Tiros, explosões e feridos em Curitiba; veja o vídeo

Por volta das 15h horas desta quarta-feira, policiais militares e manifestantes entraram em confronto na frente da Assembleia Legislativa. Imagens mostram que os policiais usaram bombas de gás lacrimogênio, balas de borracha e jatos de água contra os manifestantes. Vídeo aqui

BRA_GDP em cenário de guerra

Educação no Paraná: entre a gestão e o Choque

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por Christiano Ferreira

O atual governador do Estado elegeu-se baseado num discurso que previa um “choque de gestão” na máquina pública paranaense, a qual seria administrada por ele e seu secretariado como se fosse uma empresa privada. A frase “fechar as torneirinhas do desperdício”, acompanhada de gesticulação cuidadosamente ensaiada, foi uma constante na primeira campanha eleitoral e o resultado todos sabemos: dois mandatos conquistados sem muito esforço.

Uma ideia óbvia e muito cara a qualquer um que trabalhe com gestão é a da medição de resultados. O pressuposto básico é o seguinte: se não há uma medida clara para avaliar o sucesso ou o insucesso de determinada iniciativa ou política, não há como saber se os recursos, sempre escassos, estão sendo bem aplicados. Essa ideia, hoje disseminada nos setores público e privado, dão uma base sólida na avaliação de governos, programas e projetos.

Essas noções aliaram-se a outra, bastante forte e perigosa, que é a da deslegitimação da política. Embrenhado no discurso da gestão eficaz, há o pressuposto de que o setor público deve ser “técnico” e não “político”, ainda que as fronteiras entre um conceito e outro jamais sejam explicitadas formalmente pelos representantes eleitos. Uma gestão “técnica” da educação, dessa forma, deveria ser pautada na busca da eficiência e eficácia, na boa alocação dos recursos e na indicação de pessoas capacitadas para postos-chave. Os resultados do choque de gestão no Paraná são reconhecidos até pelos pobres pitbulls que, em algum momento do ano passado, ficaram sem ração nos canis da PM. Mas deixemos isso de lado e façamos uma análise “técnica” da gestão Beto Richa na educação.

Tudo aquilo que o governo estadual compromete-se a realizar fica registrado no PPA – Plano Plurianual. Lá estão explicitados os indicadores de desempenho para cada um dos programas que deveriam causar algum efeito na educação paranaense. São eles: Inova Educação, Educação para Todos e Excelência no Ensino Superior. Para cada um, há medidas e metas, as quais seriam alcançadas por meio da gestão modernizadora, técnica e apolítica do atual mandatário estadual.

Um dos programas, o Inova Educação, tem como objetivos a melhoria da qualidade da educação básica e a valorização do magistério. Neste programa estão elencados seis indicadores: Taxa de Aprovação, média de resultados na Prova Brasil e nota no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), cada qual desdobrado para o Ensino Médio e os anos finais do Ensino Fundamental. Os resultados são lamentáveis, a despeito dos aumentos de receita, do vasto apoio parlamentar e da conivência surda da intelligentsia local.

A taxa de aprovação aferida em 2010 e usada como base foi de 79,4% para o ensino médio e 82,4% nos anos finais, com a meta de chegar a 2015 com índices de 87% e 90%, respectivamente. Na apuração desses índices em 2014, o primeiro estava em 78,6% e o segundo em 83,2%, ou seja, menores ou praticamente estagnados em relação a 2010. Nos resultados da Prova Brasil constata-se que, a exemplo dos rabos da Cavalaria, o crescimento foi para baixo, pois no ensino médio estávamos com 4,76 de média e no fundamental com 4,95, e em 2014 regredimos para 4,19 e 4,88. Por fim, o Ideb do Ensino Médio era de 3,9 e ano passado estava em 3,4, enquanto que o Fundamental ficou nos mesmos 4,1 pontos de quatro anos atrás.

Antes que as assessorias de imprensa oficiais ou os blogueiros oficiosos apontem dedos de black blocs nesses números, é bom frisar: isto está em documentos produzidos e disponibilizados pelo próprio governo do Estado, no site da Secretaria de Planejamento.

Ou seja: a gestão modernizadora e limpinha, que prometeu fechar as torneiras do desperdício e trazer o melhor dos mundos para a educação paranaense, conseguiu o prodígio de piorar o que já era ruim. A percepção generalizada entre alunos, professores e diretores sobre a degradação do ambiente escolar e a falta de condições mínimas para o fornecimento de ensino de qualidade é comprovada com números contestáveis apenas por um laborioso exercício de fantasia e imaginação – o que não é raro por estas plagas, frise-se.

