Helicoca: o helicóptero de 50 milhões de reais

Não devemos esquecer que o portal Diário do Centro do Mundo recebeu ordem judicial para retirar do ar suas reportagens investigativas sobre a apreensão de 445 quilos de cocaína transportados em um helicóptero da família do senador Zezé Perrella, aliado de Aécio Neves.

 Segredo de justiça para proteger traficantes com cadeiras cativas no Senado Federal e Assembléia Legislativa de Minas Gerais. Justiça de m. que devolveu o helicóptero aos Perrella. Que não prendeu os traficantes, também protegidos pelo silêncio da grande imprensa. A coca a Polícia Federal diz que incinerou. Na maior pressa.

Se existe algum inquérito ele dorme engavetado para todo sempre.

Tratado geral das lamas

por Laerte Braga

Na década de 60 o escritor e teatrólogo Guilherme Figueiredo lançou o TRATADO GERAL DOS CHATOS. Uma preciosa digressão sobre os vários tipos de chatos existentes e por isso mesmo sucesso imediato. A guisa de explicação Guilherme Figueiredo era irmão do presidente João (rima) e naquele momento que escreveu o livro, comunista. Autor também de A RAPOSA E AS UVAS, peça que ficou um ano em cartas num teatro em Moscou.

Que venha urgentes um TRATADO GERAL DE LAMAS. Que mostre as mais variadas espécies de lamas que se derramam sobre o Brasil e levam de roldão desde o País, a brasileiros inocentes, como no caso da SAMARCO/VALE/BPH. Ou as PMs em sua faina diária de matar, tiro ao alvo em negros que estejam em carros brancos, por puro tédio e talvez uma questão de estatística, quem mata mais?

E talvez convocar Marina da Silva (não falo, não vejo, não ouço) para emitir seu parecer sobre lamas, numa coletiva com um painel do ITAU e da VALE ao fundo, compondo o cenário.

A lama da SAMARCO/VALE/BPH matou um rio, destruiu cidades, levou História, pessoas, no que é considerado por especialistas o quinto maior desastre ecológico dos nossos tempos. Liquidou e continua liquidando a perspectiva de qualquer espécie de vida numa região que abrange dois estados, Minas Gerais e o Espírito Santo.

Não houve uma intervenção decisiva do governo federal e tampouco do estadual. A VALE é uma das maiores acionistas do Estado brasileiro. Todos os implicados continuam soltos. Há cerca de uns seis meses, mais ou menos, um vereador da cidade mineira de Juiz de Fora e seu companheiro de pescaria e caça, foram presos por matar duas capivaras. Custou o mandado de sua excelência, que não era mesmo grande coisa.

A lama Eduardo Cunha, que traz consigo a praga evangélica, disseminada por todo o Brasil e também engolida (ou bebida?) pelo governo nos acordos espúrios para evitar o impeachment de Dilma Roussef. Passeia impávida a chantagem por Brasília e outros quintais na busca desesperada e cretina da sobrevivência. É incrível que Rodrigo Janot, dito Procurador Geral da República, tenha pedido a prisão preventiva de Delcídio Amaral, senador e líder do governo na chamada Câmara Alta, deixando de fazer idêntico pedido em relação a Eduardo Cunha, pelo mesmo motivo. Atrapalhar e prejudicar o andamento das investigações sobre suas falcatruas.

A lama tucana no desespero de entregar o pré-sal e receber o combinado pelos serviços prestados, num embrulho que quando se liga as pontas, múltiplas, percebe-se que todos estão no mesmo pacote. Já a lama branca dos 450 quilos de cocaína num helicóptero do senador José Perrela e que se reabasteceu no aeroporto do tio do senador Aécio Neves, essa sumiu. Aécio continua sonhando acordado e dormindo com a faixa presidencial.

A lama Lava Jato, objeto de comentários de um jornal inglês, o SUNDAY TIMES, sobre o fora da lei Sérgio Moro, juiz que preside o inquérito e monta uma espécie de Estado Islâmico no Brasil, numa faixa de terra do Paraná.

