Ex-senador Gilberto Miranda, o “vivo” senhor, que reina no porto seguro da Ilha das Cabras

Na His Brasil, o reinado da corrupção

O Brasil tem várias encantadas ilhas, uma delas a das Cabras (aliás existem várias ilhas com este nome para confundir qualquer investigação, ou levantamento do mapa das desconhecidas ilhas oceânicas, marítimas e fluviais do Brasil).

Cada ilha tem um rei, concessão dada pelo governo. Como acontece nas ilhas das Cabras.

Senhor da Ilha das Cabras

Do povo, fato (*), ninguém escuta o balido. Condenado a viver na miséria. Apesar do slogan de Dilma:

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Em uma das ilhas das Cabras, ou dos cabras, reina o ex-senador Gilberto Miranda com o poder de indicar diretores de agências reguladoras dos altos preços dos serviços essenciais para o povo, fato, e das concessões das riquezas do Brasil para corsários e piratas.

Ex-senador Gilberto Miranda
Ex-senador Gilberto Miranda

A revista Época conta uma das histórias de enriquecimento rápido e constante de Gilberto Miranda:

Ex-senador Gilberto Miranda, conhecido como uma das pessoas mais influentes na Zona Franca de Manaus. Miranda fez fortuna intermediando negócios para indústrias que se instalaram na Amazônia, onde contam com abatimentos de impostos. Depois de se envolver em vários lances polêmicos nos anos 90, ele andava sumido. Agora, volta em seu melhor estilo com os celulares da Vivo.

Embora seja chamado de empresário, ninguém sabe dizer exatamente o que Gilberto Miranda faz. Na concorrência dos celulares, é a mesma coisa. Suas pegadas estão por lá, mas, por alguma razão, ninguém explica claramente o motivo.

Gilberto Miranda fez sua fortuna, estimada em centenas de milhões de dólares, como sócio das indústrias que se instalavam em Manaus. Influente, ele ajudava empresas a obter as licenças para abrir suas fábricas e ganhava em troca participação no capital das companhias, algumas de grande porte, como as filiais da IBM e da Xerox. Mais tarde, revendia as ações para as próprias empresas. Isso foi muito comum no auge na Zona Franca, 30 anos atrás. Até hoje o ex-senador é poderoso na Amazônia. “Temos de levar em conta cada centavo de custo na cadeia produtiva, incluindo a viabilidade dos incentivos fiscais na Zona Franca de Manaus”, respondeu Gauch, da Vitelcom, ao ser questionado sobre a razão que levaria Miranda a tornar-se sócio da empresa na fabricação de celulares. O executivo afirma que a fábrica de celulares ainda pode ir para outro Estado. No passado, Miranda teve contrato para fabricar telefones em Manaus para a Vitelcom. “Era outra época”, diz Gauch.

Uma das maiores qualidades de Miranda como empresário é sua capacidade de sedução. Filho de um tintureiro pobre do interior de São Paulo, ele foi professor de natação e estudou Direito, em Brasília. Teve seu primeiro contato com a Zona Franca de Manaus ao defender uma empresa acusada de contrabando de máquinas de calcular. Há 30 anos, possuía um Passat e um patrimônio de US$ 10 mil. Foi quando abriu sua primeira empresa em Manaus. De lá para cá, sua vida mudou muito. Bon vivant, dono da Ilha das Cabras, no litoral de São Paulo, vive cercado de belas mulheres e costuma ser generoso com os amigos. Também ficou conhecido por ajudar os companheiros de política, cedendo jatinhos para as campanhas eleitorais. Transcrevi trechos. Leia mais. Fique conhecendo mais uma história das privatizações do Brasil do estado mínimo da globalização unilateral. Conheça a outra ilha de Gilberto Miranda: a de Bagres

Ilha das Cabras de Gilberto Mirada
Ilha das Cabras de Gilberto Mirada

(*) Coletivo de cabra

Concessão de ilha no Brasil é um bilionário presente do Governo, dado de graça. Veja galeria de fotos.

Vários cabra safados e empresas receberam ilhas doadas, inclusive existe uma lista de ilhas para vender na internet. Quem vai investigar essa safadeza?