Talvez o indicador que o atual governo deixará gravado nas páginas da história seja outro: 28,5. Essa é a proporção de professores feridos (200) para cada detido (7) no massacre perpetrado pela Polícia Militar em frente à Assembleia Legislativa nos episódios de 29 de abril. Nas páginas futuras da história do Paraná, os números da gestão modernizante serão uma nota de rodapé quando comparados ao circo de horrores que se presencia na educação estadual.

AliceRuiz

Violência em Curitiba é assunto de jornais internacionais

Pelegos sindicais boicotam passeata dos jornalistas vítimas do terrorismo policial em São Paulo

Os jornalistas livres realizam nesta segunda-feira um ATO PELO FIM DA VIOLÊNCIA EM SÃO PAULO. 

Giuliana Vallone
Giuliana Vallone

CONVOCAÇÃO

“Segunda feira, dia 28 de outubro, realizaremos um ato/intervenção contra as agressões da Polícia Militar aos jornalistas. A concentração do protesto será na Praça Rossevelt, centro de São Paulo, e partiremos para o prédio da Secretaria de Segurança Pública, localizado na Rua Líbero Badaró, 39.

Um Estado que ordena, permite ou é omisso às violências contra profissionais de imprensa é claro em suas intenções com as demais pessoas da sociedade: mais violência, censura, arbitrariedades. Desinformação.
A violência contra um jornalista é uma violência contra todos, aos que estão protestando e aos que assistem.
Apesar dos casos recentes de agressões descabidas da Polícia Militar a jornalistas, não é de hoje que sofremos com tal hábito. Sim, é recorrente. Claro que em um contexto, como o atual, onde protestos tornam-se mais frequentes e, consequentemente, ganham mais cobertura, esses casos são evidenciados.
Lamentamos viver e trabalhar em um país, e um Estado, onde o exercício da profissão seja tão perigoso, e que esse perigo seja oferecido, em grande parte, pelos governos. O Brasil é um país considerado democrático, embora em diversos momentos se pareça com um estado de exceção, trazendo às nossas mentes a lembrança de um passado bruto, obscuro e ainda tão recente em nossa história.
Basta! Basta de violência! Liberdade de imprensa e liberdade de protesto, por um Estado de Direito, pela DEMOCRACIA”.

Pedro Vedova
Pedro Vedova

BOICOTE

Para o mesmo dia e hora, em local diferente, pelegos sindicais pretendem DAR uma coletiva para a Imprensa.

“As direções do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP), Associação dos Repórteres Fotográficos de São Paulo (Arfoc/SP), Associação dos Jornalistas Veteranos no Estado de São Paulo (Ajaesp), Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e Central Única dos Trabalhadores de São Paulo (CUT/SP) realizam na próxima segunda-feira (dia 28), a partir das 15h30, coletiva à imprensa a se realizar no auditório Vladimir Herzog do SJSP (Rua Rego Freitas, 530 – sobreloja – F: 3217-6299)”.

policia bala perdida indignados

O VERDADEIRO PROTESTO

O ato, idealizado pelo jornalista Mario Palhares, tem o apoio dos mais consagrados jornalistas de São Paulo. Principalmente dos que foram presos, levaram cacetadas, e serviram de alvo para as balas de borracha da polícia de Alckmin, que faz pontaria nos olhos de fotógrafos e cinegrafistas.

Diz Palhares:  “Deixando claro, não sou dono de nada, criei o evento após consenso dos colegas em discussão no grupo de fotojornalistas. Infelizmente, as entidades de classe que deviam ter feito isso, não fizeram. Nada aqui é meu, é tudo nosso”.

É hora de união. De marchar juntos estudantes e professores de Comunicação, jornalistas on line, blogueiros, chargistas, todos os que trabalham nos meios de comunicação de massa. É uma marcha libertária e de confraternização com leitores da grande imprensa e jornais alternativos, telespectadores e radiouvintes.

É uma festa dos amantes da Liberdade. Dos escritores e poetas. Dos que defendem a livre expressão, inclusive nos meios artísticos.

Que o povo participe.

O verdadeiro jornalismo se faz na rua.

É uma idéia que deve ser levada a outros Estados, notadamente o Rio de Janeiro, contra a polícia de Sérgio Cabral, que tem lei ditatorial, exclusiva para prender manifestantes, como acontecia na ditadura militar.

Bala de borracha

SINDICALISMO DE PORTEIRA FECHADA

A coletiva dos sindicalistas pode ser na rua. É mais vibrante, mais autêntico, mais verdadeiro.

