A polícia de Sérgio Cabral sempre contra o povo

████████████████ Em diversas ocupações temos presenciado um modus operandi da policia militar no sentido de proibir a entrada de alimentos para os manifestantes. O caso mais recente aconteceu (está acontecendo) na ocupação da Aldeia Maracanã, no Rio de Janeiro.

Em primeiro lugar, é importante termos em mente que no âmbito do Direito Internacional, privar civis de comida e água é uma violação da Convenção de Genebra. Mesmo em tempos de guerra qualquer exército que tome o controle de um local deve providenciar comida para seus habitantes.

Mas trazendo a questão para a nossa realidade, pode a policia militar privar manifestantes de alimentos e água, colocando-os involuntariamente em uma greve de fome?

Qualquer privação de um direito ou necessidade básica, desde o acesso a saúde até a liberdade de expressão, constituem em uma violação do princípio da dignidade humana, e portanto, um atentado a um dos fundamentos da nossa Constituição.

Fechar o cerco e proibir a entrada de alimentos pode ser encarado inclusive como lesão corporal, tendo em vista que ofende a saúde dos manifestantes. Além de abuso de autoridade, uma vez que, igualmente, é uma agressão a incolumidade física do indivíduo.

Não existe previsão legal que autorize a policia militar a proibir o ingresso de suprimentos aos ativistas, portanto, em caso de descumprimento não há o que se falar em crime de desobediência. Transportar os alimentos através de uma tirolesa ou simplesmente arremessa-los para dentro da ocupação não violará nenhuma norma ou princípio moral, pelo contrário.

Movimentos sociais colocados em prática por meio de ocupações não devem ser tratados como zonas de guerra, até porque, nem zonas de guerra podem ser tratadas (teoricamente) de tal maneira. Mas o que esperar de uma policia militar, né?

Advogados Ativistas

Crédito foto – NINJA

 

Alimentação

A prisioneira de Putin e da igreja cristã da Rússia

Na Rússia, parece que o pastor Marcos Feliciano é o chefe da Igreja Ortodoxa. E a polícia de Putin – ele foi da KGB – continua a mesma dos tempos da União Soviética. Isto é, a polícia e a justiça. Assim fica explicada a greve de fome de Nadezhda Tolokonnikova (foto).

Nadezhda Tolokonnikova

Pussy Riot em greve de fome: “As prisioneiras da colónia nº 14 têm medo das próprias sombras”

por Ana Dias Cordeiro

Nadezhda Tolokonnikova, uma das duas Pussy Riot ainda presas, entrou em greve de fome. “É um método extremo” mas “a única forma de sair da situação em que me encontro”, escreve numa carta aberta em que detalhadamente denuncia as condições desumanas da colónia prisional da Mordóvia, para onde foi transferida no Outono passado. Uma situação também ela extrema, diz, perante a violência infligida a si e às outras prisioneiras, ainda mais indefesas por não serem, como ela, um foco da atenção do público.

Em Agosto de 2012, as três Pussy Riot foram consideradas culpadas da acusação de hooliganismo e incitamento ao ódio religioso, por terem cantado, uma “oração punk” na Catedral do Cristo Salvador, em Moscovo, na qual criticavam a Igreja Ortodoxa russa e Vladimir Putin. Nadezhda Tolokonnikova foi então condenada a dois anos de prisão, juntamente com Maria Aliokhina e Iekaterina Samutsevich, entretanto libertada.

Cristo Salvador

Dentro da colónia penal nº 14, “o silêncio é imposto” pelo terror, diz nesta carta aberta publicada no jornal britânico The Guardian. As prisioneiras “têm medo das próprias sombras, vivem aterrorizadas”. Não se ouvem queixas. Ou pelo menos, as queixas não atravessam os muros da prisão. Entrar em greve de fome era “a única forma” de se fazer ouvir.

“A administração da colónia prisional recusa ouvir-me”, expõe. “E eu recuso baixar os braços. Não ficarei em silêncio, resignada a ver colegas da prisão a desfalecer sob a pressão de condições de escravatura. Exijo que sejamos tratadas como seres humanos.”

Nadezhda Tolokonnikova lembra que chegou aqui há um ano, vinda do centro de detenção de Moscovo, onde a colónia prisional nº14 já era tristemente célebre por dela se dizer: “Quem nunca cumpriu pena no campo da Mordóvia, simplesmente não cumpriu pena.”

