O Papa Francisco no último Angelus do ano exorta a reflectir sobre o drama «dos idosos que são tratados como presenças incômodas»

Fuga para o Egito

 

 

Mais uma vez, os prófugos, os refugiados, os migrantes frequentemente rejeitados, as vítimas do tráfico de pessoas e as do trabalho escravo, estiveram no centro das preocupações do Papa Francisco nestes dias de festa.

Ainda mais ontem, domingo 29 de Dezembro, dia em que a Igreja celebra a festa da sagrada Família de Nazaré, a primeira que sofreu a vergonha do exílio, da fuga devido às perseguições. Um destino, disse o Pontífice, que é partilhado hoje por milhões de famílias em muitas partes do mundo. São as famílias dos prófugos, dos imigrados. Nem sempre, acrescentou, «encontram acolhimento verdadeiro, respeito, apreço pelos seus valores». As suas expectativas legítimas muitas vezes encontram situações de dificuldade, que acabam na exploração. Tal sorte une sobretudo as «vítimas do tráfico de pessoas e do trabalho escravo».

Mas o pensamento do Papa dirigiu-se também a quantos ele definiu «exilados escondidos», isto é, aqueles que vivem o exílio dentro das próprias famílias: «os idosos, por exemplo, que às vezes são tratados como presenças incómodas». E o Pontífice afirmou que para entender deveras o estado de saúde de uma família é preciso «ver como ela trata as crianças e os idosos».

A propósito o Papa Francisco repetiu as três palavras que julga ser as chaves certas «para viver em paz e alegria em família: com licença, obrigado e desculpa». Enfim, recordou que a família estará no centro da próxima assembleia sinodal e convidou os fiéis – aos da praça de São Pedro uniram-se os que estavam em ligação directa de Nazaré, Barcelona, Loreto e outras cidades do mundo – a recitar a oração que ele compôs para a ocasião.

 

Dilma pode salvar o Brasil?

Brasil caro para se viverVida de Primeiro Mundo no Interior?

Falida indústria nacional

Roubam do povo para construir coliseus

“Brasil está se tornando um país caro”.

Os salários estão congelados.
Milhões de brasileiros pendurados no bolsa família. Uma esmola que não passa dos 200 reais. Um pouquinho a mais dos 100 dólares.

Salários, pensões e aposentadorias da maioria dos brasileiros também possuem um teto que escorcha, esfola e mata. 545 reais. Jamais passará dos 300 dólares.

Com essa renda familiar humilhante, de escravo, como o “interior surfa na onda do dinheiro?”

Mentira. Cresce a onda de retirantes.
Fugitivos do campo e pequenas cidades incham as capitais de favelados.
Cresce o número de exilados.
O Brasil possui, oficialmente, um milhão de emigrantes, que realizam serviços sujos e pesados nos quatro cantos do mundo. Apenas na Europa, perambulam 95 mil brasileiras prostitutas.

Sem dinheiro, o brasileiro compra até alimentos à prestação. Tanto que a indústria “vira deficitária”. E pede ajuda.

A “expansão do crédito inquieta estrangeiros”.
O Primeiro Mundo depende do pagamento da vassalagem da dívida.
Teme que o dinheiro do déficit primário seja gasto nos Coliseus da Copa do Mundo.