A fonte da reportagem da IstoÉ que prendeu Lula

Nesta terça-feira (8/3), Dia Internacional da Mulher, as jornalistas da revista IstoÉ divulgaram uma carta de repúdio às ofensas sofridas por Débora Bergamasco, diretora da sucursal de Brasília e autora da matéria “A Delação de Delcídio”, publicada na última quinta (3/3).

Elogio, ressalto, e considero um gesto raro a solidariedade de uma redação, quando um companheiro/ companheira é injustamente demitido ou vítima de difamação. Que o jornalismo é uma profissão desprotegida, pessimamente remunerada, e a liberdade de imprensa continua sendo propriedade do patrão, e não um direito do empregado.

Denuncia a redação da IstoÉ: “Débora Bergamasco tem visto, nos últimos dias, seu esforço jornalístico colocado em xeque em meio a insinuações de ordem moral, sem nenhum fato, testemunho ou dado concreto que fragilize seu trabalho jornalístico. Quantas vezes nós, mulheres, temos de suportar comentários que aproximam nosso desempenho profissional à nossa vida afetiva ou sexual? Por que o trabalho de uma mulher, e da colega Bergamasco em especial, não pode ser julgado pelo próprio mérito, pela reportagem que escreveu? Fofocas, insinuações, difamações e brincadeiras ofensivas ocorrem a todo momento. E não podemos ser coniventes”.

Estranhamente, a carta de solidariedade não faz nenhuma referência à acusação: “O mais novo escândalo sexual de Brasília envolve a diretora da IstoÉ em Brasília, Débora Bergamasco, que abandonou o marido, o jornalista Marcelo Moraes, diretor do Estadão, também em Brasília, para ir viver com José Eduardo Cardozo, então ministro da Justiça.

Débora, antes de ser da IstoÉ, passou uma temporada chefiando a assessoria de imprensa do Ministério da Justiça, ironicamente indicada pelo marido, que foi obrigado a tirá-la do Estadão por conta de sua ação errática como repórter.

Na IstoÉ, Débora foi autora de uma entrevista com Cardozo, de quem já era namorada, chamada ‘A resposta de Cardozo’, feita para isentá-lo das responsabilidades em relação à atuação da PF.

Hoje, Débora Bergamasco publica com exclusividade a delação premiada de Delcídio Amaral, que provavelmente ela já tinha em mãos, graças a sua ligação com Cardozo.

É uma matéria que, apesar de não ter uma única prova que não sejam as falas de, levanta denúncias graves contra Lula e Dilma, e a autora é atual mulher do atual Advogado Geral da União”.

Um jornalista sério não divulga informações obtidas sobre tortura, delação de prisioneiros, ou de pessoas que exigem o anonimato, sem checar todos os envolvidos. E nunca esquecer que toda fonte é interesseira.

Delcídio do Amaral jamais confirmou o conteúdo do “furo” de Bergamasco, que motivou a prisão de Lula, e que a presidente Dilma considerou um prejulgamento.

Portal imprensa publica a seguinte reportagem de Vanessa Gonçalves: Segundo o texto da carta, “a jornalista vem sofrendo ataques constantes e difamatórios a respeito da credibilidade de seu trabalho, apoiados em invenções a respeito de sua vida pessoal”. Segundo elas, “há um machismo travestido de discussão ética nesses atentados que questionam o furo de reportagem”.

À IMPRENSA, Débora diz estar impressionada que em 2016 as pessoas, inclusive da imprensa, ainda acreditem que uma mulher só pode se estabelecer na carreira dependendo da indicação de um homem.

“Trabalho desde os 14 anos, tenho quase vinte anos de carreira e comecei por baixo, sempre trabalhando muito, colocando o trabalho como prioridade na minha vida. É a primeira vez que me vi diante de um machismo desta magnitude”, desabafa.

Para a jornalista, choca ver que as pessoas que a atacam na internet, especialmente nas redes sociais, não contestam a reportagem sobre a delação do senador Delcídio do Amaral, mas questionam sua vida pessoal.

“Não vi contestações sobre a matéria, nenhuma vírgula. Mas tenho certeza, de que se fosse um homem no meu lugar, independentemente da vida privada, duvido que iriam levantar qualquer calúnia e difamação como fizeram comigo. Estão desmoralizando minha pessoa para contestar o que eu escrevi”, diz Débora.

