O ruído das panelas e os palavrões na boca dos privilegiados são a língua culta da ignorância

A língua culta dos midiotas

 

 

 

por Luciano Martins Costa

 

Esse é um aspecto que não será lido na imprensa: o jornalismo brasileiro é feito para aqueles que nunca se conformaram com as políticas de redução das desigualdades sociais.

Ainda que tais políticas tenham beneficiado também as classes de renda mais altas, não apenas pela oportunidade de multiplicação das fortunas criada pela nova escala de negócios, aquela fração da sociedade brasileira mimada pelas políticas segregacionistas resiste a admitir a companhia dos emergentes na fila do aeroporto, no navio de cruzeiro ou nos empórios dos melhores bairros.

O jornalismo brasileiro é uma máquina de fabricar midiotas.

O Globo, por exemplo, afirma na primeira página que “enquanto a presidente pede paciência em pronunciamento, população reage”.

Para o jornal carioca, a população brasileira se resume aos moradores de bairros como o Leblon e a Barra da Tijuca.

A Folha compara a circunstância ao clima que antecedeu o impeachment de Fernando Collor de Mello, e um de seus diretores afirma que o Brasil vive uma “debacle econômica”.

O leitor que não reflete sobre aquilo que lê, compra pelo que lhe é oferecido tanto a ideia de que a “população brasileira” está contida nas regiões onde se concentra o bem-estar, quanto a tese de que a economia nacional foi para o abismo.

O ruído das panelas e os palavrões na boca dos privilegiados são a língua culta da ignorância, mas não se pode condenar liminarmente quem não teve a oportunidade de se educar para a cidadania.

A midiotice é moléstia que afeta principalmente a consciência social do paciente.

Mas a circunstância não facilita apreciações sobre essa questão, mesmo porque nossa produção intelectual em torno de política e sociologia empobreceu drasticamente desde que a universidade resolveu higienizar o marxismo dos fundamentos do conflito de classes.

Aqui tratamos das responsabilidades da imprensa, e o episódio serve bem para ilustrar o que tem sido objeto de nossas observações: a mídia tradicional tange seu gado – o rebanho dos midiotas – na direção da irracionalidade.

O ato de bater panelas vazias sempre foi uma expressão daqueles a quem faltava alimento.

Os abastados abestados se apropriam desse símbolo sem mesmo saber o que significa.

Em torno dos edifícios onde os direitos são medidos pelo valor do metro quadrado, a maioria silenciosa não bate panelas.

 

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[As repetitivas manchetes de hoje indicam a existência de um movimento. De um planejamento político. Preparativo de passeatas nas ruas, que desde o final das eleições do segundo turno não conseguem juntar gente, principalmente em Minas Gerais, terra do candidato derrotado Aécio Neves.

Até hoje falharam as marchas pelo terceiro turno, pelo impeachment, pelo golpe “suave”, pelo retorno da ditadura. Assim partiram para o panelaço em suntuosos edifícios. Cinco ou seis protestantes, em uma varanda, realizam a festa.

A próxima manifestação está marcada para este dia 15. Tais protestos vem acontecendo, também sem êxito, contra a presidenta Cristina Kirchner na Argentina, que denunciou a presença de traidores da pátria. Na Venezuela, o presidente Nicolás Maduro chama de “golpe permanente”, e financiado pela CIA.

As convocações no Brasil partem do extremismo político e religioso, com Bolsonaro, Marco Feliciano, Silas Malafaia, líderes do PSDB, notadamente Aloysio Nunes Ferreira, candidato a vice-presidente na chapa de Aécio Neves.  Nunes pulou do extremismo da esquerda para o extremismo da direita.

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Jorge Lemann é a maior riqueza do Brasil, e a segunda da Suíça onde reside. Sócio da filha de José Serra, conseguiu várias concessões de água, inclusive em São Paulo, para fabricação de cerveja, sorvetes, bebidas frias e quentes e, também, exportação de água engarrafada.

O bem mais precioso da riqueza de Lemann é a água brasileira. A fartura da água brasileira, país que possui os dois maiores aquíferos do mundo, e rios perenes como o Amazonas, chamado de “Mar Doce”. T.A.]

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Largo da Batata é um logradouro público localizado no distrito de Pinheiros, na cidade de São Paulo
Largo da Batata é um logradouro público localizado no distrito de Pinheiros, na cidade de São Paulo

Água que Alckmin bebe está contaminada de coliformes

agua

 

Se o governador Geraldo Alckmin posou para foto vendendo a água da Sabesp, para os moradores da Grande São Paulo e acionistas da bolsa de Nova Iorque, visitantes e paulistanos devem confiar, isto é, quando ela aparece, deve beber água de torneira?

