Brasil. Se calcula que, cada año, al menos 100.000 jóvenes terminan siendo vícitmas de redes de tráfico de personas

por Eric Nepomuceno

Brasil y su exportación de ilusiones

El sueño de ser jugador de fútbol o modelo que alcance rápidamente el rango de top model son algunas de las excusas para fortalecer el tráfico de personas, que no hace otra cosa que crecer. La consecuencia es que cada año aumenta el número de casos investigados por la Policía Federal brasileña. Hay los que resultan en prostitución, venta de órganos, adopción ilegal de bebés, trabajo esclavo y algo más.

Acorde con las investigaciones, los destinos más comunes son los países de Medio Oriente y de Europa. Curiosamente, mientras aumenta el número de europeos, principalmente portugueses y españoles con formación calificada, que buscan trabajo en Brasil, crece el número de denuncias que la Policía Federal brasileña recibe sobre tráfico ilegal de personas al exterior. Italia, Suiza, España y Portugal son los principales destinos primarios (porque de esos países suelen ir a otros) de la inmigración ilusoria de miles de brasileños. Aunque no existan datos oficiales, las autoridades calculan que cada año al menos cien mil brasileños, jóvenes en su mayoría, se dejan engañar de alguna manera y terminan siendo víctimas de bien organizados bandos de traficantes de personas.

El número de adolescentes seducidos por promesas de trabajo –tanto en el fútbol como en la carrera de modelos de publicidad– y que embarcan en sueños falsos aumenta cada año. Los registros indican que de los cerca de 30 mil casos de 2003 se llegó a más del triple en 2012.

Las investigaciones de la Policía Federal brasileña indican que los primeros en ser engañados son los padres de los jóvenes que embarcan para aventuras que, en la mayoría de los casos, terminan muy mal.

Niñas que soñaban en transformarse de la noche a la mañana en Giselle Bündchen despiertan transformadas en prostitutas en Málaga; muchachos que querían ser el nuevo Messi se dan cuenta de que se transformaron en siervos sexuales en algún rincón perdido del mundo árabe y jóvenes que soñaban con ser algo se transforman en víctimas del subempleo en varias partes del mundo.

Se calcula que en América latina unas 800 mil personas viven en situación de esclavitud o de trabajo en situaciones degradantes. Ese es el cálculo del departamento de la ONU que trata del trabajo esclavo y de las víctimas de las promesas falsas de los traficantes de gente. En Brasil, ese número es considerado absolutamente inferior a la realidad. Solamente en 2011, los consulados recibieron pedidos de ayuda de poco más de 20 mil brasileños y se conocen historias de muchos más que logran volver al país por propia cuenta, sin recurrir a las autoridades.

Hay agentes para exportar lo que sea, de aspirantes a modelo a jóvenes promesas del fútbol, de niñas que sueñan con ser bailarinas y se transforman en prostitutas a médicos que se transforman en contrabandistas de órganos humanos. La gran mayoría de los casos converge hacia un mismo punto: la explotación sexual.

Y así, cada año Brasil se transforma, a medida que crecen sus exportaciones positivas, en un gran exportador negativo de sueños y carne humana. Las historias se repiten y el escenario puede ser Barcelona, Lisboa, Teherán, Nueva Delhi o Roma. Es lo que indican las investigaciones que cubren más de dos años de trabajo de la Policía Federal brasileña.

Fueron identificadas al menos cincuenta agencias especializadas en buscar trabajo en el exterior para jóvenes brasileños. Anuncian desde plazas de camareros hasta domadores de caballo, de danzarinas a cuidadoras de niños y ancianos, de candidatas a modelo a músicos. Primera conclusión de ese trabajo de la policía: Brasil, mientras exporta bienes tangibles, exporta víctimas de ilusiones. Peligrosas ilusiones.

 (Transcrevi trechos)
Ilustração: L´orange qui pleure. A laranja que chora. De Ibis Soares Brandão

Portugal em crise.150 mil emigraram no ano passado

As ditaduras militares provocam exílios políticos.

As ditaduras econômicas, os exílios dos retirantes da fome, do desemprego, dos baixos salários, dos empregos precários, temporários.

Os números da emigração em 2011 aproximaram-se dos “picos” registados nas décadas de 1960 e 1970, quando se deu a maior vaga de sempre para França. Desde 2007, já partiu meio milhão à procura de trabalho. Mas os destinos hoje são outros: Angola, Brasil e Inglaterra.