A jornalista diz que apesar da enxurrada de calúnias, só quer voltar a trabalhar com tranquilidade. “Só quero que me deixem trabalhar. Eu me sacrifico muito pelo trabalho. Ninguém chega ao posto de diretora de sucursal de uma revista como a IstoÉ se não for por mérito próprio”.

Decidida, ela garante que não vai deixar se abalar pelas injúrias e espera que outras mulheres vítimas de machismo sigam seu exemplo de enfrentar a situação. “Essas acusações são mentiras e acho absurdo que esteja se especulando, ate na própria imprensa, sobre quem teria sido minha fonte. Tenho legalmente o sigilo da fonte e vou protegê-la até o fim. Fiz um esforço de reportagem, porque é isso que o veículo que me contratou espera de mim. Acima de tudo, sou uma repórter”.

Débora se diz emocionada com a solidariedade das colegas que criaram a carta de repúdio e de tantas outras pessoas que a procuraram para dar apoio, mas afirma que, embora tenha se sentido muito triste e diminuída por conta dos ataques, pretende acionar judicialmente as pessoas que a ofenderam.”Essas coisas que falaram são tão baixas e desqualificadas que realmente eu e meus advogados vamos tomar as medidas legais. Calúnia e difamação são crimes”, conclui.

Leia na íntegra a carta de repúdios da equipe feminina da IstoÉ:

Nós, jornalistas da revista IstoÉ, repudiamos as ofensas contra a diretora da sucursal de Brasília, Débora Bergamasco, autora da matéria “A Delação de Delcídio”, publicada na edição desta semana. A jornalista vem sofrendo ataques constantes e difamatórios a respeito da credibilidade de seu trabalho, apoiados em invenções a respeito de sua vida pessoal.

Há um machismo travestido de discussão ética nesses atentados que questionam o furo de reportagem da nossa colega (http://alias.estadao.com.br/noticias/geral,vazamento-e-a mae,10000019737).

Débora Bergamasco tem visto, nos últimos dias, seu esforço jornalístico colocado em xeque em meio a insinuações de ordem moral, sem nenhum fato, testemunho ou dado concreto que fragilize seu trabalho jornalístico. Quantas vezes nós, mulheres, temos de suportar comentários que aproximam nosso desempenho profissional à nossa vida afetiva ou sexual? Por que o trabalho de uma mulher, e da colega Bergamasco em especial, não pode ser julgado pelo próprio mérito, pela reportagem que escreveu? Fofocas, insinuações, difamações e brincadeiras ofensivas ocorrem a todo momento. E não podemos ser coniventes.

Deixamos claro, aqui, nosso apoio a Débora Bergamasco e repudiamos qualquer tipo de insinuação machista, grosseira e vergonhosa em relação a ela e ao seu trabalho.

Ana Weiss, Ana Carolina Gandara, Ana Carolina Nunes, Beatriz Marques, Camila Brandalise, Carol Argamim Gouvêa, Célia Almeida, Christiane Pinho, Cinthia Behr, Cintia Oliveira, Elaine Ortiz, Fabíola Perez, Gabriela Araújo, Geovana Pagel, Gisele Vitória, Iara Spina, Kareen Sayuri, Letícia Liñeira, Ludmilla Amaral, Mariana Queiroz Barboza, Marili Hirota, Natália Flach, Paula Bezerra, Renata Valério.

Imprensa terrorista faz a apologia de um golpe da extrema-direita, apoiado pelos banqueiros

Ditadura PM polícia

Lauro Jardim escreve no seu blogue, publicado na falida revista Veja: “Um ex-ministro de Dilma Rousseff aconselhou na semana passada um afoito banqueiro que já fazia planos do pós-Dilma: ‘Só não conte com ela. A Dilma vai resistir até o fim’.

A propósito, algumas alas do PMDB – também afoitas – já discutem como seria o ministério de Michel Temer, caso ele assuma a presidência”. Pronto. Terminou todo antijornalismo desse jardim de espinhos. Confira.

A primeira fonte de Jardim é um ex-ministro sem nome, que aconselha um “afoito banqueiro” sem nome, que “só não conte com ela”, Dilma, para aceitar, passivamente, um golpe brando ou na marra. Porque a presidente, obviamente, “vai resistir até o fim”.