Alckmin deu sua palavra de médico ou de governador tucano?

Vários testes acusam a presença de coliformes.

 

água esgoto

O baixo nível de um dos principais sistemas de abastecimento de água do Estado de São Paulo – a Cantareira – tem batido recordes de forma recorrente. O volume morto, que inicialmente era visto como solução, já está em uso e a chegada das chuvas não serviu para amenizar as reservas paulistas.

O governador Geraldo já fala em outras possibilidades como o tratamento de água do esgoto para evitar possível colapso no abastecimento que sofre um racionamento não declarado.

Tratamento de esgoto é feito em outros países e já está em processo de implantação em São Paulo. A estação que vai produzir água de reúso deve estar pronta somente no fim de 2015 e gastará o dobro do preço do método convencional de captação.

Mas a água tratada de esgoto é usada pela indústria, agricultura, inclusive o Brasil exporta este tipo de água para os latifúndios. Em troca, exporta água potável de diferentes fontes, inclusive aquíferos.

São Paulo, um estado rico em rios perenes, conta com o Aquífero Guarani, o segundo maior do Brasil e do mundo, que tem água de excelente qualidade.

Os tucanos sempre preferem soluções megalomaníacas. Porque as empreiteiras faturam mais. Uma dessas idéias o uso de água do mar.

Francisco Lahóz, secretário executivo do Consórcio PCJ (Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí) sugeriu a dessalinização e bombeamento de água do mar do litoral para a capital.

 

Um dos últimos testes laboratoriais constatou que a água que chega nas zonas sul e leste estão contaminadas com coliformes totais, o que a torna imprópria para o consumo.

 

água dilma alkmin brinks

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Poços 10 – A Proteste Associação de Consumidores realizou testes em laboratório para saber a qualidade da água que sai da torneira em diversos pontos da capital. Em duas regiões, sul e leste, foi constatado que a água é imprópria para o consumo humano.

Entre os dias 4 e 5 deste mês, a associação coletou amostras em pontos aleatórios de cada uma dessas regiões. Os exames em laboratório mostraram que a água que sai da torneira em bairros da zona sul e da zona leste apresentam contaminação de coliformes totais, o que faz com que a água não seja potável. A associação destaca, contudo, que se filtrada ou fervida a água não trás problemas para a saúde.

Os testes apontaram, por outro lado, que no centro e nas zonas oeste e norte a água não apresenta bactérias prejudiciais à saúde e está adequada para o consumo.

Um ofício com o resultado das análises e um pedido de esclarecimentos foi enviado, pela associação, à Sabesp. Até agora a companhia não emitiu nenhum posicionamento.

 

Coliformes – as bactérias do grupo coliformes habitam normalmente o intestino de homens e animais, servindo, portanto, como indicadores da contaminação de uma amostra de água por fezes. Como a maior parte das doenças associadas com a água é transmitida por via fecal, isto é, os organismos patogênicos, ao serem eliminados pelas fezes, atingem o ambiente aquático, podendo vir a contaminar as pessoas que se abastecem de forma inadequada dessa água, a presença de coliformes na água é um indicador de risco de transmissão dessas doenças.

O maior colégio eleitoral do Brasil enfrenta uma crise histórica de abastecimento de água e segue votando no mesmo partido há 20 anos

São Paulo, o Estado-chave dessas eleições, acometido por uma seca

 

Seca atinge o sistema Cantareira, em São Paulo: REUTERS
Seca atinge o sistema Cantareira, em São Paulo: REUTERS
Reserva do volume morto da Represa Jaguari-Jacareí, em Joanópolis (SP), onde o volume de água armazenado é de apenas 16,6% da capacidade total: LUIS MOURA (ESTADÃO)
Reserva do volume morto da Represa Jaguari-Jacareí, em Joanópolis (SP), onde o volume de água armazenado é de apenas 16,6% da capacidade total: LUIS MOURA (ESTADÃO)

por Marina Rossi/ El País/ Espanha

Uma crise no abastecimento de água de um Estado inteiro nos meses que antecedem as eleições poderia ser desastroso para qualquer governante que pretendesse ser reeleito. Mas não em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, com 31,5 milhões de eleitores (22% do total nacional). Na última pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada nesta quarta-feira, o governador e candidato à reeleição Geraldo Alckmin (PSDB) aparece com 49% das intenções de voto, contra 23% de Paulo Skaf (PMDB) e 10% de Alexandre Padilha (PT).

