Zezé Perrella, a cocaína e o sobrenome roubado

por Kiko Nogueira

Zezé Perrela e sua mulher, Renata Bessa
Zezé Perrela e sua mulher, Renata Bessa

Para onde ia a cocaína apreendida no helicóptero da família Perrella? Segundo a Polícia Federal, para a Europa. Os 450 quilos foram avaliados em 10 milhões de reais. Com o refino, pode chegar a dez vezes isso. É a maior apreensão já ocorrida no Espírito Santo, a segunda maior do ano.

É uma operação milionária. O piloto avisou que receberia 60 mil pelo transporte. Quatro pessoas acabaram presas e foram levadas à Superintendência da PF, em São Torquato, Vila Velha. A polícia investigava a área. O sítio, que valeria 300 mil, teria sido comprado por cerca de 500 mil por um laranja, o que despertou a desconfiança da comunidade.

O “grande” traficante, no Brasil, é visto ainda como o sujeito que mora no morro, tem cara de mau, torce para o Flamengo e vive numa “mansão” (a cada invasão de favela aparece uma jacuzzi vagabunda que os telejornais classificam como “uma das mordomias” de Pezão, Luizão, Jefão ou seja lá quem for).

A possível ligação de dois políticos, pai e filho, com uma apreensão desse tamanho mostra que o tráfico vai muito além disso. O deputado estadual Gustavo Perrella (filho de Zezé), num primeiro momento, declarou que a aeronave fora roubada. Depois surgiu uma troca de mensagens com o piloto. Ele vai depor na PF, bem como sua irmã. O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro (o Kakay), diz que o SMS vai provar que seu cliente não sabia de nada. A Folha deu que Gustavo usava verba pública para abastecer a aeronave. O piloto, aliás, era funcionário da Assembleia.

Os Perrellas dão um enredo mafioso clássico. José Perrella, ex-presidente do Cruzeiro, empresário, senador, já foi indiciado por lavagem de dinheiro na venda do zagueiro Luizão, em 2003. Um inquérito da PF e outro do Ministério Público de Minas investigam também ocultação de patrimônio.

Segundo o “Hoje em Dia”, sua mais recente declaração de bens ao TRE falava em apenas 490 mil reais. Só a fazenda Morada Nova, a 300 quilômetros de Belo Horizonte, está avaliada em 60 milhões de reais.

Em matéria de sinais exteriores de riqueza, ainda possui uma Mercedes CL-63 AMG, que custa em torno de 300 mil reais. Sua casa, no bairro Belvedere, o mais caro de BH, estaria avaliada em 10 milhões. Gustavo, por sua vez, é dono de uma Land Rover e um BMW, dos quais só o último foi declarado à Justiça.

Zezé Perrella chegou a BH com os seis irmãos nos anos 70, vindo do interior do estado. Vendiam queijo e lingüiça da roça. Seu enriquecimento foi fulminante, especialmente depois de entrar para a política em 1998. Naquele ano, declarou ter 809 mil reais. Na eleição seguinte, perto de 2 milhões. E então um milagre aconteceu: em 2006, seu patrimônio, no papel, caiu para 700 mil. Até chegar aos 490 mil. Um helicóptero como o usado na apreensão de coca sai por 3 milhões. Não há hipótese de ele sair do chão sem que o dono saiba.

O caso dos Perrellas tem os contornos de uma história da máfia até pelo nome italiano. Mas até mesmo aí existe um problema: ele foi, digamos, “emprestado”.

Perrella é o sobrenome de um imigrante do sul da Itália, Pasquale, que começou vendendo banha de porco em Belo Horizonte no início do século passado. A banha servia para conservar alimentos. O negócio prosperou e seus descendentes criaram um frigorífico que se tornaria famoso. Em 1988, o frigorífico foi vendido para José de Oliveira Costa, nosso Zezé, que fez um acordo para passar a assinar Perrella, registrado em cartório. Parte dos netos e bisnetos de Pasquale se arrepende amargamente de ver agora o nome do velho envolvido em crimes. Em fevereiro, a empresa foi acusada de adulterar carnes.

No ano passado, Zezé Perrella escreveu um artigo para o jornal “O Estado de Minas”. Um bom trecho:

A corrupção tem sido, infelizmente, uma constante da política e da administração pública brasileira, além da participação de segmentos privados.

