessem chegado rápido, teriam conseguido impedir que o incêndio se expandisse foi unânime, repetida como mantra a noite inteira.

Difícil se conformar. Entre toda a confusão, muitas casas ao redor foram também saqueadas. E no fim, via fogo ou roubo, tod@s perderam quase tudo. A defesa civil cadastrou 97 famílias, e esse é

o quinto incêndio dos Coelhos, uma tragédia repetida.

As alternativas oferecidas pelo município não agradam a ninguém. Os pneus e papelão queimados nas ruas, os momentos de alta tensão com a polícia deram o tom da insatisfação. Ficar com parentes ou sofrer violência(s) no abrigo público e, em uma ou outra opção, amargar o esquecimento por muitos meses… mais cento e cinquenta reais, que é o auxílio moradia já recebido por muitos (com atrasos), que continuavam nas palafitas estimulados pelo sonho da casa própria. A decisão de ocupar a escola da comunidade, até que uma proposta mais concreta, decente e digna seja desenhada, me pareceu a mais lógica. Ilógico é a parca estrutura para responder efetivamente à situações de emergência da qual dispomos.

coelhos 1

Eliane Macedo: POR QUÊ
Por que ocorrem incêndios justamente nas comunidades que estão localizadas nas áreas de maior interesse imobiliário no Recife?

DP Coelhos

Informa Ricardo Antunes, jornalista censurado pela justiça pernambucana:

A cadela shaeny brinca com d. Maria Catarina que terá sua casa demolida amanhã pela Prefeitura. Uma história a menos no drama dos Coelhos
A cadela shaeny brinca com d. Maria Catarina que terá sua casa demolida amanhã pela Prefeitura. Uma história a menos no drama dos Coelhos
Os sonhos no chão à espera dos caminhões. Cinco minutos para demolição. Muita gente triste a olhar...
Os sonhos no chão à espera dos caminhões. Cinco minutos para demolição. Muita gente triste a olhar…
Esta casa marcada com um número não existe mais...
Esta casa marcada com um número não existe mais…
Lateral da mesma casa que foi a primeira a ser demolida na tarde de ontem. Ao fundo o rio, e do outro lado o Coque
Lateral da mesma casa que foi a primeira a ser demolida na tarde de ontem. Ao fundo o rio, e do outro lado o Coque
"Seu" Dida mora nos Coelhos, e salvou seu Corcel 73 amarelo, com a ajuda dos amigos. No local onde vivia sobraram apenas os escombros. O que ele estaria sentindo, vendo esta cena, de um  luxuoso camarote oficial, no estádio Arena de Pernambuco?
“Seu” Dida mora nos Coelhos, e salvou seu Corcel 73 amarelo, com a ajuda dos amigos. No local onde vivia sobraram apenas os escombros. O que ele estaria sentindo, vendo esta cena, de um luxuoso camarote oficial, no estádio Arena de Pernambuco?
Isac Alves ainda acordado ao lado das irmãs, Maria Gabriela e Rebeca Alves, que  dormem numa das salas do Colégio Municipal dos Coelhos
Isac Alves ainda acordado ao lado das irmãs, Maria Gabriela e Rebeca Alves, que dormem numa das salas do Colégio Municipal dos Coelhos

mae

Aos 35 anos, com cinco filhos, e sem companheiro, Cristiane Silva perdeu todo seu barraco. Tem, no entanto, o sorriso de Rafaela (4) e do Rafael (de um ano e meio) para enfrentar seu drama. — em ADRO
Aos 35 anos, com cinco filhos, e sem companheiro, Cristiane Silva perdeu todo seu barraco. Tem, no entanto, o sorriso de Rafaela (4) e do Rafael (de um ano e meio) para enfrentar seu drama. — em ADRO

E finaliza Ricardo Antunes: Ainda puras as crianças não sabem. Hoje, as 11 horas, a Prefeitura do Recife divulga os nomes das quatro agências vencedoras, que vão embolsar cerca de R$ 60 milhões (isso mesmo R$ 60 milhões), para fazer propaganda da atual gestão.

Uma, de conhecido “marketeiro”, está sendo comtemplada.

Censurado desde janeiro pela Justiça, se eu falar algo pago multa, e sou preso, novamente, no Cotel, e sem direito a fiança.

Engraçado esta vida, esta Cidade, não?

