Quem fiscaliza a posse de ilhas e as clandestinas praias particulares?

Privatização das praias brasileiras acontece de maneira cada vez mais acelerada. Sob as vistas grossas dos poderes locais e Judiciário, condomínios e comércios barram lazer de quem não tem propriedade ou poder de consumo.

Recentemente, blogueiros denunciaram a praia da família Marinho em Paraty — RJ, encravada no melhor ponto da Mata Atlântica brasileira.

Para ser erguida hoje, de acordo com o portal DCM, a mansão custaria cerca de R$ 8 milhões, pelas dificuldades técnicas e qualidade do material, cerca de R$ 6 mil por m² e poderia ser vendida por algo em torno de 20 a 80 milhões com o terreno. Apesar da propriedade ser privada, todas as praia brasileiras são públicas por lei.

Indaga o jornalista Marcos Simões: “É pobre que privatiza? São associações populares? Ou são os ladrões poderosos e ricos, os acima da lei?”.

A Constituição proíbe. Pernambuco possui várias praias particulares. Prefeitos e vereadores são os principais responsáveis por estes abusos do poder econômico, que paga propinas e financia campanhas eleitorais. O judiciário é cego de nascença. A Marinha nem aí. Como são ocupações ilegais não pagam imposto de marinha. Quem mora perto dos sujos e fedorentos canais do Recife sim. Canais viveiros de todas as doenças. Nika uma delas. São hotéis de luxo, condomínios fechados, restaurantes, bares, bordéis, tudo dominado pelos coronéis do asfalto, grileiros, imobiliárias e os industriais da noite com o turismo das prostitutas de luxo e drogas. Todos são parceiros do mesmo crime.

Os grileiros agridem o meio ambiente.

In Pragmatismo Político:Passou o carnaval, o verão vai terminando e com ele o frenesi dos brasileiros com nosso imenso litoral. Existe alguém que não gosta de passar férias de verão na praia, mergulhar no mar, caminhar pela areia, olhar o horizonte sem fim? No entanto, apesar de termos praias lindíssimas, e de TODAS serem, por definição, públicas, nem sempre é possível desfrutar desta paisagem tão especial… às vezes não conseguimos sequer enxergá-la.

Percorrendo nosso litoral, é cada vez mais comum que, de repente, a paisagem seja interrompida por muros altíssimos protegendo condomínios privados que bloqueiam a entrada para a praia e a visão do mar. Em algumas situações, as casas avançam com muros de contenção sobre a areia, e, com o avanço das marés, literalmente, eliminam a praia.

Quando não são os condomínios residenciais, são “barracas de praia” que se transformaram em verdadeiros complexos de lazer à beira-mar, em cima da areia, bloqueando e privatizando o usufruto da praia. Um exemplo impressionante é o de Porto Seguro, na Bahia. Quem passa pela estrada que liga esta cidade a Santa Cruz de Cabrália percorre uma série de empreendimentos gigantescos que incluem restaurantes, espaços para shows, playgrounds etc., e que impedem os pobres mortais de simplesmente ver ou mergulhar no belíssimo mar azul turquesa da cidade…

Isso é cada vez mais frequente… Mas é permitido? Não! De acordo com a Constituição Federal, as praias são bens da União. Além disso, a Lei 7.661/1988, que regula o uso da costa marítima do nosso país, determina claramente, em seu Artigo 10, que “As praias são bens públicos de uso comum do povo, sendo assegurado, sempre, livre e franco acesso a elas e ao mar, em qualquer direção e sentido, ressalvados os trechos considerados de interesse de segurança nacional ou incluídos em áreas protegidas por legislação específica.”

Então, se a legislação não permite que a praia – pública – seja ocupada por esses empreendimentos, como é possível que estes existam há tanto tempo e continuem se multiplicando? No caso de Porto Seguro, como em muitas outras situações de privatização de praias, é a irresolução jurídica, ou seja, os processos que se estendem indefinidamente numa teia de recursos, agravos e táticas protelatórias, que mantém flagrante ilegalidade, garantindo os benefícios dos usurpadores.

Órgãos públicos como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Secretaria do Patrimônio da União (SPU), assim como promotores de vários ministérios públicos do país, ao tentar mandar abrir condomínios, derrubar muros e barracas, enfrentam o enorme poder político local e sua incidência sobre o poder jurídico, em benefício dos que desejam manter a situação como está, contrariando o interesse público.

