A opção dos retirantes do Imperialismo corrupto: morrer na África ou na travessia do Mediterrâneo

Pelo menos 3419 pessoas morreram este ano a tentar chegar à Europa atravessando o mar, diz ONU.
Pelo menos 3419 pessoas morreram este ano a tentar chegar à Europa atravessando o mar, diz ONU.

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Mediterrâneo é a rota mais mortífera do mundo

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Samuca
Samuca

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É o maior mar interior continental do mundo

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O Mar Mediterrâneo é um mar do Atlântico oriental, compreendido entre a Europa meridional, a Ásia ocidental e a África setentrional com aproximadamente 2,5 milhões de km². É o maior mar interior continental do mundo. As águas do mar Mediterrâneo banham as três penínsulas do sul da Europa, Ibérica (apenas a Sul e Sudeste de Espanha), Itálica e a dos península Balcânica). Suas águas deságuam no oceano Atlântico através do estreito de Gibraltar, e no mar Vermelho (no canal de Suez). As águas do mar Negro também deságuam no Mediterrâneo (pelos estreitos do Bósforo e dos Dardanelos). As águas do Mediterrâneo geralmente são quentes devido ao calor vindo do deserto do Saara, fazendo com que o clima das zonas próximas seja mais temperado (clima mediterrânico)

Origem do nome
O termo Mediterrâneo deriva da palavra latina Mediterraneus, que significa entre as terras. O mar Mediterrâneo através da história da humanidade tem sido conhecido por nomes diferentes. O antigos romanos o chamavam de Mare Nostrum, que significa nosso mar (e de fato os romanos conquistaram todas as regiões, com vista para o Mar Mediterrâneo). Pelos árabes era chamado de al-Bahr al-al-Abyad Mutawassiṭ (árabe البحر الأبيض المتوسط) ou seja, “Mar Branco do Meio”, o que inspirou o termo turco Akdeniz que significa Mar Branco.

Uso romano
O termo latino mare nostrum foi usado originalmente pelos antigos romanos para se referir ao mar Tirreno, logo após a conquista da Sicília, Sardenha e Córsega, durante as Guerras Púnicas, travadas contra Cartago. Em 30 a.C., a dominação romana já se estendia da Hispânia ao Egito, e a expressão mare nostrum passou a ser utilizada no contexto de todo o mar Mediterrâneo.

História Antiga

Máxima extensão do Império Romano, em 117 d.C.. O Império desenvolveu-se em volta do mar Mediterrâneo, que os romanos chamavam Mare Nostrum.
Desde a Antiguidade, o mar Mediterrâneo foi uma zona privilegiada de contatos culturais, intensas relações comerciais e de constantes confrontos políticos. Às margens do Mediterrâneo floresceram, desenvolveram-se e desapareceram importantes civilizações, alguns dos povos que habitaram as costas do Mar Mediterrâneo: egípcios, cananeus, fenícios, hititas [palestinos], gregos, cartagineses, romanos, macedónios, berberes, genoveses e venezianos.

A queda de Constantinopla

Um dos fatos marcantes da história da região aconteceu em 1453 quando os otomanos tomaram a cidade de Constantinopla (atual cidade turca de Istambul) e fecharam o Mediterrâneo oriental à penetração europeia 6 . Esta teria sido uma das razões que teria impelido os portugueses a se aventurarem pelo Atlântico em busca do caminho das Índias.

Primeira Guerra Mundial

Na segunda metade do século XVIII, a Inglaterra e a França foram ampliando suas influências sobre a região, aproveitando a decadência gradual do Império Otomano e, ao mesmo tempo, tentando impedir a expansão da Rússia. A Inglaterra que foi afirmando-se cada vez mais como grande potência marítima, estabeleceu-se em alguns pontos estratégicos (Gibraltar e ilhas de Malta e Chipre), que se transformariam em importantes bases navais.

Em 1869, com a abertura do canal de Suez, obra construída por um consórcio franco-britânico, o Mediterrâneo Oriental passou a integrar as grandes rotas do comércio internacional, passando a ter um papel relevante nas relações políticas e comerciais das potências da Europa .

Com o fim da Primeira Guerra Mundial (1914/18), consolidou-se a supremacia britânica, num momento em que o Mediterrâneo se transformava numa artéria vital para a Europa em função de estabelecer uma ligação mais rápida e econômica entre as áreas consumidoras e produtoras de petróleo, estas últimas situadas no Oriente Médio.

Segunda Guerra Mundial

O termo Mare Nostrum, nos anos após a unificação da Itália em 1861, foi revivido por nacionalistas italianos, que acreditavam que o país era o sucessor do Império Romano, e devia procurar controlar os territórios que pertenceram a Roma por todo o Mediterrâneo. O termo foi utilizado novamente por Benito Mussolini na propaganda fascista, de maneira similar ao lebensraum de Adolf Hitler.

A ascensão do nacionalismo italiano durante a “Partilha da África” da década de 1880 gerou o desejo geral do estabelecimento de um império colonial italiano; a expressão teria sido utilizada pela primeira vez pelo poeta Gabriele d’Annunzio.

“Ainda que a costa de Trípoli fosse um deserto, ainda que ela não sustentasse um camponês ou uma só empresa italiana, precisaríamos conquistá-la para evitar sermos sufocados no mare nostrum”. Emilio Lupi

Uso fascista

Mussolini queria restabelecer a grandeza do Império Romano, e acreditava que a Itália havia se tornado o mais poderoso dos países mediterrâneos, depois da Primeira Guerra Mundial, declarando que o século XX seria o século do poder italiano, e criando uma das mais poderosas marinhas do mundo, de modo a atingir sua meta de controlar o Mediterrâneo.

Quando a Itália entrou na guerra, o país já era uma das principais potências mediterrâneas, e controlava as costas sul e norte da bacia central. A queda da França tirou de cena a principal ameaça ao país localizada a oeste, enquanto a invasão da Albânia e, posteriormente, da Grécia e do Egito, visou estender o controle do Eixo até a região oriental do mar. Mussolini sonhava em criar uma Grande Itália no seu “Mare Nostrum”, e promoveu seu projeto fascista – que seria realizado durante uma futura conferência de paz, após a esperada vitória do Eixo – de um Império Italiano aumentado, que iria das costas mediterrânicas do Egito às margens do oceano Índico, na Somália e Quênia.

