Marina muda veto. Agora apóia Alckmin para governador e fica esquecido o contrabando de pessoas

Até Alckmin abandona Aécio. Que José Serra vota em Marina

 

Pela pregação dos pastores da Assembléia de Deus, a mulher deve obediência ao marido. Evangélica que é, Marina Silva apóia o marido em tudo. Esta era a razão de combater a reeleição de Geraldo Alckmin.

Escreveu o marido Fabio Vaz de Lima: “Todos sabemos como são tratados pela elite de SP os nordestinos, bem vindos apenas para suprir o exército de força de trabalho para as diversas atividades econômicas como usinas de cana e construção civil. (…)

Deixemos de lado a violência de polícia, crime organizado que deixam um governo [de Geraldo Alckmin] acuado por chefes em presídios. Ora quem morre são os mais pobres sempre. Solução para os ricos: condomínio, carros blindados, seguranças particulares.

Se analisarmos de maneira mais profunda como eles (SP aqui como os ricos) olham o resto do país e a nossa região, aqui é apenas espaço de consumo para seus produtos e fonte de recursos naturais para suas indústrias e serviços. Paramos para pensar quanto saiu ganhando SP com a isenção e impostos para a indústria automobilística e quanto nós perdemos? Ganharam vendendo mais carros, inclusive para nós. Perdemos, exportando nossas renda somada à redução de transferência constitucional (FPE e FPM) para o Estado e Municípios. Resultado final: eles ficaram mais ricos e nós, mais pobres. Alguns compraram mais carros, mas a maioria perdeu renda.

Onde se compra mais madeira ilegal fruto de desmatamento e outras ilegalidades. Não vou falar, pois acharão que estou com perseguição com SP (lembro: nasci lá). De onde vem o cartel para impedir que empreendimentos nas regiões mais pobres do país de consolidem como os nossos voltados para proteína animal como aves, ovos, suínos e peixes? Se o Acre não for competitivo, e ser justo com os nossos, eles nos engolem”.

O artigo, com o título “Responsável quem, cara pálida?”, foi publicado no dia 26 de abril último, no Página 20, Net.

Em 23 último, publica a Revista Forum:

Marina Silva autoriza campanha conjunta com Alckmin
Quando Eduardo Campos era o cabeça de chapa esta era uma peça da campanha do PSB em São Paulo. Maria dizia que não tinha a autorização dela.
Quando Eduardo Campos era o cabeça de chapa esta era uma peça da campanha do PSB em São Paulo. Maria dizia que não tinha a autorização dela.

 

Postura é mais uma mudança da candidata, que no início do pleito declarou que não faria campanha com o tucano

De acordo com informações da coluna da jornalista Monica Bergamo, desta terça-feira (23), a candidata Marina Silva autorizou que o material de campanha que será distribuído em São Paulo, na fase final deste primeiro turno, tenha o nome de Geraldo Alckmin como candidato ao governo do estado.

Esta decisão marca mais uma mudança de postura e discurso da candidata Marina Silva, pois vale lembrar que, no início do pleito, Silva havia afirmado que não dividiria palanque com o candidato tucano ao governo do estado de São Paulo.

Ainda de acordo com a coluna de Bergamo, a mudança de Marina Silva acontece após pressão dos coordenadores de sua campanha. Eles teriam orientado a candidata que, caso haja atrito entre ela e Alckmin, que possui grande popularidade em São Paulo, ela poderia perder votos.

A pressão também acontece porque Marina Silva, que se mantinha líder nas pesquisas no estado de São Paulo, perdeu pontos nos últimos levantamentos. Vale lembrar, também, que ela se posicionou contra a aliança do PSB com o PSDB em São Paulo. Marcio França, candidato a vice na chapa de Geraldo Alckmin, é coordenador financeiro da campanha de Marina Silva.

Contrabando de pessoas do Haiti e Senegal

O artigo de Fábio Vaz é uma resposta à secretária da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo, Eloisa de Sousa Arruda, que afirmou que Sebastião Viana, governador do Acre, foi “irresponsável”, ao enviar tropas de senegaleses e haitianos para São Paulo sem comunicar.

Paralelamente corre a denúncia de que os contrabandistas de mão-de-obra para os latifúndios faturam bilhões, e subornam poliiciais para a entrada no Brasil de trabalhadores escravos.

Fábio Vaz denuncia que o “Governo federal está aquém das suas possibilidades, penalizando o Estado [do Acre] por duas vezes. A primeira não tendo competência de controle sobre as fronteiras. Segundo deixando ao governo local os custos de um tratamento digno que passou ser a imagem do País”.

Não faz nenhuma referência ao tráfico de pessoas.

 

 

 

 

Breve história da fome de Marina e a receita do ovo

Hélio Melo, Floresta do Alumbramento
Hélio Melo, Floresta do Alumbramento

A cronologia da vida de Marina Silva muda tanto quanto as suas opiniões.

Marina nasceu em Rio Branco em 8 de fevereiro de 1958.

“Em 1967, a família deixou o seringal em Bagaço para ir a Manaus abrir uma taberna, mas durou pouco tempo. Cinco meses depois, eles foram a Santa Maria no Pará, onde a situação era ainda pior. Em 1969, a família voltou para o seringal com a passagem paga pelo ex-patrão do pai de Marina. Aos 10 anos, Marina Silva começou a trabalhar no seringal para pagar a dívida que a família contraiu com o patrão”, registra Wikipédia.

