1% ricos: a His Brasil

O lançamento da campanha “Quem são os proprietários do Brasil?” vai acontecer neste 25 de outubro, no Circo Voador, Rio de Janeiro.

Nós, a sociedade, não sabemos quem de fato são os proprietários últimos dos maiores conglomerados atuantes no Brasil.

Por serem tão grandes, por empreenderem projetos em territórios cada vez maiores (e ali chegarem a mudar a institucionalidade local), por lidarem, regra geral, com recursos naturais tão vitais para nossa sobrevivência, e por receberem massiva quantidade de dinheiro público – sob as mais variadas formas –, são esses proprietários, e não a maioria dos congressistas, nem juízes, nem ministros, que acabam definindo os rumos do País.

Nas listas de maiores e melhores conglomerados brasileiros, publicados com pompa anualmente pela imprensa de negócios, estão lá, quase sempre, as mesmas corporações: Petrobras, Vale, Gerdau, etc., medidas pelo seu faturamento.

Porém se alterarmos o critério de cálculo e passarmos a considerar as participações acionárias cruzadas, teremos outros resultados. E, provavelmente, descobriremos siglas, e eventualmente, nomes de pessoas físicas desconhecidas da sociedade em geral e, até da vetusta imprensa de negócios.

O Estadão pesquisou a razão dessa estratégia de invisibilidade: “O objetivo mais latente da criação das empresas offshore é buscar um cenário mais positivo em termos de benefícios fiscais relacionados ao Imposto de Renda e à Contribuição Social Sobre o Lucro”, explica o especialista em direito tributário Paulo Sigaud, da Aidar SBZ Advogados.

Essa deve ser mesmo uma das principais razões. Mas, provavelmente, há outras mais importantes.

Esconder a propriedade de uma corporação ora em empresas de capital fechado, ora em companhias abertas, e às vezes em ambas, passando por subsidiárias, controladas, joint ventures, empresas de propósito específico e outros tipos de organização comercial é uma estratégia bem montada para escapar da responsabilidade civil e criminal de seus controladores finais.

A JUSTIÇA DOS ESTADOS UNIDOS NÃO É A JUSTIÇA DO BRASIL. NÃO LIMPA A FICHA DE MALUF

Paulo Maluf em uma de suas breves temporadas na cadeia. É o prende & solta à brasileira. A PF prende, a justiça solta

Afinal, por que Maluf e o filho Flávio, procurados em 188 países, continuam livres, leves e soltos na His Brazil?

Reportagem de O Estado de S. Paulo revela que a Justiça de Nova York negou pedido do deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) e de seu filho Flávio para que eles fossem retirados da lista internacional de procurados pela polícia, conhecida como “difusão vermelha”.

A decisão da corte norte-americana recusou também o encerramento da ação criminal em andamento contra Maluf em Nova York. A defesa de Maluf apontou várias irregularidades formais no processo da Justiça norte-americana para tentar acabar com a ação criminal, mas todas as alegações foram rebatidas pela corte.

O deputado é acusado de manter contas no exterior abastecidas com dinheiro resultante de atos de corrupção em sua gestão na Prefeitura de São Paulo de 1993 a 1996.

Segundo o promotor de Justiça Silvio Marques, a decisão reforça as ações de improbidade em curso contra o deputado do PP no Brasil.

A assessoria de Maluf afirmou que ele não iria se manifestar sobre a decisão e que o deputado “não tem e nunca teve contas no exterior”.

Página da Interpol que mostra Maluf como “procurado”

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NOTA DA REDAÇÃO DA TRIBUNA DA IMPRENSA – A impunidade de Paulo Maluf & Cia é a maior demonstração de que a Justiça no Brasil não funciona a contento. Trata-se de um criminoso procurado no mundo inteiro pela Interpol em 188 países, menos no Brasil. Quem entende uma maluquice dessas?

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Ilhas fantasmas

QUE FAÇA O MAPA DAS ILHAS DO BRASIL

Ilhas oceânicas, sob leis internacionais. Isto é, livre das leis brasileiras.
Ilhas marítimas.
Ilhas fluviais.

Capitanias doadas pelo governador geral das ilhas do Brasil. Cargo enriquecedor, ocupado por um donatário encoberto pelo segredo eterno. Ninguém sabe o nome desse felizardo senhor dos oceanos e mares e rios. Talvez a presidente Dilma Rousseff saiba quem é. Talvez.

Pergunta para o ministro Aloizio Mercadante quantas ilhas o Brasil tem. Garanto, nem isso ele sabe.

His Brasil

Ilhas afastadas do povo, doadas para banqueiros, seguradoras, empreiteiros, autoridades de ficha suja, e amigos do rei.
Ilhas que depois são vendidas por bilhões de dólares.

Isso é corrupção. Da braba!
Isso é traição da Pátria! Ilhas que viram ancoradouro e coito de corsários e piratas de várias e estranjas bandeiras.

Nestas ilhas têm aeroportos.
Têm portos. Palácios encantados. Luxuosos condomínios fechados.

Têm cassinos. Hotéis de luxo.

Têm prostituição & contrabando.
Tráfico. Todo tipo de tráfico.