O SACRIFÍCIO DO MENOR MARCELO PESSEGHINI. A CHACINA DE UMA FAMÍLIA. CUMPLICIDADE OU OMISSÃO DO GOVERNO DE SÃO PAULO?

por George Sanguinetti

A honra proíbe atos que a lei tolera.
Sêneca 4 a.c 65 d.c.

A lei deve ter autoridade sobre os homens; não os homens sobre a lei.
Pausânias 115 a 180.

 

 

 

A lamentar, que artifícios estejam sendo usados, para impedir o esclarecimento dos homicídios múltiplos da família Pesseghini, com omissão ou cumplicidade de autoridades, que deveriam apontar os suspeitos e conduzir com dignidade a apuração do caso.

Há no inquérito, provas técnicas que mostram que a tese que o menor matou os familiares e, em seguida, cometeu suicídio é inverídica. O recheio de alegações fictícias, que não permitiram provar nada. E o desejo do condutor do inquérito para culpar o menor, e encerrar o caso. Mesmo assim, ganha-se tempo, esperando que este povo brasileiro, que “deitado eternamente em berço esplêndido…” como o Brasil, no nosso Hino Nacional, continue adormecido, aceitando tudo que é feito à margem da lei, pelos que deveriam respeitar a legislação.

Desde instâncias superiores, a lei segue o ritmo de interesses políticos, e vai fazendo escola nas instâncias inferiores e, sobretudo, nos inquéritos policiais, onde a “autoridade” acredita que, com o aval dos seus superiores (chega ao governador, por competência maior), pode concluir pelo que achar, não pelo que ficou provado.

75% da população não acredita que foi o menor, autor da chacina.

Se no caso Pesseghini há policiais militares envolvidos, motivados por denúncias de roubo em caixas eletrônicos, que sejam apontados. Que não se alegue que aguarda quebra de sigilo telefônico durante meses, que se festeje que alguém mentiu ao depor, e que tudo continue como está.

Quantos outros inquéritos estão nesta situação? Parece que a prática é corriqueira. Quantos inocentes acusados, presos e até condenados, para evitar o esclarecimento de um caso que envolva autoridade, correligionário do governante, etc.

Terá que haver uma revolução pelo voto ou sem o voto, mas a normalidade jurídica tem que voltar. O povo tem que acreditar nas instituições, e seus dirigentes têm que saber se fazer respeitar. Isto não está ocorrendo.

Preparem-se para convulsão social, movimentos de cobrança de volta à moralidade, desde o caso da compra da refinaria da Petrobrás, até um simples inquérito criminal. Do ponto de vista moral, pior que nos últimos dias do governo Jango. Comprometimento do cume à planície.

Clamo por um Brasil respeitado, com ORDEM E PROGRESSO. Não está havendo Ordem, e as práticas políticas impedem o Progresso. É um convite para o povo ir as ruas, as praças?

 

Quase um ano de investigações da chacina da família Pesseghini e a polícia não consegue concluir um inquérito convincente

Em 2013, a polícia matou 5.3 pessoas por dia. Entre os 1.890 casos, falta incluir, além de outros, a chacina da família Pesseghini.

A corrupção ou ineficiência da investigação criminal acontece desde o local do crime até o julgamento ou o arquivamento do processo.

Por ano, são mais de 50 mil mortes no país. E os casos em que os assassinos são punidos não chegam sequer a 8 por cento.

Andreia Regina Bovo Pesseghini (35 anos), cabo da 1.ª Companhia do 18.º Batalhão da Polícia Militar, com base na Freguesia do Ó, mãe do menino Marcelo, denunciou companheiros de farda como membros de uma quadrilha de assaltantes de caixas eletrônicos em São Paulo.

Luis Marcelo Pesseghini (40 anos), sargento da ROTA, esposo de Andreia Regina, e pai do menino Marcelo, teve como última missão evitar um assalto de caixas eletrônicos, em um supermercado, tendo inclusive trocado tiros com os bandidos. Um telefonema considerado anônimo, do quartel de Andreia Regina, avisou o sargento Luis Marcelo da ocorrência do crime. Quem deu o telefonema? É muito estranho, uma aberração que se desconheça quem usou o telefone privativo do comando de um quartel. E mais curioso ainda: o quartel que Andreia Regina trabalhava.
Os comandados do sargento Luis Marcelo, que estavam no carro patrulha da Rota, ouviram pelo rádio a informação sobre o assalto que foi evitado, inclusive com a morte de um marginal.

