E A CONCLUSÃO DO INQUÉRITO DA CHACINA DA FAMÍLIA PESSEGHINI?

por George Sanguinetti

 

 

 


Recordo quando da descoberta dos corpos, a autoridade policial afirmou ter a solução do caso em 98%.

Inospitamente, sem nenhum laudo concluído ou estudo do caso realizado, o delegado condutor do inquérito atribuía autoria ao menor Marcelo, também vítima, e que o mesmo cometera suicídio, após matar os familiares. Provas não surgiram para dar sustentação a esta possibilidade.

A própria perícia de local ao divulgar seu laudo conclusivo, o fazia de modo irregular, dizendo que a hipótese mais viável era que o menor Marcelo havia atirado nos familiares e em seguida contra si.

Os senhores Peritos sabiam que laudos têm que ser conclusivos; jamais atribuir culpa, mesmo numa também vítima, baseado em hipótese.

E os laudos cadavéricos, nada evidenciaram quanto a participação do menor; a registrar que dois exames cadavéricos foram realizados, 12 horas antes da chegada dos corpos ao IML; esta técnica ou possibilidade é absurda. Mesmo assim em nada contribuíram para o esclarecimento do caso, salvo em descrever ferimento único por arma de fogo numa vítima em distância superior a 1 metro, disparo de profissional. Todas as vítimas com tiro de execução, na cabeça, bem significativo para quem quizer entender.

Divulguei, com provas técnicas, que a posição final do corpo do menor Marcelo era incompatível com a possibilidade de ser autor do disparo. Mostrei, documentado com o levantamento fotográfico da Polícia Técnica, as lesões de defesa no menor, prova robusta que foi subjugado e executado.

Por falta de provas, buscou-se um exame psiquiátrico pós-morte, onde se comparava o menor a Dom Quixote, obra literária do grande escritor espanhol Cervantes, e citava que ele era um vingador ( ? ), que tinha perfil suicida ( ? ) e que sofria de encefalite encapsulada, e erra ao descrever os sintomas de encefalite. Sua médica, que cuidava do mesmo, na Santa Casa, desde 1 ano e 5 meses de idade, declarou, em depoimento, que o mesmo não sofria de nenhuma doença mental.

Fica difícil concluir o inquérito, culpando uma também vítima, e evitando buscar a verdadeira autoria.

Aguardo o relatório final, a conclusão do inquérito, pois muito tenho a apresentar ao Ministério Público e à Justiça.

A mídia recebia informes, opiniões, que o menor foi o autor, para tentar convencer a opinião pública.

Já não é tempo de divulgar provas, explicar as lesões de defesa? Estou aguardando a conclusão do inquérito, engajado com os amigos do Face que querem a verdade.

Erros grosseiros dos que desejam declarar o menor Marcelo autor de uma chacina

por George Sanguinetti

polícia justiça

Em minhas mãos, o laudo pericial 396.009/2013, de local, do Instituto de Criminalística de São Paulo, onde os senhores peritos declaram que ao chegar na residência da família Pesseghini, ás dezenove horas e cinquenta e oito minutos do dia 05 de agosto de 2013, encontraram os cadáveres, em número de cinco.

Portanto esta foi a hora que a perícia de local encontrou os corpos. Observo que no laudo de exame necroscópico 2675/2013 do IML de São Paulo, consta que foi necropsiado o cadáver de Luis Marcelo Pesseghini, às 07:30 horas de 05 de agosto de 2013. E também no laudo de exame necroscópico 2676/2013 do IML, consta que Andreia Regina Bovo Pesseghini foi necropsiada ás 05:10 horas de 05 de agosto de 2013.

Questiono como foi possível realizar o exame cadavérico, no início da manhã, se os cadáveres só foram encontrados à noite do dia 05 de agosto? Erros que se somam aos que enumerei em artigo anterior no Facebook?

Qual a credibilidade de laudos que, na conclusão, declaram que a hipótese mais provável é que o menor Marcelo tenha sido o autor dos homicídios múltiplos.

Não têm valor legal laudos que concluem com hipóteses, que utilizam expressões como acredito, nos parece, etc.

O perito só atesta o que encontra, só declara o que a prova técnica permite; suas crenças e achismos invalidam, juridicamente, os pseudo-laudos, arremedos de laudos, que não têm sustentação científica, não só quanto aos erros de metodologia, como também declarar que

realizou necropsias mais de doze horas antes da descoberta dos corpos.

Quero também registrar que o delegado condutor do inquérito, ao chegar ao local, sem nenhum dado pericial, sem prova técnica, declarou que sua experiência permitia afirmar que noventa e oito por cento era quanto a culpa do menor Marcelo.

Sua pretensa experiência não permitiu reconhecer as lesões de defesa na mão esquerda e punho do menor, respectivamente, equimoses na região palmar e ferimento pérfuro-cortante, indicativos que o menor também foi assassinado, como a posição do corpo, dos braços, da arma, permitia declarar.

E vem o pior: para tentar manter sua amena tese, evitando investigações que poderiam permitir chegar aos autores, declara uma inverdade, que as equimoses da concavidade da mão resultaram de haver efetuado disparos de pistola ponto 40.

Finalizando, citando o Código de Processo Penal, “o inquérito policial é uma apuração preliminar; não é de competência da autoridade policial abordar, discutir ou definir culpa, o que envolve juízo de valor”.