Moradia popular. Não se faz nada que preste para o povo

Taí mais um caso de polícia. Que a justiça faz que não está vendo. Se faz de cega.

Quem vai investigar este conto do vigário? Um mil e oitocentas famílias enganadas, atraiçoadas, burladas, espoliadas, fraudadas, iludidas, lesadas, ludibriadas, trapaceadas pelos espertalhões. Tem na jogada uma cachoeira de dinheiro. Os moradores dessa geringonça, em Goiânia, estão pagando (que os governantes brasileiros não realizam nada de graça para o povo), mensalmente, o equivalente a 10% da renda familiar por um período de 10 anos.

Jardim Cerrado VII foi inaugurado há menos de um ano, mas as casas apresentam defeitos estruturais

Escreve Catherine Moraes:

Rachaduras no chão e nas paredes,  teto  do  banheiro desabado, problemas hidráulicos, elétricos e inúmeras  infiltrações. Estes são apenas alguns dos problemas sofridos pelas 1.808 famílias moradoras do Jardim Cerrado  VII,  beneficiadas  pelo programa  “Minha Casa Minha Vida”. As casas, entregues pela prefeitura  em  dezembro  de 2011, ainda não completaram um ano  já são alvo de críticas, processos e reclamação popular. Os moradores, que pagam 10% da renda pelo local, reclamam  de Estrutura  precária. Anteontem,  a  construtora Brookfield, responsável pela obra, foi autuada pelo Procon Goiás.

O conjunto habitacional é dividido  em  quadras,  sendo que cada uma delas possui vários  blocos.  Nestes,  quatro apartamentos  são  divididos em  dois  andares.  O bairro conta ainda com creches, escola e Cais, todos construídos pela Brookfield,  e,  segundo moradores, todos os projetos estão com as mesmas  falhas. Por esse motivo, eles estão se organizando em grupos para dar entrada em processos contra a construtora.

“Os apartamentos são entregues sem cerâmica no chão e eu coloquei o piso em minha sala. Agora, descobri que o meu vizinho que mora embaixo está sofrendo infiltração. O que me disseram é que vou ter de retirar minha cerâmica toda para poder solucionar o problema. Eu me mudei em 31 de dezembro e, desde então, tenho sofrido vários problemas. As escadas estão cedendo, as rachaduras são inúmeras. Precisamos de uma solução”, indigna-se a manicure Gislaine de Souza.

Impedido

Segundo Regina Célia de Oliveira, síndica do condomínio 34, a fiação elétrica é feita no chão e, com a chuva, está acumulando areia e água junto aos fios, causando mau contato na energia. O motorista Walter de Paula Ramos, 39, sofre isso na pele. Há dias, ele está impedido de  ligar todos os eletrodomésticos na tomada e por pouco não foi vítima de um incêndio.

“Eu trabalhei na empresa e afirmo: nem todos os contratados são capacitados para o serviço. A mão de obra está escassa  e muitas  construtoras contratam  pessoal  inexperiente. Além disso, não fornecem cursos. É tudo muito malfeito, rachaduras,  energia, o disjuntor, por exemplo,  fica a meio  quarteirão  da  minha casa. Quando cai a energia, preciso  ir lá  ligar de novo. É um absurdo”, reclama Walter.

Walter  reclama  ainda  de problemas de planta, como a caixa  de  esgoto que  fica  em frente às casas. “Onde o engenheiro  estava  com  a  cabeça quando fez isso? Minha janela não fecha, meu chão está completamente rachado. Não temos nenhuma segurança, não existe estética. É notória a diferença, por exemplo, de casas particulares, construídas também pela Brookfield aqui no bairro. O material é de outra qualidade, o projeto existe de verdade. Estamos pagando por essa casa, merecemos respeito. Estou cansado de reclamar e não ser atendido, não perceber nenhuma solução”, completa.

Em algumas residências, o gesso do teto do banheiro caiu, mas depois de denunciada por uma emissora de televisão, a construtora providenciou os ajustes necessários.

Acessibilidade

Ordália Borges Oliveira, de 80  anos, mora  sozinha  e,  já usuária de uma cadeira de rodas, não possui casa adaptada. De forma otimista, ela fala que desce sozinha as escadas que dão acesso à rua do condomínio. O banheiro também sem corrimão não possui  instalações adequadas para a  idosa. Ainda assim, ela diz que  “dá um
jeitinho”.

Moradias rachadas. E dinheiro rachado
Moradias rachadas. E dinheiro rachado
Prefeito Paulo Garcia (PT) na festança de inauguração
Prefeito Paulo Garcia (PT) na festança de inauguração

Especulación inmobiliaria y la fuerte conflictividad social que se registra en torno de la cuestión de la vivienda

por Natalia Cosacovi  y Guillermo Jajamovich

de terras nas cidades e no campo
de terras nas cidades e no campo

Nos interesa puntualizar una serie de aspectos especialmente problemáticos en relación con la ampliación de derechos urbanos y sociales dentro de la ciudad.