¿Qué hay en la caja fuerte de los bancos?

¿Qué hay en la caja fuerte del banco de santander, del bbva, del popular, de las bandas financieras, de los 569 ladrones con cuentas en suiza con dinero negro sacado del estado español (artículo del profesor Vicenc Navarro “La banca, el fraude y el New York Times), qué hay en la caja fuerte de los 1.400 personajes (son el 0,0035% de la población española) que se han apropiado del 80,5% del PIB? ¿qué hay en la caja fuerte de todos ellos? el esqueleto del capitalismo, la estructura del capitalismo. Ese es su cielo. Para nosotros una calavera. En sus periódicos y emisoras no hallarás, no leerás partituras magistrales, solo “un bramido musical, una melopea grave, amenazante y monótona” (V. Blasco Ibañez). Siempre escriben la misma música, lo que lees y escuchas es la banda sonora del capitalismo; te cosen el cerebro y te lo recosen con ese hilo invisible.

¿Qué traje le ponen los banqueros, los defraudadores al esqueleto? el de su moda, cortan la tela a la que sacan más partido. La campaña de guerra del esqueleto capitalista no tiene fin y ahora la recrudecen, la notamos más, aplasta a las clases trabajadoras y sus derechos. ¿Quién no lo siente? ¿quién no lo ve? sólo los necios miran al dedo cuando el dedo señala al banquero, o el necio o el mercenario.

Acuerdo gobierno suizo-gobierno del estado español para que los defraudadores dejen el dinero en suiza sin ser molestador por el gobierno español. A cambio el gobierno suizo le entregará a éste lo que cotizan en Suiza ¿?, el acuerdo puede firmarse a lo largo del mes de noviembre. Puede que a partir de aquí sea entregado al gobierno suizo el trabajador del banco instalado en ese paraíso fiscal y que la policía española detuvo cuando pisó suelo del estado español, por rebelar las cuentas y nombres de los defraudadores españoles, y aun siendo ilegal su detención lo tienen encarcelado en Soto del Real, y allí permanece. Otro dato al respecto nos puede dar más luz sobre la clase dominante española: la ONG “Acces Info Europe” preguntó al gobierno por el cumplimiento del Convenio de la OCDE para la Lucha Contra la Corrupción … y del Convenio de las Naciones Unidas contra la Corrupción”, ante la falta de respuesta administrativa (¿se puede entender como encubrimiento?), la ONG acudió a los tribunales, y el resultado ha sido que el Tribunal Supremo de España ha condenado a “Acces Info Europe” a una multa de 3.000 euros por preguntar. “La justicia es igual para todos”, declaró en la navidad pasada el sucesor de franco.

¿Le interesa saber en qué se gastan el dinero público los capitalistas? Es una mala pregunta, es una pregunta envenenada, tiene multa. ¿Por qué cree usted que escandalizan con el gasto en servicios sociales? es una buena tapadera para ellos. ¿Cuál es el ingreso medio de los 1400 personajes que se han apropiado del 80,5 % del PIB? Las 35 empresas del IBEX, los 35 mayores empresarios del estado español pagan el 1,6% de impuestos. ¿Cuánto paga usted? Y son ellos, los 35 grandes monopolios capitalistas quienes tienen la mitad, el 50%, de la deuda que se declara al estado español. ¡Cuánta impunidad!

¿Qué legitimidad tiene todo esto? ¿Quién se hace cargo de las gentes trabajadoras caídas en desgracia? ¿el gobierno? No. Solo les ayudan, comparten lo que tienen, las gentes con conciencia social.

Entonces, ¿qué clase antisocial domina el estado español?

En “Diario de Urgencia (Resumen Latinoamericano)”viene un artículo sobre Venezuela, es de Alejandro Fierro, y aporta los siguientes datos:

“Venezuela: 5,6 de crecimiento del PIB; descenso del paro a la mitad, del 15% al 7%; erradicación del hambre y el analfabetismo; disminución de la pobreza del 60% al 27%; es el quinto país del mundo en tasa de matriculación universitaria; extensión de la sanidad universal y gratuita”.