Embora Alckmin siga negando, 31 das 645 cidades paulistas já adotaram o racionamento de água por causa da crise hídrica, segundo um levantamento feito pelo jornal SPTV na semana passada. E as torneiras também estão secas em diversas outras cidades do Estado e em dezenas de bairros da capital paulista, numa espécie de racionamento silencioso. A única que se pronuncia é a população, que sai às ruas para se manifestar contra a falta d’água. Desde a semana passada, moradores de Itu (a 74 quilômetros de São Paulo) organizam protestos em frente à Câmara dos vereadores. O Governo trata de maneira seca o assunto. “Não falta água em São Paulo e não faltará”, disse Alckmin em debate nesta terça-feira na Rede Globo.

Grupo de sem-teto em protesto na zona oeste de São Paulo: NELSON ALMEIDA (AFP)
Grupo de sem-teto em protesto na zona oeste de São Paulo: NELSON ALMEIDA (AFP)
Protesto em Itu na terça contra a falta d'água: CASSIO ROOSEVELT (REUTERS)
Protesto em Itu na terça contra a falta d’água: CASSIO ROOSEVELT (REUTERS)

A situação no Sistema Cantareira é preocupante desde 2004, quando o Estado já era governado por Alckmin, que assumiu o cargo após a morte de Mario Covas. Na época, foi renovada a outorga que concedia o direito à Sabesp (Companhia de Saneamento Básico de São Paulo) administrar o reservatório. Para a renovação da outorga, uma das condições era que a Sabesp realizasse um estudo “para viabilizar a redução de sua dependência do sistema”, em um prazo de 30 meses. O documento foi entregue somente em outubro do ano passado, nove anos depois. E uma das conclusões desse estudo foi que “a região não dispõe de dispositivos hidráulicos capazes de garantir o suprimento de água bruta quando da ocorrência de eventos críticos de escassez”. Nesta quarta-feira, o volume útil do Cantareira continuava batendo recordes, registrando 6,7%.

“Estamos à beira de um desabastecimento por conta desse gerenciamento de risco que vem sendo feito desde 2004”, explica o especialista em hidrologia Antônio Carlos Zuffo, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Segundo Zuffo, outra condição não cumprida na época da renovação da outorga foi a necessidade de se fazer um controle chamado Curvas de Aversão a Risco (CAR). Isso significa que o volume mensal do reservatório deveria ser calculado e, baseado nesse volume, se estabelecer a quantidade de água que poderia ser retirada para a distribuição. O que, segundo Zuffo, não foi feito.

Zuffo liderou um estudo que concluiu que o aumento de produção do sistema Cantareira desconsiderou períodos históricos de pouca chuva. O cálculo de quanto se pode tirar de água do Cantareira foi feito com base na média pluviométrica da década de 1970, que teve um aumento de 20% em relação à média anterior, calculada entre os anos 1936 e 1970. Ocorre que, de lá para cá, a média diminui novamente e o cálculo não foi refeito. E essa média não deve aumentar nos próximos anos. “Acho que entraremos em um período de umas três ou quatro décadas de menos chuvas a partir de agora”, diz Zuffo.

Enquanto isso, as manobras são feitas das mais diversas formas para que as eleições não sejam afetadas. Um plano de contingência para o Cantareira, produzido pela Sabesp, foi entregue no último sábado para a Agência Nacional de Água (ANA, órgão do governo federal). Porém, nesta segunda-feira, a Sabesp encaminhou um oficio à ANA avisando que “a proposta necessitava de algumas correções” e solicitou cinco dias úteis para entregar a nova versão. O prazo termina na próxima segunda-feira, exatamente um dia após as eleições que, em São Paulo, têm chances de serem decididas logo no primeiro turno.

[A suicida fidelidade do eleitor de Alckmin]

 

água alckmin

O problema da Cantareira não manchou a candidatura de Alckmin, que, segundo Rafael Cortez, cientista político da consultoria Tendências, lidera as intenções de votos no Estado por três fatores importantes: a alta aprovação do Governo (avaliado como ótimo ou bom para 47% dos paulistanos e como ruim ou péssimo para 14%, segundo levantamento do Datafolha de agosto), o enfraquecimento do PT no Estado, principal partido de oposição ao PSDB, e a falta de familiaridade com Paulo Skaf, que disputa o mesmo eleitorado de Alckmin, um eleitor mais conservador e que dificilmente mudará de ideia. “Para o eleitor mudar de ideia, ele precisa primeiro estar insatisfeito com a administração, e, em segundo lugar, ser convencido de que a oposição governa melhor do que a atual administração”, diz Cortez.

