Quando o povo existe para a imprensa que mente

O povo sabe diferenciar o que é e não é notícia, porque ama a verdade.

Os jornais brasileiros mentem, e perdem leitores. Deixaram a informação de lado pra fazer propaganda dos interesses dos seus proprietários.

As manchetes dos jornais de hoje são vergonhosas. Venderam a notícia de que o povo foi pra rua, ontem, para pedir o fora Dilma, e o retorno da ditadura militar.

O Jornal do Comércio do Recife informa que 450 mil protestaram nesta domingo 12 de abril, nas ruas de todas capitais.  E informa que, apenas nas escolas de pernambuco,  "temos 650 mil alunos sem aulas". Teve jornais que noticiaram uma multidão de 100 mil na cidade de São Paulo
O Jornal do Comércio do Recife destaca que 450 mil protestaram neste domingo, 12 de abril, nas ruas de todas capitais. E informa que, apenas nas escolas de Pernambuco, “temos 650 mil alunos sem aulas”. Os jornais noticiaram uma multidão de 100 mil na cidade de São Paulo
A Gazeta de Vitória contou 30 mil pessoas. Qual foto tem mais gente
A Gazeta de Vitória contou 30 mil pessoas. Qual foto tem mais gente?
A Folha de São Paulo ora conta para mais ora para menos...
A Folha de São Paulo ora conta para mais ora para menos…

 

O Zero Hora de Porto Alegre parte para a comparação. E aumenta os 100 mil da Folha de S. Paulo para 250 mil
O Zero Hora de Porto Alegre parte para a comparação. E aumenta os 100 mil da Folha de S. Paulo para 250 mil

manifestação  estatística multidão pm

Multidao mentira

Acontece que o povo não apóia os partidos da extrema-direita e direita, PSDB e PMDB, que votaram a terceirização, o emprego indireto e precário, o trabalho escravo.

Destaca a Veja, que vem perdendo leitores:

Mãe publica foto de biquíni na internet e tem quase 500 mil curtidas; entenda o motivo

mãe

Mãe de três filhos, a americana Rachel Hollis estava de férias com o marido em Cancun quando ela pediu para ele tirar uma foto sua, aproveitando o sol e a areia branca, num biquíni laranja incrível. Feito o clique, a moça percebeu que a imagem mostrava as marcas deixadas pelos nascimentos de seus filhos em sua barriga.

Foi então que ela resolveu compartilhar a imagem em seu Facebook, junto com uma impactante mensagem sobre amor próprio:

“Eu tenho estrias e eu uso um biquíni.
Eu tenho uma barriga que é permanentemente flácida de carregar três bebês gigantes e eu uso um biquíni.
Meu umbigo é caído (e isso é algo que eu nem sabia que era possível) e eu uso um biquíni.
Eu uso um biquíni porque eu tenho orgulho do meu corpo e cada marca nele.
Essas marcas provam que eu fui abençoada por carregar meus filhos e a flacidez comprova que eu batalhei para perder peso.
Eu uso um biquíni porque o único homem cuja opinião importa sabe pelo que eu passei para ser assim.
E este mesmo homem diz que ele nunca viu nada mais sexy que o meu corpo, com marcas e tudo mais.
“Elas não são cicatrizes. São listras amigas, e você as mereceu.
Exiba seu corpo com orgulho“

Rachel-Hollis

Veja vídeo

Acontece com a nudez. Que pode ser indecente, pornográfica, humilhante, mas que pode ser também uma exaltação à beleza, glorificante e divina. Leia aqui O Vermelho e o Cinza

Assim são todas as marcas do corpo. Notadamente as marcas do tempo.

caras e bundas

Marlene Senna divulgou esta foto, no Facebook, das manifestações desde domingo 12 de abril, pelo retorno da ditadura, indagando: “Terceirizaram as roupas das gúrias?…”

 

Normal ou cesárea? Isto é verdadeiro: “Mulher surtada come placenta, agride médico e corre nua em hospital de Natal”?

Texto de Marcelo Lima, Jornal de Hoje

A foto publicada pelo O Jornal de Hoje
A foto publicada pelo O Jornal de Hoje

Um dos mais reconhecidos obstetras e ginecologistas de Natal, Iaperi Araújo, decidiu não mais realizar partos depois de um episódio inesperado na sua história como profissional: uma parturiente o agrediu verbalmente, correu nua no meio do hospital e depois se trancou para comer a sua própria placenta dentro de uma sala sob a guarda da família.

De acordo com o médico, o fato teria acontecido na quarta-feira passada (2). Segundo ela, a mulher chegou ao hospital já com 30 horas de trabalho em casa de parto por volta das 20h30. O tempo de espera em casa pode ter ocorrido em função da tentativa de um parto domiciliar planejado – nova tendência surgida dentro do escopo de humanização do parto.

