Dengue: falta de moradia digna para os pobres e de saneamento. E muito dinheiro desviado da saúde pública

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Privatização da saúde. A ganância mata. Greve dos médicos contra o lucro exorbitante dos coveiros

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Os governos estaduais estão entregando a administração de hospitais públicos para empresas privadas. É uma concessão danosa, uma privatização da saúde. O dinheiro de doze estados são para construir estádios para a Copa do Mundo.

Na Espanha, os médicos começaram um movimento – a maré branca. O entreguismo não é bom para a saúde.

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La gestión sanitaria privada de centros públicos.

por Pepe Rubio

Así será la Comunidad Autónoma la que pague a las empresas para que ofrezcan esos servicios en vez de ofrecerlos ella como es su obligación. Por lo que ha dicho Ignacio González, la comunidad pagará a la empresa 600 euros al año por cada paciente que tenga como referencia ese hospital. Es decir, que la empresa cobra igual por un paciente que genera un gasto de 50 euros que por uno que genera 600. Pero, y aquí viene el negocio, los pacientes “no rentables” se derivan a hospitales públicos. Por eso se quiere convertir en geriátrico el Hospital La Princesa. Los ancianos son los que generan el grueso del gasto.

Cuando el usuario va al hospital no nota mucha diferencia pero la hay. La empresa de los 600 euros que recibe intenta quedarse el máximo posible, esto lo consiguen recortando en personal, pagándoles menos y presionándoles para que se realicen el menor número de pruebas posibles. Este modelo ha sido puesto en práctica en otros países como en Inglaterra, durante el mandato de Margaret Tatcher, y los resultados, según valoración de la Asociación de Médicos Consultores del NHS en 1995 fueron: Aumento de costes burocráticos en detrimento de la asistencia sanitaria. Existieron presiones financieras para reducir en cantidad y calidad la investigación clínica. Los profesionales sanitarios estaban desmoralizados viéndose presionados por criterios de rentabilidad y no de atención a necesidades sanitarias. Así, una epidemia de gripe colapsó un país que previamente contaba con uno de los mejores servicios sanitarios.

En otros hospitales europeos con este modelo privado se ha comprobado un

aumento significativo de la mortalidad que va desde el 2% en adultos, 10% en recién nacidos, y 8% en crónicos.

Junto con un aumento de las enfermedades como por ejemplo de origen infeccioso. Al producirse recortes de personal en limpieza se producen más infecciones en los quirófanos.

En este tipo de gestión se producen altas prematuras de los pacientes, para rentabilizar al máximo las camas, lo que se traduce en reingresos y reintervenciones por complicaciones.

Marea Blanca

La respuesta al intento por parte de la Comunidad de Madrid de hacer nuevas privatizaciones ha sido unánime por parte de la sanidad madrileña. Empezaba La Princesa con un encierro indefinido, la colocación de mesas informativas y de recogida de firmas, y la realización de 2 concentraciones diarias. Ahora hay 20 hospitales con encierros. También se han sumado centros de salud. Se han entregado en la Consejería de Sanidad un millón de firmas contra la privatización. Se han convocado 4 días de huelga.

En los encierros se han producido asambleas y tomas de decisiones como la acción de abraza tu hospital, que se realizó el 2 de diciembre con enorme éxito. También se han realizado pancartas para usar en manifestaciones y poner por los hospitales.

Esta reacción no ha gustado a Ignacio González que ordenó a los gerentes retirar las pancartas e identificar a los encerrados en algunos hospitales como el 12 de Octubre. La manifestación que se produjo en Madrid el 5 de diciembre colapso la ciudad. La Sanidad Pública no se vende, se defiende. Es el lema de esta marea blanca con la que no contaba el Partido Popular.

Hay que parar este plan privatizador que nos lleva hacia una sanidad de calidad para ricos y una de segunda para la clase obrera.

MareaBlanca

Greve dos Médicos (Onda Branca) em Madri
Greve dos Médicos (Onda Branca) em Madri
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Postos de saúde revelam as verdadeiras caras dos prefeitos. Sem plástica, sem maquilagem, sem retoques

Fotos de um Posto de Saúde em Goiânia

A fachada espelha o interior do posto de saúde. Para as autoridades, o povo não coisa melhor. Na verdade, comparando com milhões de moradias nas favelas, o posto é um verdadeiro luxo
A fachada espelha o interior do prédio. Para as autoridades, o povo não merece coisa melhor. Na verdade, comparando com milhões de moradias nas favelas, o posto de saúde é um verdadeiro luxo
Parede rachada
Parede rachada
Mofo deu
Mofo deu

Fotos do Diário de um Posto de Saúde da médica Luiza Portugal

Carnificina da fraude em licitações de saúde pública nas prefeituras e governos estaduais e federal

A Polícia Federal (PF) ouviu na manhã desta sexta-feira o presidente da Toesa, Davi Gomes, e o gerente Cassiano Lima, acusados de oferecer propina para fraudar licitações públicas no Instituto de Pediatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A PF abriu quatro inquéritos para investigar as denúncias contra as empresas Locanty Soluções, Rufollo Serviços Técnicos e Construções, Toesa e Bella Vista.

Em quatro anos, empresas receberam R$ 345 milhões.

O pagamento de propinas em troca de contratos de prestação de serviços denunciado pelo “Fantástico” pode ser a ponta de um iceberg.

A reportagem especial, feita por Eduardo Faustini e André Luiz Azevedo, apresentada  no Fantástico, mostra como funciona um esquema para fraudar licitações de saúde pública, combinado entre empresas fornecedoras e funcionários públicos.