De positivo mesmo só a lei Requião (existem senadores e deputados sérios) que abre o direito de resposta às mentiras constantes e criadas pela mídia de mercado, GLOBO à frente. A partir de agora, bateu sem provas e o grande alvo tem sido Lula, vai ter o levou.

Um TRATADO GERAL DAS LAMAS é de extrema importância para o Brasil, do contrário o número de zumbis vai crescer e o mal se tornar irreversível.

Ah! Um outro dado positivo. Estudantes paulistas ocupam escolas que o governador Geraldo Alckmin quer fechar com sua política educacional. Tudo indica que nasce uma geração capaz de enfrentar as lamas que teimam em escorrer pelos furos do poder e pela incúria da iniciativa privada.

A DROGA SUMIU, O HELICOCA A JUSTIÇA MANDOU ENTREGAR AO DONO, NÃO TEM NENHUM TRAFICANTE PRESO, QUE O PROCESSO SEQUER EXISTE. RAZÃO DA CENSURA: QUE O POVO ESQUEÇA

Eta Brasil sem liberdade de imprensa! 

 

O portal Diário do Centro do Mundo recebeu ordem judicial para retirar do ar suas reportagens investigativas sobre a apreensão de 445 quilos de cocaína transportados em um helicóptero da família do senador Zezé Perrella, aliado de Aécio Neves.

 

Redação Portal Forum

Por conta de uma liminar da juíza Mônica de Cassia Thomaz Perez Reis Lobo, o DCM foi notificado a “suspender a publicidade das notícias veiculadas no site” sob pena de pagar mil reais de multa por dia. O hotel-fazenda Parque D’Anape, no interior de São Paulo, entrou com um processo por ter sido citado em três reportagens sobre o caso do helicóptero da família do senador Zezé Perrella (PDT-MG) – aliado histórico do presidenciável tucano Aécio Neves -, apreendido com 445 quilos de cocaína no Espírito Santo, em novembro de 2013.

As três matérias, ‘Tenho Medo de Morrer’: o piloto do helicóptero dos Perrellas fala ao DCM”; “O helicóptero dos Perrellas pousou em hotel de São Paulo”; e “O fracasso da guerra às drogas e o helicóptero dos Perrellas” deram base para o documentário investigativo “Helicoca: o helicóptero de 50 milhões de reais”, realizado pelo jornalista Joaquim de Carvalho.

De acordo com texto publicado, Kiko Nogueira, diretor-adjunto do DCM, o portal não foi ouvido e nem teve a oportunidade de apresentar qualquer defesa. “Mesmo determinando a retirada das reportagens, a juíza Mônica afirma que isso não significa ‘prejuízo do direito de livre expressão e crítica’”, escreveu Nogueira.

O documentário pode ser visto aqui, enquanto não for retirado do ar.

[Veja os links: A Polícia Federal, a Polícia Estadual do Espírito Santo, o Tribunal de Justiça do Espírito Santo, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro são os principais poderes que deram sumiço no processo e na droga. O helicoca já foi entregue ao dono, talvez com pedido de desculpa.

A única justiça que pode acontecer: a da omertà (a lei do silêncio) imposta pelos mafiosos.  E a dos justiceiros: transformar testemunhas e empregados dos traficantes em arquivo morto.

A justiça tão generosa no golpe a jato, jamais concederá delação premiada aos pilotos do helicóptero dos Perrella. Jamais]

Leia reportagem de Cíntia Alves: “O aeroporto de Cláudio, o helicóptero e a rota do tráfico de drogas”. Aqui 

O helicóptero do deputado Gustavo Perrella
O helicóptero do deputado Gustavo Perrella

Censura. Aécio costuma “transformar o Poder Judiciário em instrumento de perseguição de cidadãos”

Quem tem rabo preso não deve ser candidato. Não existe campanha livre e democrática sem debate.

Censurar é querer tapar o sol com uma peneira. A claridade sempre vence a escuridão.

