Proibido reclamar que falta água em São Paulo

Farhad Foroutanian
Farhad Foroutanian
Alckmin privatizou a Sabesp. Vendeu ações na bolsa de Nova Iorque
Alckmin privatizou a Sabesp. Vendeu ações na bolsa de Nova Iorque

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MP de São Paulo instaura inquérito para apurar sigilo de informações da Sabesp

Por Daniel Mello

O Ministério Público de São Paulo instaurou inquérito para apurar as razões que levaram a Companhia de Saneamento de São Paulo (Sabesp) a pôr sob sigilo informações sobre redes subterrâneas de água e esgoto. Em maio, a estatal classificou de secretos os projetos técnicos e a localização dos sistemas. Com a decisão, os dados só devem ser abertos ao público em 2030.

A Sabesp informou, por meio de nota, que as informações foram colocadas sob sigilo para evitar sabotagem ou vandalismo nas redes. “A Sabesp divulgará, ainda esta semana, a lista das entidades, em geral hospitais, em que foram feitas conexões às adutoras”, acrescenta o texto. A empresa usou como base para o sigilo o Decreto Estadual 58.052 de 2012. A norma permite tornar secretas informações que possam pôr em risco a vida, a segurança ou a saúde da população.

trensalao07 alckmin metrô propina

Na semana passada, o secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, revogou a classificação de ultrassecreto que havia sido dada a diversos documentos do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Com esse grau de sigilo, as informações só seriam disponibilizadas ao público após 25 anos.

Estavam nessa lista de classificação, publicada em julho de 2014, relatórios de acompanhamento de obras, registros de falhas do sistema, planos operacionais, processos administrativos para apuração de infração contratual, lista de funcionários e documentos de comunicação interna.

Em alguns casos, a justificativa também foi o possível risco à segurança da população. Porém, grande parte das informações foi classificada como ultrassecreta, segundo a Secretaria de Transportes Metropolitanos, por colocar em risco projetos de pesquisa ou ações de fiscalização para prevenção ou repressão de infrações.

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Os estipêndios principescos, blindados pela justiça, do secretariado de Alckmin

Quem fatura mais: um desembargador ou um secretário tucano de São Paulo? 

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Procuradores foram impedidos de investigar irregularidades nos salários dos secretários de Alckmin (PSDB), por determinação da presidenta do TCE-SP, Cristina de Castro Moraes. Segundo informações do Estadão, a conselheira avaliou que “o órgão responsável pela fiscalização financeira da administração estadual não têm competência legal para realizar esse tipo de procedimento”. Ela defendeu que apenas a iniciativa de apurar esse tipo de caso pertence, a rigor, à Chefia do Ministério Público de Contas, e não aos procuradores.

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Cristiana tomou essa decisão mediante um processo aberto por dois procuradores do Ministério Público de Contas. Eles solicitaram a instauração de auditoria para apurar casos de violações ao teto salarial do funcionalismo público. De acordo com o jornal, há denúncia de que secretários estão recebendo muito mais do que deveriam. O inquérito seria estendido aos servidores dos três do Palácio dos Bandeirantes, da Assembleia Legislativa do Estado e dos órgãos do Judiciário.

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O Estadão destacou que o funcionalismo é obrigado a respeitar os tetos remuneratórios previstos pela Constituição. “Funcionários ligados ao Executivo não podem receber valores acima do salário do governador – fixado no valor de R$ 21,6 mil. Os vinculados ao Judiciário estão submetidos ao salário dos desembargadores do Tribunal de Justiça – estipulado em R$ 30,4 mil. E os do Legislativo, ao salário de um deputado estadual, que é 75% do que recebe um parlamentar da Câmara federal (R$ 33,76 mil)”, frisou.

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A presidente do TCE admitiu que não existe diretrizes engessadas sobre as funções dos membros do Ministério Público de Contas, mas optou por equiparar o órgão ao Ministério Público por “simetria e analogia”, embora ambos sejam independentes e tenham chefias distintas.
Dessa maneira, a conselheira abraçou uma tese controversa até mesmo dentro do MPE, acerda do papel dos procuradores e do procurador-geral. Alguns acham que é papel apenas do procurador-geral investigar um secretário de Estado, como se os titulares tivessem algum tipo de foro privilegiado. Outros, porém, sustentam que o procurador-geral não daria conta de ser exclusivo enssa função.

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O Tribunal de Justiça de São Paulo, o maior do mundo, possui na ativa 360 desembargadores recebendo pro-ventos nas alturas. Nenhum desembargador pode reclamar dos rendimentos principescos do secretariado do governador Alckmin, que paga salários miseráveis para os professores. Todo governador tucano é assim mesmo. Segue o exemplo de Fernando Henrique que, em oito anos de presidência, não construiu nenhuma universidade, nenhuma escola técnica.

PSDB tucano protesto mídia justiça

Fonte: Jornal GGN, com informações do Estadão

São Paulo sem água e a sede de votar, pela quarta vez, em Alckmin

Alckmin Foto do Cloaca News

Alckmin continua blindado apesar de todas as denúncias que pesam contra ele.

Esquerdistas de carteirinha votam em Alckmin, candidato dos banqueiros, dos empresários, das multinacionais, de Fernando Henrique e da extrema-direita.

Os indignados que foram para as ruas, nos protestos de junho de 2013, apesar de reprimidos pela violenta polícia de Alckmin, votam em Alckmin.

Os eleitores de Dilma, Marina e Aécio (traído e cristianizado pelo PSDB) votam em Alckmin.

Oa evangélicos fundamentalistas votam no Alckmin fundamentalista católico.

O povo sem água está com a maior sede de votar em Alckmin.

A bancada da bala, as milícias e o PCC votam em Alckmin.

Todas as vítimas do governo de Alckmin votam em Alkmin pela quarta vez.

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FHC Ariano tucano

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Qual é a misteriosa alquimia de Alckmin?

