Estudantes ocupam London School of Economics

 

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Esta terça-feira algumas dezenas de estudantes ocuparam um espaço na universidade londrina, reclamando o fim das propinas e da precariedade dos funcionários, uma gestão democrática da instituição e o corte dos laços com instituições ligadas ao sector militar ou que lucram com as  invasões do Iraque e da Palestina.

A ocupação estudantil ocorre meses depois de uma ação com objectivos semelhantes na Universidade de Amesterdão, que ainda decorre. Os estudantes da London School of Economics já tinham ocupado a universidade em 2011 e venceram a batalha, na altura pelo corte das relações com o filho do então ditador líbio Khadafi.

 

 

Os golpistas e a destruição da Petrobras

A destruição da Petrobras, um projeto da pirataria internacional, que Fernando Henrique pôs em prática.

Denuncia a Federação Única dos Petroleiros: “A corrupção sempre esteve intimamente ligada à terceirização do trabalho no Sistema Petrobrás.

O processo de eliminação da corrupção sempre dependeu do fim dos contratos de terceirização, estes mesmos que deram início a todos os esquemas de desvios de recursos da empresa”, ora investigados na Operação Lava Jato.

A terceirização e a contratação de obras e serviços sem licitação são leis permissivas de FHC, para a destruição da Petrobras e de todas as estatais brasileiras.

Acrescenta a FUT: “O que se vê, até agora, é a implementação da gestão da destruição, liderada pelo mercado e seus parceiros – a mídia, principalmente.

Com essa estratégia destrutiva da Petrobrás, o mercado propõe extinguir “um conceito, uma bandeira, uma nação”, como bem definiu Mauro Santayanna, no histórico “Eu acuso”, um carta manifesto “Aos canalhas que querem destruir a Petrobrás”. Leia aqui

 

As greves contra a destruição da Petrobras

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Relembra a FUT: Na era FHC, petroleiros viveram anos de chumbo! Você quer isso de volta? Em 1994, os petroleiros lutaram contra as privatizações. E as perdas econômicas dos petroleiros chegavam a 100%.

Mesmo após duas greves da categoria, o governo Itamar Franco descumpriu o acordo de interníveis. O tucano Fernando Henrique Cardoso, que era ministro de Itamar, assumiu o governo em 1995 e intensificou o arrocho salarial, levando os petroleiros novamente à greve.

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O governo do PSDB partiu para o confronto, invadindo as refinarias com tanques e tropas do Exército.

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tropa de FHC

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Após 32 dias de enfrentamento, os petroleiros iniciaram uma nova luta para reverter as demissões e as multas milionárias que FHC impôs à FUP e aos seus sindicatos.

Não bastasse tudo isso, o governo lançou ainda um decreto, proibindo a livre negociação de salários nas empresas estatais.

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Anistia: primeira grande conquista no governo Lula

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Após tomar posse em 2003, o ex-presidente Lula assumiu o compromisso de anistiar e reintegrar os trabalhadores da Petrobrás e subsidiárias demitidos arbitrariamente por participações em movimentos reivindicatórios nos governos FHC, Itamar e Collor.

A FUP e seus sindicatos estiveram à frente do processo onde anistiamos 88 demissões, 443 advertências, 269 suspensões e 750 punições aplicadas contra os trabalhadores durante as greves de 1994 e 1995.

Além disso, conseguimos trazer de volta aos quadros da Petrobrás mais de 1.200 trabalhadores anistiados da Interbrás, Petromisa, Petroflex e Nitriflex, subsidiárias que haviam sido extintas e privatizadas no início dos anos 90.

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Impeachment o golpe a jato

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Todas as empresas citadas são partes da partilha da Petrobras, fatiada e entregue à pirataria por Fernando Henrique.

Agora, os predadores internacionais e traidores do Brasil querem – conforme promessa de campanha de Marina Silva e Aécio Neves – toda a Petrobras, a empresa por inteira privatizada, desnacionalizada, pirateada.

Eis a razão de ser do Golpe a Jato dos falsos puritanos, da CPI da Câmara de Cunha, da propaganda marrom da imprensa, da campanha pelo impeachment de Dilma ou golpe à Honduras e Paraguai.

Pedradores estrangeiros, dupla nacionalidade e traidores do Brasil já pediram, em marchas pelo terceiros turno em São Paulo, a invasão de um exercito estrangeiro e o retorno da ditadura.

