Governo oferece emprego para velhos e idosos

Os marajás e Marias Candelária

Cobacabana dos anciãos malandros

O Estado de Minas destaca que Belô possui uma Copacabana de velhos. E estampa como prova a foto de uma anciã, enfermeira de 80 anos, que passa o dia sem medo, na verde paz e na maior vadiagem: lendo num banco de praça, indo à igreja e visitando amigas.

Ô vida boa a dos aposentados!

O malandro do Fernando Henrique, aposentado precoce, aumentou o tempo de serviço do trabalhador dos 60, quando começa a velhice, para 65 anos, quando se é idoso.

Lula da Silva, que também foi beneficiado com uma aposentadoria precoce, pretendeu esticar o tempo de aposentadoria para os 70 anos, início da ancianidade.

Uma carência que motiva a campanha dos jornais, que não empregam cabelos brancos.

Na pisada que vai – do pisoteado salário piso da classe média, do salário mínimo do mínimo dos operários e camponeses e comerciários – o rico Ministério da Previdência, valhacouto de ladrões e sonegadores, ficará sem pés-na-cova para pagar aposentadorias e pensões. E com mais dinheiro economizado para o contentamento do FMI e para os beneficiários do BNDES – Banco do Desenvolvimento das montadoras e oficinas estrangeiras e do empresariado parasita brasileiro.

Brasil colônia internacional

Esta notícia seria uma piada.
Veja o que os piratas pedem:
˜pintores, ajustadores, mecânicos, eletricistas…”

Esta notícia seria uma piada, se não escondesse o recado:
nem mão de obra operária o Brasil tem.

Como pode oferecer mão de obra especializada?
Cientistas, pesquisadores, engenheiros, químicos, físicos…?

Nação, de um povo selvagem, preguiçoso, incapaz, sujo de sangue, não merece as riquezas que tem.
As universidades brasileiras formam profissionais incompetentes.

O avião da Air France, que se desintegrou no voo Rio-Paris, estava repleto de trabalhadores estrangeiros dos poços de petróleo e gás de propriedade de corsários de diferentes bandeiras.

O Brasil virou uma colônia internacional.
O pré-sal já teve dez leilões. Com certeza, realizaram outros. Que o Brasil é o país do segredo eterno.
Confessadamente, Fernando Henrique promoveu cinco quermesses. Lula da Silva também cinco leilões, que ele chama de rodadas. Puro cinismo.

A Petrobras foi fatiada entre megas especuladores.

O petróleo era nosso. Era.

Alberto Lins Caldas escreveu hoje um dos mais belos poemas que li

… muitos dizem q ja devastaram o visivel inteiro ●
● sem haver nenhuma fresta nenhum navio nem ●
● mesmo o fundo do mar q ●
● dizem estar coalhado de corpos de ratos e os ●
● rios onde flui apenas ●
● corpos de ratos mortos e ●
● dentro da terra apenas ratos são arrancados no ●
● lugar das raizes no lugar dos minerios no ●
● lugar dos mortos pois não ha mais mortos apenas ●
● sacos secos cheios de ratos mastigando restos de ●
● ossos restos de cabelos e tudo sempre desaba ●
● deixando ver ate q ponto chegamos e ●
● ainda sonhamos sem parar ●

Transcrevi trechos.

Brasil dos apagões elétricos

O Grupo EDP começou a atuar no Brasil em 1996, com a aquisição de uma participação minoritária na Cerj (hoje Ampla).

Com dinheiro do BNDES, foi crescendo, foi crescendo, foi crescendo. Hojemente a holding comercializa a distribuição de energia em sete estados: São Paulo, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Ceará, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Pegou o filé.

O BNDES, Banco Nacional do Desenvolvimento das privatizações e desnacionalizações de Fernando Henrique e Lula da Silva, usa o dinheiro do FAP, Fundo de Ajuda aos Trabalhadores.

Trabalhadores que estão com os salários congelados, e ganham o segundo ou terceiro pior salário mínimo das Américas do Sul e Central.

Trabalhadores que não recebem nenhuma ajuda. Mais de cem milhões de brasileiros recebem a esmola do bolsa família. Uma bolsa que não compra sequer um cesta básica de alimentos.

Neste Brasil dos apagões, milhares e milhares de brasileiros continuam a residir em povoados sem energia elétrica.

ETERNA POBREZA DE FERNANDO HENRIQUE

O verdadeiro sem teto é a classe média.
Pobre não tem grana para pagar aluguel.
Para morar constrói um mocambo de barro que a chuva dissolve.
Ou a enchente de algum rio leva para um outro inferno.

Clique na imagem para ler a provocação do Correio Braziliense. De que Fernando Henrique tem muito do que falar.

Tem sim. Das privatizações. Entregou as principais empresas estatais para os piratas. Fatiou a Petrobras. Vendeu a Vale do Rio Mais do Que Doce para os corsários.

Ele não fala, pelo rabo preso, e por ser adepto do segredo eterno.
Mas acusa o governo atual pelo que não fez:
– Há um tremendo deficit de infraestrutura. Portos, aeroportos, estradas. E falta dinheiro. O governo vai ter que tomar medidas. A primeira ideia que tiveram (sobre a concessão dos aeroportos) achei boa. Eu tenho que dizer com franqueza: a Dilma tem me surpreendido.

No mais, a inesperada confissão de pobreza:
– A verdade é que eu saí da Presidência e fiquei sem dinheiro. Por causa disso, não era e nem sou consumista.

Isso reforça a teoria de Antonio Palocci:
Todo ex-ministro fica rico, e todo ex-presidente continua pobre.

A FILHA DO DITADOR




A imprensa brasileira, envergonhada, não fala das eleições do Peru hoje.

É que torce pela filha do ditador Fujimori, que se encontra preso. Pelos crimes que cometeu. Todos. Do enriquecimento ilícito a chacinas, passando pela globalização.

Vendeu o país por grosso e a retalho. Como Fernando Henrique fez com o Brasil.

Gritam as manchetes:
“Vamos Peru”.
Que “não salte no vazio”.
Que ‘hoje ganhe o Peru”.

A filha do ditador venceu o primeiro turno.
Não acredito em salto para trás.

A ditadura de 64 era moleza

A ditadura de 64, que colocou a estudante Dilma Rousseff na prisão, abriu inquéritos para demitir os inimigos.

Salvo engano, foi assim que o professor Fernando Henrique ganhou tempo e dinheiro para viver viajando pelo exterior. Era um exílio engraçado. Cheio de viagens de ida e volta.

Certo que filho de general, Fernando Henrique sempre contou com a ajuda da família.

As aposentadorias de generais, brigadeiros e almirantes viram pensões nababescas para as viúvas e heranças principescas para as filhas.

Lula da Silva também teve aposentadoria precoce. Perdeu um dedo mínimo. Que lhe rendeu uma boa pensão de operário metalúrgico. E tempo livre para fazer política sindical.
E tempo, um longo tempo, para realizar suas campanhas presidenciais. Perdeu uma eleição para Fernando Collor, e duas eleições para Fernando Henrique.

A presidenta Dilma Rousseff quer ser uma presidenta mais dura que os marechais presidentes de 64. Mais dura que Fernando Henrique, que aumentou o tempo de aposentadoria dos 60 anos, quando se é velho, para os 65, quando se é idoso.

Para Dilma, depois dos 70 anos, quando se é ancião, o tempo ideal para descanso.
O tempo eterno.