Para SPC, humilhante serviço de espionagem, apenas o pobre tem nome sujo

Todo tubarão tem a proteção do SPC
Todo tubarão tem a proteção do SPC

Para o SPC, o indivíduo teve dinheiro tem o nome limpo. Pode ser o maior ladrão sonegador, traficante de moedas, pilhante do dinheiro público, comedor de toco, chefe da máfia dos fiscais & outras. Todo bandido tem o nome limpo no SPC, que quebra, impunemente, o sigilo fiscal e o sigilo bancário dos pobres. Suja o nome do coitado que recebe o salário mínimo, porque deixou de pagar 50 ou cem reais da prestação de um super superfaturado fogão, de uma geladeira, de um berço para a primeira cria…

Depois que FHC vendeu as estatais, qualquer cobrança das companhias de telefone, de luz, de água etc, vem com a ameaça: não pagou na data prevista, o negrinho ou mulato brasileiro vai pra lista negra do serviço de espionagem de proteção ao crédito.

Os piratas cortam o serviço, e ainda suja o nome do coitado, neste Brasil dos pejotas, dos empregos indiretos, temporários, pra lá de precários.

Publica o Diário de Pernambuco hoje

Pesquisa mostra que pessoa com nome sujo em geral não fez a dívida

Em apenas 11% dos casos, o verdadeiro comprador honra o compromisso.
Quem empresta o nome acaba pagando a conta sozinho.

Uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) mostra que de cada 10 pessoas que entraram na lista do SPC, três sujaram o nome por causa de dívidas feitas por outras pessoas. E muito acabam pagando a dívida sozinho.

O pedreiro Paulo Souza precisou fazer um empréstimo para quitar uma dívida feita por outra pessoa. “Precisei fazer um empréstimo para meu nome não ficar sujo”, conta.

Em apenas 11% dos casos, o verdadeiro comprador honra o compromisso e quem emprestou o nome só descobre a inadimplência depois de quatro ou cinco meses.

VIDAS GORDAS. Mil fichas sujas no Rio Grande do Norte

Mais de mil pessoas que exerceram ou exercem cargos públicos no Rio Grande do Norte podem ficar impedidas de disputar as eleições municipais deste ano. A lista com os gestores condenados ou com prestações de contas pendentes será divulgada até o dia 5 de junho, pelo Tribunal de Contas do Estado. Não cabe ao TCE decretar a inelegibilidade de forma automática, mas sim enviar ao Tribunal Regional Eleitoral os nomes dos que cometeram irregularidades relacionadas na Lei da Ficha Limpa como impeditivas para candidaturas.

A informação sobre o número de políticos e gestores que vão constar na lista foi dada pelo presidente do TCE-RN, Valério Mesquita. Leia entrevista a Aldemar Freire.

Valério Mesquita conheço desde meus tempos estudantis. Dependesse dele, toda essa gordura política seria cortada da política do Rio Grande do Norte.

Neste Rio Grande do Norte de vida secas. Estão construindo um Coliseu de dar inveja a Nero. É muito esbanjamento. Quando não se faz nada que preste para o povo.

Aposentado desembargador Roberto Wider. Conheça a lavandaria de fichas sujas no estado do RJ. E o terceiro turno das eleições

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu hoje aposentar compulsoriamente o desembargador Roberto Wider, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). A aposentadoria compulsória é a pena máxima na esfera administrativa prevista para magistrados que cometem irregularidades. Isto é, vai receber seu supersalário todo mês, sem trabalhar.

Informa Lauro Jardim:

Roberto Wider é “acusado favorecer advogados designados por ele para responder por cartórios no Rio de Janeiro.

Alexandre Ruy Barbosa e Carlos Roberto Alves foram rapidamente nomeados por Wider sem a realização de concurso público. A dupla trabalhava para um escritório de advocacia administrado por um amigo pessoal do desembargador, Eduardo Raschkovsky, suspeito de oferecer sentenças judiciais mediante pagamento de propina“.

Reportagens publicadas pelo GLOBO em 2009 revelaram que Raschkovsky ofereceu blindagem a candidatos às eleições municipais do ano anterior, enquanto Wider presidia o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio, livrando-os do risco de cassação de candidatura.

