Resultado da privatização e terceirização da Celpe

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Quando os piratas compraram a Celpe – a Companhia de Eletricidade de Pernambuco – a preço de banana podre, para economizar e faturar sempre mais, demitiram todos os funcionários técnicos, e terceirizaram todos os serviços.

Por falta de manutenção na velha fiação das linhas de fornecimento de energia, quantos já morreram vitimados por choques elétricos?

O Diário de Pernambuco, com sua “santa e burra inocência”, pergunta de “quem é a culpa”?

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É isso aí: A Celpe rouba e mata. E a justiça de merda não faz nada. A polícia corrupta não investiga porra nenhuma.

Quem morreu se lascou e nem sabe! Que ta tudo dominado.

Celpe assassina dengue 2

Privatizada Celpe mata

Resultado da privatização da Companhia de Eletricidade de Pernambuco

CELPE

Doaram a Celpe aos piratas espanhóis, que terceirizam todos os serviços, inclusive o da morte.
Quantos foram eletrocutados, em 2013, por tocar com a mão em um poste de luz ou pisar em um fio caído nas calçadas estreitas e esburacadas do Recife?
A Celpe faz o que faz porque falta governo, falta justiça, falta legislativo. E a morte coisa tão banal, que hoje à noite a Celpe vai faturar mais dinheiro, iluminando Tamandaré, para o show dos cantores de sempre dos super, super faturados embalos das prefeituras.
O Jornal do Comércio faz a propaganda das cantoras Ivete Sangalo, cidadã de Pernambuco, e Claudinha, que pode ser Claudia Leitte, que pediu a cidadania para Eduardo Campos. E ele, que casa e batiza na Assembléia Legislativa, bem que prometeu. Eta duplinha para faturar em Pernambuco!
BRA^PE_JDC tamandaré
No dia 17 de fevereiro de 2000, no começo do milênio, o governador Miguel Arraes entregou a Celpe para a companhia espanhola Iberdrola, que controla 100%, administrativamente, a Celpe.
Escreve Heitor Scalambrini Costa, professor da Universidade Federal de Pernambuco: A Neoenergia também é controladora da Companhia Energética da Bahia (Coelba) e da Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Cosern). Possui forte concentração vertical, e atua nos segmentos de geração, transmissão, comercialização e distribuição, praticando contratos de self-dealing (autocontratação). Como é o caso em Pernambuco, onde ¼ da energia comprada pela Celpe vem da TermoPernambuco (termelétrica do grupo Neoenergia), cujo preço é superior ao da hidroelétrica, sendo a diferença repassada para o consumidor.

Ao justificar a venda da Celpe, os gestores do Estado de então e seus opositores (os mesmos de agora, pois nada mudou, somente mudaram de lado: o que era situação virou oposição, e o que era oposição virou situação) prometiam a opinião pública que as tarifas diminuiriam e que os serviços oferecidos à população iriam melhorar através da gestão privada. Ao se completarem 12 anos da venda da Celpe, alguns comentários e observações sobre estas assertivas merecem destaque.

Nesse período [ este texto foi publicado em abril de 2012] o lucro líquido da companhia foi de R$ 2,8 bilhões. Se levarmos em conta somente o lucro de 2008 até 2011, foi de R$ 1,8 bilhão, valor superior àquele pago no leilão de privatização. O lucro é intrínseco ao sistema capitalista, e pode decorrer da eficiência da gestão que resulta na produtividade. Só que não este é o caso da Celpe, pois ele é abusivo e conseguido graças à exploração daqueles que compram e pagam pelos serviços, os consumidores. Só para se ter uma ordem de grandeza dessa exploração descabida, entre 2007 a 2010 o lucro líquido da Celpe cresceu 43%, muito superior ao da inflação no período medido pelo IPCA, que foi de 22,2%, e pelo IGPM que foi de 30%.

Daí se perguntar de onde vem tal lucro extorsivo? O aumento das tarifas está indexado ao Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M). O que é uma aberração, pois tal índice registra a inflação de preços desde matérias-primas agrícolas e industriais até bens fiscais, abrangendo assim toda a população, sem restrição de nível de renda, ficando acima da inflação oficial, que é medida pelo Banco Central através do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Daí, se levarmos em conta os reajustes médios a partir do primeiro ano de privatização até os dias de hoje (não levando em conta a aplicação da recomposição tarifária extraordinária de 2,9% e 7,9% para distintas classes de consumidores que vigorou de 2001 a 2006, com a justificativa de cobrir os impactos financeiros causados pelo racionamento de energia sobre o caixa das distribuidoras e geradoras de energia elétrica, nem o Seguro de Capacidade Emergencial, que elevou as tarifas em 3,3%), verifica-se um aumento médio total das tarifas de 170%. No caso do reajuste de alta tensão (principalmente o setor industrial), o reajuste tarifário ainda foi maior, de 240%, e no de baixa tensão (residencial) foi de 130%. Por sua vez, o índice que mede a inflação para aqueles que ganham de 1 a 40 salários mínimos, o IPCA, variou, no mesmo período, 102%.

