A imprensa bate panelas

por Luciano Martins Costa

 

 

Os jornais desta segunda-feira (9/3) fornecem um material precioso para a análise do processo que vimos observando, cuja principal característica é uma ruptura entre o chamado ecossistema midiático e o mundo real.

O noticiário e os penduricalhos de opiniões que tentam lhe dar sustentação têm como fato gerador o pronunciamento da presidente da República em rede nacional da TV, mas o que sai nos jornais com maior destaque é a reação de protesto que partiu das janelas de apartamentos nos bairros onde se encastelam as classes de renda média e alta das grandes cidades.

A presidente tenta seguir o protocolo que recomenda informar a população sobre as medidas econômicas que o governo está adotando – boa parte das quais foi insistentemente defendida pela imprensa antes de se tornar decisão de governo.

No entanto, não há uma conexão entre o conteúdo do ato oficial e as manifestações de ódio e intolerância que se ouviram na noite de domingo.

Mesmo que a presidente estivesse anunciando, por exemplo, que o custo das mensalidades nas escolas privadas poderia ser debitado integralmente do imposto de renda, ela seria vaiada e xingada com a mesma intensidade.

Há uma forte simbologia na imagem do cidadão que dá as costas para a tela da televisão, no momento em que a mensagem é endereçada, e põe a cabeça para fora da janela ou sai à sacada do apartamento para dizer que é contra.

Contra o que?

Contra as medidas anunciadas?

Não se pode responder que sim, porque quem estava protestando não podia ouvir o que anunciava a presidente.

Essa simbologia mostra que nesses apartamentos, curiosamente, a realidade estava falando sozinha na tela da TV, enquanto a perturbação emocional, diligentemente cultivada pela mídia nos últimos meses, produzia um novo fato político.

O fato é a radicalização das camadas da sociedade mais expostas ao discurso da mídia, com base num conteúdo jornalístico construído para produzir exatamente esse estado de espírito.

Não há como contar o número de pessoas que bateram panelas e gritaram palavrões, e os jornais são obrigados a admitir que não houve protestos nos bairros onde moram os menos afortunados.

 

Meme panela

choro água sao paulo

água torneira bico cano

panelaço 5 minutos fama panela dilma

MANDELA

Jesus disse: “Um profeta só é desprezado em sua terra e em sua própria casa” – Mt 13,57.

Jesus não é reconhecido como Deus em nenhum país do deserto. Para os árabes, o sexto profeta, Isa. A maioria dos judeus não acredita no Jesus histórico.

Xáquia-Múni, o Buda (Sidarta, nome pessoal), que viveu na Índia no século VI/V AEC, e é às vezes citado pelo nome do seu clã, Guatama, em sânscrito, Gotama, em páli, não fundou uma religião na sua terra natal. O budismo desenvolveu diversas variações: o singalês, o chinês, o japonês, o tibetano…

No entender dos budistas, o Buda Xáqui-Múni é um dos componentes da longa e continuada linha de Budas, o próximo será conhecido como Maitreya. Os israelitas continuam na espera do Messias.

Vale para os verdadeiros heróis e mártires de um país. E líderes políticos.

A imprensa da pátria de Mandela é conservadora e ocidental (branca). Não representa o povo.

JORNAIS DA ÁFRICA DO SUL

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JORNAIS DO BRASIL

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Até onde a imprensa ama os negros para santificar Mandela?

Mandela era chamado pela imprensa internacional de terrorista. Hoje esta mesma imprensa consagra Mandela como pacifista.

Mandela foi preso por ser negro.

Mandela lutou contra o apartheid negro… coisa que existe no Brasil. Quem já disse e ouviu esta frase entende o que falo: – Negro! conheça seu lugar! Isso começa desde os tempos de criança. Escolas públicas dos negros. Escolas privadas dos brancos.

Recentemente foram construídos os muros do prefeitinho do Rio de Janeiro. Ninguém reclamou.

Toda favela é um gueto. Negro sai da favela para jogar futebol pros brancos. Negra sai da favela para dançar o globeleza.