Putin nos tempos da KGB
Putin nos tempos da KGB

Violações flagrantes

Nada parecia, pois, comparar-se a este lugar, onde “os níveis de segurança [prisional] são os mais altos, os dias de trabalho mais longos e as violações de direitos humanos mais flagrantes.” Na colónia penal nº14, “ninguém ousa desobedecer”, onde o trabalho forçado ocupa dois terços das horas do dia, se dorme quatro horas e se tem uma folga a cada mês e meio. Aqui onde as mulheres podem ser espancadas por tudo e por nada – quando, por exemplo, não conseguem cumprir o nível irrealista de produção diária exigido na fábrica de uniformes da polícia onde Nadezhda Tolokonnikova trabalha. O corpo desfalece perante a brutalidade e, quando os sinais de doença surgem, as súplicas são atendidas sim, mas com humilhação e insultos.

Uma prisioneira de 50 anos, que sofria de tensão alta e se sentia mal, pediu um dia para terminar o turno mais cedo e dormir uma noite completa de oito horas, conta Tolokonnikova. Em vez disso, foi insultada e acusada de ser “parasita”. Noutro caso, uma mulher cigana foi espancada até à morte, há um ano. “A administração encobriu a morte [declarada na unidade médica da prisão]: a causa oficial foi uma trombose.”

 

Forçar à submissão
Algumas prisioneiras são instrumentalizadas pelos responsáveis. A mando destes ou com o seu consentimento, são elas que agridem as colegas que ficam abaixo das quotas exigidas num dia de trabalho de 16 ou 17 horas.

Os maus tratos são “um método conveniente” para a administração “forçar as prisioneiras à submissão total perante os sistemáticos abusos de direitos humanos”, continua a activista, antes de descrever a “atmosfera ameaçadora, de ansiedade que invade a [sua] área de trabalho”. E os casos de mulheres que, derrotadas pela falta de sono, “pela interminável luta de cumprir quotas de trabalho desumanas”, ficam à beira do esgotamento e se agridem mutuamente, pelas mais pequenas coisas do dia-a-dia ou, fora de controlo, se autoflagelam.

Nadezhda Tolokonnikova lembra-se de ter sido acolhida pelo chefe-adjunto da colónia, tenente-coronel Kupriyanov, que é na realidade, quem administra a prisão: “Devia saber que, no que diz respeito à política, sou um estalinista”, disse-lhe já depois de pressionada a “confessar a culpa”. E quando ela respondeu que apenas trabalharia o previsto no código laboral, oito horas por dia, o outro responsável da administração, coronel Kulagin, prontificou-se a esclarecer que na colónia, a regra era outra. “A nossa força de vontade é maior do que a tua.”

 

Violações “intermináveis”
O desrespeito pelos direitos e necessidades básicas – como o repouso, a alimentação ou a higiene – são “intermináveis”, escreve Tolokonnikova. “As condições de vida e de higiene do campo são calculadas para as prisioneiras se sentirem como um animal imundo e sem direitos”, denuncia ao mesmo tempo que relata momentos em que a sua unidade perdeu o direito a um banho durante duas ou três semanas.

“A administração força as pessoas ao silêncio”, diz Tolokonnikova. “Todos os outros problemas derivam deste. A administração sente-se intocável.” A activista diz que não compreendia por que toda a gente ficava em silêncio. Até ao dia em que ela própria se deparou “com uma avalancha de obstáculos que se abate sobre quem decide falar”. E continua: “As queixas simplesmente não saem da prisão”, diz sem especificar como conseguiu publicar esta carta.

Uma revolta é, porém, impensável. “Ninguém ousa desobedecer.” A uma exposição, pedido ou queixa por escrito, como fez Tolokonnikova, através do seu advogado, a solicitar o respeito dos direitos humanos das prisioneiras, a administração prisional sobe o nível de ameaça e opressão. Em resposta pela acção individual da activista, aplica o castigo colectivo que inibe, paralisa.

 

O efeito do castigo colectivo
“É possível tolerar qualquer coisa desde que nos afecte a nós apenas. Mas o método do castigo colectivo é maior do que isso. Significa que toda a unidade ou mesmo toda a colónia é submetida ao mesmo castigo. Isto inclui, pessoas a quem entretanto nos ligamos”, escreve, dando exemplos de amigas que sofreram represálias pelas queixas expressas pela activista. Uma viu recusada a passagem a liberdade condicional por que tinha lutado durante sete anos. Outra foi “atirada” para a unidade de espancamentos diários. O tenente-coronel Kupriyanov teve o cuidado de dizer a Tolokonnikova que tudo isto acontecia por causa dela. Nesse momento, ela decidiu parar: “Pus fim ao processo de interpor queixas.”

