INSS quer saber quantos idosos morreram de fome

correio_braziliense. prova de que continua vivo

 

Vai ser um deus nos acuda. Milhões de aposentados – velhos, quem tem mais de 60 anos; idosos, depois dos 65; e anciãos, quem passou dos 70 -, os pés-na-cova, vão fazer filas e mais filas, na Caixa Econômica, para provar que não são zumbis, e sim almas penadas. Miseráveis sobreviventes de um sistema capitalista selvagem.

Com uma indigente aposentadoria ou pensão, no valor de um salário mínimo do mínimo, comer e apagar aluguel constituem um verdadeiro milagre.

Sempre fica faltando tudo que a velhice pede: medicamentos, dinheiro para pagar uma companhia (ou enfermeiro ou assistente social ou um guia de cego), um taxi para ir a um pronto-socorro, vestimenta apropriada para o verão e o inverno, óculos, dentadura, aparelho para surdez, o caixão mortuário, água mineral, água morna para o banho. Não sobra trocado nem para possuir uma vela para clarear um barraco ou um kitinete, e alumiar o caminho de ida para o outro mundo.

Profundamente humilhante receber uma aposentadoria mínima, e um escárnio ir à Caixa Econômica provar que é um vivo honesto. Esta prova não se pede dos que roubam o legislativo, o executivo, o judiciário. Leia a manchete: em 17 estados, repletos de corruptos, pegaram apenas três ladrões com ficha suja.

 

BRA_OG ficha limpa

Ninguém precisava provar que continua vivo. A convocação fúnebre, verdadeira tortura para quem sofre várias enfermidades comuns na velhice, serve apenas como uma confissão do INSS  de que não dispõe de nenhum serviço para atender a domicílio os que recebem medicação contínua, os que padecem de doenças crônicas, inclusive os incapacitados  fisicamente e os moribundos.

Faltam médico, enfermeiro, farmacêutico, fisioterapeuta e assistente social. É um INSS corrupto. Pra lá de corrupto. Que precisa provar muita coisa. Inclusive se continua vivo. Porque sempre foi comandado por “vivos”, por muita gente sabida, sábias em desvios.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O doleiro Fayed Treboulsi, como estava previsto, foi solto por um juiz

O juiz Evandro Neiva de Amorim, do Distrito Federal, determinou a soltura do doleiro Fayed Treboulsi, preso por suspeita de envolvimento com um esquema de desvio de recursos de fundos de pensão. A decisão é sigilosa. A revogação da prisão foi feita porque o inquérito ter sido transferido para o Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de participação de autoridades no esquema. No Brasil, investigações contra autoridades como parlamentares devem tramitar no STF. Essa prerrogativa é conhecida como foro privilegiado.
O esquema de desvio de recursos foi levado a público pela Operação Miqueias, deflagrada no dia 19 pela Polícia Federal (PF). Essa ação desarticulou um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou R$ 300 milhões num período de um ano e seis meses e causou prejuízos de R$ 50 milhões a fundos de pensão municipais. O plano atingiu vários Estados, mas era comandado a partir de Brasília.

Musa do crime já fez ensaio sensual

Luciane Hoepers, a pastinha que seduzia os prefeitos para a máfia
Luciane Hoepers, a pastinha que seduzia os prefeitos para a máfia do doleiro Fayed Treboulsi

A modelo Luciane Hoepers, presa pela Polícia Federal após a Operação Miquéias, fez um ensaio sensual ao qual a reportagem do R7 teve acesso.

De acordo com a PF, quatro modelos eram usadas pela quadrilha para atrair agentes políticos para o esquema. Luciane já foi liberada pela PF.

De acordo com a investigação da PF, Luciane e as outras modelos eram chamadas de “pastinhas”. Elas eram responsáveis por se aproximar dos prefeitos e convencê-los a desviar o dinheiro dos fundos de previdência municipais para ações de investimento indicadas pelo grupo criminoso.

Os recursos eram aplicados em papéis pouco atrativos, geridos pela própria quadrilha, e com alta probabilidade de insucesso. Em troca, os políticos ganhavam 10% do valor investido.

