Para a revista Veja tanto faz: golpe eleitoral ou militar

Sempre escrevi que a revista Veja pratica qualquer crime, como quinta-coluna do Império, para favorecer os interesses da pirataria e dos especuladores internacionais, associados ou não com corruptos e corruptores brasileiros.

Para municiar o Partido da Imprensa Golpista (PIG), o “jornalista” e bicheiro Carlinhos Cachoeira criou uma agência clandestina de notícias, com a participação de jornalistas da Veja e arapongas dos porões da ditadura militar.

Esta podridão da Veja vem de suas origens, quando se apresentava como virgem e imaculada, e levou à falência a revista Manchete, que desbancou a revista Cruzeiro, e todas realizaram o mesmo papel de porta-voz dos ditadores, sob o comando dos generais Golbery e Octavio Costa.

A revista Veja foi cria da propaganda do governo Médici, que se apossou do slogan hippie “faça o amor, não faça a guerra”, adotado pela publicidade das empresas que apoiavam o regime.

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Ainda no governo Médici, o grupo Abril, que edita a Veja, veredou por outros negócios como o da hotelaria, criando uma rede de hotéis cinco estrelas, com o apoio de prefeitos e governadores nomeados.

Na redemocratização, os presidentes civis continuaram investindo na Veja e nas suas negociatas, finalmente cortadas pelos governos Lula e Dilma Rousseff.

Sem as tetas do governo, o Grupo Abril passou a propagar, descaradamente, o ódio ao PT, o retrocesso do governo Fernando Henrique, o golpe eleitoral para favorecer Aécio Neves.

A Veja topa qualquer parada. O seu pastoril ressuscita um Pinochet. Que golpe é golpe. Seja militar ou eleitoral.

 

Apagando a memória, por Latuff
Apagando a memória, por Latuff

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Marina, a velha política de carreirista do PT e fundadora da CUT

Marina Silva, no debate de ontem na TV Globo, disse para Dilma Rousseff: Você não tem experiência política, “por ter virado presidente da República” sem “ter sido vereadora”.

Sempre ambiciosa, Marina quando foi candidata pela primeira vez, não foi para vereador.

Se acreditava tão importante que o primeiro cargo que disputou foi de deputado federal. E se achava superior a Chico Mendes, líder sindical da CUT, representante dos seringueiros…

deputada marina

 

… e Marina era também líder sindical da CUT, representando os professores.

Marina perdeu a eleição para deputado federal em 1986. Em 1988, eleita vereadora pelo Rio Branco, passou dois anos no cargo. Eleita deputado estadual do Acre, em 1990, deu um pulo, não quis mais ser candidata a deputado federal. Em 1994, foi candidata a senador, aos 36 anos, tendo sido reeleita no pleito de 2002. Nomeada Ministra do Meio Ambiente no governo de Luiz Inácio Lula da Silva em 1º de janeiro de 2003, ficou no cargo até 13 de maio de 2008.

Todas eleições que Marina venceu foram pelo PT.  Depois de Secretária Nacional do Meio Ambiente e Desenvolvimento do Partido dos Trabalhadores, em 1995-96, e nomeada por Lula ministra do Meio Ambiente, no final do segundo mandato de senadora eleita pelo PT, Marina disputou a presidência da República em 2010, pelo partido Verde que criou. Perdeu. Tentou fundar outro partido, a Rede Sustentabilidade, parece nome de ONG e fundação de George Soros, e não conseguiu. Quando da campanha de busca de assinaturas, para registrar o partido, deu uma fugida para estudar na Argentina.  É candidata a presidente pelo PSB, legenda de aluguel.

Marina entrou em um convento católico, das Servas de Maria Reparadora, quando tinha 18 anos, matriculada na 5a. série do primeiro grau. Fez o supletivo e cursou História na Universidade Federal do Acre (UFAC), formada em 1984, quando participou da fundação da CUT, como vice-coordenadora.

Marina filiou-se ao clandestino Partido Revolucionário Comunista e entrou para um grupo de teatro, o Semente.

O PCR passou a funcionar no PT, comandado por José Genoíno.