Segundo Araújo, a parturiente não havia feito o pré-natal e estava muito agitada a ponto de xingá-lo. A família também o agrediu verbalmente. Na hora de realizar o parto, a grávida exigiu que o marido fizesse o parto, mas o médico afirmou que não deixou, até porque o homem não tinha habilitação profissional para tanto.

Porém, o pai ainda teve a possibilidade de cortar o cordão umbilical quando o bebê finalmente veio ao mundo por volta das 23h30. Segundo o obstetra, a mulher teria gritado reivindicando os direitos sobre a placenta. “Coloquei dentro de um saco e a entreguei”, escreveu em uma postagem na rede social.

A mãe da parturiente a persuadiu para que a mulher deixasse que outra médica a examinasse. A paciente consentiu. Mas logo em seguida, segundo o médico, ela entrou em “surto” no momento em que a neonatologista levou a criança para o berçário. Conforme Iaperi, a mulher foi em busca da cria, bateu no vidro do berçário até que o pai da criança arrombou a porta para tirar a criança do ambiente.

“Ela correu sangrando nua no meio do hospital com a placenta numa mãe e a criança na outra”, relatou o médico a nossa equipe de reportagem na manhã desta terça-feira (8). Ainda segundo ele, ela estava nua neste momento. Depois disso, a família inteira se trancou numa sala do terceiro andar do hospital. Só saíram de lá para pedir uma tesoura para cortar a placenta e pedir um pouco de coentro para temperar o “alimento”.

O médico afirmou nunca ter visto algo do tipo na sua história como obstetra. Além do fato inusitado, Araújo ficou transtornado com a forma como foi tratado pelos familiares e pela paciente. “Ela tem o direito até de morrer se quiser, mas dentro do hospital ela tem que respeitar o profissional”, declarou.

O episódio contribui definitivamente para que o médico decidisse encerrar sua carreira obstétrica. “Foi tão chato para mim que não vou mais fazer obstetrícia, só ginecologia”, sentenciou. Iaperi Araújo irá entregar um relatório à direção do hospital na próxima sexta-feira (11). Ele espera que as câmeras de segurança do estabelecimento corroborem com o seu testemunhou sobre o caso. Iaperi Araújo não especificou o quadro de saúde da criança e o que houve na sequência. “Para mim, esse caso morreu”, disse.

Tentamos entrar em contato com a direção do Hospital Papi, mas não foi possível. No entanto, O Jornal de Hoje apurou que a diretoria clínica e gerente médica irão se reunir com Iaperi Araújo na próxima sexta-feira para iniciar a apuração dos fatos. Não houve notícia no hospital se aconteceu algum prejuízo material ou para outros pacientes durante a noite da quarta-feira passada.

Iaperi Araujo
Iaperi Araujo

Placentofagia

O ato de guardar a placenta para comer depois do parto tem crescido nos Estados Unidos. Em geral, tem ocorrido entre mulheres de classe média, brancas, casadas e com formação universitária. Os estudos científicos sobre os benefícios do consumo dessa membrana que revestem os fetos na barriga das mães não são muito vastos. A maioria dessas mulheres se baseia numa pesquisa divulgada pela revista científica “Ecology of Food and Nutrition”. Nos EUA, há até empresas especializadas em acondicionar placentas. Os estudos apontam para a presença de ferro, ocitocina e outros hormônios que ajudariam inclusive a reduzir o sangramento pós-parto.

(Continua. Conheça a versão da parturiente)

Ditadura Disfarçada. Polícia contra o povo

Uma jovem de 15 anos, grávida de 8 meses foi algemada e apreendida pela Polícia Militar após reclamar de não ter conseguido atendimento no Hospital Regional do Paranoá, no DF. A jovem foi colocada dentro do camburão da viatura pelo policiais. A mãe da gestante acompanhou toda a cena e pedia para que os policiais parassem. ““Vocês estão machucando ela (sic). Não podem fazer isso. Ela é menor de idade. Solta ela”. O Estatuto da Criança e do Adolescente proíbe que a jovem seja transportada em cubículo até a delegacia. Já a Constituição Federal afirma que todos tem direito a ter acesso aos serviços de saúde. Transcrito do Protesto Brasileiro 24 horas 1933. Foto Breno Fortes. Aconteceu no dia 7 de novembro último. Por que os três machões estão algemando a jovem? Esta violência visa humilhar e criar uma legenda de medo. Nenhum dos três policiais é bastante homem para prender os corruptos nos serviços públicos. Nem no executivo, nem no legislativo, nem no judiciário. E muito menos na polícia.