Cuando lo leo junto a los datos que salen a la luz sobre el estado español, el contraste hace que sienta una gran opresión en el pecho y en lo más hondo del estómago. ¿Qué clase antisocial nos domina? El capitalismo es su expresión más clara. Recuerdo la primera pregunta, ¿qué hay en la caja fuerte del banco de santander, del bbva, del popular, de las demás bandas financieras, de los 569 ladrones… ? ¿Cree usted que la crisis que sufrimos los trabajadores quiere decir que se les cae su cielo? Objetivamente y subjetivamente, ¿está usted en condiciones de preparar el asalto al cielo?

1% ricos: a His Brasil

O lançamento da campanha “Quem são os proprietários do Brasil?” vai acontecer neste 25 de outubro, no Circo Voador, Rio de Janeiro.

Nós, a sociedade, não sabemos quem de fato são os proprietários últimos dos maiores conglomerados atuantes no Brasil.

Por serem tão grandes, por empreenderem projetos em territórios cada vez maiores (e ali chegarem a mudar a institucionalidade local), por lidarem, regra geral, com recursos naturais tão vitais para nossa sobrevivência, e por receberem massiva quantidade de dinheiro público – sob as mais variadas formas –, são esses proprietários, e não a maioria dos congressistas, nem juízes, nem ministros, que acabam definindo os rumos do País.

Nas listas de maiores e melhores conglomerados brasileiros, publicados com pompa anualmente pela imprensa de negócios, estão lá, quase sempre, as mesmas corporações: Petrobras, Vale, Gerdau, etc., medidas pelo seu faturamento.

Porém se alterarmos o critério de cálculo e passarmos a considerar as participações acionárias cruzadas, teremos outros resultados. E, provavelmente, descobriremos siglas, e eventualmente, nomes de pessoas físicas desconhecidas da sociedade em geral e, até da vetusta imprensa de negócios.

O Estadão pesquisou a razão dessa estratégia de invisibilidade: “O objetivo mais latente da criação das empresas offshore é buscar um cenário mais positivo em termos de benefícios fiscais relacionados ao Imposto de Renda e à Contribuição Social Sobre o Lucro”, explica o especialista em direito tributário Paulo Sigaud, da Aidar SBZ Advogados.

Essa deve ser mesmo uma das principais razões. Mas, provavelmente, há outras mais importantes.

Esconder a propriedade de uma corporação ora em empresas de capital fechado, ora em companhias abertas, e às vezes em ambas, passando por subsidiárias, controladas, joint ventures, empresas de propósito específico e outros tipos de organização comercial é uma estratégia bem montada para escapar da responsabilidade civil e criminal de seus controladores finais.

Santo Duda Mendonça: o nome lavado no STF

 

O Mensalão, considerado pelo STJ, como pagamento de deputados para votar leis, jamais poderia levar Duda Mendonça e sócios para a cadeia. Simples e óbvio: Duda tem ligações com o caixa 2 de campanhas eleitorais.

Nas suas alegações finais encaminhadas aos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal, a defesa de Duda Mendonça sugere que o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza pode ter feito outras remessas para o exterior além dos recursos depositados na conta de uma offshore criada pelo publicitário nas Bahamas.

Em agosto de 2005, no auge do escândalo do mensalão, durante depoimento à CPI dos Correios, Duda Mendonça afirmou aos parlamentares que, do pacote de R$ 25 milhões fechado com o PT para a campanha de 2002, cerca de R$ 10,5 milhões foram depositados no ano seguinte na conta da Dusseldorf Company, vinculada ao BankBoston em Miami.

Crimes

O publicitário e sua sócia respondem pelos crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. No memorial encaminhado ao STF, a defesa sustenta que os acusados desconheciam a origem ilícita dos recursos depositados na conta Dusseldorf e que eles estavam dispensados de apresentar declaração de depósitos no exterior conforme regra do Banco Central (Estadão).

Apesar da gravidade de se pagar campanha eleitoral em paraíso fiscal, Duda, como acontece com todos marqueteiros presidenciais pós José Sarney, vai continuar solto, com seu dinheirinho brasileiro no exterior.

