A Violência Contra os Jornalistas na Perspectiva dos Direitos Humanos

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Em uma Democracia real, a Imprensa sempre foi consagrada como o Quarto Poder. Que a Democracia não existe sem a Liberdade de Expressão.

Nesta sexta-feira, em Porto Alegre, os jornalistas da América do Sul e do Caribe realizam o Seminário Internacional Direitos Humanos e Jornalismo: A Violência Contra os Jornalistas na Perspectiva dos Direitos Humanos.

As formas de violência mais costumeiras são o stalking policial, a ameaça extrajudicial, o assédio moral, a agressão física. O assassinato é a solução final da censura.

Causa espanto o Brasil ser campeão em assédio judicial. Uma torpe realidade que macula a imagem do País. Sem esquecer que a justiça de Pernambuco criou a estranha persona do jornalista inimigo.

A função de censor pode ser legal, mas não tem legitimidade.

O Jornalismo não é um quarto do Poder da Justiça. Ou do Executivo.

Em 2012, onze jornalistas foram assassinados. Dois exilados. E um preso.

Este Brasil nada democrático precisa ser apresentado ao ministro Joaquim Barbosa, presidente do Superior Tribunal de Justiça e do Conselho Nacional de Justiça.

E mais: as entidades internacionais de direitos humanos jamais culpabilizam os governadores, na maioria desconhecidos nomes fora de suas províncias. E sim, a Presidência da República. Portanto, que a presidenta Dilma Rousseff federalize os crimes contra os jornalistas.

Que o Seminário Internacional de Direitos Humanos e Jornalismo discuta o novo termo jurídico: “jornalista inimigo”

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Um dos “crimes” praticados pelo jornalista Ricardo Antunes, punido com a censura prévia ad infinitum, foi de ser considerado inimigo do publicitário Antônio Lavareda. Vide tag.

Ricardo Antunes, inclusive, está proibido de escrever para se defender da acusação de extorsionatário.

Assim sendo, qualquer autoridade ou pessoa tema de uma notícia, reportagem, comentário etc pode classificar o jornalista como inimigo.

O Seminário Internacional de Direitos Humanos e Jornalismo acontece nos dias 18 e 19 deste mês, em Porto Alegre. Na ocasião também será instalada a Comissão da Verdade, Memória e Justiça dos Jornalistas Brasileiros.

O seminário é uma promoção da Federação de Jornalistas da América Latina e Caribe (Fepalc) e da Oficina Regional da Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ) para a América Latina, com realização da FENAJ e apoio do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul.

Além de representantes dos Sindicatos de Jornalistas brasileiros, o evento contará com a participação de jornalistas e autoridades da Argentina, Venezuela, México, Chile, Uruguai, Paraguai, Honduras, Panamá, Colômbia.