Assaltantes treinados pela indústria do espetáculo

EXPLOSÃO OCULTA
por Nei Duclós

 

nei paisagem

Sem a literatura, o espírito acaba
entrando para as gangs de rua
quadrilhas da religião e da política
assaltantes treinados pela indústria
do espetáculo. ladrões do dinheiro
público, fundamentalistas crônicos
burros com pose de malandros
idiotas em cargos importantes

Sem a literatura, o coração seca
antes do corpo e afunda no mar
da mediocridade explícita, a falta
do amor expressa em cegueira
Não que os livros nos salvem
do destino humano de perder
todas as batalhas ou nos circundem
de uma aura santa, nada disso

A sintonia com almas mediúnicas
nos transporta para outro mundo
este mesmo, mas sem as camadas
que nos tolhem a vista. Revela o sol
que há na lua, a seiva com espuma
a flor de milagrosa cura, a arte
que teus olhos contemplam, musa
e geram a explosão oculta, a poesia

 

.


Dos verdadeiros e grandes poetas, o dom da linguagem profética de Nei Duclós

 

nei

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AÇÃO BILIONÁRIA ENVOLVE AÉCIO E ANASTASIA NA EXPLORAÇÃO DE NIÓBIO EM ARAXÁ

Nióbio entregue. 28 bilhões de dólares perdidos

 

Niobio

 

Poços 10 – O Nióbio, riqueza que poderia significar a redenção da economia mineira e nacional, foi entregue, através de operação bilionária e ilegal, a empresa estatal japonesa, Japan Oil, Gas and Metals National Corporation, em parceria com um fundo de investimento coreano que representa os interesses da China. Este é o final de um ruidoso conflito instalado no centro do Poder de Minas Gerais que vem sendo, nos últimos dois anos, de maneira omissa e silenciosa, testemunhado pelo governador Antônio Anastásia.

AÉCIO E A CODEMIG
Desde 2002 o então governador e atual senador Aécio Neves entregou a condução das principais decisões e atividades econômicas do Estado de Minas a Oswaldo Borges da Costa, que assumiu a função estratégica de presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (CODEMIG). Criou um governo paralelo, onde as principais decisões sobre obras e investimentos das estatais CEMIG, COPASA, DER/MG, DEOP e das autarquias de MG ficaram a cargo de “Oswaldinho”.

PALÁCIO DA LIBERDADE E OS MILIONÁRIOS
Para sede da CODEMIG, caminharam nos últimos 10 anos investidores internacionais que tinham interesse no Estado. O Palácio da Liberdade transformou-se apenas em cartão postal e símbolo de marketing publicitário de milionárias campanhas veiculadas na mídia. Por trás deste cenário artificial operou um esquema de corrupção, que contou com a cumplicidade até mesmo da Procuradoria Geral de Justiça, que impedia a atuação do Ministério Público Estadual.

DISPUTA ENTRE FAMÍLIA NEVES FORTUNA DUVIDOSA
Foi necessária esta longa introdução, uma vez que à imprensa mineira jamais foi permitido tocar neste assunto para que se entenda o que agora, uma década depois, está ocorrendo.
Após a morte do banqueiro Gilberto Faria, casado em segunda núpcias com Inês Maria, mãe de Aécio, iniciou uma disputa entre a família Faria e a mãe de Aécio, sob a divisão do patrimônio deixado. Oswaldo Borges da Costa, casado com uma das herdeiras de Gilberto Faria, passou a comandar inclusive judicialmente esta disputa.
Diante deste quadro beligerante, as relações entre Aécio Neves e Oswaldo Borges da Costa acabaram, o que seria natural, pois Aécio fatalmente ficaria solidário com sua mãe. Mais entre Aécio Neves e Oswaldo Borges da Costa é público que existia muito mais, desta forma deu-se início a divisão do que avaliam ser uma fortuna incalculável.

ORIGEM DA FORTUNA…
No meio desta divisão estaria “a renda” conseguida e a conseguir através da diferença entre a venda subfaturada e o valor real no exterior do Nióbio. Peça chave neste esquema, a CBMM pertencente ao Grupo Moreira Salles, que sem qualquer licitação ou custo renovou o contrato de arrendamento para exploração da mina de Nióbio de Araxá pertencente ao Governo de Minas Gerais por mais 30 anos.