É um fenômeno mundial, no qual alguns países, como o nosso, se destacam pelo grau de incidência e, ainda maior, de impunidade. Mesmo que os escândalos sejam comprovados. Isso resulta na descrença da sociedade na preservação dos valores morais e éticos próprios de uma civilização.

É tempo de um basta definitivo e a oportunidade se aproxima.

Repetindo: é tempo de um basta definitivo e a oportunidade se aproxima.

Pasquale Perrella, ao centro, com a família- sobrenome cedido a Zezé com venda do frigorífico
Pasquale Perrella, ao centro, com a família- sobrenome cedido a Zezé com venda do frigorífico

A imprensa e o maior caso de tráfico de cocaína transportada pelo helicóptero do pó

Meia tonelada de cocaína não é notícia, porque envolve milionários ou bilionários traficantes. Prender um pobre jovem negro, com uma grama,  é um espanto para a TV Globo. Quantos negros a polícia matou, quando conquista os morros, as favelas, para sequestrar e torturar pequenos ‘aviões do tráfico’, quando os lá de cima pedem pressa no inquérito e liberação já do helicóptero do pó?

O senador Aécio Neves também quer pressa. Diz ele: O deputado Augusto Perrella, dono do helicóptero, tem que se explicar rapidamente sobre o ocorrido. “Ele tem que explicar. Até hoje não vi nada que o vinculasse a essa questão”.

Ainda de acordo com Aécio, o deputado deve ter a oportunidade de defesa. “Temos que dar a ele o direito de defesa, mas é preciso que isso seja rapidamente esclarecido”, analisou.

Escreve um tal de “jornalista” Wando, sem sobrenome:

Quem é o dono desta meia tonelada de cocaína pura?
Quem é o dono desta meia tonelada de cocaína pura?

A imprensa está sendo acusada de minimizar um suposto caso de tráfico internacional que supostamente envolveria parlamentares oposicionistas supostamente ligados a Aécio Neves. Até o insuspeito Zé Simão entrou na onda acusatória:

“Se o helicóptero fosse de alguém do PT, seria abertura do Jornal Nacional”. Rarará!”

Pesquisei o assunto com cuidado e posso garantir aos meus leitores que trata-se do mais absoluto trololó. Vamos aos fatos: Gustavo Perrella, deputado estadual mineiro pelo Solidariedade e filho do senador Zezé Perrella, foi traído por um de seus melhores funcionários. Infelizmente, o empregado abusou da confiança – e vocês sabem como está complicada essa gente hoje em dia! – e foi flagrado usando o helicóptero particular de Perrella para transportar quase meia tonelada de pasta de cocaína.

A confiança que o deputado depositava no piloto era tanta que chegou a lhe empregar numa das empresas da família, além de indicá-lo para um cargo na Assembleia Legislativa de Minas. Lá ele ganhava um salário e uma ajuda de custo pra encher o tanque do possante voador de Perrelinha.

O deputado mineiro foi tão surpreendido com a barbaridade que estava sendo cometida em sua aeronave, que imediatamente acusou o piloto de outro crime: o roubo do helicóptero. Diante do desmentido do funcionário, Perrela subitamente lembrou que havia autorizado aquela viagem através de duas mensagens de celular, e então mudou sua versão. Admitiu que a aeronave não tinha sido roubada e confirmou a liberação do transporte de “insumos agrícolas”.

Bom, por que a acusação dirigida a nós da grande imprensa é injusta? Ora, com Dirceu, Delúbio e Genoíno presos, estádios da Copa desabando, e todo o caos político, econômico e social que vivemos, um caso desses automaticamente ganha menor importância. Um simples piloto que trafica drogas escondido do patrão não é e não deve ser um assunto do interesse público.

Eu e outros colegas da imprensa, por exemplo, mal estávamos “acompanhando esse caso”:

wandvogel
Entenderam por que não damos tanto destaque ao assunto? Isso é papo de piloto, uma pauta no máximo para o jornalismo especializado em aviação civil, não para quem cobre os acontecimentos políticos do dia a dia.

