Pelé ganha museu de 20 milhões em prédio histórico

São Paulo capital reclama:

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Vão gastar 20 milhões. É a previsão inicial. Por que Pelé não financia? Por que Xuxa não financia? Por que a Alstom não financia? Por que a Siemens não financia? Por que a Fifa, que vai levar do Brasil, em 2014, pra lá de cinco bilhões, não financia? Por que o povo sempre tem que pagar a conta?

Cada estádio da Copa vai ter um museu de futebol.  São doze Coliseus. Manchete hoje em Salvador:

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Esta vista lembra as margens dos rios e praias do Recife. Cidade sem passeio público. Que Pernambuco está repleto de coisas proibidas para o povo: as ilegais praias particulares e margens dos rios interditadas, verdadeiras ilhas da fantasia da especulação imobiliária e grileiros, exclusivas dos ricos e veraneio de estrangeiros.

No Coliseu de Pernambuco, numa clareira da serra elétrica, na Mata de São Lourenço, também vão construir um museu de futebol. Idem em Salvador.

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É uma afronta à História de São Paulo, o local escolhido para ser o museu exclusivo de Pelé.

Uma construção histórica, datada de 1865, disponibilizará um acervo interativo sobre o futebol e a carreira do consagrado ex-jogador.

“Fizemos a doação para o município e ele está sendo totalmente reformado. É um patrimônio histórico de grande valor arquitetônico. E o mais importante é o seu conteúdo, o Museu Pelé, que vai abrir antes da Copa do Mundo. O trabalho já está bastante adiantado e isso vai ser muito importante para o turismo e para a promoção do esporte, do futebol, levando esse grande acervo para o mundo”, explicou o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Localizada na região do Porto, o Casarão do Valombo já foi no passado a sede da Prefeitura de Santos e da primeira Câmara de Vereadores do município. Após a reforma, o prédio de cerca de 4.380 m² exibirá, para até 1,5 milhão de visitantes por ano, cerca de 2 mil itens, entre objetos, fotos e vídeos do ex-jogador. A obra, com previsão de término em junho de 2014, também compreenderá um auditório para 100 pessoas.

Escreve Iris Geiger da Silva:No século XIX, quando o bairro do Valongo era o ponto nobre da cidade de Santos, o comendador Ferreira Neto construiu dois prédios em frente à estação ferroviária da S.P. Railway. No ano da inauguração da estação inglesa (1867), os casarões neoclássicos começaram a ser construídos. O espaço já possuía importância, pois respondia pelo elo de ligação da cidade de São Paulo com o Porto de Santos.

A construção do porto de pedra, iniciada em 1892, na mesma área do Valongo, valorizou o destaque dos edifícios do comendador. Ainda no final do século XIX, a Câmara Municipal transferiu-se da antiga Casa de Câmara e Cadeia na praça dos Andradas para os imponentes Casarões do Valongo. Pouco depois, também a Prefeitura estabeleceu-se no imóvel.

Em 1939, ano em que foi inaugurado o Palácio José Bonifácio ou Paço Municipal, na praça Mauá, os poderes públicos deixaram os Casarões. Iniciou-se, então, a mudança de direção da curva da vida deste patrimônio que havia alcançado o ápice da valorização. A decadência chegou com as mudanças de usos que acabaram por deteriorar as construções: bares, hotéis de baixa qualidade e cortiços.

Santos

A destruição de grande parte dos Casarões do Valongo, também chamados de Casarões do Largo Marques de Monte Alegre, deveu-se aos incêndios seguidos de desabamentos. Recentemente, no último dia 15 de agosto, mais um pedaço deste corpo agonizante caiu. As raízes da vegetação, que tenta apropriar-se do espaço, infiltraram-se entre a alvenaria e o reboco de parte da fachada do prédio, provocando a queda do material (leia mais).

Enquanto isso, aqueles que como Sócrates e eu ficam felizes com o ato de construir, projetam a revitalização do espaço. No dia 1º de setembro, abrindo a Semana da Pátria, o governador de São Paulo, Cláudio Lembo, assinou um decreto, autorizando a Prefeitura a utilizar a área das ruínas dos Casarões do Valongo para implantar o Memorial José Bonifácio.

O projeto prevê que em dois anos aproximadamente 4 000 m² de área construída, distribuídos em três blocos, abriguem o acervo do Patriarca, um centro de documentação e pesquisas, auditório, biblioteca e cafeteria. Internamente com arquitetura contemporânea e nas fachadas tendo o cuidado de restaurar o patrimônio cultural neoclássico.

E por falar no país do futebol, concordo com esta decisão do Uruguai, que sediou, em 1930, a primeira Copa do Mundo:

 

futebol educação ensino

 

Brasil espionado por terra e pelo espaço

No Brasil impera a espionagem. Publiquei várias denúncias nos blogues Aqui Não Dá e Jornalismo de Cordel no Comunique-se.

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Escreve Bob Fernandes: Documentos bancários mostravam como, no governo FHC, a DEA, agência norte-americana de combate ao tráfico de drogas, pagava operações da Polícia Federal. Chegava inclusive a depositavar na conta de delegados. Porque aquele era um tempo em que a PF não tinha orçamento para bancar todas operações e a DEA bancava as de maiores dimensão e urgência.