Em Porto Seguro, por exemplo, no início da década de 2000, o Iphan emitiu ordens administrativas determinando a retirada das barracas que ocupam o litoral Norte da cidade, ou seja, as que estão à direita da estrada paralela ao mar, literalmente sobre a areia. Como não foram cumpridas, a questão foi judicializada: o Iphan recorreu à Justiça solicitando que esta ordenasse a retirada das barracas. Passados mais de dez anos, pouquíssimas ordens judiciais foram emitidas (menos de 10 barracas foram removidas, entre dezenas existentes) e, na maioria dos casos, os processos circulam nas diversas instâncias, com recursos e mais recursos…

O fato é que os donos destes empreendimentos são agentes locais poderosíssimos, que participam da direção política da cidade, ocupam cargos altos no Executivo e no Legislativo, têm laços estreitos com juízes e promotores…

Enquanto isso, as barracas continuam firmes e a praia segue privatizada… E quem aprecia a tranquilidade e a amplidão da paisagem do mar vai ter que buscar isso em lugares cada vez mais raros e longínquos… Raquel Rolnik, em seu blog

A corrupção seja investigada no executivo, no legislativo e no judiciário

Faixa da passeata deste 15 de março
Faixa da passeata deste 15 de março

 

O povo pediu nas ruas o fim da corrupção.

Que ela seja investigada já! no executivo, no judiciário e no legislativo.

Que o “Abre-te, Sésamo” aconteça em todas as cavernas das prefeituras, das câmaras municipais, dos governos estaduais, das assembléias legislativas, dos tribunais, do governo da União, do Congresso Nacional.

Que todas as cavernas sejam aclaradas. Nas reitorias, nos cartórios, nas estatais, nos quartéis, no fisco, nos serviços terceirizados, nos leilões da justiça, nas quermesses do executivo, nas Anas, nos pedágios…

Que sejam analisadas todas as outorgas, notadamente de fontes de água, de entrega de ilhas marítimas e oceânicas; todas as concessões para explorar os minérios do Brasil, a começar pelo ouro, pelo nióbio, pelos diamantes, pelos meios de comunicação de massa; todos os precatórios assinados pelos desembargadores, e pagos por prefeitos e governadores; todas as isenções fiscais que beneficiam as castas, as elites protegidas pelo sigilo (fiscal e bancário); todas as anistias concedidas pela justiça secreta do foro especial.

Que seja fiscalizado todo o dinheiro arrancado do povo, via impostos diretos e indiretos, para autarquias, planos de saúde, serviços de informações estratégicas, pesquisas de opinião pública, fundações, ONGs, hospitais, igrejas, maçonaria, partidos políticos, promotores culturais, proxenetas e pedófilos dos esportes amadores, escolas e hospitais particulares…

Que sejam exterminados o tráfico de dinheiro, de minérios, de órgãos humanos, de prostitutas infantis; o mercado negro de venda de sentenças judiciais, do dólar paralelo; o contrabando de medicamentos, de madeira nobre; as máfias dos fiscais, dos alvarás, das obras e serviços fantasmas e dos agiotas das campanhas eleitorais…

 

Que prometem o judiciário e o legislativo? Apenas o governo da União anuncia o combate do bem contra as almas sebosas

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A presidente Dilma Rousseff esteve reunida com nove ministros e o vice, Michel Temer, no Palácio do Planalto. Após o encontro, os ministros da Justiça, Jose Eduardo Cardozo, e de Minas e Energia, Eduardo Braga, fizeram um pronunciamento a respeito das manifestações do último fim de semana e reafirmaram que o governo está ouvindo as manifestações e aberto ao diálogo. Cardozo reconheceu que o país precisa passar por uma mudança, pois, só assim, conseguirá superar os desafios. Além disso, os ministros disseram que não vão retirar os programas sociais.

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Não vão retirar os programas sociais

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Durante o pronunciamento do ministro da Justiça, Jose Eduardo Cardozo, a palavra “humildade” foi usada para dizer que o governo reconhece que é preciso mudar, e que para chegar a essa mudança é preciso à união de todos os que estão no poder, seja da base aliada ou da oposição.