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, rebateu nesta terça-feira (16) às críticas de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) de que o Ministério Público falhou nas acusações contra o publicitário Duda Mendonça e sua sócia Zilmar Fernandes, que acabaram absolvidos dos crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas no mensalão.

Gurgel afirmou que o “Ministério Público não se considera absolutamente responsável pela absolvição”. Duda foi responsável pela vitoriosa campanha presidencial de Lula em 2002 e, por seu trabalho, recebeu mais de R$ 11 milhões do PT.

No julgamento, ministros, inclusive o relator Joaquim Barbosa, apontaram que o Ministério Público não apontou o crime antecedente explicitamente na acusação para caracterizar prática do crime de lavagem de dinheiro do publicitário e sua sócia.

Segundo Gurgel, as críticas à denúncia “não procedem”. “Repito, o procurador-geral tem o mesmo respeito às decisões absolvitórias que tem pelas decisões condenatórias. Ao ver do Ministério Público, as críticas são improcedentes”, disse.

Na sessão, o relator do processo, Joaquim Barbosa, havia votado pela condenação de Duda e Zilmar pelo crime de lavagem (tentativa de ocultar a origem ilícita de um recurso).

A acusação contra Duda e sua sócia sobre lavagem se dividia em duas etapas. Primeiro eles receberam, no início de 2003, cerca de R$ 1,4 milhão em agência do Banco Rural em São Paulo.

O restante foi enviado para uma conta de Duda em uma offshore no Caribe chamada Dusseldorf.

A maioria dos ministros, porém, seguiu o entendimento de Lewandowski de que os pagamentos a Duda -ocorridos por meio do esquema do empresário Marcos Valério Fernandes- foram feitos pelos serviços da campanha. E que não ficou provado que ele e sua sócia sabiam da origem ilícita dos recursos.

O relator do processo, Joaquim Barbosa, havia votado pela condenação de Duda e Zilmar pelo crime de lavagem de dinheiro.

Em relação à primeira etapa, todos os ministros entenderam que o publicitário e sua sócia não poderiam saber que existia o esquema porque naquela época boa parte dos crimes do mensalão não havia ocorrido.

Quanto à segunda parte, o placar ficou em 7 a 3. A maioria entendeu que o Ministério Público não conseguiu comprovar que eles só aceitaram receber o pagamento fora do Brasil porque sabiam que os recursos eram ilícitos.

Além disso, a maioria entendeu que eles também deveriam ser absolvidos pelo crime de evasão de divisas. Eles foram acusados de não fazer a devida declaração às autoridades brasileiras (Folha).

Vídeo da santificação de Duda . O melhor negócio do mundo receber dinheiro no exterior. Quando os corruptos fabricam dinheiro no Brasil, e depois lavam, trocam o desvalorizado real por moeda estrangeira, e traficam para alguma ilha no paraíso.

 

 

El movimiento de los geógrafos brasileños

por Raúl Zibechi

Este semana se realiza en Belo Horizonte el séptimo Encuentro Nacional de Geógrafos, organizado por la Asociación de los Geógrafos Brasileños (AGB), donde unas 7 mil personas, en su mayoría estudiantes y licenciados jóvenes, abordan los principales problemas políticos del país, además de sus propias inquietudes profesionales. La estructura del encuentro, autogestionado por los participantes, y el tipo de debates encarados, muestran que se trata de algo diferente a lo que suele suceder en esos espacios.

Las 20 mesas redondas están ordenadas en torno de siete ejes temáticos: la restructuración en curso del capital, las prácticas educativas de la geografía, Brasil en América Latina, movimientos sociales y resistencias, naturaleza y sociedad, saberes geográficos y luchas sociales, y lenguajes y tecnologías. Además, sesionan grupos de trabajo, se realizan minicursos y se abren espacios donde los colectivos socializan sus investigaciones.

