Aécio, o invisível da justiça PPV

Charge de Renato Aroeira republicada por Luis Nassif

aroeira ninguém consegue ver aécio

Ninguém consegue ver o Aécio, concorda Jair Fonseca

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Retrato inacabado da musa dos golpistas

por Gilmar Crestani

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O MBL não poderia ter feito escolha melhor para mascote do combate à corrupção, Eduardo CUnha, o exemplo pronto e acabado da hiPÓcrisia que reina entre os zumbis. Eduardo Cunha é a cara do MBL. Aliás, é a cara dos movimento golpista.

Quando os derrotados das últimas eleições tiram do armário uma personagem criado na incubadora Collor & PC Farias, é porque o nível de indigência mental não tem limites.

Será que o Aécio Neves e sua creche de playboys tenham em tão pouca conta nossa inteligência?! Não será isto um exemplo pronto e acabado do que o tóxico pode fazer com o cérebro dos usuários? Ou falta de tóxico, depois do consumo exacerbado, que a medicina diagnostica como síndrome de abstinência?

O uso do fundamentalismo religioso do tipo que nasce da suruba de um Malafaia com um Feliciano. De métodos que chegaram ao ápice com Carlos Lacerda, se fixaram na Veja, mas que são disseminados pela mãe do golpismo, a Rede Globo. A falta de fair play eleitoral, pelos que não sabem perder. Tudo isto misturado seria ingrediente suficiente para demonstrar o déficit civilizatório da marcha dos zumbis, se dentre eles se encontrasse alguém com cérebro em pleno funcionamento das faculdades mentais.

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Morreu o homem que impediu a privatização de Furnas

por Pedro do Coutto

Morreu quinta-feira, em São Paulo, o ex-deputado, ex-ministro e ex-presidente de Furnas, Luiz Carlos Santos, aos 81 anos de idade. Participou do governo Fernando Henrique como ministro extraordinário para Coordenação de Assuntos Políticos. Nessa condição, em 99, foi nomeado presidente de Furnas Centrais Elétricas, que se encontrava em processo de privatização.

 Santos foi designado para viabilizar tal tarefa. Mas ao chegar à empresa verificou que se tratava de um absurdo total e, com base nas informações do corpo técnico, passou a se opor à ideia. A proposta de venda de Furnas, a maior operadora hidrelétrica brasileira, calculava um preço, denunciou na época, dez vezes menor do que seu ativo.

Isso sem considerar sua importância econômica, responsável, como é até hoje, pelo fornecimento e transmissão de 41% da energia consumida no país e por 63% da produção industrial brasileira. São quinze hidrelétricas, duas térmicas, vinte mil quilômetros de linhas de transmissão. Espinha dorsal do sistema elétrico nacional, como há pouco classificou o atual presidente da empresa, Flávio Decat.

A luta em que se empenhou não foi fácil. Ao contrário. Enfrentou e superou fortes pressões, sobretudo com o ex-presidente do BNDES e que exercia também a presidência do Conselho Nacional de Desestatização, Pio Borges.

A diretoria atual de Furnas, em comunicado oficial, destacou o respeito de que era credor, frisando que será sempre lembrado por sua ética e capacidade de mobilização. Ajudou Furnas a se tornar o que é hoje, um dos principais agentes do desenvolvimento brasileiro.

UM POLÍTICO DE VALOR

Vereador, deputado estadual, deputado federal, administrador, seu curriculum é dos mais amplos. Foi filiado ao Partido Democrata Cristão, ao PFL, finalmente ao PMDB. Na Câmara Federal, tornou-se relator de grande número de projetos de extrema relevância para o país como foi caso da Reforma do Poder Judiciário e do Código de Defesa do Consumidor. Nos últimos tempos encontrava-se afastado das atividades políticas e administrativas.

Assumindo a presidência de Furnas em 99, permaneceu no cargo até 2002. Compreendeu o papel de Furnas, valorizou a participação da empresa no sistema elétrico. Em 2002, elegeu-se deputado federal para o que seria o último mandato de sua carreira e de sua vida.
Sua morte consternou a atual diretoria e o quadro funcional da empresa, que hoje poderia, não fosse sua atuação, encontrar-se fora da rede estatal e portanto não integraria a holding da Eletrobrás.

Santos compreendeu a importância de seu papel e exerceu o cargo com eficiência, independência, dignidade. A direção de Furnas e os funcionários destacaram que o Brasil será eterno devedor desse grande ser humano. Perfeito. Luis Carlos Santos foi um administrador notável, um ser humano excepcional. A frase, embora tão repetida ao longo do tempo e em várias situações, no caso de Luiz Carlos Santos, se aplica integralmente: o país muito deve a ele.

Furnas, hoje, é uma potência ainda maior do que era. A sobrevivência da empresa, no final do período FHC, garantiu a continuidade que hoje todos a reconhecem, admiram e exaltam como exemplo de eficiência e progresso.