Da possível armação de uma “casa de caboclo” para censurar ou prender o jornalista Geraldo Elísio. Aprenda como escrever na internet sem computador

Julio Carrión Cueva
Julio Carrión Cueva

 

Fato inédito na história da Imprensa do Brasil: o jornalista Geraldo Elísio, que teve seu computador afanado pelos tiras do tucanato, continua na intenet, via uma rede de amigos e ex-colegas das redações dos principais jornais do Brasil.

Ninguém amordaça e encabresta um jornalista verdadeiro.

Transcrevo algumas mensagens de Geraldo Elísio, postadas por diferentes internautas, no Facebook:

Quem começou a ser jornalista antes da criação das Escolas de Comunicação, de um modo geral iniciava esta atividade profissional cobrindo o setor de polícia. E todo veterano como eu conhece uma expressão: “casa de caboclo”, ou seja, provas falsas que policiais inescrupulosos costuma plantar em lugares estratégicos para incriminar a quem não tem culpa. Assim, diante do meu netbook, um pen drive, CDs e HD externo estarem com ordem judicial apreendidos pelo Depatri, uma espécie de Gestapo mineira que ultrapassa as funções às quais se destina, de público ofereço a quebra de meus sigilos fiscal, bancário e telefônico ao Ministério Público de Minas Gerais, às Polícias Civil e Militar de Minas Gerais, à Receita Pública, à Polícia Federal e ao Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais. Para evitar qualquer tipo de “armação”.

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Ao vasculhar o apartamento onde moro, a Polícia Civil levou meu netbook, CDs, pen drive e escritos. Tenho 3 livros que estou escrevendo neste equipamento, e considero a atitude uma censura previa e a mim mesmo um perseguido político por interesse de Aécio Neves e Andrea Neves. Além do mais, mensagens de apoio a mim estão desaparecendo do facebook. Censura na rede social? Ou então a Polícia Civil de Minas Gerais e o Ministério Público de Minas Gerais, com apoio do judiciário, substituindo o AI-5 de triste memória. Um golpe judiciário policial ou desespero para encontrar provas para acusar quem fala a verdade? Democracia! Democradura! Eu posso explicar o que eles quiserem até de livre e espontânea vontade. Como a Polícia Civil me explica Fernandinho Beira Mar ter saído pela porta da frente do antigo DOPS? E o que tem o Ministério Público a comentar sobre isto e as duas instituições sobre os 450 quilos de cocaína do helicóptero dos Perrellas? Para mim não há mais dúvidas: tentativa de destruir provas e inviabilizar a Lista de Furnas e o Mensalão. Onde estão as provas da falsidade? O laudo do perito americano não vale pois ele foi preso por trambicagem. E o laudo da Polícia Federal atesta que é verdadeiro. Atenção Protógenes entre em ação que a coisa está feia em Minas.

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Aprendi desde os 16 anos a fazer um jornalismo revestido da mais extrema ética. E todas as matérias em que não me impediram de assinar os textos as assinei oferecendo o direito de resposta a todas as pessoas físicas ou jurídicas citadas. Os jornais belorizontinos “O Estado de Minas”, “Hoje em Dia” e “O Tempo” em 06-02-14 me citaram em matéria envolvendo a prisão do jornalista Marco Aurélio Carone faltando um detalhe básico. Não ouviram a minha versão. Quanto ao “Hoje em Dia” fui bem atendido pelo repórter, mas ao que parece a direção do periódico achou por bem não cumprir com o dever ético. No jornal “O Estado de Minas” não consegui falar com quem de direito apesar de vários telefonemas. E em relação a “O Tempo” o diretor Luis Tito foi sincero ao dizer “não ser isto usual” naquele jornal. Ficou de me telefonar e nada. Estão a serviço de quem e do que. Ofereço a estes jornais a quebra dos meus sigilos fiscal, bancário e telefônico, mas dos periódicos sugiram que façam o mesmo. Digam a Andrea Neves que nada quero além do que a Justiça me garante. Meu direito de ser ouvido, agora direito de resposta.