A primeira tentativa de julgar o caso foi em agosto de 2011. Naquela ocasião, o relator, desembargador Fernando Tourinho Neto, defendeu a absolvição de Wider. Ele considerou a conduta do magistrado imprópria, mas ressaltou que não havia prova de que ele era amigo dos nomeados. Portanto, recomendou o arquivamento do processo. Em seguida, a corregedora do CNJ, ministra Eliana Calmon, pediu vista.

– A conduta do magistrado foi incorreta, mas não consiste em falta tão grave ao ponto de justificar sua aposentadoria compulsória ou sua disponibilidade. E ele está afastado há um ano e sete meses. A pena correta aqui seria a de censura, mas essa pena só pode ser aplicada a juiz de primeiro grau – disse Tourinho Neto.

No mês seguinte, a ministra retornou com o caso ao plenário e, em seu voto, propôs a pena máxima ao desembargador. O julgamento foi novamente interrompido, com pedido de vista do ministro Carlos Alberto de Paula. Na sessão desta terça-feira, a ministra arrebanhou mais adeptos da punição máxima. Apenas dois conselheiros votaram pela absolvição: o relator e Sílvio Rocha.

 Está no Blog do deputado federal Protógens:
“O homem que subornava juízes – Eduardo Raschkovsky (Esquema Daniel Dantas)”
por LUIZ NASSIF
Li esta matéria que me enviaram do rj:Relações perigosas

Empresário é acusado de vender sentenças para políticos no Tribunal de Justiça do Rio

Publicada em 07/11/2009 às 22h11m
O Globo

RIO – Há pelo menos uma década o empresário e estudante de Direito Eduardo Raschkovsky age à sombra da Justiça fluminense, oferecendo sentenças e outras facilidades em troca de vantagens financeiras. Para convencer a clientela – políticos, empresários, tabeliães – a topar o negócio, alardeia sua intimidade com alguns juízes e desembargadores, chegando a antecipar decisões em causas ainda não julgadas. É o que mostra a reportagem de Chico Otavio e Cássio Bruno para O Globo deste domingo.

Mesmo depois de ser acusado por uma juíza de “lustrar os sapatos nos tapetes vermelhos do tribunal”, além de tentativa de suborno, Eduardo não se intimidou. Continua buscando novos clientes, em assédios regados a vinho em sua casa no Itanhangá, e convivendo com magistrados. No dia 22 de outubro, por exemplo, abriu os salões da casa para homenagear aquele que cuida justamente da lisura do tribunal: o desembargador Roberto Wider, corregedor-geral da Justiça fluminense.

Wider afirma que nunca fez negócios com o amigo e nem sabe em que ramo ele

Sócio de doleiros investigados pela polícia (um deles por associação ao narcotráfico), envolvido em operações obscuras do grupo Opportunity, dono de uma empresa rastreada pelo Conselho de Controle de Atividades Financeira (Coaf) por suspeita de lavagem de dinheiro, Eduardo usa a amizade com Wider, corregedor e ex-presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ). O magistrado, que lançou no ano passado a campanha contra os chamados candidatos de ficha suja, disse que a relação limita-se ao convívio pessoal, e que eles nunca fizeram qualquer tipo de negócio.

Fichas-sujas: até R$ 10 milhões

Enquanto Wider comandava uma guerra sem tréguas contra os fichas-sujas, Eduardo atuou intensamente nos bastidores para oferecer blindagem aos políticos mais problemáticos. Um ano depois das eleições, cinco deles e um advogado de candidato contam, em caráter reservado, que Eduardo pediu quantias variando de R$ 200 mil a R$ 10 milhões para limpar as fichas, livrando-os do risco de impugnação ou cassação do diploma. As negociações aconteceram no Itanhangá e no escritório “L. Montenegro”, que pertence ao sogro de Eduardo.

No Estadão: Notícias, fotos e vídeos sobre Eduardo Raschkovsky
CPI da venda de sentenças. Veja vídeo.
O ‘terceiro turno’

Oferta de blindagem de políticos e cassação de adversários
por Roberto Moraes

O esquema de assédio a políticos comandado por Eduardo Raschkovsky , que ficou conhecido como “terceiro turno”, começou a funcionar nas eleições de 2006, mas ganhou musculatura e valores mais altos na campanha do ano passado. Os candidatos o batizaram de “terceiro turno” por saber que, para ganhar, não bastava apenas garantir a vitória nas urnas.