Minha parte do dia eu já fiz, agora é com vocês e os coleguinhas da imprensa.

PS: Hoje, sairá apenas o primeiro lote de R$ 30 milhões. Os outros R$ 30 milhões ficaram para setembro.

[Nota do retador do blogue: Quando indiquei Ricardo Antunes vice-presidente, na Chapa Anticandidatura Você Sabe Porquê, foi para protestar contra a prisão de jornalistas sem uma explicação convincente. E um aviso: um Sindicato de Jornalistas Profissionais não faz visita humanitária a um associado preso, depois de cinco meses. O certo é exigir do governador do Estado uma explicação. Uma polícia não prende um jornalista político, na antevéspera de uma eleição, sem que o governador tome conhecimento. Principalmente um jornalista de oposição. E pela inacreditável e super, super faturada cobrança de uma notícia de um milhão de dólares, para pagar em 30 prestações, durante quase três anos. Seria muita burrice um acordo desse tipo. E no mais, que jornalista ou Prêmio Nobel de Literatura escreveu, neste mundo, uma notícia por um milhão de dólares?]T.A.

 

Arcebispo de Santa Maria prega palavras de apoio a familiares e vítimas da Kiss durante missa de Corpus Christi

O clima em Santa Maria é de revolta. De descrença na justiça.

“Dei o tapa porque ele estava sorrindo”, afirma mãe de vítima que esbofeteou advogado de sócio da Kiss

 

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Humberto Trezzi | humberto.trezzi@zerohora.com.br
Carina Correa, mãe de Thanise Correa Garcia — uma das vítimas do incêndio na boate Kiss — afirma que não dorme direito desde 27 de janeiro, data da tragédia que ceifou 242 vidas.

— Estou à base de tranquilizantes, fazendo tratamento psiquiátrico. Nada me devolve o sorriso desde a morte da minha filha — desabafa a nutricionista Carina, que reside em Santa Maria.

Carina ganhou notoriedade, em meio a tantos pais de vítimas da Kiss, porque na quarta-feira deu um tapa no rosto de Jader Marques, advogado de um dos proprietários da danceteria, Kiko Spohr. Tanto familiares de mortos no incêndio como defensores dos réus tinham acabado de assistir à sessão do Tribunal de Justiça que determinou a soltura dos quatro acusados presos: Kiko, seu sócio Mauro Hoffmann e dois músicos da banda Gurizada Fandangueira, que tocava na boate e acendeu um artefato que provocou o fogo na boate.

Jader diz que vai processar criminalmente Carina pela agressão. Nesta entrevista, concedida por telefone a Zero Hora, Carina diz: “agi com emoção, porque o advogado estava sorrindo”. Confira:

Zero Hora — A senhora está ciente que o advogado Jader Marques anunciou que vai lhe processar?

Carina Correa — Estou ciente, vi ele na TV. Ele que processe, vou me defender. Não tenho de bater boca com esse sujeito. Estou à base de remédio, não durmo direito, sob tratamento psiquiátrico. Minha filha fazia Filosofia na Unifra, uma rica duma guria… Ela morreu asfixiada, na noite do incêndio. Quem aguenta isso? Ainda bem que tenho outra filha, mas não me conformo em ver quatro bandidos serem soltos. Tinham de pagar. Os juízes não poderiam fazer isso.

ZH — Por que a senhora deu o tapa no advogado?

Carina — Não faria isso racionalmente, mas estou sob grande estresse. Esse Jader parece que atua num circo, está sempre rindo, debochando, ironizando… Ele estava pedindo alguma atitude. Na saída da sessão estávamos sob choque, nós, familiares. Aí ele passa ao lado dos parentes das vítimas, depois de passar toda a sessão sorrindo. Não consegui aguentar. Se o Jader tivesse respeito, deixaria a gente sair antes. Agi com meu instinto de mãe.

Em banco de dados, acompanhe a situação dos envolvidos na tragédia

Kiss y Cromañón, la misma lógica asesina

En 2004 Argentina tuvo que contar casi dos centenares de muertos, tras una bengala perdida que causó un incendio en el local «República Cromagnon», una sala donde la mayoría de las salidas de emergencia estaban selladas con cadenas. Un grupo de jóvenes comenzó a lanzar bengalas. Cundió el pánico y una avalancha humana se atropelló en su huída de la muerte. Murieron por aplastamiento o asfixia.

por Santiago Morales

Santiago Joaquín Morales (23 años), sobreviviente de Cromañon junto a Martín y hermano de Sofía (+). La segunda batalla: acabar con las condiciones estructurales que producen injusticias. Es hora de creaciones heroicas.