Depois dessas duas fontes anônimas, Lauro Jardim apresenta dezenas de golpistas, todos também desconhecidos. “Alas do PMDB – também afoitas – já discutem como seria o ministério de Michel Temer”, que assumiria a presidência.

Os golpistas de Lauro Jardim ou são frouxos, covardes, traiçoeiros, ou tudo não passa de um balão de ensaio, de notícia inventada, mentirosa, de propaganda marrom, de apologia do golpe, que pode ser transformado em uma guerra civil, sendo Temer, na visão malandra de Lauro Jardim, um boi de piranha para o retorno da ditadura pregada por Bolsonaro, pelos pastores Marco Feliciano e Silas Malafaia.

Não acredito em jornalismo com fontes anônimas, e o uso do verbo no condicional. Jornalista que mente, e inventa, não merece nenhum crédito. Principalmente quando conspira contra a liberdade, a democracia, a legalidade, a paz, para servir estranhos e secretos interesses, Que o verdadeiro jornalismo se faz com coragem e sonho. A defesa da Pátria Grande, livre das investidas do colonialismo, do imperialismo, da pirataria internacional, e do terrorismo financeiro.

Bolsonaro cemitério clandestino osso desaparecido ditadura

Boato dos golpistas de confisco da poupança lota as agências da Caixa Econômica

poupança 2-gordura

 

 

por Aline Rickly

 

Um áudio que está sendo veiculado nas redes sociais tem sido motivo de preocupação para os brasileiros. Nele, uma mulher diz que o gerente de um banco dos Estados Unidos, irmão de um deputado brasileiro, advertiu de que nesta quarta-feira haveria um golpe, igual ao que aconteceu no governo do Fernando Collor, onde a presidente Dilma Roussef retiraria todo o dinheiro dos investidores da caderneta de poupança. Em resposta aos constantes boatos, o Ministério da Fazenda emitiu uma nota afirmando que não há risco de confisco da poupança ou de outras aplicações financeiras.

Com medo das especulações, brasileiros estão procurando as agências bancárias temendo que seus bens sejam congelados. No último dia 5, o Banco Central divulgou que a caderneta de poupança registrou a saída líquida – retiradas menos depósitos no valor de R$ 6,26 bilhões no mês de fevereiro, uma das maiores da história.

O gerente-geral da Caixa Econômica em Petrópolis, Pedro Hammes, afirmou que nos últimos 15 dias a agência recebeu, em média, cerca de 15 a 20 pessoas por dia que queriam informações sobre a poupança e, a maioria, pretendia retirar os investimentos da conta. Ele disse que os funcionários do banco estão orientando a população de que existe uma emenda constitucional de 2001 que proíbe que o governo faça um sequestro da conta poupança por meio de Medida Provisória. “Com isso, estamos conseguindo evitar a maioria dos saques”, afirmou. O artigo 62 da emenda determina que é vedada a edição de medidas provisórias que vise à detenção ou sequestro de bens, de poupança popular ou qualquer outro ativo financeiro.

Hammes garantiu que não haverá confisco das contas nesta quarta-feira e salientou que a legislação atual é diferente da que vigorava em 1990, quando o Collor sequestrou os investimentos dos brasileiros, assim como a situação econômica, bloqueando contas-correntes e poupanças no prazo de 18 meses. Assim, só era permitida a retirada de pequenas quantias. Na época, a inflação era de 1.476% ao ano e o chamado Plano Collor foi criado com o objetivo de diminuir a quantidade de circulação de dinheiro na economia, inibindo o consumo, o que ajudaria a reduzir as altas taxas da inflação. Atualmente, a inflação está avaliada em 7,14%.