Esta meta, no entanto, foi derrotada através da campanha realizada pelas marinhas aliadas, além dos movimentos de resistência e dos exércitos em terra; embora o Eixo tenha tido alguma ascendência durante a chamada Batalha do Mediterrâneo, o projeto nunca foi realizado e acabou por desaparecer com a derrota final italiana, em setembro de 1943.

A Guerra Fria

Algumas décadas depois, ao findar-se a Segunda Guerra Mundial em 1945, o Mediterrâneo, assim como quase todas as áreas do mundo, encaixou-se imediatamente nos esquemas do jogo de influências e alianças engendrados pela Guerra Fria. Com a criação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), os Estados Unidos substituíram gradativamente os britânicos como potência dominante do Mediterrâneo.

Os processo conflituosos de independência de uma série de colônias europeias situadas especialmente no norte da África, a pressão exercida pela crescente expansão da Marinha Soviética, os vários conflitos entre países árabes e Israel e as tradicionais rivalidades entre países da região, transformaram o Mediterrâneo numa área de frequentes tensões geopolíticas.

O fim da Guerra Fria, se de um lado eliminou ou amenizou algumas velhas tensões, por outro ensejou o surgimento de inúmeros novos desafios para os países da região. Fonte Wikipédia

O Mediterrâneo hoje

 Victor Ndula
Victor Ndula

São dezoito os países que possuem terras banhadas pelo Mediterrâneo. Eles apresentam grandes diferenças no que se refere ao tamanho, à evolução histórico-cultural e ao nível de desenvolvimento:

Europa (de oeste para leste): Espanha, Gibraltar (do Reino Unido), França, Mónaco, Itália, Malta, Eslovénia, Croácia, Bósnia e Herzegovina, Montenegro, Albânia, Grécia, Chipre e Turquia.

Ásia (de norte para sul): Turquia, Síria, Líbano, Israel e Palestina.

África (de leste para oeste): Egito, Líbia, Tunísia, Argélia e Marrocos.

Praticamente todos os países que circundam o Mediterrâneo Oriental apresentam, ou apresentaram num passado recente, tensões e conflitos internos ou problemas no relacionamento com nações vizinhas.

Guerra nas Estrelas e neocolonialismo

Hoje os principais conflitos são motivados pela conquista do petróleo (a Guerra no Deserto), realizada pelos Estados Unidos/ Otan/ Israel/. O neocolonialismo, notadamente europeu e estadunidense pelas conquistas das riquezas minerais.

O neocolonialismo faz a África tão pobre quanto foi a África conquistada pelos impérios de Alexandre, de Roma, dos Reis Católicos das Cruzadas Papais, da França, da Inglaterra e Estados Unidos.

Pelos conflitos genocidas e pela corrupção dos nativos, as guerras de conquista, o capitalismo selvagem do novo colonialismo.

Razão dos árabes chamarem o petróleo de excremento do diabo.

Pobre África

Dos navios tumbeiros, que transportavam os escravos para as lavoura das Américas, às improvisadas embarcações dos novos escravos do Terceiro Milêncio, qual a diferença?

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O mar da morte

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por Maria João Guimarães (texto), Joaquim Guerra e Célia Rodrigues (infografia)

Este ano, entre meio milhão a um milhão de pessoas podem vir a atravessar o Mediterrâneo em barcos sobrelotados, depois de viagens de semanas ou meses, em fuga de perseguições, guerras, ou de uma vida com zero perspectivas. Muitas irão morrer. Entre as que sobreviverem, muitas não vão conseguir asilo na Europa. LEIA MAIS →

Para entender a Operação Lava Jato, a propaganda golpista da imprensa e a campanha de destruição da Petrobras pelos traidores do Brasil

Federação Única dos Petroleiros denuncia a privatização dos lucros, a terceirização do trabalho, o entreguismo & outras maquinações  dos falsos defensores da Petrobras. Conheça a Verdade

 

Petrobrás: Rumo à gestão da destruição!

Victor Ndula
Victor Ndula

 
Nos últimos meses, a Petrobrás tem sofrido uma forte exposição, ou melhor, uma fritura na mídia nacional e internacional por conta de uma “suposta” deterioração da sua condição financeira e do esquema de corrupção em contratos de terceirização, cuja investigação foi denominada de Operação Lava Jato. O ápice desse processo ocorreu, em primeiro lugar, com a divulgação das demonstrações contábeis do terceiro trimestre de 2014 e, segundo lugar, com a renúncia da atual presidente e de cinco diretores da Petrobrás.

 

Progresso da estrutura produtiva e operacional da Petrobrás.

 

As demonstrações contábeis do terceiro trimestre divulgadas pela Petrobrás não confirmaram esse cenário de deterioração, uma vez que alguns resultados, omitidos ou minimizados pela diretoria demissionária, apontaram um contínuo progresso da estrutura produtiva e operacional da Petrobrás.

 

A produção de petróleo e LGN aumentou em 6%, em relação ao terceiro trimestre de 2013, em função dos excelentes resultados operacionais de algumas plataformas da Bacia de Campos, bem como por conta da inauguração do sistema de produção antecipada (SPA) de Tartaruga Verde e dos testes de longa duração na área do pré-sal de Iara Oeste.

 

 

A produção de gás natural também apresentou uma expansão significativa (7%), basicamente pelo aumento dos sistemas de produção de algumas plataformas das Bacias de Campos e de Santos.

 

 

Além disso, em setembro de 2014, a Petrobrás alcançou um novo recorde da produção do pré-sal (532 mil barris/dia).

 

 

Fora isso, as análises de mercado a respeito da redução de lucro da Petrobrás, em geral, desconsideraram o cenário de forte retração da demanda e do preço do petróleo que impactaram várias gigantes do setor. Se a Petrobrás conseguiu um lucro de R$ 3,1 bilhões, no terceiro trimestre de 2014, a norueguesa Statoil apresentou prejuízo próximo à R$ 1,8 bilhão e a russa Rosneft um lucro irrisório de R$ 57,1 milhões.

