Operação Porto Seguro: ex-senador Gilberto Miranda fornece à polícia endereço que não existe

Qualquer fotógrafo de celebridades sabe que o ex-senador Gilberto Miranda mora no Jardim Europa, um dos pontos mais caros de São Paulo. Para a polícia e para os registros de empresas, porém, Miranda informa que não tem domicílio no Brasil, mas sim em Barcelona, na Espanha. Levantamento feito pelo jornal “Folha de S. Paulo” no registro de imóveis daquela cidade e no local mostram que o apartamento em que ele diz morar não existe.

Corrupto e mentiroso
Corrupto e mentiroso

 

Miranda, denunciado na operação Porto Seguro da Polícia Federal (PF) por suspeita de participar de esquema de compra de pareceres em órgãos do governo federal, disse à PF que mora na calle Pujades, 235, terceiro andar, quarta casa, em Barcelona. Mas, no endereço, há um prédio que só tem dois andares, com um apartamento por nível.

O advogado Claudio Pimentel, que defende Gilberto Miranda, afirma que não tem conhecimento do endereço fornecido em Barcelona. “Ele pode morar onde quiser no exterior”, disse. Mas o endereço, segundo ele, precisa existir. O advogado, no entanto, preferiu não discutir essas questões por meio da imprensa.

IMPEDIDO

O advogado geral da União, Luís Inácio Adams, disse que vai se declarar impedido de decidir eventual demissão de seu ex-auxiliar José Weber Holanda, outro indiciado na operação Porto Seguro. Ex-número 2 da Advocacia Geral da União (AGU), Holanda era amigo pessoal de Adams e despachava diretamente com o ministro.

Uma comissão de sindicância formada na AGU para apurar o envolvimento de servidores no esquema recomendou a abertura de Processo Administrativo Disciplinar, que pode levar a punições que vão desde advertência a demissão, passando por suspensão.

(Transcrito do jornal O Tempo)

Dilma não tira o sofá da sala

No Brasil sempre foi assim: os escândalos fechavam órgãos públicos. Que reapareciam com nomes novos. Caso da Sudene. Do SNI. Dos institutos do sal, do açúcar e outros mil. Ou eram leiloados. Essa a desculpa de Fernando Henrique para as privatizações, que pariram as agências reguladoras, as Anas, as prostitutas respeitosas.

Com a Operação Porto Seguro, pediram para Dilma fechar o escritório da presidência em São Paulo. A velha piada do marido que pegou a mulher transando com o vizinho no sofá da sala, e tomou uma decisão drástica: Vendeu o sofá para resolver o problema.

Dilma não é FHC nem Lula. Demitiu todos, rapidamente, os bandidos pegos.

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Que a PF aprofunde as investigações. E a justiça coloque na cadeia os corruptos e os corruptores.

A Operação Porto Seguro investiga um esquema de favorecimento de interesses privados em processos públicos. A Agência Nacional de Águas (ANA), a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a Advocacia-Geral da União (AGU), a Secretaria do Patrimônio da União (SPU), o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Ministério da Educação (MEC) estão entre os órgãos envolvidos na operação.

Os interesses privados de empresários. O ex-senador Gilberto  Miranda é apenas um deles. Falta muita gente. É só procurar na lista dos homens mais ricos do Brasil. E buscar os favorecidos pelos leilões quermesses de Fernando Henrique e pelas rodadas de Lula.

Ex-senador Gilberto Miranda, o “vivo” senhor, que reina no porto seguro da Ilha das Cabras

Na His Brasil, o reinado da corrupção

O Brasil tem várias encantadas ilhas, uma delas a das Cabras (aliás existem várias ilhas com este nome para confundir qualquer investigação, ou levantamento do mapa das desconhecidas ilhas oceânicas, marítimas e fluviais do Brasil).

Cada ilha tem um rei, concessão dada pelo governo. Como acontece nas ilhas das Cabras.

Senhor da Ilha das Cabras

Do povo, fato (*), ninguém escuta o balido. Condenado a viver na miséria. Apesar do slogan de Dilma:

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Em uma das ilhas das Cabras, ou dos cabras, reina o ex-senador Gilberto Miranda com o poder de indicar diretores de agências reguladoras dos altos preços dos serviços essenciais para o povo, fato, e das concessões das riquezas do Brasil para corsários e piratas.

Ex-senador Gilberto Miranda
Ex-senador Gilberto Miranda

A revista Época conta uma das histórias de enriquecimento rápido e constante de Gilberto Miranda:

Ex-senador Gilberto Miranda, conhecido como uma das pessoas mais influentes na Zona Franca de Manaus. Miranda fez fortuna intermediando negócios para indústrias que se instalaram na Amazônia, onde contam com abatimentos de impostos. Depois de se envolver em vários lances polêmicos nos anos 90, ele andava sumido. Agora, volta em seu melhor estilo com os celulares da Vivo.

Embora seja chamado de empresário, ninguém sabe dizer exatamente o que Gilberto Miranda faz. Na concorrência dos celulares, é a mesma coisa. Suas pegadas estão por lá, mas, por alguma razão, ninguém explica claramente o motivo.

Gilberto Miranda fez sua fortuna, estimada em centenas de milhões de dólares, como sócio das indústrias que se instalavam em Manaus. Influente, ele ajudava empresas a obter as licenças para abrir suas fábricas e ganhava em troca participação no capital das companhias, algumas de grande porte, como as filiais da IBM e da Xerox. Mais tarde, revendia as ações para as próprias empresas. Isso foi muito comum no auge na Zona Franca, 30 anos atrás. Até hoje o ex-senador é poderoso na Amazônia. “Temos de levar em conta cada centavo de custo na cadeia produtiva, incluindo a viabilidade dos incentivos fiscais na Zona Franca de Manaus”, respondeu Gauch, da Vitelcom, ao ser questionado sobre a razão que levaria Miranda a tornar-se sócio da empresa na fabricação de celulares. O executivo afirma que a fábrica de celulares ainda pode ir para outro Estado. No passado, Miranda teve contrato para fabricar telefones em Manaus para a Vitelcom. “Era outra época”, diz Gauch.

Uma das maiores qualidades de Miranda como empresário é sua capacidade de sedução. Filho de um tintureiro pobre do interior de São Paulo, ele foi professor de natação e estudou Direito, em Brasília. Teve seu primeiro contato com a Zona Franca de Manaus ao defender uma empresa acusada de contrabando de máquinas de calcular. Há 30 anos, possuía um Passat e um patrimônio de US$ 10 mil. Foi quando abriu sua primeira empresa em Manaus. De lá para cá, sua vida mudou muito. Bon vivant, dono da Ilha das Cabras, no litoral de São Paulo, vive cercado de belas mulheres e costuma ser generoso com os amigos. Também ficou conhecido por ajudar os companheiros de política, cedendo jatinhos para as campanhas eleitorais. Transcrevi trechos. Leia mais. Fique conhecendo mais uma história das privatizações do Brasil do estado mínimo da globalização unilateral. Conheça a outra ilha de Gilberto Miranda: a de Bagres

Ilha das Cabras de Gilberto Mirada
Ilha das Cabras de Gilberto Mirada

(*) Coletivo de cabra

Concessão de ilha no Brasil é um bilionário presente do Governo, dado de graça. Veja galeria de fotos.

Vários cabra safados e empresas receberam ilhas doadas, inclusive existe uma lista de ilhas para vender na internet. Quem vai investigar essa safadeza?