Como resultado desta constatação, conclui-se que o indexador utilizado nos reajustes tarifários anuais (IGP-M) exerce forte influência na elevação do valor das tarifas. Normalmente, a correção de salários, aposentadorias, benefícios e pensões e de outros rendimentos que possuem algum tipo de indexação tendem a acompanhar a variação observada no IPCA. Na prática, as tarifas elétricas estão subindo pelo elevador, enquanto os salários dos consumidores sobem pela escada. Aí está o nó da questão. Logo, se não houver uma revisão no contrato de concessão, sempre teremos essa enorme diferença entre a inflação oficial e o aumento da tarifa. Quanto aos serviços oferecidos, o Índice Aneel de Satisfação do Consumidor (Iasc) da Celpe deixa muito a desejar, ao compararmos com outras empresas do País. Todavia são os consumidores que melhor podem melhor avaliar a qualidade desses serviços, que têm se deteriorado muito nos últimos anos, a julgar pelas reclamações e denúncias.

Bem, somente esta breve análise com os números retirados dos balanços contábeis da empresa são suficientes para se concluir que a privatização colaborou sensivelmente para o aumento das tarifas (bem acima da inflação que corrige o salário do trabalhador) e que a qualidade dos serviços caiu drasticamente conforme constatado no dia a dia da população pernambucana. Privatização para quê? Para quem?

Reino Unido multa con 8,5 millones de libras a Iberdrola por engañar a los clientes

IBERTROLA

La filial Scottish Power ha aceptado asumir un castigo de 8,5 millones de libras (más de 10 millones de euros) por prácticas irregulares en sus procesos de captación de abonados en Reino Unido. La filial de Iberdrola destaca que se trata de un acuerdo amistoso con el regulador, que llevaba dos años investigando las tácticas comerciales de la compañía.

Por un lado, Scottish Power deberá rebajar en 7,5 millones de libras la factura de la luz de unos 140.000 consumidores, lo que supondrá un descuento de unas 50 libras por familia. Además, la compañía creará un fondo de 1 millón de libras para afrontar reclamaciones de otros posibles afectados. Según el supervisor independiente del sector energético en Reino Unido (Ofgem), “Scottish Power no tenía procedimientos de gestión apropiados para formar y guiar adecuadamente a sus agentes de ventas. Esto resultó en la entrega de información engañosa a los clientes”.

En la mayor parte de los casos, esta vulneración de las normas del mercado energético se produjo cuando los empleados de Scottish Power trataban de convencer a los consumidores para que dejaran a otro suministrador eléctrico para pasarse a la firma escocesa. Ofgem indica que la sanción hubiera sido más alta en caso de que la filial de Iberdrola no hubiera rectificado sus prácticas en 2012, y si no hubiera colaborado en la investigación.

Además, el regulador indica que la actuación irregular de la empresa “no fue deliberada”. Neil Clitheroe, directivo de Scottish Power, asegura que la empresa ha resuelto el problema y contactará con los clientes que se merecen la compensación. “Aceptamos las conclusiones de Ofgem y pedimos perdón sin reservas a los consumidores afectados. El problema surgió por una nueva regulación aprobada en 2009. Siento decir que no la implementamos de forma apropiada en su momento”. (YTM)

Pernambuco. Quantos a Celpe eletrocutou este ano?

A boite Kiss, em Santa Maria, torrou 242 pessoas. A Celpe – Companhia de Eletricidade de Pernambuco mata um em uma rua. Eletrocuta outro noutra. Vai matando mês sim, mês não.

Familiares e amigos de Davi Lima Santiago Filho - que lamentavelmente foi eletrocutado ao encostar em uma fiação solta na Avenida Visconde de Jequitinhonha, no Recife - realizaram um protesto hoje em frente à Celpe. Cerca de 50 pessoas participam do ato e colocaram, nos jardim da empresa, 32 cruzes brancas, representando o advogado e também outras 31 pessoas que morreram em 2012. Legenda de Aldira Alves Porto. Foto de Jayme Asfora Filho
Familiares e amigos de Davi Lima Santiago Filho – que lamentavelmente foi eletrocutado ao encostar em uma fiação solta na Avenida Visconde de Jequitinhonha, no Recife – realizaram um protesto hoje em frente à Celpe. Cerca de 50 pessoas participam do ato e colocaram, nos jardim da empresa, 32 cruzes brancas, representando o advogado e também outras 31 pessoas que morreram em 2012. Legenda de Aldira Alves Porto. Foto de Jayme Asfora Filho

Não pagou a conta, a Celpe corta o fornecimento de luz. Depois que foi doada para a pirataria estrangeira – Grupo Neoenergia – as cidades de Pernambuco ficaram mais escuras e perigosas.