Agora, lembra que depois de uma dessas queixas, a vida na “unidade e brigada de trabalho” se tornou “impossível”. Desde então, “a pressão não tem parado de aumentar”. “Por isso”, conclui, “a partir do dia 23 de Setembro, inicio esta greve de fome e recuso participar no trabalho escravo na colónia. E assim me manterei até ao dia em que a administração decida cumprir a lei e pare de tratar as prisioneiras como gado”. Até “sermos tratadas como seres humanos”.

 

PARAGUAY. Nueve trabajadores del transporte se crucificaron al ser despedidos

Nueve trabajadores paraguayos del sector del transporte, atados a grandes cruces de madera, radicalizaron su protesta por despido injustificado de una empresa privada e iniciaron, además, una huelga de hambre y sed.

 

crucificação

Los choferes de la Línea 30 de transporte urbano plantean hace casi un mes la demanda de retorno a sus puestos de trabajo y libertad para el funcionamiento sindical, respeto a las ocho horas de labor diarias y al derecho a bonificaciones, apoyados por grupos de sus compañeros.

Ante la intransigencia de la empresa, los despedidos, encabezados por Juan Villalba, secretario de la Federación de Trabajadores del Transporte, y su esposa, se clavaron por las manos a las cruces como extrema señal de protesta, reseñó Prensa Latina.

Un nuevo intento de negociación con la empresa fracasó el pasado viernes en presencia de las autoridades del Ministerio de Trabajo, que se declararon impotentes para imponer una solución debido al respaldo dado por las leyes al derecho patronal a los despidos.

Ante la imposibilidad de acuerdos y después de un choque con la policía de grupos de trabajadores del mismo centro que los respaldan, los crucificados permanecen frente a la mencionada Línea 30 en señal de protesta.

Familiares, médicos y representantes de organizaciones sociales advirtieron del peligro que corre la vida de los nueve crucificados al agregar a su suerte de calvario la no ingestión de alimentos ni agua.

Villalba reclamó la intervención de las más altas autoridades del gobierno en el caso al reiterar que el despido realizado por la empresa es totalmente ilegal.

DESPIDOS EN SALUD

Por otra parte, el ministro de Salud, Antonio Barrios, anunció hoy el despido de 400 trabajadores de la sede central de ese organismo y agregó que habrá todavía más cesantías en el sector, especialmente de los empleados contratados.

Barrios añadió que 95 por ciento de los afectados por esta medida pertenecen al personal administrativo y alegó como razones para tal decisión la falta de fondos para pagar salarios. (Télam)

Murió Margaret Thatcher, una brutal guerrera de la clase dominante

MT 3

Socialist Worker

Quienes recuerdan lo que Thatcher hizo a los mineros (y a muchas otras comunidades de la clase trabajadora) preferirán inmortalizarla como el poeta Shelley inmortalizó a otro político conservador, Lord Castlereagh, después de la masacre de Peterloo en 1819: “Encontré el asesinato en el camino/ tenía una máscara como Castlereagh”.

Y es que a lo que se dedicaba Tatcher era al asesinato. A veces el asesinato era metafórico (de industrias y comunidades). Con todo, destruyó vidas humanas.

Otras veces el asesinato era real. Supervisó la guerra sucia que se estaba desarrollando entonces en Irlanda. La crueldad de Tatcher también se hizo manifiesta cuando condenó a los huelguistas de hambre irlandeses a la muerte en vez de concederles el reconocimiento como presos políticos por el que estaban luchando.

Los 907 miembros del personal militar argentino y británico muertos en las Islas Malvinas en 1982 no habrían muerto si Thatcher no hubiera decidido retomar por la fuerza una absurda anomalía colonial. Su legado fue que continuara la posesión británica de las Malvinas, lo que sigue envenenando las relaciones con Argentina.

Thatcher se regodeaba con la guerra. Cuando finalmente su gobierno decidió prescindir de ella en noviembre de 1990, suplicó permanecer como primera ministra hasta que terminara la guerra que estaba por llegar contra el Iraq de Saddam Huseín.

Aunque fue moralmente despreciable, probablemente Thatcher podía afirmar que fue la última dirigente británica de importancia histórica mundial. Asumió el cargo en mayo de 1979 en una coyuntura histórica crítica.

En aquella década la economía mundial estaba entrando en su segunda gran recesión, prueba de que el largo periodo de bonanza de las décadas de 1950 y 1960 había más que acabado. Por debajo de la crisis económica hubo un brusco descenso de la tasa de beneficio sobre el capital en comparación con los años del último periodo de bonanza.