Durante a deflagração da Operação Miqueias, 23 pessoas foram presas. Outras quatro estão foragidas.

Mandados de prisão e de busca e apreensão foram cumpridos no Distrito Federal e em nove estados. Além disso, a PF apreendeu carros importados e iates de luxo que eram comercializados com o dinheiro lavado no esquema. De acordo com a PF, pelo menos 10 dos carros apreendidos estão avaliados em R$ 500 mil cada.

 

 

Contas públicas se deterioram e Brasil tem déficit primário inédito: inferior ao preço do estádio de Pernambuco para a Copa do Mundo

pensão aposentadoria pensionista previdência

Pois é: o preço baratinho da arena pernambucana, na mata de São Lourenço, fica perto dos 600 milhões hoje, e falta ser concluído, sem contar as obras paralelas: a via Mangue, a torre do aeroporto, a puxada do metrô e outras belezocas.

Veja o espanto das agências estrangeiras: O setor público brasileiro registrou déficit primário de 432 milhões de reais no mês passado, primeiro resultado negativo para agosto desde o início da série histórica do Banco Central em dezembro de 2001, mostrando que o governo tem tido dificuldades em manter as contas fiscais equilibradas.

O resultado veio bem pior que o esperado por analistas consultados pela Reuters, cuja mediana apontava para superávit primário de 1,85 bilhão de reais no mês passado, depois do superávit de 2,287 bilhões de reais em julho.

O governo credita o desempenho ruim de agosto aos maiores gastos da Previdência Social, que registrou déficit de 5,7 bilhões de reais no mês.

“O reajuste do salário mínimo pesou nesse resultado”, comentou o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel, em referência ao impacto do salário mínimo sobre os benefícios pagos pela Previdência Social, que em agosto foram ampliados com o início do pagamento do 13º salário a aposentados e pensionistas. Leia mais 

 [Tudo culpa do salário mínimo do mínimo que o Brasil paga, um dos mais baixos entre os países do Terceiro Mundo nas Américas e África, e inferior a qualquer país em crise da Europa.
No Brasil não se faz nada que preste para o povo, que paga um dos mais caros impostos indiretos do mundo. Que rico no Brasil não paga nada.
Sempre a culpa fica para o bolsa família, o salário mínimo, e ninguém fala dos fundos de pensão desviados por prefeitos e governadores e outros ladrões, nem nos salários além do teto, na sonegação, no tráfico de moedas para as ilhas fiscais, no sumiço das verbas dos serviços básicos, na farra da Copa do Mundo e sacanagens mil do “jeitinho brasileiro” dos lá de cima de “levar vantagem em tudo”.
Veja os faturados preços do (de a)gosto dos Neros:

Custos em agosto de 2013 dos Coliseus: 7,98 bilhões

Arena da Baixada: 265 milhões
Arena da Amazônia: 605 milhões
Arena das Dunas: 350 milhões
Arena Pantanal: 519,4 milhões
Arena Pernambuco: 529,5 milhões
Beira-Rio: 330 milhões
Castelão: 623 milhões
Fonte Nova: 591,7 milhões
Mané Garrincha: 1,43 bilhão
Maracanã: 1,19 bilhão
Mineirão: 695 milhões
Arena Corinthians: 855 milhões

O Brasil é um país sem igual: sua mais moderna cidade – Miami – fica nos Estados Unidos. Até o presidente do STJ tem apartamento por lá. Sinal de que a cultura brasileira caiu muito. As cidades antes preferidas eram Lisboa,  Londres e Paris.

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Delegada compra carro de luxo com dinheiro de propina

por Jéssica Gonçalves

delegada

Investigações da Polícia Federal constataram que a delegada da Polícia Civil do Distrito Federal, Sandra Maria da Silveira, recebeu R$ 50 mil de propina de Fayed Antonie Traboulsi. Fayed é apontado como um dos chefes do grupo acusado de desviar milhões de fundos de pensão de servidores de prefeituras e governos. A investigação, chamada Operação Miquéias, envolve deputados goianos. De acordo com o relatório, a delegada comprou um carro de luxo com a propina.