INVESTIDORES NÃO IDENTIFICÁVEIS?
Meses depois venderia parte de seu capital a um fundo Coreano, que representa investidores, não identificáveis.
Para se ter idéia do que significou, em matéria de ganho, a renovação para Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), que tem com atividade exclusiva a exploração da mina de Nióbio de Araxá – sem a mina cessa sua atividade – depois da renovação a empresa vendeu 15% de suas ações por R$ 2 bilhões, ou seja, levando em conta apenas o valor de suas ações a empresa valeria hoje R$ 28 bilhões, R$ 4 bilhões a menos que o Estado de Minas Gerais arrecada através de todos os impostos e taxas em um ano. Mas esta operação já havia causado desconfiança principalmente nas forças nacionalistas que acompanhavam de perto a movimentação.

Acrescentando: “Circula por aí versão segundo a qual só as jazidas de nióbio dos “Seis Lagos” valem em torno de 1 trilhão de dólares. Necessário esclarecer que por sua localização e facilidade de exploração a jazida de Araxá vale muito mais que a “Seis Lagos”.

CADE – MINISTÉRIO DA JUSTIÇA OMISSO, FAVORECE AS CLASSES INTERNACIONAIS
Evidente que o Ministério Público mineiro já está investigando esta renovação do arrendamento celebrado pela CODEMIG, porém, ela nada significa perto do crime praticado contra a soberania nacional que foi a venda de parte das ações da CBMM, dando poder de veto a uma empresa estatal japonesa. Foi uma operação cheia de irregularidades com a questionável participação de órgãos que deveriam fiscalizar este tipo de operação como o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), subordinado ao Ministério da Justiça.
A operação foi aprovada em prazo recorde e com base em um parecer de folha única, que desrespeitou toda legislação existente no País. A menor das irregularidades cometidas foi conceder “Confidencialidade” aos termos da operação aprovada. Foi desrespeitada a determinação legal para que não ocorra a cassação da autorização da sociedade estrangeira funcionar no País; esta deverá tornar público todos os seus dados econômicos, societários e administrativos, inclusive de suas sucursais (art. 1.140, CC).

SOCIEDADES ESTRANGEIRAS FUNCIONANDO NO TERRITÓRIO BRASILEIRO CONTRÁRIAS A ORDEM PÚBLICA DO BRASIL
E mais, conforme constante do artigo 1.134 do Código Civil, se faz necessária para que a sociedade estrangeira possa funcionar no território brasileiro prévio exame da legitimidade de sua constituição no exterior e a verificação de que suas atividades não sejam contrárias a ordem pública no Brasil.
O Poder Executivo poderá, ou não, conceder a autorização para uma sociedade estrangeira funcionar no Brasil, estabelecendo condições que considerar convenientes à defesa dos interesses nacionais (art. 1.135, CC). Segundo a assessoria de imprensa do CADE, na tramitação da analise foi-se observado o regimento, evidente que um regimento não pode se sobrepor a lei.

PORQUE O CADE NÃO ANALISOU Á CRITÉRIO?
Nada disto foi observado e agora, a exemplo da briga instaurada entre as famílias Faria e Neves, o divorcio entre Aécio Neves e Oswaldo Borges da Costa fatalmente se transformará num dos maiores escândalos da historia recente do País e poderá levar Minas Gerais a perder a propriedade sobre a jazida de Nióbio.
Principalmente as Forças Armadas veem promovendo gestões para federalizar, a exemplo da Petrobras, a exploração de Nióbio. [O nióbio é um minério estratégico. Principalmente para a fabricação de armas cibernéticas, nucleares e conquista espacial]

