A praga dos pelegos

BRA_OG pelegos

Existem sindicatos sem sede. E ninguém fiscaliza o dinheiro que corre solto.

O Brasil é o país das federações dos empregados e dos patrões que mamam nas burras da Nação.

De desconhecidas centrais dos trabalhadores. Tem central que constitui uma criminosa aberração. Como a Força de Paulinho, que defende a terceirização, o emprego precário, o emprego temporário, a escravidão.

terceirização paulinho força

emprego em risco tercerizado

Os sindicatos promovem greves de teatro, e nenhuma central tem força para realizar uma greve geral, ou a coragem de defender a estabilidade no emprego, cassada em 1964 pelo ditador Castelo Branco.

Noventa e nove por cento dos trabalhadores desconhecem a qual central pertence, e o troca-troca de central pelos sindicatos.

De onde vem o dinheiro

Um sindicato fatura as mensalidades dos sócios, os convênios com os governos municipal, estadual e federal, e o bilionário imposto sindical.

A contribuição sindical está prevista nos artigos 578 a 591 da CLT. Possui natureza tributária e é recolhida compulsoriamente pelos empregadores no mês de janeiro e pelos trabalhadores no mês de abril de cada ano. O art. 8º, IV, in fine, da Constituição da República prescreve o recolhimento anual por todos aqueles que participem de uma determinada categoria econômica ou profissional, ou de uma profissão liberal, independentemente de serem ou não associados a um sindicato. Tal contribuição deve ser distribuída, na forma da lei, aos sindicatos, federações, confederações e à “Conta Especial Emprego e Salário”, administrada pelo MTE. O objetivo da cobrança é o custeio das atividades sindicais e os valores destinados à “Conta Especial Emprego e Salário” integram os recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador. Compete ao MTE expedir instruções referentes ao recolhimento e à forma de distribuição da contribuição sindical.Legislação Pertinente: arts. 578 a 610 da CLT. Competência do MTE: arts. 583 e 589 da CLT.

O Ministério do Trabalho e Emprego divide a contribuição sindical com as centrais dos trabalhadores e o FAT que, por sua vez, repassa para o BNDES emprestar aos patrões. Este dinheiro, no tempo de FHC, serviu para privatizar estatais, eliminando empregos com estabilidade, e criando outros terceirizados, temporários, e com salários baixos.

A União Geral dos Trabalhadores transcreveu no seu portal reportagem do Valor Econômico:

Arrecadação com contribuição sindical cresce 9,4% em 2014 e atinge R$ 3,5 bi

Ali Divandari
Ali Divandari

A arrecadação da contribuição sindical cresceu 9,4% no ano passado em relação a 2013 e chegou a quase R$ 3,5 bilhões. Dados do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) mostram que, do total do imposto urbano (R$ 3,2 bilhões), 55,83% foram distribuídos entre os pouco mais de 10 mil sindicatos existentes no país, 5,65% foram repassados às seis centrais sindicais reconhecidas pelo governo e o restante, às confederações, federações e à Conta Especial Emprego e Salário, administrada pelo Ministério do Trabalho.

O imposto sindical é hoje uma das principais razões do aumento da competição entre as centrais sindicais, na avaliação de Adalberto Cardoso, professor do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj). Reconhecidas juridicamente em 2007, elas recebem parte do imposto desde 2008. No ano passado, o valor chegou a R$ 180,1 milhões. Em 2009, foi de R$ 64 milhões.

Para Cardoso, há uma disputa na cúpula do movimento trabalhista pelas entidades existentes – à medida que “cada sindicato a mais significa ter acesso a uma fatia maior do imposto sindical”. Segundo ele, “a luta das centrais sindicais, hoje, não é tanto por representar politicamente sindicatos e formular seus projetos estratégicos. É principalmente para controle do maior número possível de sindicatos”. Essa dinâmica, avalia o sociólogo, tem levado o país a um processo intenso de fragmentação da estrutura sindical – de incentivo à criação de novos sindicatos.

A perda de participação da Central Única dos Trabalhadores (CUT) dentro da representação sindical é um reflexo desse novo cenário, afirma Ruy Braga, professor de sociologia da USP. Em 2015, a central passou a responder por 33,67% dos 15,4 milhões de trabalhadores sindicalizados (dados de 2013). Essa fatia era de 35,84% em 2008.

O avanço da União Geral dos Trabalhadores (UGT) – de 6,29% para 11,67% no mesmo período – acompanhou o crescimento expressivo do setor de serviços na economia brasileira e a perda relativa de importância da indústria no Produto Interno Bruto (PIB), diz Braga. A entidade surgiu em 2007, resultado da fusão entre Central Geral dos Trabalhadores (CGT), Social Democracia Sindical (SDS) e Central Autônoma dos Trabalhadores (CAT).

“O aumento do trabalho assalariado no setor de serviços foi ocupado progressivamente pela UGT, com uma característica menos ideológica e menos focada na política federal, muito pragmática”, avalia o sociólogo.