Nas conversas interceptadas pela PF a delegada chamou o carro de ‘nova viatura’ quando conversava com Fayed. O chefe do grupo tinha reclamado porque Sandra não avisou se recebeu ou não o dinheiro. “Qual é a chance, Turco, de não ter entrado o dinheiro? Mas eu não te liguei ainda porque eu não tinha ido pegar o carro. E como eu acabei de pegar o carro, aí eu estou indo para a secretaria, e queria almoçar amanhã com você para você ver o meu carro lindo”, disse a delegada.

Segundo as investigações, Sandra teria atrapalhado uma investigação da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado do Distrito Federal. Essa ação previa a investigação de uma suposta lavagem de dinheiro de Fayed e o Esporte Clube Ceilândia.

A operação Miquéias prendeu 20 pessoas (17 em Brasília, duas no Rio de Janeiro e uma em Goiânia). Entre os presos está o policial aposentado Marcelo Toledo, também investigado no mensalão do DEM. A PF ainda tem 10 mandados de prisão, entre eles o economista Carlos Eduardo Carneiro Lemos, ex-gerente de Investimentos do Prece, fundo de previdência dos servidores da Companhia Estadual de Água e Esgoto (Cedae) do Rio de Janeiro.

A PF apontou indícios de fraudes em fundos de prefeituras de Manaus, Queimados (RJ), Ponta Porã (MS), Murtinho (MS), Formosa (GO), Caldas Novas (GO), Cristalina (GO), Águas Lindas (GO), Itaberaí (GO), Pires do Rio (GO), Montividiu (GO), Jaru (RO), Barreirinhas (MA), Bom Jesus da Selva (MA) e Santa Luzia (MA).

Em Goiás houve cumprimento de mandados de busca e apreensão em Àguas Lindas de Goiás, Formosa, Montividiu, Pires do Rio, Caldas Novas, Cristalina, Aparecida de Goiânia e Itaberaí.

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Direito divino de não se investigar ou punir desembargador, reitor, diretor de agência reguladora, presidente de fundos de pensão e outros poderosos

O POLÍTICO É O CULPADO POR TODOS OS MALES. NÃO É BEM ASSIM

Várias autoridades estão acima da lei. Fala-se dos políticos, que criam  leis  que permitem que sejam investigados por CPIs, Comissões de Ética do Legislativo, Tribunais Eleitoral, de Contas, imprensa e qualquer cidadão. O político para se candidatar quebra seu sigilo fiscal, tem que apresentar declaração de bens e ter ficha limpa. Costumeiro saco de pancadas.  O exemplo atual do senador Demóstenes Torres é bem representativo, tanto que selecionado para ser o bode expiatório da CPI do Cachoeira.

APOSENTADORIA COMO PUNIÇÃO 

Escreve Roberto Guedes: “Por absurdo que pareça, as corregedorias gerais dos tribunais estaduais de justiça não podem fazer nada para investigar irregularidades supostamente cometidas por desembargadores, como ocorre no Rio Grande do Norte desde janeiro último em relação ao roubo de milhões de reais da conta de precatórios da corte potiguar.