Perguntam também o que nos levou a abafar um suposto escândalo de 2011 envolvendo a família de Aécio Neves, apenas porque esta é intimamente ligada à família Perrella. Conto-lhes mais este trololó: Tancredo Aladin Rocha Tolentino, primo de Aécio, carinhosamente conhecido como “Quêdo”, foi preso por chefiar uma quadrilha acusada de vender absolvições para traficantes de drogas, além de ter sido condenado em 97 por crime contra o patrimônio e contra a economia popular. Quase na mesma época, outro primo de Aécio, Rogério Lanza Tolentino, havia sido condenado a 7 anos e 4 meses de prisão por lavagem de dinheiro. Todos esses assuntos não tiveram destaque no Jornal Nacional, não tocaram na CBN e não foram analisadas na A2 da Folha. Claro! As provas contra eles são escassas. Isso fica claro quando constatamos que Quêdo conseguiu um habeas corpus e, logo em seguida, tentou sair candidato à prefeitura de Claudio (MG) pelo PV, quando foi barrado pelo Ficha Limpa.

Poucos sabem, mas Quêdo é uma pessoa muito família, um cara do bem. Organiza as cavalgadas com familiares seus (e dos Perrella) em sua fazenda, comanda a cachaçaria da família Neves em Cláudio (MG) e sempre foi muito querido por todos da região. Quando Aécio caiu do cavalo quebrando 5 costelas, quem estava lá oferecendo o ombro amigo? Ele, o dono da fazenda, o primão Quêdo.

Mas o que o helicóptero de Perrellinha fazendo tráfico internacional* tem a ver com Aécio Neves, que indicou Zezé Perrella para o Senado e cujo primo vendia absolvição para traficantes de drogas? Absolutamente nada. Mas, claro, os patrulhadores da pauta alheia insistem em enxergar nuvens nesse céu de brigadeiro. Tudo isso para tirar foco do que realmente interessa: a prisão dos mensaleiros e os escândalos que a envolve. A gente sabe muito bem como se comporta essa gente chicaneira. #AcordaBrazil
* (Atualização via @rei_lux) “Faltou informar que o helipóptero fez uma parada em Divinópolis, onde o primo Tancredinho (Quêdo) liberava traficantes.”

 

 

Aécio e Alckmin são ligados a dono do helicóptero do pó

O helicóptero do pó estava em um sítio no Espírito Santo, quando foi localizado, por acaso, pela polícia. Por acaso, Salvatore Cacciola, o turista da justiça brasileira, foi preso no Principado de Mônaco. Assim acontecem as coisas no Brasil, também descoberto por acaso.

O título deste post é de Miguel do Rosário, que explica as ligações de Alckmin e Aécio com o dono do helicóptero.

por Miguel do Rosário

Enquanto a imprensa acompanha a rotina diária, minuto a minuto, de José Dirceu, e divulga no twitter idiotices como essa:

 

Vera

 

Enquanto isso, coisas muito mais rocambolescas acontecem do lado de lá. Um helicóptero carregado de pó foi apreendido em fazenda de um deputado ~ ligado ~ a Aécio Neves.

 

Do Viomundo, via Diario do Centro do Mundo.

Piloto do helicóptero com 450 kg de cocaína diz que deputado está tentando ‘empurrar pepino’ para ele

O advogado Nicácio Pedro Tiradentes disse que o deputado estadual Gustavo Perrella (Solidariedade-MG) está mentindo. Tiradentes representa o piloto Rogério Almeida Antunes, que dirigia o helicóptero apreendido em uma fazenda no município de Afonso Cláudio, Espírito Santo, com mais de 400 quilos de cocaína a bordo.

Perrela afirma que o piloto roubou o helicóptero.

Tiradentes passou algumas horas com o acusado. Ele saiu do encontro dizendo que Rogério era “homem de confiança” do deputado Perrella, tanto que ocupava um cargo na Assembleia Legislativa de Minas Gerais mesmo sem dar expediente.

De acordo com o advogado, o piloto fez duas ligações para o deputado Perrella antes do voo em questão.

Ele sustenta que tanto o piloto quanto o deputado acreditavam tratar-se de implementos agrícolas. Disse também que o deputado estaria tentando “empurrar o pepino” para o piloto. Ele sugeriu que haveria a tentativa de livrar outro envolvido, pessoa “de posses”.