Papa Francisco: “Recomeçar a partir de Cristo significa não ter medo de ir com Ele até às periferias”

A vocação de ser catequista

A vocação do catequista consiste em «ser», e não em «agir». Por isso, quem educa para a fé deve «guiar rumo ao encontro com Jesus, com palavras e com a vida, com o testemunho», sem ter medo de «sair» dos próprios esquemas para seguir Deus, porque «Deus vai sempre além», recordou o Papa Francisco aos participantes no congresso internacional de catequese, recebidos na parte da tarde de 27 de Setembro, na sala Paulo VI.

Para o Pontífice, ser catequista exige sobretudo «amor» a Jesus e ao povo de Deus. «E este amor — explicou — «não se compra nas lojas», mas «vem de Cristo», é «um presente de Cristo».

Então, o que fazer para ser um bom catequista? «Falarei — disse — de três elementos: um, dois e três, como faziam os antigos jesuítas… um, dois e três!». O primeiro elementos «é permanecer com o Mestre, ouvi-lo, aprender dele. E isto é sempre válido, é um caminho que dura a vida inteira». O segundo elemento é «recomeçar a partir de Cristo, que significa imitá-lo ao sairmos de nós mesmos para ir ao encontro do próximo. Trata-se de uma experiência bonita e um pouco paradoxal. Por quê? Porque quem põe Cristo no centro da própria vida, acaba por se descentrar-se a si mesmo! Quanto mais nos unirmos a Jesus e quanto mais Ele se tornar o centro da nossa vida, tanto mais Ele nos fará sair de nós próprios, descentrando-nos e abrindo-nos aos outros». Enfim, o terceiro elemento «está sempre nesta linha: recomeçar a partir de Cristo significa não ter medo de ir com Ele até às periferias».

E quanto ao modelo de catequista ao qual se refere, o Papa foi explícito: «Se o cristão sai pelas ruas — segundo o exemplo usado pelo Pontífice — se vai às periferias, pode acontecer-lhe um acidente… Mas digo-vos que prefiro mil vezes uma Igreja acidentada do que uma Igreja enferma»; «um catequista que tenha a coragem de correr o risco de sair, do que um catequista que estuda, sabe tudo, mas permanece fechado».

 
 

Que tipo de moradia popular merece o brasileiro?

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Caminito Street La Boca, Buenos Aires, Argentina Sighisoara, Romania, the only inhabited medieval citadel in Europe La Corricella, Procida Italy (by Francesco Riccardo Iacomino) Inntel Amsterdam-Zaandam Zaandam, Netherlands

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A alta sociedade Maceió principal cliente do tráfico de drogas. No Rio, São Paulo e Brasília, os favelados…

Ou a policia das cidades mais ricas procura nos lugares errados, e pega traficantes descamisados, ou Maceió é uma exceção.

A Polícia Civil de Alagoas prendeu hoje sete integrantes de uma quadrilha que atuava no tráfico de drogas e tinha atuação no mercado interno, interestadual e internacional.

Além das prisões, foram estouradas duas clínicas de fachada que atuavam em Maceió (como revendedora de produtos Herbalife) e em Arapiraca, na área de estética. “Na verdade, esses locais nada mais eram do que ponto de refino de drogas, sobretudo cocaína”, explicou a delegada Ana Luiza Nogueira.

Ela disse que grande parte das drogas que chegava em Maceió era revendida na alta sociedade local, sobretudo em shows musicais.

Rio Brazil

Tudo limpo
Tudo limpo
Sujou. !. 100 favelas dominadas pelos tafricantes e redutos de drogados
Sujou. !. 100 favelas dominadas pelos tafricantes e redutos de drogados

Crime. Quem combate lambaris não pega tubarão

Por que o crime está vencendo a polícia

por Luiz Flávio Gomes

 

O governo do Estado de São Paulo fez uma aposta: enfrentar o crime organizado por meio do combate violento conduzido pela Rota. O tiro saiu pela culatra, visto que 63% dos paulistanos reprova a política de segurança adotada (Datafolha). E o governador perdeu 11 pontos em sua avaliação ótimo/bom, na passagem de setembro para outubro deste ano (de 40% caiu para 29%).