Os canalhas arriscam uma guerra civil, a transformação do Brasil em uma Ucrânia dividida pelo dinheiro de George Soros, ou uma guerra pelo petróleo como acontece no mundo árabe, envolvendo, na América do Sul, a Venezuela, a Bolívia e o Equador. Pouco importa, para eles, que o Brasil se transforme em uma Iugoslávia.

 

 

 

 

Para o bispo de Jales (SP), dom Demétrio Valentin, ascensão de Marina Silva é “irreversível” e traz risco de fazer da religiosidade um instrumento de ação política: “a gente tem medo do fundamentalismo que ela pode proporcionar.

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O fundamentalismo é radicalismo. É ditadura do pensamento único.

In Wikipédia: O termo “fundamentalismo” foi originalmente designado por seus defensores para descrever uma lista específica de credos teológicos que se desenvolveu em um movimento na comunidade protestante dos Estados Unidos na primeira parte do século XX.

No estudo comparativo das religiões e etnias, fundamentalismo pode se referir a movimentos anti-modernistas nas várias religiões.

Por extensão de sentido o termo “fundamentalismo” passou a ser usado por outras ciências para significar uma crença irracional e exagerada, uma posição dogmática ou até um certo fanatismo em relação a determinadas opiniões, como em Economia ocorre com “fundamentalismo de livre mercado”.

O fundamentalismo existe em todas religiões. Para as religiões do deserto – judaísmo, cristianismo e islamismo – a adoração de um Deus irado, Senhor das Guerras, originado de uma visão deturpada do Velho Testamento.

Jesus foi crucificado  pelo  fundamentalismo e pela política colonial romana. Não esquecer que ainda persistem as guerras religiosas que dividem os cristãos. Acontece, por exemplo, nas duas Irlandas.

 

 

BISPO DE SP: MARINA TRAZ RISCO DE ‘FUNDAMENTALISMO’

 

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247 – O bispo de Jales (SP), dom Demétrio Valentin vê com temor a possível vitória na eleição presidencial da ex-ministra Marina Silva (PSB), uma evangélica da Assembleia de Deus.

“Agora, a gente tem medo do fundamentalismo que ela pode proporcionar. Existe na Marina uma tendência ao radicalismo, pela convicção exagerada ao defender seus valores e suas motivações, que pode derivar para o fundamentalismo”, disse ele em entrevista ao Valor.

Para o bispo, Marina traz o risco de fazer da religiosidade um instrumento de ação política. Ele vê sua ascensão nas pesquisas como uma situação “irreversível”. A não ser que haja uma reviravolta em que comecem a pesar as fragilidades de Marina, que não estão no fato de ela não ser católica. Estão em ela ter pouca articulação política e portanto existirem dúvidas sobre como ela vai governar.

Dom Demétrio ainda lamentou o fato de a presidente Dilma Rousseff não ter estabelecido “muitas pontes” com a igreja. “A Dilma tem um estilo mais autoritário, ela pouco nos convocou. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva o fazia com muita frequência”, disse.

 

 

 

Crimes de guerra em Gaza

Israel Gaza

Diplomacias preparam um esboço de entendimento egípcio

Afasta-se vez mais a hipótese de um cessar-fogo na Faixa de Gaza, não obstante os esforços diplomáticos em acção. No final de um dia de novos ataques com dezenas de vítimas, sobretudo crianças, e trocas de acusações recíprocas entre Hamas e Israel, de madrugada Gaza foi novamente atingida por disparos e explosões.

E hoje de manhã a agência Fides recorda que um bombardeamento do exército israelita realizado perto da paróquia católica de Gaza, dedicada à Sagrada Família, destruiu parcialmente também a adjacente escola paroquial, a casa do pároco e alguns locais da mesma paróquia. O alvo principal do bombardeamento — cita Fides — era uma casa a poucos metros da paróquia e que foi completamente destruída.

O balanço mais grave de ontem teve-se no campo de refugiados de Shati, onde foram mortas pelo menos dez pessoas, entre as quais oito crianças que se encontravam num parque de jogos. Cerca de 40 feridos, entre os quais 20 menores. Segundo algumas testemunhas, o massacre foi provocado por cinco mísseis lançados de um caça israelita.

Na tarde de segunda-feira um míssil atingiu um ambulatório abandonado nos arredores do hospital de Al Shifa, o único ainda em função na cidade e contudo o principal de Gaza.

