Bolsonaro, além de golpista, é…

bol hitler

 

‘Le Monde’: Bolsonaro é homofóbico e racista

 

atorres Bolsonaro amor

 

Deu no Ancelmo hoje.
Jair Bolsonaro, o deputado que adora aparecer, deve ficar feliz em saber. Ontem, o “Jornal das 8”, da França, fez uma reportagem sobre Sua Excrescência, atribuindo a ele a declaração “prefiro que um filho meu morra num acidente do que apareça com um bigodudo por aí”.

A desastrada frase é repetida no “Le Monde”, o jornal francês.
A reportagem chama Bolsonaro de “homofóbico, misógino e racista” e cita o site “The Intercept”, de Glenn Greenwald, que chama o deputado de “vergonha nacional”.

No Facebook, o discurso de Bolsonaro dizendo que não estupraria a ex-ministra Maria do Rosário porque ela não merece, teve, até a noite de ontem, 20.200 compartilhamentos.

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Nunca mais Operação Con-dor. Passou da hora de aprisionar em uma gaiola de ferro as aves agourentas

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Sergei Tunin
Sergei Tunin

A articulação política e militar das ditaduras na América Latina, chamada de Operação Condor, foi criada pelo regime brasileiro.

O presidente do Movimento de Justiça e Direitos Humanos, em 2012, Jair Krischke contou que já ouviu muito sobre a responsabilidade dos Estados Unidos na operação, mas que não é possível aceitar que se isente o Brasil. “Quem criou a operação foi a ditadura brasileira; afirmo mesmo sem poder comprovar com documentos. Quando ocorreu o golpe no Chile, em 1973, o embaixador brasileiro no país disse: ‘Ganhamos’. Mais de cinco mil brasileiros estavam exilados lá. Logo depois do golpe, mais de 100 foram presos”, disse.

Já para o presidente da Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, Marco Antônio Barbosa, o Brasil foi um dos protagonistas da operação. “Em 1974, houve uma reunião de oficiais em Buenos Aires para um acordo sobre os mecanismos repressivos que seriam usados. A operação foi adotada como política de Estado”.

RUMO À OPERAÇÃO CONDOR – DITADURA, TORTURA E OUTROS CRIMES

torturador ultra brilhante

Neusah Cerveira escreveu artigo que analisa os casos Cerveira/Rita Pereda como uma estréia bem sucedida ou o embrião que gestou a Operação Condor. Ele sustenta que a Operação Condor partiu dos órgãos de repressão brasileiros e posteriormente foi aperfeiçoada pelo governo dos EUA, até desaparecer temporariamente nas selvas da Nicarágua, no final da experiência sandinista. O artigo traz também uma entrevista concedida pelo coronel Brilhante Ustra, onde ele reconhece que houve tortura e desaparecimento dos corpos de militantes durante a ditadura brasileira. O texto objetiva também por um ponto final na “Lenda da Boa Ditadura”, demonstrando que no Brasil ela foi tão ou mais violenta quanto em qualquer outro país e o pior, devido à falta de punição desses crimes hediondos, deixou uma herança de práticas policiais de tortura que persiste até o dia de hoje.

Pra frente Brasil. Bom que o Correio Brazilense lembre a necessidade de abater o Condor. 

 

Ronaldo
Ronaldo

Turismo em centro de tortura

Contra la campaña de terrorismo mediático que sufre Venezuela. PIG Brasil

Llamamiento urgente a periodistas, trabajadores de prensa y comunicadores sociales

Hitler nazismo direita indignados

El estilo es idéntico al que siempre han usado contra Cuba socialista los mass media ligados íntimamente a la estrategia estadounidense que desde hace 55 años bloquea criminalmente a la Isla. Ahora, desde las grandes corporaciones vinculadas a la Sociedad Interamericana de Prensa (SIP), la Asociación de Editores de Diarios y Medios Informativos (Andiarios) y otros estamentos similares del terrorismo mediático, manipulan desinformativamente la realidad venezolana, incitan descaradamente a la rebelión contra su gobierno legítimo, apañan a los grupos violentos que incendian edificios estatales, o desde su prepotencia revanchista, asesinan ciudadanos inocentes por el sólo hecho de generar pánico en la población y apuntar a una hipotética “guerra civil”. El plan de este conglomerado opositor, que reúne a la burguesía venezolana junto a sus inspiradores de EEUU y Europa, busca abrir las puertas a la destrucción de la democracia participativa bolivariana.