Gustavo

“Farinhaço” na Assembléia Legislativa de MG cobra apuração de droga em helicóptero

AUTO_lute cocaína helicoptero

Por que a grande imprensa esconde a maior apreensão de drogas deste ano? Por que é preciso o povo gritar os nomes dos narcotraficantes? Não é coisa de morro, não.  Que a polícia entra nas favelas, derrubando portas e atirando. É coisa de condomínio fechado do mais alto luxo. De gente palaciana. Não é qualquer um que possui milhões ou bilhões para investir em um negócio do mais alto lucro e do mais alto risco.

Publica o Novo Jornal, de Minas Gerais, o único com independência para noticiar certas sujeiras que acontecem na mais alta sociedade da tradicional família mineira:

 

 

 

Um grupo de cerca de 30 manifestantes se reuniu, na tarde desta quinta-feira (28), à frente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em Belo Horizonte, em um protesto contra a apreensão de um helicóptero da família do deputado Gustavo Perrella que carregava 445 quilos de cocaína. Na manifestação, que eles chamaram de “farinhaço”, eles pedem que seja plenamente investigada a apreensão da aeronave, feita pela polícia em uma fazenda no interior do Espírito Santo, no último domingo.

 

O comunicador Daniel Quintela se apresentou como “dono do helicóptero” que representa a aeronave de Perrella. Ele diz que o desejo dos manifestantes é que seja o Ministério Público e a polícia investiguem com imparcialidade o crime, que os reais responsáveis sejam punido. “Estamos aqui para manifestar, para expor a poeira que estão tentando esconder debaixo do tapete”, disse.

 

A aeronave foi flagrada no domingo (24) em Afonso Cláudio, na Região Serrana do Espírito Santo, com 445 quilos de cocaína. Quatro pessoas foram presas, entre elas o piloto, que era, então, funcionário da empresa de Perrella e também servidor da Assembleia. Ele foi demitido e exonerado.

 

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) reembolsa, por meio da verba indenizatória, o combustível do helicóptero da empresa Limeira Agropecuária, de propriedade do deputado estadual Gustavo Perrella (SDD). A informação está no Portal de Transparência da ALMG e foi confirmada pelo advogado da família, Antônio Castro, nesta quinta-feira (28).

 

Castro afirmou que o deputado usava a aeronave, em 90% das vezes, para o trabalho político. Os outros 10%, conforme o advogado explicou, eram para uso familiar e de lazer, e pagos particularmente. O advogado não falou sobre os destinos usados.

 

Entre janeiro e outubro deste ano, o parlamentar gastou R$ 14.078,31 com querosene para avião. Apenas nos meses de fevereiro e abril é que não foram feitos abastecimentos com a verba pública. Nos meses de junho e setembro, o deputado gastou cerca de R$ 3,5 mil, em cada mês, em combustível para o helicóptero. As informações são do G1.

 Ainda sobre drogas, veja abaixo duas manchetes de hoje:

 O DIA CHAMA DE PRECIOSO TESOURO. Confira: droga apreendida nos últimos três anos.

BRA_OD coca cacaína 12 toneladas

 

A diferença de tratamento. Os favelados são perseguidos. Todo morador de morro é suspeito de ser traficante, por ser pobre, por ser negro.
Como aconteceu com Amarildo, mais uma vítima de sequestro e tortura e morte da violenta e bem armada Polícia Militar do Rio de Janeiro:
BRA^RJ_EX UPP amarildo

Foi no Pará ou no Espírito Santo, a maior apreensão de cocaína em 2013?

HeliPÓptero, foto de Jc Bruno
HeliPÓptero, foto de Jc Bruno

 

A Polícia Federal realizou, no 17 de outubro, uma das maiores apreensões de cocaína do país em 2013. Os policiais federais encontraram quase meia tonelada da substância escondida nos tanques de combustível de um caminhão. A ação se deu na BR-316 em Ananindeua, região metropolitana de Belém. Confira