Recuperar la rentabilidad exigía forzar la tasa de explotación de los trabajadores. Pero, particularmente en Gran Bretaña, la clase dirigente estaba atrapada entre la espada y la pared. Se enfrentaba a una clase trabajadora bien organizada y combativa que durante el periodo de bonanza había construido en los centros de trabajo una poderosa estructura organizativa de base.

El movimiento de los trabajadores británicos, dirigido por los mineros y estibadores, había acabado con el predecesor conservador de Thatcher, Ted Heath, entre 1972 y 1974. La gran revuelta por el jornal de 1978-1979, el “invierno del descontento” que destruyó el Contrato Social introducido por los laboristas después de Heath, mostró la persistente fuerza de este movimiento.

Antes de que Thatcher ganara las elecciones generales de 1979, ya se había calificado a sí misma de “Dama de Hierro” para representar una forma de hacer política de la clase dirigente mucho más dura y combativa de lo que se había vuelto común en los años del periodo de bonanza. Desenterró las ortodoxias del libre mercado que habían sido enterradas con la Gran Depresión de la década de 1930.

Más que cualquier otro prominente político capitalista Thatcher promovió lo que pronto se conocería como el neoliberalismo. Pronto tuvo un aliado inmensamente poderoso en el nuevo presidente republicano de derecha de Estados Unidos, Ronald Reagan.

Pero Reagan se enfrentaba a un movimiento de los trabajadores menos poderoso y en la época en la que asumió la presidencia en enero de 1981 se pudo beneficiar del impacto de la brutal recesión impuesta por Paul Volcker, director de la Reserva Federal estadounidense, en octubre de 1979.

A Thatcher y a sus aduladores les gustaba elogiar su valor. De hecho, particularmente en sus primeros años en Downing Street, fue cautelosa y a menudo hizo todo lo posible para evitar confrontaciones prematuras que pudieran provocar una respuesta demasiado poderosa de la clase trabajadora.

Gozó de una enorme ventaja que heredó de sus predecesores, el primer ministro laborista Harold Wilson y después de él, Jim Callaghan. El Contrato Social finalmente falló, pero consiguió integrar a una cada vez más burocratizada capa de prominentes representantes sindicales para colaborar en la administración y el Estado.

Esto significó, por ejemplo, que los jefes de la gigante empresa del automóvil British Leyland podían actuar en contra de uno de los más poderosos de estos representantes. Derek Robinson, el enlace sindical de la fábrica Longbridge en Birmingham, se encontró apartado del taller y se consiguió discriminarle.

También significó que a menudo el sectarismo falsificó la solidaridad. Esto hizo que para Thatcher fuera más fácil aislar la épica huelga de mineros de 1984-1985.

Pero también tuvo suerte. Si los armeros argentinos hubieran colocado las espoletas adecuadas en sus bombas, la mayoría de los barcos de guerra británicos habrían acabado en el fondo del Atlántico sur y Thatcher habría tenido que dimitir en medio de la ignominia.

También fue afortunada con sus enemigos, lo cual fue cierto respecto a sus oponentes laboristas: primero Michael Foot y después Neil Kinnock ocultaron una política cada vez más de derecha detrás de un globo de aire caliente de retórica.

Por encima de todo esto fue cierto respeto a los dirigentes sindicales que para su eterna vergüenza permitieron que los hombres y mujeres de las comunidades mineras lucharan solos durante un año. Escuadrones militarizados de policía ocuparon pueblos mineros y los compinches de Thatcher organizaron un sindicato esquirol a medida que la desesperación y las privaciones minaban la voluntad de lucha de los mineros.

Pero hubo momentos en los que se la podría haber derrotado, sobre todo en julio de 1984, cuando una operación organizada de esquiroles provocó una huelga nacional de estibadores y también ese mismo otoño cuando los sustitutos de los mineros (supervisores) amenazaron con abandonar el trabajo. En ambas ocasiones la burocracia sindical acudió a rescatarla.

En el periodo subsiguiente a su victoria Thatcher trató de radicalizar sus intentos de remodelar Gran Bretaña para el individualismo posesivo del mercado. Para finales de la década de 1980 ella y su ministro de Hacienda Nigel Lawson habían maquinado la primera bonanza creada por la burbuja financiera de la era neoliberal.

Pero al final Thatcher intentó hacer demasiado. Jactanciosamente en 1989-1990 impuso el impuesto de capitación [poll tax] por el cual todo el mundo, fueran millonarios o indigentes, tenía que pagar la misma cantidad [de impuestos] para financiar el gobierno local.