“Reitero que até o final da semana, a presidente da República, assim como anunciou no seu programa de reeleição, irá lançar um projeto para auxiliar as empresas a implementar um mecanismo que ajude a coibir e investigar a corrupção. É preciso ter humildade para reconhecer que o momento é delicado e que é necessário uma mudança. O governo está aberto ao diálogo com todos, oposicionistas ou não, e estamos abertos a debater com a sociedade brasileira. A presidente Dilma Rousseff governa para 200 milhões e não apenas para os que votaram nela”, comentou Cardozo.

Já o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, reforçou as palavras de Jose Eduardo Cardozo:

“O governo sabe que temos um desafio grande, e que é preciso enfrentá-lo. O governo buscou até o esgotamento da sua capacidade com o Tesouro para combater esse momento, e tentando manter todos os programas sociais. Todos esses ajustes são com o único objetivo de continuar crescendo, e alcançando o nível que queremos chegar. Mas para vencer desafios, é preciso coragem para mudar. Reforço que esses novos ajustes serão necessários para que possamos deixar a nossa economia saudável por emprego e distribuição de renda. Um governo que tem compromisso com a transparência e a eficiência, não pode se esconder neste limite, e é isso que nós estamos fazendo, anunciando que chegamos a esse limite”, anunciou o titular da pasta de Minas e Energia.

Ao ser questionado sobre como a presidente ficou após ver todas aquelas pessoas nas ruas protestando contra a corrupção e contra seu governo, o ministro Eduardo Cunha lembrou-se do passado político de Dilma Rousseff para mostrar que ela aceita qualquer manifestação, desde que democrática.

“A presidenta Dilma sofreu uma prisão lutando pela democracia, ela perdeu a sua liberdade para que conseguíssemos nossa democracia, portanto, ela encarou as manifestações de ontem com esse sentimento. Sentimento de quem prega a liberdade de reivindicações, desde que democráticas, e as reivindicações que tivemos nos últimos dias foram totalmente democratas”, explicou Cunha.

Para encerrar, o ministro da Justiça, Jose Eduardo Cardozo, comparou as manifestações do último fim de semana com as que aconteceram em 2013, e que ao contrário do que ocorreu há um ano e meio, desta vez existe uma causa direta, a corrupção.

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Desta vez existe uma causa direta, a corrupção

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“As manifestações de ontem, foram totalmente diferente das manifestações de 2013, antes foram reclamados outras coisas difusas, hoje o povo se manifesta pela corrupção. A grande verdade, é que a corrupção é muito antiga no Brasil, mas hoje ela é investigada e punida. Na história brasileira, desde a constituição de 88, passando por todos os governos, o Brasil trabalha para que possamos investigar coisas como essas”, encerrou Cardozo. Fonte Jornal do Brasil 

Diferente do Uruguai e México, Brasil possui castelos e ilhas encantadas

AS FILHAS DA DIDATURA

indignados imperialismo burguesia

 

por Talis Andrade

 

(Primeiro ato)

Nada acontece de novo
no reino da Dinamarca
As filhas da ditadura
depois de brincarem
de guerrilha urbana
esposam católica angelicamente
os filhos dos amigos do pai
convidam burguesa orgulhosamente
o marechal presidente
para padrinho de casamento

Vestidas de branco
belas e joviais
as nobres murzelas
sobem o altar
ao som marcial
da música de Wagner

 

(Segundo ato)

Nada acontece de novo
no reino da Dinamarca
Desfilando em carrões negros
guiados por motoristas negros
as filhas da ditadura
cruzam fortuita perigosa
atordoante passeata estudantil
recordando suspirando heróicas trepadas
quando frequentavam a universidade
pichando muros panfletando
utópicos programas partidários

As consciências leves
as jovens esposas
retornam à militância política
patrocinando chás e bingos
de pública caridade
com fotos dominicais
de Sebastião Lucena
nas colunas sociais

 

(Terceiro ato)

Dona-patroa dispõe
desde menina-moça
das regalias de sangue
casa na praia
casa no campo
casa na corte
Em cada casa o conforto
a sujeição dos criados
para os serviços pesados
e secretos brinquedos
Em cada casa
o ritual preciso
para banquetear os amigos
encastelados no governo
Em cada casa
o ambiente propício
para as festas de santo
e feriados cívicos

No jogo do poder
dona-patroa se arma
de inatas inocentes
sedutoras artimanhas
para o esperto marido
colocar no pescoço
do convidado de honra
o macio mesurado
laço de lobista