Fora CUT e Força Sindical, fundadas em 1983 e 1991, respectivamente, as outras quatro centrais sindicais reconhecidas pelo Ministério do Trabalho surgiram na década passada: Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) em 2005, Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) em 2006 e Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB) e UGT em 2007.

Dirigentes sindicais se eternizam no poder

Vladimir Kazanevsky
Vladimir Kazanevsky

Ceará Agora transcreve ampla matéria escrita pelos jornalistas Henrique Gomes Batista e Ruben Berta, no O Globo nesta segunda-feira, 20:

Em 1990, Alfredo Sampaio assumia a presidência do Sindicato dos Atletas de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Saferj). Onde está até hoje.

Segundo a publicação, a situação de Alfredo é um dos retratos dos problemas que assolam o sindicalismo no país, tema da série de reportagens que O GLOBO inicia hoje, mostrando que as entidades criadas para a defesa de interesses coletivos dos trabalhadores muitas vezes têm sido usadas para objetivos particulares.

Dados do Ministério do Trabalho apontam que havia, em 2014, ao menos 8.518 sindicalistas, incluindo cargos de presidente e diretores em geral, com mais de dez anos de mandato — no Poder Executivo só podem ficar oito anos no cargo. O número pode ser maior, pois falta transparência e uma série de entidades não fornece seus dados. Mais de 25 anos após a Constituição ter avançado para garantir a liberdade sindical, fundamental para lutas e conquistas dos trabalhadores, lacunas como a falta de transparência, fiscalização frouxa e a pouca representatividade deixam um caminho aberto para os abusos. Algumas centrais sindicais já reconhecem que é necessário pensar em novas normas. O próprio Supremo Tribunal Federal (STF) indica que as entidades não tem salvo-conduto e precisam ser fiscalizadas.

O sindicato dos atletas esbarra em outros problemas: falta de representatividade (Alfredo Sampaio é técnico e não atleta); nepotismo (seu filho é o diretor da academia da Saferj), e conflito de interesses (ele tem uma empresa de marketing esportivo).

Há casos também de enriquecimento ilícito e desvios de sindicatos, que muitas vezes são verdadeiras máquinas de ganhar dinheiro. Isso num universo de 10.620 entidades por onde, no ano passado, circularam R$ 3,18 bilhões apenas de Contribuição Sindical — o chamado Imposto Sindical — obtida com um dia de salário de todos os trabalhadores com carteira assinada.

Leia mais: “Só 30% dos sindicatos são sérios”, Salário de R$ 50 mil. Viagem por conta da entidade. Em SP, o ‘milagre’ da multiplicação. O pelego é um parasita perigoso e nocivo e ladrão todo

BRA^ES_AT briga por sindicato

Pelegos sindicais boicotam passeata dos jornalistas vítimas do terrorismo policial em São Paulo

Os jornalistas livres realizam nesta segunda-feira um ATO PELO FIM DA VIOLÊNCIA EM SÃO PAULO. 

Giuliana Vallone
Giuliana Vallone

CONVOCAÇÃO

“Segunda feira, dia 28 de outubro, realizaremos um ato/intervenção contra as agressões da Polícia Militar aos jornalistas. A concentração do protesto será na Praça Rossevelt, centro de São Paulo, e partiremos para o prédio da Secretaria de Segurança Pública, localizado na Rua Líbero Badaró, 39.

Um Estado que ordena, permite ou é omisso às violências contra profissionais de imprensa é claro em suas intenções com as demais pessoas da sociedade: mais violência, censura, arbitrariedades. Desinformação.
A violência contra um jornalista é uma violência contra todos, aos que estão protestando e aos que assistem.
Apesar dos casos recentes de agressões descabidas da Polícia Militar a jornalistas, não é de hoje que sofremos com tal hábito. Sim, é recorrente. Claro que em um contexto, como o atual, onde protestos tornam-se mais frequentes e, consequentemente, ganham mais cobertura, esses casos são evidenciados.
Lamentamos viver e trabalhar em um país, e um Estado, onde o exercício da profissão seja tão perigoso, e que esse perigo seja oferecido, em grande parte, pelos governos. O Brasil é um país considerado democrático, embora em diversos momentos se pareça com um estado de exceção, trazendo às nossas mentes a lembrança de um passado bruto, obscuro e ainda tão recente em nossa história.
Basta! Basta de violência! Liberdade de imprensa e liberdade de protesto, por um Estado de Direito, pela DEMOCRACIA”.

Pedro Vedova
Pedro Vedova

BOICOTE

Para o mesmo dia e hora, em local diferente, pelegos sindicais pretendem DAR uma coletiva para a Imprensa.