Entre os 8 e 10 anos de idade, aconteceu a história do ovo, que se tornou peça emocional da campanha a presidente.

Fome é fome. Não importa quanto tempo dure. Marca, dolorosamente, a vida de qualquer pessoa

A fome de Marina Silva

Marina abonou o seringal aos 15 anos. Voltou para matar a fome de votos (T.A.)
Marina abandonou o seringal aos 15 anos de idade. Voltou para matar a fome de votos (T.A.)

 

por Kiko Nogueira:

O vídeo de um comício de Marina Silva em Fortaleza viralizou. O mote era sua defesa do Bolsa Família, programa que não será desativado em seu eventual governo.

Diz ela, emocionada:

”Eu sei o que é passar fome. Eu sei o que foi um sábado de aleluia em 1968. Tudo que minha mãe tinha, para oito filhos, era um ovo e um pouco de farinha e sal. Meu pai, minha mãe, minha avó, minha tia olhavam para aqueles oito irmãos. Eu me lembro de ter perguntado pro meu pai e minha mãe: ‘vocês não vão comer?’ Minha mãe respondeu: ‘nós não estamos com fome’. Uma criança acreditou naquilo. Quem viveu esta experiência, jamais acabará com o Bolsa Família. Não é um discurso, é uma vida. O compromisso não está escrito em um papel que depois eles rasgam e esquecem. Está escrito sabe aonde? Na carne deste corpo magro”.
É um testemunho contundente. Ela interrompe sua fala por causa das lágrimas. Há quem, compreensivelmente, chore ao ouvi-la.

Mas essa passagem da vida de Marina adquiriu um tamanho inédito apenas recentemente.

Uma biografia de 2010 acaba de ser relançada. “Marina, a vida por uma causa” foi escrita pela jornalista Marília de Camargo César, que ouviu familiares, amigos e pessoas próximas de Marina ao longo de meses — além, é claro, da própria MS.

A palavra “fome” aparece dez vezes em mais de 260 páginas. Em nenhum momento referindo-se ao que ela disse no Ceará.

Ela conta da influência da avó paterna, Júlia, com quem morou no Seringal Bagaço, a 70 quilômetros de Rio Branco: “Na Semana Santa, não se comia carne nem nada que tivesse açúcar. Minha avó fazia mungunzá sem açúcar, arroz-doce sem açúcar. Deve ser uma tradição vinda do Ceará”.

Marina, segundo aprendemos, era muito querida pela avó. Arnóbio Marques, ex-governador do Acre, que a conhece “há uns duzentos anos”, aparece dizendo: “É a única pobre mimada que conheço”.

Marina tinha 10 anos quando do almoço mencionado no palanque. Há um testemunho da época no livro:

“Desde uns dez anos de idade, eu acordava todo dia por volta de quatro da manhã para preparar a comida que meu pai levava para a estrada da seringa. (…) Todo dia preparava farofa. Às vezes com carne, mas quase sempre com ovo e um pouquinho de cebola de palha, acompanhada de macaxeira frita. Aí botava dentro de uma lata vazia de manteiga, com tampa. Manteiga era comprada só quando minha mãe ganhava bebê. Meu pai encomendava no barracão — o entreposto de mercadorias mantido pelo dono do seringal — uma lata, pra fazer caldo d’água durante o período de resguardo. Por incrível que pareça, a manteiga vinha da Europa para as casas aviadoras de Manaus e Belém e dali chegava aos seringais do Acre.A lata era uma coisa preciosa. De bom tamanho, muito útil, tinha tampa e desenhos lindos e elegantes”.

Num outro trecho sobre a infância:

“Minhas irmãs também faziam as mesmas coisas que eu. As outras crianças, filhas de meus tios, do vizinho do lado, também iam pro roçado, iam buscar água no igarapé, varrer o terreiro, ajudavam a plantar arroz, milho e feijão. O pai à frente, cavando as covas, e elas colocando a sementinha nas covas. Você não tinha nenhum instrumento para ver uma realidade oposta àquela, para dizer: por que os filhos do fulano de tal ficam só brincando e nós, aqui, trabalhando? Não existia isso. Havia até um prazer de poder ajudar nossos pais a diminuir o fardo deles”.
Não se coloca em dúvida que Marina enfrentou enormes atribulações e é dona, sim, uma trajetória notável. A ex-seringueira acreana adquiriu malária cinco vezes, alfabetizou-se aos 16, chegou a senadora e ministra e concorre à presidência. Uma vencedora.

Mas a cartada da fome é típica de um populismo que, esperava-se, passaria longe da “nova política”. Quando ditou suas memórias, aquele sábado dramático, portinariano, não mereceu qualquer evocação. Hoje, talvez por insistência dos marqueteiros, a cena virou o filme.

É difícil competir com isso. Aécio, moço bem criado, não tem o que oferecer nesse quesito. Dilma poderia apelar para o câncer ao qual sobreviveu para provocar a empatia da superação.

Se o fizesse, porém, a candidata do PSB provavelmente estaria pronta para acusá-la de demagogia.

A revelação em Fortaleza é mais uma faceta de um personagem surpreendente, cuja história não vai parar de ganhar novos capítulos e ser reescrita. Pelo menos até o fim das eleições.