BRA^MA_OI polícia

 

BRA^PA_DDP polícia

pobre protesto

O direito de protestar é legítimo. Uma greve policial é um protesto. Uma menina de 15 de anos tem o mesmo direito de reclamar da filha de um coronel em um hospital de luxo. 

Idem o mesmo direito da filha de um praça.

 

LILITH

por Talis Andrade
lilith

 
A aparição
de uma judia
rameira
cortesã
bacante
Judite às avessas
o poder da sedução
e da beleza
que leva à perdição
Atira pedras
 
A aparição
de uma judia errante
a mulher estrangeira
a fêmea impura
estranha aos outros animais do Éden
encimada por estrelas alquímicas
majestosa
Atira pedras
 
Possessão de Lilith
que visitou Adão
quando dormia
e montada nele
a vadia se satisfez
provocando-lhe
poluções noturnas
e dessa cópula
os filhos soturnos
flagelos da humanidade
que governam o mundo
 
Posta nas encruzilhadas
vestida de escarlate
adornada com quarenta ornamentos
menos um
Lilith espera algum tolo
 
As faces brancas e vermelhas
o cabelo longo e vermelho
a boca vermelha assemelhada
a uma estreita graciosa passagem
a língua pontuda como uma espada
os lábios vermelhos como uma rosa
os lábios adocicados
com todas as doçuras do mundo
a voz macia cantante
as palavras suaves como o óleo
Lilith espera algum tolo
 
Lilith a prostituta virgem
chama o passante
O tolo a segue
bebe do cálice
do vinho alucinante
fornica com Lilith
perde-se atrás dela
 
O tolo perde-se atrás dela
Lilith fornica com os homens
seduz as mulheres
que admiram o próprio corpo
nos espelhos da soledade
 
Lilith está presente
nas encruzilhadas
de cada mulher
Nos ritos de passagem
de todas as mulheres
 
Lilith presente
no primeiro mênstruo
Lilith presente
no desvirginamento
Lilith presente
no mistério do sangue
nas mutações do corpo
na concepção na gravidez
no leite
 
Lilith mata
as crianças no parto
Lilith mulher vampira
mãe da multidão misturada
a serpente que Javé
cortou os pés
a serpente poetisa
sussurrou versos
encantando Eva
Atira pedras
 


Prenhez

líria porto

esta doida de sentires e de pedras
de nublares de viveres e de luas
de sonhares de tornados de dilúvios

esta insana das noites seculares
dos falares dos silêncios dos transtornos
das tempestades desaguares e de lama

esta louca dos amores impossíveis
das demências dos pulsares dos entornos
das claridades dos escuros e dos vãos

esta mulher como tant(r)as
habita-me

O amor de outono na flor da idade

Um preconceito exclusivo da classe média: o sexo entre pessoas com grande diferença de idade. Uma antepaixão. Um prejuízo econômico. Uma hostilidade recente, incentivada pela previdência social e companhias de seguro.

Só em 24 de janeiro de 1923, com a Lei Elói Chaves, criou-se um caixa de aposentadorias e pensões para cada uma das empresas ferroviárias. Uma Lei considerada o ponto de partida da previdência social brasileira. Que outras empresas foram autorizadas a construir um fundo de amparo aos trabalhadores.

A pensão por morte foi regulada em 1991. É aí que começa a prevenção. E as campanhas contra o casamento de pessoas velhas.

Antes do golpe de 64, as meninas casavam virgens, porque jovens, com adultos com estabilidade no emprego. Certo que o par ideal era a filha do fazendeiro rico, chefe político, com o bacharel em direito.

A ditadura militar cassou a estabilidade, e adaptou a campanha hippie “faça o amor e não a guerra” (revolução). Não foi nenhuma campanha feminista que  acabou com o tabu da virgindade, mas os Projetos Rondon e Mauá, que retiravam as donzelas da vigilância paterna para cidades distantes. Inclusive com a liberação de drogas como a maconha. E pasmem! a introdução da cocaína, que teve como propaganda a música “Banho de cheiro”.

Dois acontecimentos no mundo ocidental estabeleceram a valorização dos jovens: a campanha eleitoral do casal Kennedy, 1960, que o casal Obama foi a versão negra, em 2009;  e o padrão de beleza feminina – a femme fatale magra e peituda -, com o lançamento do filme “E Deus criou a mulher”, 1957, estrelado por Brigitte Bardot, uma antecipação da Barbie (boneca criada em  1959), pelo seu jeito de ninfeta. Brigitte casou aos 17 anos, depois de dois anos de namoro com  Roger Vadim, 14 anos mais velho.