Sendo preciso
o sacrifício
uma vítima
uma isca
dona-patroa
com muito jeito
máximo proveito
se enfeita
se perfuma
para dormir
com senadores e ministros
liberando o dinheiro
que o marido cobiça

 

(Quarto ato)

Uma ditadura
fatalmente dura
uma geração
não morre
nem antes
nem depois
Morre de podre
morre de velha
pelas passarelas
dos palácios
e quartéis

As balas da guerra interna
ricocheteiam nos marechais
um a um eliminados
torturados pela artrite
sufocados pela angina
o coração explodindo enfartado
o peito coberto de medalhas

 

(Publicado in O Enforcado da Rainha, 2009)

 

O DIREITO DO POVO SABER ONDE E COMO RESIDEM SEUS GOVERNANTES

 

A revista Caras costumava, sem a devida leitura da Receita Federal, publicar as mais belas e luxuosas residências do Brasil. Notadamente dos novos ricos. Mas sempre esqueceu os palácios oficiais e residências particulares dos presidentes da República, da Câmara dos Deputados, do Senado, das assembléias legislativas, dos governadores, dos prefeitos das capitais e grandes e médias cidades. E ainda dos presidentes dos tribunais de justiça, e dos mais ricos políticos da República Monarquista do Brasil, que realizaram este ano campanhas milionárias.

Tem presidente que não tem medo de mostrar sua moradia.

JOSÉ MUJICA, PRESIDENTE DO URUGUAI, EM SUA CASA (FOTO: AGÊNCIA EFE)
JOSÉ MUJICA, PRESIDENTE DO URUGUAI, EM SUA CASA (FOTO: AGÊNCIA EFE)

 

O presidente José Mujica dirige seu Fusca, que vale mil dólares
O presidente José Mujica dirige seu Fusca, que vale mil dólares

 

Um bom exemplo é o presidente do Uruguai. Leia aqui

O Brasil sempre foi comparado ao México, principalmente quando da realização dos jogos da Copa do Mundo. Pela alegria e festividade do povo.

Também somos parecidos na corrupção política, na passividade da justiça, e no controle da mídia pelos barões, tendo cada governador seus soldados estaduais.

São Paulo possui um efetivo de cem mil militares, sendo uma PM considerada como a terceira força armada da Américas do Sul e Central. Coisa de dar inveja ao México. Pobre México!

Mas a mídia do México não chega a ser tão podre quanto a do Brasil. Os mexicanos conhecem como vivem o presidente e a primeira-dama.

 

A VIDA LUXUOSA DO PRESIDENTE DO MÉXICO EM UM PAÍS DOMINADO PELO MONOPÓLIO DA IMPRENSA 

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9 de noviembre de 2014.- La agencia de noticias de Carmen Aristegui comprobó que la residencia La Palma es “legalmente” propiedad de Higa, una de las empresas a las que el gobierno de Peña Nieto otorgó el contrato para construir un tren de alta velocidad del DF a Querétaro. El dueño es amigo y quien le alquilaba los helicópteros cuando era gobernador del Estado de México. Se sospecha que además, es su socio en varios negocios, la “casita” de las Lomas y el tren a Querétaro, entre ellos.

La construcción del tren de alta velocidad DF-Querétaro ha dado mucho de qué hablar esta semana. La licitación para esa obra, con valor superior a 50 mil millones de pesos, fue anulada el jueves pasado, 6 de noviembre, tres días después de ser emitido el fallo de la SCT, en medio de la crítica de firmas constructoras por el poco tiempo concedido para preparar el proyecto y de cuestionamientos de parte de la oposición sobre la transparencia del proceso.

El nuevo escándalo que involucra a Peña Nieto tiene que ver con la residencia conocida como La Palma, obra del arquitecto Miguel Ángel Aragonés, ubicada en Sierra Gorda número 150, en las Lomas de Chapultepec. Está valuada en siete millones de dólares, unos 94.5 millones de pesos y se encuentra registrada a nombre de Ingeniería Inmobiliaria del Centro, propiedad del Grupo Higa. La compañía que legalmente posee el inmueble controla una de las firmas que había obtenido del gobierno de Peña Nieto el contrato para construir el tren de alta velocidad a Querétaro, de acuerdo con la investigación, de la que un adelanto fue conocido por La Jornada.