Pagar indenizações aos familiares dos mortos vai depender da justiça lenta, quase parando.

O Recife parece o Rio de Janeiro, campo minado da Light. Até as madames que levam seus cachorrinhos para passear estão com medo da famosa mijadinha no poste. Falo pela cachorrada, que a vida dos humanos não vale nada no Recife das mortes matadas, das mortes por causa desconhecida, das mortes morridas de pestes terceiro-mundistas como a dengue, das mortes por balas perdidas.

Paraíba
Paraíba
Rio Grande do Sul
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España, Bolivia e Iberdrola: dos maneras de entender la economía

por Eduardo Muriel

¿Alguien sabía que el precio que paga por la luz un boliviano en zonas rurales es el triple que en las ciudades? Es complicado, ya que Iberdrola, la eléctrica que poseía el 90% de las empresas ahora nacionalizadas por el Gobierno de Bolivia, no suele publicitar este tipo de cosas. Prefiere más bien airear su labor social: “Desde su creación, hace más de 15 años, Iberdrola ha estado comprometida con el desarrollo energético, cultural y social de las comunidades en las que realiza su actividad”, reza en su web. Algo difícil de encajar, teniendo en cuenta que un boliviano en una zona rural paga 0,17 euros por kilovatio, mientras que un español paga 0,19. Hay que tener en cuenta que el sueldo medio en Bolivia es de 442 euros mensuales, mientras que en España es de 1900 euros brutos(aunque el sueldo más frecuente es de 1300). Comparen porcentajes de salario dedicados a la luz en uno u otro país.

Pero, pese a las nacionalizaciones promovidas por el Ejecutivo de Evo Morales, lo cierto es que Iberdrola tampoco parece estar muy preocupada por falta de liquidez. El presidente, Ignacio Sánchez Galán, se embolsó en 2008 hasta 17 millones de euros, mientras que la media que percibieron los consejeros fue de 11 millones. Pese a que en 2009 congelaron su salario, aquel año 2008, experimentaron una subida de más del 24%. Casi nada. Y en este banquete hay sitio también para políticos, como el ex secretario general del PP, Ángel Acebes, que fue elegido consejero de Iberdrola a mediados del 2012, o el marido de Cospedal, Ignacio López del Hierro, que fue también fichado como consejero. De hecho, Acebes ganó más en un mes trabajando en Iberdrola que en un año como abogado y congresista.

Mientras el gobierno boliviano nacionaliza empresas eléctricas para bajar las tarifas de luz, aquí en España, el ministro de Energía español, José Manuel Soria, anunció que en enero las nuestras subirán -de nuevo- un 3%. En nuestro país, la filosofía de los políticos es diferente: “Si la electricidad sube o baja no será por decisión del Ministerio, sino por los oferentes y demandantes del mercado”, indicó. El paradigma que rige la actuación de nuestros Gobiernos puede resumirse en la siguiente frase, del Ministerio de Energía: “La liberalización de los mercados conlleva competencia en la prestación del servicio, con el consiguiente beneficio para los consumidores”. Algo que, en España, para nada se ha cumplido, ya que la factura de la luz sube varias veces al año. Facua, por su parte, denunció este sábado que la subida anual es de más del 8%.

Y es que el norte político, en Bolivia, tras décadas asfixiada por la deuda que ahora padecemos nosotros en toda su crudeza, es otro. La Constitución promulgada en 2009 señala que los servicios básicos “son un derecho humano, y un derecho humano no puede ser negocio privado”.

Iberdrola, en su web, anuncia a bombo y platillo su participación en la campaña ‘Cumpledías’, de Unicef, que, según afirman, logró en la anterior edición recaudar “fondos equivalentes al tratamiento necesario contra la desnutrición durante 21.790 días”. Es la cara amable, que sí tiene publicidad y da la imagen de que Iberdrola es casi una ONG. Pero la realidad es que en algunas partes del mundo se alivia un poco el terrible dolor de miles de personas, mientras en otros se expolia a millones sin ningún complejo. “España lamenta la decisión del Gobierno boliviano de nacionalizar estas cuatro empresas”, dice el Ejecutivo. España no lo lamenta, lo hacen los de siempre.

luz energia espanha indignados