RELATÓRIOS COMPROVAM ESQUEMA CRIMINOSO DE SUBFATURAMENTO DO NIÓBIO
Relatórios confidenciais da Abim e da área de inteligência do Exército demonstram como operou o esquema criminoso de subfaturamento montado pela CODEMIG/ CBMM, através da Cia de Pirocloro de Araxá. A assessoria de imprensa da CBMM, da CODEMIG e do senador Aécio Neves foram procuradas e não quiseram comentar o assunto.
O assunto “Nióbio” é amplo, não tendo como esgotá-lo em apenas uma matéria, desta forma Novojornal publicará uma série de reportagens ouvindo as diversas áreas envolvidas no tema.
Nota da Redação (atualizado às 15:26 de 21/12/2012)
O valor da venda de 15% da CBMM, ao contrário dos R$ 2 bilhões de reais, constante na matéria, foi de US$ 2 bilhões de dólares. Desta forma, 100% das ações da CBMM equivalem a US$ 28 bilhões de dólares, levando em conta que a arrecadação total anual do Estado de Minas Gerais é de R$ 32 bilhões de reais, o valor das ações da CBMM representa quase o dobro do arrecadado.
(US$ 28 bilhões de dólares x R$ 2 reais = R$ 56 bilhões de reais).

Aguas peligrosas. EL PROBLEMA DEL ARSÉNICO COMO AGENTE CONTAMINANTE DEL AGUA

El arsénico es un clásico entre los venenos que gozan de cierta popularidad. Una de las facetas tóxicas menos conocidas de este letal elemento químico es la que surge de su presencia en aguas subterráneas cuando son destinadas al consumo humano. En este número de Futuro repasamos la historia del Hacre, una intoxicación progresiva causada por el arsénico presente en el agua, a un siglo de su descubrimiento y en ocasión de un congreso internacional que sobre este problemático asunto se realiza en Buenos Aires.
Por Jorge Forno

 

futuro

A lo largo de la historia, el arsénico se ha ganado un lugar entre los elementos químicos más glamorosos y a la vez más siniestros. Para los alquimistas, este elemento –que cuando se lo encuentra formando sulfuros aparece como un sólido de color amarillo o dorado– resultaba visualmente bastante similar al oro. Por ello, se lo consideró un ingrediente valiosísimo en la búsqueda de la píldora de la inmortalidad, la piedra filosofal o la transmutación para fabricar oro. A la vez que ciertas formas químicas del arsénico descollaron como un aristocrático veneno que acabó con la vida de papas, nobles y generales.

En el siglo XVI, el revolucionario y controvertido médico Philippus Aureolus Theophrastus Paracelsus Bombastus von Hohenheim, conocido como Paracelso, reivindicó al arsénico y le dio un lugar preponderante en sus prácticas médicas. Paracelso estaba convencido de que los conocimientos de los alquimistas deberían aplicarse a la medicina y así fue que el arsénico fue un caballito de batalla en tratamientos variopintos. Por esos años le tocó ser usado como purgante y agente antiinfeccioso. No solo eso, aplicado nada más y nada menos que por vía endovenosa, formó parte del tratamiento favorito de Paracelso para la sífilis.

Con el tiempo, su fama de panacea se desvaneció al mismo tiempo que se popularizaba el conocimiento de su toxicidad. Cruel paradoja la del arsénico, que dejó de ser parte de la promesa de vida eterna que buscaban los alquimistas o la cura de casi todos los males para conocerse en la Francia del siglo XVII como el componente principal del llamado polvo de la sucesión. Una herramienta química nada amable que al parecer era muy utilizada por esos tiempos para envenenar y sacar del medio a competidores molestos en pos de algún legado esquivo.

Su bien ganado y letal estrellato se agigantó al ser reconocido como protagonista destacado en ficciones de misterio y también en más prosaicos y modernos casos policiales.

Veneno de novela

En sus novelas, Agatha Cristhie demostró que el arsénico es infalible a la hora de envenenar. En pleno siglo XXI, mientras algunos científicos lo reivindican postulándolo como un elemento clave para la existencia de posibles formas de vida extraterrestre, otros tienen en la mira su más clásica y tóxica propiedad y se abocan a una cuestión más urgente: la relacionada con su papel como contaminante del agua.

El arsénico es, por desgracia, tan tóxico como abundante en la corteza terrestre. Forma parte de la composición de casi doscientos tipos de minerales y en ciertas regiones invade persistentemente las aguas profundas a partir de la erosión de rocas o eventos volcánicos. En la Argentina, el villano de las napas parece ser un tipo de sedimento muy común en la llanura pampeana –conocido como sedimento loéssico– que presenta en su composición ceniza o lava volcánica, rica en el implacable arsénico. En las aguas superficiales, los humanos aportan su granito de contaminación arsenical cuando realizan sin cuidados actividades extractivas o mineras.