“As direções do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP), Associação dos Repórteres Fotográficos de São Paulo (Arfoc/SP), Associação dos Jornalistas Veteranos no Estado de São Paulo (Ajaesp), Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e Central Única dos Trabalhadores de São Paulo (CUT/SP) realizam na próxima segunda-feira (dia 28), a partir das 15h30, coletiva à imprensa a se realizar no auditório Vladimir Herzog do SJSP (Rua Rego Freitas, 530 – sobreloja – F: 3217-6299)”.

policia bala perdida indignados

O VERDADEIRO PROTESTO

O ato, idealizado pelo jornalista Mario Palhares, tem o apoio dos mais consagrados jornalistas de São Paulo. Principalmente dos que foram presos, levaram cacetadas, e serviram de alvo para as balas de borracha da polícia de Alckmin, que faz pontaria nos olhos de fotógrafos e cinegrafistas.

Diz Palhares:  “Deixando claro, não sou dono de nada, criei o evento após consenso dos colegas em discussão no grupo de fotojornalistas. Infelizmente, as entidades de classe que deviam ter feito isso, não fizeram. Nada aqui é meu, é tudo nosso”.

É hora de união. De marchar juntos estudantes e professores de Comunicação, jornalistas on line, blogueiros, chargistas, todos os que trabalham nos meios de comunicação de massa. É uma marcha libertária e de confraternização com leitores da grande imprensa e jornais alternativos, telespectadores e radiouvintes.

É uma festa dos amantes da Liberdade. Dos escritores e poetas. Dos que defendem a livre expressão, inclusive nos meios artísticos.

Que o povo participe.

O verdadeiro jornalismo se faz na rua.

É uma idéia que deve ser levada a outros Estados, notadamente o Rio de Janeiro, contra a polícia de Sérgio Cabral, que tem lei ditatorial, exclusiva para prender manifestantes, como acontecia na ditadura militar.

Bala de borracha

SINDICALISMO DE PORTEIRA FECHADA

A coletiva dos sindicalistas pode ser na rua. É mais vibrante, mais autêntico, mais verdadeiro.

Quem apanha na rua, fale na rua.

Jornalista tem que gostar do cheiro da rua, do cheiro do povo. O verdadeiro jornalismo não se faz com ar condicionado.

Não sei o valor de uma TARDIA coletiva, que devia ter sido realizada em junho, no começo da explosão da fúria dos atiradores da polícia.

Por que uma reunião de porta fechada?

Divulgar o ‘furo’ da coletiva onde? Jornalista entrevistando jornalista, que chique! Que moleza! Que exibicionismo! Basta de demagogia!

Jornalismo se faz com coragem. E sonho.

Deu no Jornal da ImprenÇA do romancista Moacir Japiassu

 

O considerado Talis Andrade, jornalista de escol e um dos mais inspirados poetas do Brasil, envia um, como direi, desabafo de seu refúgio no Recife:

 medo morte jornalista legenda

(…) fui anticandidato a presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Pernambuco, e tive quatro votos dos cinco mil filiados.

Topei a parada para ter motivação para meter o pau nos pelegos. Foi uma eleição comandada pela Central Única dos Trabalhadores – CUT, única no mentiroso nome, que existem mais outras cinco ou seis centrais para comer o imposto sindical, que arrecada, na marra, mais de 2 bilhões de reais, e ninguém presta contas dessa dinheirama. Eta Brasil corrupto.

Na antevéspera do pleito a “democracia radical” de ser impedido de entrar no Jornal do Comércio, onde comecei como foca e terminei diretor responsável e redator chefe. Terminei entrando, por força da lei, para descobrir o lugar que aterrissou uma das urnas volantes.

Mudados tempos: as redações eram abertas, e os jornalistas viviam nas ruas. Sem medo e sem nojo do povo.

As redações viraram gaiolas de ouro para uma meninada que recebe o salário da fome e do medo. Na atual cultura de rejeição dos idosos, como condenou o Papa Francisco, a Chapa Você Sabe Porquê, que encabecei, terminou sendo chamada dos “Velhinhos”. A danação desta contrapropaganda escancara uma cruel realidade. Mas tudo tem seu lado bom. Fez recordar minha vaidade de garoto de trabalhar ao lado de decanos. De Câmara Cascudo, Mauro Mota, Costa Porto, Eugenio Coimbra Jr., Veríssimo de Melo.

Os jornalistas de  40, 50 anos, viviam o batente como se tivessem a mesma idade dos noviços. Ninguém teria a petulância de chamar Newton Navarro, Carlos Pena Filho, Audálio Alves, Abdias Moura, Ladjane Bandeira de encalhe, de imprestáveis. Qual o futuro de uma profissão de beletristas que, aos 30/35 anos, entra na ancianidade?

A sangrenta luta pelo butim do imposto sindical

BRA^ES_AT briga por sindicato

Nada mais corrupto e sangrento, no Brasil, que uma eleição sindical. As páginas policiais estão repletas de crimes praticados impunemente.

Pelo que digladiam os pelegos?

Pelas trinta moedas de Judas.

Pela botija de ouro e prata do imposto sindical. Que fica perto dos três bilhões de reais.

Três bilhões que se gasta não se sabe como. Que ninguém presta contas.