Alckmin lidera as pesquisas tanto na capital (50%), quanto no interior (52%). Separando por grau de instrução, o tucano também vence nas quatro categorias pesquisadas, sendo a melhor aprovação entre os eleitores com ensino superior (53%). “A eleição é um plebiscito em relação ao desempenho do Governo. Essa lógica funciona independente do Estado e dessas condições estruturais”, diz Cortez.

 

Julio
Julio
Jota
Jota
Amorim
Amorim
Julio
Julio

São Paulo X Rio de Janeiro. A GUERRA DA ÁGUA

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A guerra dos desgovernos. Da corrupção. O povo sempre perde. Ganham as multinacionais engarrafadoras de água.

Veja só um exemplo: Aquífero Guarani foi o nome que, em 1996, o geólogo uruguaio Danilo Anton propôs para denominar um imenso aquífero que abrange partes dos territórios do Uruguai, Argentina, Paraguai e principalmente Brasil, ocupando 1 200 000 km². Na ocasião, ele chegou a ser considerado o maior do mundo, capaz de abastecer a população brasileira durante 2500 anos. A maior reserva atualmente conhecida é o Aquífero Alter do Chão, que fica na Amazônia.

A maior parte (70% ou 840 mil km²) da área ocupada pelo aquífero — cerca de 1 200 000 km² –  está no subsolo do centro-sudoeste do Brasil. O restante se distribui entre o nordeste da Argentina (255 mil km²), noroeste do Uruguai (58500 km²) e sudeste do Paraguai (58500 km²), nas bacias do rio Paraná e do Chaco-Paraná. A população atual do domínio de ocorrência do aquífero é estimada em quinze milhões de habitantes.

  • Mato Grosso do Sul (213 700 km²)
  • Rio Grande do Sul (157 600 km²)
  • São Paulo (155 800 km²)
  • Paraná (131 300 km²)
  • Goiás (55 000 km²)
  • Minas Gerais (51 300 km²)
  • Santa Catarina (49 200 km²)
  • Mato Grosso (26 400 km²)

Nomeado em homenagem ao povo Guarani, possui um volume de aproximadamente 55 mil km³ e profundidade máxima por volta de 1 800 metros, com uma capacidade de recarregamento de aproximadamente 166 km³ ao ano por precipitação. É dito que esta vasta reserva subterrânea pode fornecer água potável ao mundo por duzentos anos. Devido a uma possível falta de água potável no planeta, que começaria em vinte anos, este recurso natural está rapidamente sendo politizado, tornando-se o controle do Aquífero Guarani cada vez mais controverso.

Corria o boato, durante o governo Fernando Henrique, que o Brasil teria entregue o Aquífero Guarani aos Estados Unidos como caução da dívida externa.

São Paulo é um estado rico em água. Já tive oportunidade de mostrar sua hidrologia e hidrogeologia. (Clique nas fotos para ampliar).

Quantos aquíferos possui São Paulo?

Aquíferos São Paulo. Quantas outorgas existem para a pirataria estrangeira? Para onde vai a água exportada por São Paulo?
Aquíferos de São Paulo. Quantas outorgas existem para a pirataria estrangeira? Para onde vai a água exportada por São Paulo?

A

Rio Tietê, um dos principais rios paulistas. Na imagem, o rio está na altura de Cabreúva, mas percebe-se que ainda há poluição da metrópole.

B

C

D

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F

G

I

J

Cachoeira do Pimenta, a maior do Rio Jacuí

L

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Rio Monjolinho, vista dentro da cidade de São Carlos-SP.

N

Rio Novo- Lat. S 22º56’39” e Log. O 49º03’12”

P

Rio Paranapanema no município deParanapanema

Rio Pardo cruzando o centro da cidade deÁguas de Santa Bárbara

Q

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T

Rio Tietê em Barra Bonita / Igaraçu do Tietê

V

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Racionamento d’água em São Paulo: Incompetência dos sucessivos governos tucanos

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Escreve Ana Cecilia da Costa e Silva: “Dentre os grandes temas da atual agenda sócio-econômica mundial, está a questão da escassez de água potável.

Hoje, dos 6 bilhões de habitantes, 1,1 bilhões não têm acesso à água doce, que inclui a água potável para higiene pessoal e irrigação e produção de alimentos. O último relatório para o desenvolvimento das Nações Unidas prevê que até 2050, 45% da população mundial não terá acesso à quantidade mínima de água para atender suas necessidades básicas de ingestão e para produção de alimentos se mantidas as atuais taxas de crescimento do produto e da população (PROGRAMA, 2006).