Muitas crianças entre as vítimas do ataque a uma escola gerida pela Onu em Beit Hanum

«Estão a assassinar-nos, estão a assassinar-nos». Testemunhas do bombardeamento da escola gerida pela Onu em Beit Hanun, na Faixa de Gaza, referem o grito de terror de uma mulher que procurava pôr a salvo uma menina de poucos meses enquanto continuavam a chover bombas.

Permanece o trágico balanço: pelo menos 17 mortos e mais de cem feridos, na maioria – como referiu a rádio militar israelita – crianças.

O secretário-geral da Onu, Ban Ki-moon, disse estar «abalado devido à notícia do ataque à escola» gerida pela Unrwa (a agência que protege os direitos dos palestinos). E reafirmou «que todas as partes devem respeitar as suas obrigações com base no direito humanitário internacional» e que os combates «devem cessar já».

O representante da Santa Sé pede o cessar-fogo imediato

O Alto comissariado da Onu para os direitos humanos, Navi Pillay, acusou Israel de «ter cometido possíveis crimes de guerra», citando as numerosas vítimas civis entre os palestinos. Pillay apontou o dedo também contra Hamas, definindo-a uma organização que «ataca os civis de forma indiscriminada». Além disso, o Alto comissariado anunciou a decisão da Onu de iniciar um inquérito para verificar as violações dos direitos humanos no conflito, apurando as responsabilidades.

Sobre a questão dos direitos humanos em Gaza interveio ontem o observador permanente da Santa Sé junto das Nações Unidas e Instituições especializadas em Genebra, arcebispo Silvano M. Tomasi. Num discurso proferido no Conselho de direitos humanos, o representante da Santa Sé sublinhou que «cerca de 70% dos palestinos assassinados eram civis inocentes» e que «se está a consolidar uma cultura da violência, cujos frutos são a destruição e a morte». A longo prazo – disse ainda – «não haverá vencedores na tragédia actual, só ulteriores sofrimentos».

Portanto, o arcebispo Tomasi frisou a necessidade de chegar a «um cessar-fogo imediato e de iniciar negociações para uma paz duradoura». (L’Osservatore Romano)

Capa dos jornais de hoje:

Estados Unidos
Estados Unidos
França
França
Estados Unidos
Estados Unidos

“Um número crescente de nações vem procurando adquirir armas de destruição em massa. É uma questão de lógica: ninguém vai mexer com quem tem a bomba em seu arsenal”

Um apelo vindo da Rússia: o que Putin tem a dizer aos EUA sobre a Síria

 

Kike Estrada
Kike Estrada


 
Por Vladimir V. Putin

Fatos recentes envolvendo a Síria me levam a falar diretamente com o povo dos Estados Unidos e com seus líderes políticos. É importante fazer isso numa época de comunicação insuficiente entre nossas sociedades.

As relações entre nós têm passado por diferentes estágios. Estivemos uns contra os outros durante a guerra fria. Mas já fomos aliados, e juntos vencemos os nazistas. Naquela época foi criada uma organização internacional universal – as Nações Unidas – para impedir que outra devastação como aquela voltasse a ocorrer.

Os fundadores das Nações Unidas entenderam que as decisões concernentes à guerra e à paz devem ser tomadas apenas por consenso, e foi com o consentimento dos Estados Unidos que o veto dos membros permanentes do Conselho de Segurança foi incluído na Carta das Nações Unidas. A profunda sabedoria dessa decisão deu sustentação à estabilidade das relações internacionais durante décadas.