A ganância dos pelegos não tem limites.

Não sei se as eleições sindicais dos jornalistas registram algum assassinato. Mas nos últimos dias 16 e 17, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Pernambuco realizou uma farsa eleitoral, com a participação de capangas da CUT – Central Única dos Trabalhadores.

Central Única?  Até o nome é mentiroso. Porque não é a única. Existem mais cinco ou seis centrais para comer o imposto sindical. Para arranjar grana para ONGs, fundações e outras arapucas. Ou melhor explicado: verbas e mais verbas dos governos Federal, estaduais e municipais. E, em milhares de casos, do patronato, do empregador, do patrão, do escravocrata, do colono, que financia shows & festanças mil & greves de teatro. Um sindicalismo traidor da Pátria que, inclusive, recebe suborno de nações imperialistas.

A urna do prédio abandonado do Sindicatos dos Jornalistas Profissionais de Pernambuco. A ditadura dos capangas da CUT. A farsa eleitoral a partir de uma ilustração de Mohammad Saba'aneh
A urna do prédio abandonado do Sindicatos dos Jornalistas Profissionais de Pernambuco. A ditadura dos capangas da CUT. A farsa eleitoral a partir de uma ilustração de Mohammad Saba’aneh

Os votos dessa urna suja e pejada e ilegítima elegeram o presidente cativo da Fenaj – Federação Nacional dos Jornalistas

Celso Schröder e o salário do jornalista

Celso Schröder e o salário do jornalista. Ilustração Júcalo
Celso Schröder e o salário do jornalista. Ilustração Júcalo

Celso Shoröder continuará na presidência da Federação Nacional de Jornalistas. A nova posse acontecerá de 22 a 25 de agosto próximo.

O presidente reeleito da FENAJ, nos dias 16 e 17 últimos, agradeceu “o apoio de milhares de jornalistas que se mobilizaram [em Pernambuco sob o cutelo da CUT]  para garantir esta eleição direta, que nos orgulha por ser a FENAJ a única, tanto entre as federações de trabalhadores brasileiros, como nas organizações de jornalistas em nível mundial, a radicalizar a democracia e submeter-se à decisão direta da base”.

[Não sei que diabo é isso “radicalizar a democracia”?]

Na mensagem, Schröder também dirigiu-se à sociedade brasileira “para que, nestes momentos importantes e desafiadores à nossa jovem e custosa democracia, defenda a atividade jornalística como um patrimônio que não só custou vidas e liberdade de diversos jornalistas, mas também o sacrifício de centenas de brasileiros”.

[No blog da FENAJ, não existe nenhuma referência sobre jornalistas ameaçados de morte, ou exilados ou sob assédio judicial. Prefere o despiste de anunciar a desgraça doutros países, para esconder a vida de cão do jornalista brasileiro. Clique nos links.

Nenhuma proposta para o pisoteado salário piso. Será que pedirá o salário mínimo do operário argentino – 600 dólares – como salário piso do jornalista brasileiro?

Nem isso.

De que cuida a FENAJ?

Em nome da transparência, que os jornalistas tanto cobram dos políticos, devia primeiro colocar no blog uma prestação de contas do dinheiro que entra (origem) e gasta (o famoso onde? como? porquê?)

Seria uma boa novidade.

Vida de jornalista brasileiro. Ilustração Abdallah
Vida de jornalista brasileiro. Ilustração Abdallah

Celso Schröder eleito presidente da Fenaj com os votos sujos de Pernambuco

Um candidato sindical oposicionista a partir de uma ilustração de Fadi Abou Hassan
Um candidato sindical oposicionista a partir de uma ilustração de
Fadi Abou Hassan

 

A Comissão Eleitoral Nacional concluiu nesta segunda-feira (22/07) a apuração para a eleição da FENAJ, realizada de 16 a 18 de julho. Para a direção da Federação foi eleita a Chapa 1 – Sou jornalista, Sou FENAJ!, presidida por Celso Schröder, e para a Comissão Nacional de Ética foram eleitos os jornalistas Sérgio Murillo de Andrade, Elizabeth Costa, Angela Marinho, Beatriz Barbosa e Mário Messagi Jr.

Participaram do processo 4 365 jornalistas. Para a direção da FENAJ foi eleita a Chapa 1 “Sou Jornalista, Sou FENAJ”, com 2. 524 votos. A chapa 2 “Luta FENAJ” obteve 1. 393 votos. Foram registrados, ainda, 80 votos nulos, 107 votos em branco e 261 votos foram anulados.

Não foi realizada a eleição no Mato Grosso e Maranhão. E embora tenha valorizado o esforço de realização da eleição na Bahia e em Rondônia, a Comissão Eleitoral Nacional não computou o resultado nos dois estados. No primeiro caso porque o critérios para definição dos sócios aptos foi diferente do definido no Regimento Eleitoral da FENAJ. E no segundo porque a ata não foi enviada em tempo hábil.