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As pressões do mercado e os pretensos prejuízos do caso Lava a Jato

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Ignorando o turbulento cenário externo e os êxitos operacionais – que colocam grandes perspectivas para a Petrobrás no médio prazo –, a diretoria da companhia, de modo desastroso, cedeu às pressões do mercado.

 

Ao invés de dar ênfase aos resultados operacionais e as perspectivas futuras, a apresentação das Demonstrações Contábeis se resumiu a fazer um resumo, mal e porcamente, dos pretensos prejuízos do caso Lava a Jato.

 

Maquinações da PwC e Bolsa de Valores

 

Como se isso não bastasse, ressaltou o fato dos resultados não terem sido auditados pela PwC, a mesma auditoria que havia avaliado como excelentes os ativos do banco Lehman Brothers logo antes da sua quebra na crise internacional de 2008.

 

Em outras palavras, a diretoria da Petrobrás sucumbiu aos fundamentos da Bolsa de Valores de suposta credibilidade – a mesma credibilidade que legitimou a quebradeira internacional de 2008 – e deixou, em segundo plano, os sucessos operacionais alcançados por toda sua força de trabalho.
Mas, o enquadramento da Petrobrás ao mercado não parou nesse aspecto. A criação da Diretoria de Governança, Risco e Conformidade, ocupada pelo empresário João Adalberto Elek Junior, foi mais um exemplo de que a gestão não tem se mostrado comprometida em dar fim às raízes da corrupção, mas apenas dar uma resposta ao mercado.

 

Toda corrupção está nos contratos de terceirização

 

Como já afirmado pela FUP diversas vezes, “a corrupção sempre esteve intimamente ligada à terceirização do trabalho no Sistema Petrobrás”.

 

O processo de eliminação da corrupção sempre dependeu do fim dos contratos de terceirização, estes mesmos que deram início a todos os esquemas de desvios de recursos da empresa.

 

Torna-se fundamental ressaltar que isso não significa afetar a vida dos petroleiros terceirizados, que devem ter seus empregos e salários preservados, mas, sim, eliminar um ciclo vicioso de negociatas que geram rendas extraordinárias apropriadas por executivos e parlamentares.

 

Complô de destruição da Petrobras começou na década de 90

Por fim, a mera mudança da atual diretoria tem sido parte de uma estratégia muito mais ampla definida pelo mercado: a de transformar a Petrobrás naquela da década de 1990, uma empresa reduzida, com menor protagonismo econômico e com menos compromissos sociais.

 

Ou seja, a visão do mercado para a Petrobrás sempre se caracterizou pela forte redução de custos, por meio da desarticulação e redução de áreas de atuação, eliminação dos investimentos em áreas com menor margem lucro (como, na construção de novas refinarias no Nordeste) e, principalmente, o abandono do papel social da empresa em vários municípios isolados pelo interior do país.
Ao sucumbir à estratégia do mercado, a atual direção da Petrobrás/governo tem minado as bases de reconstrução da empresa, que desde 2003, privilegiou a expansão dos investimentos nacionais, geração de tecnologia local e aumento do emprego e renda, a partir da criação de vários elos produtivos.

 

Na verdade, o que a empresa necessita agora é de uma nova reconstrução, com o fim da terceirização, menos centralização decisória e novos investimentos.

 

Mas, o que se vê, até agora, é a implementação da gestão da destruição, liderada pelo mercado e seus parceiros – a mídia, principalmente.

 

Com essa estratégia destrutiva da Petrobrás, o mercado propõe extinguir “um conceito, uma bandeira, uma nação”, como bem definiu Mauro Santayanna. Uma nação que exerce um papel central na vida de grande parte dos trabalhadores brasileiros. Fonte FUT

 

 

O Petrolão entreguista é uma campanha da imprensa vendida para privatizar de vez o petróleo brasileiro

Joseba Morales
Joseba Morales

Informa a mídia vendida:”O massacre a que vem sendo submetida a Petrobras, seja na Operação Lava Jato ou nas denúncias diárias na imprensa, como a mais recente, da ex-funcionária Venina Velosa, já fizeram uma vítima: o investidor em ações da companhia; em apenas três meses, a empresa comandada por Graça Foster perdeu 45% de seu valor e a estatal, antes avaliada em R$ 229 bilhões, hoje vale R$ 127 bilhões; na vida real, no entanto, a realidade é outra; embora não tenha divulgado seu balanço, a empresa revelou que suas vendas cresceram 13,7% no trimestre e atingiram R$ 88,3 bilhões; a Petrobras nunca esteve tão barata, mas ninguém sabe até onde irá o bombardeio – e a queda nas ações”.

Isso é bom demais! É hora do Brasil nacionalizar a Petrobras. Dela voltar a ser estatal. Que os acionistas estrangeiros – a pirataria internacional – deixem de roubar o que é dos brasileiros. Esses especuladores não investem um tostão na Petrobras. Viva o bombardeio! O Brasil é rico demais. Quem rouba de ladrão tem cem anos de perdão.

Nenhum tostão mais para George Soros e outros verdadeiros ladrões do Brasil e da Petrobras. Cem bilhões de ações. Veja só quanto a Petrobras é rica. Está entre as dez maiores empresas do mundo.

Diz Evo Morales que o povo brasileiro – o Governo brasileiro – possui apenas 22% das ações.

Quem é o verdadeiro dono da Petrobras, fatiada por Fernando Henrique?

Fernando não foi só o pior presidente do Brasil. Foi o mais ladrão. A Vale do Rio Doce, tão rica quanto a Petrobras, foi doada por apenas três bilhões. Vale mil vezes mais. Hoje é uma empresa privada. De uma minoria de piratas. Os bandidos “compraram” a Vale com dinheiro emprestado do BNDES. Compraram uma estatal brasileira com dinheiro de um banco estatal brasileiro. Coisa de FHC. Coisa de tucano. Aconteceu o mesmo com o nióbio em Araxás.