Os problemas que São Paulo enfrenta de nada abalam a força política do candidato à reeleição

Aroeira
Aroeira

 

por Juan Arias

 

Há quem se pergunte qual é a alquimia usada pelo candidato a governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), para que nada nem ninguém seja capaz de evitar que seja eleito até mesmo no primeiro turno, com 51% dos votos. Seria seu quarto mandato como governador.

E não é que não tenha concorrentes de peso, como Paulo Skaf (PMDB), que aparece com somente 22% das intenções de voto, presidente licenciado da poderosa Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e que figura entre os 60 empresários mais importantes do Brasil; ou como Alexandre Padilha, ex-ministro da Saúde que foi escolhido como candidato do partido do Governo, (PT) pelo ex-presidente Lula.

Três vezes governador do Estado que ostenta 30% do PIB do Brasil, com uma população de mais de 40 milhões, Alckmin parece ter um mistério relacionado com a antiga alquimia da qual, ao que parece, vem seu nome de família.

Em eleições duras e complexas como as que vive o Brasil, o tranquilo governador de São Paulo, circundado de problemas por todos os lados, alguns de grande peso como o caótico e desumano trânsito urbano e uma violência que impede a população de sair tranquila à rua por medo de ser assaltada e sequestrada, o candidato a governador parece caminhar sobre as águas de um lago sem que nada nem ninguém o faça cair nas pesquisas.

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A grave situação do Estado de São Paulo faria pensar em uma reeleição, senão impossível, pelo menos difícil para aquele que por três vezes já foi governador.

Foi neste Estado que, no ano passado, estouraram os protestos de rua. E foram nesses protestos que a truculência da Polícia Militar com os manifestantes fez com que eles se estendessem por todo o país.

Soldado de Alckmin ataca um cinegrafista
Soldado de Alckmin ataca um cinegrafista

É em São Paulo que a situação das prisões de segurança máxima é tão grave que o PCC (Primeiro Comando da Capital) colocou a cidade de joelhos várias vezes, com suas ordens vindas da cadeia. E é esse o Estado que vive uma trágica possibilidade de ficar sem água pelo nível baixíssimo de suas reservas, ao que parece por graves falhas de planejamento e gestão.

água sao paulo

Nem sequer sua suposta filiação ou simpatia pela Opus Dei, uma das instituições religiosas católicas mais conservadores, nem as supostas acusações de estar envolvido no último escândalo de corrupção do Caso Alstom, na construção do metrô, conseguiram diminuir a força eleitoral de Alckmin.

Em minha passagem por São Paulo, perguntei várias vezes para pessoas de diferentes extratos sociais qual é o segredo do inquebrável governador, a quem nada parece ser capaz de balançar. E as respostas não foram claras. Alguns dizem que ainda não apareceu nada melhor; que é uma pessoa séria, que realizou coisas concretas no Estado, que não perde a calma; que é um bom trabalhador. Nada muito além disso.

Nada, entretanto, que faça pensar em uma grande personalidade, como foi Lula, que fazia com que fosse seguido quase magneticamente. Alckmin foi comparado até mesmo com um dos vegetais mais insossos do Brasil, o chuchu, que para ter algum gosto precisa ser temperado com especiarias.

Nem sequer suas origens e formação explicariam esse “carisma sem carisma” do governador: nasceu em uma cidade sem brilho do Estado de São Paulo, que eu mesmo não consigo pronunciar sem gaguejar: Pindamonhangaba.

É médico anestesista, mas desde os 20 anos se dedica à política. Foi fundador, junto a personagens de grande importância como o sociólogo e ex-presidente do Brasil Fernando Henrique Cardoso e o economista José Serra, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).

Quem se atreveu um dia a se aprofundar no misterioso caráter do personagem Alckmin, blindado de todas as adversidades e todos os embates, foi o ex-ministro do PT e atual governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro. Genro apelidou Alckmin, uma vez, de “manso amestrado para ser agressivo”; uma espécie de cachorro pit-bull, que ao mesmo tempo parece “frio e de cera” e que pertence a uma certa “aristocracia paulistana indiferente ao Brasil”.

O certo, entretanto, é que no Estado de São Paulo, essa aristocracia, se existe de verdade, é minoria. Também convivem nele imensas massas de simples trabalhadores originários de cerca de cem nacionalidades diferentes, muitas vezes amontoadas em favelas que controlam milhões de votos e uma classe média difícil de lidar e enganar.

Ao lembrar que a origem do nome de família de Alckmin é desconhecida, que poderia vir do aramaico, onde significa o “químico”, se diz que seu nome significa “alquimia”, que poderia vir da palavra árabe ‘alkimya’.

E a alquimia, desde a antiguidade, é identificada não somente com o sonho de transformar os metais em ouro, mas também com a busca da pedra filosofal e de um certo misticismo capaz de transformar a ignorância em sabedoria.

O mistério da incrível sobrevivência política de Alckmin estaria relacionado com a magia da alquimia?

Na busca dessa espécie de milagre eleitoral de Alckmin, contra quem nem a força de Lula adiantou, que se esforçou para destronar o candidato do PSDB para colocar à frente do Estado mais numeroso, mais rico e influente do Brasil, seu favorito, Padilha, outro médico, como governador, existe até quem chegou a usar o humor: como Alckmin é anestesista de profissão, talvez tenha sido capaz, dizem, de anestesiar os 51% da população que podem mantê-lo outros quatro anos no poder.

Alckmin terá conseguido, na verdade, descobrir a verdadeira pedra filosofal política sem que os outros candidatos tenham percebido?

O que os sérios e trabalhadores cidadãos de São Paulo, um macro-cosmo altamente plural, veem no personagem Alckmin para que, aparentemente sem grande brilho, acabe convencendo se nem sequer esforçar-se muito?

Dizem que Alckmin é religioso. O que ele não deixará de ser é objeto da “santa inveja” por parte de candidatos com muito mais personalidade que ele, que sofrem e lutam hoje para conseguir subir alguns décimos no termômetro de seus apoios eleitorais enquanto o paulistano está quebrando sem grandes esforços esse termômetro do sucesso com seus 51 graus de febre eleitoral.