De más está decir que el consumo humano de estas aguas contaminadas no es inocuo. Por el contrario, es un formidable problema médico que pone en riesgo la salud de unos catorce millones de personas en América latina, de los cuales cuatro millones viven en la Argentina. Se trata de un asunto que no es sólo de los científicos, sino que oculta una portentosa y vigente amenaza para los más desprotegidos social y económicamente en vastas regiones del mundo, particularmente en nuestro país.

Una intoxicación llamada Hacre

A principios del siglo XX, una seguidilla de casos de trastornos cutáneos y cardiovasculares azotaron a los habitantes de la ciudad de Bell Ville. Sin conocer cuál era su origen, se bautizó a la enfermedad en relación con el nombre de la ciudad. Hasta que entre 1913 y 1914 un prestigioso médico de Rosario, Mario Goyenechea, relacionó los síntomas de dos pacientes bellvillenses con una prolongada intoxicación arsenical resultante del consumo de agua contaminada. Entre 1950 y 1951, otro médico, Enrique Tello, dedicó dos libros al problema sanitario de arsenicismo endémico que se había detectado en varias regiones de Argentina, Chile, Bangladesh, China, India, México, Perú, Tailandia, Estados Unidos y España. En el segundo trabajo, Tello denominó a la silenciosa, lenta y persistente patología Hidroarsenicismo Crónico Regional Endémico (Hacre).

El Hacre es un enemigo que permanece oculto hasta que muestra sus temibles garras. La intoxicación se produce al consumir agua contaminada con pequeñísimas dosis de arsénico durante un período prolongado. Para colmo de males, el arsénico no da pistas de su presencia en el agua, no altera su sabor ni color, ni el de los alimentos que se preparan con esa agua y las primeras manifestaciones de la intoxicación crónica pueden tardar diez años en aparecer. Desde alteraciones en la piel hasta cáncer de vejiga o de pulmón, este enemigo solapado afecta con más fuerza a personas desnutridas, niños y ancianos. No tiene cura y sólo la adopción de medidas preventivas de fuste permite hacer frente a tan esquivo enemigo.

¿Peor el remedio que la enfermedad?

Una curiosa película titulada Los muchachos de antes no usaban arsénico, se rodó en Argentina en los años setenta. Su trama era muy llamativa y llena de sorpresas, tanto que el veneno que escondían los protagonistas –unos muchachos de antes de apariencia inofensiva, pero muy crueles– no era arsénico. No se contará aquí el final de la historia que narra el film, pero lo que sí es seguro es que las apariencias engañan y también a los científicos.

Casi al mismo tiempo en que aquella película se estrenaba en Buenos Aires, una gigantesca acción para erradicar el consumo de aguas contaminadas en algunas regiones de la India, Pakistán y Bangladesh terminó derivando en una pesadilla arsenical.

Frente a una desenfrenada mortalidad infantil provocada por el consumo de agua contaminada por agentes infecciosos de toda laya, la Organización de las Naciones Unidas encaró un programa que dotaría de una fuente de agua alternativa a esas regiones, a partir de la realización de perforaciones. El consumo de agua extraída de las napas solucionó en aquel momento la cuestión de la mortandad infantil, pero generó un nuevo y gigantesco problema.

Los especialistas, concentrados en erradicar las bacterias patógenas, no tuvieron en cuenta otro letal enemigo, el arsénico presente en altas concentraciones en el agua extraída de las napas.

Con el correr de los años se desató una masiva proliferación de síntomas de Hacre, con un impacto en la salud pública mayor que el problema que se quiso solucionar. La experiencia puso en la escena internacional la necesidad de contar con medios eficientes y económicos para procesar el agua destinada al consumo humano.

Los alimentos contaminados con arsénico también provocan lentos y mortales envenenamientos, como saben los escritores de novelas y los envenenadores seriales que cada tanto pueblan las noticias policiales. Por ello, el problema del arsénico no solo se aparece en el agua de bebida sino también en los alimentos preparados o cocinados con el agua contaminada. La higiénica medida de hervir el agua para consumo humano antes de ser utilizada tampoco es una solución. Por el contrario, no elimina el arsénico y llega a agravar el problema aumentando sus concentraciones en el agua.