A Petrobras nunca esteve tão barata. É hora do Brasil comprar a Petrobras. Para que volte a ser estatal e propriedade do povo brasileiro

 

Reginaldo Moreira
Reginaldo Moreira

247 – Em apenas três meses, mais de R$ 100 bilhões evaporaram das ações da Petrobras. Em setembro deste ano, antes da fase mais aguda da Operação Lava Jato, a Petrobras tinha um valor de mercado de R$ 229 bilhões. Ontem, após mais um tombo, de 5,82%, o valor era de R$ 127 bilhões. Na prática, em 90 dias, a queda foi de 45%.

Nesse período, houve uma queda acentuada nos preços do barril do petróleo, que recuaram de US$ 100 para US$ 60, mas o bombardeio diário a que a Petrobras vem sendo submetida tem peso significativo na explicação para a queda dos papéis. Ontem, a empresa adiou, pela segunda vez, a divulgação do seu balanço. O motivo foi a divergência, entre os membros do conselho de administração, sobre os valores que deveriam ser cortados dos ativos, diante das denúncias de corrupção que atingem a companhia.

A tempestade contra a Petrobras vem de várias frentes. No Paraná, procuradores da Lava Jato mantêm presos fornecedores da estatal, num movimento que gera consequências em todas a cadeia produtiva. Tanto a Engevix quanto a OAS já anunciaram mais de mil demissões, cada uma, em seus estaleiros. Nos Estados Unidos, bancas de advocacia aproveitam o momento negativo para ingressar com ações judiciais contra empresa. E, na imprensa, a maré diária de denúncias foi reforçada por uma nova personagem, a geóloga Venina Velosa, que, agora, é vista pela oposição como um instrumento capaz de derrubar a presidente Graça Foster e, assim, abrir o caminho para tentar atingir a própria presidente Dilma Rousseff.

O bombardeio é intenso, mas o fato é que, na vida real, a realidade da Petrobras é menos negativa do que parecem. Embora não tenha divulgado seu lucro, que era estimado por analistas em cerca de R$ 5 bilhões para o trimestre, a Petrobras soltou um número: o crescimento de 13,7% nas vendas, que foram a R$ 88,3 bilhões. Além disso, a queda no barril do petróleo eliminou o discurso dos críticos, que, até recentemente, apontavam ‘defasagem’ nos preços da gasolina. Na prática, a estatal melhorou suas margens de lucro. Para completar, numa entrevista recente, o principal executivo da francesa Total, sócia da Petrobras no campo de Libra, afirmou que o barril a US$ 60 não ameaça a rentabilidade dos investimentos no pré-sal.

A Petrobras nunca esteve tão barata, mas isso não significa, no entanto, que o investimento na empresa esteja imune a mais trovoadas. Como não divulgou seu balanço, a empresa terá dificuldades para acessar o mercado de capitais em 2015. Por isso mesmo, a empresa deve cortar gastos e investimentos em 2015 para, assim, preservar seu caixa, de mais de R$ 62 bilhões. E quanto mais tempo durar a crise, pior será para a empresa.

[Essa crise não existe. O valor real da Petrobras continua o mesmo.

Essa crise é para desvalorizar a Petrobras. É pressão dos especuladores e dos traidores da Pátria para privatizar, de vez, a preço de banana, o petróleo brasileiro.

Basta de entreguismo.

Basta de colonialismo, disfarçado com o nome bonitinho de globalização.

Globalização é imperialismo]

venezuela petroleo

Bill Clinton elogia discurso de Dilma pela paz na ONU

CLINTON CRITICA OBAMA E ELOGIA DILMA E LULA

clinto

 

 

247 – O presidente Barack Obama ganhou mais um adversário de peso em relação à posição dos EUA de realizarem espionagem sobre cidadãos, governos e empresas em diferentes partes do mundo, entre as quais o Brasil. É ninguém menos que o ex-presidente Bill Clinton, que está no Brasil para o primeiro encontro de sua ONG – a Fundação Clinton Global Initiative – na América Latina.

“Não deveríamos levantar informação econômica sobre o pretexto da segurança”, disse Clinton em entrevista ao jornal o Globo. No caso do Brasil, o incômodo maior foi com o acompanhamento das conversas telefônicas da presidente Rousseff. E também da Petrobras”, reconheceu. “Não deveríamos levantar informação econômica sob o pretexto de segurança. Não com um aliado”.

dila ONU charge

Clinton elogiou a economia brasileira – “achei importante vir ao Brasil pelo progresso que houve aqui” – e, também, a postura da presidente Dilma Rousseff diante das manifestações de massa em junho deste ano. “Tanto as manifestações quanto a maneira como o governo respondeu a elas são, a longo prazo, indícios positivos”, afirmou o ex-presidente.

Ele comparou as reações do presidente da Síria e da presidente brasileira sobre as reivindicações populares. “O presidente Bashar al-Assad enviou o exército e, de repente, tinha uma guerra civil com a qual lidar. A presidente Dilma Rousseff, por sua vez, disse ‘vocês têm razão, vamos tentar descobrir como resolver os problemas'”, sublinhou Clinton.

Em um forte elogio às administrações do PT, Clinton foi enfático na defesa dos programas de bolsas de estudo e financiamentos a alunos carentes para cursarem o ensino superior. “Os governos Lula e Rousseff tentam fazer algo que nós jamais tentamos: dar às universidades particulares incentivos fiscais proporcionais ao número de alunos de baixa-renda. Isso funciona porque, por um lado, aumenta o número de matrículas e, por outro, não incentiva o aumento das mensalidades.”, avaliou o democrata.

Dilma na ONU: O mundo deve caminhar para o paz

paz

Enquanto o presidente norte-americano Barack Obama afirma que os extremistas do Estado Islâmico “só entendem a força”, a presidenta brasileira cita diversos conflitos nunca resolvidos: “Se bombardeio resolvesse, não haveria mais problemas no Iraque”

Osval
Osval

Por Portal Forum

Primeira mulher chefe de Estado a discursar na abertura da 69ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, a presidenta Dilma Rousseff condenou nesta quarta-feira (24) o uso de intervenções militares para solucionar conflitos bélicos citando os atuais na Síria, Iraque e Ucrânia, mas lembrando também a questão da Palestina, o fracasso da Otan na Líbia e outros focos de violência no Sahel, região entre o deserto da Saara e a África Subsaariana – referindo-se, provavelmente, aos conflitos no Sudão do Sul e na República Centro-Africana.