A vida farta no seringal 

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por Altino Machado

 

A agricultora Maria Deuzimar da Silva Vieira, 59 anos, irmã mais velha da presidenciável Marina Silva, 56, é casada, mãe de quatro filhos e avó de sete netos. Ela mora na colônia Vista Alegre, de 96 hectares, a 17 quilômetros da margem da BR-364, numa área que fazia parte do antigo seringal Bagaço, onde Marina nasceu.

Na Amazônia, mulheres não costumavam cortar seringa. Deuzimar, Marina e Lúcia tiveram que aprender a produzir borracha para ajudar Pedro Augusto, o pai delas.

Vida no seringal – A gente vivia no antigo seringal Bagaço, local bem difícil. Não tinha rodagem e a gente sobrevivia de cortar seringa e de quebrar castanha. A produção era transportada no lombo de animais. Da nossa colocação até à sede do seringal, na beira do Rio Acre, a viagem chegava a demorar três dias dentro da mata. A gente entregava a produção para o patrão e recebia em troca o aviamento para continuar vivendo e produzindo mais borracha e castanha. Apesar de ser difícil, a gente achava bom. A gente era feliz. Cortei seringa dos 14 aos 19 anos junto com minha irmãs.[Deuzimar, começou cortar aos 14, Marina aos 10 anos] Não era comum mulheres no corte de seringa. Por isso, no Acre, existe gente que até duvida quando lê que Marina foi seringueira. Acontece que meu pai recebeu carta de um parente dizendo que a vida era melhor em Manaus e ele mudou para lá com a família quando éramos crianças. Meu pai passou a trabalhar como vigia, a cavar poços e a fazer outros serviços pesados pra conseguir sustentar a família em Manaus. A vida ficou mais difícil do que no seringal. Outro parente escreveu dizendo que a vida em Belém era melhor e mudamos para lá. A vida continuou difícil e meu pai decidiu voltar para o Acre depois de três anos. Mas ele não tinha dinheiro pra pagar as passagens de navio. Nosso ex-patrão pagou as passagens e nós voltamos pro seringal Bagaço com uma dívida enorme. Todo mundo dizia que a gente nunca ia conseguir pagar. Foi quando minha mãe, Maria Augusta, convenceu meu pai, Pedro Augusto, a ensinar a mim, Marina e Lúcia a cortar seringa. Marina começou no corte de seringa com dez anos. Meu pai produzia uma pela de borracha por semana. Com a ajuda das filhas, passamos a produzir três pelas de borracha por semana e meu pai logo conseguiu pagar a dívida. Nós passamos a ser consideradas fenômenos na região. “O Pedro Augustinho tem três filhas que cortam seringa. Pois não é que eles pagaram a conta cortando!”, diziam as pessoas com admiração. Uma coisa é ser filha de seringueiro, mas nós pegamos em facas para o corte da seringa. Meus pais tiveram onze filhos, mas três morreram. Estão vivos sete mulheres e um homem.

Um ovo para alimentar sete filhos – Eu vi minha mãe alimentar sete crianças com um único ovo. Alguém até já me perguntou a receita. É muito fácil: pega uma panela, põe no fogo com um litro de água, adiciona um pouco de sal, um pouco de óleo ou banha, umas palhinhas de cebola, quebra o ovo dentro quando a água estiver fervendo, depois despeja o caldo numa bacia com farinha e mistura. Está pronto o pirão com que nossa mãe chegou a alimentar sete filhos.

No seringal a gente vivia farto. Antes de sair do Bagaço, a nossa família nunca tinha passado fome. A vida de seringueiro era difícil, mas todo dia a gente tinha o que comer.

A história dos seringueiros é pouco conhecida

 

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Blogue Couro Vegetal/ Amazônia

 

Coronéis de Barranco
Com o início da demanda do mundo industrializado pela borracha, os empresários “Seringalistas”, ou “Coronéis de Barranco” estabeleceram na Amazônia um sistema de semi-escravidão capitalista: Eles obrigaram grande parte da população indígena de forma violenta a trabalhar para eles, transformando-os em “caboclos seringueiros”. Os trabalhadores nordestinos, que vieram na Amazônia em busca de emprego, caíram logo na dependência econômica dos Seringalistas e se tornaram os “seringueiros nordestinos”.

Concorrência internacional
Os ingleses logo descobriram o potencial econômico da borracha, e no ano 1876, um Inglês chamado Henry Wickham levou sementes de seringa da Amazônia para Inglaterra. Foram formados os seringais de cultivo na Malásia, e a produção estrangeira superou logo a produção Brasileira.

Soldados da borracha
Houve um segundo surto da borracha no Brasil durante a segunda guerra mundial, quando aumentou a demanda pela borracha e os brasileiros sujeitos ao serviço militar tinham que escolher entre lutar na guerra ou trabalhar como seringueiro na Amazônia. Estes “Soldados da Borracha” nunca conseguiram voltar para a terra deles, porque nunca foram pagos pelos Seringalistas.
Com o falecimento dos Seringalistas, devido á concorrência internacional, os Seringueiros ficaram entregues á própria sorte. Até hoje eles sobrevivem cultivando, caçando e vendendo borracha por um preço muito baixo.

Guardiões da floresta
A partir de de 1970 chegaram os fazendeiros na Amazônia, expulsando os Seringueiros, derrubando a floresta e assim iniciando os conflitos de terra. Sob esta ameaça, os seringueiros começaram a se unir em cooperativas e sindicatos, e surgiram as grandes lideranças dos seringueiros como Chico Mendes, assassinado em 1988 pelos fazendeiros Darly e Darcy Alves da Silva.