 

Marina equipe vice alckmin tesoureiro

 

Marina muda veto. Agora apóia Alckmin para governador e fica esquecido o contrabando de pessoas

Até Alckmin abandona Aécio. Que José Serra vota em Marina

 

Pela pregação dos pastores da Assembléia de Deus, a mulher deve obediência ao marido. Evangélica que é, Marina Silva apóia o marido em tudo. Esta era a razão de combater a reeleição de Geraldo Alckmin.

Escreveu o marido Fabio Vaz de Lima: “Todos sabemos como são tratados pela elite de SP os nordestinos, bem vindos apenas para suprir o exército de força de trabalho para as diversas atividades econômicas como usinas de cana e construção civil. (…)

Deixemos de lado a violência de polícia, crime organizado que deixam um governo [de Geraldo Alckmin] acuado por chefes em presídios. Ora quem morre são os mais pobres sempre. Solução para os ricos: condomínio, carros blindados, seguranças particulares.

Se analisarmos de maneira mais profunda como eles (SP aqui como os ricos) olham o resto do país e a nossa região, aqui é apenas espaço de consumo para seus produtos e fonte de recursos naturais para suas indústrias e serviços. Paramos para pensar quanto saiu ganhando SP com a isenção e impostos para a indústria automobilística e quanto nós perdemos? Ganharam vendendo mais carros, inclusive para nós. Perdemos, exportando nossas renda somada à redução de transferência constitucional (FPE e FPM) para o Estado e Municípios. Resultado final: eles ficaram mais ricos e nós, mais pobres. Alguns compraram mais carros, mas a maioria perdeu renda.

Onde se compra mais madeira ilegal fruto de desmatamento e outras ilegalidades. Não vou falar, pois acharão que estou com perseguição com SP (lembro: nasci lá). De onde vem o cartel para impedir que empreendimentos nas regiões mais pobres do país de consolidem como os nossos voltados para proteína animal como aves, ovos, suínos e peixes? Se o Acre não for competitivo, e ser justo com os nossos, eles nos engolem”.

O artigo, com o título “Responsável quem, cara pálida?”, foi publicado no dia 26 de abril último, no Página 20, Net.

Em 23 último, publica a Revista Forum:

Marina Silva autoriza campanha conjunta com Alckmin
Quando Eduardo Campos era o cabeça de chapa esta era uma peça da campanha do PSB em São Paulo. Maria dizia que não tinha a autorização dela.
Quando Eduardo Campos era o cabeça de chapa esta era uma peça da campanha do PSB em São Paulo. Maria dizia que não tinha a autorização dela.

 

Postura é mais uma mudança da candidata, que no início do pleito declarou que não faria campanha com o tucano

De acordo com informações da coluna da jornalista Monica Bergamo, desta terça-feira (23), a candidata Marina Silva autorizou que o material de campanha que será distribuído em São Paulo, na fase final deste primeiro turno, tenha o nome de Geraldo Alckmin como candidato ao governo do estado.

Esta decisão marca mais uma mudança de postura e discurso da candidata Marina Silva, pois vale lembrar que, no início do pleito, Silva havia afirmado que não dividiria palanque com o candidato tucano ao governo do estado de São Paulo.

Ainda de acordo com a coluna de Bergamo, a mudança de Marina Silva acontece após pressão dos coordenadores de sua campanha. Eles teriam orientado a candidata que, caso haja atrito entre ela e Alckmin, que possui grande popularidade em São Paulo, ela poderia perder votos.

A pressão também acontece porque Marina Silva, que se mantinha líder nas pesquisas no estado de São Paulo, perdeu pontos nos últimos levantamentos. Vale lembrar, também, que ela se posicionou contra a aliança do PSB com o PSDB em São Paulo. Marcio França, candidato a vice na chapa de Geraldo Alckmin, é coordenador financeiro da campanha de Marina Silva.

Contrabando de pessoas do Haiti e Senegal

O artigo de Fábio Vaz é uma resposta à secretária da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo, Eloisa de Sousa Arruda, que afirmou que Sebastião Viana, governador do Acre, foi “irresponsável”, ao enviar tropas de senegaleses e haitianos para São Paulo sem comunicar.

Paralelamente corre a denúncia de que os contrabandistas de mão-de-obra para os latifúndios faturam bilhões, e subornam poliiciais para a entrada no Brasil de trabalhadores escravos.

Fábio Vaz denuncia que o “Governo federal está aquém das suas possibilidades, penalizando o Estado [do Acre] por duas vezes. A primeira não tendo competência de controle sobre as fronteiras. Segundo deixando ao governo local os custos de um tratamento digno que passou ser a imagem do País”.

Não faz nenhuma referência ao tráfico de pessoas.

 

 

 

 

Onde estavam os covardes?

por Florestan Fernandes Jr
In Ficha Corrida

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Sem medo. Dilma no Itaquerão

Onde estavam ontem os políticos que festejaram a escolha do Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014? Onde estavam: Lula, Sérgio Cabral, Eduardo Campos, Aécio Neves, José Serra, Jaques Wagner, Yeda Crusius, Cid Gomes, Carlos Eduardo de Sousa Braga, Wilma de Faria, Roberto Requião, José Roberto Arruda, Blairo Maggi? Onde estava Marina Silva que queria uma sede no Estado dela, o Acre? Onde estavam os prefeitos, senadores, deputados, ancoras de televisão e rádio que queriam tanto a Copa do Mundo? Onde estavam os prefeitos e governadores responsáveis pelas obras exigidas pela Fifa? Ontem, coube a uma única mulher receber toda a agressão de uma torcida rica e privilegiada que conseguiu ingressos para o jogo de abertura em São Paulo. Uma elite raivosa que não perde a chance de destilar seu ódio de classe, seus preconceitos e sua falta de educação. Parabéns, presidenta Dilma, você não se escondeu nos palácios da República como fizeram os governadores, inclusive o senhor Geraldo Alckmin.

copa futebol Aécio Eduardo

Suiça enviou oito ofícios para investigar as propinas da Alstom para os governos Aécio, Serra e Alckmin que livro de Tuma Filho visa abafar

BRA_DDC Siemens

 

Após três anos do “arquivamento em pasta errada”, pelo procurador De Grandis, requisições da promotoria da Suíça voltam a tramitar no Brasil

Informa Novo Jornal: Reportagem publicada pela revista “IstoÉ” mostra que o procurador do Ministério Público Federal (MPF), Rodrigo De Grandis, deixou de responder oito ofícios do MP suíço, e não somente um, como vem sendo divulgado. Os pedidos de cooperação sobre o caso do propinoduto tucano estão sendo solicitados desde 2010.