La punta de la madeja de la que tiró el equipo de investigación fue una entrevista de la revista de nota rosa ¡Hola! a Angélica Rivera de Peña, esposa del presidente Peña Nieto, realizada en la residencia de La Palma.

En nuestra casa llevamos una vida de lo más normal posible, les he hecho saber que Los Pinos nos será prestado sólo por seis años y que su verdadera casa, su hogar, es ésta donde hemos hecho este reportaje, declaró Rivera de Peña a ¡Hola!, que acompañó la entrevista con varias fotos de la esposa del Presidente posando en la residencia, abunda la investigación.

La casa de La Palma, que no está incluida en la declaración patrimonial pública del presidente Peña Nieto, está interconectada con otra residencia ubicada a espaldas, en la calle de Paseo de las Palmas 125, Lomas de Chapultepec, que pertenece a Angélica Rivera de Peña. De esa propiedad salió la pareja cuando el presidente Peña Nieto tomó posesión del cargo el primero de diciembre de 2012, de acuerdo con los documentos en poder del equipo de investigación de la periodista Carmen Aristegui.

El Estado Mayor Presidencial, el cuerpo militar de élite responsable de la seguridad del Presidente y su familia, confirmó oficialmente al equipo de periodistas que custodia la casa de Sierra Gorda 150.

El propietario

La residencia de La Palma, a la que la esposa del Presidente se refirió comonuestra casa en la entrevista con ¡Hola!, está registrada a nombre de Ingeniería Inmobiliaria del Centro, una empresa propiedad del Grupo Higa (GH).

El Grupo GH, a través de su filial Constructora Teya, fue parte del consorcio de empresas que el lunes 3 de noviembre obtuvo del gobierno federal el contrato –que no llegó a ser firmado– para construir el tren de alta velocidad de la ciudad de México a Querétaro, una obra valuada en 50 mil 820 millones de pesos –alrededor de 3 mil 755 millones de dólares.

El grupo de empresas que obtuvo la licitación –un fallo del que el gobierno federal reculó el jueves 6 de noviembre– estuvo integrado por ocho compañías. Entre ellas, China Railway Construction Corporation, paraestatal del gobierno chino, y las firmas mexicanas Prodemex, GIA+A, propiedad de Hipólito Gerard, cuñado del ex presidente Carlos Salinas, y Constructora Teya, filial del Grupo Higa.

La empresa propietaria de la residencia de La Palma, el Grupo Higa, obtuvo varios contratos del gobierno del estado de México cuando Peña Nieto era gobernador de esa entidad. También rentaba los helicópteros en los que el mexiquense, a la sazón candidato presidencial, se trasladaba durante la campaña electoral de 2012.

El arquitecto Miguel Ángel Aragonés hizo público que había estado al frente del proyecto de construir la residencia para el presidente Peña Nieto, según documentó el equipo de investigación. Fue durante una entrevista concedida al periodista Alberto Tavira, en el programaLos despachos del poder, que transmite Televisión Azteca.

En el programa el periodista Tavira preguntó al arquitecto Aragonés:

–Es público que hiciste la casa del ahora presidente de la República, Enrique Peña Nieto. ¿Fue un reto?

–Siempre es un reto trabajar para alguien con esa importancia y esa capacidad, con ese nivel de inteligencia, ¿no? Siempre es difícil tratar de captar lo que alguien específicamente necesita. Sí, se vuelve un reto, sobre todo que yo suelo trabajar para mí, no suelo tener clientes.

–El licenciado Peña Nieto y su esposa, ¿fueron clientes difíciles?

–No, yo creo que han sido de las personas más respetuosas y fáciles de trabajar. Ambos, sobre todo Enrique, se me hizo un personaje de primera, un tipo inteligente, sensible, respetuoso, amable, fue una delicia trabajar con él.

El inmueble

Pintada totalmente de blanco, la casa de La Palma tiene, según descripción del equipo de investigación de Carmen Aristegui, un estacionamiento subterráneo, planta baja, nivel superior con tapancos. Un elevador conecta todos los niveles. El jardín cuenta con sala y comedor techados.