Assassino de Chico Mendes
[Hoje, um irmão dos assassinos de Chico Mendes apóia Marina Silva para presidente. O vice-governador do Acre, César Messias, latifundiário, que já presidiu a Assembléia Legislativa, é outro que apóia Marina.

Vice= governador César Messias, responde processo por sonegação
Marina Silva em campanha presidencial no Acre, com o vice= governador César Messias, que responde processo por sonegação

O marido de Marina era secretário adjunto de Desenvolvimento de Floresta, da Indústria, do Comércio e dos Serviços Sustentáveis. Cuidava do envio de emigrantes haitianos e senegaleses para São Paulo. Daí a briga com o governador Geraldo Alckmin, comprada por Marina Silva. Vide links Haiti e Senegal]

 

Museu do seringal

Tráfico humano. Bilionário negócio no Acre

De 2010 até 2014 apenas os haitianos já teriam gasto algo em torno de R$ 6 bilhões em pagamentos para a rede de tráfico e corrupção estruturada com esse movimento migratório.

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Falta água para beber em abrigo superlotado de crianças

por Altino Machado

 

Improvisada pelo governo estadual como abrigo de imigrantes que ingressam no território brasileiro em busca de trabalho, a partir da fronteira com Bolívia e Peru, a Chácara Aliança, em Rio Branco (AC), está superlotada com 542 homens, mulheres e crianças do Haiti, Senegal, República Dominicana, Nigéria e Colômbia.

A chácara de cinco hectares, na confluência das estradas Aquiles Peret e Irineu Serra, próxima de uma área de proteção ambiental, tem capacidade para abrigar 200 imigrantes. Possui piscina, campo de futebol soçaite, quadra de futebol de salão, playground, salão de festas, bar, açude, além de cinco pousadas com mais de 20 apartamentos.

O governo do Acre pretendia limitar o atendimento a 200 imigrantes, porém o fluxo de imigrantes permaneceu intenso nas últimas três semanas e falta pessoal na delegacia do Ministério do Trabalho e na Polícia Federal para dar conta da demanda por documentos.

O governo estadual também enfrentou dificuldade financeira e burocrática para pagar os ônibus que transportam diariamente os imigrantes de Rio Branco até São Paulo. Na última semana, por exemplo, apenas cinco ônibus partiram de Rio Branco com 224 imigrantes.

Durante quatro dias os imigrantes deixaram de ser transportados para São Paulo por falta de documentos (Carteira de Trabalho e protocolo da Polícia Federal) ou porque o governo não conseguiu pagar o frete de ônibus, por a empresa o faz mediante pagamento antecipado.

 

Imigrantes em fila para receber ticket para almoço
Imigrantes em fila para receber ticket para almoço

O professor norte-americano Foster Brown, da Universidade Federal do Acre, que participa de um grupo de defesa dos direitos humanos na fronteira do Brasil com Bolívia e Peru, visitou duas vezes o abrigo em Rio Branco durante a semana. Após a visita de domingo (21), Brown divulgou um curto relato em que assinala os problemas de abastecimento de água.

– Quando falta água, os imigrantes vão até uma torneira pública na rua principal e enchem garrafas. Atualmente, falta garrafas PET para a demanda – contou o professor.

A reportagem constatou a falta de água para beber no domingo e nas primeiras horas da manhã desta segunda-feira. A chácara recebe água da rede pública de distribuição, mas há uma semana a bomba elétrica usada para transferir a água do reservatório para caixas do imóvel está danificada.

– Nós liberamos a torneira da varanda da casa para que possam encher suas garrafas com água para beber. Minha tia põe água dentro de uma para congelar e distribui, mas é muita gente e não dá para atender todos. Quando falta água no abrigo, eles vêm lavar roupa na nossa calçada. A gente faz o que pode, mas o governo do Acre devia cuidar melhor porque recebe verba do governo federal para isso – comentou uma moradora do Bairro Irineu Serra.

Uma servidora pública que trabalha no abrigo disse que tem faltado água no abrigo porque os imigrantes mexem na bomba elétrica e danificam. A bomba elétrica voltou a funcionar nesta manhã, por volta das 7h local e os imigrantes correram para armazenar água potável em garrafas PET.

O valor total do contrato de sete meses de aluguel da Chácara Aliança é de R$ 154 mil, sendo R$ 22 mil mensais. O contrato iniciou em junho e tem vigência até o dia 15 de dezembro deste ano, segundo a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, responsável direta pela locação do imóvel.

Para receber, abrigar e alimentar os imigrantes no Acre, o Estado e a União informam que já gastaram mais de R$ 6,2 milhões, considerando a soma dos valores de 2012 até hoje. Apenas com o item “alimentação”, o gasto foi da ordem de R$ 4,5 milhões.

Com fretamento de ônibus, que conduz os imigrantes de Rio Branco até São Paulo, em uma viagem com duração de três dias, o gasto chegou a R$ 1,6 milhão até maio deste ano.

Os dados são da Secretaria de Desenvolvimento Social, que, juntamente com a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, é responsável pelo gerenciamento das demandas relacionadas aos imigrantes no Acre.