El Código Alimentario Argentino exige que la concentración del arsénico no supere los 0,05 miligramos por litro de agua destinada al consumo humano o a la producción de alimentos. Además los científicos, industriales de la alimentación y otros sectores involucrados discuten acerca de fijar una meta a mediano plazo para bajar este valor a 0,01 miligramo por litro.

Agua que has de beber

A grandes rasgos existen dos formas de encarar este complejo problema. Una de ellas sería construir extensísimas y costosas redes que lleven agua apta para el consumo a las regiones que así lo requieran. La segunda es obtener métodos de purificación eficientes para quitar al arsénico del agua en el lugar en que se la extrae de los pozos.

Estos métodos podrían aplicarse en plantas potabilizadoras e incluso a nivel domiciliario.

En la Universidad de San Martín, un grupo de investigación encabezado por la doctora Marta Litter encaró el problema de los contaminantes del agua a partir del proyecto Remoción de arsénico, plomo y uranio mediante procesos de oxidación avanzada. Para ello se valen de tecnologías tan económicas como efectivas, que pueden utilizar agentes naturales como la luz solar, o elementos abundantes como el hierro cerovalente, una forma de hierro que puede hallarse en objetos tan comunes y aparentemente poco científicos como los clavos, tachuelas, tornillos, alambre y limadura de acero. Las nuevas tecnologías permiten obtener nanopartículas de hierro –partículas de un tamaño equivalente a la mil millonésima parte de un metro (10 elevado a la -9 metros)–. El hierro cerovalente es en jerga química un reductor que permite remover contaminantes tales como pesticidas organoclorados y metales y metaloides como el arsénico.

También recurren al versátil dióxido de titanio –presente de manera habitual en productos cosméticos–, que tiene la capacidad de remover una amplia variedad de contaminantes orgánicos e inorgánicos y hasta microorganismos.

El nanohierro no sólo es útil para eliminar el arsénico del agua durante el proceso de extracción y potabilización, sino que el grupo de investigación de Litter lo testea como una herramienta para la remediación de sitios contaminados. Aplicado por medio de una perforación y valiéndose de una corriente de nitrógeno, estas pequeñísimas partículas de hierro invaden pertinazmente el suelo. Una vez allí los contaminantes como el arsénico, el plomo y el uranio quedan atrapados, ya que se adhieren fuertemente al nanohierro, al que son mucho más afines –químicamente hablando– que a las aguas que contaminan.

El INTI –Instituto Nacional de Tecnología Industrial– también hace lo suyo y puso en marcha una experiencia piloto en la zona de Lobos para eliminar el arsénico del agua por un proceso de coagulación y filtración que resulta económico y sencillo de realizar.

Tanto está el problema en el tapete en nuestra región que en mayo de 2014 Buenos Aires será la sede del As 2014: 5º Congreso Internacional sobre el Arsénico en el Medio Ambiente. El tema de As 2014 es “Un siglo del descubrimiento de la arsenicosis en América (1913-2014)”, en conmemoración de aquel hallazgo de Goyenechea en sus sufridos pacientes bellvillenses.

En el encuentro, los investigadores expondrán las últimas novedades sobre el tratamiento de aguas contaminadas, el arsénico en los alimentos, las tecnologías de remoción y la gestión y políticas de mitigación. Será un paso más en la búsqueda de soluciones para prevenir y erradicar el Hacre y sus tóxicas consecuencias.

As notícias vão surgir de três fontes: jornalistas profissionais, jornalistas-cidadãos e ‘jornalistas-robôs’

“A comunicação social será íntima, individualizada de formas que hoje não conseguimos imaginar”

jornal futuro

por Simone Duarte

Gene Liebel acredita que talvez 90% das formas como as pessoas consumirão notícias em 2041 serão inventadas depois de 2013, mas há algo que não mudará: “A tecnologia muda, mas nós temos tendência para querer as mesmas coisas. E, no que diz respeito ao consumo de notícias, uma coisa que tendemos a querer – e que a Internet tende a dar-nos – é mais controlo. Em 2041, Liebel gostaria de ver a chamada “economia da reputação” evoluir para um estádio em que os leitores tenham uma indicação imediata das novas fontes de informação que são fidedignas: “Gostaria de ter acesso a especialistas em todas as matérias – incluindo os que sejam completamente independentes – que tenham conquistado, com o tempo, a confiança da comunidade, quer pertençam a uma organização noticiosa estabelecida quer não.”