A reportagem simula uma negociata com o  Instituto de Pediatria do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da UFFV.

A corrupção virou uma praxe. Os empresários muitas vezes escolhem os funcionários para os cargos. Os funcionários honestos são demitidos ou ameaçados. Casos de secretários ou ex-secretários de Saúde assinados no Brasil não são devidamente investigados.

Fraudam tudo. Até os medicamentos.

Isso acontece porque deu em pizza as operações Sanguessunga Vampiro.

Para o presidente do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro, Jorge Darze, a questão da corrupção na saúde deve ser agravada na forma da lei para permitir a punição exemplar dos criminosos.

“É preciso acabar com a impunidade, pois é ela que alimenta a corrupção. É necessário tratar esses desvios como crimes hediondos, com uma pena mais dura, assim como já ocorreu com a falsificação de medicamentos, que teve uma redução substancial. O dinheiro da saúde tem um alto valor social, porque lida diretamente com a vida das pessoas. É necessário que o Congresso reveja a lei para que os responsáveis sejam exemplarmente punidos”, destacou Darze.

Para o diretor do Sindicato dos Trabalhadores Públicos Federais em Saúde e Previdência Social no Rio de Janeiro (Sindsprev-Rio), Julio Tavares, as imagens mostradas pela TV Globo de casos de fraude em licitações em um hospital da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) são apenas “a ponta do iceberg”.

Não adianta cancelar as licitações e chamar o segundo colocado, porque este também está envolvido. Tem que levantar a situação mais a fundo e fazer com que os acusados devolvam o que roubaram do Erário público”, disse o sindicalista, que defende a reavaliação dos serviços de terceirização efetuados no país nas últimas décadas, para que se retome a estatização em determinadas funções, por meio dos concursos públicos.

Corrupção na Saúde desviou R$ 2,3 bilhões em nove anos

O governo federal – que tem defendido a necessidade de haver novas fontes de financiamento para a saúde – perdeu nos últimos nove anos, devido à corrupção, R$ 2,3 bilhões que deveriam ser destinados ao setor (R$ 255 milhões anuais, em média). O Ministério da Saúde responde sozinho por um terço (32,38%) dos recursos federais que se perderam no caminho, considerando 24 pastas e a Presidência da República, segundo levantamento do Tri­­­bunal de Contas da União (TCU). Ao todo, a União perdeu R$ 6,89 bilhões em desvios.

O montante é o somatório de irregularidades encontradas pelo TCU, entre janeiro de 2002 e 30 de junho de 2011, em procedimentos de investigação – as chamadas Tomadas de Contas Especiais.

Embora sejam números ex­­pressivos, os desvios na Saúde refletem tão-somente as 3.205 fraudes ou outras irregularidades identificadas pelo Ministério da Saúde ou pela Controladoria-Geral da União (CGU). Ou seja, não incluem casos não identificados de corrupção – o que pode elevar o valor desviado. Tampouco está incluído o dinheiro que não foi bem aplicado devido a problemas de má gestão.

Idem a grana dos governos estaduais e prefeituras.

 

 

Que o Brasil imite: FBI recupera 9 mil milhões de euros com combate ao crime financeiro

A polícia federal dos Estados Unidos informou na segunda-feira que o seu combate ao crime económico-financeiro conduziu a mais de 3.000 condenações e restituições de 12.000 milhões de dólares (9.000 milhões de euros), noticia a AP.

Estes resultados, relativos ao ano fiscal 2011 [1 de outubro de 2010 – 30 de setembro de 2011] foram obtidos em investigações do FBI a crimes de insider trading [benefícios conseguidos indevidamente com informação privilegiada], esquemas de ‘pirâmides’ e fraudes no sector da saúde, que vitimaram milhares de investidores e as finanças públicas.

Em conferência de imprensa, vista como um aviso geral à comunidade empresarial e particular aos operadores de Wall Street, o FBI divulgou gravações sonoras e vídeos de algumas acções dos seus operacionais contra o complexo crime financeiro.

A polícia federal apresentou também um novo serviço público, através de um anúncio protagonizado pelo actor Michael Douglas, que no filme Wall Street protagoniza um operador financeiro ganancioso, que actua no lado errado da lei.

«A nossa economia depende cada vez mais do sucesso e da integridade dos mercados financeiros», aparece Douglas a dizer no anúncio. «Se um negócio parece bom demais para ser verdade, provavelmente é. Para mais informações sobre como pode ajudar a identificar fraudes bolsistas, ou a alertar para casos de ‘insider trading’, contacte o gabinete local do FBI», adianta o aviso do novo serviço.

O subdirector do FBI, Kevin Perkins, chefe da divisão de investigação criminal, disse que a agência mudou o seu foco dos casos com pouca importância, em termos de dólares, para o crime financeiro e que contratou 200 contabilistas forenses, que vão caçar actividades criminais nos registos financeiros.

O chefe da secção de Crimes Financeiros do FBI, Timothy Gallagher, adiantou que a polícia federal passou a operar um centro de informação financeira, onde identifica os locais para onde necessita enviar agentes para investigar ameaças emergentes no crime financeiro.

As maiores restituições ordenadas pelos tribunais, em resultado da acção do FBI, ocorreram nos mercados de capitais e de mercadorias (8.800 milhões de dólares), onde também se registaram 394 condenações.

As fraudes com créditos imobiliários motivaram a devolução de 1.400 milhões de dólares e 1.082 condenações, enquanto na área dos cuidados de saúde se registaram 736 condenações e a devolução de 1.200 milhões de dólares.

Lusa/SOL