Numa polícia que vinga seus mortos, em que impera a lei do silêncio, o único suspeito investigado é o filho do casal de militares, o menino Marcelo de 13 anos que, para completar a chacina, também matou a avó Benedita Oliveira Bovo (65 anos) e a tia-avó Bernardete Oliveira da Silva (55 anos), respectivamente, mãe e tia da cabo Andreia.

Andrea Regina e o filho Marcelo
Andrea Regina e o filho Marcelo

O INTERMINÁVEL INQUÉRITO DO CASO PESSEGHINI. COMO CONVENCER A POPULAÇÃO COM ALEGAÇÕES FANTASIOSAS, IMPEDINDO O ESCLARECIMENTO.

por George Sanguinetti

Tomo conhecimento que o inquérito policial, que deveria apurar os homicídios múltiplos da família Pesseghini, foi prorrogado mais uma vez.

Os autos remetidos ao DHPP, com dilatação do prazo a vencer em 27-06-2014, ainda será insuficiente para tentar encerrar um inquérito policial que contraria todas as provas, que utiliza artifícios para enganar, que protege os autores da chacina, atribuindo culpa, a também vítima e, por sinal, a mais frágil, mais vulnerável, o menor Marcelo, que além de ter assassinado os familiares, teria em seguida cometido suicídio, conforme alegado “pelo faro” da autoridade policial, na exata ocasião em que os corpos foram encontrados.

Disse não necessitar de laudo ou prova técnica, que o caso já estava resolvido. Começou um trabalho, não de investigação policial, mas de deturpação da imagem do menor Marcelo, até então, comportado, tranquilo, sem nenhuma doença psíquica ou deficiência mental.

A imprensa foi alimentada que o mesmo desejava ser um matador, um serial killer; que possuía experiência e perícia no uso de armas.

Foi encomendado um exame psiquiátrico pós morte, ao Dr. Guido Palomba, que elaborou um pretenso “laudo “, um relato inverídico que o menor sofria de encefalite encapsulada, em razão de ter sofrido uma parada cardiorrespiratória. Não consta prontuário médico, ficha hospitalar ou ambulatorial que comprove o alegado. Nenhum exame, desde o simples eletrencefalograma, exame do liquor, RM crânio, CT crânio, PET SCAN. Não apresentou nenhum sinal ou sintoma. Quando ocorreu a parada cardiorrespiratória? Em qual UTI pediátrica foi atendido?

O rendimento escolar era bom, o depoimento da médica assistente que tratava dele na Santa Casa, desde os 2 anos de idade, negou a encefalopatia diagnosticada no inquérito.

Elaborei um Parecer Médico-legal, entregue no início de fevereiro ao Ministério Público de São Paulo e à Justiça. Em abril, enviei, após consulta preliminar, se os absurdos do inquérito, feriam os direitos humanos. Tive autorização e hoje, o caso é examinado na Organização de Direitos Humanos para as Américas, com sede em Washington, D. C. EUA.

A lamentar, a prática condenável, de direcionar um inquérito policial, um procedimento administrativo, com o objetivo de obter informações a respeito do crime e da autoria, para que o Ministério Público dê andamento a ação penal. Apontando o menor Marcelo, “os soldados de Herodes”, estariam a salvo, não seriam investigados e responsabilizados, pois se Marcelo fosse autor dos crimes e, em seguida, tivesse cometido suicídio, o caso estaria encerrado, a impunidade assegurada.

Aguardo ajuda para o esclarecimento do caso, de todos que possam contribuir para uma ação policial mais digna, mais confiável.

Não deixem o caso ser esquecido. Menor Marcelo inocente, apenas mais uma vitima.

Iniciado o inquérito em 5 de agosto de 2013, em breve convite, de aniversário de um ano.