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Outra da imprensa mineira. A Ângela Carrato está mostrando “pérolas” do passado por enquanto. Por enquanto mostro algo do presente. “O Estado de Minas”, “O Tempo” e o “Hoje em Dia” me negarem o direito de resposta. É compatível com o interesse deles em evitar os julgamentos do Mensalão Tucano e da Lista de Furnas tentando provar que isto é falso. E de quebra se livrarão, tendo como muletas Andrea Neves e Aécio Neves.

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Compartilhei como é dever de um jornalista uma nota postada em minha linha do tempo referente às declarações feitas pelo senador do PSDB de Minas, Eduardo Azeredo, mantendo a decência e a ética da qual nunca abri, não abro ou abrirei mão, garantindo o democrático direito de resposta a todas as pessoas físicas e jurídicas citadas por mim em qualquer circunstância. Por sinal um comportamento ético que a mídia mineira não teve para comigo ao envolver o meu nome em assuntos com os quais nada tenho a ver. Aos internautas, a quem cabe julgar os fatos, reitero não terem sido alterados em nada as minhas posições pessoais, o meu pensamento e a minha convicção. Um jornalista não cria fatos. Apenas os noticia.

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Carta aberta ao meritíssimo Juiz de Direito, dr. Haroldo André Toscano, ao promotor André Luiz Garcia, ao senhor Delegado de Polícia, dr Cesar Matoso, à mídia de Belo Horizonte e ao meu amigo jornalista Leopoldo José de Oliveira. No que diz respeito às matérias referentes à prisão do jornalista e publicitário Marco Aurélio Carone publicadas hoje – pelo menos onde vi – nos jornais “O Estado de Minas” e “O Tempo”, devo informar: já solicitei à doutora Aurora Ramalho, advogada por mim constituída para reaver o meu netbook, os CDs, pendrive e HD externo apreendidos, que encaminhem às Excelentíssimas autoridades aqui expressas uma autorização formal oferecendo de livre e espontânea vontade a quebra de meus sigilos fiscal, bancário e telefônico. Se assim o desejarem me convoquem também a conversar com qualquer um dos Excelentíssimos senhores. Só não posso oferecer a quebra do sigilo das fontes por que, sendo autoridades competentes como o são, sabem tratar-se de garantia constitucional e uma Constituição somente pode ser alterada por outra originária ou então através de Emenda o que não ocorreu e nem eu posso promover. Quanto ao dinheiro recebido em pagamento pelos serviços então prestados ao Novojornal quando lá trabalhei também nada poderei informar às ilustres autoridades visto ter adotado o mesmo critério de quando trabalhei na Rádio Clube de Curvelo, Rádio Cultura de Sete Lagoas, Mesbla, Cemig, O Diário Católico, O Jornal de Minas, O Estado de Minas, à Rádio Itatiaia de Belo Horizonte, à Secretaria de Estado da Cultura, na Assembléia Legislativa, no Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais e Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte, ou seja, em todas estas instituições – algumas já extintas, nunca perguntei de onde provinha o dinheiro com o qual era remunerado modéstia a parte por um trabalho eficiente. Sei da existência de alguns “grilos” em relação à minha amizade com o deputado federal Protógenes Queiroz, inclusive uma conversa minha com ele que foi “grampada” de forma irregular e mais irregular ainda anexada a um processo. Se não me engano só o STF poderia fazer isto. Podemos conversar sobre o assunto, pois tenho orgulho de ser amigo de um homem que trabalha diuturnamente combatendo a endêmica corrupção existente no Brasil. Ressalvo que o endêmico não é da minha lavra e sim do Departamento de Estado Norte Americano. Protógenes prendeu um bandido condenado, por sinal banqueiro, o político Paulo Maluf e tantos outros. Além do mais recorrendo à sapiência das autoridades mencionadas se existe alguma Lei nova que me impede de conversar com os meus amigos, e a democracia brasileira, sem que eu saiba, foi revogada. No que diz respeito à uma possível vinculação minha com outros fatores que os deveres constitucionais impõem, sei apenas que nada sei, e se já periciaram os meus equipamentos os senhores devem ter constatado isto. Não sei se leram meus poemas e livros – me preocupo se eles não foram danificados neste processo de censura prévia. Quanto à mídia está no seu dever de informar inclusive por que não me considero um cidadão acima de qualquer suspeita. Defendo este princípio com unhas e dentes. Só lamento não terem cumprido a ética de ouvir também todos os envolvidos. Tenho residência fixa, email, telefone e face book. Isto que estou dizendo poderia ter sido dito pela mídia. Tudo o que escrevi no Novojornal eu ofereci o sagrado direito de resposta a todas as pessoas físicas ou jurídicas citadas. Não responderam por que não quiseram. E ao meu amigo Leopoldo José de Oliveira lembro que as autoridades e os jornais citaram meu nome no contexto de um assunto explosivo, mas sem me vincular aos petardos. A sua indignação me sensibilizou pela solidariedade, mas pode ter certeza de que você nunca se decepcionará comigo. Você nem qualquer pessoa, principalmente meus amigos. – (Geraldo Elísio – Repórter).