Cinquenta milhões de reais. Esse é o valor que poderia render os 445kg de pasta-base de cocaína apreendidos num helicóptero no município de Afonso Cláudio, Região Serrana do Estado, no último domingo. Essa foi a maior apreensão do produto já feita no Espírito Santo. O helicóptero do deputado estadual de Minas Gerais Gustavo Perrella pousou em um sítio recém adquirida pelo parlamentar de Minas Gerais. O sítio, de R$ 150 mil, teria sido comprado por cerca de R$ 500 mil. “A comunidade é de agricultores, gente humilde. Quando compraram esse sítio, a população começou a desconfiar. Resolvemos investigar e, ao perceber a grande movimentação de veículos, fizemos um cerco maior. Quando o helicóptero se aproximou, já tínhamos os policiais posicionados”, explicou o major Flávio Pereira Santiago, comandante da 2ª Companhia Independente de Afonso Cláudio, o local onde o helicóptero foi apreendido era investigado havia pelo menos 15 dias. Leia mais sobre a apreensão da droga que tinha como destino a Europa.

Qual foi a maior apreensão do ano? Que traficante investe 10 milhões em uma operação de alto risco? Nos dois casos, vão aparecer os milionários narcotraficantes?


Onde o vício custa mais caro
Dependendo da distância dos polos produtores e da eficiência da rede de distribuição, o custo da cocaína pode variar enormemente de um país para o outro. Esse é um dos dados que constam no novo relatório da Organização das Nações Unidas sobre a indústria do tráfico. Um grama da droga pode custar entre 2 dólares no Panamá e 312 dólares na Nova Zelândia. A tabela mostra o preço médio da cocaína em vários países.

preço cocaína

Advogado do piloto detido com 450 kg de cocaína desmente o deputado Gustavo Perrella ao afirmar que o parlamentar autorizara o serviço de frete

Amarildo
Amarildo
O advogado criminalista Nicácio Pedro Tiradentes, do piloto Rogério Almeida Antunes, informou ao Novojornal que seu cliente é inocente e não tem qualquer ligação com os traficantes.
Ele garantiu que seu cliente foi contratado para fazer frete de implementos agrícolas e que pediu autorização ao seu patrão na hora do frete, tendo sido autorizado, conforme será provado através de contato telefônico e outros meios. O advogado ressalta ainda que o piloto só ficou sabendo quando pousou que tratava-se de drogas.
A defesa de Rogério Almeida Antunes vai entrar com o pedido de habeas corpus, devido ao fato de seu cliente não ter cometido nenhuma ação ilegal conscientemente.
PILOTO É FUNCIONÁRIO DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DE MINAS GERAIS

Na segunda-feira (25), Perrella declarou em entrevista coletiva que o piloto teria sido indicado por um amigo da capital, é natural de Campinas, São Paulo, e fazia serviços particulares para a empresa da família. “Analisamos o currículo dele e ele tem experiência, tem horas de voo”, explicou Gustavo.

Ao contrário do que foi informado pelo deputado na coletiva, o piloto do helicóptero da empresa do deputado estadual Gustavo Perrella (SDD), preso no Espírito Santo, é lotado na terceira secretaria da Assembleia Legislativa. Com um salário de R$ 1,7 mil, Rogério Almeida Antunes, foi nomeado em abril desse ano na cadeira ocupada pelo deputado Alencar da Silveira Júnior (PDT).

Como dito anteriormente, em coletiva na segunda-feira (25) Perrella informou que o piloto trabalhava para Limeira Agropecuária – empresa administrada por ele – há pouco mais de um ano e que a aeronave era usada apenas pela família. Segundo companheiro de Antunes ele teria sido indicado a Perrella pelo senador Aécio Neves, devido forte amizade.
Alencar confirmou a nomeação, mas disse que se trata de uma indicação do próprio Perrella. Ele explicou que Antunes faz parte do pacote de indicações do qual Gustavo tem direito por presidir a Comissão de Turismo da Assembleia Legislativa.
“Olha, ele está lotado na terceira secretaria por causa da comissão. O Perrella preside a comissão, acho que de Turismo ou da Copa, e essas nomeações não são feitas no gabinete. Não fazem parte do gabinete, mas eles nomeiam nas secretarias”, declarou Alencar.
Ele declarou, ainda, que não questionou Perrella sobre a indicação.
“Não interfiro (nos pedidos de nomeação). Nunca interferimos na nomeação de nenhum deputado. A indicação é do deputado”, explicou o pedetista.
Até outubro desse ano, Perrella era filiado ao PDT, partido de Alencar da Silveira. Ele e outros deputados migraram de legenda depois que o deputado federal paulista Paulinho da Força, ex-PDT, fundou o Solidariedade (SDD).
Agente de serviços
Antunes foi nomeado em abril desse ano como agente de serviços de gabinete I, VL18, com exercício na terceira secretaria.
Há alguns anos as vagas das comissões eram centralizadas na presidência. Agora, são distribuídas entre as secretarias.
(Transcrito do Novo Jornal, Minas Gerais)