A respeito da falta de cooperação do MPF brasileiro, De Grandis, que era o responsável pelas investigações sobre os negócios da Alstom no Brasil, justificou que teria deixado de responder somente a um pedido, feito em 2011, pois estava arquivado em uma “pasta errada”.

Os casos Alstom e Simens são investigados também na França e nos Estados Unidos, além da Suiça, e envolve propinas para os governos tucanos, via empresas de energia e metrô de São Paulo.

E aparece Tuma Filho, com um livro, para garantir que tudo não passa de um dossiê elaborado pelo PT. Veja o abafa:

Transcrito da revista Veja
Transcrito da revista Veja

Ainda o Novo Jornal de Minas Gerais: De acordo com a mesma reportagem, Rodrigo De Grandis recebeu o primeiro documento relativo à investigação suíça em abril de 2010, o ofício 3365, encaminhado pelo Ministério da Justiça. De lá para cá, houve outros sete ofícios, todos não respondidos pelo procurador, que teria sido contatado também por e-mail, além de conversas telefônicas sobre o caso com autoridades em Brasília.

Em função da falta de cooperação do MPF, chegou a ser anunciado que os promotores suíços haviam decidido arquivar a investigação contra acusados de participarem do esquema de distribuição de propinas a políticos e funcionários públicos.

O ofício mencionado pelo procurador pedia, entre outras diligências, que interrogassem quatro suspeitos do caso, analisassem sua movimentação financeira no País e fizessem buscas na casa de João Roberto Zaniboni, diretor da estatal CPTM entre 1999 e 2003. Nos governos dos tucanos Mário Covas e Geraldo Alckmin, Zaniboni é acusado de ter recebido US$ 836 mil em função desse esquema.

A procuradoria suíça também solicitou que fossem interrogados os consultores Arthur Teixeira, Sérgio Teixeira e José Amaro Pinto Ramos, suspeitos de atuarem como intermediários do pagamento de propina pela Alstom. Os procuradores da Suíça apontam que Arthur Teixeira e Sérgio Teixeira foram os responsáveis pelos repasses.

A respeito da falta de cooperação do MPF brasileiro, De Grandis, que era o responsável pelas investigações sobre os negócios da Alstom no Brasil, justificou que teria deixado de responder somente a um pedido, feito em 2011, pois estava arquivado em uma “pasta errada”.

Contudo, a Procuradoria-Geral da República (PGR) informou que o acordo de cooperação com o MP suíço para investigar o caso, foi renovado e que os pedidos de investigação feitos pelo órgão já estão sendo atendidos.

O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) deu início a um procedimento preliminar, visando investigar a conduta de Rodrigo de Grandis. O caso não será conduzido pelo procurador, que ficará licenciado do cargo de novembro até dezembro para concluir seu mestrado.

Após perceber a falha administrativa, a Procuradoria no Brasil disse que já avisou o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI) sobre o problema, e que as autoridades suíças serão indagadas se ainda querem adotar medidas quanto aos suspeitos.

Deve chegar ao Brasil, ainda esta semana, uma cópia do processo da Cegelec – empresa comprada pela Alstom – onde consta um comunicado datado de outubro de 1997, relatando que “Neves”, recebera 8,5% da propina distribuída.

Alstom propina tucano

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Uma CPI que a Assembléia Legislativa de São Paulo engavetou. Que a maioria dos deputados forma uma bancada de apoio a Alckmin
Uma CPI que a Assembléia Legislativa de São Paulo engavetou. Que a maioria dos deputados forma uma bancada de apoio a Alckmin

A Alstom e a Siemens formaram um cartel de propinas. Clique nos links para saber mais.

Em quatro meses, mais de 80 jornalistas agredidos pelos soldados estaduais de governadores

A maioria das agressões aconteceu nas capitais de São Paulo e Rio de Janeiro. O ódio vem do revide às coberturas jornalísticas dos casos Amarildo e da chacina da família Pesseghni. E do interesse político de atemorizar o povo, que reivindica serviços essenciais como saúde e educação.

Em São Paulo, o governador Geraldo Alckmin acaba de comprar armas químicas para usar contra os manifestantes e jornalistas.

São Paulo possui 95 mil soldados estaduais. É a maior polícia do Brasil, e a terceira entre os efetivos dos países da América Latina.

Apesar de fortemente armado, Alckmin se diz ameaçado de morte, pelo govêrno paralelo, o PCC.

Admitir as presenças de um governo legal e outro invisível é sinal de fraqueza, de uma Polícia Militar sem comando, apenas treinada para reprimir professores e estudantes grevistas, e  os indignados com a corrupção. Polícia adestrada para dispersar das ruas os movimentos pacíficos que, desarmados, promovem passeatas.

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Após agressões em protestos, jornalistas mudam visão sobre segurança

por Nathália Carvalho

Desde junho, quando o país começou a presenciar a série de protestos em diversos estados, mais de 80 profissionais de imprensa foram agredidos física e moralmente, conforme levantamento realizado pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraij). Quem passou por isso não guarda boas lembranças e afirma que há pouca segurança para repórteres que cobrem momentos de conflitos.

Contratado da Globonews, Pedro Vedova teve sua história divulgada no mesmo dia em que policiais atiraram em sua testa: 20 de junho. O jornalista estava cobrindo os protestos no Rio de Janeiro quando a redação pediu para que ele pegasse a chegada dos manifestantes à prefeitura. “Mas a bateria da câmera acabou e não fazia sentido que eu estivesse lá sem equipamento. Corri para a base da redação e troquei. Quando voltei, a confusão já estava formada”.