Liberdade de imprensa ameaçada: Prisão de quatro a dez anos para jornalistas independentes

Denuncia a Sociedad  Interamerica de Prensa: En Brasil la justicia sigue fallando en contra de los medios para prohibir dar información.

O Google recebeu mais de 1.900 pedidos de governos em todo o mundo para retirar conteúdo de seus vários serviços no ano passado. O país com o maior número de pedidos não foi, como poderia facilmente se supor, China, Irã ou Síria, mas sim Brasil, revelam Craig Timberg e Paula Moura [The Washington Post,4/10/12]. Com 418 demandas, o país democrático, plural e economicamente vibrante foi o campeão de pedidos.

Quase 2/3 dos pedidos do Brasil ao Google para retirada de conteúdo vêm de cortes e não da polícia ou poder executivo.

É uma justiça campeã mundial em censura. Qualquer bandido, endinheirado, costuma apresentar queixas-crimes contra jornalistas. Transforma o jornalismo investigativo em crimes de injúria e calúnia. Políticos corruptos apelam que estão emocionalmente abalados. É uma gracinha! diria Hebe Camargo.

Até Fernandinho Beira-Mar ameaça processar jornalistas. Justificou o traficante: “Meu nome foi envolvido em uma polêmica, criada pelo repórter Danilo Gentilli, me comparando a um senador da República, cujo nome prefiro omitir”. Puro deboche. A verdade é que: quem compra uma blindada milionária banca de  advogados pode tudo.

Com a prisão do jornalista Ricardo Antunes, pela polícia do governador Eduardo Campos, criou-se um grave, danoso, ameaçador e iníquo precedente: qualquer jornalista independente pode ser acusado pelos crimes de extorsão e chantagem. São crimes inafiançáveis. Explica o delegado  Cláudio Castro, do GOE: não cabe à polícia Civil arbitrar a fiança, pois se trata de um crime com pena de quatro a dez anos de prisão. Ou melhor dito: o sujeito vai logo preso. Ricardo Antunes continua preso incomunicável.

O jornalista Jamildo Melo, conceituado colunista político deste Brasil de “jornalismo pusilânime (Millôr Fernandes)”, foi o único que relatou o real motivo da prisão de Ricardo Antunes. Escreveu:

“O jornalista pernambucano Ricardo Antunes, de 51 anos, foi preso pela Polícia Civil de Pernambuco nesta sexta-feira (5), por volta das 15h30. Ele é acusado de tentar extorquir o cientista político e marqueteiro Antônio Lavareda.

Segundo a Assessoria de Imprensa da Civil, o blog Leitura Crítica, assinado pelo jornalista, vinha publicando matérias ofensivas contra o marqueteiro.

As matérias são referentes a uma denúncia do evento Shopping Day, em que teria havido uma dispensa de licitação por parte da Prefeitura do Recife para a empresa que fez a divulgação do evento, a Lead Assessoria. A empresa pertence à esposa de Lavareda, Carla Bensoussan.

Ricardo Antunes teria exigido R$ 2 milhões para deixar de produzir as matérias. Foi quando a vítima procurou a polícia.

Eles marcaram um encontro no escritório do cientista político, na Ilha do Leite, no Recife, na tarde desta sexta (5), para efetuar a primeira parte do valor. Neste momento, foi dada voz de prisão ao jornalista“.