Quem apanha na rua, fale na rua.

Jornalista tem que gostar do cheiro da rua, do cheiro do povo. O verdadeiro jornalismo não se faz com ar condicionado.

Não sei o valor de uma TARDIA coletiva, que devia ter sido realizada em junho, no começo da explosão da fúria dos atiradores da polícia.

Por que uma reunião de porta fechada?

Divulgar o ‘furo’ da coletiva onde? Jornalista entrevistando jornalista, que chique! Que moleza! Que exibicionismo! Basta de demagogia!

Jornalismo se faz com coragem. E sonho.

Governo de Alckmin compra armas químicas

br_diario_comercio. balas de borracha

A Polícia Militar de São Paulo anunciou a compra de mais munições químicas.

De acordo com o Diário Oficial do Estado de SP desta quarta-feira (9), na segunda-feira-feira (7) foi assinado um “aditamento contratual” com a Condor S.A. Indústria Química, com sede no Rio de Janeiro (?), que trata do “Termo de Recebimento Definitivo das munições químicas” para obter novo estoque do material no prazo de um mês.

No documento, não foi detalhado o motivo da aquisição do produto, nem sua quantidade e custo. O pedido foi feito pelo Centro de Suprimento e Manutenção de Armamento e Munição da PM. Questionada pelo G1, a assessoria de imprensa da corporação informou que não poderia responder aos questionamentos da equipe de reportagem por questão “estratégica”.

A Condor informou que “a empresa está impossibilitada de divulgar dados de faturamento e/ou de contratos em função de cláusulas de confidencialidade previstas nos mesmo”.

A informação do ‘aditamento’, que significa uma espécie de ‘acréscimo, foi publicada um dia após o anúncio feito pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) estadual de que a PM voltará a usar balas de borracha em protestos. Os projéteis estavam proibidos pelo governo paulista desde junho, quando pessoas ficaram feridas nos atos.

O endurecimento contra vandalismo nas manifestações passa ainda por uma força-tarefa, que reunirá promotores, delegados e policiais militares. O objetivo é identificar, atuar e prender envolvidos em ações de dano ao patrimônio. Os alvos são integrantes dos movimentos Black Bloc e Anonymous. Eles também poderão responder por formação de quadrilha.

A assinatura do aditamento do contrato também foi feita na segunda-feira (7): dia em que policiais militares entraram em confronto com vândalos mascarados infiltrados num protesto de professores na capital paulista.  Ao todo, 11 manifestantes foram detidos na região da Praça da República. Ao menos oito agências tiveram vidros e caixas eletrônicos destruídos. Um carro da polícia foi virado e depredado. Entre os presos pela PM, um casal foi indiciado pela Polícia Civil pela Lei de Segurança Nacional (LSN), usada na ditadura militar. Fonte G1, jornal on line do Grupo Globo, assinada por Kleber Tomaz. Leia na íntegra. Esta mesma polícia é impotente para conter as explosões de caixas eletrônicos por assaltante profissionais.

A Condor SA Indústria Química “foi fundada em 1985, e desde então tem desenvolvido e aprovado mais de 80 produtos , na maioria usado pelas Forças Armadas da América Latina”, historia release, que não dá detalhes sobre sua localização e nomes de dirigentes e acionistas. Interessante observar que em março de 1985 terminava a ditadura militar de abril de 1964, com a posse do civil José Sarney na presidência da República.