Um expoente do tribunal estadual enfatizou esta limitação, a propósito de registros que fiz a respeito nos últimos dias, primeiramente mostrando que operadores do direito conterrâneos estranhavam esta que lhes parecia omissão do atual corregedor geral, desembargador Claudio Santos, e depois citando a limitação legal para explicá-la.
Segundo o integrante do tribunal potiguar, a Cláudio Santos pode-se até atribuir o pioneirismo de mostrar o impedimento. Ele teria apontado esta falha do direito específico logo ao tomar posse como corregedor geral da corte potiguar, no início de 2.010, na mesma solenidade em que a desembargadora Judite Monte assumiu a presidência da corte. Segundo consta, o corregedor encaminhou na época um ofício à corregedora geral do Conselho Nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, propondo exatamente que este colegiado ampliasse as atribuições das corregedorias estaduais para que elas pudessem investigar desembargadores. A fonte não sabe, entretanto, que desdobramentos esta correspondência motivou”.
Acontece que, com poderes ou sem poderes, as corregedorias estão totalmente desacreditadas. Ou desmoralizadas, conforme acentua os jornalões, e bem desmonstrou a ministra Eliana Calmon.
MAGNIFÍCA IMPUNIDADE 
No Blog  Hipocria Acadêmica, “estas reflexões críticas: Vale a pena recordar de dois casos de afastamento de reitores das universidades estaduais do Paraná. Em 2001 foi afastada a Reitora da UNIOESTE, Liana Fátima Fuga, por suspeita de fraude em Concurso Público, além de irregularidades financeiras. Anos depois, em 2010, é afastado o Reitor da UEL, Jackson Proença Testa, por suspeitas de irregularidades (como superfaturamento). Tais afastamentos demonstram que reitores não são figuras intocáveis e suas responsabilidades vão além de prestar contas aos TCs, administram um bem público e devem ser fiscalizados por toda a sociedade”.
 AS AGÊNCIAS REGULADORAS 
Teoriza Marco Antônio Ribeiro Tura: “O tema da autonomia das agências reguladoras tem sido tratado pelos juristas das mais variadas matrizes teóricas e com as mais variadas concepções políticas. As posições vão desde aqueles que, simplesmente, negam tal autonomia, sob alegação de afronta à letra e ao espírito da Constituição, até aqueles que a defendem, inclusive sem qualquer preocupação com a letra ou com o espírito da Constituição.

posso afirmar que o princípio da autonomia das agências reguladoras no direito brasileiro tem tradução nas regras da independência administrativa, da independência financeira, da independência funcional, com vistas a assegurar a liberdade no exercício da função de regular as atividades econômicas em sentido amplo. O princípio da autonomia das agências reguladoras, que encontra seu fundamento constitucional na expressa referência do artigo 174, caput, da Constituição da República, ao dever do Estado em regular as atividades econômicas em sentido amplo tendo em vista, dentre outros, os valores da proteção da concorrência e da tutela do consumidor e do ambiente, só tem sentido na medida em que assegure o cumprimento deste dever, do dever de regular, do dever de bem regular as atividades econômicas em sentido estrito, assim como os serviços públicos. Como princípio, todavia, não é absoluto. É preciso dizer, portanto, que o princípio da autonomia das agências reguladoras no direito brasileiro tem por finalidade assegurar o exercício de uma função albergada pela Constituição da República, a função regulatória. O princípio da autonomia das agências reguladoras no direito brasileiro vale se e na medida em que se mostre adequado, necessário e proporcional para o cumprimento do dever de regular as atividades econômicas em sentido estrito e os serviços públicos. Não se presta, o princípio da autonomia das agências reguladoras no direito brasileiro, para a usurpação de competências constitucionais, explícitas ou implícitas, de quaisquer outros entes e órgãos. Assim, necessária interpretação que compatibilize, em cada caso, o princípio da autonomia das agências reguladoras com o princípio do monopólio da atividade legislativa, com o princípio da unidade da atividade administrativa e com o princípio da universalidade da atividade judiciária. Do contrário, voltar-se-ia à nefasta confusão entre a propugnada autonomia dos entes reguladores com a pretensa soberania da regulação”.

Chamo de agências reguladoras dos altos preços. E de prostitutas respeitosas da pirataria internacional.

FUNDOS DE PENSão

Todo mundo mete a mão, e ninguém sabe a profundidade. Quando está tudo azul, com muito dinheiro no cofre, são órgãos privados. Quando estão no vermelho, e precisam de ajuda dos cofres da União, são órgãos públicos. Um coisa é certa, pagam nababescos dividendos e os mais altos salários da República. É uma mina de ouro.

CENTRAIS SINDICAIS

Recebe dinheiro da União e jamais presta contas. Dinheiro que sempre tem destino desconhecido. O papel das centrais, desde a ditadura de Vargas, idem ditadura militar, e governos pós-ditadura é apoiar a política trabalhista do executivo e empresários. Ainda para faturar inventam ONGs, fundações e tudo mais que encham o bolso e o rabo dos pelegos, e paguem as campanhas eleitorais dos dirigentes sindicais canditados  a deputado estadual, deputado federal, senador, prefeito e governador.