Extorsão

Senegaleses, às 6h10, após abastecerem garrafas com água na vizinhança do abrigo
Senegaleses, às 6h10, após abastecerem garrafas com água na vizinhança do abrigo

Desde 2010, os imigrantes são aliciados por redes de tráfico de pessoas e transportados até o Brasil, onde são recebidos e preparados como força de trabalho pelo Estado brasileiro, ação diretamente articulada ao recrutamento deles pela agroindústria da carne do Centro-Sul do país. O Acre recebe, abriga, alimenta e documenta essa força de trabalho.

Denúncias de que a polícia peruana, além de taxistas peruanos e brasileiros exerçam a prática da extorsão contra os imigrantes não param. O padre chileno Claudio Barriga, que presta assistência a imigrantes em Assis Brasil (AC), na fronteira com a Bolívia e Peru, e ocasionalmente em Rio Branco, relatou que os imigrantes continuam sendo extorquidos pela polícia em Iñapari, do lado peruano. De acordo com o padre, os policiais peruanos “estão roubando sistematicamente imigrantes, principalmente haitianos”, que passam pela fronteira.

Barriga disse que as reclamações são muitas e foram denunciadas ao chefe da delegacia de polícia de Iñapari.

– Ele desculpou-se, dizendo que ele não estava presente quando os fatos alegados, o que, aparentemente, era verdade que eles ocorreram, e prometeu tomar medidas para acabar com este abuso. No dia 19 de setembro, verificou-se que os eventos estão acontecendo. Oito imigrantes haitianos que vieram para a fronteira com a intenção de continuar a sua viagem para o Brasil, foram obrigados a entregar US$ 20 cada (mais 40 soles) para a polícia, que de outra forma não iria deixar passar – relatou o padre.

Instituições e pesquisadores que acompanham no Acre o trânsito dos imigrantes haitianos e de demais nacionalidades pela Amazônia Ocidental, estimam que de 2010 até 2014 apenas os haitianos já teriam gasto algo em torno de R$ 6 bilhões em pagamentos para a rede de tráfico e corrupção estruturada com esse movimento migratório.

Muitos chegam ao Acre com problemas de saúde decorrentes da longa viagem e psicologicamente transtornados, em razão da violência que sofrem no caminho. No entanto, ante o temor de serem repatriados e da retaliação desses agentes, eles silenciam sobre os detalhes da viagem e o funcionamento das redes.

No abrigo, haitianos armazenam água potável em garrafas
No abrigo, haitianos armazenam água potável em garrafas

Haití, la primera víctima de la tentación imperialista de Brasil

En un documento en 2005 Amnistía Internacional señala que Brasil contaba con 52.2 homicidas por cada 100.000 jóvenes, mientras que Estados Unidos cuenta/contaba con 32.2 homicidas por cada 100.000 jóvenes e Italia 2.1 homicidas por cada 100.000 jóvenes. Esto indica que este país está mucho más enfermo que Haití en materia de seguridad pública

MINUSTAH

por Joël Léon

Traducido del francés para Rebelión por Beatriz Morales Bastos

“Garantizar la seguridad pública es ocuparse de que nadie sea asesinado ni sea víctima de ninguna forma de violencia”
Amnistía Internacional

 

Antes de la llagada a Haití de la Misión de Estabilización de las Naciones Unidas en Haití (MINUSTAH, por sus siglas en inglés), cuando se hablaba de Brasil, se hacía referencia al fútbol, al rey Pelé o al carnaval de Rio, que constituye una maravilla artística y cultural. Esto es tan cierto que en su cruzada por ganar los corazones y espíritus de los haitianos, el 18 de agosto de 2004 el gobierno utilizó a la selección brasileña de fútbol para jugar un partido de fútbol bautizado “Por la paz” contra la selección haitiana. Aquel día supuso un tormento para nuestros patriotas haitianos que vieron a nuestro congéneres aplaudir a los jugadores brasileños en detrimento de sus compatriotas. Y para crucificar aún más al país, los jugadores y dirigentes brasileños se fueron al país vecino a pasar la noche después del partido, lo que significaba que Haití no era digno de honrar la hospitalidad de las estrellas brasileñas. ¡No importa! Hoy, además del fútbol y la cultura brasileña, también hay las masacres de pobres personas, el cólera y también la arrogancia natural de un ocupante para con los sujetos vencidos. Y, sin embargo, desde un punto de vista geopolítico y estratégico, la realidad brasileña es radicalmente diferente y está guiada por el empeño en extender su influencia sobre los demás países de la zona.

La manera más simple de definir el imperialismo es la siguiente: “Aquello que busca extender su autoridad sobre otros”, en especial, los Estados más pequeños. Con su presencia militar en Haití Brasil ha entrado en una fase imprudente en la que es indispensable causar víctimas para proteger su estatuto de potencia regional. Brasil es hegemónico ya que controla el 40% de la economía sudamericana. Es una transformación lógica. Tanto los imperios como sus sistemas nacieron “entre sangre y sudor”. La dominación no tiene corazón; aunque unos dominadores sean más feroces que otros, todos se basan en la necesidad imperialista de sometimiento para poder saquear mejor las riquezas de los demás a beneficio de sus clases dirigentes, ya sean castas o tribus. En este contexto del siglo XXI en el que la complejidad del mundo ampliado es más difícil de controlar el juego de las alianzas en más trágico que nunca. En el mundo hay demasiadas convulsiones, demasiados fuegos que hay que apagar, demasiados pueblos en ebullición… Hay otros socios, sin duda menos poderosos pero capaces de imponerse en los conflictos de débil intensidad para salvaguardar los intereses de los más poderosos. Así se presentó Brasil.