Una cuestión general que atraviesa la concepción del Modelo Territorial es la preponderancia que asume la dimensión física de la ciudad por sobre la social. Esto no es menor, porque a partir de los indicadores utilizados, se evalúa la situación actual y se orientan las intervenciones futuras. Así, se llega a afirmaciones autocelebratorias como éstas: “Hay un escenario de partida prácticamente óptimo evidenciando que la CABA no posee problemas serios de hábitat e infraestructuras”. De esa manera, a partir del criterio de construcción de los indicadores, se invisibilizan problemáticas clave como la del acceso a la vivienda y al suelo urbano.

En sintonía con lo anterior, la sobrevaloración de lo físico por sobre lo social desemboca en una celebración del boom constructivo como indicador de desarrollo. Se menciona el crecimiento de la construcción, pero nada se dice respecto de los destinatarios de tales construcciones. En ningún momento se menciona la creciente distancia entre las necesidades habitacionales y la orientación de los permisos, destinados hacia vivienda de alto standard. Tampoco se señala que paralelamente al celebrado boom constructivo ha crecido la población con problemas habitacionales.

Sin medidas paliativas (como ser, políticas de vivienda, créditos hipotecarios, control de alquileres, uso de instrumentos de recuperación de plusvalías urbanas, etc.) los aumentos del precio del suelo traen aparejados fenómenos de desplazamiento de población de menores recursos.

Así, cabe interpretar indicadores como el de “equitatividad en el valor del suelo”.

Del modo en que está construido ese indicador, si el valor del suelo crece en las zonas “deprimidas”, estamos ante una situación de mayor equitatividad. Esto deja de lado lo que acontece con las posibles “víctimas” de ese aumento del valor, es decir, la población de menores recursos imposibilitada de afrontar aumentos de alquileres o gentrificaciones comerciales. El desplazamiento de parte de esa población no sería algo accidental o aleatorio. Existe abundante bibliografía y experiencias de gestión que indican que, para evitarlo, el Estado debe actuar antes de que se dispare la valorización del suelo ya que, posteriormente, las actuaciones se vuelven más complejas en términos políticos y económicos.

En síntesis, lo que podría pensarse como una política habitacional insuficiente es en realidad parte de una visión más general sustentada en una idea excluyente de ciudad que entiende que hay desarrollo urbano si hay expansión inmobiliaria y se registran procesos de valorización del suelo, quedando opacados los efectos sociales y urbanos de tal valorización.

Transcrevi trechos.

Contra as arbitrariedades da Caixa Econômica

MTST faz ato na Avenida Paulista!

 

 

 

Cerca de 450 famílias das ocupações Novo Pinheirinho de Embu e de Santo André e da ocupação Che Guevara estão neste momento realizando um ato no prédio da Gerência Técnica Estadual da Caixa, na Avenida Paulista, em frente ao Metrô Trianon Masp. O prédio foi ocupado pelos sem-teto.

O objetivo da mobilização é garantir a possibilidade da Associação do MTST viabilizar ermpreendimentos previstos na Região Metropolitana de SP. A Caixa divulgou uma análise na última semana que só autoriza a construção de 50 apartamentos para a Associação do Movimento.

Há a previsão de mais de 2000 unidades habitacionais na demanda do Movimento, a serem viabilizadas pelo Programa MCMV – entidades.

CRIAR, CRIAR! PODER POPULAR!

Galeria de fotos

 

 

Caixa Econômica: Um feirão de casas para o povo e para a nova classe média e para os corruptos

Em SP cobertura de 3 milhões

Imóvel com churrasqueira, piscina e deck
Imóvel com churrasqueira, piscina e deck

A Caixa Econômica financia prédios de apartamentos e condomínios fechados do mais alto luxo. Quem compra um imóvel deste, sendo funcionário dos três poderes, devia ser prontamente investigado.
Mas o enriquecimento ilícito não é crime.

Apartamento custa R$ 2,94 milhões. Foto do terraço
Apartamento custa R$ 2,94 milhões. Foto do terraço

O imóvel, que já está pronto para ser habitado, pode ser financiado pela Caixa, sai por R$ 2,94 milhões e fica no Alto de Pinheiros, bairro da zona Oeste de São Paulo.

A Caixa oferece 24.500 imóveis novos, prontos e na planta – 15.200 são enquadrados no programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal (com valor máximo de venda de R$ 170 mil). Fonte: Jornal O Globo.

Teve um tempo, quando a corrupção não era generalizada, a Caixa financiava o primeiro imóvel para os sem teto da classe média. Hoje prédios e mais prédios são vendidos à agiotagem imobiliária. Os empresários dos aluguéis – cada vez mais caros – possuem centenas, milhares de apartamentos e casas no lucrativo mercado.

Os principais compradores dos imóveis da Caixa:

* Empresários prestamistas de aluguéis
* Lavanderias de dinheiro sujo
* Endinheirados da contraeconomia (economia subterrânea, economia informal, mercado negro etc)
* Estrangeiros (foragidos da justiça e trabalhadores aposentados)
* Quem tem estabilidade no emprego (funcionários do executivo, do judiciário, do legislativo, desde que a compra do imóvel não prejudique o recebimento do auxílio moradia)

CASA PRÓPRIA DA CLASSE MÉDIA BRASILEIRA

Enquanto metade dos imóveis estão vazios, metade da população, cerca de cem milhões de brasileiros, que têm um rendimento mensal de 270 reais (não passa dos cento e quarenta dólares), não compra nem as três refeições/dia. Estão incluídos os que recebem a esmola do bolsa-família.