Na época, quem tinha dinheiro no banco teve os investimentos congelados. Esse foi o caso do empresário João Carlos Carvalho, de 64 anos. Na década de 1990, ele lembrou que tinha acabado de vender uma parte de uma sociedade que tinha e colocou o que hoje seria equivalente a R$ 120 mil na poupança.Além disso, ele tinha dinheiro na conta-corrente. “Quando ouvi no noticiário não acreditei e fui até o banco. Cheguei lá e fui informado de que só podia retirar uma quantia”, relatou. Com três filhos para criar, o empresário precisou recomeçar do zero. “Tive que vender o carro que tinha para pagar dívidas. Além disso, estava fazendo uma obra e tive que vender o terreno porque fiquei sem condições de pagar os seis funcionários que trabalhavam na construção. Só não quebrei totalmente porque o gerente do banco era meu amigo e me ajudou. Mesmo assim levei um bom tempo para me reerguer”, contou. Quando conseguiu tirar o dinheiro, ele disse que já não tinha mais o mesmo valor. Desde então, João não colocou mais dinheiro na poupança. Tribuna de Petrópolis

 

Clayton
Clayton

Ali Kamel é manipulador e faz jornalismo de hipóteses

tv manipulação pensamento globo

Neste blog existem várias reportagens, artigos, entrevistas denunciando o jornalismo das empresas Globo como manipulador, parcial, tendencioso, mentiroso e vendido. Vide links. Um jornalismo baseado em hipóteses.

E quem dirige esse jornalismo safado, vendido (vide relatório do honrado deputado Djalma Aranha Marinho, hoje nome do plenário da Comissão de Constituição e Justiça), principalmente o da TV Globo?

Os manipuladores são os jornalistas que exercem os cargos da máxima confiança dos proprietários. Um diretor de jornalismo aprova a pauta de reportagens, seleciona os textos, as imagens e os áudios. Tudo conforme os interesses dos patrões.

Um jornalismo livre apenas é possível quando o Conselho de Redação, exclusivamente eleito por empregados sem cargos de chefia, decide a linha editorial.

A criação dos Conselhos deveria constar da Lei dos Meios, que o Brasil não possui, para evitar o monopólio, que cria o atual jornalismo manipulador do pensamento único, da censura dos empresários, do nefasto e profético Big Brother (O grande irmão Marinho, empregador de Ali Kamel) previsto por Georger Orwell.

Denunciada a existência do Partido da Imprensa Golpista (PIG)
Denunciada a existência do Partido da Imprensa Golpista (PIG)

 

globo tv pig golpista

pensamento único censura justiça

Com o monopólio dos meios, a liberdade de imprensa constitui uma propriedade das empresas, e não um direito do jornalista.

O jornalismo é feito de hipóteses. Em geral, um enunciado (ou conjunto de enunciados) que possa ser colocado à prova, atestado e controlado só indiretamente, isto é, através das suas consequências. A característica da hipótese é, portanto, que ela não inclua nenhuma garantia de verdade nem a possibilidade de uma verificação direta.

A manipulação começa pela escolha do jornalista (o patrão sabe que tipo de texto escrito se pode esperar de um editor que ele empregou). A preferência das fontes de informação (agências nacionais e estrangeiras, autoridades, pessoas de prestígio etc), sem esquecer que Carlinhos Cachoeira era ouvido e cheirado pela Veja e Globo. O abuso dos releases. A definição do espaço na imprensa, no jornalismo on line; e do tempo na tv e rádio.  E a mensagem vai da mentira a uma meia-verdade. De um balão de ensaio à propaganda (repetição) dos teasers.

tv globo

Kamel versus Nassif: a diferença de tratamento que a Justiça dá a casos semelhantes

 

por Paulo Nogueira

Falta de objetividade e de coerência nas decisões da Justiça
Falta de objetividade e de coerência nas decisões da Justiça

Da Justiça se espera ao menos uma coisa: que seja coerente nas decisões.

É a única forma que os cidadãos têm de medir eventuais consequências jurídicas de suas ações.

Estou falando isso a propósito da decisão da Justiça do Rio de condenar Luís Nassif a pagar 50 mil reais de indenização para Ali Kamel, diretor de jornalismo da TV Globo.

A juíza Larissa Pinheiro Schueler baseou sua decisão no fato de Nassif haver afirmado que Ali Kamel é “manipulador” e faz “jornalismo de hipóteses”. Isso, segundo ela, extrapolaria o “direito à informação”.

Aplique esta mesma lógica não apenas para Nassif, mas para a mídia em geral. Não faz muito tempo, no âmbito da mesma Globo de Kamel, os nordestinos foram chamados de “bovinos” por Diogo Mainardi.

Se “manipulador” custa 50 mil reais, qual seria a indenização para “bovinos”? Ou, já que falamos de Mainardi, de “anta”, como ele tratava rotineiramente Lula em seus dias de colunista da Veja?