Mención especial merecen los más de 100 Espacios de Diálogos y Prácticas, donde se debatieron horizontalmente alrededor de 3 mil ponencias, con fuerte énfasis en las luchas sociales y políticas del último periodo, ya que el encuentro se realiza cada dos años. Un día de la semana fue dedicado a actividades de campo, para conocer de cerca desde las resistencias populares hasta el avance del capital sobre la naturaleza y la geografía urbana. En suma, fue un encuentro en el que participaron militantes sociales y profesionales comprometidos, algo que no es frecuente en estos tiempos y que, de algún modo, emparenta el movimiento de los geógrafos con el de las agrupaciones estudiantiles argentinas que recientemente realizaron su encuentro anual en Rosario.

Lo que no dicen las cifras es la calidad de los debates, sobre todo en los pequeños espacios de intercambio, donde los más jóvenes debaten de igual a igual con las generaciones mayores los desafíos que enfrentan los movimientos de los subalternos en las grandes ciudades, como la militarización de las periferias y la presencia del narcotráfico en las favelas. Me pareció notable la elevada presencia de afrobrasileños en el encuentro, con trabajos brillantes y reflexiones que muestran que la favela, y los movimientos que produce, como el hip-hop, forma parte del espeso entramado de resistencias al modelo hegemónico, en sintonía con la producción de Milton Santos, el más emblemático geógrafo brasileño.

Fueron importantes los debates en torno a las megaobras para el campeonato mundial de 2014 y los Jugos Olímpicos de Río de Janeiro en 2016, que están desplazando cientos de miles de personas de los barrios más pobres de las ciudades para beneficio de un puñado de multinacionales brasileñas de la construcción. Decenas de trabajos y algunos libros acompañan la creación de los comités populares que trabajan junto a los afectados para paralizar las obras y forzar a los gobiernos locales a negociar cambios o mejoras para los desplazados. Los geógrafos aportan desde cartografías hasta una mirada de conjunto que permite comprender la actual fase de acumulación de capital a través de grandes obras que destruyen las tramas urbanas.

Tivesse participado deste encontro, indagaria:

– Por que não exispe um mapa das ilhas consideradas marítimas e oceânicas da His Brasil?

– Geografia humana. Que obra importante se fez para o povo, quando se investe em palácios para a justiça?

– Que geografia se estuda nas escolas? A descrição dos lugares apenas?

Um ditador que ama os brasiguaios. 350 mil brasileiros reis da soja

A América do Sul não faz parte da pauta da imprensa brasileira. Serve apenas para justificar a propaganda política colonialista, a privatização de estatais, a  desnacionalização de empresas. Com a demonização de Hugo Chávez, Rafael Correa e Evo Morales. Ou para manter, em nome do futebol, a rivalidade Brasil-Argentina.
Certos acontecimentos políticos são tratados levianamente.
O Paraguai acaba com a democracia, e a imprensa passa a defender o golpe parlamentar para proteger 350 mil brasiguaios reis da soja. Como se estivessem antes ameaçados pelo presidente deposto Fernando Lugo.
No Paraguai existe o movimento dos sem terra. Um movimento contra o latifúndio no Paraguai e no Brasil. Um movimento criminalizado pela imprensa conservadora.
Para proteger os interesses dos 350 mil brasileiros latifundiários no Paraguai, o dever nacionalista, cívico, patriota de Dilma Rousseff apoiar o ditador Federico Rivera, apesar do possível efeito dominó de um golpe parlamentar na Bolívia, no Equador, na His Brasil. 
Que os brasiguaios realizam o velho sonho das missões jesuíticas. Uma obra de cunho civilizador e evangelizador. Que objetiva criar uma sociedade com os benefícios e qualidades da sociedade cristã européia, mas isenta dos seus vícios e maldades. Esta a pregação da imprensa.
Para evitar que a América do Sul volte às trevas dos regimes ditatoriais, o Mercosul condena o golpismo. 

O presidente do Senado, José Sarney, considerou nesta segunda-feira que a decisão do Mercosul de suspender a participação do Paraguai em sua próxima cúpula tem um “sentido didático” para os demais países do bloco.

“Acredito que é uma medida que tem um sentido didático para evitar que assuntos desta natureza aconteçam em outros países”, afirmou Sarney, em declarações citadas pela “Agência Senado”.