A EXECUÇÃO DO BAILARINO DOUGLAS RAFAEL DA SILVA PEREIRA, POR UMA POLÍCIA DESPREPARADA, “COM LICENÇA PARA MATAR”

por George Sanguinetti

DG 1
Acostumada com a farsa, a primeira versão da Polícia Civil foi “que a vítima, segundo boletim médico feito no local, indica que os ferimentos de Douglas são compatíveis com morte ocasionada por queda”.

Desconheço boletim médico elaborado na ocasião em que corpos são encontrados. Creio que é uma criação da Polícia, para ocultar a violência cotidiana.

Não existe boletim médico de local. Só com o corpo no IML, se esclarece a causa da morte.

Quando no IML, foi encontrado ferimento por arma de fogo, na região lombar, cujo projétil, transfixou, saindo pelo ombro, após produzir laceração no pulmão e hemorragia interna.

Fica claro que o tiro foi deflagrado, com a vítima de costas, desarmada, sem condição de oferecer qualquer resistência ou perigo aos policiais.

O tiro, disparado pelas costas, fez com que o projétil tivesse um trajeto (percurso no interior do corpo) de traz para a frente, de baixo para cima, assim foi feita a bárbara execução, sem nenhuma possibilidade de defesa. Jamais resultou de troca de tiros entre policiais e traficantes. E o PAF, ou seja, a perfuração por arma de fogo, é compatível com disparo de pistola ponto 40. Quando este dado técnico foi divulgado, o esforçado pacificador Dr. Beltrame, Secretário de Defesa Social, apressou-se em desmentir o comunicado oficial, inicial da Polícia Civil, que a morte resultou de queda.

Segundo depoimento de amigo, teria sido confundido com traficante e espancado até a morte, por policiais da Unidade de Polícia Pacificadora. A mãe, senhora Maria de Fátima da Silva, observou no corpo do filho, marcas de chutes, sinais de espancamento e que estava em posição de defesa. Se, presente o descrito, mais selvagem a execução, pois precedida de tortura e depois executada com tiro pelas costas.

Em protesto, na noite de terça-feira, dia do sepultamento de Douglas, foi assassinado com tiro no rosto, seu amigo Edilson da Silva Santos. Por que a Polícia para conter o protesto não utilizou bala de borracha, gás, etc? Por que munição letal?

DG enterro 1

DG enterro

DG manifestação

A Polícia age com a população como nos filmes de James Bond, “agentes com licença para matar”.

Isto foi ensinado durante a formação do policial? Ou é autorização dos superiores, para pacificar regiões mais pobres da cidade?

As Polícias têm que ser policiadas. Quantas e quantas vítimas “dos que tem licença para matar”!

Eis um trabalho para as Forças Singulares: Comandar, como já ocorreu, as Polícias, fazendo-as retornar aos limites da lei. Não há pena de morte no Brasil. E os sacrificados, geralmente são inocentes.

 

 

 

A VIA SACRA DO MENOR MARCELO

OS QUE LAVARAM AS MÃOS, OS QUE RECEBERAM 30 MOEDAS, OS QUE O FLAGELARAM E EM SEGUIDA O EXECUTARAM. UMA ANALOGIA COM A VIA SACRA DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

 

Não foi o Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini. Cartazete de campanha na internet
Não foi o Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini. Cartazete de campanha na internet

por George Sanguinetti

 

Nesta Semana Santa, onde todos recordamos o sofrimento do nosso Salvador, a Via Sacra até a décima quarta estação, não posso também deixar de estabelecer uma analogia do sofrimento de um menor, executado com os pais e familiares, trazendo as marcas no corpo, não só do tiro que o matou, mas de violências que se traduziram por “lesões de defesa”.

Analisando as diligências, a condução do inquérito policial, lembra uma das encenações da Paixão de Cristo, que são mostradas em diversas cidades do Brasil, sendo até atração turística, pelo bom desempenho dos atores e do conjunto.

Consigo identificar por semelhança Pôncio Pilatos, Judas, os soldados de Herodes que na época O flagelaram e crucificaram.

Jesus Cristo, o Filho de Deus para nos salvar; e Marcelinho por ser parte da família, objeto de vingança, que também deveria ser executado e que receberia a culpa da chacina.

Os algozes tiraram sua vida e macularam sua memória.

Exposto como alienado, serial killer, um vingador errante como Don Quixote, segundo um dos “doutores da lei”.