Nos es casual que Estados Unidos y Francia hayan elegido a Brasil. Conocen sus ambiciones imperialistas de segundo amo del hemisferio desde el punto de vista económico: su obsesión declarada de formar parte del Consejo de Seguridad de la ONU y también está la experiencia de los años de la dictadura en la represión y el asesinato, elemento esencial de la tarjeta de visita internacional de Brasil. Sin desdeñar, sin embargo, el interés de los ricos de este país por extender sus producciones y cultura por todas partes en la zona. Cuando estos dos conquistadores solicitaron sus servicios, sabían a ciencia cierta que el entonces presidente Lula Da Silva no se podía resistir a esta propuesta. Para ello había que sacrificar los vínculos y las convicciones ideológicas para llenar su tarjeta de conquista. Así, los estadounidenses, canadienses y franceses han legado al país de las favelas el mal de “aprendiz tutor” ya que ellos están demasiado ocupados en hacer frente a otras convulsiones creadas a medida en el mundo.

La misión del Brasil de Lula es “estabilizar” Haití. En términos no diplomáticos, Brasil debe desempeñar un papel de gendarme. Los reveses sufridos por Estados Unidos en Somalia en 1994 y 1995, y el estancamiento en Iraq y Afganistán, y más recientemente en Libia y Siria son demasiado recientes para aventurarse a otro problema en el que se enfrentan negros. Lula Da Silva había abusado de los estrechos lazos culturales existentes entre ambos pueblos, Haití y Brasil, para poner en práctica la política conquistadora.

¡Atención, progresistas haitianos!

Algunos progresistas haitianos se dejan engañar por la lógica de las proximidades ideológicas con el partido en el poder en Brasil manteniendo un silencio cómplice ante la agresión imperialista brasileña contra Haití. Acto que debe ser considerado una violación palpable del primer capítulo de la llamada doctrina del mundo libre, la autodeterminación de los pueblos. El ejército brasileño asegura la ocupación de Haití con 1.200 hombres y unas docenas de policías que deliberadamente fusilan a los pobres y poseen las mujeres haitianas con apetito. Este comportamiento es digno de cualquier ocupante; por consiguiente, el Estado brasileño no es progresista. Por el contrario, es depredador y le hace el trabajo sucio al imperialismo.

Tras la salida de Jean-Claude Duvalier en 1986 quienes contribuyeron a la perpetuación de su régimen por medio del terror y de la tortura se volvieron molestos. El tristemente célebre torturador Albert Pierre, alias “Ti boule”, fue invitado a embarcarse hacia Brasil, un Estado que, sin embargo, no había firmado ningún tratado de extradición con Haití. “Ti boule” se quedó allí sin que nadie le molestara hasta su apacible muerte sin poder dar cuentas de sus crímenes odiosos contra la nación haitiana. Así pues, existen antecedentes no reglados entre ambos Estados que merecen que los expertos los analicen para desvelar si no existiría algún rencor histórico del Estado brasileño contra Haití. ¿Brasil es moralmente competente para desempeñar este nuevo papel de policía?

¿Es Brasil moralmente apto para estabilizar Brasil?

Por desgracia, Brasil no se salvó, como fue el caso de Venezuela, del caudillismo en las décadas de 1970 y 1980. Al igual que nosotros en Haití, el pueblo brasileño conoció la feroz dictadura militar, pero contrariamente a nosotros, el expresidente Lula no abolió el ejército y ni siquiera lo purgó. Y he aquí que veinticinco años después esta misma institución represiva se propulsa a la escena internacional como guardiana de la democracia y de la estabilidad. Me pregunto en nombre de qué moral se atribuyó esta misión al ejército brasileño, a no ser la de la ironía.

Recuerden que yo había mencionado el carácter represivo de Brasil, “competencia” que tuvo mucho que ver en su elección como nuevo amo de Haití. En un documento en 2005 Amnistía Internacional señala que Brasil contaba con 52.2 homicidas por cada 100.000 jóvenes, mientras que Estados Unidos cuenta/contaba con 32.2 homicidas por cada 100.000 jóvenes e Italia 2.1 homicidas por cada 100.000 jóvenes. Esto indica que este país está mucho más enfermo que Haití en materia de seguridad pública, sin embrago, Brasil ha sido elegido como jefe de misión de estabilización en Haití.

Últimamente, durante la visita del ministro de Justicia estadounidense a Haití, Eric Holder, este declaró que países como Jamaica, Puerto Rico, la República Dominicana son los más violentos de la zona, ¡no Haití!

Amnistía Internacional continúa: “El hecho de tener la piel negra [en Brasil] es un factor de riesgo suplementario”, la policía brasileña es racista, lo que explica plenamente las intervenciones asesinas de las fuerzas armadas brasileñas en barrios pobres [de Haití], como Cité Soleil, Bel-Air, etc. Amnistía Internacional define de la siguiente manera cómo garantizar la seguridad publica de un país: “ Garantizar la seguridad pública es ocuparse de que nadie sea asesinado ni sea víctima de ninguna forma de violencia” . Las fuerzas públicas brasileñas cuentan en su historial con muchos casos de masacres en su propio país. Así, el 31 de marzo de 2005, “29 personas fueron asesinadas en Baixada Fluminense […] por hombres armados pertenecientes a la policía militar […] entre 8:30 y 11 horas, al abrir fuego contra las personas que pasaban”, según Amnistía Internacional.