La planta baja está cubierta con pisos de mármol. Mientras, en el primer piso se encuentran las recámaras para los seis hijos de la pareja y la habitación principal con vestidor, baños separados y área de spa. La casa cuenta con un sistema de luces para crear ambientes diversos: puede tornarse rosa, naranja o violeta. La propiedad está asentada en mil 440 metros cuadrados. Las fotos pueden verse en la página electrónica de Aragonés, http://www.aragones.com.mx, con el título Casa La Palma.

El equipo de investigación obtuvo además un certificado del Registro Público de la Propiedad que da cuenta que La Palma es propiedad de Ingeniería Inmobiliara del Centro, Sociedad Anónima.

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(La Jornada)

 

O Brasil precisa conhecer as residência de notáveis ladrões. A casa do capo Daniel Dantas já foi visitada pela Polícia Federal, que encontrou uma parede falsa; a de Paulo Maluf, traficante de dólares; dos doleiros; dos mágicos das falências fraudulentas; dos moradores de bilionárias, paradisíacas, encantadas  ilhas, doadas como concessões públicas; a pobre moradia do ministro Joaquim Barbosa em Miami, a do  juiz Lalau; de Sílvio Santos, no Brasil e nos Estados Unidos, por viver pegando dinheiro para um banco falido; dos irmãos Marinhos, dos principais acionistas da Vale, da Petrobras, da mineradora de nióbio em Araxá e outros piratas donos das riquezas do Brasil.

 

 

Alckmin, o mágico: até a água sumiu em São Paulo

Ou falta ou tem água poluída, por Jean Gouders
Ou falta ou tem água poluída, por Jean Gouders

 

Faltar água em estados brasileiros exportadores de água é preciso que o governador seja muito incompetente ou safado. Ou as duas cousas juntas. Quando se sabe que o Brasil possui os dois maiores aquíferos do mundo, inclusive aquíferos para descobrir, e rios e mais rios e lagos e lagoas encantadas, e secretas fontes dágua e cascatas.

Esconder uma cascata é coisa mágica. Só para exemplificar: Quantas cascatas invisíveis têm os estados nordestinos?

Não existe o mapa das águas no Brasil. O mesmo acontece como o mapa das ilhas fluviais, marítimas e oceânicas. Se perguntar para Ana, a prostituta respeitosa, quantas ilhas o Brasil tem, a resposta vem rápida na ponta da língua sensual e promíscua: – “Uma longa costa oceânica e quase nenhuma ilha. Por que esta divisão colonial de ilhas marítimas e oceânicas? Quantas ilhas foram dadas como concessões? O Brasil possui milhares de  ilhas fluviais, inclusive as maiores do mundo.

Um raro mapa fluvial de São Paulo que anda sem água na torneira da casa dos pobres, e com um crescente comércio de água engarrafada – um rico negócio nas mãos da pirataria internacional, e que cria as maiores fortunas individuais de brasileiros e brasileiras do quarto, copa e cozinha de diferentes governos estaduais e da União dos lá de cima.

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Mais um inquérito do MP que vai com com os burros n'água
Mais um inquérito do MP que vai dar com com os burros n’água

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Palavra final: Os caminhos da corrupção em São Paulo

O Brasil virou um país sem atrações turísticas. Cidades consideradas patrimônio da humanidade estão abandonadas pelos prefeitos e governadores. Reclama o deputado federal José Chaves de Pernambuco: A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) já concedeu o título de patrimônio mundial (cultural ou natural) para 17 localidades no Brasil. José Chaves afirma, no entanto, que esses locais não recebem tratamento diferenciado do governo federal. “O Poder Executivo insiste em tratá-los como qualquer outro município brasileiro”, critica. “Não foi para isso que a Unesco conferiu a essas cidades tão importante título.” Conheça o projeto 

As entradas das cidades brasileiras são terrivelmente iguais e feias. Favelas e mais favelas, postos de gasolina, porteira de pedágio, posto fiscal, monstruosos edifícios de shopping, hipermercado, fábricas e oficinas estrangeiras.

O turismo azul acinzentou. Desapareceram os mapas dos rios, com suas ilhas e cachoeiras; idem de suas ilhas marítimas e oceânicas. Belezas encantadas pelas outorgas. E nenhuma praia classificada entre as mais belas do mundo.

O Brasil era conhecido como terra do samba e do futebol. Os nossos melhores jogadores continuam vendidos, na lavagem de dinheiro dos cartolas, para os clubes europeus; e o Rio de Janeiro pretende o título de capital do rock, com a degeneração da MPB. 