Llegó una explosión social caída del cielo, los mayores disturbios que había visto Londres desde la década de 1930 y un movimiento de masas de 14 millones de personas que se negaban a pagar ese impuesto. Finalmente, el instinto de supervivencia obligó a los conservadores a echar a Thatcher de su búnker y a abolir el impuesto.

Esta es la lección más importante del mandato de Thatcher. Por suerte ha muerto cuando está entrado en vigor un ataque aún mayor al estado de bienestar que cualquiera de los que ella preparó.

La mejor forma de venganza de clase de Thatcher sería crear un movimiento social aún mayor para acabar con el gobierno de coalición y sepultar todo lo que ella levantó aún más profundamente que el ataúd en el que va a yacer.

Traducido del inglés para Rebelión por Beatriz Morales Bastos

Telefónica ignora a sus empleados en huelga de hambre

 

 

Cuatro días después de iniciar una huelga de hambre para conseguir la readmisión de un compañero despedido injustamente de Telefónica, el cansancio empieza a hacer mella entre los trabajadores. Los médicos les han aconsejado que reduzcan el ritmo de actividad, ya que desde entonces no han dejado de recibir visitas. La empresa, sin embargo, se niega a establecer ningún tipo de diálogo y considera el despido de Marcos Andrés Armenteros una cuestión cerrada.Marcos fue despedido en febrero de 2011 después de estar de baja médica justificada. Tras el recurso que presentó en los tribunales, dos sentencias le dieron la razón. La primera catalogó el despido de “nulo” al considerar que había habido persecución sindical –ante la perspectiva de un ERE que ha afectado a 6.500 trabajadores, Marcos se presentó a las elecciones sindicales-, la segunda, del Tribunal Superior de Justicia de Cataluña, que cambió la tipificación a “improcedente”, con lo que abría la puerta a Telefónica a decidir si lo readmitía o no.

Según los trabajadores, el despido de Marcos fue una medida de presión de la empresa para crear “un clima de miedo” ante las elecciones sindicales, la negociación del convenio y la aprobación del ERE. El pasado lunes, cinco de sus compañeros en la empresa comenzaron con él una huelga de hambre para exigir su readmisión.

 

 

Turquia. Más de 600 prisioneros políticos kurdos llevan 55 días en huelga de hambre

Traducido del inglés para Rebelión por Germán Leyens

Cuando leáis este artículo, los prisioneros políticos kurdos en Turquía llegarán a más de 50 días de una huelga de hambre que continuará indefinidamente hasta que logren sus dos demandas básicas. Son días críticos en una huelga de hambre sin límite de tiempo, ya que los prisioneros podrían verse expuestos a algunos daños físicos y psicológicos permanentes. Por otra parte, otros cientos de prisioneros políticos kurdos participarán en la huelga de hambre en grupos. Mientras la huelga continúa en unas diez prisiones, leemos en un medio alternativo que a algunos huelguistas los ubican en confinamiento solitario y les niegan la vitamina B1, muy importante para preservar su salud. Además, el gobierno turco, en violación de la Declaración de Malta sobre Huelgas de Hambre (2006), todavía no ha autorizado un examen independiente de la situación sanitaria de los huelguistas de hambre por parte de la Asociación de Médicos Turcos. Mientras tanto, los kurdos están realizando reuniones, protestas, declaraciones de prensa y huelgas de hambre para apoyar las demandas de los prisioneros políticos, especialmente en la parte kurda del sudeste del país. Cuentan con la ayuda de organizaciones de derechos humanos, partidos socialistas aliados con el movimiento político kurdo y ONG progresistas.

¿Cuáles son las demandas de los prisioneros políticos kurdos y cuáles fueron los eventos que los condujeron a hacer una huelga de hambre indefinida? Leia a resposta

Vídeo 

Estudantes numa acção de solidariedade para com vários prisioneiros kurdos em greve de fome

Colombia. COMUNICADO DE ESTUDIANTES EN HUELGA DE HAMBRE DE LA UNIVERSIDAD DE CUNDINAMARCA, SEDE FUSAGASUGÁ

 

Ser estudiante significa hacer un compromiso irrenunciable con el país y la alma mater, y más como Estudiante de Universidad Pública; significa conocer la situación nacional, regional, local y actuar por ella; significa ante todo, estar siempre con la voluntad firme y listos para la acción transformadora que requiera nuestro contexto, de manera que se construya una Universidad y un país por nosotros, de nosotros y para nosotros: el pueblo.