Operação realizada pelas polícias Federal e Militar capixaba apreende 400 kg de cocaína no helicóptero do deputado estadual Gustavo Perrella de MG

Os 443 kg de cocaína pura apreendidos nesse domingo (24) pelas polícias Militar e Federal, em Afonso Cláudio, seriam enviadas para a Europa. Segundo o major Flávio Pereira Santiago, comandante da 2ª Companhia Independente da Polícia Militar, em entrevista à Rádio CBN Vitória, na manhã desta segunda-feira (25), a informação teria partido de um dos detidos na operação.

Segundo informação da TV Gazeta, o helicóptero é da empresa Limeira Agropecuária, que pertence ao deputado estadual Gustavo Perrella (SDD-MG), que já foi presidente do time de futebol Cruzeiro, de Minas Gerais. O advogado da empresa disse que o piloto usou a aeronave sem autorização.

Gustavo Perrella
Gustavo Perrella

Ao todo, quatro pessoas foram presas e levadas para a Superintendência da Polícia Federal, em Vila Velha. Uma aeronave também foi apreendida. As investigações prosseguem agora com a Polícia Federal.

Em Afonso Cláudio, a Polícia Militar ainda faz buscas na região na tentativa de localizar outras pessoas envolvidas no caso.
O esquema foi desbaratado às 17 horas desse domingo (24). Um carro já aguardava a mercadoria no local para fazer o transporte.
carro droga
De acordo com o major Flávio Pereira Santiago, comandante da 2ª Companhia Independente de Afonso Cláudio, o local onde o helicóptero foi apreendido já vinha sendo investigado há pelo menos 15 dias. O sítio teria sido comprado por um preço muito acima do valor real, o que gerou desconfiança dos moradores da região.
Durante as investigações realizadas pelo serviço reservado da Polícia Militar, era possível perceber um grande movimento de veículos no sítio.
“A comunidade é simples, de agricultores e gente humilde, quando compraram esse sítio, a própria população começou a desconfiar. Resolvemos investigar e, ao perceber a grande movimentação de veículos, fizemos um cerco maior. Quando o helicóptero se aproximou da propriedade, já tínhamos os policiais posicionados estrategicamente para fazer a abordagem”, explicou o major.
Foram presos no local o piloto, o copiloto e duas pessoas que estavam encarregadas do transporte da droga. Segundo o major, a droga foi trazida da fronteira para São Paulo, e da capital paulista para o Espírito Santo.
Modelo
A aeronave apreendida – Robson 66 – permanece na localidade onde foi apreendida, Ibicaba, de onde será retirada por policiais federais nesta segunda-feira (25).
helicoptero
Há pelo menos dez dias a PM realizava uma operação na região, após receber a informação de moradores de que um grupo havia comprado uma fazenda na localidade, por um preço cinco vezes maior do que o de mercado. A desconfiança é de que o local estava sendo utilizado para tráfico internacional de drogas.
“A partir daí começamos a fiscalizar a região. Contamos com a ajuda do 14º Batalhão de Ibatiba. A vigilância foi intensificada nos últimos três dias”, explicou o major. Quando perceberam o envolvimento de um helicóptero, a PM pediu apoio do Núcleo de Apoio e Transporte Aéreo da PM (Notaer), que utilizou o seu helicóptero, o Hárpia. “Também solicitamos o apoio da Polícia Federal”, explicou o major.
A droga que estava sendo transportada no helicóptero estava embalada em tabletes, em diferentes cores, segundo o major. Logo após serem detidos, os presos foram encaminhados para a sede da Polícia Federal, em Vila Velha. As informações são da Gazeta.
droga
A reportagem do Novojornal teve acesso a informações de que a propriedade onde o helicóptero pousou para descarregar a droga foi adquirida
recentemente pelo deputado Gustavo Perrella (SDD-MG). Fato confirmado
por sua assessoria de imprensa. Leia comentários.