Reproducimos un artículo de Santiago Morales, sobreviviente de Cromañon. “Parece un calco, una copia. Desafortunado es que lo que exportamos al mundo son mecanismos de exterminio colectivo, no la creación heroica de proyectos productores de vida. Afirmamos una única y concreta cuestión: en la Argentina están dadas las condiciones para que otro Cromagnón se repita.” Reflexiona el compañero en la nota. “Cromagnón, como tantos otros hechos de impunidad (…) es expresión de una lógica perversa de negociación corrupta con la cual el Estado (sus funcionarios, su policía, sus bomberos, y el resto de los actores), y el empresariado (:::)  articulan mecanismos para, por un lado, producir el máximo nivel de ganancias posible, y por otro lado, reproducir la situación de privilegio en la que se encuentran.” remata Santiago.

“Tragedia en Brasil: 232 muertos por un incendio en un boliche. Fue en la disco Kiss, en la ciudad de Santa María, en Río Grande Do Sul. El fuego se desencadenó a las 2.30, en medio de la presentación de una banda que habría realizado un show de pirotecnia.” Fuente: http://www.clarin.com

El “Cromagnón brasilero”, como lo han llamado decenas de periodistas, nos alerta trágicamente de una premisa que tiene que tener presente todo el pueblo argentino que palpita cada injusticia ajena en el corazón propio: en la República Argentina, todavía hoy, están dadas las condiciones para que otro Cromagnón se repita.

Parece un calco, una copia. Desafortunado es que lo que exportamos al mundo son mecanismos de exterminio colectivo, no la creación heroica de proyectos productores de vida. Afirmamos una única y concreta cuestión: en la Argentina están dadas las condiciones para que otro Cromagnón se repita. No estamos planteando que en Argentina están dadas las condiciones para que la adversidad de la calle mate a los pibes y las pibas que andan harapientos día y noche bajo el cuidado de nadie y protegidos integralmente por nada; aunque así sea. No estamos planteando que en Argentina están dadas las condiciones para que el consumo de drogas asesine a cientos de pibes que, sin un pan entre sus dedos, eligen la droga que, además de sacarles el hambre, les permite olvidar el olvido al que son condenados por el conjunto de la sociedad. No estamos planteando que en Argentina están dadas las condiciones para que la desocupación estructural condene a miles y miles de trabajadores/as a alimentar a sus hijos con “las gotitas que chorrean de un fuentón lleno de agua cuando uno mete un dedo y se desborda”, es decir, con la indignante plata de un “plan social”, que ata al hombre y a la mujer a la dependencia del Estado y les impide desarrollar la siempre próspera experiencia del trabajo humano, dador de capacidades de responsabilidad, de lograr metas, de autosuperarse, de fortalecer el autoestima, y más; no estamos planteando eso, aunque así sea. Ni siquiera estamos planteando que en Argentina están dadas las condiciones para que más temprano que tarde vuelva a producirse un crimen social que asesine a usuarios del tren Sarmiento o cualquier otro tren, y que no se produjo otro choque mortal después del 22 de febrero de 2012 por cuestiones de azar. No estamos planteando eso, no. Ni muchas otras cuestiones que podríamos plantear (y que debemos plantear) que ponen en peligro la vida de miles y miles.