A CIA, via Departamento de Estado, pagou uma base eletrônica da PF em Brasília, até os tijolos. Nos idos do governo Sarney. Para trabalhar nessa base, até o inicio da gestão do delegado Paulo Lacerda, em 2002, agentes e delegados da PF eram submetidos ao detector de mentiras nos EUA. Não em Langley, sede da CIA, mas em hotéis de Washington.

Dentre as perguntas, que alguns do agentes e delegados se recusaram a responder: já haviam participado de atos de corrupção? Eram homossexuais?

Isso até que viessem a gestão do ministro Márcio Thomaz Bastos e do delegado Paulo Lacerda e um orçamento adequado. Essa base na PF chamava-se CDO, Centro de Dados Operacionais. Publicadas as reportagens, tornou-se SOIP, depois COE. Hoje é a DAT, Divisão Anti-terrorismo.

Carlos Costa chefiou o FBI no Brasil por 4 anos. Em entrevista de 17 páginas, em março de 2004, revelou: serviços de inteligência dos EUA haviam grampeado o Itamaraty. Empresas eram espionadas. Nem o Palácio da Alvorada escapou.

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Pelo menos 16 serviços secretos dos EUA operavam no Brasil. Às segundas-feiras, essas agências realizavam a “Reunião da Nação”, na embaixada, em Brasília.
Tudo isso foi revelado com riqueza de detalhes: datas, nomes, endereços, documentos, fatos. Em abril de 2004, com a reportagem de capa, publicamos os nomes daqueles que, disfarçados de diplomatas, como é habitual, chefiavam CIA, DEA, NSA e demais agências no Brasil.
Vicente Chellotti, diretor da PF, caiu depois da reportagem de capa “Os Porões do Brasil”,  de 3 de março de 1999. Isso no governo de FHC, que agora, na sua página no Facerbook, disse desconhecer ações da CIA no país.
Renan Calheiros, quando ministro da Justiça no governo FHC, foi convocado pelo Congresso na sequência de uma das reportagens sobre atividades de agências secretas dos EUA. Em público, esquivou-se, negaceou. A mim, numa cerimônia no Supremo Tribuinal Federal, diria na tarde do mesmo dia: “Isso é assim mesmo, é do jogo”.
Carlos Costa, que chefiara o FBI no Brasil, foi ouvido em sessão secreta do Congresso, já em 2004.
Antes de o Congresso decidir como seria a sessão, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) foi à embaixada dos EUA ouvir Donna Hrinak, a embaixadora. Segundo testemunho do senador à época, a embaixadora dos EUA informou:
– Se a sessão não for secreta ele (Carlos Costa) será processado pelo governo dos Estados Unidos.
Essa disposição falava por si mesma. E na sessão, que terminaria sendo secreta, Carlos Costa  confirmou tudo o que dissera na entrevista; sobre as ações do seu FBI, da CIA, DEA, NSA, e sobre a espionagem em geral, no Brasil, mas não apenas.
Tudo isso sob quase absoluto e estrondoso silêncio. Um silêncio assustador à época. Tão assustador quanto a suposta perplexidade ao “descobrir”, só agora, que os Estados Unidos, e não apenas eles, espionam o Brasil e o mundo. Veja vídeo
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Brasil precisa ir cavando trincheiras

Welinton Naveira e Silva

É estarrecedora a revelação da ampla e irrestrita espionagem dos EUA, inclusive com espiões da CIA em nosso território, somada a tantas outras  criminosas ações pelo mundo, conhecidas e documentadas, como a histórica implantação das sangrentas ditaduras militares na América Latina, inclusive treinando militares na hedionda tortura.

Devastadoras invasões militares do Iraque e da Líbia, com milhares de mortos, viúvas, órfãos, mutilados, fazendo uso de tortura, com massivas e arrasadoras destruições. Tudo, visando controle e posse das gigantescas reservas de petróleo desses desarmados países, destituídos de um mínimo de poder de fogo.

Desde o governo Bush que os EUA já se reservaram o direito de deter qualquer cidadão por simples suspeitas, mantendo-o em prisões isoladas por tempo indeterminado e sem direito a advogados. Ou seja, por tudo que estamos vendo, os EUA perderam a noção geral do direito e do respeito aos mais fracos e desarmados. Só respeitam os poderosos e armados.

Diante desse grande perigo, não resta alternativa para as nações possuidoras de gigantescas riquezas naturais, como o Brasil, senão a de buscar urgentemente todos os caminhos possíveis para o nosso fortalecimento interno, enquanto há tempo, tentando evitar que logo mais adiante tenhamos as mesmas supremas humilhações e terríveis sofrimentos por conta das invasões militares dos EUA em busca da riqueza alheia.

Dentre as muitas ações no caminho Verde Amarelo, o Brasil necessita:

1) Fortalecer nossa economia a qualquer custo;
2) Grandes investimentos na educação pública e na saúde;
3) Uma política eficaz de ciência e tecnologia de ponta;
4) Eficientes meios para que tenhamos representantes e dirigentes de bom nível técnico e político, inviabilizando eleição de políticos corruptos, entreguistas e de baixo nível;
5) Estruturado planejamento de médio e de longo prazo, para as diversas áreas críticas;
6) Pena de morte para comprovada traição à Pátria;
7) Investimentos em  tecnologia na área da defesa, com a participação direta das Forças Armadas;
8) Elevar o nível de politização e cultura de nosso povo e de nossos militares.

(Transcrito da Tribuna da Imprensa)

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