Estátua de Brigitte Bardot em Búzios, Rio de Janeiro
Estátua de Brigitte Bardot em Búzios, Rio de Janeiro

Estava criado o casal moderno ideal que viria substituir o sonhado amor do príncipe encantado com Cinderela dos contos de fadas dos irmãos Grimm.

Uma cruzada em voga, que considero absurda no Brasil das 250 mil prostitutas infantis, é a da pedofilia, uma perversão sexual que consiste na atração sexual de um indivíduo adulto ou adolescente dirigida, primariamente, para crianças pré-púberes (ou seja, antes da idade em que a criança entra na puberdade) ou no início da puberdade.

In Wikipédia: A pedofilia faz parte de um grupo de preferências sexuais chamado Cronofilia, junto a Nepiofilia, Hebefilia, Efebofilia, Teleiofilia e Gerontofilia. O termo Cronofilia não é muito usado pelos sexologistas e refere-se por atrações sexuais fora da sua faixa de idade.

Segundo o critério da OMS, adolescentes de 16 ou 17 anos também podem ser classificados como pedófilos, se tiverem uma preferência sexual persistente ou predominante por crianças pré-púberes pelo menos cinco anos mais novas do que eles.

Há uma incenti√ação para que o sexo seja realizado entre pessoas da mesma faixa etária, quando as meninas estão engravidando cada vez mais cedo.

Escreve Roberto Carlos C: “No Brasil são cerca de 700 mil meninas sendo mães todos os anos e desse total pelo menos 2% tem entre 10 e 14 anos, sendo que elas não têm nenhuma preparação psicológica e nem financeira para poder dar um bom futuro a essas crianças.

Apesar de o aborto ser uma prática proibida no Brasil – salvo em alguns casos – mais da metade das adolescentes grávidas da classe média alta, fazem uso dessa prática, quando não podem ou não querem essa gestação, muitas vezes fazem isso com o apoio dos próprios pais que acham que não é a hora do filho assumir tal responsabilidade.

Isso não quer dizer que as adolescentes pertencentes a uma classe social mais baixa não praticam o aborto. Praticam sim, e pior, utilizam métodos caseiros que uma ”amiga” disse que dá certo, objetos pontiagudos para atravessarem o canal do útero, remédios sem indicação médica…, pondo em risco muito maior a sua vida, do que se fosse feito por um profissional qualificado num local adequado para tal procedimento.

Já não causa tanto espanto sabermos que meninas de 10, 11, 12 anos tenham vida sexual ativa, assim como aparecem em consultórios portando alguma doença sexualmente transmissível (DSTs) e ou grávida”.

Casos de crianças grávidas e aidéticas precisam ser investigados. Podem ter origem na prostituição infantil ou no bulismo na escola, com estupro praticado por um adolescente pedófilo.

O estupro no Brasil vem sendo um crime comum e impune. Não entendo o que realmente pretende transmitir as manchetes de hoje. Que os casos de estupro superam o de assassinato.

BRA^PE_JDC estupro

Na internet, consideram como taras sexuais mais comuns: exibicionismo, sadismo, masoquismo, voyeurismo,  fetichismo, zoofilia, necrofilia, pedofilia. Mas minha classificação não é científica. Acrescento lesbofobia, homofobia, estupro, assédio sexual, adultização, gueto sexual, tortura, misandria, misoginia, peep-swow.

No meu universo infantil, as meninas eram criadas distantes dos meninos. A iniciação sexual era de menino com menino, a masturbação, a zoofilia. Para os meninos que tinham dinheiro, o pai encaminhava cedo para a zona de meretrício. Toda cidade do interior tinha uma rua para as “mulheres da vida”.

Não tão distante ficava o jardim feminino, que as crianças brincavam no terreiro da casa, na rua, no jardim, nas varandas, e eram possíveis certos toques, flerte e namoro – o necking.

Hoje as crianças não brincam mais.  De esconde-esconde, de médico, de casamento oculto. Nem dançam nas ruas.

As meninas sendo criadas para casar, instintivamente romantizavam parceiros mais velhos. Esta tendência passou a ser mais uma psychopatia  sexualis: a erotomania.

Para os idosos consideram a cópula um desvio: paradoxismo sexual, sexualidade exarcebada fora do tempo. Como se o amor tivesse idade.

Assim vejo como exemplar e educativo, para a mudança de um comportamento absurdo da fodida classe médias, os relacionamentos dos artistas e políticos e empresários.

Francisco Cuoco, 79, e Thaís Almeida, 26 anos
Francisco Cuoco, 79, e Thaís Almeida, 26 anos
Chico Buarque e Thais Gulin: diferença de idade, 37 anos
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