Eleição é a escolha do melhor programa de governo. Da melhor política.

Nas urnas votamos em um partido político e candidatos. É mais do que uma escolha. É um julgamento.

É a hora de punir os corruptos, os incompetentes, os inimigos do povo e da Nação. É a hora da verdade.

 

Twitter dá “bronca” em Aécio após ameaças contra 66 internautas

Twitter não quebrará sigilo dos 66 usuários e acusa Aécio Neves de transformar Judiciário em “instrumento de perseguição”. Antes, candidato tucano já havia tentado censurar Google, Yahoo! e Microsoft

Judiciário, Twitter e internautas rechaçam ofensivas de Aécio por censura de redes sociais (Edição- Pragmatismo Político)

Judiciário, Twitter e internautas rechaçam ofensivas de Aécio por censura de redes sociais (Edição: Pragmatismo Político)

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por Marcelo Carota, RBA

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No último domingo (07), nada menos que 66 comunicadores independentes começaram o dia com uma surpresa nada agradável: foram notificados pelos administradores do Twitter sobre um mandado de citação e intimação liminar derivado de ação por calúnia movida contra eles pelo senador Aécio Neves (PSDB/MG).

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Para o candidato tucano a presidente, as críticas coletivas a sua pessoa são fruto de “robôs”, como são chamados perfis falsos criados nas redes sociais para disseminar conteúdo contratado, ou militantes pagos por partidos de esquerda para desconstruir sua imagem pública, e dos quais sua campanha tentou, sem sucesso, coletar IP (Protocolo de Internet, na sigla em inglês, dado que pode localizar geograficamente usuários da rede) e dados cadastrais.

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A “denúncia” não vicejou na Justiça, e ainda rendeu “bronca” do Twitter ao candidato a presidente: “Com a devida vênia, são meras elucubrações do autor, absolutamente desprovidas de qualquer indício de veracidade”, pontuou comunicado da empresa, em resposta a pedido do próprio juiz acionado por Aécio, que negou pedido de sigilo sobre a ação e determinou que provas concretas de irregularidade fossem apresentadas de acordo com os perfis dos militantes virtuais.

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“Quanto à conduta de usuários cuja ilicitude em nenhum momento restou demonstrada, não podem servir de fundamento para a eventual quebra do seu sigilo de dados. Admitir esse tipo de medida corresponde a transformar o Poder Judiciário em instrumento de perseguição de cidadãos, dando margem ao surgimento de um Estado policialesco, que desconsidera as garantias fundamentais dos cidadãos de forma injustificável. (…) No mérito, requer o Twitter Brasil que seja julgada improcedente a demanda, com a condenação do Autor ao pagamento das custas, despesas processuais e honorários advocatícios”, concluiu o Twitter.

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A reticência do judiciário em acatar o pedido de Aécio e a defesa inflamada do Twitter indicam que se alguém pode ser acusado de calúnia em mais este imbróglio promovido pelo senador mineiro é ele próprio, ao tentar criminalizar o direito constitucional à liberdade de expressão sempre que fatos não favoráveis à sua imagem e propósitos políticos são difundidos e democraticamente discutidos.

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Acusados falam

Aécio censura

 

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Fernando Castro (perfil @ciscozappa), mineiro residente em Belo Horizonte, sociólogo que trabalha na área de educação e planejamento urbano socioparticipativo, destaca que todo o material compartilhado por ele é de conhecimento público. “Condeno qualquer tipo de difamação. Quando se publica algo de que não se tem prova material ou análise por parte da Justiça – como, aliás, o faz boa parte da grande mídia –, está se produzindo falso jornalismo e destruindo imagens públicas”, ressalta Fernando.

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“Os conteúdos relacionados ao senhor Aécio Neves que difundi são de conhecimento público e podem ser lidos também em jornais e revistas de circulação nacional. Um deles, o conhecido caso do aeroporto na cidade de Cláudio (MG), em terreno de propriedade da família do senador. Outros, relacionados aos processos judiciais envolvendo desvios de verbas para a área da Saúde, e casos semelhantes durante sua gestão no governo de Minas Gerais”, conta.

