O povo acredita que Eduardo Campos foi vítima de um atentado político.

Mais paradoxal que seja, Marina não vence sem a teoria da conspiração. Milhões de brasileiros e brasileiras acreditam que Eduardo Campos foi assassinado. Esta suspeita de atentado político foi repassada, implicitamente pela mídia, nos sete dias de trégua de luto pela morte de Eduardo.

Eis a razão da declaração de hoje do vice de Marina, Beto Albuquerque: “Que a Polícia Federal e o Ministério Público aprofundem as investigações tanto sobre a compra como sobre as causas do acidente”.

O vice cobrou ainda que o Ministério Público Federal em Santos investigue a suspeita de que a queda do avião possa ter sido causada por um choque com um drone. “Isso precisa ser esclarecido e não pode ser colocado embaixo do tapete”, disse.

Marina Silva, nas últimas entrevistas, e no debate da Band, também apelou para a Polícia Federal. Disse: que acredita mais na investigação policial do que na investigação jornalística.

Permanece na lembrança de muitos a suspeita morte de ex-presidentes e presidenciáveis, inclusive as doenças de presidentes (o efeito Hugo Chaves). Na História do Brasil eis alguns exemplos: a queda do avião de Siqueira Campos, o assassinato de João Pessoa, a morte de Agamenon Magalhães, a queda do avião de Castelo Branco, o enfarte de Costa e Silva dentro de um avião, a morte de Juscelino, os envenamentos de Carlos Lacerda, João Goular, a morte de Tancredo na véspera da posse, os cânceres de Lula e Dilma.

Jornalistas estadunidenses afirmaram que Eduardo foi vítima de um complô arquitetado pela CIA e por George Soros e seus associados banqueiros e empresários de multinacionais.

O gestual dos filhos de Eduardo Campos, em uma noite de intensa emoção, marcada pelo sentimento de perda, de dor,  de natural revolta pela morte inesperada, uma morte jamais prevista de um amado e carinhoso pai, reforçou a teoria do complô.

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A chegada do corpo de Eduardo Campos para o velório no Palácio das Princesas
A chegada do corpo de Eduardo Campos para o velório no Palácio das Princesas

Escreve Luís Antônio Giron: “Os punhos erguidos e fechados se popularizaram a partir de 1917, com a Revolução Bolchevique. Expressam o desafio aos poderosos e a solidariedade entre os explorados do mundo inteiro. Evocaram a luta das esquerdas contra a exploração do trabalho operário. A imagem de Lênin em 1917, dos Panteras Negras nos Estados Unidos nos anos 60 e dos anarquistas de Maio de 1968 (para não citar o gesto de vitória do saudoso jogador de futebol e homem de esquerda Sócrates são suficientemente eloquentes

Rodrigo Constantino: “Tal gesto de punho cerrado. Era muito comum entre ditadores comunistas ou nacional-socialistas. Vejam:”

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Abdias Duque de Abrantes: “A saudação com o punho fechado tem sido mais usada ao longo da história por grupos de esquerda e de defesa de grupos oprimidos. A saudação junta sinais de resistência, solidariedade, orgulho e militância num gesto simples. O punho fechado simboliza a luta por melhores condições de vida e a resistência contra o fascismo e contra o capitalismo. Simboliza a luta de classes. O gesto alude à resistência, à vitória, ao êxito na batalha, enfim. O punho fechado foi o símbolo do Partido Negro Revolucionário estadunidense, fundado em 1966 em Oakland – Califórnia, por Huey Newton e Bobby Seale, originalmente chamado Partido Pantera Negra para Autodefesa (no original, “Black Panther Party for Self-Defense”, depois, mais conhecido como “Black Panther Party” (Panteras Negras)). Um movimento americano anti-racista, anti-capitalismo, marxista-leninista e socialista. Eles enfrentaram a opinião pública americana contra os vestígios da Ku Klux Kan, notadamente os do Sul dos Estados Unidos.

Segundo o psicólogo Oliver James. “É um modo de indicar que pretendes combater uma força poderosa, malévola e institucional, com a tua própria força – és um indivíduo que se sente ligado a outros indivíduos para lutar contra um ‘ status quo ‘ opressivo.”

FireHead:”Segundo a BBC, a saudação com o punho fechado tem sido mais usado ao longo da História por grupos de esquerda e de defesa de grupos oprimidos do que pelos de direita. Há punhos fechados em cartazes de sindicatos em 1917, em fotografias de anti-fascistas espanhóis nos anos 1930, e ainda no logótipo feminista do punho fechado dentro do símbolo do género feminino. A emissora britânica fez questão de lembrar que Lee Harvey Oswald fez a mesma saudação depois de ter sido detido pela morte de John F. Kennedy, e Carlos “o Chacal”, também. O psicólogo Oliver James afirma que o sinal é popular “porque junta conotações de resistência, solidariedade, orgulho e militância num gesto simples”: “É um modo de indicar que pretendes combater uma força poderosa, malévola e institucional, com a tua própria força – és um indivíduo que se sente ligado a outros indivíduos para lutar um statu quo opressivo.”

Escreve Ronaldo Souza: “O que aqueles homens fizeram com os filhos de Eduardo Campos foi absolutamente execrável.

Ali nada reverenciava Eduardo Campos.

Filhos não enterram o político. Filhos enterram o pai.

A dor dessa hora não pode ser substituída por camisetas e punhos cerrados. Aquilo não era uma batalha a vencer”.