Ao ver o conflito e auxiliado por dois seguranças da emissora, Vedova andou pela margem de um viaduto se escondendo atrás de palmeiras. “Quando cheguei até a última árvore, me senti vulnerável. Então, abaixei para apoiar a câmera. Não estava filmando, mas usei o zoom do equipamento para enxergar o que estava acontecendo a 100 metros de onde estava”. Naquele momento, o jornalista foi atingido no meio da testa.

Pedro Vedova
Pedro Vedova

“A gente sabe que parte da polícia é agressiva, mas jamais imaginaria que poderiam mirar na minha cabeça. As autoridades procuram controlar a confusão, mas não havia nada perto de mim que tivesse de ser controlado. Não dá para falar que o tiro foi acidental”. À época, Vedova não percebia que estar ali se tratava de ato corajoso. Depois de ficar afastado e passar por cirurgia, o cinegrafista comenta que ficou desapontado e frustrado com tudo que aconteceu.

Ex-repórter do Portal iBahia, de Salvador, Tiago Di Araújo passou por situação diferente do colega do Globonews. Era 22 de junho quando, ao fotografar as manifestações, três policiais o abordaram. “Pediram a minha identificação de profissional da imprensa e eu apresentei. Um dos policiais alegou que uma daquelas fotos poderia demitir um pai de família, me pedindo para apagá-las. Respondi que estava apenas fazendo o meu trabalho e eles me ameaçaram dizendo que eu iria perder todas as fotos”. E foi o que aconteceu, pelo menos num primeiro momento. Repreendido, Di Araújo foi obrigado a apagar as imagens, que recuperou por meio de um programa quando chegou à redação.

A atitude das autoridades foi ridícula, afirma o jornalista. “Só não fui agredido por ter me identificado com crachá e creio também por ser profissional da maior rede de comunicação do estado”.

Tiago Di Araújo
Tiago Di Araújo

Segurança
Di Araújo acredita que não há segurança suficiente para quem trabalha na rua e que, nestes casos, o profissional conta com a própria sorte e esperteza. “Mudei a minha confiança na segurança pública. E aumentou o medo em relação às atitudes policiais, que sempre optam pela violência física e verbal para impor certo tipo de respeito”. Ele afirma que não existe nenhum tipo de prevenção contra essas atitudes truculentas e que, depois do ocorrido, são geralmente acionados meios legais, que não resolvem em nada.

Vedova conta que, se fosse hoje, teria muito mais receio da polícia. “A questão é que o repórter precisa estar com a câmera apontada para o policial e para os manifestantes. O jornalista não tem o que fazer na manifestação se não isso. Ficaria mais atento à movimentação dos PM’s”. Ele acredita que situações como essas são específicas e que o profissional precisa ter postura ativa para levar informação completa e de qualidade às pessoas. “Ainda que haja dificuldades para cobrir por causa das autoridades ou manifestantes, temos que ir e fazer o nosso trabalho”.

Estratégias
Questionado sobre os cuidados para trabalhar durante coberturas de protestos, Vedova explica que não há muitas estratégias para se proteger. “Você vai aprendendo, mas eu já era repórter escaldado, fui criterioso e cuidadoso, mas acabou acontecendo”. O colaborador da Globonews acredita que se trata de fatalidade, algo que ninguém conseguiria prever.

Na Bahia, Di Araújo ressalta que ficou assustado com a situação e teve medo de registrar algumas fotos nos protestos que cobriu em seguida. “Fiquei bem abalado e com medo, por causa do histórico de violências policiais que ocorrem em nossa cidade. Eles gravaram a minha fisionomia e meu nome, e ainda me ameaçaram”.

Debate
A discussão sobre a violência contra profissionais de imprensa foi tema de hangout realizado pela Abraji na semana passada. O debate contou com a presença do presidente da entidade e editor do ‘RJTV’ (TV Globo), Marcelo Moreira, do diretor e repórter da Gazeta do Povo, Mauri König, e do coordenador dos cursos de jornalismo em situações de conflito armado e outras situações de violência realizados em São Paulo pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), João Paulo Charleaux.

Sobre as agressões que partem de manifestantes, Moreira disse que isso é reflexo de descontentamento com a mídia, que é vista como concentradora de informação. “Mas acontece que isso tem que ser discutido no campo das ideias e jamais o repórter deve ser vítima de violência por alguém que não concorde com o veículo de imprensa”.

König trouxe para o debate a visão de que a maioria da opinião pública acredita existir um grupo de jornalistas que iniciam seus trabalhos com o propósito de sacanear alguém e fazer mal. “Incomoda ver essa busca de usar a imprensa como bode expiatório de todos os males do Brasil. O repórter acaba sendo a ponta de lança da mídia tradicional e sofre na rua”. Ele acredita que as empresas de comunicação precisam ser responsáveis pela segurança de seus profissionais. “Grandes grupos têm assistência para o repórter que cobre conflitos, mas as pequenas não. Isso deveria ser geral. O jornalista não pode contar apenas com a cara e a coragem para fazer seu trabalho”.

Investir em treinamentos pode ser a saída para diminuir os casos de violência, explica Moreira. “O repórter percebe que uma matéria não compensa o risco que ele está correndo quando é treinado. Nenhuma imagem vale uma vida e não vale a pena que ele se arrisque por algo que será publicado em pouco espaço no veículo. Essa noção precisa ser repassada para os profissionais”.

[Outra vítima da violência da polícia de Alckmin, o fotógrago Sérgio Silva que perdeu um olho: “Todos os dias quando eu acordo, me olho no espelho e a imagem que tenho é essa que você está vendo agora: da violência, do meu olho fechado. Todos os dias eu lembro, não tem como.”