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Regina Salomão (perfil @ReginaSalomo), de Juiz de Fora (MG), é professora aposentada da Universidade Federal baseada na mesma cidade, diz que não conhece seus colegas de perseguição, e garante que não existe “rede de difamação”, como sustenta Aécio. “Não conhecia nem seguia a maior parte dos 66 tuiteiros, o que é outro argumento contra a formação de uma rede de difamação. De qualquer modo, o Twitter é uma rede com a ferramenta RT, o que caracteriza a normalidade de seu funcionamento como rede”, protesta.

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VEJA TAMBÉM: Os 66 twitteiros processados por Aécio Neves

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“Minhas divulgações dos atos do candidato foram exclusivamente baseadas nas notícias divulgadas pela mídia, e sempre coloquei os links das matérias ou marcava o nome dos jornais com hashtags (o sinal de #) em meus tweets. Sou mineira, acompanhei as gestões do Aécio e acrescentei comentários sobre as mesmas. Não difamei nem caluniei ninguém. O senador é que terá que provar que sou um robô, pago, e que atuo em rede”, desafia.

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O próprio perfil dos processados por Aécio dificulta a argumentação de que há uma “milícia” virtual cujo alvo seria a reputação do PSDB mineiro. Stella de Mendonça (perfil @stellamendonça), paulistana, conservadora e restauradora de bens culturais é perita na obra da artista plástica modernista Annita Malfatti, e diz não ter preferência política: em 1994 e 1998, por exemplo, votou por Fernando Henrique Cardoso. “Nunca fui militante. Votei em FHC, o qual me trouxe plena decepção. Comecei a usar o Twitter recentemente, em 2012, divulgando os absurdos noticiados maciçamente pela mídia sobre o julgamento do ‘mensalão’ do PT”, revela.

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“O que mais divulguei, considerado ilícito pelo senador, foram seus atos comprovadamente ilegais, fatos divulgados até pela mídia velha, e especialmente as denúncias do Novo Jornal, cujo dono está preso devido a uma ação por ‘formação de quadrilha’, movida pelo senador e acatada pelo Ministério Público de Minas”, completa.

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Stella ressalta que também divulgou com intensidade o caso do aeroporto construído pelo governo estadual de Minas em terreno pertencente à família de Aécio, sempre ressaltando a fonte. “Também difundi o escândalo relacionado ao senador, do aeroporto construído na fazenda de seu tio, a ligação dele com os Perrellas e o helicóptero apreendido com mais de 400 kg de pasta-base cocaína. Tuitava o link das matérias que apresentavam fatos e documentos, pra garantir a veracidade”.

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Indignado com mais essa tentativa do senador mineiro de, como fez em Minas Gerais em seus dois mandatos como governador, uniformizar a informação e a opinião de forma a favorecer seu partido e sua imagem pessoal, o Dr. César Marcos Klouri abraçou a defesa dos 66 cidadãos, de forma solidária e gratuita. Segundo Regina Salomão, o grupo tem recebido muitas manifestações de solidariedade de “todos que são contrários à censura, que prezam e defendem a liberdade de expressão, que odeiam a ditadura sob qualquer forma. Muito linda a reação das pessoas. O Brasil avançou mesmo”.

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Segundo o deputado estadual Rogério Correa (PT), um dos criadores do Movimento Minas sem Censura, Aécio não sabe lidar com adversidades, tratando quem se contrapõe às suas ideias e atos não como adversários, mas como inimigos, que, portanto, “têm de ser aniquilados, politicamente”.

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Outros casos, outro (e perigoso) instrumento de silêncio
Sinfronio
Sinfronio

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Como as acusações de Aécio contra a mídia independente não se sustentam legalmente, o senador lança mão de outro recurso jurídico, com o mesmo propósito de calar as vozes dissonantes, mas com maior peso intimidatório: mover ações por “formação de quadrilha”.