Sua via sacra, conduzida pela mídia, insuflada por informações equívocas (não foi assim no solta Barrabás) tem sido diária, semanal, mensal; dura até hoje.

Como Cristão, nesta época de sentimento e reflexão, ao rezar, fitando o Crucificado, pela salvação do homem, não posso deixar de lembrar o calvário da Família Pesseghini, trucidada com tamanha brutalidade e do menor Marcelo, executado também e com a memória maculada para proteger “soldados de Herodes”.

Rezo ao Senhor meu DEUS, comungo do sofrimento do Filho, para salvação do homem, nesta Semana Santa, mas oro também, clamo por justiça que virá de Deus e se manifestará nos homens, comprovando a inocência do menor Marcelo.

“Depois de O terem escarnecido, tiraram-lhe a clâmide, vestiram-lhe as Suas roupas e levaram para ser crucificado.” Mateus 27:31

Policial que denuncia outro é punido ou morto. A chacina da família Pesseghini pela quadrilha de PMs que assalta caixas eletrônicos em São Paulo

BRA^MG_MET polícia

Horrendos crimes são cometidos por policiais. Crimes que ficam impunes. Acobertados pelo corporativismo e pela cumplicidade.

BRA^SP_DDR polícia vingança

BRA^SC_DDL polícia

Os policiais que arrastaram o corpo de Cláudia pelas ruas do Rio de Janeiro
Os policiais que arrastaram o corpo de Cláudia pelas ruas do Rio de Janeiro
Desenho de GUSTAVO GONTIJO no blogue Olga
Desenho de GUSTAVO GONTIJO no blogue Olga
Desenho de FABIANA BATISTA SOUZA no blogue Olga
Desenho de FABIANA BATISTA SOUZA no blogue Olga
Para vingar a morte de um policial é costumeiro a polícia invadir as favelas. Como fazia a Gestapo: dez execuções por um soldado alemão assassinado
Para vingar a morte de um policial é costumeiro a polícia invadir as favelas. Como fazia a Gestapo: dez execuções por um soldado alemão assassinado

polícia de sp

As polícias de São Paulo e do Rio de Janeiro são conhecidas pela violência.

Em São Paulo, a PM cabo Andreia Regina Bovo Pesseghini denunciou que foi convidada, pelos seus colegas de farda, para participar de uma quadrilha especializada em assalto a caixas eletrônicos. Resultado: foi executada. E por ser seu marido um sargento, ele também terminou assassinado, com o filho menor, Marcelo, de 14 anos. A chacina não terminou aí. A mãe e a tia de Andreia morreram da mesma maneira. Usaram a arma da policial Andreia. Cinco tiros, cinco balas, cinco mortos. E continuam os rendosos assaltos a caixas eletrônicos.

Triste país, o coronel médico da Polícia Militar George Sanguinetti anda com escolta fortemente armada. Este o preço de ser uma autoridade honesta. Ele desafia:

CONVITE PARA UM DEBATE CIENTÍFICO COM OS PERITOS, LEGISTAS, DELEGADOS, MEMBROS DA OAB, GUIDO PALOMBA, EMFIM OS QUE ERRONEAMENTE, CONSIDERARAM O MENOR MARCELO AUTOR DOS HOMICÍDIOS MÚLTIPLOS DA FAMÍLIA PESSEGHINI E, EM SEGUIDA, TER COMETIDO SUICÍDIO.

UMA OPORTUNIDADE DE RESGATAR A HONRA E ESCLARECER O CASO.

Gostaria de convidar estas autoridades para um debate científico em São Paulo, em data, horário e local que julgarem mais adequado, aberto ao público e a imprensa, para esclarecimento do caso; por exemplo, no auditório da OAB, do Conselho Regional de Medicina, auditório de qualquer Faculdade de São Paulo, para que fosse ouvido, apresenta-se as provas técnicas sobre a impossibilidade do menor Marcelo ter sido autor da chacina e, em seguida, autor de sua morte.

Ouviria dos senhores convidados e meus examinadores, a fundamentação para tantos erros cometidos, tanto direcionamento para culpar o menor Marcelo, para enganar a opinião pública, alimentando a imprensa com falsas informações.