Segundo a presidenta, o uso da força, ao invés da diplomacia, gera o acirramento dos conflitos e a multiplicação de vítimas civis. Em tom duro, Dilma enfatizou que a comunidade internacional não pode aceitar que “manifestações de barbáries recrudesçam, ferindo nossos valores éticos, morais e civilizatórios”.

“O uso da força é incapaz de eliminar as causas profundas dos conflitos. Isso está claro na persistência da questão palestina, no massacre sistemático do povo sírio, na prática de desestruturação nacional do Iraque, na grave insegurança na Líbia, nos conflitos de Israel e nos embates na Ucrânia”, declarou Dilma na tribuna da ONU. “A cada intervenção militar, não caminhamos para a paz, mas sim assistimos ao acirramento desses conflitos. Verifica-se uma trágica multiplicação do número de vítimas civis e de dramas humanitários”, disse.

A presidenta novamente pediu por reforma no Conselho de Segurança da ONU, pois o órgão responsável pela manutenção da segurança internacional tem dificuldade para promover soluções pacíficas dos atuais confrontos e que um colegiado mais representativo e legítimo seria mais eficaz.

Dilma ONU

Em entrevista aos blogueiros independentes, a presidenta foi questionada por Kiko Nogueira sobre o seu discurso na 69ª Assembléia Geral da ONU e a respeito das críticas que fez aos ataques norte-americanos e de que estes não resolvem questão alguma. “Tem uma deliberada tentativa de confundir uma coisa com a outra. O Conselho de Segurança da ONU não aprovou os bombardeios dos EUA na Síria. Aprovaram que o recrutamento de terroristas em territórios estrangeiros fosse considerado crime, jamais aprovaram e deram sanção ao bombardeio, ao contrário, não estão autorizando”, criticou.

 Josetxo Ezcurra
Josetxo Ezcurra

Aécio ONU Aécio já está fazendo campanha para Marina. Ele, FHC, Alckmin, Serra.

onu dilma

dilma onu  casa blanca

HUGO CHÁVEZ CRIOU O PROGRAMA “PETRÓLEO PARA TODOS” OS VENEZUELANOS. QUAL O DESTINO DOS PETRODÓLARES DO BRASIL?

br_oglobo.guerra do petróleo

Editorial da Folha de S. Paulo registra: Durante a presidência de Hugo Chávez “a estatal petrolífera PDVSA destinou US$ 123,7 bilhões para programas sociais. Só em 2011 foram US$ 39,6 bilhões, mais que o desembolsado naquele ano pelo programa Bolsa Família, do Brasil, cuja população é quase seis vezes maior. Essa gigantesca transferência de recursos (…) foi decisiva para reduzir a proporção de miseráveis na população de 20,3% em 1998 para 7% em 2011″.

Estos lodos proceden de aquellos polvos coloniales

aujourd_hui.Argélia 1depeche. Mali Argélia banho sangue deserto

Gara – Editorial

El secuestro y posterior asalto de una planta gasística en el este de Argelia, cuyos detalles y saldo de víctimas estuvieron envueltos en la confusión durante toda la jornada de ayer, no pueden desligarse de la guerra que el Ejército francés ha emprendido en Mali ni con la atmósfera general que se ha asentado desde hace tiempo en toda la región. Y entre todos los análisis posibles sobre el terreno, sobresale la constatación de que la llamada comunidad internacional no ha hecho más que acumular errores en la zona hasta dar cuerpo a un auténtico avispero del que puede salir trasquilada.

Puede argumentar el Ejecutivo galo, y quienes apoyan su intervención militar, que no podía permitir que los islamistas se hicieran con el control de Mali haciendo de Bamako la capital de un (nuevo) estado islámico, pero no ocultará con tal aseveración la mentalidad colonial que sigue guiando su política y la responsabilidad que tanto París como el resto de potencias occidentales tienen sobre el devenir de la zona. El hecho de que buena parte del noroeste de África se haya convertido en un erial en el que grupos afines al islamismo rigorista campan a sus anchas ante la impotencia de los gobiernos locales tiene mucho que ver con el control que las metrópolis mantienen aun sobre estos. Occidente tiene intereses económicos superlativos en esa parte del planeta -que el último enfrentamiento violento haya tenido lugar en una instalación gasística es el mejor ejemplo- y nunca ha permitido que sus pueblos se desarrollaran plenamente, con instituciones potentes y democráticas. Ha tratado de evitar cualquier tipo de oposición a sus planes y, como contrapartida, ve cómo ahora en esa amplia tierra de nadie proliferan grupos armados capaces de ponerle en aprietos y que se nutren de personas que en gran medida han sufrido su política.

Tampoco hay que rascar mucho para recordar episodios como la guerra civil argelina, de la que surgieron algunos de los grupos que operan en la zona; dónde y con qué objetivo nació lo que hoy se conoce como Al Qaeda, o el papel determinante de algunos regímenes que cuentan con el beneplácito occidental en el reforzamiento del islamismo más conservador y militante. Las potencias siempre han jugado sus bazas en la región convencidas de poder controlar sus consecuencias, pero ahora estas están llamando a su puerta.

El secuestro de Argelia acaba en matanza y polémica mundial

Washington, Londres y Tokio piden explicaciones al Gobierno argelino del ataque a la planta de gas que aparentemente acaba con la vida de decenas de rehénes y asaltantes. París, que aparece en la raíz del conflicto por su intervención militar en Mali, se refiere a «condiciones dramáticas»

Argelia optó ayer por el asalto militar a la planta de gas de In Amenas donde un grupo jihadista mantenía secuestrados a cientos de rehenes en represalia por la intervención francesa en el vecino Mali.