 

Marina 1985 professora

 

Em 1985 exerceu seu primeiro emprego de professora, e abandonou a profissão em 1986 para se dedicar à política sindical e partidária. É uma veterana. Considerando os tempos da CUT, e da perdida campanha para deputada federal, tem mais de 30 anos de profissionalismo na política, apesar de toda vez que mudou de partido, depois de 2010, blasona que faz  nova política. Confunde partido novo com política nova.

 

Marina Silva, Jair Meneguelli, Avelino Ganzer e Jorge Viana, em reunião da CUT
Vestida estilo hippie, em moda na época, Marina Silva, Jair Meneguelli, Avelino Ganzer e Jorge Viana, em reunião da CUT
Marina Silva em protesto de professores, promovido pela CUT
Marina Silva em protesto de professores, promovido pela CUT

 

Marina, em Xapuri no Acre, diante da foto de Chico Mendes. Em Xapori trabalhava Fábio Vaz de Lima, como técnico agrícola.
Marina, em Xapuri no Acre, diante da foto de Chico Mendes. Em Xapori trabalhava Fábio Vaz de Lima, como técnico agrícola.

 

Marina Silva, ao lado de José Genoino, acompanha o julgamento do asssassinato de Chico Mendes, em Rio Branco. O líder seringueiro teve uma morte matada em 22 de dezembro de 1988
Marina Silva, ao lado de José Genoino, acompanha o julgamento do asssassinato de Chico Mendes, em Rio Branco. O líder seringueiro teve uma morte matada em 22 de dezembro de 1988

 

 

 

 

 

Fip, poesia afro & linchamento. Por que magia negra?

Qual a diferença entre magia negra e magia branca?

Acontece que no Brasil sempre ligam a magia negra às religiões tradicionais africanas, dos negros descendentes de escravos. Há muito racismo na classificação. E faz parte da contrapropaganda religiosa de fanáticos evangélicos.

Muita gente esquece que na Europa, inclusive na corte católica da monarquia francesa, se praticava a missa negra.

Fip

O Recife realiza entre os próximos dias 22 e 25, um secreto Festival Internacional de Poesia para debater: “Em vários momentos na história a palavra esteve ligada à divindade e a poesia serviu de veículo para essa aproximação com o sagrado. Desde a epopéia de Gilgamesh ao Popol Vuh maia, passando pela Divina Comédia de Dante, o Paraíso Perdido de Milton ou a poesia xamânica da beat generation, a sacralidade é evocada de alguma forma”. O xamanismo beat buscava o êxtase e o transe na mescalina.  E o uso da maconha pelos poetas brasileiros?

Uma discussão poética como linguagem mística, profética, não pode fugir da contemporaneidade  dos linchamentos, recentemente abordada pelo Papa Francisco, nem de Aleister Crowley, por sua influência nos principais poetas do Século XX: T.S. Eliot, Rilke, Fernando Pessoa e outros.

Leia na Wikipédia: “Em 2001, uma enquete da BBC descrevia Crowley como sendo o septuagésimo terceiro maior britânico de todos os tempos, por influenciar e ser referenciado por numerosos escritores, músicos e cineastas, incluindo Jimmy Page, Alan Moore, Bruce Dickinson, Ozzy Osbourne, Raul Seixas, Marilyn Manson e Kenneth Anger. Ele também foi citado como influência principal de muitos grupos esotéricos e de individuais na posterioridade, incluindo figuras como Kenneth Grant e Gerald Gardner”.

Crowley dizia ter criado Hitler. Estava com Fernando Pessoa no seu lendário desaparecimento em Lisboa, quando, na verdade, morreu em Londres, secreta e miseravelmente, dopado de cocaína fornecida pelo governo inglês.

Quais os principais brasileiros discípulos de Crowley, notadamente os poetas?

 Curioso no Fip é discutir o sagrado e esquecer Adélia Prado. Não reivindicar para a mística/profana poetisa mineira, o Primeiro Prêmio Nobel para o Brasil.

Haverá uma mostra da poesia negra, lusófana? (T.A.)