Naquela tarde de junho, em São Paulo, Sérgio registrava, pela agência Futura Press, uma manifestação contra o aumento da tarifa de transporte público quando policiais começaram a atirar com balas de borracha na esquina das ruas Caio Prado e Consolação, no centro da cidade.

fotografo-sergio-silva

A tragédia que lhe tirou a visão, há quase quatro meses, mudou sua vida. Não apenas deu fim ao seu instrumento de trabalho, como o impediu de conseguir manter uma rotina comum para um homem de 31 anos, casado e com duas filhas. “Além de tecnicamente eu estar muito abaixo de um fotógrafo normal, não sou capaz de enxergar direito o caminho pelo qual devo ir ou mesmo de pegar um transporte público sozinho”, contou. “Retomei a vida social recentemente, há cerca de três semanas. Vou a casa de familiares, amigos, estou fazendo primeiro uma adaptação, para depois pensar em exercer minha profissão como antes.”]

Veja vídeo:

http://br.noticias.yahoo.com/video/documento-yahoo-um-olho-menos-224057982.html

 

 

 

A prostituição sagrada e o bom ladrão tucano

Di Cavalcanti
Di Cavalcanti

 

O mito do Brasil cordial faz de toda brasileira uma puta. E todo brasileiro um  ladrão. O bom ladrão, reconhecido por Jesus na cruz, e lembrado no sermão de Padre Antônio Vieira (vide link).

 

O ladrão cordial motivou as privatizações das estatais, por Fernando Henrique. O berço esplêndido renderia mais  nas mãos dos piratas estrangeiros que, desde a conquista de 1500, demonstram um desinteressado amor à nossa mãe gentil, Pátria amada.

 

A fama de melhor puta do mundo apareceu com o primeiro navio negreiro.

 

Da sensualidade da mulata brasileira, no deitar com o branco, para Gilberto Freyre, o milagre de uma orgástica miscigenação.

 

A açucarada doçura das relações do branco e a negra, promoveu a ascensão da senzala para a casa grande. Embora Lula blasone que foi o criador dessa inclusão.

 

A nova classe média brasileira, uma das maiores e melhores heranças do governo Lula, disse a presidente Dilma Rousseff. “Sabemos que o País avançou muito. Há uma população que entrou na classe média levada por uma integração produtiva e educativa. Essa nova classe média é uma das grandes conquistas e das maiores e melhores heranças que tenho do governo Luiz Inácio Lula da Silva”. Na avaliação de especialistas, 29 milhões de pessoas pobres, nos últimos seis anos, subiram da classe D para a C.

 

O brasileiro não é racista. Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com base no Censo Escolar de 2011, apontam que há 5,5 milhões de crianças brasileiras sem o nome do pai na certidão de nascimento.

 

Para reforçar o mito do Brasil cordial, aparece o bom ladrão tucano de  Mario G. Shapiro, prometendo o paraíso para José Serra e Geraldo Alckmin.

 

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Negócios cordiais

 

A denúncia de cartel nas licitações do metrô de São Paulo e de Brasília é mais uma evidência do capitalismo de compadrio que subsiste entre nós

 

por Mario G. Schapiro*

Em meados dos anos 1930, na sala de parto da sociologia brasileira, Sérgio Buarque de Holanda atribuía à cordialidade um papel de destaque nas Raízes do Brasil. Não descrevia com isso uma suposta docilidade do brasileiro, mas um comportamento com consequências potencialmente predatórias. A cordialidade resumia nossa manifesta confusão entre o público e o privado, entre os cargos e os apelidos e entre a regra e o particular. Uma espécie de subversão da impessoalidade nas relações públicas.

Esse tipo de entrelaçamento transbordava também para outras arenas da vida nacional. Afinal, se havia um “homem cordial”, era de se esperar que seus contratos viessem também na forma de negócios cordiais, de um capitalismo de compadrio. A certa altura de seu registro, Buarque relata que “é tão característica entre nós essa maneira de ser que não desaparece sequer nos tipos de atividade que devem alimentar-se normalmente da concorrência”.

Assim fomos. Mas assim somos. A acalorada investigação de um suposto cartel nas licitações do metrô de São Paulo e de Brasília é somente a evidência da vez, que permite revisitar a anatomia do capitalismo brasileiro. As informações já publicadas, e as referências de casos semelhantes, apontam para elementos bem conhecidos dessa dinâmica econômica: concertações privadas, atividades coordenadas fora dos mercados e alta participação do Estado como agente econômico. No caso do metrô, especula-se também o envolvimento de agentes de governo na organização do cartel, fazendo assim uma possível ligação do acerto privado com o sistema político. Enfim, um padrão de funcionamento que destoa dos modos de uma economia liberal, que é assentada em relações impessoais, regras jurídicas previsíveis e um mercado competitivo.

Se assim éramos e se assim somos, o difícil é dizer como seremos. Desatar o nó desse capitalismo de compadrio não é fácil e requer habilidade, para que não se erre na dose e o remédio não vire veneno. Se os cartéis e a corrupção são evidentemente tóxicos, a participação do Estado na indução do desenvolvimento e a constituição de um padrão peculiar de capitalismo podem ser funcionais para certas economias, aqui e acolá.

Assim como a cordialidade nada tinha de amistosa, ela também não é um traço essencialmente brasileiro. A ausência da impessoalidade, de um mercado amplamente concorrencial e de uma sociedade regida pela lei são traços comuns a muitos dos países em desenvolvimento – bem e malsucedidos. O que se sabe como referência anedótica é confirmado pelos dados. O índice de governança do Banco Mundial aponta que países como Brasil, Rússia, Índia e China estão situados a meio caminho na construção de um padrão ocidental de Estado de Direito. Daí se conclui que há um certo tipo organizacional nesses países que chegaram depois na corrida do capitalismo. Esse padrão passa por arranjos institucionais que destoam das referências liberais, consagradas nos países avançados da Europa e da América do Norte. E, embora essa variedade institucional tenha implicações e efeitos colaterais, a China é mais do que uma evidência de que essa divergência de modelos não conduz necessariamente ao fracasso econômico.