Como las muertes en discotecas son una parte y no el todo, pareciera que es más posible de generar las condiciones para que no se repita. Pero no es así. Y además, no es un problema nacional, es una realidad del mundo contemporáneo globalizado esta mala costumbre de matar jóvenes.
– 4 de diciembre de 2009, incendio en la Discoteca Lame Horse, en Rusia. Resultado: 109 jóvenes fallecidos.
– 20 de septiembre de 2008, incendio en la Discoteca Dance King, en China. Resultado: 43 fallecidos.
– 18 de marzo de 1996, incendio en la Discoteca Ozono Club, en Filipinas. Resultado: 162 muertos.
– 28 de octubre de 1998, incendio en la Discoteca Gothenburg Dance Hall, en Suecia. Resultado: 63 fallecidos.
– 20 de febrero de 2003, incendio en la Discoteca The Station, en Estados Unidos. Resultado: 100 asesinados.
– 19 de abril de 2008, incendio en la Discoteca Factory, en Ecuador. Resultado: 15 muertos.
– 20 de junio de 2008, incendio en la Discoteca News Divine, en México. Resultado: 12 fallecidos.
– 27 de noviembre de 2006, incendio en la Discoteca Jazzys Elite Club, en República Dominicana. Resultado: 9 fallecidos.
– 20 de diciembre de 1993, incendio en la Discoteca Kheyvis, en Argentina. Resultado: 17 fallecidos.
– 20 de octubre de 2000, incendio en la Discoteca Lobohombo, en México. Resultado: 20 muertes.
– 30 de noviembre de 2002, incendio en la Discoteca La Goajira, en Venezuela. Resultado: 50 fallecidos.
– 4 de septiembre de 1993, incendio en la Discoteca Divine, en Chile. Resultado: 20 muertos.
– 27 de enero de 2013, incendio en la Discoteca Kiss, en Brasil. Resultado al momento: 232 muertos. (fuente: http://www.quenoserepita.com.ar)

Cromagnón, como tantos otros hechos de impunidad -no vamos a cansarnos de denunciarlo-, es expresión de una lógica perversa de negociación corrupta con la cual el Estado (sus funcionarios, su policía, sus bomberos, y el resto de los actores), y el empresariado (del rubro que sea, en este caso “empresarios de la noche”) articulan mecanismos para, por un lado, producir el máximo nivel de ganancias posible, y por otro lado, reproducir la situación de privilegio en la que se encuentran. No parece ser importante para ellos y ellas que ese objetivo se lleve unas cuantas muertes en el camino, pues lo primero que recortan para incrementar las ganancias son las inversiones en pos de la seguridad de los consumidores/as, usuarios/as, ciudadanos/as, seres humanos.

Con la lucha del Movimiento Cromagnón y con el acompañamiento de quienes se solidarizaron con los sobrevivientes, familiares y amigos de las víctimas, se conquistó -no del todo aún- una forma de Justicia, imprescindible: que el Poder Judicial sancione a quienes han infringido la ley en tanto actores necesarios para que se produzca semejante hecho de muerte. De los hombres y mujeres responsables directos de la Masacre de Cromagnón, hay catorce que están con prisión efectiva, más allá de los problemas psiquiátricos de tal o cual. Y todavía falta un fallo de Casación en relación a la sentencia dada por el Tribunal Oral 24 en el segundo Juicio Oral (Cromagnón II), la cual fue apelada por las partes, pues absolvía a todos de responsabilidades exceptuando a Rafael Levy. En este Juicio aún en proceso están procesados: el ex Secretario de Seguridad porteño Juan Carlos López, el segundo de Aníbal Ibarra en orden de responsabilidades, y, además, su concuñado; Rafael Levy, dueño de República Cromagnón, quien mandó a cerrar la puerta de salida de emergencia con candado, vinculado, además, a trata de personas, prostíbulos y talleres textiles clandestinos; Gabriel Sevald, ex comisario, Enrique Carelli y Vicente Rizzo, ex funcionarios.
Sin embargo, todavía no podemos decir que esta gran humanidad ha dicho basta y ha echado a andar… todavía no somos el pueblo unido los que planteamos “queremos acabar con las injusticias de una vez y para siempre”. Cuando eso suceda, más temprano que tarde, esa marcha de gigantes no se detendrá hasta que dejen de repetirse Cromagnones o hechos de masacre ética, como la desigualdad social y económica al interior de la condición humana. Eso va a estar bueno.

Por lo tanto, todavía nos falta la segunda batalla para que Cromagnón ni ningún hecho de impunidad se repita: acabar con las condiciones estructurales que producen estos hechos, terminar con la lógica perversa de negociación corrupta de la que hablé más arriba. Se trata de invertir la lógica de las cosas: primero la vida y la naturaleza (pues somos lo mismo), después el progreso económico y la ganancia particular. Para esto, como dice Isabel Rauber, tenemos que construir raizalmente (desde la raíz) una nueva civilización, una nueva condición humana.

Santiago Joaquín Morales (23 años), sobreviviente de Cromañon junto a Martín y hermano de Sofía (+)