A denúncia que rendeu a prisão de Ricardo Antunes:  “Uma das empresas do grupo do publicitário (Antônio Lavareda)  foi beneficiada com uma verba de R$ 200 mil reais pela Prefeitura do Recife. A contratação foi publicada no Diário Oficial da prefeitura e feita pelo regime de dispensa de licitação ou seja sem qualquer concorrência. O objeto é um evento de moda infantil.

‘É um patrocínio para uma ação de moda para inclusão dos artistas pernambucanas’, disse o presidente da Fundação de Cultura, André Brasileiro. Ao ser indagado o motivo da contratação  da empresa para o evento Shopping Day, que trata de moda infantil. Considerado competente e  com bom trânsito no setor, ele assumiu  depois das denuncias de superfaturamento de licitações promovidas pela então presidente, Luciana Felix que renunciou ao cargo em março desse ano.

Ex-mulher do senador Humberto Costa (PT), Luciana surpreendeu os petistas na semana passada ao ser nomeada pelo governador Eduardo Campos (PSB) para uma assessoria especial no Palácio das Princesas, mesmo respondendo a vários processos no TCE. A Lead Comunicação está registrada no nome de Carla Bensoussan, esposa do publicitário, que recentemente passou a fazer pesquisas eleitorais para a campanha do candidato do PSB, através do Ipespe, também de sua propriedade.

Mas o setor de eventos não é o único em que o marqueteiro Antonio Lavareda atua   com desenvoltura  na gestão do prefeito João da Costa. Uma de suas empresas de publicidade, a Blackninja, tem um contrato de cerca R$ 8 milhões com a Prefeitura, para cuidar da publicidade oficial. Outra,  dessa vez de engenharia e construção, a Conic, firmou também outro contrato milionário numa parceria com a PCR para um empreendimento imobiliário, na Várzea”. Transcrevi trechos 

Crime Inafiançável é aquele em que o acusado não pode ter a liberdade provisória mediante pagamento de fiança. Para o crime ser inafiançável a pena mínima tem que ser superior a 2 (dois) anos. São crimes inafiançáveis, dentre outros: tortura, tráfico de drogas, terrorismo, racismo e os considerados crimes hediondos.

Periódico brasileño incluye a Cartes en la red de lavado de dinero que financia mafias

O Globo, de acuerdo a informes de la DEA, publica que “Cartes comanda una gran lavandería para mafias de varios países, principalmente el Brasil”.

 

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El periódico brasileño O Globo incluyó al empresario paraguayo y precandidato a la presidencia de 2013, Horacio Cartes, entre los involucrados en el  que financia mafias en varios países, principalmente en Brasil, en un artículo que describe “ejemplos de ” en ese país. El periódico señala informes de la agencia antidrogas norteamericana DEA.

Entre los varios ejemplos referidos por el artículo del periódico como sistemas de lavado de dinero se encuentran las operaciones realizadas en la zona de la triple frontera (Argentina, Brasil y Paraguay) por el Banco Amambay, de propiedad del empresario Horacio Cartes.

El periódico señala que, de acuerdo a informes de la DEA, “Horacio Cartes comanda una gran lavanderíapara mafias de varios países, principalmente el Brasil”. Estas operaciones vienen siendo investigadas por la agencia antidrogas norteamericana desde el año 2009, según O Globo.

La supuesta vinculación de Cartes con el lavado de dinero había sido ya mencionada en un cable de Wikileaks que data del 5 de enero de 2010, donde se menciona también la venta de narcóticos a Estados Unidos y lo sindica como “cabeza de organización de lavado de dinero en la Triple Frontera”.

Otras personas señaladas por O Globo como involucradas en la “oscura red financiera en expansión en el Brasil, especializada en legalizar dinero obtenido con actividades ilícitas (del narcotráfico y la corrupción)” son Desiré Delano Bouterse, “el líder político y militar más poderoso de Surinam”, el exprospector Leonardo Dias Mendonça, preso en Goiás, y Fernandinho Beira-Mar, también preso.

La prensa, organismos nacionales e internacionales ya lo vienen investigando hace años.

 

Fahd Jamil.

Las relaciones con el narcotrafico de Horacio  el candidato más fuerte del partido colorado, volvió a ser noticia con las investigaciones de los EE.UU develadas por Wikileaks. Sin embargo, ya fue investigado anteriormente por organismos nacionales e internacionales, así como por la prensa.