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No início do ano, devido à imensa repercussão da apreensão de uma carga de quase meia tonelada de pasta-base de cocaína transportada em helicóptero de propriedade do senador Zezé Perrela (SDD-MG), amigo pessoal e aliado político de Aécio, o candidato processou o Facebook por “direito de imagem”, de forma a tentar cercear a difusão de qualquer conteúdo que o associasse ao caso e aos envolvidos neste, o que, de novo, creditou a “quadrilhas pagas para difamá-lo”.

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Em junho passado, acatando denúncia da equipe ligada à candidatura do senador, o Ministério Público do Rio de Janeiro determinou à polícia cumprir mandato de busca e apreensão na casa da jornalista do Canal Brasil Rebeca Mafra, acusada de fazer parte, com mais quatro pessoas, de uma “quadrilha” formada para difamar o candidato Aécio nas redes. Foram apreendidos um computador, dois HDs externos, pen drives, chips de computador, CDs com fotos e um roteador, e rigorosamente nada que incriminasse os acusados foi encontrado. No mesmo dia, outros 13 mandatos desse tipo foram cumpridos no Rio de Janeiro.

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Em agosto, Aécio processou o Google, Yahoo! e a Microsoft, tentando impedir que tais portais mostrassem resultados de buscas sobre o desvio de verbas na saúde de Minas Gerais durante a sua gestão como governador do estado, o que “quadrilhas formadas e remuneradas” para caluniá-lo difundiam nas redes sociais, mas o Tribunal de Justiça de São Paulo negou o pedido.

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[Não esquecer que Aécio e a irmã Andréa Neves sempre submeteram a mídia de Minas Gerais, via um estado judicial/policial, a uma censura com lista negra de jornalistas. É o único estado do Brasil que mantém jornalista preso]

 

Censura mineira: 66 blogueiros perseguidos. Jornalista Geraldo Elísio desafia Aécio

Mohamed Sabra
Mohamed Sabra

Minha solidariedade aos 66 bloqueiros perseguidos por Andréa e Aécio Neves.

Rapazinho e mocinha, o avô de vocês disse que o primeiro compromisso de Minas é com a liberdade. Disse não, leu, porque quem escreveu foi o gost writer Mauro Santayana. Talvez por isto vocês não se sintam obrigados a segui-lo. É assim que você quer superar a sua insignificância Aécio, censurando os que apontam os seus vícios, erros e falcatruas.

Você e a desvairada da Andréa colocaram a polícia civil em minha casa, com ordem judicial, apreender meus equipamentos eletrônicos, enquanto um promotor me acusou de fazer parte de uma quadrilha de falsários a movimentar um bilhão de dólares anuais.

Reagi com a tranquilidade dos inocentes, que nada devem, e ofereci ao ínclito Ministério Público de Minas Gerais, através da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Assembléia Legislativa mineira, a quebra dos meus sigilos fiscal, bancário e telefônico. Por que não quebram? Porque sabem que sou aposentado do INSS, nada devo, nada preciso temer, e a farsa cairá por terra.

Seja homem, Aécio! Seja mulher, Andreia! Vamos conversar.

Expliquem o desvio do dinheiro da saúde, da ponte que caiu, ou melhor, viaduto, de todos os superfaturamentos, da mentirada sobre o deficit zero, dos aeroportos de Cláudio e Montezuma, de suas ações pessoais com ilícitos, no caso de Aécio com as drogas pesadas como toda a rede social divulga.

Expliquem de quem são os 450 quilos de cocaína encontrados no helicoca dos Perrellas.

Você é um blefe de discursos mofado.

Sou contra todo e qualquer crime, e por isso desejo que todos sejam apurados, inclusive os de vocês.

Explique-se, de maneira simples, como eu fiz: abri os meus sigilos fiscal, bancário e telefônico ao MP, à Justiça, e estou oferecendo, de público, à mídia ou a quem interessar possa, desde que, sem medo, de mãos limpas e almas puras, possam fazer o mesmo.