A crise provocou duas greves gerais em quatro meses.

No Brasil existem várias empresas portuguesas. Idem Angola. Duas antigas colônias portuguesas, hoje internacionais.

Milhões de brasileiros estão no exterior, realizando serviços sujos e pesados.

Certo que existe uma exceção: a fuga de cérebros. De cientistas, de técnicos, de professores, de engenheiros, de médicos e de executivos.

O único brasileiro que ganhou o Prêmio Nobel teve a cidadania cassada

Peter Brian Medawar
Peter Brian Medawar

Zoólogo britânico, de origem brasileira, nascido em 1915, no Rio de Janeiro, e falecido em 1987, em Londres. Partilhou o Prémio Nobel da Fisiologia e da Medicina, em 1960, com o físico e virólogo australiano Macfarlane Burnet, pela descoberta do fenómeno de desenvolvimento de tolerância do sistema imunológico, quando verificou que animais adultos, injetados durante os primeiros tempos de vida com células de outro organismo, aceitavam transplantes de pele desses organismos.

Presidente Dutra cassou a cidadania de Peter Medawar  

A Segunda Guerra Mundial trouxe, entre outros horrores, um tipo de combate utilizando bombas e bombardeiros, causando um aumento marcante do número de vítimas com queimaduras graves. Com a descoberta da penicilina em 1928 por Alexander Fleming (que recebeu o Prêmio Nobel de Medicina, em 1945) os antibióticos passaram a ter um papel decisivo no controle das infecções, e assim, muitos destes pacientes “grande queimados” sobreviveram. Com esta nova realidade, a necessidade de se encontrar alternativas de tratamento para os pacientes com grandes áreas de queimadura se tornou iminente e o uso de enxertos de pele para tratamento destes casos passou a ser crucial. Em casos de queimaduras de pequena extensão, eram realizados auto-enxertos de pele apresentando quase sempre bons resultados. No entanto, em casos de grandes áreas de queimaduras, a possibilidade de auto-enxerto não era viável e tentativas começaram a ser feitas utilizando-se fragmentos de pele autólogos, ou seja, de outros doadores (aloenxerto).

Neste contexto, Peter Medawar teve um papel de destaque. Nascido em Petrópolis, no Rio de Janeiro, em 1915, perdeu a nacionalidade brasileira por uma intransigência do então ministro da Guerra, General Eurico Gaspar Dutra, por causa do serviço militar, mudando-se para Oxford onde cursou zoologia. Na Inglaterra, Peter Medawar se interessou pela questão dos enxertos de pele, cujos resultados mostravam claramente que auto-enxertos eram aceitos e que aloenxertos eram rejeitados. Observou que um segundo enxerto do mesmo doador era rejeitado mais precocemente ainda. Desenvolveu então, modelos experimentais para compreender os mecanismos envolvidos na rejeição, até então desconhecidos. Após extensos e cuidadosos experimentos em coelhos, Medawar estudou parâmetros importantes como tempo, dose, especificidade da primeira e da segunda rejeição, assim como as alterações clínicas e histológicas. Com estes experimentos históricos realizados em 1944 e publicados em 1945, foi demonstrado que a rejeição ao aloenxerto era imunológica. Medawar redescobriu as leis do Transplante apresentadas anteriormente por Schöne e Tizzer, definindo as bases da imunologia de transplante de tecidos.

Mais tarde, na década de 50, Medawar descobriu que a imunidade ao enxerto poderia ser desencadeada também por células mortas e por extratos celulares. Os conceitos de alo-reconhecimento, dos linfócitos como células imunocompetentes e da reação do tipo hipersensibilidade retardada com componente principalmente celular e não humoral foram definitivamente estabelecidos. Por todo o seu trabalho, Peter Medawar foi agraciado com o prêmio Nobel de Medicina em 1960.

Brasil, o vazio intelectual da humanidade

Antigamente no Brasil, era possível ser professor universitário por notório saber. Também se concedia pensões especiais para intelectuais e cientistas e artistas. Pelos relevantes serviços prestados ao país.

Hoje conheço muitos que morrem na miséria. Principalmente professores e jornalistas. Idem pintores, músicos, escritores.

Quando o cara morre, colocam o nome em ruas, escolas e promovem outras homenagens fúnebres. Existem outros que são completamente esquecidos. É o caso de Peter Medawar.