 

bruxaria

por Paulo Teixeira

 

Estou perplexo com as imagens do espancamento da dona de casa Fabiane Maria de Jesus, no bairro de Morrinhos, Guarujá (SP).
Essa ação revela o comportamento mais bárbaro que o ser humano pode ter. Uma ira coletiva impregnada de ódio contagioso e violência em estado bruto.
A (des)humanidade estimulada pela grande mídia e por informações imprecisas e inverídicas que circulam em páginas nas mídias sociais incitando o lema: “justiça com as próprias mãos” fizeram com que Fabiane fosse linchada.
Mesmo após quase 200 mil anos sobre a Terra, ainda vemos pessoas capazes de algo tão primitivo e irracional como o que vem ocorrendo semanalmente.
Fabiane deixou duas filhas (de 12 e 1 ano) e marido, o porteiro Jailson Alves das Neves, de 40 anos.

Fabiana
Na foto, parentes e amigos revoltados durante o enterro de Fabiane, no Guarujá.
Uma passeata pedindo justiça foi convocada para o dia das mães (domingo), às 10h

O mais legal: maconha ou tabaco?

Fumo uma média de oitenta cigarros por dia. Considero o tabaco uma droga que vicia e mata lentamente.

Não tenho nenhum prazer. Sou apenas um dependente químico. Quando paro, sofro crises de abstinência que são fisicamente terríveis.

Nas décadas de 60, 70 e 80 fumei, como estudante, maconha, principalmente nos Estados Unidos, Equador, Espanha. E abandonava o cigarro. Usava a maconha, esporadicamente, nas festas com estudantes universitários. E viagens, que ganhei uma bolsa de estudo para conhecer as principais faculdades e meios de comunicação de massa na França, Suíça, Bélgica e Alemanha. E escapadas por Marrocos, Inglaterra, Itália e outros países. Que peguei o início do movimento hippie nos Estados Unidos e Europa.

Quando retornava ao Brasil, depois de um ou dois anos voltava a fumar. E toda volta resultava no consumo em dobro da cota de antes.

Antes de ir estudar nos Estados Unidos, uns 20 cigarros. Passei para 30/40. Depois do Equador, 40/60. Depois da Espanha, 60/80.

Comecei  lá pelos 23 anos. E ninguém suga mais de 8o cigarros por dia. Não existe uma quantidade limite. Portanto, fico entre 70/80, que é uma boa dose para quem vai completar, em janeiro próximo, 77 anos.

Preferiria maconha. Que me dá sono. Acredito que o patronato, nos tempos que comecei no jornalismo, permitia fumar nas redações porque o tabaco é um estimulante, tira o apetite e o sono, e assim varei madrugadas, que os diários fechavam às 24 horas, hora que começava o trabalho de muitos vespertinos, como aconteceu comigo no jornal O Globo, tendo Mauro Sales como chefe de reportagem. Fui estagiar n’ O Globo pelo ganho do Prêmio Esso em Jornalismo.

Por duas vezes trabalhei no vespertino Diário da Noite do Recife. Também redigido noturnamente. Indicado por dois grandes jornalistas. A primeira vez por Abdias Moura, mestre, como editor policial. A segunda, convidado pelo companheiro de farra Ronildo Maia Leite, como copy e repórter especial.

Não havia cinzeiros, o cigarro aceso queimava as beiradas do birô, meus dedos, meus lábios, que certa vez operei uma queimadura.

Quanto rende para o governo e multinacionais vender enfisema, câncer, angina e outras doenças malignas?

Não fumo maconha porque não quero contato com nenhum traficante.

Certamente fumei maconha no Brasil, quando professor da Católica. O cigarro babado de alguma estudante.

uy_republica. maconha

El Senado uruguayo votará hoy un mundialmente inédito proyecto de ley que regulará la producción y venta de marihuana y que el gobierno considera como “un experimento” para combatir el narcotráfico.

El texto -aprobado en julio por la Cámara de Diputados- tiene su sanción asegurada por el apoyo del Frente Amplio, que tiene la mayoría en ambas cámaras.