Sobre o papel dos editores, Gene Liebel acha que, em 2041, não terão mais o poder de formular a dieta de notícias diárias. “Embora isto possa parecer negativo, um dos objectivos dos editores é conseguir captar a minha atenção todos os dias, quer haja uma história importante para contar quer não. Isso é uma perda de controlo da minha parte, como leitor, algo que a Internet tende a eliminar com o tempo.”

Já Michael Bove Jr., do prestigiado Laboratório de Media do MIT, Instituto de Tecnologia de Massachusetts, não vai tão longe. Acha que a curadoria e a edição serão feitas em parte por profissionais, em parte pelas redes sociais e parte será automatizada. “Tendo a pensar que as notícias vão surgir de três fontes: jornalistas profissionais, jornalistas-cidadãos e o que poderemos chamar ‘jornalistas-robôs’ (sensores que recolhem informação e a transformam em alguma coisa que interessa aos seres humanos)” – afirma ao PÚBLICO o director do Consumer eletronics Lab e co-director do Center for Future Storytelling do Media Lab.

“Neste momento, estamos a viver uma revolução radical na forma como se consomem notícias” – diz ao PÚBLICO a jornalista Amy O’Leary do The New York Times, que esteve recentemente a participar da conferência Regresso ao Jornalismo, na Escola Superior de Comunicação Social, em Lisboa, e faz parte do recém-criado grupo de inovação formado por seis profissionais do jornal norte-americano. “Há dez anos, os leitores começaram a fazer uma transição do papel para o online. Nos últimos dois, o consumo de notícias em telemóveis e tablets aumentou a um ritmo absolutamente extraordinário; muito em breve, haverá mais pessoas a ler notícias em telefones inteligentes do que em computadores. Estas alterações de comportamento estão a acontecer mais depressa do que nunca e não se sabe onde nos podem levar. É por isso que é difícil imaginar exactamente como é que as pessoas vão consumir notícias em 2041. Alguns futuristas pensam que computadores ‘vestíveis’, como o Google Glass ou os ‘relógios inteligentes’, irão tornar-se tão comuns como hoje são os telefones. Outros imaginaram visões mais radicais: que a biotecnologia possa, um dia destes, ser integrada com o corpo humano para fornecer informação. Felizmente, o jornalismo sempre foi bom em encontrar novas histórias, novas pessoas, novos heróis e vilões. Em 2041, acho que isso continuará a ser o cerne do nosso trabalho. Temos é de ser muito, mas muito melhores nesse domínio.”

O português João Medeiros, editor de ciência da revista Wired, concorda. São os próprios jornalistas confrontados com tantos desafios mas também com novas oportunidades que precisam de se reinventar, mais do que a plataforma ou o produto em si: “Os jornalistas têm de ser capazes de experimentar e inovar no modo como contam as histórias e precisam cultivar a diligência, a componente essencial para procurar as histórias que precisam de ser contadas no nosso tempo. Esta é a essência do jornalismo.”

Amy O’Leary remata: “Não consigo perspectivar qual será o sistema de fornecimento de informação em 2041, mas, seja qual for, o jornalismo terá de continuar a ser rigoroso, objectivo e célere quando os factos acontecerem. As pessoas procurarão sempre histórias interessantes e bem contadas. Estas duas coisas vão ser sempre iguais.”

Anatomía del miedo

Pasó el 2012 y el mundo no se acabó: ¿ahora qué? Esa misma incertidumbre sobrevoló el sitio Edge.org cuando convocó a sus miembros para responder, como todos los años, una misma pregunta. Así fue como algunas de las mentes científicas, artísticas y periodísticas más brillantes dedicadas a pensar el mundo enfrentaron el gran interrogante posterior al apocalipsis que no fue: “¿A qué deberíamos temer en los próximos años?”. Tal como viene haciendo año tras año, Radar seleccionó y tradujo las mejores (y más aterradoras) respuestas: del fin del individuo y la enajenación tecnológica a los misterios de la mente y los riesgos de vivir demasiado.