Actualmente, la ofensiva imperial-mediática tiene un nombre que marca claramente sus intenciones: “Todos somos Venezuela, sin libertad de prensa no hay democracia”. Detrás de la consigna mentirosa, aparecen en esta oportunidad la corporación Andiarios, que reúne a 53 periódicos colombianos (varios de cuyos popes abrevan en el uribismo), el entente Periódicos Asociados Latinoamericanos (PAL), que suma a 18 grupos editoriales de 11 países, y el Grupo Diarios de América (GDA), compuesto por 11 cabeceras de diarios del Continente.
Todos ellos instruyeron a sus empresas para que vuelquen en cada uno de los periódicos que editan “lo que la prensa libre del vecino país (Venezuela, por supuesto) no puede mostrar por la asfixia que padece a causa del racionamiento arbitrario de divisas que decretó el gobierno”. En el mismo manifiesto explicativo, señalan que se proponen “defender las libertades y combatir la tiranía que trata de acabarlas”. Y agregan que han emprendido esta cruzada en función de lo que, según ellos “está ocurriendo en Venezuela, (donde) los medios de comunicación, en especial los escritos, se convierten en objetivo principal para callar a quienes denuncian las tropelías de los malos gobernantes”.
Como medicina para estos “males” advierten que dedicarán sus páginas para difundir lo que sus socios (y aliados del fascismo y sus “guarimbas”) no pueden hacer debido a la “tiranía venezolana” y a la falta de papel. Generosos en su entusiasmo opositor anuncian que enviarán toneladas de insumos para que sus amigos de la reacción mediática puedan seguir intoxicando como lo vienen haciendo desde prácticamente el mismo momento en que Hugo Chávez venciera en las elecciones de fines del 98.

De este modo, la campaña ya está en marcha: sus primeros buques insignias son El Comercio de Perú, La Nación de Argentina, El Universal de Venezuela, El Heraldo de Honduras, O Globo de Brasil, La Prensa de Nicaragua,El Tiempo y El Espectador de Colombia, La Prensa de Panamá, entre un total de 80 medios beligerantes contra la soberanía venezolana. A la lista, no hace falta decirlo, se le suman cotidianamente, desde que Venezuela se proclamara revolucionaria y socialista, diarios como El País, ABC y El Mundo de España, Clarin de Argentina, El Mercurio de Chile, El País de Uruguay, y ni qué hablar de radios y televisoras, encargadas de difamar a toda hora los logros del proceso bolivariano.

Frente a esta campaña de aliento al golpe de Estado contra el gobierno de Nicolás Maduro y el pueblo de Venezuela, se hace necesario y urgente que quienes nos definimos como trabajadores de prensa en el más amplio de los términos (incluyendo por supuesto a quienes laboran en medios comerciales), comunicadores sociales, periodistas de medios alternativos y de contrainformación, y todas y todos aquellos que rechazamos la ofensiva del terrorismo mediático contra los procesos revolucionarios y progresistas de nuestro continente, HAGAMOS OIR NUESTRAS VOCES DE PROTESTA Y REPUDIO al acoso que sufre hoy Venezuela Bolivariana.

MARCHA DO DIA 22 NO BRASIL PREGA O RETORNO DA DITADURA NO BRASIL
22 marcha

marcha tanques

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soldados

Sábado, 22 de março, marcha para homenagear delegado Fleury e Cabo Anselmo

marcha abertura

marcha o retorno

Esse movimento tortura nunca mais é besteira, que os soldados estaduais de Alckmin e Sérgio Cabral continuam com os sequestros, torturas e mortes.

Esse movimento ditadura nunca mais é besteira, que os tucanos não largam o poder em Minas Gerais desde a criação do mensalão tucano.

Esse movimento ditadura nunca mais é besteira, que os tucanos não largam o poder em São Paulo do metrô, cuja construção nunca termina, com vagões de propina.

O delegado Sérgio Fleury continua no mando da polícia de São Paulo.

Não tenha medo dos petistas, venha participar da marcha do Retorno, neste sábado, com o herói nosso cabo Anselmo. Ele estará presente.

Participe sem medo, que a apologia do golpe não é crime.

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Que presidenciáveis condenam a marcha? Vote contra.

Esperamos os pronunciamentos de Marina Silva, Joaquim Barbosa, Fernando Henrique, Eduardo Campos, Lula da Silva, Michel Temer, Dilma Rousseff, Geraldo Alckmin, José Serra, Aécio Neves e os editoriais dos jornais O Globo, Folha de S. Paulo, Estado de S. Paulo, Estado de Minas e Correio Braziliense.

Via Dirce Lua Batista

DITADURA. O poder e a força das polícias de Sérgio Cabral e Alckmin

Matteo Bertelli
Matteo Bertelli

A estrema direita e alguns generais de pijama planejam o retorno dos festejos macabros do dia 3l de março, que já foi feriado nacional, para enaltecer o golpe militar de primeiro de abril.