São Paulo não está sabendo distinguir o crime organizado das organizações criminosas ostensivas, que atuam em nome do primeiro (a distinção é bem feita por Ricardo Balestreri). O crime organizado – diz o autor citado – não se confunde com as organizações criminosas ostensivas que atuam nas ruas, nas estradas e nas favelas, por meio de milhares de “soldados”.

O crime organizado é camuflado, clandestino, pouco ou nada visível; as organizações criminosas são ostensivas, servis, fragmentos operativos dos interesses daquele. As organizações criminosas são poderosas e normalmente violentas, ou seja, precisam ser combatidas (não há dúvida sobre isso), mas é necessário ter consciência que esse combate está sendo feito ao varejo, não ao atacado (não à inteligência do grupo). Enquanto se ataca somente o grupo ostensivo, o crime organizado nunca termina. Atacar os criminosos do Paraisópolis (SP) não significa atingir o crime organizado, que não reside aí.

Combater a filial não significa atacar a matriz. Guerrear com os lambaris não significa que serão alcançados os tubarões. As organizações criminosas são as longa manus dos verdadeiros crimes organizados, cujos integrantes raramente aparecem. Claro que devem ser investigadas e punidas, mas nunca se pode perder de vista que elas são apenas a linha de frente. Que o escritório (e a cabeça) de tudo está por trás. O colarinho branco não frequenta as favelas.

Aliás, o crime organizado não habita as favelas, não transporta drogas, não vai para dentro dos presídios (normalmente). Do crime organizado faz parte a elite, que quase nunca aparece. É ela que lava o dinheiro sujo, que faz negócios com os bancos “lavadores” (HSBC e Bank of America, recentemente flagrados), que abre contas internacionais, que gerencia os narcodólares, que se relaciona com os paraísos fiscais. É ela que abre também negócios lícitos, fazendo a mesclagem (lavagem) dos dinheiros (limpo e sujo), por meio do processo chamado mimetização.

O crime organizado é transversal, não paralelo, ou seja, ele atravessa os poderes constituídos, por meio da corrupção, tendo poder econômico para comprar políticos, policiais, juízes, fiscais, ministros etc. As organizações criminosas, distintamente, são prioritariamente paralelas, porque se colocam à margem do poder central (do comando). São mais operacionais que dominiais, ou seja, não possuem o domínio do fato, apenas operam, dentro dos territórios e da área delimitados.

Sua transversalidade é pequena, geralmente com policiais (que passam a fazer parte da organização ou dos benefícios dela). O crime organizado é difícil de ser combatido porque ele frequenta a cozinha do governante, o gabinete dos parlamentares, as salas dos ministérios, as representações da presidência da república etc.

As organizações criminosas ficam sempre encarregadas do “serviço” sujo, sanguinário, arrecadatório (arriscado). Por trás de tudo está o crime organizado. Que age em função do lucro, logo, normalmente com astúcia. Mas que conta, ademais, com enorme poder de fogo (e de ameaça), suficiente para intimidar quem apareça em sua frente.

O crime organizado tem alto poder de infiltração nas mais elevadas instituições públicas e privadas. Seu escopo é o lucro. Não existe crime organizado para fins benemerentes. Rapinar o dinheiro alheio, sobretudo o dinheiro público, é o esporte predileto do crime organizado, que é o que mais financia as campanhas dos políticos. Normalmente não aparece, tendo gente que executa para ele as atividades arriscadas e ostensivas. O crime organizado é o agente de trás.

Quando a polícia invade as favelas, promovendo espetáculos hollywoodianos, operações de “saturação” etc., está atrás das organizações criminosas, não do crime organizado. Muitos policiais acham que estão buscando o crime organizado (nessas operações). Nada mais equivocado. O criminoso organizado não está nas favelas.