A Justiça deveria, em tese, ser igual para todos, mas é mais igual para alguns do que para outros.

monopólio tv censura

Há uma decisão jurídica recente que demonstra isso com brutal precisão.

O jornalista Augusto Nunes, o Brad Pitt de Taquaritinga, foi processado por Collor. Quer dizer: Collor fez o que Kamel fez.

Com uma diferença: perto do que Nunes disse dele, Nassif arremessou flores na direção de Kamel.

Começa no título: “O farsante escorraçado da Presidência acha que o bandido vai prender o xerife”.

Um trecho: “… o agora senador Fernando Collor, destaque do PTB na bancada do cangaço, quer confiscar a lógica, expropriar os fatos, transformar a CPMI do Cachoeira em órgão de repressão à imprensa independente e, no fim do filme, tornar-se também o primeiro bandido a prender o xerife.”

O site Consultor Jurídico noticiou o caso assim:

“Na sentença, a juíza Andrea Ferraz Musa, da 2ª Vara Cível do Foro de Pinheiros, disse que, em um estado democrático, o jornalista tem o direito de exercer a crítica, ainda que de forma contundente.

(…) “Embora carregada e passional, não entendo que houve excesso nas expressões usadas pelo jornalista réu, considerando o contexto da matéria crítica jornalística. Assim, embora contenha certa carga demeritória, não transborda os limites constitucionais do direito de informação e crítica”, disse a juíza.

(…) No pedido de indenização, Collor alegou que foi absolvido de todas as acusações de corrupção pelo Supremo Tribunal Federal e que há anos vem sendo perseguido pela Abril.

A juíza, entretanto, considerou irrelevante a decisão do STF. “As ações políticas do homem público estão sempre passíveis de análise por parte da população e da imprensa. O julgamento do STF não proíbe a imprensa ou a população de ter sua opinião pessoal sobre assunto de relevância histórica nacional”, justificou.”

Um momento. Ou melhor: dois momentos. “Irrelevante” a decisão do STF? Então você é absolvido de acusações na mais alta corte do país e mesmo assim isso não vale nada? Podem continuar a chamar você de bandido sem nenhuma consequência?

A juíza aplicou uma espetacular bofetada moral no STF em sua sentença. Como para Augusto Nunes, também para ela não houve nenhuma consequência.

Se um juiz trata assim uma decisão da Suprema Corte, qual o grau de respeito que os cidadãos comuns devem ter pela Justiça?

O segundo momento é por conta da expressão “certa carga demeritória”. Raras vezes vi uma expressão tão ridícula para insultos e assassinato de imagem.

Regular a mídia é, também, estabelecer parâmetros objetivos para críticas e acusações feitas por jornalistas.

Não é possível que “manipulador” custe 50 mil reais e “bandido”, “chefe de bando”, “farsante” e “destaque da bancada do cangaço” zero.

Quando você tem sentenças tão opostas, é porque reinam o caos e a subjetividade.

A única coisa que une o desfecho dos dois casos é que jornalistas de grandes empresas de mídia se deram muito bem.

Isso é bom para eles e as empresas nas quais trabalham.

Para a sociedade, é uma lástima.

Enio
Enio
O debate da lei dos meios na Argentina
O debate da lei dos meios na Argentina

Pena leve para “O Estado de Minas”

 
 Escrito por Kiyomori Mori 

Vou começar esse texto com o trecho do depoimento judicial de uma testemunha, em uma das raras condenações da Justiça do Trabalho por assédio moral.

A decisão dos desembargadores da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais, publicada há quase uma década, é considerada até hoje uma das principais jurisprudências sobre assédio nas redações, justamente porque a situação ocorreu dentro de um do notório “O Estado de Minas”.