Lívia Francez escreve no SéculoDiario do Espírito Santo: Segundo o superintendente da Polícia Federal no Estado, delegado Erivelton Leão de Oliveira (foto), na ocasião da aquisição da propriedade houve um churrasco e os participantes comentaram que voltariam no fim do mês. Depois disso o monitoramento começou a ser feito.

delegado

No dia da chegada da droga, os policiais federais fizeram o monitoramento na região em que os suspeitos circulavam em terra. Eles ficaram de campana na mata aguardando a chegada do carregamento. Os suspeitos foram presos no momento em que descarregavam a droga e se preparavam para abastecer a aeronave.
De acordo com o delegado, o piloto alegou ter recebido R$ 60 mil para fazer o transporte da carga de São Paulo para o Estado. O superintendente acrescentou que as investigações vão prosseguir para apurar se as drogas seguiriam do Espírito Santo para outros estados. Além disso, o proprietário da terra adquirida também vai ser investigado. Ele não foi um detido na operação.

Em entrevista ao jornal O Estado de Minas, o advogado de Gustavo Perrella, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, o piloto utilizou indevidamente a aeronave. E disse que a aeronave foi “furtada” da família pelo piloto.
A PF não divulgou o nome dos suspeitos, mas o Estado de Minas reporta que foram presos o piloto Rogério Almeida Antunes, de 36 anos, que é natural de Campinas, São Paulo, o copiloto Alexandre José de Oliveira Júnior, de 26 anos, o comerciante Róbson Ferreira Dias, de 56, e Everaldo Lopes de Souza, de 37.
Já o deputado Gustavo Perrela, em entrevista coletiva na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), disse que ficou sabendo da apreensão pela imprensa e que um boletim de ocorrência foi feito pela família atestando o furto do helicóptero.

Compra de fazenda com ágio de 400% e a constante presença do helicóptero

 por Eduardo Santos
 

Os quatro traficantes presos na localidade de Ibicaba, no município de Afonso Cláudio, na Região Serrana do Estado, com 400 quilos de cocaína com alto teor de pureza, escolheram o local como ponte para o transporte de drogas para Minas Gerais e a Europa. É o que afirmou o major Flávio Pereira Santiago, comandante da 2ª Cia Independente da Polícia Militar. Segundo ele, a compra de uma fazenda avaliada em 100 mil e vendida com ágio de cerca 400%, a movimentação de veículos e pessoas estranhas e a constante presença de um helicóptero na região levantaram suspeita de algo errado estava acontecendo.

Foi então que o serviço de inteligência detectou que pessoas suspeitas estavam fazendo de Ibicaba, rota do tráfico de drogas. “Quando nos deparamos com a situação, nós vimos que não era um simples delito. Era coisa pesada, coisa grande. Decidimos, então, pedir ajuda à Polícia Federal. Montamos uma operação e conseguimos prender os suspeitos”, afirmou o major.

Segundo Flávio Santiago, nenhum dos detidos é do Espírito Santo. O piloto da aeronave contou que trabalha em uma empresa que faz frete aéreo. “Mas nas horas vagas, ele e co-piloto usam a aeronave para trabalhos particulares. Ele contou ainda que foi o amigo que o convidou para fazer essa viagem. Não é comum, essas aeronaves ficarem fazendo voos constantes nessa região. Isso chamou bastante a atenção. Os quatro suspeitos presos foram levados à sede da 2ª Cia e depois transferidos para a sede da Superintendência da Polícia Federal, em Vila Velha. (Folha Vitória)

FlagranteO superintendente da Polícia Federal no Estado, Erivelton Leão de Oliveira, apresentou ontem, em entrevista coletiva, um vídeo que mostra o flagrante da apreensão. Nas imagens, homens desembarcam da aeronave. Um veículo Volkswagen Polo branco e um homem aproximam-se do helicóptero.

Os suspeitos começam a retirar do carro galões de combustível que seriam usados para abastecer a aeronave. Depois, retiram a droga do helicóptero e colocam-na no veículo. E os policiais, de longe, esperam a aeronave ser desligada para se aproximar. Veja vídeo

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