La iniciativa fue presentada hace un año y medio por el gobierno del presidente José Mujica junto a una serie de medidas para frenar el incremento de la inseguridad pública y desactivar la violencia asociada al narcotráfico.

“Este es un experimento”, admitió Mujica. “Podemos hacer un verdadero aporte a la humanidad. Ser un banco de prueba en desatar un conjunto de disciplinas que sirvan para enfrentar el problema y sumen herramientas a la lucha contra la drogadicción”, reiteró en varias ocaciones.

El proyecto otorga al gobierno el control y reglamentación de la importación, cultivo, cosecha, distribución y comercialización del cannabis y sus derivados.

Tras registrarse, los residentes mayores de 18 años podrán cultivar hasta seis plantas, acceder a la droga en clubes de usuarios o comprar hasta 40 gramos por mes en las farmacias.

“No hay mucha criminalidad alrededor del tema en Uruguay, entonces el cambio no es profundo. Es básicamente un experimento, pero no es un experimento que se puede replicar con facilidad” en países de mayor tamaño, dijo a la Steven Dudley, codirector del sitio web Insightcrime, especializado en narcotráfico en América Latina.

Uruguay enmarca la iniciativa en la postura de la Comisión Global de Política de Drogas -integrada por los ex presidentes de Colombia César Gaviria y de México Ernesto Zedillo, entre otros- que sostiene que la guerra contra las drogas ha fracasado.

El presidente Mujica, calcula que el país gasta unos 80 millones de dólares anuales en combatir el narcotráfico y en mantener a los presos por delitos vinculados a la droga.

Actualmente consumir drogas no está penado pero sí comercializarlas. El consumo de marihuana es el más extendido entre las drogas ilegales y se ha duplicado en los últimos 10 años.

Según las autoridades hay unos 128.000 fumadores de cannabis, aunque las asociaciones de consumidores calculan que rondan los 200.000.

Mejor precio y calidad

El gobierno planea atraer a los consumidores con un cannabis más barato y de mejor calidad que el que se consigue hoy en el mercado ilegal.

“Vamos a ir teniendo en cuenta los precios en el mercado negro, hasta que comencemos a desestructurar el funcionamiento de ese mercado”, dijo Julio Calzada, secretario general de la Junta Nacional de Drogas.

Clave

Uruguay será el primer país para aprobar una ley de esta naturaleza, uniéndose a los estados norteamericanos de Colorado y Washington, que en el noviembre de 2012 aprobaron iniciativas para legalizar y regular el cannabis.

“La creación de un mercado legal y regulado para el cannabis marcará un momento clave para la reforma de las políticas de cannabis al nivel hemisférico y global”, dijo John Walsh de WOLA, un experto en las políticas de drogas. “Cuando se escribe la historia de la desintegración de la prohibición del cannabis, el papel valioso y pionero de Uruguay se figurará prominentemente”.

Kike Estrada
Kike Estrada

O grande jornalista Fábio José de Melo me pergunta “legal, em que sentido?”

Repondi: A maconha? Em todos.

Quando garoto não fumava. Mas conhecia um bar no Parque 13 de Maio, Recife, frequentado por Gilberto Freyre, e pelos meus amigos poetas e boêmios J. Gonçalves de Oliveira, então comunista, e Carlos Pena Filho. E o poeta Francisco Bandeira de Mello que nem fumava nem bebia. Eu, bebia.

Gilberto era maconheiro. Na época, final dos anos 50, a maconha era considerada vício de negro, coisa sacrílega de terreiro de macumba. Portanto, a discriminação da maconha era racista e religiosa. Aconteceu com o samba, antes de Nair de Tefé, primeira caricaturista mulher do mundo, que estudou na França, casar com o presidente Hermes da Fonseca.

O samba era visto como dança vulgar e lasciva. Nair levou o samba para o palácio do Cadete, junto com o poeta Catulo da Paixão Cearense e Chiquinha Gonzaga. Foi o maior escândalo, para puritanos tipo Rui Barbosa, que queimou os arquivos da escravidão, para esconder suas origens.

O preconceito contra a maconha está nas suas origens africanas. O engraçado é que os traficantes de escravos compravam negros com tabaco, planta originária das Américas.