Eu substituí o nome da chefe por “editora” e do repórter por “jornalista”. Sim, isso mesmo, a assediadora era uma mulher. E eu aposto que serão poucos os leitores do Comunique-se, que passaram alguma parte da vida profissional em redações, que não tenham se deparado ao vivo com situações semelhantes:

“a EDITORA humilhava os repórteres dizendo que não sabiam escrever, que eram antiprofissionais; a EDITORA gritava quando se dirigia aos repórteres e, em muitas vezes, a redação parou assustada com os seus gritos;… a EDITORA, por exemplo, em relação ao JORNALISTA, já ligou para a fonte a fim de confirmar informações em matéria redigida pelo JORNALISTA; que a depoente jamais viu atitude semelhante em editor de jornais onde trabalhou; que faz parte da ética do jornalismo a preservação da fonte; que a fonte quando declara informação ao repórter, demonstra confiança neste profissional;… que a depoente jáouviu a EDITORA chamar o JORNALISTA de incompetente assim como a outros repórteres; que isso era feito comumente na redação na presença de outros repórteres” (depoimento da testemunha, f. 262/263 no processo 00253-2003-003-03-00-7)

No caso acima, os desembargadores condenaram o jornal a pagar R$ 20 mil para o jornalista, o que em valores de hoje daria cerca de R$ 50 mil.

Os julgadores, de forma unânime, ressaltaram que o valor, além de ressarcir o jornalista, “atende à finalidade pedagógica da condenação, atraindo a atenção da reclamada para que fatos como este não mais ocorram, estimulando-a a propiciar aos seus funcionários ambiente de trabalho saudável, também do ponto de vista psíquico”.

A jurisprudência acima é isolada, isso porque são poucos os casos que chegam à Justiça do Trabalho. Dos que são levados a julgamento, a maioria termina em acordo, antes mesmo de ouvir as testemunhas – e deixa-se tudo por isso mesmo em troca de alguns trocados.

Recentemente, após o caso da estagiária da CBN de Curitiba que denunciou ter sido vítima de assédio sexual e acabou ela mesma perdendo o emprego (leia aqui), perguntei a um amigo do Ministério Público do Trabalho por que não havia mais fiscalização de assédio moral nas redações (o assédio sexual é modalidade de assédio moral).

Ele me explicou que em um país, onde a maior capital da América ainda é possível encontrar trabalhadores em condições análogas à escravidão, o Ministério Público, com quadro reduzido, não podia se dar ao luxo de fiscalizar condição de trabalho nas redações, onde há pessoas instruídas, com formação educacional privilegiada e com acesso fácil à Justiça.

Será que ele não está certo?

Cuando la única fuente de información es la policía

por Olga Rodríguez

Kike Estrada
Kike Estrada

Esta semana el Juzgado de Instrucción número 2 de Móstoles ha archivado la causa contra Jorge, de 35 años, trabajador de la sanidad pública, detenido el pasado marzo durante una protesta por la sanidad pública en el Hospital Rey Juan Carlos de Móstoles y acusado por la policía de haber agredido al consejero de Sanidad de la Comunidad de Madrid, Javier Fernández Lasquetty.

En el auto el juez afirma que no se ha justificado “debidamente” la “perpetración del delito que ha dado motivo a la formación de la causa”. Es más, el magistrado dice que, tras haber visto las imágenes requeridas a Televisión Española (presente en el lugar) “no resulta creíble la versión mantenida por los agentes denunciantes”, ya que en el vídeo se ve que varios manifestantes gritan consignas contra Lasquetty “sin que en ningún momento el imputado se acerque a él”.

Sin embargo, cuando Jorge fue detenido varios medios de comunicación dieron por buena la versión de la Jefatura Superior de la Policía de Madrid y, saltándose su derecho a la presunción de inocencia, aseguraron que había intentado agredir a Lasquetty, y que había golpeado a un agente. La agencia de noticias Europa Press publicó una noticia bajo el siguiente título:

“Detenido un hombre que intentó agredir al consejero de Sanidad en Móstoles”.

La misma fue reproducida con ligeros cambios y con el mismo titular por varios medios, entre ellos el diario El País, que en el subtítulo de su información afirmaba:

“El policía que escoltaba a Lasquetty recibió el golpe al ponerse delante”.

El teletipo de Europa Press no mencionaba que los hechos ocurrieron cuando un grupo de personas se manifestaba por la sanidad pública durante un acto de Lasquetty. Es decir, desaparecía el contexto. La protesta, los abucheos y las caceroladas contra el consejero no existían en estas noticias.

Se presentó lo ocurrido como un percance protagonizado por un individuo que actuaba de forma aislada y violenta. No se incluyó ni un solo testimonio de las personas participantes en la protesta o de cualquier otro testigo, y se ocultó que quienes arrestaron al manifestante no llevaban uniforme y por tanto no estaban identidicados durante la detención.