guerra do governo sp

Equipments & Non-Lethal Ammunitions
Explosive grenades
Of extreme importance in operations of riot control troops and special operation forces with effective resources resulted of its explosive action together with the accessory effects of different types of ammunition of this line.
• GL-304 – Moral effect explosive grenade
• GL-305 – Tear gas explosive grenade – CS
• GL-306 – Explosive identifier grenade
• GL-307 – Sound and flash explosive grenade
• MB-900 – Offensive hand grenade
Indoor explosive grenades
For special use in confined spaces, having as main characteristics the body made totally in rubber and a delayof 1.5 sec (proper for operations of entering). They’re equipped with a double stage initiation system, exclusive of CONDOR, that allows the ejection of the actuator body before the explosion of the main charge.
• GB-704 – Moral effect explosive indoor grenade
• GB-705 – Tear gas indoor explosive grenade – CS
• GB-706 – Identifier indoor explosive grenade
• GB-707 – Light and sound indoor explosive grenade
• GB-708 – Pepper indoor explosive grenade – OC
Explosive ammunitions
Of extreme importance in operations of riot control troops and special operation forces with effective resources resulted of its explosive action together with the accessory effects of different types of ammunition of this line.
• GL-101 – 12-gauge plastic cartridge with explosive and tear gas charge – CS
• GL-102 – 12-gauge plastic cartridge with explosive projectile
Controlled Impact Ammunitions
Efficient in the intimidation of isolated individuals or groups, through the impact effect of rubber projectiles. The ammunitions are manufactured in 12 gauge, 37mm, 38.1mm, and 40mm.
• AM-403 – 12-gauge plastic cartridge with rubber
• AM-403/A – 12-gauge plastic cartridge with 3 rubber projectile
• AM-404 – 37/38, 38.1 and 40mm cartridge with 3 rubber projectiles
• AM-404/12E – 37/38, 38,1 and 40mm cartridge with 12 rubber projectiles
Tear gas grenades
Available in different models with different emissions times, they may also be launched by special launchers. They produce dense smoke containing tear gas agent, thus guaranteeing effective police action.
• GL-300/T HYPER (CS) – Tear gas grenade (CS) triple – Hyper
• GL-300/T (CS) – Tear gas grenade (CS) triple
• GL-301 – Tear gas smoke hand grenade of medium emission – CS
• GL-302 – Tear gas smoke hand grenade of high emission – CS
• GL-303 – Tear gas smoke hand grenade “mini condor”
Smoke emission ammunition
Designed for manual or remote electrical launching, they come in different models for use in military and police operations with the emission of coloured smoke and smoke screen for the cover, in the moving and training of troops, or the passive defence of military vehicles.
• MB-306/T1 – Colored smoke hand grenade
• MB-502 – Smoke grenade 80 combat vehicles
• SS-601 – Smoke hand grenade
Tear gas projectiles
For the control of riots at medium and long ranges, the tearing agent emission projectiles guarantee the physical integrity of the troop preventing the throwing of objects by the mob. They produce a high discharge of gasses. They’re manufactured in 37, 38.1, and 40 mm calibre.
• GL-201 – 37/38, 38,1 and 40 mm. projectiles of medium range with tear gas charge
• GL-202 – 37/38, 38,1 and 40 mm. projectiles of long range with tear gas charge
• GL-203/L – 37/38, 38,1 and 40mm cartridge with five tear gas emission load CS
Incapacitating agent sprays
Are produced in various sizes and models with excellent efficacy in personal incapacitation through the action of the active chemical agents. Ideal for personal defence and riot control.
• GL-103 – 12-gauge plastic cartridge – Direct flush (CS)
• GL-108 OC Bag – Pepper agent spray – OC (29g)
• GL-108 CS Bag – Tear gas agent spray – CS (29g)
• GL-108 OC Mini – Pepper agent spray – OC (37g)
• GL-108 CS Mini – Tear gas agent spray – CS (37g)
• GL-108 OC – Pepper agent spray – OC (55g)
• GL-108 CS – Tear gas agent spray – CS (55g)
• GL-108 OC Med – Pepper agent spray – OC (63g)
• GL-108 CS Med – Tear gas agent spray – CS (63g)
• GL-108 OC Super – Pepper agent spray – OC (220g)
• GL-108 CS Super – Tear gas agent spray – CS (220g)
• GL-108 OC LM – Pepper agent spray – OC (80g)
• GL-108 CS LM – Tear gas agent spray – CS (80g)
• GL-108 OC Max – Pepper agent spray – OC (350g)
• GL-108 CS Max – Tear gas agent spray – CS (350g)
• GL-108 OC Mega – Pepper agent spray – OC (950g)
• GL-108 CS Mega – Tear gas agent spray – CS (950g)
• GL-109 – Tear gas glass vial – CS
Tactical Operational Kit (KTO)
The KTO – Kit Tαtico Operacional (Tactical Operational Kit ) was designed to provide operational flexibility to the motorized patrolling unitis to act in unexpected circumstances where the principal of escalation of force recommends the deployment of non-lethal ammunitions.
• KTO-1
• KTO-2
• KTO-3
Training grenade
The reusable simulation grenade has as main objective the training of troops its launching simulates the effects of explosive grenades, allowing the user to acquire confidence in the perfect notion of manual launching.
• AM-500 – Reusable simulation grenade
Armaments
They were developed for the launching of non-lethal ammunitions 12-gauge and 37/38 mm. allowing great diversity to the security forces in actions of ostensive patrolling, combat to crime, and riot control operations, utilizing various types of ammunitions manufactured by Condor.
• AM-402 – 12-gauge projector for non-lethal ammunition
• AM-402 T – 12-gauge ammunition projector – Tonfa
• AM-600 – 37/38 mm Launcher for Non-Lethal Ammunition