A proposta terrorista de venezualização do Brasil conta com o apoio de partidos que serão derrotados nas eleições presidenciais deste ano, e os jornais não denunciam a apologia da volta da ditadura.

Do blogueiro Marcos Simões, na sua página no Facebook, transcrevo alguns alertas e cartazetes:

Militarização da polícia: É a doutrina milica ensinada extraoficialmente pela corporação em suas escolas de formação, que carrega ainda o ranço criminoso e nojento de sua criação, dos tempos da escravidão, da exclusão social, do desprezo pelo ser humano pobre e sem influência alguma.

É preciso acabar com esse câncer militarizado que maltrata as populações mais pobres, negras, moradoras de periferias fedorentas, inóspitas e insalubres.

Mais uma vez a Polícia Militar mostrou sua cara, arrastando essa trabalhadora depois de atirar nela.

Claudia da Silva era auxiliar de serviços gerais, ou no bom português, era trabalhadora, precarizada, negra e pobre.

negra

Repetindo as marchas da TFP – Tradição, Família e Propriedade -, que pediam a derrubada de Jango: Essa é uma das traidoras do Brasil que idealizou a marcha da família (rica e elitista) para o golpe no país.

TFP

Financiamento do golpe: Assim como os organizadores da Marcha da Família que foram beneficiados na Ditadura, esses milicos do tempo do golpe receberam uma grana preta para apoiar o Golpe de 64. Denúncia do Major Moreira.

Kruel

Escreve Eduardo Guimarães: Os desmandos e a ingerência política dos governos de São Paulo na TV Cultura ao longo dos vinte anos – a se completarem em 1º de janeiro de 2015 – durante os quais o PSDB governa o Estado são bastante conhecidos e só não geram inquérito a partir do Ministério Público estadual por conta do aparelhamento desse órgão por esse grupo político.

Um dos maiores escândalos na utilização política dessa tevê pública foi a concessão ao Grupo Folha de São Paulo do horário mais nobre da tevê brasileira, as noites de domingo.

O escândalo reside no posicionamento político da Folha, sabidamente de oposição ao governo federal.

Essa postura política da Folha em relação aos adversários dos controladores da TV Cultura deveria ser impeditiva à entrega ao jornal de espaço na emissora, pois uma tevê pública tem que se pautar muito mais pela isenção política do que as tevês privadas, ainda que a estas caiba a mesma imposição.

No último domingo, porém, a TV Cultura extrapolou no uso político que faz de sua programação.

O programa “TV Folha”, concedido pelo governo Geraldo Alckmin à família Frias, deu um jeitinho de fazer propaganda de um protesto contra o governo Dilma Rousseff que está sendo prometido por um grupo de extrema-direita em São Paulo. Leia mais

golpismo

Para quem não viveu os tempos da dita-dura, veja no exemplo da Argentina que é moleza lamber as botinas dos milicos.

EL PODER Y LA FUERZA

La edición definitiva del libro de Eduardo Luis Duhalde, El Estado Terrorista argentino, escrito en el exilio y publicado por primera vez en 1984, exhibe en toda su plenitud una tarea que parecía titánica y que fuera llevada a cabo con rigor por el ex secretario de Derechos Humanos: combinar la abstracción teórica con la denuncia, logrando convertir su ensayo en una suma de análisis y testimonio, una forma extremadamente lúcida de pensar el horror.

Nayer
Nayer

por Fernando Bogado
La tarea intelectual de Eduardo Luis Duhalde (1939-2012) puede sintetizarse en una sola frase: pensar el horror. Duhalde, quien durante sus últimos días fue responsable de la Secretaría de Derechos Humanos de la Nación luego de haber ejercido las funciones de abogado en la defensa de las víctimas del terrorismo de Estado (aquí y en el exterior), ocupó toda su capacidad intelectual y conocimiento en tratar de demostrar que detrás de lo que muchos consideraban mera barbarie había un aparato racional (y no por eso “razonable”, como él mismo aclara) cuya operatoria podía desarmarse. El fin de tal ejercicio es clave: entender la ligazón lógica e histórica del siniestro e inaudito Estado Terrorista que se mantuvo en el poder en el período que va de 1976 a 1983 es, estrictamente, poder conjurar de manera eficaz la peligrosa impronta ideológica que tal tipo de organizaciones puede dejar en la sociedad civil, en las futuras formas de Estado democrático, en la práctica cotidiana de cada individuo. La reciente edición definitiva del texto clave de Duhalde, El Estado Terrorista argentino, escrito durante el exilio del autor en España durante 1983 y publicado finalmente en 1984 –momento clave para entender el desarrollo de la política de derechos humanos en nuestro país– permite poner en perspectiva este esfuerzo intelectual y, además, cumple con el objetivo último de todo un proyecto del pensamiento: pensar ese horror, en definitiva, es brindar medios para evitar que se repita.