Ya entonces esta sección criticó el enfoque de esta noticia en algunos medios, y de hecho entrevisté a varios testigos, cuyo testimonio no había sido divulgado hasta entonces. Todos ellos aseguraban que Jorge no solo no había intentado agredir al consejero, sino que ni siquiera había estado cerca de él. Mar Coloma, enfermera del Hospital Ramón y Cajal, contaba así lo ocurrido:

“Vimos cómo dos hombres vestidos de paisano empujaban a Jorge contra la pared, lo tiraban al suelo, lo reducían en el suelo. Eso fue cuando Lasquetty todavía estaba entrando, es decir, cuando Lasquetty pasó al lado de Jorge, éste ya estaba detenido. Que fuera un intento de agresión por parte de Jorge y que el agente se llevara un bofetón es falso. Sabemos que hay cámaras en el hospital y hemos pedido la filmación de ese circuito cerrado, porque así quedará claro lo que de verdad ocurrió”.

Las propias imágenes tomadas por periodistas y ciudadanos mostraban a Jorge ya detenido cuando Lasquetty pasaba a su lado. Pero nada de esto fue incluido en las informaciones difundidas por buena parte de los medios.

Ausencia de rectificación

Ahora, el juez archiva la causa porque no ve delito y no le resulta creíble la versión de los agentes. Sin embargo, medios de comunicación que en su momento dieron por buena la versión policial sin contrastarla, no se han hecho eco de este sobreseimiento. Por eso esta sección ha recibido varias peticiones de la comunidad de eldiario.es:

“Veo que medios como Europa Press (y otros) que condenaron a un manifestantes antes de tiempo, acusándole de intento de agresión, silencian ahora el archivo de la causa contra él. Nos encontramos de forma continua con este tratamiento en los mass media, que ofrecen toda credibilidad a una sola fuente. Solicito a la defensora que mencione este caso, que es tan solo un ejemplo de la estigmatización de las protestas legítimas, en la que desgraciadamente participan activamente muchos medios de comunicación”, denuncia Christian Méndez.

“Es necesario abordar desde un análisis serio y riguroso los grandes fallos y la falta de rigor de los medios al tratar asuntos como este, ante los que de forma sistemática, salvo excepciones, se ofrece la versión policial como única realidad, cuando es sabido que a veces los agentes de las fuerzas de seguridad reprimen y atribuyen a personas delitos que no han cometido”, señala A. S.

La criminalización de la protesta

Eldiario.es informaba hace unas semanas de que ninguno de los 447 detenidos en manifestaciones del 15M en Madrid ha sido condenado. Este dato, referido a los delitos penales, ayuda a entender hasta qué punto el 15M, así como algunos de los movimientos que han surgido de él, han sido criminalizados con el objetivo de deslegitimar y estigmatizar la movilización social, a la que dirigentes políticos han tachado de violenta, antidemocrática e incluso nazi.

“Te detienen, te archivan la causa y no pasa nada, pero mucha de esta gente sufre de shock post-traumático. Se archiva la causa, pero esto ¿quién lo repara?”, se preguntaban recientemente desde Legal Sol, el colectivo de abogados que defiende a los arrestados en las manifestaciones.

Existen suficientes datos y experiencias como para sostener que se producen detenciones arbitrarias e injustificadas en las manifestaciones y protestas. Sin embargo, una parte importante del periodismo que cubre este tipo de actuaciones persiste en el error de presentar la versión de la policía como una realidad indiscutible y neutral, mientras desprecia los testimonios que contradicen la palabra de las fuerzas de seguridad.

La información contrastada

En un contexto como el actual, donde crece la vulnerabilidad de los ciudadanos y menguan nuestros derechos y libertales, forma parte de la tarea informativa desconfiar del poder y de las versiones oficiales, contrastarlas con otras fuentes, indagar en los hechos antes de sentenciar, sin prueba alguna, que alguien agredió a un policía o intentó pegar a un consejero.

Y sin embargo en muchas redacciones de medios de comunicación prolifera aún la idea de que dar credibilidad a testimonios contrarios a la posición oficial no es periodismo, sino activismo; de que difundir como única verdad la versión policial es un acto objetivo y neutral; de que poner en entredicho mensajes procedentes del poder no es periodismo, sino radicalidad.