La operación, iniciada al parecer con un bombardeo al que siguió el intento de asalto a la instalación, consiguió liberar a 600 secuestrados argelinos, según la agencia de noticias argelina APS, pero provocó a la vez una matanza en la que, según algunas fuentes, murieron alrededor de medio centenar de personas.

 

Argélia é arrastada à força ao conflito do Mali

lacroix.mali conflito se alarga

Argel – A crise dos reféns no campo de exploração de gás de In Amenas arrastou a Argélia para o centro do conflito do Mali, apesar da sua oposição à intervenção militar, com o sequestro de dezenas de estrangeiros na esteira de sua decisão de fornecer apoio logístico para a França, noticia a AFP.

As autoridades argelinas insistiram por um longo tempo numa solução política para a crise no Mali, mas finalmente autorizaram o sobrevoo de aviões de combate franceses para apoiar uma ofensiva terrestre destinada a expulsar extremistas islamitas do norte do país.

O ataque mortífero na madrugada de quarta-feira, no qual extremistas ligados à Al-Qaeda afirmaram ter sequestrado 41 estrangeiros, a maioria deles proveniente de países ocidentais, ocorreu num importante campo de exploração de gás no sudeste da Argélia operado pela gigante britânica BP, pela norueguesa Statil e pela argelina Sonatrach.

hoje (quinta-feira), meios de comunicação estatais informaram que 15 reféns estrangeiros e 30 argelinos que eram mantidos reféns conseguiram escapar dos seus sequestradores.

Posteriormente, numa ofensiva do Exército argelino, muitos outros reféns foram mortos, assim como vários dos sequestradores, num balanço que não parava de subir.

“Este sequestro não é um aviso apenas para os países ocidentais, mas também para a Argélia, que abriu o seu espaço aéreo para os aviões militares franceses”, afirmou Chafik Mesbah, ex-oficial do exército argelino, em entrevista ao jornal local Echorouk.

“É um duro golpe para a Argélia… O objetivo pode ser envolvê-la na guerra que a França está a travar no Mali”, afirmou o jornal Liberty, escrito em francês.

“Isso pode estar sinalizando o início das represálias contra a Argélia, após a autorização de sobrevoo do seu território por caças Rafale franceses e a implementação da operação militar no norte do Mali”, acrescentou.

Os extremistas afirmam que o ataque é uma retaliação pelo apoio da Argélia aos ataques aéreos franceses e por sua linha dura contra os jihadistas, exigindo a libertação de islamitas radicais detidos no vizinho Mali.

“Esta operação é uma mensagem política forte para a Argélia em relação as suas posições intransigentes para com os jihadistas, e uma mensagem para outros países vizinhos”, disse um dos sequestradores, identificado como Abu al-Baraa, à rede de
televisão por satélite Al-Jazeera.

“Nossos detidos em troca dos deles”, afirmou, acrescentando que o seu grupo “contactou nossa liderança no Mali”.

O ministro argelino do Interior, Dahou Ould Kablia, insistiu quarta-feira que Argel não iria negociar com os “terroristas”, depois de anunciar o ataque inicial contra um autocarro que transportava engenheiros para o aeroporto, no qual duas pessoas, incluindo um britânico, foram mortas.

Seis pessoas também ficaram feridas no ataque, incluindo outros dois britânicos, um norueguês, assim como um agente de segurança da Argélia e dois policiais.

Um grupo que se autodenomina “Signatários por Sangue” reivindicou a autoria do sequestro em um comunicado publicado no site mauritano Alakhbar.

O grupo é liderado pelo combatente islâmico veterano Mokhtar Belmokhtar, um ex-líder da Al-Qaeda no Magreb Islâmico (AQMI) que foi expulso do grupo no ano passado e que já foi acusado de sequestros e assassinatos anteriores tanto de argelinos quanto de estrangeiros.

“A Argélia foi escolhida para esta operação para ensinar (ao presidente Abdelaziz) Bouteflika que nunca vamos aceitar a humilhação da honra do povo argelino… ao abrir o espaço aéreo da Argélia para aviões franceses”, disse o grupo. Angola Press

Inaugurada a temporada de caça ao petróleo brasileiro

por Paulo Metri

Nos dias atuais, proliferam veículos, na mídia brasileira, que utilizam a desinformação. Como exemplo, surgem artigos, editoriais, notícias e entrevistas dizendo que as rodadas de leilão de áreas para produzir petróleo devem ser realizadas, a Petrobras não tem capacidade para explorar sozinha o Pré-Sal, devido a suas limitações financeira, gerencial e tecnológica e, para ajudar o Brasil a vencer esta dificuldade, as empresas petrolíferas estrangeiras precisam ser convidadas. Nestas mensagens, para atraí-las, é necessário que as concessões do Pré-Sal sejam firmadas sob as regras da lei 9.478, o que significa revogar no Congresso a lei 12.351, recém-aprovada, devolvendo o Pré-Sal à antiga lei 9.478.

A velocidade que o governo brasileiro impõe à exploração no setor de petróleo, com uma rodada de leilões por ano, de 1999 até 2008, é do interesse único das empresas estrangeiras, que não têm petróleo em seus países de origem, e dos países desenvolvidos, que precisam do petróleo para mover suas economias. Se não forçassem a Petrobras a ter que participar de tantos leilões, mais recursos sobrariam para os desenvolvimentos de campos e a autossuficiência estaria garantida há mais tempo. Por outro lado, em cada leilão que a Petrobras não participa e não ganha, há uma perda enorme para o país. Além disso, é preciso saber que, entre a declaração de comercialidade de um campo marítimo e o início da sua produção, são necessários em média cinco anos.

A Petrobras ser a operadora dos consórcios é primordial, pois quem compra bens e serviços para as fases de exploração, desenvolvimento e produção é a operadora. E, dentre as empresas que atuam no Brasil, só a Petrobras compra aqui. As empresas estrangeiras ganharam áreas para explorar petróleo desde 1999 e, até hoje, 14 anos depois, nenhuma delas comprou uma plataforma no Brasil. Os 30% são explicados porque nenhuma empresa consegue ser a operadora com menos de 30% de participação no consórcio.