Não sei como se deu a apuração. Mas a eleição realizada em Pernambuco foi para lá de corrupta.

Os votos dados para chapa 2 devem ter sido algum arrumadinho para legitimar o continuísmo na Fenaj.

Em Pernambuco, por exemplo, tudo aconteceu sob o mando da CUT, que preparou, carregou, recebeu e apurou os votos das urnas volantes e fixa. Uma safadeza que nem o nome mentiroso da Central Única dos Trabalhadores, desde que existem cinco ou seis centrais para comer o imposto sindical que fica perto dos três bilhões de reais. Dinheirama que ninguém presta contas.

 

Os eleitores do Sinjpe/Fenaj. Ilustração de Fadi Abou Hassan
Os eleitores do Sinjope/Fenaj. Ilustração de Fadi Abou Hassan

Centrais sindicais mais um ministério sem mistério

por Luis Carlos

 

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Para que servem as confederações e federais sindicais no Brasil?

No Brasil dos títulos (…) de parco conteúdo, se criou o péssimo habito de “criar coisas, sistemas” e não usar nada; outra grande invenção brasileira é “o provisório se tornar permanente”, ninguém pode negar isso! O Banco de Horas que era específico da área automotiva, naquele período de mudança de sistema produtivo, se espalhou pelo país e se tornou regra; a tripla jornada que descaracteriza a função principal se tornou o modo comum de trabalho, e inibiu a profissionalização para criar um patamar salarial (…).

Após as manifestações populares, convocadas pelo sistema “face book”, e organizadas pelo Movimento do Passe Livre mais, as correntes espontâneas; a velha e boa Resistência; e a palavra de ordem “sem políticos” referindo-se ao Congresso Nacional e os partidos republicanos de representação burguesa e ainda depois, um chamamento para “Greve Geral dos Trabalhadores” convocada dentro do mesmo “espírito de não dependência política”, enganoso, mas por justa causa, o dia 1º de julho, foi a gota d’água. O governo trabalhista, populista e candidatíssimo para 2014 precisava se “engajar no processo” de marketing popular, para dar a direção, ou sugerir isso: o benefício da dúvida!

As Centrais Sindicais foram compelidas pelas próprias Bases das Centrais, que não entendiam (…) porque não participariam, enquanto grupo sindical, de uma manifestação popular, agora, “com suas bandeiras”… As forças ligadas ao PT, ainda com um resquício de esquerda; as forças do PCdoB, limitadas mais usáveis, do PDT, e até do PMDB, que de fato, sempre trouxeram a tira colo uma bandeira de esquerda do lado direito, e uma da direita do lado esquerdo não só pelos acordos, pela sua conduta centralizadora, arrogante e silenciosa. E ainda uma sondagem de opinião do “prólulismo” e do “petismo”, tendo em vistas as próximas eleições.

Neste contexto pouco realista, liberaram as “araras de marketing” e levaram juntas consigo outras Centrais menores como a UGT, ligadas aos “motociclistas de frete”, da grande São Paulo e suas reivindicações, como o “colete air bag” inventada por algum empreendedor terceirizado, e melhor financiamento para motos, e ainda os portuários de Santos que estão ameaçados pela terceirização dos serviços nos portos; pequena parcela de metalúrgicos agregados ao sindicato do ABC e os “metroviários”; uma imagem pálida do que teria sido no passado os “ferroviários”. O centro nervoso da passeata foi no Museu do MASP, um local privilegiado para terminar o passeio, no coração financeiro do Brasil, mais propriamente nos quintais da FIESP.

Em alguns Estados a coisa foi levada à risca, acreditaram e fizeram por merecer atenção e destaque, e também foram companheiros honrados e nada se perde por isso, mas nunca por conta dos objetivos das Centrais e mais pelos autênticos partidos de Esquerda que entenderam sabiamente que deveriam participar, mesmo reconhecendo a precariedade e o limite político das manifestações, mesmo esta que pretendia ser mais profissional.

A ousadia laboriosa da Força Sindical, com um número pequeno de manifestantes, após uma multa aplicada pela justiça, por tentar trancar a rodovia São Paulo/Rio – parabéns os companheiros trabalhadores de Guarulhos –, acabou por desfalecer o ímpeto já abalado pelo dilacerante andamento das manifestações deste dia 11 de julho de 2013.

A “multa”, antes de ser uma multa a ser paga em “espécie” é um “castigo que veio a cavalo e galopante”. Acaso, não era a função das Centrais Sindicais, junto com Confederações Sindicais, Federações Sindicais, Sindicatos na Base, Trabalhadores, deputados da classe trabalhadora e associações proletárias, barrarem esta lei de exceção (Interdito Proibitório) e aumentarem a liberdade sindical, qual bandeira usava o governo nesta hora? Não ficou o governo, 08 anos no poder, assoprando as “orelhas” do infame governo Norte Americano (e europeu)? Pois é, diga-me com quem tu andas que eu te direi quem és! Um neoliberal disfarçado de social!