Uma oportunidade de resgatar a honra de inocentes úteis; não sei por que motivos foram levados a investirem na culpa do menor. Espero que por falta de conhecimentos e não por problema de caráter. Por amizade e não por cumplicidade.

Insisto, seria uma oportunidade de resgatar a honra e quem sabe até de mostrar a fragilidade de minha argumentação. De justificar os laudos anômalos, o risível exame psiquiátrico pós morte, a encefalite encapsulada que só existiu na mente criativa do psiquiatra, leitor de Miguel de Cervantes, admirador de Don Quixote e que encontrou semelhança no cavaleiro andante com o Marcelinho, desejando auxiliar uma fundamentação de culpa, que não existiu.

Iria expor as lesões de defesa, prova incontestável que o menor, antes de ser assassinado, tentou defender-se.

Iria fundamentar, utilizando o próprio material fotográfico de local e descritivo do exame necroscópico, que Andreia Regina Bovo Pesseghini sofreu violência, antes de ser assassinada.

Provaria que o inquérito nunca seguiu o rumo certo para esclarecer, encontrar os responsáveis.

O menor Marcelo é inocente, apenas mais uma vítima de terrível vingança. TUDO AO REI, MENOS A HONRA!

O RECADO ELOQUENTE DE ANDREIA REGINA BOVO PESSEGHINI. VIOLÊNCIA, ESPANCAMENTO, ANTES DE SER EXECUTADA

por George Sanguinetti

Ninguém acredita que Marcelo, 14 anos, matou a mãe cabo da Polícia Militar, o pai sargento, a avó, a tia avó, e depois se suicidou. Cinco balas, cinco mortos
Ninguém acredita que Marcelo, 14 anos, matou a mãe cabo da Polícia Militar, o pai sargento, a avó, a tia avó, e depois se suicidou. Cinco balas, cinco tiros certeiros, cinco cadáveres 

LAUDO DE EXAME DE CORPO DE DELITO 2676/2013. IML São Paulo

Consta no laudo cadavérico da vítima Andreia Regina, realizado no IML, lesões corporais indicativas de haver sofrido espancamento, violência, antes de receber o tiro que a matou.

Transcrevo do laudo: 1.) “: descolamento da epiderme em região inguinal direita e em região dorsal da perna direita, próxima a dobra do joelho “. Significa que houve uma lesão traumática na epiderme. São escoriações, tipo mais simples de contusão. Com o tempo de morte que o cadáver foi necropsiado, só justificaria existir os descolamentos epidérmicos, se a morte tivesse resultado de afogamento e o corpo tivesse permanecido submerso ou na água por muitas horas. Como isto não ocorreu e a pele, é um invólucro protetor, de revestimento do corpo, e a primeira barreira as agressões, é um indicativo de violência; para esclarecer ou negar esta possibilidade, deveria o IML de São Paulo ter realizado o exame histológico, para elucidar a causa da ação contusa que produziu a escoriação, o descolamento, termo utilizado que é um neologismo em Medicina Legal.

2.) ” equimose com edema (inchação) traumático importante em pálpebra superior do olho esquerdo com discreta hemorragia de conjuntiva temporal do olho esquerdo. Discreto edema nasal.”

O tiro que recebeu (PAF perfuração por arma de fogo), foi na parte de trás da cabeça, especificamente na região occipital direita, a distância acima de 1 metro, que segue em direção a região cervical. Pode ocorrer equimoses de pálpebra, mas chama atenção o edema traumático, principalmente no nariz.

O quadro de lesões na face são característicos de violência por instrumento contundente (espancamento), mas a equimose palpebral com edema poderia resultar da contundência do tiro. Chama atenção que o percurso do projétil é em direção ao tronco encefálico e a região cervical. Nada lesionou os ossos da face, ou seja a “camisa” do projétil foi recuperada, na parte de trás da cabeça; o projétil foi recuperado, na base do crânio. Por que as evidências de espancamento, sobretudo a inchação do nariz que não se explica por consequência do tiro.

A face de Andreia Regina Bovo Pesseghini é a de quem sofreu espancamento, violência. E as escoriações (descolamentos) descritas, só se justifica por trauma; jamais como fenômeno de transformação cadavérica. E o disparo de arma de fogo, na cabeça, a distância superior a 1 metro, tiro único, marca registrada de execução, jamais poderia ter sido deflagrado pelo menor Marcelo.