Criar nova empresa estatal para gerir o programa, que também é motivo de crítica, é na verdade muito importante para, dentre outros objetivos, fiscalizar as contas de todos os consórcios.

Finalizando, os autores invariavelmente criticam o governo por procurar viabilizar uma exploração do Pré-Sal que visa satisfazer a sociedade. Neste momento, dizem que que governo tenta ressuscitar a ideologia nacionalista de outros tempos.

Aliás, seria bom reconhecermos que, graças ao nacionalismo, o Pré-Sal é nosso. Em primeiro lugar, porque o nacionalismo o descobriu. Em segundo lugar, porque foram visões nacionalistas de órgãos do governo brasileiro que lutaram para o estabelecimento da Zona Econômica Exclusiva de 200 milhas , onde se encontra mais de 90% do nosso Pré-Sal. E a conquistaram junto às Nações Unidas. Leia mais

O petróleo é dos brasileiros e eles têm o direito de usufruírem desta riqueza

por Silvio Sinedino
E não somos só nós contrários a licitações de blocos para exploração e produção de petróleo. Numerosas são as entidades da sociedade organizada que defendem um projeto de maior intervenção do estado brasileiro nas áreas estratégicas para o país, dentre elas o setor petróleo. Mobilizam-se contra os leilões de blocos exploratórios e em apoio à adoção de uma nova lei para o petróleo ainda melhor do que modelo de partilha de produção para o Pré-Sal. Como nós, defendem também, a ampliação da participação das empresas genuinamente nacionais no fornecimento de bens e equipamentos para o setor petróleo e não deixam de se pronunciar quando ressurgem os ataques sórdidos da mídia contra a mais valiosa de nossas estatais – a Petrobras.

Com grande apoio na mídia, ouve-se a mesma ladainha sobre a “incapacidade da Petrobras produzir o Pré-Sal”.
Assegurar volume de reservas para o Brasil é uma constante na história da Petrobras e ela não poderia deixar de testar o Pré-Sal, ao contrário de outras majors que estão sempre atentas à simples maximização dos lucros.

É bom relembrar que a Petrobras nos últimos anos não deixou de enfrentar os desafios de gestão e tecnológicos para alcançar maior eficiência nas unidades de produção marítima. Há cerca de um ano a empresa aprovou um novo modelo de “gestão por processo”, já implantado no E&P, dirigido dentre outros aspectos para superar recorrentes perdas médias diárias na produção, da ordem dos 100 mil barris por dia, devidas a problemas operacionais. No âmbito tecnológico, a Petrobras está testando no momento um novo sistema submarino de separação óleo/água, inédito no mundo, que reduzirá sobremaneira o tratamento de água nas unidades operacionais, um problema crônico com a maturidade da produção dos campos, que conduz à redução progressiva da razão óleo/água.

Há de se considerar, também, que as boas notícias vindas dos campos do Pré-Sal, muitos com vazão elevadas, vêm permitindo a incorporação rápida não só de reservas como de produção. E que até 2006, não havia Pré-Sal e não fosse a coragem de lançar-se ao desafio de correr risco o Brasil não estaria dispondo de 200 mil barris por dia vindos destes horizontes geológicos.

Preocupa-nos, senhores conselheiros, é a Petrobras andar para trás na ousadia em relação à exploração dos seus blocos de petróleo. Quem imagina descobrir e produzir petróleo sem submeter-se às vicissitudes da natureza deve escolher outro negócio. Não é a toa que seus principais executivos sabem que “bloco exploratório caro é bloco perdido”, ou ainda, “blocos ainda mais caros são aqueles devolvidos sem que se explorem ao extremo as diferentes alternativas de interpretação geológica”.

O domínio de reservas de petróleo e sua exploração e produção, além de motivar enormes interesses, incluindo até opções militares, exige a disposição de correr riscos. É esta chama que mobiliza a criatividade de geólogos, engenheiros, da academia e indústria em qualquer região do mundo, mormente quando está em jogo a soberania energética de um país.

Foi assim no Brasil, que em meio século tornou-se autossuficiente em petróleo em face da correta decisão do Presidente Getúlio Vargas de criar uma estatal para fazer frente a este desafio após a memorável Campanha “O Petróleo é nosso!”.

O Pré-Sal, criou as condições básicas para ampliar a participação do Estado Brasileiro no controle do ritmo da produção e na renda gerada por este bem energético estratégico para as sociedades modernas. Estabeleceu o compromisso da que esta produção de petróleo se fará em sintonia com a expansão industrial brasileira. Mostrou o caminho para a capitalização da Petrobras dando a ela o papel de operadora única nas atividades de exploração e produção e criou um fundo para utilizar as receitas geradas pelo petróleo para superar as mazelas sociais históricas da nossa sociedade.

Além do Pré-Sal, a Petrobras fez importantes descobertas de petróleo recentes em águas profundas em Sergipe e no Ceará. Em contrapartida, quase nada significativo foi anunciado por concorrentes e, onde descobriram, não raros estavam associadas à Petrobras. Assim, como demonstraram os resultados dos Contratos de Risco na década de setenta, é um equívoco ancorar nosso futuro energético na disposição ao risco de empresas privadas, em especial as majors, atuando no Brasil sob regime de concessão. Aliás a área do pré-sal estava nos contratos de risco e elas não investiram na sua exploração.

A Petrobras tem totais condições de atender às demandas energéticas do Brasil nos próximos decênios. Naturalmente, cumprirá melhor esta tarefa se puder atuar sem estar a todo o momento submetida a torpes instrumentos de pressão e ameaças. A reativação da Quarta Frota norteamericana após a descoberta da Pré-Sal explicita bem estas pressões.

Uma ação essencial é promover uma ampliação do contrato de Cessão Onerosa entre a Petrobras e a União. Mesmo com poucos poços perfurados em comum acordo com a ANP, a competência técnica dos brasileiros foi capaz de comprovar em menos de dois anos volumes superiores aos 5 bilhões de barris inicialmente contratados de petróleo em Franco, e outras áreas menores, além de Libra que após perfurado, foi excluído da Cessão Onerosa. Será enorme equívoco a não incorporação destas novas reservas prováveis identificadas com o avanço da exploração nas áreas envolvidas na Cessão Onerosa. Aliás, é mais uma forma, legal, de capitalizar a Petrobras, além de ampliar a participação acionária do governo brasileiro na empresa.