Que assim seja.
Para Eduardo Guimarães, os “protocolos do Mercosul causam chilique na mídia golpista.
Os interesses que estão por trás da inundação midiática de defesas abertas do rito sumário que depôs o governo legitimamente eleito do Paraguai em pouco mais de 24 horas e sem direito de defesa ao governante destituído são os mesmos que apoiaram e deram sustentação publicitária a golpes de Estado ao longo de todo o século 20.A mesma mídia que apoiou rupturas institucionais contra tantos governos legítimos durante o século passado continua apoiando o estupro da decisão dos povos latino-americanos e, como áquela época, sempre com o beneplácito dos Estados Unidos.Oh, que surpresa!, a mídia golpista continua golpista, continua defendendo e legitimando golpes de Estado tanto quanto fez em 1964 pela última vez por aqui, e tantas outras vezes no resto do continente ao longo dos anos.Desta vez, porém, há um temor midiático de que os golpistas paraguaios possam vir a pagar um alto preço que venha a desestimular novas aventuras antidemocráticas em países que, durante a década passada, estiveram várias vezes às portas de rupturas institucionais, países como Bolívia, Equador ou Venezuela. Sem falar nos ensaios de ruptura como o que aconteceu por aqui mesmo em 2005…”
Sobre os tratados, diz Guimarães:
“O Paraguai foi suspenso do Mercosul e os golpistas da mídia sul-americana reclamam direito de defesa dos golpistas de fato ignorando que o bloco, apesar de ter sido criado sob fundamentos comerciais e econômicos, desde o primeiro momento teve na política um fator de preocupação permanente devido ao histórico de implantação de ditaduras militares nas jovens democracias que o compõem.Desde o tratado de Assunção, em 1991, à assinatura do Protocolo de Ushuaia, em 1998, existe o registro de 30 documentos jurídicos, entre Tratados, Protocolos e Acordos, registrados junto à Secretaria-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A preocupação, em todo esse período, foi a de garantir que não se tolerariam novas rupturas nos países que, à diferença do resto da América do Sul, padeceram sob longas ditaduras militares.O Protocolo de Ushuaia é considerado a primeira grande norma jurídico-política do processo de integração, ao regulamentar matéria de manutenção e compromisso democrático dos países membros do Tratado de Assunção, de 1991, que criou o Mercosul. A Unasul, por sua vez, envereda pelo caminho de ações conjuntas ainda mais ‘concretas’ dos países que a compõem…É preciso que fique bem claro que o Protocolo de Ushuaia não foi firmado por bolivarianos, mas pelos presidentes de então (1998) – o da Argentina, Carlos Saul Menem; o do Brasil, Fernando Henrique Cardoso; o do Paraguai, Juan Carlos Wasmosy; e o do Uruguai,Julio Maria Sanguinetti.O documento retratou um grau de preocupação com a manutenção da ordem democrática e elaborou mecanismos de articulação conjunta que permita um contato entre eles para promover pressões externas para fazer qualquer dos países membros do bloco respeitar valores dispostos nas constituições vigentes e a legalidade interna.É preciso, também, ressaltar o Protocolo de Adesão à Declaração sobre Compromisso Democrático no Mercosul, em que os então presidentes das repúblicas da Bolívia (Gonzalo Sanchez de Lozada) e do Chile (Eduardo Frei Ruiz Tagle) referendaram o Compromisso Democrático no Mercosul.

Vale rever artigos do Protocolo Democrático do Mercosul que referendam as sanções ao Paraguai—–