Solidariedade ao menor Marcelo, vítima da chacina e “escolhido” para ser o autor, sem nenhuma prova.

Só agora divulgo as evidências de violência na mãe, para que o menor Marcelo não fosse também acusado de haver espancado a mãe, antes de disparar o tiro.

As autoridades têm que encontrar os culpados, embora exista sempre a possibilidade de apontar alguém para assumir, um condenado a pena longa, protegendo os verdadeiros autores. Esta proteção tem ocorrido, desde a descoberta dos corpos.

 

Foto do album da família
Foto do album da família

CRIME DE PREVARICAÇÃO POR PARTE DAS AUTORIDADES NA APURAÇÃO DA CHACINA DOS PESSEGHINIS

por George Sanguinetti

pesseghini

Prevaricação é o crime praticado por funcionário público, que consiste em retardar ou deixar de praticar, indebitamente, ato de ofício…(Dicionário Aurélio).

1. No local das mortes, horas após, foi autorizada pela polícia a queima da roupa do menor Marcelo. Por quê? Teria que ser preservada. Isto é primário em Criminalística.

2. A roupa da parte superior do corpo da vítima Andreia Regina Bovo Pesseghini, desapareceu entre o local da morte e a chegada ao IML de São Paulo. Chama atenção que a queima da roupa do menor Marcelo, foi realizada por pessoa da família, a mando de autoridade policial, quando também lavou as paredes da cena do crime. Isto foi um absurdo; teria que ser preservado por algum tempo, para novos exames de local, perícia mais profunda na dispersão das manchas de sangue, etc. E por que a mãe do menor Marcelo estava vestida, quando recebeu o disparo de arma de fogo que a matou, e chega ao IML despida da cintura para cima? Que prova técnica existia na blusa que não poderia ser vista? E ficou configurado vilipêndio a cadáver, crime especificado no Código Penal.

3. O próprio andamento do inquérito policial, completando oito meses; esperei no Natal, pensei que seria no Carnaval e, agora, acredito que será concluído e divulgado após a final da Copa, se o Brasil for campeão. Aguarda-se um momento propício, onde os brasileiros não estariam atentos a um inquérito que põe de joelhos a Polícia de São Paulo.

4. A mediocridade, a falta de conhecimento técnico, de autoridade policial, que atribui equimoses palmar, na concavidade da mão esquerda ao fato do manuseio de Pistola Ponto 40. Um absurdo, de quem não tem conhecimento primário de Balística e que, por ofício, deveria possuir.

5. Erros nos trabalhos necroscópicos, no IML de São Paulo, desde a liberação de laudo cadavérico, 12 horas antes do cadáver chegar, como erros de metodologia, de técnica que compromete o trabalho pericial.

6. Por falta de prova técnica, que incrimine o menor Marcelo, o literato forense Dr. Palomba produz um trabalho encomendado, que Marcelo sofria de encefalite encapsulada, doença criada por sua produção literária que nem Don Quixote de La Mancha possuía. O grande escritor espanhol Miguel de Cervantes não descreveu, no seu personagem, sinais e sintomas de encefalite encapsulada. O Dr. Palomba atendeu o DHPP, com um trabalho que faz a Medicina Forense rastejar.

7. As lesões de defesa do menor, prova inconteste que foi assassinado.

8. Meu trabalho explicativo, científico, que não foi o menor autor do disparo, fundamentado, com provas existentes no local das mortes (levantamento fotográfico, posição do corpo em relação a energia de impactação, membros superiores em flexão e em posição oposta a se fosse autor do disparo que o matou). Não fui contestado em nenhuma argumentação técnica, mas o comprometimento em não esclarecer, mais do que evidente no âmbito policial, me fez recorrer ao Ministério Público e ao Judiciário.

Informo que hoje, o senhor Sebastião também tem um grande escritório jurídico a representa-lo, do qual sou Assistente Técnico. Aguardem os prevaricadores! Agora não só a inocência do menor Marcelo, mas também os autores, os ” vingadores ” que agiram de modo corporativo ou isoladamente.