Somos estudiantes de la Universidad de Cundinamarca, sede Fusagasugá, somos voceros en las denuncias y peticiones que se hacen para corregir los yerros que en los últimos años se vienen cometiendo por parte de las directivas de la Universidad, como son: la mayoría de profesores son contratados por cuatro meses en cada período académico; los profesores de carrera son cada semestre menos y no se nombran sus remplazos; se vienen nombrando funcionarios que no fortalecen la academia; el número de semanas se recortó por motivos sólo económicos (no se ha expuesto lo contrario); se modifica el plan de estudios con recorte en la intensidad horaria, en los contenidos y más elementos sin consulta de estudiantes y sin un debate o estudio que aclare por qué; la administración está centralizada en Fusagasugá poniendo trabas y dificultades al desarrollo de las otras sedes y extensiones; se carecen de laboratorios, libros –actualizados y en número suficiente-, ayudas educativas; los salones están en mal estado. Todos estos problemas han llevado a la Universidad de Cundinamarca a una situación crítica que pone en peligro su continuidad como institución de Educación Superior.

Hay distintas maneras de acción estudiantil, que no ignoramos, y cuya base es nuestra experiencia; no obstante, si aún continuamos resistiendo, es porque no hemos conseguido una victoria mayor y porque siguen las distintas situaciones indignantes. Así, coherentes con la transformación que necesitamos con urgencia, es necesario actuar de manera definitiva, por ello entraremos en HUELGA DE HAMBRE desde el día lunes 10 de septiembre, sin alterar la normalidad académica, por respeto al derecho que ustedes tienen como estudiantes y docentes de desarrollar su plan de estudios. Asimismo, esperamos que nos apoyen abriendo espacios para debatir y construir la verdadera Universidad de Cundinamarca que merecemos y necesitamos.

Por todo lo anterior, hemos decidido tomar esta vía y somos inamovibles en nuestros ánimos de transformar esta indignante realidad, por lo tanto, la HUELGA DE HAMBRE no se levantará hasta obtener verdaderos resultados y compromisos de las partes, sin las mentiras que adoquinan el pasado de la Universidad de Cundinamarca.

La mayoría de los estudiantes de la Universidad de Cundinamarca somos estudiantes de a pie, estudiantes con dificultades, de las que es culpable este sistema: matrículas elevadas, contratación ilegitima y tercerización docente. Nosotros podemos padecer hambre, pero, también tenemos el sueño por una Universidad digna.

Ponemos en riesgo nuestra integridad física y de aquí no nos movemos. Esperamos su apoyo, disculpen las molestias, pero esta es una revolución del pensamiento.

Esperamos la solidaridad y presencia estudiantil, docente, sindical, administrativa, obrera, campesina, de medios de comunicación, padres de familia y de la conciencia y aporte de tod@s nosotr@s, humanos fraternos y solidarios, siempre con el horizonte fijo de transformar nuestro entorno a partir de unas exigencias que apunten, de manera medular, al cambio.

Nuestras solicitudes, compañeras y compañeros, son:

1. Estratificación socio-económica en el pago de la matricula, abonando camino hacia la gratuidad de la educación.
2. Un semestre académico de diecinueve (19) semanas de clases para un verdadero proceso académico.
3. Modificar la misión y visión de Bienestar Universitario, materializarlo en la calidad del proceso de selección de estudiantes beneficiarios, que permita modificar la intensidad horaria en las monitorías de los estudiantes que han recibido “beneficio” socio-económico por parte de la Universidad.
4. Garantías institucionales que garanticen pasantías de calidad.
5. Vinculación de docentes de planta o carrera suficientes para garantizar la investigación, la extensión y la calidad educativa universitaria y con mejores condiciones laborales.
6. Eliminación de la nómina paralela administrativa y vinculación de estas personas de acuerdo con la carrera administrativa.
7. Rendición de cuentas por la no acreditación de programas. Explicar por qué no tenemos programas de alta calidad. Aplicar todos los correctivos necesarios para que los culpables respondan por el mal que han hecho.

 

Assentados começam greve de fome no RS

No segundo dia de mobilizações em São Gabriel (RS), dez assentados da região inciaram ontem uma greve de fome, por tempo indeterminado, até que os governos Federal e do Estado retomem as negociações para atender uma pauta de reivindicações antiga e urgente.

Há mais de três anos assentados na região, muitos agricultores ainda não têm os limites dos lotes demarcados, não têm água encanada nem eletricidade. Alguns permanecem sem casa, muitas crianças precisam caminhar quilômetros (em alguns casos 10km) até a parada do ônibus que leva à escola. Também não acessaram recursos para poder plantar.