As reservas mundiais de água doce estão concentradas em poucos países: Brasil, Rússia, China e Canadá. Cabe a esses países desenvolver tecnologia que permita, ao mesmo tempo, captação e preservação dos mananciais dessa água, já que a quantidade de água doce disponível no planeta é a mesma há 100 milhões de anos e é um bem não renovável (ECO, 2007).

Nesse sentido, o comércio internacional ganha fôlego, considerando que a troca de bens escassos sempre foi tema de discussão na economia internacional”.

O Brasil tem pouco mais de 13% de toda a água doce do planeta. Os desafios são: reduzir o enorme desperdício domiciliar, industrial e agrícola; acabar com a contaminação dos rios e lagos e, quem sabe um dia, conseguir cobrar alguma coisa pelo item mais nobre da nossa balança comercial. E acabar de vez com o tráfico internacional de água, com a desnacionalização do comércio de abastecimento  das cidades, inclusive de água engarrafada. A safadeza é tão grande que empresas multinacionais usam garrafas e botijões de plástico.

Graças à localização intertropical, ao clima e à geologia, o Estado de São Paulo tem abundância de água superficial e subterrânea. O racionamento por falta de chuvas parece piada. Quando várias cidades reclamam das enchentes.

As águas subterrâneas e os aquíferos são bem explorados pelos piratas estrangeiros. E faltar água é incompetência tucana.

Estudo realizado em 2005, pelo governo de São Paulo: A chuva média plurianual que ocorre no território de SP é da ordem de 1380 mm/ano ou 10.800 m3/s. Deste total, apenas 30% (3120 m3/s) constituem a vazão média que escoa pelos rios. Uma parcela desta vazão média constitui o chamado escoamento básico, isto é, o volume de águas subterrâneas que, na fase terrestre do ciclo hidrológico, mantém o nível de base dos rios durante o período seco; corresponde a 40% (1280 m3/s) do escoamento total.

A demanda atual por água superficial é da ordem de 350 m3/s, assim repartida:

• abastecimento público: 110 m3/s

• uso industrial: 93 m3/s

• irrigação: 143 m3/s

• uso doméstico rural: 4 m3/s

 

 

Brasil ainda vive de explorar seus recursos naturais

por Guilherme Almeida

 

Tjeerd Royaards
Tjeerd Royaards

 

Brasil continua sendo uma colônia que vive da exploração de suas riquezas, ferro, petróleo, agricultura, papel, etc.

A empresa que mais patenteou produtos nos últimos 3 anos foi a Natura, cosméticos.

Hoje, ainda, pagamos “royalties” para sabonetes, sabão em pó e liquido, desodorantes, pasta de dentes, carros, geladeiras, maquinas de lavar, televisores, fio dental, etc. etc.

A única indústria que exporta alguma tecnologia é a Embraer. Mas, mesmo na Embraer alumínio aeronáutico, turbinas, reversores, trens de pouso, freios, aviônicos, resinas, etc. são importados.

E para exportar, dependendo do modelo de avião, precisamos pedir autorização aos americanos.

Dengue é coisa de prefeito ladrão. E ninguém faz nada para combater a seca. Faltar água para o povo é uma mistura de corrupção com crueldade

BRA_OPOVO seca saúde dengue

BRA_DN água seca Ceará

BRA_OPOVO seca governantes não conhecem o povo
Dinheiro para construir estádio o Ceará tem. Tem para outros elefantes brancos e serviços fantasmas.

Tem uma justiça cara. Tem um legislativo caro. Tem um executivo que nada faz que preste para o povo.

Vale para todo o Nordeste e o Brasil inteiro.

Os prefeitos nordestinos ficam ricos de repente. Ninguém investe em cisternas, em poços artesianos. Isso qualquer prefeito poderia fazer.

Que os governos estaduais cuidassem de construir açudes e de construir barragens nos rios. Que o governo federal terminasse as obras de transposição do Rio São Francisco e da interligação dos rios brasileiros e do mapeamento e aproveitamento dos aquíferos. O Brasil tem os dois maiores aquíferos do mundo. E, possivelmente, outros, cujas outorgas também estão sendo entregues aos piratas estrangeiros.

O Brasil que exporta água deixa o seu povo morrer de sede…

 
BRA^PE_JDC água privatização

A safadeza não é só nordestina. A indústria da seca rende muita grana. Inclusive votos. Os negócios dessas almas sebosas nunca dão com os burros n’água.

BRA^RJ_EX água compra voto Rio

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