Ninguém deseja que a ONU tenha o mesmo destino da Liga das Nações, que desmoronou porque lhe faltou poder real. Isso é possível se países influentes, desviando-se das [regras das] Nações Unidas, realizarem ações militares sem autorização do Conselho de Segurança.
O ataque potencial dos Estados Unidos contra a Síria, a despeito da oposição de muitos países e dos maiores líderes políticos e religiosos, incluindo o papa, resultará em mais vítimas inocentes e numa escalada que espalhará potencialmente o conflito muito além das fronteiras da Síria. Um ataque intensificará a violência e desencadeará uma nova onda de terrorismo. Isso pode minar os esforços multilaterais para resolver a questão nuclear iraniana e o conflito israelo-palestino, além de desestabilizar o Oriente Médio e o Norte da África. Pode desequilibrar todo o sistema da lei e da ordem internacional.
A Síria não está testemunhando uma batalha por democracia, mas um conflito armado entre o governo e a oposição dentro de uma nação multirreligiosa. Há poucos campeões da democracia na Síria. Mas há combatentes da Al-Qaeda e extremistas de todas as cores mais do que suficientes lutando contra o governo. O Departamento de Estado dos Estados Unidos designou a Frente Al-Nusra, o Estado Islâmico do Iraque e o Levante, que lutam ao lado da oposição [da Síria], como organizações terroristas. Esse conflito interno, sustentado por armas estrangeiras fornecidas à oposição, é um dos mais sangrentos do mundo.
Os mercenários dos países árabes, as centenas de militantes de países ocidentais e até mesmo da Rússia que lá combatem são objeto de preocupação profunda. Eles não devem retornar a nossos países com a experiência adquirida na Síria? Afinal, depois de lutar na Líbia, os extremistas foram para o Mali. Isso nos ameaça a todos.
Desde o princípio a Rússia tem advogado um diálogo pacífico que permita aos sírios desenvolver um plano de compromisso com seu próprio futuro. Não estamos protegendo o governo sírio, mas o direito internacional. Precisamos utilizar o Conselho de Segurança da ONU e acreditar que a preservação da lei e da ordem no mundo complexo e turbulento de hoje é um dos poucos meios de impedir que as relações internacionais escorreguem para o caos. A lei ainda é a lei, e devemos segui-la, quer gostemos, quer não. De acordo com o direito internacional, a força somente é permitida em caso de defesa própria ou por decisão do Conselho de Segurança. Tudo o mais é inaceitável, segundo a Carta das Nações Unidas, e constitui ato de agressão.
Ninguém duvida de que o gás venenoso foi usado na Síria. Mas existem todas as razões para acreditar que não foram utilizados pelo Exército sírio e sim pelas forças de oposição, para provocar uma intervenção de seus poderosos patrões estrangeiros, que se mantêm ao lado dos fundamentalistas. Relatos de que os militantes preparam outro ataque – dessa vez contra Israel – não podem ser ignorados.
É alarmante que intervenções militares em conflitos internos de países estrangeiros tenham se tornado um lugar-comum nos Estados Unidos. Elas interessam, a longo prazo, aos Estados Unidos? Duvido. Milhões de pessoas no mundo inteiro cada vez mais veem os Estados Unidos não como modelo de democracia, mas como um país que confia apenas na força bruta, pavimentando coalizões sob o slogan “ou vocês estão conosco ou estão contra nós”.
Mas a força tem se provado ineficaz e inútil. O Afeganistão está descarrilhando, e ninguém é capaz de dizer o que acontecerá depois que as forças internacionais se retirarem do país. A Líbia está dividida em tribos e clãs. A guerra civil continua no Iraque, com montes de mortos a cada dia. Nos Estados Unidos, muitos fazem a analogia entre Iraque e Síria, e perguntam por que seu governo quer repetir erros recentes.
Não importa quão dirigidos sejam os ataques ou quão sofisticadas sejam as armas — as baixas de civis são inevitáveis, incluindo idosos e crianças, aos quais os ataques supostamente deveriam proteger.
O mundo reage perguntando: se você não pode contar com o direito internacional, então deve encontrar outros meios de garantir sua segurança. Por isso um número crescente de nações vem procurando adquirir armas de destruição em massa. É uma questão de lógica: ninguém vai mexer com quem tem a bomba em seu arsenal. Somos iludidos com a conversa da necessidade de fortalecer a não proliferação quando, na verdade, a não proliferação vem sendo corroída.
Precisamos parar de usar a linguagem da força e voltar à via dos acordos civilizados, diplomáticos e políticos.
Uma nova oportunidade de evitar a ação surgiu há poucos dias. Os Estados Unidos, a Rússia e todos os membros da comunidade internacional devem aproveitar a boa vontade do governo da Síria de colocar seu arsenal químico sob controle internacional, para subsequente destruição. A julgar pelas declarações do presidente Obama, os Estados Unidos veem essa possibilidade como uma alternativa à ação militar.
Saúdo o interesse do presidente no sentido de dialogar com a Rússia e a Síria. Devemos trabalhar juntos para manter essa esperança acesa, como concordamos na reunião do G8 em Lough Erne, na Irlanda do Norte, em junho, e levar a discussão de volta à mesa de negociações.
Evitar o uso da força contra a Síria vai melhorar a atmosfera para os negócios internacionais e reforçar a confiança mútua. Será nosso sucesso compartilhado e abrirá as portas para a cooperação e outros assuntos decisivos.
Meu trabalho e meu relacionamento pessoal com o presidente Obama são marcados por uma confiança crescente. Analisei atentamente seu pronunciamento à nação na terça-feira. E gostaria de discordar do que ele disse sobre o excepcionalismo dos Estados Unidos, ao declarar que a política do país é “o que torna os EUA diferentes. É o que nos torna excepcionais”. É extremamente perigoso encorajar as pessoas a considerar a si mesmas excepcionais, seja qual for a intenção. Existem países grandes e pequenos, ricos e pobres, com tradições democráticas antigas e aqueles que ainda procuram seu caminho rumo à democracia. Suas políticas também diferem. Somos todos diferentes, mas, quando pedimos as bênçãos de Deus, devemos nos lembrar de que Ele criou a todos nós como iguais. (Tradução sem valor oficial de Baby Siqueira Abrão)