A chamada classe média baixa (noutros países em crise como Espanha, Portugal, Grécia, Irlanda seria chamada de pobre) que ganha o mínimo de 610 reais ( no máximo, no máximo, trezentos e dez dólares) como salário ou aposentadoria ou pensão, não tem poder nenhum de compra. Principalmente se for um velho, um idoso, um ancião. Não tem onde morrer, afirma o ditado popular.

Para evitar os cruéis despejos da justiça PPV – como aconteceu em Pinheirinhos, em São José dos Campos , quando milhares de miseráveis foram retirados de suas casas, pela polícia de Alckmin, comandada pelo desembargador Ivan Sartori, presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo -,  o Governo Federal tem que pegar de volta o dinheiro de ajuda aos bancos, às montadoras e oficinas estrangeiras, e investir em moradias para o povo em geral.

PROGRAMA MINHA CASA, MINHA VIDA

Edíficio caixão do ProgramaMinha Casa, Minha-Vida
Edíficio caixão do Programa Minha Casa, Minha Vida

Um empregado precário não pode realizar nenhum projeto para o futuro. O ditador Castelo Branco cassou a estabilidade no emprego. Em troca, criou o sonegado Fundo de Garantia por Tempo de Serviço – FGTS. O único bem do trabalhador.

O que hoje se pretende tirar do trabalhador europeu, no Brasil foi uma política do FMI, que começou em 1964. E tudo ficou mais maléfico para o trabalhador, nos governos pósditadura militar, principalmente com o rasga da CLT por Fernando Henrique.

Não existe, na economia privada, emprego fixo. Todos os empregos são temporários. Também acabaram com os chamados profissionais liberais, (parece piada) coisa do liberalismo econômico.

Médicos, engenheiros, arquitetos, advogados, economistas, jornalistas etc são funcionários públicos ou proprietários ou empregados de empresas anônimas ou limitadas. Ou biqueiros.

Como empregados, pendurados no cartão de crédito, promovem a multiplicação dos peixes com o pisoteado piso. São os contemplados pela Caixa Econômica para residirem sob um teto de R$ 170 mil, o valor máximo financiado.

Vão viver e morrer nos conjuntos habitacionais, formados por edifícios tipo caixão.

Conjunto habitacional padrão do Programa Minha Casa Minha Vida
Conjunto habitacional padrão do Programa Minha Casa, Minha Vida

Apático, conformado, o estudante universitário considera uma benesse morar amanhã em um prédio cortiço de rico, com um ou dois quartinhos apertados.

E o que as elites reservaram para a nova classe média brasileira?
Qual a diferença entre morar em uma superfaturada vila, planejada por um arquiteto da esquerda, lá nas lonjuras do inferno, onde o diabo perdeu as botas, ou em uma favela?

Casas projetadas pela genial arquitetura brasileira
Casas projetadas pela genial arquitetura brasileira

Refazendo a pergunta: não é preferível ficar em um local perto de tudo, principalmente do emprego?

Maré, o maior complexo  de favelas do Rio, com a riqueza do verde do que resta da Floresta Atlântica e o azul do céu e do mar
Maré, o maior complexo de favelas do Rio, com a riqueza do verde que resta da Floresta Atlântica e do azul do céu e do mar

Projetos de habitação popular na França e São Paulo

Les qualités intrinsèques de l’habitat individuel dans l’optique de les adapter au collectif
Les qualités intrinsèques de l’habitat individuel dans l’optique de les adapter au collectif

Projet pilote cubique de logements sociaux à Courbevoie

La démarche architecturale de ce projet est de réinventer le logement collectif pour lui attribuer les avantages tant recherchés de la maison individuelle
La démarche architecturale de ce projet est de réinventer le logement collectif pour lui attribuer les avantages tant recherchés de la maison individuelle

La distribution des logements est une traduction du modèle viaire du quartier pavillonnaire traditionnel.
L’accès principal est assuré par un unique hall sur rue. Largement dimensionné, il distribue tous les appartements par un unique ascenseur. Ce système de distribution offre une véritable convivialité et permet à chacun de mettre en scène l’accès de son logement, de disposer d’un Devant et d’un Derrière comme dans la plupart des habitations individuelles.

Les logements collectifs
Les logements collectifs

L’implantation des bâtiments collectifs préserve de larges vues dégagées et des cœurs d’ilots largement ensoleillés.

Casas populares do primeiro projeto habitacional do projeto Minha Casa, Minha Vida, no estado de São Paulo (Tuca Melges/Agência Estado)
Casas populares do primeiro projeto habitacional do projeto Minha Casa, Minha Vida, no estado de São Paulo (Tuca Melges/Agência Estado)