¿Qué es el Estado Terrorista? Para decirlo en pocas palabras, en las de Duhalde, estrictamente, es la versión más “eficiente” del Estado Militar, digamos, su “degeneración” eficiente. No es raro encontrar en la historia latinoamericana el surgimiento de formas de Estado de Excepción, cuyo centro era ocupado, en algunos casos, por un tirano “pintoresco” (¿bufonesco?) que mantiene intacto el aparato y lo utiliza sólo para su gloria narcisista. La necesidad por parte del gobierno de Estados Unidos de mantener una política de Seguridad Nacional que sobrepase sus fronteras –en el marco de la Guerra Fría y de los fracasos en las operaciones militares en Cuba y Vietnam– obliga a la aparición en los países latinoamericanos de Estados de Excepción menos “personalistas” y de rasgos tecnocráticos. Es la propia fuerza militar la que, con ascetismo y visos de autocontrol, toma el poder. Y si bien las primeras formas plantean ciertos límites a esa toma de poder, en la Argentina de 1976 apareció un tipo de Estado Militar que terminó extendiendo su control no sólo sobre los organismos de la democracia parlamentaria burguesa, no sólo sobre el aparato represivo, sino también sobre los aparatos ideológicos, estrategia que les permite ratificar su propio accionar y, en alguna medida, extenderlo en el tiempo.

Esa es una característica central del Estado Terrorista: el control del aparato represivo sobre las formas del aparato ideológico. Así, se logra someter a la sociedad civil a una violencia real y simbólica que puede asegurar, con el paso de los años, el mantenimiento de las condiciones necesarias para la implementación de las recetas económicas dictadas por la potencia. Para ello, para “alisar el terreno” y asegurar que la oligarquía siga ejerciendo el poder que el Estado burgués no puede ya garantizar, el Estado Terrorista adopta otra particularidad, su segunda gran característica: además de tener un carácter público, en donde se proyecta cierto respeto a los derechos humanos internacionales, adopta una naturaleza clandestina que reprime (mata, tortura) indiscriminadamente y oculta sus huellas para mantener indemne a la faz “respetable”. Como Jano, señala bien Duhalde, el Estado Terrorista tiene dos caras.

El Estado Terrorista argentino es un hito dentro de la producción intelectual nacional no sólo porque es un impresionante análisis de la forma que adopta el poder durante la última dictadura, sino que también es una contundente denuncia de las vejaciones llevadas adelante por los diferentes miembros de las Fuerzas Armadas y por miembros de la sociedad civil durante el Proceso, responsables directos cuyos nombres aparecen en el libro ya sea para inculparlos o, en el caso de los agregados de esta edición en particular, para comentar el estado de su causa.

El Estado Terrorista argentino. Edición definitiva Eduardo Luis Duhalde Colihue 512 páginas
El Estado Terrorista argentino. Edición definitiva Eduardo Luis Duhalde Colihue 512 páginas

Sorprende leer en esta edición el largo prólogo de 1998, el cual, quince años después de la primera edición, lleva adelante algunas observaciones acerca de la perpetuación, en tiempos de democracia, del aparato ideológico-represivo del Estado Militar. En los tiempos finales del menemismo, Duhalde lee la supervivencia del afán represivo y el individualismo a ultranza sintetizada en la frase que caracterizó a cierto subdiscurso negacionista que comenzó a formarse a partir del regreso del orden democrático: el “por algo será” aplicado sobre los sufrimientos de esas mismas víctimas que sustenta, ideológicamente, la perversa “teoría de los dos demonios”. Extendamos aquí la lectura: ¿no es también la perpetuación de la idea de “pena de muerte”, de “al paredón con los culpables” que acompaña a la condena social de ciertos casos de delincuencia en la actualidad, la aplicación de esa fuerza represiva aparecida entre el ’76 y el ’83 que busca eliminar, erradicar y ocultar al que se “desvíe” de lo considerado “normal”, “derecho” y “humano”?

Buscar la verdad con respecto a los hechos de la dictadura, si bien implica la completa declaración de los sucesos de esos tiempos para el concreto enjuiciamiento de los responsables, es también analizar el complejo sistema teórico de su accionar. Así, El Estado Terrorista argentino funciona como un testimonio contra la repetición de esos males y a favor de una consciente profundización democrática que se sostiene, como todos sabemos, sobre tres pilares fundamentales: la memoria, la verdad, la justicia.