O desafio, portanto, é desatar o nó do compadrio sem romper o elo do desenvolvimento. Se há um tipo de capitalismo cordial nas economias situadas abaixo do equador, a tarefa dos formuladores de política é garantir funcionalidade a esses arranjos. No caso brasileiro, isso passa menos pelos recorrentes e malsucedidos transplantes de instituições dos países desenvolvidos, como a criação de um capitalismo liberal a fórceps, e mais pelo combate a certas doenças locais – como é o caso dos cartéis e da corrupção. Trata-se de condutas ilegais, injustificáveis e sem ganhos públicos. Apenas promovem a ineficiência e atrapalham o crescimento.

Por isso, tem sido correta a orientação da política brasileira de defesa da concorrência, que nas últimas décadas tem priorizado o combate aos cartéis. Contando com importantes ferramentas, como o acordo de leniência, que estimula as empresas a delatarem acordos ilícitos, o Cade tem aplicado multas que ultrapassam os bilhões de reais em um universo de algumas dezenas de casos já condenados.

Nesse cenário, o caso do metrô pode abrir caminho para um passo adicional no aperfeiçoamento dos negócios cordiais: a perseguição aos cartéis nas licitações públicas. Afinal, se o Estado é um agente econômico de peso, as autoridades concorrenciais, o Ministério Público e os tribunais de contas devem centrar a sua atuação nos negócios celebrados entre o público e o privado. Com isso, ministram o remédio correto: o combate à corrupção e à ineficiência econômica no grande mercado das compras públicas. Auxiliam ainda na difícil tarefa de se reinventar um modelo institucional capaz de oferecer uma coordenação legítima e efetiva para as relações econômicas entre o Estado e o mercado.

(Transcrito do Estadão)

Corrupto que investe na Folha retorno garantido

por Gilmar Crestani/ Ficha Corrida

 

indignados tucanos

Já não sei qual dos editorias é pior. Se aquele d’O Globo saudando a chegada da ditadura, se este da Folha defendendo a corrupção, desde que praticadas por tucanos. As próprias empresas, ALSTON e SIEMENS declararam e foram julgadas e condenadas em seus países de origem. No Brasil só há um tipo de corrupção que ocupa os grupos mafiomidiáticos e altas esferas do Poder Judiciário e do Ministério Público. Qualquer quadrilha, não sendo do PT, tem salvo conduto. Até parece que a condenação do PT se dê exclusivamente por ameaça ao monopólio. Estariam com medo de concorrência? Não é mero acaso que tenham se reunido, todos as cinco famiglias mafiomidiáticas, para criarem o Instituto Millenium, através do qual podem coordenar as ações e  serem a$$e$$orados pela CIA.

Crítica ao editorial da Folha de S.Paulo

Sugestão de Osvaldo Ferreira

Por fora dos trilhos

Editorial

Cartel delatado pela Siemens lança suspeita grave sobre governos tucanos em SP; PSDB acusa Cade de servir como instrumento político
As sucessivas administrações do PSDB em São Paulo, Estado governado pelo partido desde 1995, estão no epicentro de um escândalo milionário em torno do fornecimento de material ferroviário para linhas de metrô e de trens da CPTM.
O caso foi revelado nesta Folha. Reportagem de 14 de julho relatou a delação de um cartel por um de seus integrantes, a empresa alemã Siemens, ao Cade (agência federal antitruste) e ao Ministério Público, com os quais fizera acordo de imunidade em troca de colaboração.Não há ainda denúncia formal à Justiça. Por ora vieram à tona apenas documentos internos da Siemens que mencionam a combinação de resultados com as concorrentes Alstom (França), Bombardier (Canadá), CAF (Espanha), Mitsui (Japão) e outras empresas menos expressivas. Ao menos seis licitações teriam sido fraudadas.
Há que considerar a investigação com dupla cautela. Os detalhes ainda são nebulosos, mas o que transpirou até aqui indica um conluio entre fornecedores para repartir encomendas e elevar seus preços de 10% a 30%, sem provas de envolvimento das autoridades.

– Observação: Não cabe a um jornal em seu editorial afirmar que não há provas contra autoridades de um partido político ou governo. Cabe a um jornal que mereça receber o nome de jornal exigir das autoridades que abram as suas contas à cidadania, de modo que esta com o respaldo do Ministério Público e da Polícia Estadual e, se for o caso Federal, averiguem qual foi o grau de envolvimento das autoridades públicas na grave denúncia, afinal, não há corruptores sem corruptos. Esta cautela excessiva da Folha de São Paulo com o PSDB jamais, repito, JAMAIS é repetida diante de acusações contra o PT, quando manchetes são postas em letras garrafais, repercutidas durante vários dias ou meses e reputações são assassinadas. Depois há o arquivamento das denúncias e a Folha nem sequer se dá ao trabalho de dar satisfações aos seus leitores sobre isso.

Essa hipótese, nada implausível, aparece em “diários” de executivos da Siemens entregues ao Cade que sugerem um suposto aval ao esquema dos governos tucanos de Mário Covas (1995-2001), Geraldo Alckmin (2001-2006) e José Serra (2007-2010).
Uma nota oficial de Alckmin, atual governador, afirma que surgiram apenas “comunicações entre empresas privadas, sem participação de servidor público estadual”, e que será pedido ressarcimento aos cofres públicos.

Observação: Se o Governador não sabia, deveria saber. É sua obrigação. Se sabia e se aquietou prevaricou. Se sabia, se aquietou e continuou a manter contratos com essas empresas, é um corrupto protegido pela Folha de São Paulo. Como as obras e os serviços continuaram até hoje com pagamentos às empresas corruptoras, a defesa que este editorial safado faz do governo de São Paulo e do partido que está no poder, o PSDB, é simplesmente de dar ânsia de vômito!