A conclusão óbvia, mostrada anteriormente no momento oportuno na década de 80 e anos seguintes (quando da mudança da linha de montagem para robótica, a apologia da crise pelas demissões e o acordo neoliberal) , quando as Centrais deveriam começar a fazer o trabalho a que se propuseram na CONCLAT, de organização e emancipação da classe trabalhadora e não fizeram e tiveram duas décadas e muito dinheiro para fazê-lo, foi confirmado agora, a ponto de a CUT e a Força Sindical se esconderem, como “crianças travessas”, como se vivêssemos em regime de exceção, como se fossem “clandestinos”, com medo de multa, não da polícia, que foi “parceira” e colaboradora, morrendo de rir, quando soltavam algumas bombinhas de fumaça, um pouco enfadonho (…) é fato.

Acaso a principal reivindicação não deveria ser fim do Interdito Proibitório no movimento sindical? E sabem o que isso representa para um sindicato autêntico? Poder fazer manifestação em frente ao local de trabalho da categoria sem ser multado, ou acusado no Ministério do Trabalho por assédio aos trabalhadores! Ou receber um Termo de Ajuste de Conduta! Isso cabe aos patrões! Isso significa o “Interdito Proibitório”; que passou nas “barbas das Centrais Sindicais, Federações e Confederações e do governo de duas bandeiras”. E que impede o sindicalismo de esclarecer com todas as letras a questão das mudanças na CLT e a Terceirização.

Acabou! As Centrais, que ousaram aparecer, ao contrário das Federações e Confederações, não representam mais nada, sequer a si mesmas! O que faz as Centrais, que não pode e deve fazer as “estranhamente silenciosas e camufladas”, Confederações, as Federações que são legais, constitucionais e recebem imposto sindical e mensalidades dos sindicatos? Talvez não se prestem a serviços políticos de partidos, ora, esta é a condição sine-qua-non de existência do sindicalismo. Então, façam o trabalho sindical, não basta combater em Brasília, tem que respaldar os sindicatos na base, criar ânimo de potência e apoio aos trabalhadores, “fazer tremer a pequena burguesia que tripudia e explora o trabalho manual”.

Obrigar trabalhadores, por melhores que sejam as razões, a se orientarem por determinado partido, por meio de uma “Central” é no mínimo um contrassenso democrático, especialmente se considerando que o trabalhador conhece apenas uma forma de democracia: o voto. Não aceita pertencer a qualquer partido (…), para “preservar seu direito do voto” nas sagradas urnas “eletrônicas” invioláveis.

Logo, uma Central “partidária” além de ser um “cerco” para com aqueles que por vários e vans motivos não querem “ser partidário”, é autoritarismo inútil para esta execrável função: de forçar alguém a alguma coisa segundo o “seu ponto de vista e interesse difuso aos olhos destes mesmos”.

Especialmente quando este grupo gigantesco de trabalhadores foi condicionado (pela mídia, pela teve Globo, Bandeirantes, Recorde e seus autores, artistas e palhaços etc.) a ter vergonha, das lutas diárias que travam a classe social a que pertence – quer queira quer não – o que define isso, a classe social, são os modos de produção e não o que a pessoa pensa de si, quando pode insinuar-se filha (o) do Criador…
Forçar uma pessoa nestas condições emocionais e psíquicas a “se sentir ligada a um partido”, para ela é uma tripla traição; ao Pai, à liberdade de escolha e à democracia!  O alvo imediato, alcançável de suas contrariedades e revoltas é o Sindicato na base, pobre parceiro!

E pior, elas, as Centrais, cujo nome parece feminino, o que sugere sensibilidade e graça, no entanto é bastante masculino no pior sentido, do macho humano que “perverteu a natureza” e quer “se dar bem a qualquer custo”, e se prestaram, de forma política, e mais sofisticada que as Confederações e Federações a inibir o sindicalismo autêntico, privilegiando com naturalidade, o sindicalismo de pelegos (permitam-me: “newpelage’s”) que sempre estão “alinhados” aos patrões e não “criam problemas”, são educados, bommocistas (Plinio Sampaio), assim como as principais Centrais que não se fazem de rogadas e estão alinhadas à FIESP, à FIRJAN e ao canal “FUTURA”, para manter o “mundinho operário” do único e reduzido parque industrial brasileiro em estado de “glórias ao capitalismo” e isso é o neoliberalismo.

Enquanto as outras categorias, nas periferias das grandes cidades, se amofinam, ora pelos baixos salários, más condições de transporte, saúde; Educação ideológica inútil para trabalhadores; por outro lado, a execrada e imunda meritocracia; criticas aos sindicatos (impedidos pela lei); o retorno implacável do “chefismo marimbondo”: que irrita pelo som e destila veneno; tripla jornada de trabalho; falta de especialização, isonomia “na linha do ajudante geral” para reduzir ganhos; acidentes de trabalho por falta de ferramentas apropriadas etc.