Para atrair os clientes, Eduardo ameaçava com a hipótese de cassação do mandato.Desde as eleições de 2008, cinco prefeitos já perderam o cargo (Seropédica, Carapebus, Rio das Ostras, Itaguaí e Magé) e pelo menos outros seis correm risco (Cabo Frio, Macaé, Angra dos Reis, Mangaratiba, Valença e Campos). Na maioria dos casos, eles respondem por abuso do poder econômico ou por contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).O esquema começava na campanha eleitoral.

Para não serem surpreendidos judicialmente, os clientes de Eduardo, se aceitassem o acordo, tinham a garantia da blindagem judicial.Nas negociações, Eduardo citava informações sobre os trâmites processuais e antecipava como os desembargadores do TRERJ tomariam as suas decisões para provar sua influência na Justiça Eleitoral.

Em troca, o lobista exigia, segundo as denúncias, entre R$ 200 mil e R$ 10 milhões. Os valores podiam ser parcelados. Quem concordasse em pagar tinha ainda a promessa de cassação de seus adversários, inclusive com a transmissão ao vivo da sessão do TRE-RJ em rádios locais de suas respectivas cidades. 

Brasil vive uma crise moral

A crise moral atinge o judiciário, o legislativo, o executivo. Esta crise é a matriz de todas as outras crises. Começa que o Brasil é o país do foro especial, da justiça secreta. Isso não existe em lugar nenhum. É o país do segredo eterno, para encobrir todos os tipos de crime. Duvido algum poder do Brasil apresentar a seguinte proposta:

Rendimentos e bens vão ser públicos
Em Portugal, ss membros do Secretariado Nacional assinaram hoje um compromisso ético para “dar o exemplo” em termos de transparência, através da disponibilização de declarações na Internet.

Os membros do Secretariado do PS assinaram hoje um compromisso ético prevendo a suspensão de mandato em casos de acusação definitiva em processo crime e a obrigatoriedade de divulgação na internet das declarações de rendimentos e património.

Falando no final da reunião do Secretariado Nacional do PS, o porta-voz, João Ribeiro, disse que os socialistas pretendem com este compromisso ético “dar o exemplo” em termos de transparência no exercício de funções públicas e políticas e procurar mais tarde “transformar” em lei esses compromissos.
O que deve constar na declaração?

Nessa declaração de rendimentos, património e cargos sociais devem constar “a indicação total dos rendimentos brutos constantes da última declaração apresentada para efeitos da liquidação do imposto sobre o rendimento das pessoas singulares, ou que da mesma, quando dispensada, devessem constar”.

O compromisso estipula também que nessa declaração se proceda à descrição dos “elementos do seu ativo patrimonial, existentes no país ou no estrangeiro, ordenados por grandes rubricas, designadamente do património imobiliário, de quotas, ações ou outras partes sociais do capital de sociedades civis ou comerciais, de direitos sobre barcos, aeronaves ou veículos automóveis, bem como de carteiras de títulos, contas bancárias a prazo, aplicações financeiras equivalentes e contas bancárias à ordem e direitos de crédito; a descrição do seu passivo, designadamente em relação ao Estado, a instituições de crédito e a quaisquer empresas, públicas ou privadas, no País ou no estrangeiro; e a menção de cargos sociais que exerçam, no país ou no estrangeiro, em empresas, fundações ou associações de direito público ou privado”.

O compromisso aperta ainda o controlo em relação a situações em que um político está perante ofertas ou outros benefícios concedidos por terceiros.

Assim, no âmbito do exercício de funções políticas e partidárias, estes dirigentes socialistas passam a registar junto do diretor geral do PS, “para efeitos de publicitação no sítio eletrónico do partido, quaisquer benefícios, recompensas, presentes, atos de hospitalidade ou ofertas de qualquer pessoa ou entidade, exceto se se tratarem de ofertas institucionais perecíveis, de baixo valor ou de teor informativo entendendo-se como tais as entregues ou recebidas por força do desempenho das funções em causa e que se fundamentem numa mera relação de cortesia”. (Fonte: Expresso)