Assista ao vídeo com os assentados, que fazem greve de fome no centro da cidade, em frente a agência do Banrisul

Colombia. Más de 500 prisioneros políticos secundan la huelga de hambre para exigir que una Comisión de Verificación visite las cárceles

Según el Gobierno, “no existen” presos políticos: son más de 8.000 personas

La Fundación Lazos de Dignidad (FLD) comunica a la Comunidad Nacional e Internacional que 554 Prisioneros Políticos en Colombia cumplen 24 horas en HUELGA DE HAMBRE sin que sus peticiones hayan sido resueltas.

HECHOS

1. El 19 de marzo de 2012, Prisioneras y Prisioneros Políticos informaron a la FLD que iniciarían una JORNADA NACIONAL DE HUELGA DE HAMBRE en 11 reclusiones colombianas a partir del día 20 de marzo, en exigencia de la autorización de ingreso de la Comisión Internacional de Observación de la Situación de Derechos Humanos y de las y los Prisioneros Políticos a las prisiones Colombianas .

2. El 20 de marzo de 2012, desde tempranas horas de la mañana, 554 PRISIONEROS POLÍTICOS iniciaron la JORNADA NACIONAL DE HUELGA DE HAMBRE, en las siguiente reclusiones:

Penitenciaria de Alta Seguridad de Combita – 196
Penitenciaria de Mediana Seguridad El Barne – 60
Establecimiento Penitenciario La Picota de Bogotá – 15
ERON Picota de Bogotá – 3
Penitenciaria de Palmira – 64
Penitenciaria de Alta Seguridad de Girón – 170
Penitenciaria de Alta Seguridad de La Dorada – 20
Cárcel de Quibdó – 16

3. Hoy, marzo 21, luego de haberse cumplido 24 horas de desarrollo de la JORNADA NACIONAL DE HUELGA DE HAMBRE, el gobierno nacional no ha resuelto las peticiones de los huelguistas.

CONTEXTO

El Comité de Derechos Humanos de las Naciones Unidas expresó en su 99o período de sesiones en Ginebra que observaba con preocupación la alta incidencia de hacinamiento, y las quejas de tortura y otros tratos o penas crueles, inhumanas o degradantes dentro de los centros penitenciarios y en lugares de detención temporal en Colombia. Según las últimas cifras de población carcelaria, en 2011 ingresaron a los penales del país 55.112 reclusos, lo que indica un aumentó del 40% en la población carcelaria, que –según el Instituto Nacional Penitenciario y Carcelario (INPEC)- obedece a que fue mayor el número de ingresos al número de salidas (ingresaron 55.112 reclusos, mientras que 19.231 personas recuperaron su libertad), lo que genera un preocupante hacinamiento en las cárceles colombianas, que para este año se sitúa en 30,5% .

Los sitios de reclusión en Colombia están inmersos en una situación de graves y sistemáticas violaciones a los Derechos Humanos de las personas privadas de la libertad, calificado desde el año 1998 por la Corte Constitucional como un “estado de cosas inconstitucionales” (Sentencia T-153/98), el cual a pesar de haber transcurrido mas de 13 años se mantiene vigente, sin que se asuman planes o políticas publicas que profundicen el análisis de cada una de las situaciones violatorias evidenciadas y solucionen de manera efectiva dicha crisis.

En este contexto se presenta la situación de existencia y discriminación de las y los prisioneros políticos, denunciada desde los años 60, tiempos en que intelectuales y personalidades como Enrique Santos Calderón, hermano del actual presidente de Colombia, crearon organizaciones y espacios de acompañamiento jurídico y solidaridad con las personas encarceladas por causas políticas, que en la actualidad se estima ascienden la cifra de 9.500.

Desde el año pasado, las Mujeres Gestoras del Mundo por la Paz, iniciaron un intercambio epistolar con las FARC EP, que arrojó como fruto que la organización subversiva anunciara la liberación militares que permanecen retenidos en su poder, solicitando la creación de una comisión internacional de verificación de la situación de todos los prisioneros políticos.

Desde diciembre de 2011, las Mujeres Gestoras del Mundo por la Paz anunciaron la conformación de un mecanismo verificador de la situación de las y los Prisioneros Políticos, y el 26 de febrero de 2012, en el marco del foro “Colombia entre Rejas: En Búsqueda de Caminos para la Libertad y la Paz”, instalaron la Comisión Internacional de Observación de la Situación de Derechos Humanos en las Reclusiones Colombianas y de las y los Prisioneros Políticos, conformada por parlamentarios, juristas, defensores de derechos humanos y personalidades democráticas del mundo, que el 28 de febrero se reunió formalmente con el Ministro de Justicia Juan Carlos Sguerra, quien autorizó las visitas humanitarias a las reclusiones colombianas solicitadas por la comisión, autorización que fue revertida sin justa causa posteriormente.