Voltando às Centrais, como desativar este “elefante branco de tetas parlamentares”. O exemplo de Brasília e em cada Município mostra o quão difícil é tirar os “predestinados”, que aumentam a cada nova eleição; os que perdem sempre arrumam cargos! Depois os parentes!

“Fechar as portas”, se redimir publicamente do “apagão trabalhista”, seria o melhor a fazer, para mostrar honra, dignidade e exemplo à classe trabalhadora! E começaríamos de novo, de maneira diferente, a partir deste exemplo.

De outra forma para não se perder esta experiência acumulada daqueles que atuam nas Centrais e acreditando que ainda sejam classistas nesta conjuntura capitalista e neoliberal, as Centrais deveriam continuar atuando na forma política, para poder se contrapor na medida certa ao economismo sindical e o “peleguismo”.

Os grandes desafios das Centrais são dois: um, é abrir mão da porcentagem do imposto obrigatório, para que os sindicatos recebam mais e acabem de vez com a contribuição assistencial; dois que as federações e confederações sindicais sejam oxigenadas pela política por intermédio da criação de Câmaras de Política Sindical e Economia.

Estas pessoas adensadas às Confederações e Federações, a título de organização política sindical podem cumprir duas funções fundamentais:

1) “Tirar da conveniente penumbra”, as Confederações e Federações, dando destinação política e informativa a todos os sindicatos, sem distinção de categoria, aos excelentes e excedentes recursos destas entidades, e retornando-as ao estado de origem, da condição de sua existência: os trabalhadores; via sindicatos; 2) Acabar definitivamente com o “atrelamento” político e a ilusão do controle sindical por partidos políticos, que restringe a atuação sindical aos modos do parlamento burguês e afasta os trabalhadores.

Os Sindicatos na base foram as vitimas da “divisão dos recursos do imposto sindical obrigatório”, tiveram reduzido o repasse do dinheiro e se obrigaram a “emboscada da contribuição assistencial”, quando ficaram vulneráveis. E as Centrais (…), ou direções atreladas aos partidos, apenas aguardavam o momento histórico de os Sindicatos na base descobrirem isso: quando das mudanças na CLT e a aprovação da Terceirização!

A armadilha: se o sindicato é pelego, ou não tem iniciativa política sindical, não cria indisposições com o patrão em defesa dos trabalhadores; se o sindicato é autêntico e classista, sofre pressões de todos os lados e se torna objeto de um expediente mais sórdido, quando as “entidades patronais” elaboram uma “cartinha” e dispensam os trabalhadores para que entreguem a “cartinha se isentando da contribuição assistencial ao sindicato”.

A sordidez fica por conta, da aliança entre “empregados e patrões”. Os “cartistas” crescem na proporção do aumento do imposto assistencial e redução dos salários pela inflação, e o incentivo da ética do Departamento de Recursos Humanos e as Centrais, as Federações e Confederações se fazem de mortas e cumplices?

Quanto aos sindicatos “cordatos”, logo serão substituídos pelos sindicatos dentro das empresas. Eles próprios sabem que serão sacrificados, e não fazem nada! E os trabalhadores são deixados à própria sorte!

Nada disso é fácil, por muito menos, o Sindicato dos Rodoviários de São Paulo, se envolveram com crimes hediondos, o mesmo aconteceu em Santo André com um Prefeito!

Não é a hora de dar um basta neste modelo fascista e mafioso de controle sindical, tendo como partícipe toda a estrutura sindical e parte da estrutura política? Manter isso como esta, significa oposição aos trabalhadores, então se define uma política, uma política fascista de oposição à classe trabalhadora.

Como nunca, as Centrais Sindicais, as Federações e Confederações Sindicais, tem uma única oportunidade de mudar isso. Basta coragem e desprendimento! Coisa que qualquer trabalhador faria sem o menor susto!

Os Sindicalistas Deputados, ligados ao governo, aprovaram no Congresso, Lei que determinava o repasse de 10% da Contribuição Sindical Obrigatória, às Centrais Sindicais. Isso fez com que o repasse aos sindicatos de todo o país diminuísse em alguns meses no ano e isso os obrigou a mais uma contribuição, a Contribuição Assistencial. São 15 mil e aumentando (…) dia após dia o número de Sindicatos que participam do “bolo” e movimenta um valor que atinge R$2,4 bilhões por ano, logo, a Reforma sindical é mais importante que a trabalhista.

Nas periferias mais incautas da política sindical, fazem crer (a mídia, o sindicato patronal, as associações patronais e entidades de classe burguesas, os Rotary’s, as damas da sociedade, os homens de fé etc.) que a Convenção Coletiva é apenas uma formalidade e que são os patrões quem dão o aumento (!) e não o Sindicato.