Triste realidade de um pais atualmente famoso pelo turismo sexual e pela corrupção, inclusive como atração para investidores estrangeiros, e negócios bilionários como comprovam as atuais investigações, da justiça internacional, das propinas da Siemens e da Alstom.

 Não é de estranhar que seja proposto um antigo roteiro turístico – que pode ser realizado em qualquer outra capital: 

Numa mesma caminhada, podemos ver vários prédios públicos onde negociatas foram feitas – e os privados que delas se beneficiaram

por Milton Jung/ Revista Época

Prisão domiciliar do juiz Lalau
Prisão domiciliar do juiz Lalau

Político na cadeia não é privilégio de Brasília. Não adianta a Capital Federal ficar se vangloriando com a hospedagem oferecida aos condenados do Mensalão, porque São Paulo saiu na frente. Nem vou levar em consideração o fato de que parte dos que lá estão deveria estar aqui. Só foram para a Papuda devido ao presidente do STF, Joaquim Barbosa, que nos roubou alguns deles. Antes desses aí, porém, nossa cidade já havia colocado atrás das grades ao menos um político. Foi no fim dos anos 1990, quando funcionários da prefeitura foram acusados de cobrar propina para fazer vistas grossas a irregularidades no comércio e em construções, na gestão Celso Pitta (1997-2001). Era tanta falcatrua que a Câmara Municipal instalou a CPI da Máfia dos Fiscais e pela primeira vez na história da cidade um vereador foi condenado à prisão. Vicente Viscome, denunciado em 1999, foi para a cadeia por ser um dos chefes da quadrilha. Um marco na luta contra a corrupção, definiu o promotor Roberto Porto, do Grupo de Repressão ao Crime Organizado (GAECO) que, hoje, ocupa a Secretaria Municipal de Segurança Urbana na administração Fernando Haddad.

Encarcerar político era tão raro que o então Ministro do Turismo, Rafael Greca, me surpreendeu durante entrevista, na época, com uma ideia mirabolante. Sugeriu que se criasse um roteiro turístico da corrupção, em São Paulo, que se iniciaria na sede do Ministério Público Estadual, na rua Riachuelo, onde foi entregue a acusação que deu origem à investigação, feita pela empresária Soraia da Silva que não suportou o assédio dos fiscais que insistiam em receber dinheiro em troca da licença para a abertura de uma academia de ginástica, em 1998. Com mais dez minutos de caminhada, os turistas chegariam à Câmara Municipal, no Viaduto Jacareí, onde Viscome prestou serviços. O ápice seria a visita à cadeia do 77º Distrito Policial, em Santa Cecília, na qual o vereador permaneceu durante alguns dias antes de seguir para a penitenciária de Tremembé, no Vale do Paraíba.  A proposta, como era de se imaginar, não prosperou e, um ano depois, Greca deixou o Ministério suspeito de envolvimento com donos de casas de bingo e máquinas caça-níquel. Foi inocentado, mas por pouco não virou ponto turístico em outra freguesia.

Pelas denúncias atuais, percebe-se que o “tour da corrupção” seria um negócio de alto potencial, inclusive com o patrocínio do Metrô e da CPTM que ofereceriam bilhetes mais baratos para os turistas se deslocarem pela cidade em trens e linhas superfaturados. Túneis, avenidas e viadutos fariam parte da visita. Prédios públicos onde as negociatas foram feitas e privados, que se beneficiaram delas, também. Obras inacabadas, menos atrativas,  estariam no roteiro por seu valor simbólico.  Todos seriam convidados à sede do Tribunal Regional do Trabalho, na Barra Funda, e recebidos, para um café, pelo ex-juiz Nicolau dos Santos Neto, o Lalau, que abriria sua mansão, onde cumpre prisão domiciliar.  Os turistas fariam compras com desconto nos shoppings que pagaram propina para construir acima do permitido e, como diversão, teriam de descobrir onde estão as vagas de estacionamento exigidas por lei. Para conversar com as celebridades da corrupção recomendaria-se deixar uma “caixinha” (dois).

Enquanto ninguém se atreve a investir nesse negócio, o que vemos por aqui é a preocupação da elite política com as condições impostas aos presos.  A persistirem os sintomas, sugiro que nossos políticos em vez de cadeia, sejam condenados a frenquentar escolas e hospitais públicos.