Você é um blefe, não é sério. É um marionete manipulado por sua irmã Andréa.

É a minha liberdade de expressão e a minha liberdade de imprensa que eu uso. Para me defender basta apenas os meus bons costumes, e a minha história. História, você um garoto mimado, também a tem, mas bons costumes duvido.

Geraldo Elísio – Repórter
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Propaganda típica do PSDB de Minas Gerais in PT Saudações

bala 45

arma 45

Cláudio, o escravo, e o pouso de misteriosas naves

Os moradores da pequena cidade falam de aviões e helicópteros que pousam em Cláudio, Minas Gerais, mas não existe nenhum registro oficial sobre o uso do aeroporto. Para as autoridades pra lá de competentes da Aeronáutica, da Anac, nenhuma nave decolou ou pousou no aeroporto construído pelo governo Aécio Neves.

A gastança do dinheiro público começou no governo de Tancredo Neves, que gastou duas vezes mais para construir um campo de pouso, que a Aécio, o neto herdeiro transformou em aeroporto.

TRABALHO ESCRAVO EM CLÁUDIO

Cola

por Robson Leite

Aécio Neves tem que se explicar sobre denúncia de trabalho escravo!

O candidato à Presidência pelo PSDB já encontrou sérias dificuldades em justificar o motivo de ter gasto R$14 milhões dos cofres públicos em um aeroporto em uma fazenda que pertencera ao seu tio-avô, no município de Cláudio (MG), e cuja chave de acesso era controlada, exclusivamente, pela sua própria família.

Se, por um lado, é grave a confusão entre patrimônio público e privado; por outro, é gravíssima a denúncia de que o MP e a PF encontram 80 trabalhadores escravos em uma destilaria dos mesmos donos do aeroporto.

O trabalho escravo é inadmissível! Não é tolerável a superexploração de trabalhadores por empresários gananciosos e desumanos. Pior pensar que tal barbárie possa estar relacionada, direta ou indiretamente, a um candidato à Presidência do Brasil!

AS PISTAS DO TRÁFICO DE DROGAS

Gente fina é outra coisa

por Joaquim de Carvalho

Você conhece a história. Em novembro de 2013, 445 quilos de pasta base de cocaína foram apreendidos numa fazenda de Afonso Cláudio, no Espírito Santo.

A droga fora transportada num helicóptero da família Perrella, de Minas Gerais. Em menos dois meses, Zezé e Gustavo Perrella — pai e filho amigos e aliados de Aécio Neves — foram isentados de responsabilidade sobre o crime, segundo um delegado da Polícia Federal bastante apressado. Em seis, todas as pessoas autuadas em flagrante foram inocentadas.

O DCM contou as imbricações do escândalo em uma série de reportagens que batizamos de “O Helicóptero de 50 milhões de reais”. As matérias foram financiadas por nossos leitores num esquema de crowdfinding com a plataforma Catarse.

O experiente jornalista Joaquim de Carvalho realizou um trabalho notável. Conversou com juízes, advogados, promotores, políticos etc. Revelou que, na rota do chamado Helicoca (o apelido carinhoso que o processo ganhou na Justiça), houve uma parada num hotel fazendo em Jarinu, interior de São Paulo. Parte da carga pesada teria ficado ali. A polícia não deu prosseguimento à investigação.

Entrevistou o piloto da aeronave, Alexandre José de Oliveira Júnior, que trocou mensagens de celular, no dia da ocorrência, com Gustavo Perrella. Num encontro tenso, Alexandre contou que fora contratado para trazer “eletrônicos e medicamentos veterinários do Paraguai”. Para ele, “era contrabando de mercadorias, não tráfico de drogas”.

Em Minas, JC visitou a fazenda dos Perrellas. Antecipamos, com exclusividade, que o Ministério Público do Estado denunciou o deputado federal Gustavo Perrella por uso indevido de verbas da Assembleia Legislativa.

Lançamos agora o nosso documentário sobre o Helicoca. A direção é de Alice Riff, de “Dr. Melgaço”, o primeiro projeto de crowdfunding do DCM.