Anula por este elementar e absurdo argumento, e também pela oposição aos trabalhadores do histórico sindical, a convenção anual, entre o Sindicato dos Trabalhadores e o Sindicato Patronal (seus advogados, contadores, e associações comerciais) que chega a durar quatro meses, de difícil negociação, quando não parte para dissídio e o aumento fica a cargo da justiça, que repassa o valor do INPC sugerido pelo governo federal de dupla bandeira e segundo cálculos de órgãos especializados de pesquisa.

Para onde vai o dinheiro do imposto sindical dos jornalistas?

Finalmente algo acontece na comportada redação: o terrorismo dos velhinhos que perderam as eleições do Sinjope. Os onze pés-na-cova tiveram quatro votos
Finalmente algo acontece na comportada redação: o terrorismo dos velhinhos que perderam as eleições do Sinjope. Os onze pés-na-cova tiveram quatro votos

Todo sindicato confessa que tem uma pobreza de Jó. Principalmente o dos jornalistas. Começa pela Fenaj – um antro de pelegos da CUT.

Existem treze sinônimos para dois sentidos da palavra antro:

1. seio. Os ladrões deitam a cabecinha e dormem no luxo e na luxúria. São malucos por congressos internacionais, viagens, hospedagem em hotéis de luxo.

2. algar, catacumba, caverna, cavidade, cova, covil, fantasma, fossa, furna,gruta, lapa, toca.

Valem todos os sinônimos para definir o sindicalismo brasileiro.

Os pelegos nunca explicam onde enterram as botijas de ouro e prata do dinheiro dos associados, do imposto sindical & outros, dos convênios e ajudas e mais ajudas dos governos federal, estaduais e municipais.

Primeiro sinal de que existe dinheiro em jogo: são capazes de tudo para não perder a boca: até de matar. As páginas policiais registram vários assassinatos. Transcrevo notícia do Estadão sobre as eleições do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de São Paulo – Sindmotoristas, nos dias 25 e 26 de julho:

Definitivamente a briga pelo controle do Sindimotoristas – Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de São Paulo não tem como principais motivos questões ideológicas ou a sede pela representatividade de uma categoria.

O Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus em São Paulo movimenta por ano milhões de recursos.

Mas reportagem do jornal O Estado de São Paulo relembra uma série de denúncias sobre movimentações ilegais de muito dinheiro por parte da atual diretoria do Sindicato e da ala de oposição.

Presidente do Sindicato desde 2004, Isao Hosogi, o Jorginho, é acusado pelos adversários de desviar R$ 500 mil por mês de contratos de planos de saúde, compras de cestas básicas e convênios com farmácias, mercados e outros estabelecimentos. Assassinatos de sindicalistas e de motoristas nas portas das garagens foram atribuídos a esta denúncia.

Jorginho teria, segundo a oposição, uma casa de alto padrão em Itanhaém e outra em Ilha Bela, no Litoral de São Paulo, além de um patrimônio de R$ 16 milhões.

Já a situação acusa os oposicionistas de diversas irregularidades e envolvimento em vários crimes.

Um dos “cabeças” de chapa de oposição, “Valdevan Noventa” há cerca de cinco meses, antes de romper com Jorginho, era diretor justamente de finanças do sindicato.

Ele foi investigado por suspeita de “lavar” dinheiro do tráfico de drogas da favela do “Paraisópolis” em lotações da cidade de Taboão da Serra.

O vice dele, Edivaldo Santiago, que esteve à frente de uma das maiores greves de ônibus da cidade de São Paulo, era parceiro de Jorginho. Ele também é suspeito de enriquecimento ilícito.

Há ainda poucas investigações sobre a atuação de sindicalistas.

Também há suspeitas de relacionamentos irregulares, onde o dinheiro fala alto, entre o Sindicato e funcionários de diversos escalões da SPTrans, da Secretaria Municipal de Transportes e até de empresas de ônibus.

A “caixinha” de R$ 5 mil para pretendentes a vagas em diversas funções na Via Sul Transportes, envolvendo membros do sindicato, nunca foi levada a sério pelas autoridades responsáveis por investigações.

Nos últimos dois anos, há registros de pelo menos 19 mortes com suspeitas de envolvimento direto em questões do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus.

Pelo imposto  sindical, a receita é de R$ 1,4 bilhão.

FENAJ MORDE QUANTO DO IMPOSTO SINDICAL? E OS SINDICATOS DE JORNALISTAS?

Ninguém fala desse dinheiro.

O governo facilita por que não pede prestação de contas. É um dinheiro que pode ser gasto com:

a) assistência jurídica;

b) assistência médica, dentária, hospitalar e farmacêutica;

c) assistência à maternidade;

d) bolsas de estudo;

e) cooperativas;

f) bibiotecas;

g) creches;

h) congressos e conferências;

i) auxílio-funeral;

j) colônias de férias e centros de recreação;

l) estudos técnicos e científicos;

m) finalidades desportivas e sociais;

n) educação e formação profissional;

o) prêmios por trabalhos técnicos e científicos.

(Continua)

Por que as urnas voadoras (drones) das eleições do Sinjope foram pilotadas pela CUT?
 
ovelha_carnivora