 Assim fica explicado: a Argentina tem 25 prêmios Nobel. O Brasil, nenhum.

Eis uma campanha que merece nosso apoio: dedicar 0,7 % do imposto de renda à ciência. Exportação de cérebros

 

 

 

Uma campanha que teve início na Espanha. Veja no Actuable.

Quanto os Governos Federal e estaduais investem na ciência? Deve ser zero. Que o Brasil é o país das fábricas e oficinas estrangeiras. Dos medicamentos importados. Dos hospitais de luxo com senzalas para a freguesia do SUS, para os aposentados e pensionistas da previdência dos pobres.

Ahora queremos que se nos unan todos los colectivos posibles.
Si formas parte o conoces gente de asociaciones, clubs, de matemáticos, físicos, biólogos,ingenieros o cualquier investigador de cualquier ámbito (natural o social) o agrupación ciudadana de otro tipo favorable a esta PNL,
¡haznos llegar un contacto!

La investigación y la innovación son pilares fundamentales para el desarrollo de una sociedad moderna.

La Ciencia es un camino hacia el conocimiento, pero no es sólo algo altruista; la Ciencia es útil y necesaria. Sólo mediante la investigación subvencionada desde el Estado pueden los científicos trabajar independientemente y en beneficio de la sociedad. España necesita a estos profesionales de alta cualificación trabajando en buenas condiciones en beneficio de nuestro país. Una inversión en alta tecnología colaboraría a que España se colocase entre la élite mundial.

Pois é, como o Brasil pode ser sexta potência sem cientistas?

Quando vai terminar a importação de cérebros brasileiros para os países do Primeiro Mundo?

O Brasil perde com a exportação de cérebros

O físico Fred Melo Paiva Francisco Antonio Doria, professor emérito da UFRJ, diz a “O Estado de SP” que o problema não é o apagão de energia elétrica, mas o apagão intelectual, desastre capaz de interromper qualquer projeto de desenvolvimento

Francisco Antonio Doria já tinha se cansado dos discursos sobre a perda de competitividade das indústrias brasileiras. Foi então que, diante do espetáculo dos que não cresceram, pediu a palavra:

“Temos tido um sucesso inesperado e certamente não desejado em outro aspecto de nosso comércio exterior: a exportação de cérebros”.

Ministros franziram a testa, empresários e sociólogos cruzaram olhares de interrogação.

Francisco foi em frente: contou primeiro a história de um doutor em física que foi dar aulas nos EUA, já tem o green card e deve se tornar em breve um cidadão americano.

Depois fez um relato pessoal da frustrada tentativa de conseguir uma bolsa para seus estudos na área de Lógica.

Terminou lembrando um personagem histórico que de tão esquecido ninguém na sala dava notícia de sua existência:

“Temos um precedente trágico. Peter Medawar, o Prêmio Nobel cuja cidadania brasileira o Brasil cassou. Trata-se de evitar, daqui a dez anos, um apagão intelectual que vai afetar a fundo o desenvolvimento do Brasil”.

Chico Doria, 60 anos, é doutor em Física pela UFRJ. Já foi, ele próprio, um cérebro tipo exportação – como pesquisador das Universidades de Rochester e Stanford, ambas nos EUA, resolveu os dois problemas matemáticos que o consagraram como grande nome da ciência no mundo.

Embora sua praia sejam os números, foi um dos fundadores da Escola de Comunicação da UFRJ nos anos 80, “quando sua proposta era a convergência entre exatas e humanas”.

Segue entrevista de dezembro de 2005, completamente atual, só que o cenário piorou.

Ele responde as seguintes perguntas:

Existe realmente uma perigosa evasão de cérebros para o exterior?

Além dos baixos salários, o que mais favorece a migração de cientistas brasileiros para o exterior?

Os motivos que fazem o Brasil ser mais atrasado do que, por exemplo, a Índia?

Quais os prejuízos dessa saída dos cientistas brasileiros para o exterior?

BRASIL HOJE 

Na entrevista (leia)  eis a útima pergunta, com uma resposta curta, mas que se tornou uma profecia realizada:

O senhor arriscaria uma projeção do país para o dia em que aqui não tivermos mais nenhum pesquisador?

– Voltaremos a exportar matéria-prima e importar manufaturados.