11 de setembro de 2013

 

 Jean-François Rochez
Jean-François Rochez

Nota do redator do blogue: Sou jornalista por vocação e bacharel em História. O que escrevo, sei, não tem nenhum peso. A fala de Putin indica que penso o certo. Essa história de Brasil de tradição pacifista engana os tolos. Precisamos, sim, de energia nuclear. E do conhecimento para desenvolver uma bomba que, conforme previsão do papa João XXIII, é uma arma inútil para a guerra. Mas que protege e espanta qualquer ameaça de invasão. O exemplo da Coréia do Norte é bem recente.  Veja nos links os países que jamais serão invadidos.

 

A FRANÇA ENTRE O AMOR E A GUERRA

Jesus jamais tocou neste tema: o amor grego.
No Velho e no Novo Testamento não existe nenhuma referência ao amor entre mulheres.
São Paulo faz uma referência ao sexo anal. Sodomia.

No Velho Testamento se combate o amor entre os homens. Em defesa da supremacia racial: O famoso “Crescei e Multiplicai-vos”.

Que temem os franceses? O crescimento da população mestiça. O aumento da população de emigrantes. É um movimento xenófobo e racista.

lemonde.Le monde guerra

liberation. o amor

Uma Palma de Ouro que é um ménage à trois

por Vasco Câmara

O júri da 66.ª edição quis premiar os três cúmplices de La Vie d”Adèle: o realizador Abdellatif Kechiche e as duas actrizes

Cinco anos depois de A Turma, de Laurent Cantet, nova Palma de Ouro para um filme francês, e de novo em caminhos de juventude e de literatura, mas desta vez acrescentando-se algo de novo à experiência, como um patamar que foi ultrapassado: a intimidade sexual, como não a tínhamos experimentado assim – se calhar já, mas a memória suspendeu os juízos e deu à sessão das 19h do dia 23 a emoção dos momentos históricos. Cúmplices a introduzirem a imprensa mundial no Festival de Cannes nesse vórtice, Abdellatif Kechiche, realizador de La Vie d”Adèle, Chapitres 1 et 2, Léa Seydoux e Adèle Exarchopoulos, intérpretes de duas raparigas que se amam, foram ontem designados como os três artistas dignos do prémio máximo do palmarés deste 66.ª edição.

Subiram os três ao palco, cada um com a sua Palma, decisão com o seu toque de originalidade mas que faz justiça à experiência de rodagem nos filmes de Kechiche: a entrada numa família de afectos. Palmas para o presidente do júri Steven Spielberg. Que será responsável pela coroação do franco-tunisino, que na imprensa francesa já começara a ser chamado, como se se reparasse uma injustiça, o maior cineasta francês da actualidade – já recebera Césares e prémios em Veneza, com A Esquiva (2002) ou O Seg­redo de um Cus­cuz (2007), mas a Palma é outra coisa. Kechiche dedicou o prémio à belle jeunesse de França e da Tunísia, onde se faz a revolução.

Era o prémio que todos esperavam, faltava saber como o júri se iria desenvencilhar – até porque a opção de entregar o prémio máximo a La Vie d”Adèle, Chapitres 1 et 2 e distinguir as actrizes com o prémio de interpretação é um cúmulo não permitido pelos regulamentos do festival. O júri saiu-se bem, e não foi apenas artimanha, é a verdade de La Vie d”Adèle, uma pessoal adaptação de Kechiche da novela gráfica Le Bleu est une couleur chaude de Julie Maroh, que conta a educação sentimental e sexual de uma rapariga, Adèle (Adèle Exarchopoulos), a partir do coup de foudre por uma Emma (Léa Seydoux) de cabelos azuis (estreia-se em França em Outubro e está comprado para Portugal pela Leopardo Filmes).