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Beleza roubada da Bahia: Cachoeira da Água Branca

Uma cachoeira e ilhas e lagoas e matas privatizadas. Ninguém sabe quem é o dono da Cachoeira da Água Branca neste imenso Brasil do estado mínimo.

O país do segredo. Gastei a manhã inteira para localizar onde ficava a Cachoeira de Água Branca. Tente descobrir em que município da Bahia.

No Brasil são desconhecidas as ilhas fluviais, marítimas e oceânicas. As cachoeiras, os lagos, os aquíferos e fontes d’água. Não estou referindo a Região Amazônica, que existe uma legal e outra ilegal. Mas ao Brasil mapeado desde antes da conquista portuguesa.

Não falo do potencial turístico, que no Brasil o turismo está nos bilhões da Copa do Mundo, no Carnval, e algumas festas de santo padroeiro. Mas da riqueza da água que é mais cara do que o ouro, cuja posse motivará as guerras do futuro.

Foto Jefferson Nagata
Foto Jefferson Nagata
Situada dentro de uma área de Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN, dentro da Fazenda Água Branca, a cachoeira, de mesmo nome, cai numa deslumbrante cortina de espuma branca de 30 metros de altura.
Para chegar até lá, o visitante passa por uma trilha ecológica, a maior parte dela sombreada e úmida, em meio à mata densa, moradia de animais silvestres, incluindo fazendas de criação de búfalos, e uma fauna diversificada.
No mesmo local, há uma ilha fluvial (de desconhecido nome), onde foi construído um quiosque que permite apreciar a bela vista ao redor.
Além disso, uma vista deslumbrante do alto do mirante, com panorâmica de toda a cidade [que cidade?] e do encontro do Canal de Taperoá com o mar.
A queda d’água é formada pelo Rio Gereba [Também encantado rio].
mirante cachoeira

(continua)

Lei mais dura para prender mais estudantes em São Paulo

Brasil protesto

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou nesta quarta-feira, 30, que defende penas mais duras para quem agride policiais e penas mais rígidas para casos de vandalismo, como os que ocorreram na segunda-feira na Rodovia Fernão Dias.

“Duas propostas de alteração da legislação federal. Uma, para crime cometido contra o policial, que é um agente de Estado, de ele ser agravado, de a agressão ao policial. Hoje há muita violência na criminalidade. E a outra é para danos. O que está acontecendo? O crime para danos não mantém preso. Então, nós até conversamos com o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, ontem fiz uma visita ao presidente, Ivan Sartori, para pedir também uma cooperação do poder judiciário, porque o fato de não manter preso estimula o vandalismo, estimula a impunidade”, disse.

“Nós não descartamos nenhuma hipótese”, disse Alckmin sobre a suposta atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) nos protestos da zona norte.

O PCC é o governo paralelo invisível que está em todas. Antigamente, nos tempos de Brizola governador do Rio, a imprensa denunciava a presença de gerrilheiros da FARC nas favelas.

BRA_OG vândalos inafiançáveis

Alckmin não falou de leis para os que super faturam obras públicas, comem tocos,  embolsam bilhões com obras e ser√iços fantasmas.

Quem desvia verbas dos serviços da saúde e educação, por exemplo, precisa receber uma pena maior do que um manifestante que quebra um orelhão ou queima um ônibus.

Roubar medicamentos é roubar vidas. Roubar a merenda escolar é roubar o leite das crianças.

O policial que bate, sequestra, tortura, realiza prisões arbitrárias, arma flagrantes falsos, intimida testemunhas é o pior dos vândalos. Tão iníquo quanto um juiz que vende sentenças ou esconde/ engaveta processos.

O combate contra o vandalismo, a corrupção deve ser feito nas ruas, nos palácios e repartições públicas.

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O manifestante não é criminoso.   A adolescente e estudante Dilma Rousseff foi sequestrada, torturada e condenada pela justiça por pertencer a uma ‘facção criminosa’. Ela e milhares de estudantes. Outra geração de estudantes, membros de ‘facções criminosas’ enfrentaram a polícia nas ruas para pedir diretas já. Pintaram a cara pelo impeachment de Collor. Que os estudantes reivindicam hoje para ser considerados membros de ‘facções criminosas’? Fica a pergunta.

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