Citemos algunos de los excesos cometidos por los gendarmes brasileños:

1.- Masacre de presos desarmados en la cárcel Carandiu, en Sao Paulo en 1992. 2.- Se liquidó a niños que dormían sobre las escaleras de la catedral Candaleria en 1993. 3.- Unos habitantes de una favela de Vigario, militantes por los derechos de la tierra en Eldorado dos Carajas, fueron asesinados en 1997. 4.- Solo en el año 2003 los policías de Sao Paulo y Janeiro, apoyados por el ejército, mataron a 2.110 personas, una barbarie que calificaron de legítima defensa. 5.- “En Brasil la cantidad de homicidios es una de los más elevadas del mundo”: circulan en este país 17 millones de armas ligeras, de las cuales 9 millones se poseen de forma completamente ilegal.

Por consiguiente, los duelos que siembran las fuerzas de ocupación en Haití, fuertemente dominadas por Brasil, forman parte de una serie de prácticas nacionales transferidas al seno de la institución dirigida por un comandante brasileño. Con esta “licencia para matar” concedida a los ocupantes por los gobiernos haitianos de los últimos nueve años, la inmunidad otorgada a los cascos azules corre peligro de ahogarse en los enredos de la impunidad: recordemos la indignante dejación de sus responsabilidades por parte de la ONU en la propagación del cólera que causó miles de muertos en Haití. En el peor de los casos, el organismo internacional se niega a pagar cualquier tipo de indemnización a las víctimas de esta terrible epidemia que continúa cargándose a hombres, mujeres y niños.

¿Es consciente la presidenta Roussef de su papel de verdugo?

Según el analista haitiano Camille Chalmers, “de los 20 miembros del Estado Mayor de la MINUSTAH, apenas hay dos sudamericanos. Los demás son estadounidenses, franceses, italianos y canadienses”, palabras citadas en RISAL [Red de Información y Solidaridad con América latina]. Pero si bien aparentemente Brasil parece el amo de la situación, quien detenta el verdadero poder entre bastidores es la alianza estadounidense-franco-canadiense. Se ha legado a los soldados sudamericanos el papel represor de los pobres. Da la impresión de que las ambiciones de Brasil le vuelven ciego, lo cual puede llevar a la presidenta de este país a cometer crímenes odiosos, como es el caso de Haití hoy. Lula ha transferido esta visón imperialista a su delfín Dilma Rousseff, actual presidenta del país, la cual, como su tutor, prosigue con la humillación acelerada de Haití.

La postura de los patriotas haitianos debe ser firme y sin ambages frente al comportamiento agresivo de las fuerzas de ocupación, porque representamos el último reducto de los indígenas. Ya se trate de estadounidenses, de franceses, de canadienses o de cualquier otro pueblo, en cuanto cruzan las fronteras de otro Estado, no tienen más objetivo que la subordinación. Nuestro deber de pueblo consciente consiste en luchar hasta que se vayan.

Así, se acogió con calor y esperanza la conferencia del 31 de mayo al 1 de junio de 2013 en Port-au-Prince sobre la salida de las fuerzas de la MINUSTAH del país. Esta muy loable iniciativa que tiene como coordinador al honorable senador Moïse Jean-Charles partió del Senado haitiano que exigió por unanimidad la salida de los ocupantes del territorio nacional para el 28 de mayo de 2014. A esto hay que añadir la gran manifestación popular ante el busto de Jean-Jacques Dessalines, fundador de la nación haitiana, en el Champ-de-Mars, para exigir la salida inmediata de las tropas extranjeras del país: elementos todos ellos que demuestran la hartura del pueblo haitiano ante la presencia de colonos modernos en las calles haitianas.

Lo que están defendiendo en Haití son los intereses nacionales brasileños y están dispuestos a todo para ello. Esto es válido también para los demás Estados presentes en el seno de la MINUSTAH. Hay que poner de relieve que no hay fuerzas venezolanas o cubanas en Haití, es decir, que Dilma Rousseff (Brasil), Michelle Bachelet (Chile), Christina Fernandez de Kirchner (Argentina), Rafael Correa (Ecuador), Evo Morales (Bolivia) y otros Estados podían rechazar la oferta intervencionista. Por consiguiente, si decidieron entrar en Haití son ocupantes, todos ellos contribuye a humillar a nuestro pueblo, nuestra grandeza histórica y nuestra cultura. Lula prefirió ceder a las peticiones estadounidense, canadienses y francesas en vez de a las del pueblo haitiano que resiste heroicamente a la servidumbre.

Son arrogantes como lo es cualquier invasor. El general saliente que mandó las tropas de la MINUSTAH está tan cómodo en su aparato de ocupador asesino que exigió que se volvieran a formar las fuerzas armadas Haití, que se había disuelto legalmente. Es un cálculo a medida hecho por el gobierno brasileño. El ejército de Haití que se había transformado en partido político fue obra de la ocupación estadounidense de 19 años y su papel fue el de perpetuar la ocupación mucho tiempo después de la salida de los marines. Brasil, que tienen el mando de las tropas de la MINUSTAH, quiere tener esta misma responsabilidad de crear un ejército nacional con vistas a mantener un control sustancial sobre el conjunto de las instituciones nacionales por intermediación de su estructura militar dejada en el país.