Seu chefe da Casa Civil, Edson Aparecido, saiu em ataque contra o governo federal do PT, acusando o Cade de se tornar “instrumento de polícia política”. O ex-governador Serra agiu da mesma forma.
Já o secretário estadual de Transportes da administração Covas, Claudio de Senna Frederico, pronunciou-se em termos mais ambíguos. Ainda que negue ter tomado conhecimento do cartel, ele não o descarta. E afirma não se lembrar de “ter acontecido uma licitação de fato competitiva” no setor.

É uma declaração consternadora. Mesmo que o conluio sob investigação tenha permitido saltar a usual e custosa etapa de ações judiciais após licitações, seria excesso de pragmatismo –ou índice de coisa pior– tolerar o sobrepreço e o desperdício de recursos públicos sob esse pretexto.

Observação: Consternadora é a situação de milhões de pessoas que dependem do transporte público no Estado de São Paulo e na Capital e não a declaração clara e evidente de um ex Secretário Estadual de Transportes confirmando não se lembrar da eficácia de alguma licitação no setor. O jornal em seu editorial, suave, suave, fala em tolerar sobrepreço, como se tolos fôssemos (seus leitores assíduos com certeza devem ser) e não soubéssemos que sobrepreços como os praticados dão azo a apropriação privada de recursos públicos, vale dizer, bola e bola ao PSDB!

Ainda não há como concluir se houve um caso grave de conspiração privada contra o princípio da concorrência ou se foi ultrapassado também o limiar da corrupção pública. Que o Cade e o Ministério Público concluam com o máximo de firmeza e celeridade sua investigação, de modo a confirmar ou afastar de vez a suspeita que paira sobre os trilhos paulistas.

Observação: Interessante como este benefício da dúvida que este editorial concede ao PSDB, partido no governo de São Paulo há 20 anos não é extensivo ao PT no Governo Federal. Muito interessante. Já há declarações de repasses de pelo menos 7% do sobrepreço cobrado a dirigentes do PSDB em cargos no metrô e nas ferrovias paulistanas e essas declarações são das empresas corruptoras, notadamente da Siemens. Logo, este editorial comprova o cinismo, o partidarismo e o desserviço que a imprensa brasileira presta ao cidadão, ocultando o que já é de conhecimento público nas redes sociais e tratando agremiações partidárias de forma absolutamente diferenciada conforme suas conveniências econômicas e políticas. Uma vergonha absoluta e um editorial repulsivo pelo cinismo escancarado!

Crítica ao editorial da Folha de S.Paulo | Brasilianas.Org

BRA_OE corrupçãoBRA_FDSP corrupção licitações

Le Lis Blanc Brasil utiliza trabajo esclavo para producción de ropas

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Una de las marcas de ropas más caras de Brasil, Le Lis Blanc, utiliza trabajo esclavo para la fabricación de sus piezas en Sao Paulo

por Rebelión/Adital

Con informaciones de Daniel Santini, de Repórter Brasil.

Un reportero de la organización Repórter Brasil (www. reporterbrasil.org.br) estuvo presente en la fiscalización realizada por fiscales de la Superintendencia Regional del Trabajo y Empleo de San Pablo (SRTE/SP) en tres talleres, de donde fueron rescatadas 28 personas, incluyendo una adolescente de 16 años.

Los tres talleres con problemas estaban “cuarterizados”. Dos empresas intermediarias encargaban las piezas y las reenviaban a la marca de lujo. Aún así, de acuerdo con el auditor fiscal Luís Alexandre Faria, que participó de la acción, no existen dudas sobre la culpabilidad de Restoque S.La, empresa dueña de la marca Le Lis Blanc, en relación con las condiciones en la que los trabajadores fueron rescatados.

En uno de los talleres, en cuartos cercanos, se quedaban los trabajadores bolivianos, viviendo en camarotes en cuartos apretados, algunos con divisiones improvisadas, cobrando por producción y cumpliendo jornadas exhaustivas de 10 horas por día. Según las declaraciones, en promedio el valor pagado por pieza variaba entre R$ 2,50 y R$ 7. En los shoppings, las ropas con la marca Le Lis Blanc son vendidas por hasta 150 veces más.

Cuando se realizó la fiscalización, los talleres estaban parados, debido a una cancelación repentina de pedidos. “Esto sólo agravó la situación, pues eliminó la única posibilidad de subsistencia de los trabajadores que trabajaban para la empresa”, explica el auditor fiscal Renato Bignami, que coordinó la acción. “El principal problema que encontramos fue el hecho de que los trabajadores vivían en el mismo lugar de trabajo”, completa. Además de sometidos a condiciones degradantes y jornada exhaustiva, muchos de los rescatados estaban presos por deudas, lo que también configura esclavitud contemporánea. Todos los rescatados son bolivianos.

También fue caracterizadocomo tráfico de personas para fines deexplotación de trabajo en condiciones análogas a las de esclavitud, de acuerdo con lo previsto en el Protocolo Adicional a la Convención de las Naciones Unidas contra el Crimen OrganizadoTransnacional Relativo a la Prevención, Represión y Castigo del Tráfico de Personas, y en la Instrucción Normativa nº 91 de la Secretaría de Inspección del Trabajo del Ministerio deTrabajo y Empleo.

Según la SRTE/SP, la dirección de Le Lis Blanc asumió la responsabilidad por el caso, haciendo el registro y regularizando el pago de encargos de todos los trabajadores, incluyendo derechos retroactivos referentes al período en que se comprobó que los costureros trabajaron para el grupo. Las indemnizaciones pagadas directamente a los rescatados llegaron a cerca de R$ 600 mil, según las autoridades.

Nota do redator do blogue: Do escravocrata fazendeiro deve-se desapropriar a terra para a  reforma agrária que tarda. Os ingleses, no Brasil de D. Pedro II, confiscavam os navios negreiros. Que o Governo e a Justiça deviam fazer com as empresas internacionais, sediadas no Brasil, que escravizam o nosso povo sofrido e miserável? A escravidão é um crime contra a humanidade.  Não existe escravidão sem assédio moral, sequestro, prisão, tortura física e ameaça de morte.
Dia 11 de agosto próximo é dia dos pais, uma data criada pelo consumismo, para  faturamento comercial
le lis pai