Artigo 3º – Toda ruptura da ordem democrática em um dos Estados Partes do presente Protocolo implicará a aplicação dos procedimentos previstos nos artigos seguintes.Artigo 4º – No caso de ruptura da ordem democrática em um Estado Parte do presente Protocolo, os demais Estados Partes promoverão as consultas pertinentes entre si e com o Estado afetado.Artigo 5º – Quando as consultas mencionadas no artigo anterior resultarem infrutíferas, os demais Estados Partes do presente Protocolo, no âmbito específico dos Acordos de Integração vigentes entre eles, considerarão a natureza e o alcance das medidas a serem aplicadas, levando em conta a gravidade da situação existente. Tais medidas compreenderão desde a suspensão do direito de participar nos diferentes órgãos dos respectivos processos de integração até a suspensão dos direitos e obrigações resultantes destes processos.Artigo 6º – As medidas previstas no artigo 5º precedente serão adotadas por consenso pelos Estados Partes do presente Protocolo, conforme o caso e em conformidade com os Acordos de Integração vigentes entre eles, e comunicadas ao Estado afetado, que não participará do processo decisório pertinente. Tais medidas entrarão em vigor na data em que se faça a comunicação respectiva.Artigo 7º – As medidas a que se refere o artigo 5º aplicadas ao Estado Parte afetado cessarão a partir da data da comunicação a tal Estado da concordância dos Estados que adotaram tais medidas de que se verificou o pleno restabelecimento da ordem
E agora, José, o que fazer com o apoio dos 350 mil brasiguaios, os 350 mil reis da soja, que vivem na maior riqueza – no luxo e na luxúria – em terras do Paraguai, para a inveja dos que moram no Brasil?
    

Direito divino de não se investigar ou punir desembargador, reitor, diretor de agência reguladora, presidente de fundos de pensão e outros poderosos

O POLÍTICO É O CULPADO POR TODOS OS MALES. NÃO É BEM ASSIM

Várias autoridades estão acima da lei. Fala-se dos políticos, que criam  leis  que permitem que sejam investigados por CPIs, Comissões de Ética do Legislativo, Tribunais Eleitoral, de Contas, imprensa e qualquer cidadão. O político para se candidatar quebra seu sigilo fiscal, tem que apresentar declaração de bens e ter ficha limpa. Costumeiro saco de pancadas.  O exemplo atual do senador Demóstenes Torres é bem representativo, tanto que selecionado para ser o bode expiatório da CPI do Cachoeira.

APOSENTADORIA COMO PUNIÇÃO 

Escreve Roberto Guedes: “Por absurdo que pareça, as corregedorias gerais dos tribunais estaduais de justiça não podem fazer nada para investigar irregularidades supostamente cometidas por desembargadores, como ocorre no Rio Grande do Norte desde janeiro último em relação ao roubo de milhões de reais da conta de precatórios da corte potiguar.

Um expoente do tribunal estadual enfatizou esta limitação, a propósito de registros que fiz a respeito nos últimos dias, primeiramente mostrando que operadores do direito conterrâneos estranhavam esta que lhes parecia omissão do atual corregedor geral, desembargador Claudio Santos, e depois citando a limitação legal para explicá-la.
Segundo o integrante do tribunal potiguar, a Cláudio Santos pode-se até atribuir o pioneirismo de mostrar o impedimento. Ele teria apontado esta falha do direito específico logo ao tomar posse como corregedor geral da corte potiguar, no início de 2.010, na mesma solenidade em que a desembargadora Judite Monte assumiu a presidência da corte. Segundo consta, o corregedor encaminhou na época um ofício à corregedora geral do Conselho Nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, propondo exatamente que este colegiado ampliasse as atribuições das corregedorias estaduais para que elas pudessem investigar desembargadores. A fonte não sabe, entretanto, que desdobramentos esta correspondência motivou”.
Acontece que, com poderes ou sem poderes, as corregedorias estão totalmente desacreditadas. Ou desmoralizadas, conforme acentua os jornalões, e bem desmonstrou a ministra Eliana Calmon.
MAGNIFÍCA IMPUNIDADE 
No Blog  Hipocria Acadêmica, “estas reflexões críticas: Vale a pena recordar de dois casos de afastamento de reitores das universidades estaduais do Paraná. Em 2001 foi afastada a Reitora da UNIOESTE, Liana Fátima Fuga, por suspeita de fraude em Concurso Público, além de irregularidades financeiras. Anos depois, em 2010, é afastado o Reitor da UEL, Jackson Proença Testa, por suspeitas de irregularidades (como superfaturamento). Tais afastamentos demonstram que reitores não são figuras intocáveis e suas responsabilidades vão além de prestar contas aos TCs, administram um bem público e devem ser fiscalizados por toda a sociedade”.
 AS AGÊNCIAS REGULADORAS 
Teoriza Marco Antônio Ribeiro Tura: “O tema da autonomia das agências reguladoras tem sido tratado pelos juristas das mais variadas matrizes teóricas e com as mais variadas concepções políticas. As posições vão desde aqueles que, simplesmente, negam tal autonomia, sob alegação de afronta à letra e ao espírito da Constituição, até aqueles que a defendem, inclusive sem qualquer preocupação com a letra ou com o espírito da Constituição.