Assim Spielberg & Cia. abriram caminho para a premiação de Bérénice Bejo como Melhor Actriz por Le Passé, do iraniano Asghar Farhadi (Uma Separação), alvo de uma recepção bastante mitigada em Cannes. Mas o prémio confirma os recentes triunfos de Bejo, a vencedora do César de melhor actriz por O Artista que muitas vezes alude que sempre “soube perder” e por isso agora lhe sabe bem ganhar – para este papel de uma mulher entre o marido iraniano de quem se vai divorciar e o homem com quem iniciou nova relação, tinha sido escolhida, inicialmente, a estrela Marion Cotillard.

Se exceptuarmos a ausência do palmarés do snob e amoroso Only Lovers Left Alive, de Jim Jar­musch – muito melhor filme do que o dos Coen ou de Alexander Payne -, é verdade que o júri fez o que tinha a fazer com os títulos que, melhor ou pior, marcaram esta edição. Pode-se ver no Prémio do Júri – Tel Père, Tel Fils, do japonês Hirokazu Kore-Eda – ou na distinção a um dos tesouros do cinema americano dos anos 1970, Bruce Dern, de 75 anos (prémio de interpretação por Nebraska, de Alexander Payne: história de um homem que acredita que ganhou um milhão e obriga o filho a levá-lo do Montana ao Nebrasca para cobrar o prémio), um percurso para a reconciliação com a figura do pai, tema, trauma ou perda em algum do melhor Spielberg. Antes de chegar Kechiche, o filme dos Coen, Inside Llewyn Davis, era o favorito para a Palma. Saiu-se com o Grande Prémio. Ambientado nas dark ages da cena folk de Greenwich Village no final dos anos 1950, antes dos ícones, é menos um retrato de um mundo do que o retrato da obsessão de uma personagem – Inside Llewyn Davis tal como na cabeça de Barton Fink, o filme que deu a Palma em 1991 a Joel e Ethan. Não poderão ser secundarizadas as distinções ao mexicano Amat Escalante, por Heli (melhor realizador, a distinção que teve Carlos Reygadas em 2012 por Post Tenebras Lux: de novo a violência que sangra a sociedade mexicana) e ao chinês Jia Zhangke, pelo argumento de A Touch of Sin, corajosa e gráfica explicitação da China de hoje. Zhangke diz que o cinema lhe permite acreditar na liberdade. (Público, Portugal)

Kechiche e as suas actrizes
Kechiche e as suas actrizes

A propaganda de guerra e o controle das populações

 

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O mundo pode ser destruído pelo impacto de um asteróide. Uma guerra nuclear teria o mesmo efeito.

Nenhum país atômico invadirá outro que tenha armas de destruição em massa.

O noticiário da imprensa sobre uma guerra iminente visa criar uma legenda de medo para controle interno e para ameaças colonialistas no front da política internacional.

Os notícias das profecias do fim do mundo visam tirar o povo das ruas e levá-lo para as igrejas, acabar com os protestos sociais, e demonstrar que tudo vai ruim, mas poderia ser pior.

O “nóis sofre, mas goza” funciona. A fome da América Latina não é maior do que a fome na África.

No Brasil, as notícias sobre violência são amenizadas com as notícias de atentados terroristas, de mortes nos países invadidos: Palestina, Mali, Iraque, Síria, Haiti e outros sem armamento nuclear.

Escreve Nélson Jahr Garcia sobre “Cândido” de Voltaire: “O romance, em todos e cada um dos seus parágrafos, caracteriza-se como uma sátira às idéias de Leibnitz.

Leibnitz afirmara, pelo menos assim entendeu Voltaire, que o mundo é o melhor possível, que Deus não poderia ter construído outro e que tudo corria às mil maravilhas.

Foi nesse romance que Voltaire escreveu (…) que todo o sofrimento de Cândido acabara por reverter em benefícios”.

Assim sendo, para uma visão bem brasileira, diante dos males da corrupção, da violência, do desemprego, do salário mínimo do mínimo, da vida de retirante dos sem terra, dos sem teto, o que fazer?

“Cândido, candidamente, respondeu:

‘— Tudo isso está bem dito… mas devemos cultivar nosso jardim.”

BRA_OPOVO crime
BRA_DG ensino
BRA_JOBR saúde
BRA_OG Justiça tarda e falha
utopia apatia realidade indignados

apatia2

apatia-maioria-silenciosa-protesto-greve-indignados

governo povo rico pobre apatia