 

Manifesto dos generais, Geraldo Vandré e perdão para os crimes da ditadura militar

Geraldo Vandré

Em 1968, em plena ditadura militar, que começou em Primeiro de Abril de 1964, ao defender Pra não dizer que não falei de flores no Festival de Música Popular Brasileira, Geraldo Vandré criou um dos hinos da resistência ao regime militar que ficou conhecido pela primeira palavra: “Caminhando”. Além de estar em uma nova situação envolvendo ele e Chico Buarque. Sabiá, de Tom jobim e Chico Buarque, foi declarada vencedora, mas o público se revoltou, pois queria Pra não dizer que não falei das flores, que acabou ficando em segundo lugar. Enquanto Cynara e Cybele ao lado de Tom Jobim e Chico Buarque apresentavam a música campeã, vaias se ouviam durante a apresentação. Este se tornou um dos momentos mais emblemático da história dos festivais. Festivais não mais realizados, que São Paulo se tornou a capital do jazz, e o Rio de Janeiro, do rock.

Censura – AI 5
Ainda em 1968, com o AI-5, Vandré viveu um tempo escondido. Foi sequestrado várias vezes pelos militares brasileiros, e torturado. Fugiu para o exílio no Chile, na presidência de Allende. Quando começou a ditadura de Pinochet (1973), terminou novamente preso e torturado. A tortura transformou Vandré em um trapo humano. Do Chile, conseguiu fugir para a Europa onde vagou por vários países. Conheci Vandré no Recife ainda jovem. Maurílio Ferreira Lima, deputado federal exilado, foi visitá-lo em um convento na França. Tinha começado uma vida monástica, mas terminou expulso, quando tentou matar um frade com um facão. Ele contou para Maurílio que estava compondo uma missa.

Desde os tempos de tortura, Vandré viveu perseguido pela direita e anulado pela esquerda. Dizem que “cantou” na tortura. Que passou a espionar os brasileiros no Chile em troca de drogas fornecidas pelos militares do Cone Sul. Apresentam várias lendas do antes e depois que voltou ao Brasil com a anistia – o perdão de todos os crimes cometidos pelos militares nos anos de chumbo. Desprezado, Vandré passou a viver rápidos momentos de lucidez e uma loucura mansa, solitária.

Causa estranheza que seja lembrado em um manifesto de generais para os brasileiros que hoje estão nas ruas, depois de mais de meio século de bela adormecida. Saíram do entorpecimento apenas três vezes: em 1968, contra a ditadura; em 1984, com as diretas já; em 1992, no impeachment de Collor.

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Para não dizer que não falei das flores

(trechos)

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Pelos campos há fome
Em grandes plantações
Pelas ruas marchando
Indecisos cordões
Ainda fazem da flor
Seu mais forte refrão
E acreditam nas flores
Vencendo o canhão

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Há soldados armados
Amados ou não
Quase todos perdidos
De armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam
Uma antiga lição:
De morrer pela pátria
E viver sem razão

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Fonte: Wikipédia/ Google

A emoção e o sofrimento na Comissão da Verdade

Helio Fernandes

Foi emocionante, comovente, mas improdutiva a reunião na Alerj da Comissão da Verdade.  Assistir o depoimento de tantas vítimas da ditadura, revivendo muitos anos depois, tudo o que sofreram, foi realmente inacreditável. E é tudo duplamente improdutivo, a palavra obrigatória que usei no início.

Primeiro, que é impiedoso, cruel e destruidor. Praticamente ser torturado novamente, numa repetição do que aconteceu não só com os que depunham, mas também com os que desapareceram. Eram lembrados, mais tristeza, angústia, sofrimento.

E segundo, que a Comissão da Verdade sinaliza, claramente, que não vai revogar a tão proclamada “anistia ampla, geral e irrestrita”, que só absolveu os criminosos, assassinos, torturadores. Deixam entrever que não têm poderes para isso. Ou então repetem os que tentam suavizar os que não foram nunca suaves, mas agora seriam e são beneficiados pelo fato de terem morrido.

Repetindo Bernard Shaw: “Morreram fétidos de respeitabilidade, se julgando em odor de santidade”. Nada melhor para identificar esses torturadores, os que assumiram ou os que se esconderam. A Comissão da Verdade tem que restabelecer os fatos. Nem adianta a “justificativa” de que já morreram. Afinal, todos têm que morrer, não podem ser absolvidos, imunizados ou inocentados apenas porque o coração parou de bater. A vida, como esses crimes, não prescreve nunca.