posso afirmar que o princípio da autonomia das agências reguladoras no direito brasileiro tem tradução nas regras da independência administrativa, da independência financeira, da independência funcional, com vistas a assegurar a liberdade no exercício da função de regular as atividades econômicas em sentido amplo. O princípio da autonomia das agências reguladoras, que encontra seu fundamento constitucional na expressa referência do artigo 174, caput, da Constituição da República, ao dever do Estado em regular as atividades econômicas em sentido amplo tendo em vista, dentre outros, os valores da proteção da concorrência e da tutela do consumidor e do ambiente, só tem sentido na medida em que assegure o cumprimento deste dever, do dever de regular, do dever de bem regular as atividades econômicas em sentido estrito, assim como os serviços públicos. Como princípio, todavia, não é absoluto. É preciso dizer, portanto, que o princípio da autonomia das agências reguladoras no direito brasileiro tem por finalidade assegurar o exercício de uma função albergada pela Constituição da República, a função regulatória. O princípio da autonomia das agências reguladoras no direito brasileiro vale se e na medida em que se mostre adequado, necessário e proporcional para o cumprimento do dever de regular as atividades econômicas em sentido estrito e os serviços públicos. Não se presta, o princípio da autonomia das agências reguladoras no direito brasileiro, para a usurpação de competências constitucionais, explícitas ou implícitas, de quaisquer outros entes e órgãos. Assim, necessária interpretação que compatibilize, em cada caso, o princípio da autonomia das agências reguladoras com o princípio do monopólio da atividade legislativa, com o princípio da unidade da atividade administrativa e com o princípio da universalidade da atividade judiciária. Do contrário, voltar-se-ia à nefasta confusão entre a propugnada autonomia dos entes reguladores com a pretensa soberania da regulação”.

Chamo de agências reguladoras dos altos preços. E de prostitutas respeitosas da pirataria internacional.

FUNDOS DE PENSão

Todo mundo mete a mão, e ninguém sabe a profundidade. Quando está tudo azul, com muito dinheiro no cofre, são órgãos privados. Quando estão no vermelho, e precisam de ajuda dos cofres da União, são órgãos públicos. Um coisa é certa, pagam nababescos dividendos e os mais altos salários da República. É uma mina de ouro.

CENTRAIS SINDICAIS

Recebe dinheiro da União e jamais presta contas. Dinheiro que sempre tem destino desconhecido. O papel das centrais, desde a ditadura de Vargas, idem ditadura militar, e governos pós-ditadura é apoiar a política trabalhista do executivo e empresários. Ainda para faturar inventam ONGs, fundações e tudo mais que encham o bolso e o rabo dos pelegos, e paguem as campanhas eleitorais dos dirigentes sindicais canditados  a deputado estadual, deputado federal, senador, prefeito e governador.

GOVERNADOR DA HIS BRASIL

Um dos cargos mais cobiçado e misterioso do Brasil é  de governador da ilhas fluviais, marítimas e oceânicas. Primeiro é um governador encoberto. Ninguém sabe quem é. Distribui concessões de ilhas. Ilhas paradisíacas que valem bilhões. Bilhões de dólares. É um reino encantado que até hoje não existe um mapa das ilhas do Brasil.

BRASÍLIA DOS 1001 PALÁCIOS

Certamente que existem outros órgãos e cargos e funções que são verdadeiras galinhas de ovos de ouro e com botijas de ouro e prata enterradas.

Riquezas sem fim do  “berço esplêndido” do Brasil.  Para a felicidade dos dirigentes e cortes dos 1001 palácios de Brasília.