GOVERNADOR DA HIS BRASIL

Um dos cargos mais cobiçado e misterioso do Brasil é  de governador da ilhas fluviais, marítimas e oceânicas. Primeiro é um governador encoberto. Ninguém sabe quem é. Distribui concessões de ilhas. Ilhas paradisíacas que valem bilhões. Bilhões de dólares. É um reino encantado que até hoje não existe um mapa das ilhas do Brasil.

BRASÍLIA DOS 1001 PALÁCIOS

Certamente que existem outros órgãos e cargos e funções que são verdadeiras galinhas de ovos de ouro e com botijas de ouro e prata enterradas.

Riquezas sem fim do  “berço esplêndido” do Brasil.  Para a felicidade dos dirigentes e cortes dos 1001 palácios de Brasília.

Propaganda para sacrificar os aposentados: Mundo terá 2 bilhoes de idosos em 2050, diz OMS

Quem tem hoje 15 anos será um idoso em 2050. Obviamente, desde que consiga ficar vivo.

Baseado neste tipo de estatística, a troika recomenda diminuir o valor e aumentar o tempo para a aposentadoria por idade. Isso Fernando Henrique já fez. Aumentou dos 65, quando se é velho, para os 65, quando se é idoso.

Já existem propostas para os 70 anos, quando começa a ansianidade.

A Organização Mundial da Saúde chama atenção, por ocasião do Dia Mundial da Saúde, para aumento do número de pessoas com mais de 60 anos. Em quatro décadas, 80% dos idosos viverão em países em desenvolvimento e emergentes.

A população mundial está envelhecendo rapidamente. Em poucos anos, já haverá no mundo mais pessoas acima dos 60 anos do que crianças menores de cinco, informou a OMS. E o problema não se restringe ao países ricos.

 Informações  deste tipo criam hostilidades contra os velhos e idosos e anciões, senão bastasse a propaganda safada antipedofilia.
Segundo o critério da OMS, adolescentes de 16 ou 17 anos também podem ser classificados como pedófilos, se  tiverem uma preferência sexual persistente ou predominante por crianças pré-púberes, pelo menos, cinco anos mais novas do que eles. Uma verdade que é escondida.
Passam para os jovens a idéia de que estão sustentando os mais velhos.
Que o dinheiro, que os governos poderiam investir na educação dos jovens, vai todo para os aposentados.
E pior: esse desvio de verbas aumenta o desemprego dos jovens e congela os salários.
Quando a previdência dá lucro. Falo da previdência dos pobres. Dela o dinheiro para bancar obras de infra-estrutura. Existe a proposta indecente de o Ministério da Previdência financiar os doze estádios da Copa do Mundo.
Do FAT- Fundo de Amparo ao Trabalhador, via BNDES, o dinheiro para ajudar empresas estrangeiras, principalmente montadoras e oficinas.
Manchete de jornal português:

INSS, covil de ladrões e agiotas, rouba o salário dos pobres

No Brasil criaram várias previdências: uma exclusiva para os pobres, com a enganação e propaganda de ser um ministério, denominado da Previdência e Social (o apelido “social” é escárnio, gozação, empulhação) e misteriosas e incontáveis previdências especiais, algumas de nomes desconhecidos, que pagam as pensões e aposentadorias do judiciário, do legislativo, de empresas estatais, bancos oficiais, forças armadas, desarmadas fundações, agências reguladoras e outras cortes. São chamados de fundos de pensões, de desconhecida profundidade, que regalam aposentadorias e pensões de reis, de príncipes, de marajás. Inclusive, beneficiam filhas por toda eternidade. Isso indica que a república jamais existiu para essa nobreza, e sim que o Brasil é uma monarquia podre e corrupta.

No mais, essa gente é de uma crueldade sem piedade: vive no luxo e na luxúria, com pensões e aposentadorias além do teto, enquanto 99,9 por cento dos trabalhadores recebem abaixo do mínimo do mínimo.