Ante ello, es preciso recordar la necesidad de un periodismo honesto, valiente y libre de ataduras, capaz de dar voz a las personas que han sido arrestadas o multadas por participar en una manifestación, por defender su libertad de expresión, por reivindicar los derechos que les (nos) están arrebatando. Un periodismo que tenga la honestidad de admitir sus errores y de publicar que la causa contra Jorge ha sido archivada y que en el auto de sobreseimiento el juez llega a decir que no resulta creíble la versión policial.

En definitiva, urge reivindicar un tratamiento de la información como un bien público al servicio de la ciudadanía y no del statu quo que perpetúa los desequilibrios y favorece los abusos.

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Olga Rodríguez é a defensora do leitor em El Diario Es. No Brasil não tem disso não. E mais: a polícia é a única fonte da mídia brasileira sobre protestos de rua, prisões, investigações, greves etc. Quando toda fonte é interesseira, parcial, principalmente quando impera o terrorismo. Seja estatal. Policial. Judicial. Econômico. Parlamentar. Religioso. Inclusive do pensamento único de quem detém o monopólio dos meios de comunicação de massa. A polícia do Brasil continua a mesma da ditadura militar de 64. Com suas prisões sob vara. Sequestros. Tortura. Desaparecidos (Onde está Amarildo?).

Olga Rodríguez

LA DEFENSORA DE LA COMUNIDAD

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Hollande quer “erradicar” os paraísos fiscais da Europa e do mundo

Está depositada nos paraísos fiscais toda a grana do tráfico (de moedas, de droga, de armas), da sonegação, do contrabando, da pirataria, da prostituição, da corrupção  de presidentes de países vendidos e colonizados.

Este o mapa dos paraísos que lavam dinheiro

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Hoje in Público, PT: O Presidente francês, François Hollande, disse nesta quarta-feira que é preciso “erradicar” os paraísos fiscais “da Europa e do mundo”, obrigando todos os bancos a um exercício de transparência nas suas filiais.

“Os paraísos fiscais têm de ser erradicados e essa é a condição para preservar o emprego. Não hesitarei em considerar como paraíso fiscal qualquer país que recuse cooperar plenamente com a França”, disse Hollande numa conferência de imprensa em Paris, a seguir a uma reunião do Conselho de Ministros.

“Os bancos franceses – prosseguiu – devem tornar público anualmente a lista de todas as suas filiais no mundo, país por país”, e devem “publicar a natureza das suas actividades”. Hollande anunciou a criação de uma “procuradoria financeira, com competência nacional, que possa agir em casos de corrupção e fraude fiscal”.

A França sofre ainda o abalo da notícia de que o ex-ministro do Orçamento Jérôme Cahuzac teve contas secretas em paraísos fiscais, primeiro na Suíça e depois em Singapura. O ministro, que mentiu ao Parlamento sobre o assunto, acabou por admitir a existência das contas e demitiu-se.

Um abalo agravado pelo trabalho de um grupo internacional de jornalistas de investigação que revelou uma extensa lista de pessoas e instituições com contas em paraísos fiscais. E pela notícia de que bancos franceses estão em paraísos fiscais, com sucursais.

O novo ministro do Orçamento, Bernard Cazeneuve, exigiu no Parlamento no dia 9 de Abril que os jornais que participaram no trabalho e publicaram a lista, entre eles o francês Le Monde, divulgassem as suas fontes para que “a Justiça possa fazer o seu trabalho”.

“REGRA FUNDAMENTAL” DO JORNALISMO: NÃO REVELAR FONTES 

Le Monde já respondeu considerando que, para o ministro, a “culpa” por este problema é dos meios de comunicação social, o que diz ser inaceitável. Assim como inaceitável é a divulgação de fontes – não revelar fontes é, lê-se neste jornal, “regra fundamental” do jornalismo. “Esse princípio, recordamos, está protegido por lei em França. (…) Enviar à Justiça documentos que fundamentam a nossa investigação significaria expor o caminho percorrido o que conduziria à identificação das nossas fontes.”

Hollande tenta quebrar o clima de suspeita que paira sobre políticos e instituições. Anunciou ainda que as regras sobre o património dos responsáveis públicos serão “revistas na íntegra” e que uma autoridade “totalmente independente controlará o património e os eventuais conflitos de interesse dos ministros, parlamentares e outros altos responsáveis políticos”.

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