O Grito, por Edvard Munch
O Grito, por Edvard Munch

Por Carlos Silber

 

De todo el arsenal de emociones que nos invaden y moldean –y al hacerlo nos definen como seres humanos–, el miedo es la que más paraliza. O destruye. Como alguna vez escribió el filósofo español José Antonio Marina, uno de los hilos que trenzan la historia de la humanidad es el continuo afán por desterrarlo, una constante búsqueda de la seguridad tanto afuera como dentro de nuestras mentes, de nuestro cuerpo. “El día que yo nací, mi madre parió dos gemelos: yo y mi miedo”, escribió el temeroso de Thomas Hobbes, quien rastreó en esta sensación el origen del Estado. Para Soren Kierkegaard, en cambio, se trataba de una enfermedad mortal, pariente cercana de la angustia y la desesperación.

No hace falta ser muy perspicaz para ubicar en este sentimiento contagioso el epicentro de cualquier religión, el nervio doliente que empuja a millones de personas a los dientes de metal de aquella trampa que es la superstición.

Así y todo, el poder del miedo afecta tanto a individuos como a sociedades. Las preocupaciones de una época funcionan como un termómetro que en lugar de registrar la temperatura corporal cuantifica lo inasible: lo que se sabe, lo que se desconoce, aquello que se respeta y al mismo tiempo se teme en un momento dado. Hace unos treinta años, el gran miedo mundial estaba encarnado en dos palabras: “La Bomba”. Hace casi medio siglo, en cambio, la amenaza era roja: el comunismo. Y antes, si rebobinamos aún más la Historia, estaban el nazismo, los anarquistas, las epidemias, las plagas, las hambrunas, las guerras, las persecuciones religiosas.

El siglo XXI, desde ya, no avanza desnudo de problemas, malos tragos y complicaciones que, como monstruos invisibles, esperan agazapados para saltar desde debajo de la cama. En este caso, la cuestión no es en sí que existan sino saber anticiparlos –animarse a agacharse y ver–, como se apresuraron a hacer 155 científicos, escritores, cineastas, músicos, periodistas y filósofos en respuesta a la pregunta que cada año lanza el sitio Edge.org, aquella ágora virtual en donde se mezclan, dialogan y comparten opiniones las ciencias exactas y las humanidades.

“¿De qué deberíamos preocuparnos?”, fue el catalizador de este año, el anzuelo. Y muchos picaron. La física teórica Lisa Randall, por ejemplo, teme que se acabe la época de los grandes experimentos, en vista de las cada vez más filosas tijeras presupuestarias. Al historiador de la ciencia George Dyson lo inquieta que un día de éstos se rompa Internet. El editor Tim O’Reilly –uno de los impulsores del software libre– ve con malos ojos el ascenso del anti-intelectualismo. Están también a los que les preocupan tanto las prácticas eugenésicas chinas como que nunca logremos entender los fenómenos cuánticos, la exportación del concepto de mente enferma desde Estados Unidos, el colapso del sistema de publicación científica a través de papers, que la ciencia no logre curar el cáncer, la hiperconectividad y la virtualización total de la vida, el crecimiento de una “ansiedad mórbida” y de un mundo cada vez más sintético.

Como hace año tras año, Radar seleccionó las mejores respuestas, las preocupaciones más asoladoras. Sin miedo y sin que tiemble el pulso.

SUBNOTAS

DOCES PREVISÕES

por Marcia Lobo

No melhor estilo Júlio Verne, a fabricante alemã de chocolates finos Hildebrands distribuiu em meados do século 19 uma coleção de cartões postais com previsões de como seria a vida no ano 2000. Empresa, artista e sonhadores da época até que faziam alguma idéia do que o futuro  reservava, mas ainda assim acho que ficariam muito decepcionados com a realidade do terceiro milênio. 

Acreditavam que nós poderíamos…

… andar sobre a água …

… voar em máquinas particulares e/ou individuais

Veja e leia mais aqui