En conclusión, todos los países latinoamericanos que forman parte de las fuerzas de ocupación de Haití lo único que hacen es defender sus intereses nacionales en detrimento de nuestra dignidad de pueblo, de nuestra grandeza histórica y cultural. Brasil, país que tiene el mando de las tropas, responde a sus ambiciones estratégicas, aunque en el plano interno vive una situación más dramática que la de Haití. Hay que señalar la hipocresía que demuestran los gobiernos de Ecuador y Bolivia en esta situación, ellos que se jactan de ser revolucionarios. El presidente ecuatoriano Correa luchó valientemente para cerrar la base militar estadounidense en su suelo. El número uno boliviano Evo Morales ha logrado fama desde el punto de vista nacionalista al expulsar a USAID y a la compañía Coca Cola de su tierra natal. Sin embargo, sus ejércitos participan en la degradación de Haití vía la MINUSTAH. ¡Qué hipocresía! ¿Dónde se sitúa la práctica revolucionaria de estos dos? ¿Acaso quieren cambiar el léxico revolucionario invitándonos a creer que los haitianos son unos animales que no están preparados para la democracia? Además, ¡qué falta de gratitud! Nuestros ancestros no ocuparon una parte de los países andinos después de haberles ayudado a conquistar su independencia. Sin embargo, durante la cumbre panamericana de Panamá estos mismos andinos nos habían indexado, ¡por supuesto, a petición de Estados Unidos! Hoy han reincidido. ¿Qué quiere decir “ser revolucionario” para Correa y Morales?

Progresistas haitianos, toda ocupación lleva necesariamente a la humillación. No hay ocupantes buenos, todos son malos y masacradores. Es esencial luchar contra la ocupación del país hasta que se vaya el último soldado extranjero.

¡El pueblo de Haití va a convertir el 28 de mayo de 2014 en día nacional de la desocupación del territorio nacional!

Descobriram novas minas de ouro. Rico Haiti e o povo na miséria absoluta (COM VÍDEOS)

O Haiti, o país mais miserável do mundo, sempre foi rico em ouro. Recentemente descobriram novas minas. Lembra o estado brasileiro de Minas dos tempos coloniais. E de hoje em dia, rico que é em nióbio. No País da Geral, o ouro desapareceu e os exploradores construíram altares – de madeira folheada a ouro – de igrejas. No Haiti nem isso. Nem isso.

Quanto mais ouro descoberto mais fome
Quanto mais ouro descoberto mais fome
Para matar a fome, um biscoito de barro, da cor de ouro, feito de terra e água, seco ao sol, sem outro ingrediente, vendido nas ruas do Haiti. Vendido. Sem qualquer valor nutritivo e, pior, passível de ser venenoso, contaminado pela água de esgotos etc.

QUAIS PIRATAS FICAM COM O OURO DO HAITI?

O Haiti é um país ocupado militarmente pelos Estados Unidos e forças da ONU, que garantem o ouro seja minerado na mais santa paz. Os “capacetes azuis” são chamados de missionários da estabilização. Da permanência do Haiti no atraso. Na fome. Na peste. Na violência. Na miséria.

Os senhores dos exércitos ficam com o ouro? O Brasil ganha ou perde dinheiro, mantendo tropas das forças armadas?

O governo brasileiro sabe para onde vai o ouro do Haiti?

Escreve Jane Regan:

¡FIEBRE DEL ORO EN HAITÍ!
¿Quién se va a enriquecer?

Hay una fiebre del oro en Haití.

Pero una nueva investigación de Haiti Grassroots Watch revela que el público ha sido engañado por informes en los medios y por ciertas declaraciones de compañías mineras y de funcionarios del gobierno haitiano.

La fiebre del oro que se ha estado desarrollando silenciosamente promete producir unos 20.000 millones de dólares en riqueza, ¿pero dónde irá el dinero? ¿Quién se va a enriquecer? ¿Y a qué precio?

Una investigación de diez meses de duración por un equipo de estudiantes, periodistas y miembros de radios comunitarias hizo alarmantes descubrimientos, como ser:

Casi 2.400 kilómetros cuadrados de territorio haitiano – 1 5% del país – ya se encuentran bajo licencias de investigación , exploración o explotación o “ convenciones mineras ” controladas por firmas estadounidenses y canadienses.
Eurasian Minerals, una de de las firmas, ha recolectado por sí sola 44.000 muestras.
Newmont Mining, el productor Número 2 del mundo y operador de la mayor mina a cielo abierto en las Américas, ha invertido considerablemente junto a Eurasian, y está considerando cinco posibles explotaciones mineras.
El ex ministro de Economía y Finanzas de Haití es ahora consultor pagado de Newmont.
Dos ministros haitianos firmaron recientemente un “Memorando de Entendimiento” con Newmont y Eurasian que dice – violando la ley haitiana – que Eurasian y Newmont pueden comenzar a perforar en uno de sus lugares de exploración. La legislación haitiana estipula que no puede haber ninguna perforación sin una convención minera.
Como solo tiene un puñado de vehículos operativos y de geólogos, la agencia minera estatal carece de los medios para supervisar la perforación y la investigación que tiene lugar en el norte del país.
Parece que nadie informa a las comunidades en el norte de Haití sobre lo que está sucediendo y que tratos se ha llegado a puertas cerradas.