O vídeo levanta várias questões sobre a impunidade, sobre a guerra às drogas, sobre as relações promíscuas entre poder, justiça e polícia no país. Um capítulo pode ter chegado ao fim, mas o caso está longe de ser encerrado. Nosso compromisso continua sendo, como sempre, manter você a par de tudo.

 

 

 

 

Meia tonelada de cocaína. Um hotel de luxo na rota do helicóptero dos Perrella

por Joaquim de Carvalho

 

O hotel em Jarinu (SP)
O hotel em Jarinu (SP)

Sempre que traficantes são presos no Brasil, aparecem líderes de quadrilha nos morros do Rio de Janeiro e, como evidência da riqueza deles, são exibidas imagens de sobrados em favela com banheira de hidromassagem, TVs de tela plana e bugigangas banhadas a ouro.

Numa das últimas operações, chamada pela Polícia Federal de “Durga”, a líder de uma quadrilha “interestadual” seria uma jovem de 18 anos, loira e bonita. A notícia saiu com destaque nos telejornais da Globo.

A loira, que está presa, aparece em imagens do circuito interno da rodoviária do Tietê, em São Paulo, e puxa uma mala de rodinha, onde haveria cocaína escondida em garrafas de vodca.

No caso da apreensão de 445 quilos de pasta base de cocaína em Afonso Cláudio, no Espírito Santo, a PF esbarrou em figuras bem mais proeminentes do que os chefes nas favelas do Rio ou a loira da rodoviária de São Paulo.

O helicóptero usado para transportar a droga pertence a um senador e a um deputado estadual, pai e filho, Zezé e Gustavo Perrella, grandes empresários em Minas Gerais.

Mas, segundo a Polícia Federal, eles não têm envolvimento algum com a quadrilha. E esta não é a única ponta desamarrada na história. Há uma escala da aeronave que foi simplesmente deixada de lado nas investigações. Conheça.

UMA BELA FOGUEIRA DE SÃO JOÃO

Os 445 quilos de pasta base de cocaína foram levados para a Superintendência da Polícia Federal no Espírito Santo, que já pediu autorização judicial para queimá-la.

A data da incineração já está marcada. É junho, durante a Semana Nacional de Combate às Drogas. Mas quem colocaria a mão no fogo para assegurar que os pacotes queimados conterão a valiosa pasta base de cocaína?

“Talvez queimem um pouco, mas a maior parte volta para o mercado”, comentou um policial civil de São Paulo, com experiência em investigação de narcóticos. O que impede que no lugar da cocaína seja colocada farinha, cal ou talco?

O Ministério Público Federal poderia fazer esse acompanhamento, pois tem o controle externo da Polícia Federal. Mas o procurador da República que fez a denúncia contra os traficantes abandonou o caso e se colocou na condição de testemunha de defesa dos acusados e sustenta que a prova que levou ao flagrante é nula, pois baseada em grampos ilegais.

A cocaína apreendida
A cocaína apreendida

TODO MUNDO SOLTO E PROCESSO ANULADO

 

Com os quatro acusados de tráfico soltos, o juiz federal Marcus Vinícius Figueiredo de Oliveira Costa examina a possibilidade de anular o processo, enquanto o Tribunal Regional Federal da 2ª Região, no Rio de Janeiro, decide, em grau de recurso, se o helicóptero deve ser devolvido à família Perrella.

Já no Paraguai, um departamento de investigação antidrogas efetuou prisões em Pedro Juan Caballerro que não chegou a ser noticiada no Brasil. É que, naquela conversa com o juiz federal em Vitória, os agentes da DEA conseguiram as coordenadas do GPS e acionaram um escritório patrocinado pela agência americana em território paraguaio.

Os agentes foram até a propriedade rural em Pedro Juan Caballerro, apreenderam outros 300 quilos de pasta base e prenderam traficantes. Nem a investigação do Paraguai nem a do Brasil apontaram para o mais importante: quem são os financiadores do tráfico? Leia mais