Se compararmos as operações inteligentes da polícia federal com as operações pedestres das polícias estaduais (normalmente militares) vemos nitidamente a diferença. A polícia federal vai sempre atrás do crime organizado, que frequenta ministérios, parlamentos, gabinetes da presidência, palácios, grandes construtoras etc. A polícia estadual só consegue atacar, no máximo, as organizações criminosas filiais (os lambaris). Que não são desprezíveis (se sabe).

A polícia federal não fica “pedalando” portas em favelas, tiroteando. Não se trata de uma polícia sanguinária, nisso se distinguindo com clareza das demais polícias. Nas favelas e ruas das cidades não está o crime organizado, sim, as organizações criminosas. O crime organizado está oculto: sua forma de investigação e combate, portanto, é bem diferenciada.

Precisamos de muitas polícias federais para debelar o crime organizado. Enquanto isso não acontece, a população e a mídia vão se divertindo (ou se intimidando) com as operações de guerra pedestres contra as organizações criminosas ostensivas. O crime organizado está agradecido, enquanto não é devidamente investigado (com inteligência, neurônios e muita tecnologia de ponta).

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Por que a mentira de considerar São Paulo e Florianópolis as cidades mais violentas do Brasil? Ranking da selvageria no mundo

São Pedro de Sula, a cidade mais violenta do mundo
São Pedro Sula, a cidade mais violenta do mundo
Juárez, mundialmente conhecida pela violência contra as mulheres
Juárez, mundialmente conhecida pela violência contra as mulheres
Maceió, a terceira cidade mais violenta do mundo
Maceió, a terceira cidade mais violenta do mundo

Apesar da estabilidade na última década, o número de homicídios continua em crescimento no Brasil. A cada hora, uma média de seis pessoas são assassinadas no País. Desde 1980, este número já chega a cerca de 1,2 milhão de casos.

Os dados são de um estudo do Instituto Avante Brasil, liderado pelo jurista Luiz Flávio Gomes e por Alice Bianchini. O levantamento, coordenado pela pesquisadora Natália Macedo, abrange também os números oficiais do SUS sobre mortes violentas desde 1980 até 2010.

Neste ano de 2012, Maceió é considerada a terceira cidade mais violenta do mundo.A seguir, Belém, em décimo, teve 78,08 homicídios por 100 mil. Vitória, Salvador, Manaus, São Luís, João Pessoa, Cuiabá, Recife, Macapá, Fortaleza, Curitiba, Goiânia e Belo Horizonte também estão incluídas na lista.

Das 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014, apenas Brasília, Natal, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo não figuram na lista das 50 mais violentas do planeta. As outras sete estão na lista. As capitais gaúcha e fluminense chegaram a figurar na lista das 50 mais violentas em 2010, mas ficaram de fora em 2011.

O estudo considera apenas cidades de mais de 500 mil habitantes com informações estatísticas sobre violência disponíveis na internet. Quatro cidades mexicanas saíram da lista e duas debutam pela primeira vez (Monterrey e Veracruz). Dez brasileiras ingressaram no ranking.

As duas cidades mais violentas são São Pedro Sula (Honduras) e Juárez (México). A terceira é Maceió.

Brasil tem 14 das 50 cidades mais violentas do mundo

Metade das 10 primeiras colocadas são mexicanas. Na América Latina estão 40
por Anselmo Massad
O Brasil é o país com mais “representantes” na lista, seguido do México, com 12, e da Colômbia, com cinco, África do Sul e Estados Unidos com quatro, Venezuela com três e Honduras com duas. O estudo considera apenas cidades de mais de 500 mil habitantes com informações estatísticas sobre violência disponíveis na internet. Veja a lista 

 

Por que esta campanha sobre a guerra interna, exclusivamente em São Paulo e Santa Catarina, sem explicar os motivos da violência? Que esconde essa campanha terrorista?

Violência no Brasil, outro olhar

A violência se manifesta por meio da tirania, da opressão e do abuso da força. Ocorre do constrangimento exercido sobre alguma pessoa para obrigá-la a fazer ou deixar de fazer um ato qualquer. Existem diversas formas de violência, tais como as guerras, conflitos étnico-religiosos e banditismo.