É nobre registrar senhores conselheiros que o Governo brasileiro tem tido a correta sensibilidade de capitalizar os bancos oficiais e fazer com que eles cumpram o papel preponderante de baixar as taxas de juros a níveis civilizados. A utilização do instrumento da Cessão Onerosa é o ideal para fazer o mesmo com a Petrobras, a grande locomotiva do desenvolvimento industrial, tecnológico e de emprego de qualidade, mormente dispondo da escala oferecida pelo Pré-Sal.

Não poderia terminar esta análise, que deixo protocolado junto à este CA, sem tocar na questão do refino. Foi absolutamente correta a decisão de construir novas refinarias e as carências estão mais do que evidentes hoje com as enorme importações de derivados que Petrobras se vê obrigada a fazer. Não há como retroceder neste caminho e a Petrobras precisa de todo o apoio do Governo Federal para resolver eventuais pendência políticas, sociais e ambientais que dificultem a construção das novas refinarias. Mais do que uma questão exclusivamente econômica, está em jogo nossa autossuficiência em derivados, em meio a um cenário mundial complexo quanto à oferta destes produtos.

Entendemos que não será por meio da equalização dos preços dos derivados no Brasil ao nível do mercado internacional que estaremos resolvendo eventuais desequilíbrios no caixa da Petrobras. Esta reivindicação faz parte do ideário das multinacionais, de modo a poderem trazer seus derivados para disputarem nosso mercado. O petróleo é dos brasileiros e eles têm o direito de usufruírem desta riqueza com preços dos derivados mais baratos, sem que isto comprometa a Petrobras.

A nosso ver, se a política do Governo Federal é subsidiar os setores automotivos multinacionais com isenções de IPI e crédito farto do BNDES, este mesmo governo tem a imperiosa missão de não fazer com que a Petrobras seja a única penalizada em seu orçamento. Ademais, abrir novas rodadas de licitações de blocos exploratório com a Petrobras descapitalizada soa a mais um dos muitos expedientes tramados para fazê-la figurante frente os anseios dos concorrentes.

Nacionalismo e globalização. YPF é da Argentina. Sempre foi

Quais jornais brasileiros promovem o nacionalismo?

Ou propagam o patriotismo.?

Cantamos no nosso Hino:

“TERRA ADORADA,
ENTRE OUTRAS MIL,
ÉS TU, BRASIL,
Ó PÁTRIA AMADA!”.

Reclamam que tal amor é breguice e piegas. Que qualquer sentimento de brasilidade deve ser superado pela globalização. Quando o mundo permanece dividido por blocos militares e econômicos e religiosos e culturais. E repleto de guerras e guerrilhas.

Importante que o nacionalismo volta a ser discutido na América do Sul. Notadamente na Argentina, no Equador, na Bolívia e na Venezuela, contra a propaganda e a censura dos quintas-colunas dos meios de comunicação de massa.

Página 12, da Argentina, historia:

Se ha puesto de moda un discurso sobre la repugnancia que les produce el nacionalismo a algunos políticos, intelectuales y opinadores.

La dominación cultural, que es una forma de alienación, se produce cuando en esas relaciones de poder uno de los antagonistas consigue bloquear o desfigurar esa mirada sobre lo que somos y lo que queremos ser, una mirada que constituye el intento de consolidar una identidad desde la cual sea posible relacionarse sin alienarse. En cambio, el sometido quiere mejorar pareciéndose al que lo somete y, por lo tanto, considera una ofensa cuando se cuestiona esa preeminencia.

Cuando los países tratan de consolidar su identidad expresan esas formas de nacionalismo. Pero es un nacionalismo que va a facilitar su incorporación al resto del mundo. No se trata de un nacionalismo aislacionista, sino todo lo contrario, es un nacionalismo integrador. Si sabemos quiénes somos, sabemos quiénes son nuestros iguales o con quiénes tenemos coincidencias o compartimos historias y necesidades y nos relacionamos más con ellos y desde esa comunión o comunidad podemos también relacionarnos con los demás.

La dominación cultural en la Argentina se expresó en dos vertientes o en dos formas de verse a sí mismo. Una de ellas, la más conocida y la más cuestionada, la más obvia forma de aceptar esa alienación por parte de muchos argentinos, fue despreciar lo propio al punto que cualquier cosa que viniera de fuera siempre sería mejor. Pero la otra vertiente muchas veces es confundida con el verdadero nacionalismo y es aquella que toma aspectos secundarios de la identidad para expresar superioridades excelsas y estúpidas y contraponerlas con las reivindicaciones del verdadero interés nacional. Esta concepción fue desarrollada sobre todo entre los militares que eran supuestamente nacionalistas, pero ponían ministros de Economía liberales y corrían a palos a los movimientos sociales. A ellos les gustaba la bandera y la Iglesia, pero no su propia gente.

La Presidenta expresó su deseo de que esos grandes medios dejen de imponer su agenda a la oposición política. El rol de los grandes medios ejerce una fuerza distorsionante sobre la democracia. La principal distorsión es que desde esos grandes medios se autodesignan como la voz de la democracia y lo que expresan en este momento es la voz de la corporación que conforman. La voz de una corporación no puede ser la voz de la democracia. En esa confusión enredan a políticos, intelectuales y periodistas que en este último caso son más responsables aún. De todos modos, se pueden quedar tranquilos porque el festival nacionalista de cruz, bandera y barra brava no existe más que en su imaginación. Lo que hay es un reclamo de soberanía, respaldado por toda la oposición, sobre una situación colonial británica en Malvinas y la renacionalización de YPF que tuvo el respaldo de más del 80 por ciento del Congreso. No hay cura, bandera ni gresca futbolera, sino la defensa del interés nacional en un contexto democrático, lo que tendría que ser una buena noticia y no motivo de lamento.

(Transcrevi trechos)