Recientemente las FARC EP anunció la liberación de 10 militares colombianos en su poder, condicionada a la realización de la visita humanitaria anunciada por Mujeres Gestoras del Mundo por la Paz, pero el gobierno nacional ha rechazado dicha condición.

Ante la incertidumbre y la necesidad de que organismos internacionales observen la realidad de las reclusiones y de la situación de las y los prisioneros políticos, estos han decidido declarase en JORNADA NACIONAL DE HUELGA DE HAMBRE con carácter indefinido, hasta tanto el gobierno nacional resuelva su petición.

RESPALDAMOS LA PETICIÓN Y SOLICITAMOS GARANTÍAS

Respaldamos la justa petición de los Colectivos de Prisioneras y Prisioneros Políticos y solicitamos a las autoridades penitenciarias ofrecer las garantías para el ejercicio del derecho a la protesta pacífica de las y los prisioneros, en cumplimiento al artículo 37º de la Constitución Política de Colombia y de la Sentencia T-571 de 2008 de la Corte Constitucional Colombiana.

Solicitamos al gobierno nacional resolver favorablemente la petición permitiendo la acción humanitaria de verificación de la situación de derechos humanos y de las y los prisioneros políticos en las cárceles colombianas.

LLAMADO A LA SOLIDARIDAD

Hacemos un llamado a la comunidad nacional e internacional y organizaciones solidarias para que ejerzan observación al desarrollo de la JORNADA NACIONAL DE HUELGA DE HAMBRE, a fin de prevenir vulneraciones a los derechos fundamentales de los huelguistas.

Pinheirinho, jornalista faz greve de fome. “O governo federal tentou intervir e foi expulso a tiros” por Alckmin

Pedro Dias faz greve de fome em frente à Rede Globo contra a omissão do que realmente aconteceu em Pinherinho
Pedro Dias faz greve de fome em frente à Rede Globo contra a omissão do que realmente aconteceu em Pinherinho

Desde segunda-feira, o jornalista Pedro Rios Leão está fazendo greve de fome em frente à sede da Rede Globo, no Rio de Janeiro. A ação não é apenas um protesto, mas uma reivindicação. Pedro busca a compreensão de algum jornalista funcionário da Globo da importância de cobrir com transparência a expulsão de 6 mil pessoas da comunidade de Pinheirinho, no interior de São Paulo. Há indícios que tenha havido morte de moradores na invasão da Polícia Militar que retirou as centenas de famílias do local para devolver o terreno ao especulador condenado Naji Nahas.

“O governo federal tentou intervir e foi expulso a tiros e o governador Geraldo Alckmin usa a PM como uma gangue, cometendo crimes como se ele fosse o rei da cidade” disse

– Eu chorei três vezes na cidade … a partir do momento em que você está em uma cidade que evidentemente a PM age por seu impeto e em uma cidade que a PM explusa o governo federal a tiro você fica muito nervoso.

Pedro viu que o Pacto Federativo havia sido quebrado em nome de Naji Nahas, que é um empresário que atua como comitente de grande porte na área de investimentos e especulação financeira, nasceu no Líbano e chegou ao Brasil no começo da década de 1970 com US$50 milhões para investir e montou um conglomerado de empresas que incluía fábricas, fazendas de produção de coelhos, banco, seguradora e outros, mas tornou-se nacionalmente conhecido depois de ter sido acusado como responsável pela quebra da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro em 1989. “Eu não sei se as pessoas de São José sabem quem é Naji Nahas, mas isso me deixou bastante inervado como deixaria inervado qualquer cidadão do Rio de Janeiro que conheça esse homem” afirmou Pedro.

A Rede Globo segue em silêncio, e é contra esse silêncio que Pedro Rios se revoltou. O sistema político-econômico parece começar a enfraquecer e da mesmo forma o sistema midiático brasileiro começa a ser questionado cada vez com mais veemência.

Pedro afirma que houve mortes na reintegração de posso do terreno em Pinheirinhos e essas noticias não estão sendo divulgadas e diz que tanto o Naji Nahas, como governador Geraldo Alckmin e o banqueiro Daniel Dantas representam um risco a sociedade e deveriam ser presos em flagrante por violação dos direitos humanos e apoia que as pessoa devem denunciar no Tribunal Penal Internacional. ” A Justiça não vai fazer nada, eu estou em frente a Globo porque é o último ponto de resistências deles, e o máximo que eles vão fazer é abafar o caso”.