Escreve Pedro do Coutto:

Com aumento do mínimo, receita do INSS sobe mais do que a despesa

O Ministério do Planejamento concluiu um estudo sustentando que o novo salário mínimo a entrar em vigor em janeiro produzirá um aumento da ordem de 7 bilhões de reais na folha de pagamento do INSS. De acordo com a lei em vigor, o novo piso nacional receberá um acréscimo em torno de 14%, percentagem formada pelo crescimento do Produto Interno Bruto de 2010 (7,5%) somado à inflação calculada pelo IBGE para 2011 (6,5%). No entanto, segundo o Planejamento, os aposentados e pensionistas que percebem mais que o mínimo vão ser reajustados em apenas 6,5%.
Reportagem de Cristiane Jungblut, O Globo de terça-feira 22, focalizou todos esses pontos. Um primoroso gráfico produzido pela editoria de arte do jornal acompanha a matéria.

Vamos por etapas. Em primeiro lugar, quando o salário mínimo aumenta, ao contrário do que o INSS costuma divulgar, sua receita sobe bem mais que a despesa. É fácil comprovar. Basta usar a lógica e a matemática. São duas as suas fontes de arrecadação: as empresas recolhem 22% de suas folhas de salário sem limite. Os empregados que ganham até 1.107 reais pagam 8%. Os que percebem 1.107 a 1.845 são descontados em 9%. Finalmente os que ganham acima de 1.845 contribuem com 11%. Mas até o teto de 3.691 reais. Portanto, o trabalhador, no máximo, desconta 406 reais por mês.

Diante deste quadro, como pode alguém dizer que a despesa aumenta? E a receita? Aumenta muito mais. Claro. Se as
aposentadorias e pensões estão limitadas a 3.691 reais, e a contribuição das empresas é de 22%, sem limite, como a operação dupla pode produzir déficit? Isso em primeiro lugar. Em segundo, como se verifica, quase todas as contribuições à Previdência são privadas. Públicas apenas os recolhimentos das empresas estatais.

Por isso, o INSS deveria ser administrado conjuntamente pelos empregados e empregadores, não pelo governo, menor parte da questão. Vale acentuar que o aumento do mínimo, a partir de Janeiro, poderá ser ligeiramente maior que os 14% citados por Cristiane Jungblut. Isso porque o resultado do PIB já se encontra definido: 7,5%. Mas a taxa inflacionária deste ano ainda não. Os preços seguem em alta, em dezembro, como sempre ocorre, vão se acelerar. novembro ainda não terminou. E de outubro de 2010 a outubro deste ano, o IPCA atinge 6,9 pontos. Digamos 7%. Se a escala se mantiver assim, o realinhamento será de 14,5%.

Mas há ainda um outro aspecto na questão, uma injustiça, um absurdo. Por que motivo os segurados do INSS que recebem o mínimo (três quartos de 26 milhões de pessoas) devem ser majorados em 14 ou 14,5% e o quarto que ganha acima do piso só deve ser aumentado em 6,5 ou 7%? Não faz sentido algum. Quem ganha mais, evidentemente contribuiu com mais a vida inteira. Tem melhor formação profissional, empenhou-se mais. E recebe menos? É por isso que os que se aposentaram há 5 anos, digamos, com 10 salários mínimos hoje recebem 5. É injusto, sob todos os aspectos.

A matéria de O Globo não abordou o plano que vou focalizar agora. Mas o fato é que recursos não faltam ao INSS. Tanto não faltam que, de acordo com o levantamento feito pelo especialista Ricardo Bergamini, e colocado em seu site, em dezembro de 2009, as dívidas de empresas para com o Instituto atingiam 162 bilhões de reais. Vêm crescendo à velocidade de 9% ao ano. As cobranças em apenas 1%. O INSS não cobra eficientemente o que lhe devem. E não paga o que deve a 600 mil aposentados e pensionistas cujas ações, vitoriosas na Justiça, até já transitaram em julgado. Como se vê, absurdos e injustiças em sequência.