Cartes pasó de ser un humilde distribuidor de cigarrillos a principios de los 90 a millonario empresario tabacalero. Sus empresas puntales son Tabacalera del Este S.A. y Tabacos del Paraguay S.A. Está vinculado a empresas deportivas, al Banco Amambay y diversas estancias y empresas agroganaderas.

Según publicaciones de la Nación de Argentina del 2005, la marca Rodeo fabricada por Tabesa era la que más se comercializa de forma ilegal en la Argentina, puesto que más de 60 % de los cigarrillos incautados eran de ésta tabacalera.

Los antecedentes judiciales y policiales de  dan cuenta que el 16 de octubre de 1988, la Interpol informaba sobre una acusación de un supuesto delito de falsedad ideológica de operaciones de importación, falsificación de documento público y privado y estafa.

Las acusaciones más fuertes lo relacionan con el tráfico de drogas y el lavado de dinero.  cuenta con varias estancias en zonas de producción y tráfico de drogas.

En el año 2000, la Secretaría Nacional Antidrogas halló en su estancia Nueva Esperanza, zona de Cerro Kuatiá, jurisdicción de Capitán Bado (Amambay), una aeronave con matricula brasileña, que aterrizó de emergencia, y que contenía 20.100 kilos de cocaína cristalizada y 343.850 kilos de marihuana prensada. Desde entonces,  estuvo en la mira de organismos antidrogas.

Investigaciones periodísticas, así como de organismos antidrogas, establecieron conexiones con el conocido capomafioso de frontera Fadh Jamil y con personas relacionadas al cartel de Fernandinho Beira Mar, entre otros.

 ya anteriormente ha sido investigado por organismos nacionales e internacionales por presunto lavado de dinero, operaciones que realizaría principalmente a través del Banco Amambay.

Fahd Jamil

Según publicaciones del diario La Nación de Paraguay, en el 2002, Cartes se relacionó ya desde 1993 con el brasileño-árabe Fadh Jamil Georges, capomafioso de la frontera del Amambay con Brasil.

Según la investigación, en el 93 y 94 Fadh y sus hermanos vendieron tierras a testaferros de Cartes, que incluye varias estancias que cuentan con pista de aterrizaje. El Banco Amambay, donde eran clientes los Jamil, intervino en ambas operaciones abiertamente, llamando la atención de investigadores de lavado de dinero.

En febrero de 1994, Fadh Yamil y sus hermanos volvieron a vender tierras a Cartes.

Con Beira mar

Fernandinho Beira Mar.

Cartes también tuvo negocios de compra de tierras con un hombre vinculado al cartel de Fernandinho Beira Mar. El brasiguayo ganadero, Milton Machado. En una estancia de Machado en el Chaco se incendió en el 2000 una avioneta con 210 kg. de cocaína, tras ser derribada por agentes de la SENAD. El piloto fallecido, Sergio Gómez Da Silva, era considerado un hombre clave en el cartel de Fernandinho Beira Mar, según informaba entonces el jefe de la DINAR.

La presunta relación de Cartes con el cartel de la droga brasileño, a través de Machado, tiene un indicio clave, según fuentes antidrogas. El 2 de marzo del 2000, seis meses antes de “Toro I”, la Dinar incautó droga en la estancia La Esperanza de Cartes, y fue de un avión con matrícula brasileña, PT EUA, a nombre de José Luis Rafaelle Marcelino.

La aeronave brasileña transportaba 343 kilos de marihuana y 20 kilos de cocaína, cuando bajó en la estancia de Cartes, en jurisdicción Capitán Bado. La hipótesis antidrogas fue que el avión esperaba más carga, antes de ir al Brasil.

Narcosocios y parientes

Domingo “Papacho” Viveros Cartes, un narcopilóto paraguayo que fue apresado en Brasil en el 2001, con una carga de 230 kilos de cocaína que llevaba en una avioneta, era primo del candidato a presidente. Viveros Cartes ya tuvo una condena en paraguay en 1985 por tráfico de drogas.

Otro vínculo comercial con el narcotráfico fue José Angel Avalos (+), quien fue socio de Cartes en una tabacalera. El mismo fue controlado por presunto tráfico por la Senad.